segunda-feira, agosto 08, 2011

sexta-feira, agosto 05, 2011

Frase do dia

"A maior dor da humanidade é o desejo de permanência num mundo impermanente."
Astrolocoach dixit

quinta-feira, agosto 04, 2011

Constatação #43

Há pessoas cuja tendência de ver os outros à sua imagem e semelhança é tão grande que até confundem as nossas "histórias" com as suas.

Agustina

Admito, não foi fácil.

Decididamente, a sua inteligência é demais para que a minha tenha, sequer, a veleidade de a alcançar... Mas como tenho uma estranha mania de não desistir de livros a meio porque acho uma falta de consideração pelos próprios e pelo conhecimento, sabedoria e magia que o abnegado autor resolveu partilhar connosco, comuns mortais, lá continuei, armada com a cara e a coragem que era o que tinha.

Sorri, sorri muito, mesmo quando era um sorriso "não te estou a entender na totalidade mas só a ideia que julgo estar a conseguir apanhar já me parece brilhante". Parei várias vezes, verifiquei os nós que se me tinham instalado nesta ou noutra página, e reli, um, dois parágrafos para trás, na tentativa de absorver o máximo que o meu cérebro conseguia. Sorri de novo pela forma como manuseia a língua com mestria e conhecimento fazendo-o parecer tão fácil, como aprofunda o ser humano como se tivesse estado dentro dele, como põe a nu pensamentos e emoções de forma crua e tão, mas tão, verdadeira.

Não foi fácil, admito. Mas terminei-a. Foi o nosso primeiro encontro e orgulho-me que tenha, afinal, corrido tão bem. Ao contrário de outros autores, sei que quando nos voltarmos a encontrar já vou de pé atrás, preparada para ver o meu entendimento arrebatado e remexido ao ponto de me fazer chegar até a duvidar da sua existência. Mas sorrio ao pensar nisso. Porque já sei que vai dar luta mas que vai valer a pena.

Agora, não contente, pelos vistos, com as chapadas no intelecto que levei daqui, resolvo meter-me com outra senhora, esta com mais um 'S' grande... entra, assim, em cena Simone de Beauvoir, vamos ver se não saio eu de cena de rastos outra vez...

segunda-feira, agosto 01, 2011

Dos entendimentos

Dos entendimentos, sim. Do que leio, do que vejo, do que ouço, do que penso.

Tentativas para encontrar explicações. Sempre, parece vício. Tentativa agora, por uma questão de sanidade mental, de as dispensar. Parece missão impossível. Mas como tudo teria sido tão mais fácil se o tivesse conseguido fazer desde o início, desde que as cartas do jogo mudaram, desde que o "sim" passou a "não", o "sempre" a "nunca", a "vida" a "morte". Mas não deixa de ser curioso como parece importante aceitar não procurando razões acreditando ao mesmo tempo que existe uma razão maior. A razão sem razões. A razão que explica as outras, as outras que não têm explicação em si mesmas. Demasiado metafísico para esta cabeça analítica, sem dúvida.

Dizia eu que bom teria sido se a aceitação fizesse parte intrínseca do meu vocabulário nativo, da minha composição. Acredito que grande parte das minhas angústias tivessem definhado à partida, sem solo fértil onde florescer.

Aceitação. A tal palavra mágica e, ao mesmo tempo, cruel, violenta de tão contra-natura que é. Até parece que nunca fui obrigada a aceitar nada na vida... Fui, pois, como toda a gente, mas não sem luta, sem valentes cabeçadas na parede, sem explorar tudo o que estivesse ao meu alcance, sem espremer todas as possibilidades. Houve tempos em que desisti, aceitei mas conheço-me o suficiente para saber que, até hoje, não vivo bem com isso. E, mais tarde ao mais cedo, o que é abafado vem ao de cima...

Falávamos disso, nós as duas, em como abafei parte de mim em tempos, em como muitos conseguem viver assim. Não, na realidade não vivem. Sobrevivem enquanto definham por dentro. "Queres isso para ti?". Não. Mas pergunto-me se, ao não querer, não estou a dar um passo maior que a perna, não estou a abrir uma caixa de Pandora cujo peso não vou aguentar nos meus braços depois. Não devia eu, como tanta gente, resignar-me, aceitar, pôr de lado alguns sonhos e expectativas e desejos e aceitar o que a vida me dá, a vida como ela se apresenta, o "é o que é" e ser feliz com isso? Pois... ser feita da mesma matéria dos sonhos pode ser muito frustrante...

Pergunto-me se aprendi alguma coisa... Pergunto-me se não seria suposto que as voltas da vida me tivessem ensinado a querer menos, pergunto-me se não foi exactamente essa a mensagem que o Universo me tentou passar mas que eu, cabeça obstinada e teimosa, me recusei a ouvir. Pergunto-me se aprendi alguma coisa afinal...

Porque a sensação é que mudei, sim e depois... mudei outra vez. Iniciei a viagem, dei uma volta de 180º mas, em alguns aspectos, o círculo fechou de novo, tendo voltado ao ponto de partida. Talvez com outra bagagem, sim, mas ao ponto de partida. Ou, por outras palavras, a mim. Com tudo o que isso tem de bom e de mau.

Porque é suposto os tempos difíceis ensinarem-nos o que não conseguimos ver, ou melhor dizendo, sentir. Sabemos que existem, até somos capazes de subscrever como nossos determinados conceitos e valores como humildade, tolerância, abnegação, altruísmo, paciência, amizade, amor mas verificamos depois que o fazemos apenas em teoria. A prática só acontece quando somos forçados a "pormo-nos nos cornos do touro" e a sentir a força das suas marradas. Aí sim, vamos de cara ao chão. E aí sim, parte de nós racha e, olhando lá para dentro, vemos com olhos de ver, à luz do dia, o que realmente somos, o que apenas subscrevemos, o que gostariamos de ser a partir daí. Vemos os nossos erros, os nossos defeitos escancarados de fora do corpo. Vemo-los e pensamos: sim, era demasiado isto ou aquilo; sim, errei muito aqui e ali; sim, quero aprender com isso e fazer melhor.

Passaste por lá, não foi? Passei. Passei e revi cada um dos erros e defeitos à lupa para ter a certeza de que não me escapava nada. Passei e peguei-lhes na mão de forma a senti-los verdadeiramente. Passei para aprender tudo o que podia e utilizar essa aprendizagem no futuro. Passei porque me quis tornar numa pessoa melhor.

Mas o tempo passa... e passado também esse momento de humildade extrema em que o mea culpa e o tormento levam a melhor, os ânimos acalmam, a ferida começa a fechar, a cabeça começa a erguer-se. E dá entrada a fase seguinte: aplicar o que retivemos, o que julgamos ter aprendido na vida real. Deixamos-nos de análises e passamos à prática. Em teoria... Mas também aqui se dá início à separação entre trigo e joio. E aqui começam os problemas, as dúvidas, a análise fria do que se trouxe e daquilo para que nos serve. Sim, aprendi isto e mais isto mas, afinal, e o que está a adiantar? Porque há mudanças nossas que não parecem ter efeito nenhum na vida ou nos outros ou no que nos rodeia. Na prática, o nosso exterior continua igual sem que a nossa mudança interior o afecte. De que serve então se não produz nada, nenhum efeito para além da tão prometida mas tão eventual ou, para mim, quase utópica paz interior e mais não sei o quê? Convenhamos, olha bem para ti, tu és mesmo assim ou estás-te a fazer porque dizem que é bom? E chego à conclusão que não, não sou assim. E reparo que não, não passei a boazinha, a benevolente, a abnegada, a mais tolerante, à amiga que tudo aceita, áquela que dá amor incondicional sem esperar nada em troca. É verdade, uma verdade talvez triste, mas que se lixe, esta não sou eu. Aprendi umas coisas, sim, mas não o suficiente para deturpar a essência do meu ser. Devia? Talvez. Talvez ganhasse mais com isso...

E agora? Chegada aqui, vou para onde? Algo me diz que ainda vou ter que esperar mais um bocadinho para saber...

sexta-feira, julho 29, 2011

Outra daquelas que nem vale a pena explorar

- (disse eu) Bem, este mês a coisa correu mesmo bem! Tudo a tempo e horas, poucos erros, sim senhor, foi muito bom.
- (ouvi eu): Realmente! Foi, de facto, fantasmagórico!



...vale a pena massacrar o meu cansado cérebro a tentar descobrir que raio queria ela dizer??? Nããã, deixa lá isso...

Este desafio constante que é a vida...

Encaixar na minha rotina acelerada de manhã a decidida-à-última-hora lavagem e secagem de cabelo e até chegar mais cedo ao trabalho... yes, we can!

quinta-feira, julho 28, 2011

Consegues..?


Fonte: Stuff No One Told Me

"És uma pessoa extremamente inteligente mas essa tua inteligência é também a tua pior inimiga... Tens que aceitar que nem tudo tem uma explicação lógica, que a vida e os outros nem sempre fazem sentido, que a soma de dois mais dois não é sempre igual a quatro. Tens que parar de tentar analisar e entender tudo, tens que desistir de tentar obter explicações para o inexplicável. Porque ele existe, quer tu queiras, quer não. Aceita-o e vives melhor."

terça-feira, julho 26, 2011

Autorização...

"É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto..."

Antoine de Saint-Exupery
in O Principezinho

segunda-feira, julho 25, 2011

As estrelas a falar francês

"Les rencontres dans le milieu amical ou associatif sont favorisées, l’amitié se transforme en amour, l’amour se consolide sur le plan amical. Ne sous estimez pas les occasions qui ne manqueront pas de se présenter. Vous n’êtes pas à l’abri d’un coup de foudre, ou d’une révélation soudaine en milieu de semaine. Les prises de conscience sont favorisées, vous ne referez pas les mêmes erreurs car vous comprendrez vraiment là ou vous avez agi par trop de légèreté dans le passé."

Frase do dia

"Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espectador de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso."

Bernardo Soares
in Livro do Desassossego

sexta-feira, julho 22, 2011

Gata A. versus Agustina Bessa-Luís




"Nope, tu agora não vais ler... vais é dar-me atenção..!"

quinta-feira, julho 21, 2011

Curioso... para dizer no mínimo...

Há uns dias, o meu computador informou-me que tinha que mudar a palavra-passe. Todas as vezes que isto acontece, tento sempre pensar em alguma palavra ou expressão que tenha significado para mim para não a esquecer facilmente. Digamos que "bife", a não ser que me refira a algum fulano nórdico em particular, é capaz de facilmente se me resvalar na memória, por associação, para "carne assada" ou "empadão de miúdos" e deixo de saber a quantas ando.

Tento sempre, também, que não seja ridícula ao ponto de não a poder transmitir a alguém em caso de ausência prolongada da minha parte. Portanto, "o meu 'morzinho é lindo e azul e fofinho como as nuvens e chama-me pirolita doce de barraca de feira popular", até hoje, nunca foi uma hipótese.

Há uns dias, o meu computador informou-me que tinha que mudar a palavra-passe... Escolhi "renovação". E não é que, desde então, de todas as vezes, mas mesmo todas as vezes!, que tive que a escrever, me tem saído sempre, antes de qualquer outra coisa, "reclamação"???

I wonder why...

quarta-feira, julho 20, 2011

Frase do dia

"Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos."
Anais Nin

Significados


"Roubado" de um dos meus blogs preferidos: http://duas-ou-tres.blogspot.com/

terça-feira, julho 19, 2011

Porque está na minha natureza

Drive
Incubus

Sometimes, I feel the fear of uncertainty stinging clear
And I can't help but ask myself how much I let the fear
Take the wheel and steer
It's driven me before
And it seems to have a vague, haunting mass appeal
But lately I'm beginning to find that I
Should be the one behind the wheel

Whatever tomorrow brings,
I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
I'll be there

So if I decide to waiver my chance to be one of the hive
Will I choose water over wine and hold my own and drive?
It's driven me before
And it seems to be the way that everyone else gets around
But lately I'm beginning to find that
When I drive myself my light is found

Whatever tomorrow brings,
I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
I'll be there

Would you choose water over
the wheel and drive

Whatever tomorrow brings,
I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
I'll be there

segunda-feira, julho 18, 2011

Frase do dia por ser este dia

"Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente."
M. Paglia

Dois

Ontem, deitada, as lágrimas silenciosas e a gata A., que as ouviu, enroscada cada vez mais em mim... Tentei falar-te mas não consegui dizer nada. Tentei falar e também ouvir-te no vento que ia soprando lá fora. Desisti. Tenho esperança que me tenhas lido o pensamento.

sexta-feira, julho 15, 2011

Dos arrastões

Talvez seja isso, uma questão de formatação. Curioso como hoje em dia é tão fácil que a terminologia associada ao que é mecânico e programável se possa aplicar tão bem quando falamos de um ser humano.

Mas talvez seja isso, sim.

Somos dois polos opostos no geral. E o que temos em comum só nos afasta ainda mais: teimosia, obstinação, persistência, crença. Dificilmente conseguimos encontrarmo-nos a meio. Forjadas em fornos e formas diferentes, donas cada uma de seu muro, as pontas finais das rectas de um vértice que é a nossa realidade.

De lá, arrastões dos quais me tento desenvencilhar antes de cair na sua teia. Envia-os de propósito para me puxar para o seu lado? Não. Esse nunca é o objectivo. O objectivo é ser como é e pronto. De cá, as minhas tentativas de enviar algo de positivo que acalme o arrastão, para me proteger mas também por ter noção de como pode ser tão prejudicial para a própria. E as tentativas a bater no muro e a ser devolvidas uma e outra vez, só conseguindo abrir uma brecha com paciência, repetição, paciência, desgate, e mais paciência ainda. Como se ao aceitá-las se tornasse menos digna, porque quem não se entrega ao sofrimento, não está realmente a sofrer, e quem não sofre não é digno dos céus... Paciência. Aquela que tenho que ter, que às vezes não tenho, aquela que me aponta o dedo por parecer sempre de menos.

E a morte. A morte a rodear-nos. Porque a vida também nos rodeia. A morte, as datas, as queimaduras no braço e as tartes esborrachadas no chão... e nós, cada uma a tentar sobreviver, e nós, cada uma presa à sua armadura. E não obstante, a tentar arrastar o seu peso de forma a chegar ao meio, porque também dessa caminhada depende a nossa sobrevivência, mas sem nunca conseguir totalmente.

quinta-feira, julho 14, 2011

Porque "if only I don't bend and break"...

Bend & Break
Keane

When you, when you forget your nameWhen old faces all look the same
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you'll wake up

If only I don't bend and break
I'll meet you on the other sideI'll meet you in the lightIf only I don't suffocateI'll meet you in the morning when you wake

Bitter and hardened heartAching, waiting for life to startMeet me in the morning when you wake upMeet me in the morning then you'll wake up

If only I don't bend and breakI'll meet you on the other sideI'll meet you in the lightIf only I don't suffocateI'll meet you in the morning when you wake

If only I don't bend and break
I'll meet you on the other side
I'll meet you in the light
If only I don't suffocate
I'll meet you in the morning when you wake


I'll meet you on the other side
I'll meet you in the light
If only I don't suffocate
I'll meet you in the morning when you wake