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quinta-feira, agosto 18, 2022

O que não tem remédio...

Pessoa resolve combinar almoço durante a semana com progenitora. Pessoa resolve que, a partir de agora, irá promover almoço com alguma periodicidade. Pessoa reconhece que se não for a pessoa a promover, a coisa não se dá e que é importante para quebrar rotinas e diversificar a forma de acompanhamento e apoio. Pessoa propõe, vai buscar, encaminha, faz conversa, conta coisas, leva coisas, satisfaz pedidos. Pessoa e progenitora não conseguem terminar almoço sem se "pegar"... 

Para a semana há mais...

quinta-feira, julho 26, 2018

Dos astros

Eu cá não sei mas que alguma coisa se passa, disso não tenho dúvidas. Estes dias semi-quentes parecem emanar uma tal energia cósmica do lado do Deus-me-livre que faz com que ande tudo em erupção ou à beirinha de se lançar às goelas de quem lhe passa pela frente. Sente-se a fluir nas pequenas coisas enquanto que nas grandes nem tempo há para perceber se flui ou não porque nos caiem logo na cabeça. Ainda estamos a tentar perceber de onde vêm e zumbas!, cá vai disto. Sente-se nas reacções, nas vozes, nos olhares, qualquer palavra cai mal, qualquer troca de esgares, ainda que fruto de puro desajeito, é mal interpretada. Nada passa da flor da pele e tudo lá se prepara, tal qual casa de partida, para disparar em grande velocidade à primeira ameaça de tiro. 

Eu cá não sei mas, pelo sim pelo não, assumo posição de guarda-redes... em modo "muro"... com picos...

sexta-feira, junho 09, 2017

Primeira pergunta num questionário sobre determinado exame médico...

... "Sente grande ansiedade por ir realizar este exame?"

Eerrr... não sentia,  não... obrigado...

quinta-feira, março 23, 2017

Lei de Murphy - 1, eu - 0

... e logo no dia em que a minha cara gritava noite mal dormida...

segunda-feira, setembro 26, 2016

Dos pequenos poderes

É aquela gentinha que nunca chegará a gente. Não pode, não consegue, a mediocridade é de pai e mãe, corre-lhes nas veias e nela bóiam todas as suas células, não há escapatória. Não são nada mas querem tudo. Acham-se mais, ainda que o resto do mundo os queira "injustamente" remeter a menos. Babam de inveja quando são outros que têm, fazem, podem. Como babam de orgulho prepotente quando algum pequeno poder lhes cai ao colo. E não hesitam. Não hesitam em insuflar de baba e arremessar o seu peso contra quem menos pode. Porque sim. Porque podem.

segunda-feira, maio 30, 2016

2a feita em todo o seu esplendor...

Nada como começar a semana trancada do lado de fora da casa só com o telemóvel, atrasada, semi arranjada e sem ninguém do lado de dentro para ajudar. A fechadura resolveu emperrar...

terça-feira, outubro 13, 2015

O vesgo, a pespineta e a conclusão de que assim não vamos lá...

Eu. Um velhote de pança generosa, vesgo e de mãos atrás das costas, a la "Guarda Serôdio". Um lugar de estacionamento na zona das Avenidas Novas. Fim de tarde chuvoso. 

Podia assim começar uma linda história de amor caso a minha modesta simpatia por pessoas de mais idade e até com olhos tortos roçasse o espectro amoroso mas não, felizmente para mim... Por isso, o que começou a partir daqui foi uma curiosa discussão a parar o trânsito atrás de mim porque o velhote de pança generosa, vesgo e de mãos atrás das costas - ao qual a partir de agora me irei referir como "o vesgo" porque é mais curtinho e um tanto ou quanto desagradável e é o que ele merece - resolve que tem todo o direito de guardar com o seu corpanzil o lugar vago para um outro carro qualquer do seu conhecimento, que deveria vir no início da rua. 

A princípio não percebi bem, até porque estava de auricular "em punho" à conversa com C. (que passou os cinco minutos seguintes a rir do outro lado ao ouvir o que se foi desenrolando) mas resolvi ignorar os gestos de polícia a mandar seguir o trânsito, ou seja, e naquele momento, a mandar seguir a mim. Aproximei o "focinho" do carro e pus-me eu lá dentro a fazer o mesmo, como quem diz: caríssimo, desvie-se o senhor que eu quero estacionar. Mas ele continuava... esbracejava, esbracejava (segue, segue...) e não saía do lugar. 

Pedi um minuto ao meu interlocutor telefónico e abri a janela no sentido de perceber qual era a ideia porque me parecia irreal que alguém no seu perfeito juízo achasse que podia guardar lugares públicos de estacionamento... mas assim era...

Ó que azar. Ó que azar o do vesgo que me apanhou no fim de uma segunda feira em todo o seu esplendor de segunda feira, já atrasada para outro compromisso, cansada, farta de andar às voltas à procura de lugar e munida à nascença de intolerância perante arbitrariedades. Ó...

(O sui generis diálogo que se segue é verdadeiro e teve testemunhas para além de mim e do vesgo alucinado):

- Peço desculpa mas... importa-se? Eu quero estacionar aqui...
- Ah mas não pode, eu estou aqui a guardar lugar para o "meu" que vem já ali... 
- Desculpe mas o senhor não pode guardar lugares...
- Não posso porquê?
- (incrédula, de boca aberta e a tentar não alterar o tom de voz) Porque não pode! O lugar é público, não é seu portanto é de quem chegar primeiro e o apanhar.
- Então, cheguei eu!
- (cada vez mais incrédula e já com vontade de partir para o atropelamento) Mas o senhor não é um carro...! É uma pessoa e não tem o direito de guardar lugares no meio da rua. Portanto, se não se importa, saia porque eu vou estacionar.


Este diálogo repetiu-se umas duas ou três vezes. Eu a dizer que não pode, o vesgo a manter o desplante com o seu "mas porquê", eu a vociferar a explicação e a esvair-me de paciência.

Finalmente, a criatura percebeu que eu não ia sair dali. Finalmente, percebeu que a minha viatura se aproximava cada vez mais dos seus pézinhos e que a fila de carros estava cada vez maior e que o "seu" não ia ficar com aquele lugar, desse por onde desse. Continuando a cuspir impropérios, foi-se afastando não sem antes acrescentar "eu estou-me a ir embora porque eu quero, ouviu?, porque eu quero!!" sendo que só me limitei a insinuar que, da próxima vez, a polícia também seria metida ao barulho, podia ser que o senhor não ficasse para lá a "querer" sozinho e que as autoridades o acompanhassem nesse seu desejo...

Fechei a janela, com o vesgo a chorrilhar disparates de dedo apontado ao meu vidro, estacionei, saí e fui à minha vida. O vesgo continuou às voltas na rua, a tentar apanhar outra vaga para lá se "plantar" e acabou por conseguir. Da mesma forma, esbracejou mandando seguir e... os carros seguiram...

Pergunto-me o que será mais preocupante... se a falta de noção de pessoas como o vesgo ou se a falta de espinha dorsal de quem foi passando. E pergunto-me mais ainda: tenderemos nós, sociedade actual, cada vez mais a dividirmos-nos apenas por estes dois grupos..?

sexta-feira, outubro 02, 2015

Pergunta retórica

É normal uma pessoa dita normal constipar-se apenas por passar pela secção de frios de um supermercado???

quarta-feira, setembro 02, 2015

Nota mental

Colocar papel e lápis ao pé da cama. Arranjar forças para escrever apesar do sono.

(Os textos fabulosos que me ocorrem quando estou prestes a dormir e dos quais não me consigo lembrar de manhã dão dó...!)

terça-feira, junho 30, 2015

Ó Sá, traz as laranjas!


























(o que eu me contorci por não ter uma caneta à mão..!)

quinta-feira, maio 14, 2015

Que o Senhor esteja convosco, ...

... amigos hífens entre verbos e pronomes, que vos querem aniquilar a toda a força...

Ámen.

terça-feira, abril 14, 2015

"Diz-me uma coisa, tu que és linguista..."

"... em português lê-se item ou aitem?"


Aitem, claro!! O "i" já deixou de soar a "i" há muito tempo, muito antes de qualquer acordo. Emigrou para os states há uma série de anos e só cá vem no Verão, de cinco em cinco. Aliás, se formos a ver, esta última frase está toda mal escrita, devia escrever-se como se lê. Ora então, devia ser assim: Emaigrou para os states há uma séraie de anos e só cá vem no Verão, de cainco em cainco.

Faz ou não faz todo o sentido?!? Sentaido, aliás.

sexta-feira, novembro 21, 2014

Constatação #80

Tudo é possível comprar. Até o descanso.

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Go get quê???

Uma das fontes de visitas aqui do estaminé: gogetporn.net/.

Filhos, não é por nada, mas eu sou uma moça limpinha... aqui não há essa coisa do "porn"... acho...

quarta-feira, janeiro 23, 2013

WTF?!?


Mas... mas... não são os japoneses o povo que mais respeita os mais velhos? Que desde sempre considera os ansiãos como fonte de saber, cujo conselho deve ser tido em conta, que valoriza a experiência e a idade? Que até um Dia de Respeito ao Idoso tem e que até é feriado nacional??

Mas... mas... ?!

Ah... espera... o dito ministro estudou no Ocidente...

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Sabes que o espírito da coisa já não é bem o mesmo quando...

... dás por ti a enviar mensagens de Natal ao grupo do costume em que dizes "se alguma precisar de ser "salva", estamos aí!".

segunda-feira, dezembro 03, 2012

sexta-feira, junho 22, 2012

Pérolas da porca #13

Eu a ajudá-la a escrever (!!!) um texto... (Pagam-me para isto?? Pagam?? Nããããõooo!)

- Não, não é assim. Escreva o nome do organismo e a sigla entre parêntesis, não é com traço. Por exemplo, Partido Socialista (PS). Não costuma ver isto assim escrito nos jornais, nas notícias?

- Eu sei lá, há que tempos que não olho para isso...!

quinta-feira, maio 03, 2012

A distinta "lata"

Ou realmente temos que aceitar que somos todos muito diferentes, seres completamente distintos em termos de construção lógica, de raciocínio, de formação, e que, só por mero acaso, os nossos olhos verão determinado facto ou circunstância da mesma forma, ou o descaramento é, sem dúvida, uma arte praticada por alguns com mestria! E a falta de vergonha na cara também...

Se esperava? Não esperava nem deixava de esperar mas, pensando bem, até seria a reacção mais lógica porque não gosta de ser apanhada em falso e quando o é, rebate instintivamente virando "o bico ao prego".

Respondi regendo-me por uma medida pequena, para já, na esperança que seja suficiente. Porque a minha vida está cheia de aspectos bem mais significativos e, cada vez mais, me preocupo em canalizar a minha energia para o que me acrescenta e não para o que me subtrai. Espero não ter que aumentar a dose. Espero que, para além da "latosa" e da falta de vergonha, dê uso à sua tão apregoada inteligência...