não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
quarta-feira, agosto 21, 2013
segunda-feira, agosto 19, 2013
The edge... e eu a sonhar tocar e cantar assim quem sabe numa outra encarnação...
Edge Of Something
Jamie Cullum
Jamie Cullum
I've got some ways of forgetting now
What you're finding out, what you're finding out
I've got some ways of believing now
What you're leaving out, what you're leaving out
So take a reach down inside your soul
What you gonna find, what you gonna find
And it's so deep down inside your soul
What you leave behind, what you leave behind
I can hear it calling
Can't you tell?
I'm on the edge of something
So I just keep running every time I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time
I lose my head
Are there some secrets embedded down
In the frozen ground, in the frozen ground
Under a cold moon and a fractured sky
There's a universe there behind those eyes
You're gonna make good on promises
That you know you could, that you know you could
Cause no one here worships suddenness
Though you wish they would, though you wish they would
I can hear it calling
Can't you tell?
I'm on the edge of something
So I just keep running every time
I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time
I lose my head
I don't need a vision
I'm just waiting on collisions of the brain and the heart
I'm patient for decisions and some stormy revelations
I can claim from the start
I'm kicking up a storm
I'm kicking up a storm
In the valley I was born
I can hear the tower ring
Out here on the edge of something
I'm on the edge of something
So I just keep running every time
I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time
I lose my head
sexta-feira, agosto 16, 2013
sexta-feira, agosto 09, 2013
Frase do dia
“Desistir pode ser um dos maiores actos de coragem que a vida nos coloca à frente.”
Pedro Chagas Freitas
"In Sexus Veritas"
quarta-feira, agosto 07, 2013
Frase do dia
"A vida ri-se das probabilidades e põe palavras onde imaginamos silêncios e súbitos regressos quando pensávamos que não nos voltaríamos a encontrar."
José Saramago
terça-feira, agosto 06, 2013
E é isto. É isto que importa reter e que importa discutir!
(E não se o nome de um cão é Zico, Mandela, Fifi ou Cocó..! A sério, tenham dó! No meio da confusão de "postas de pescada" que consegue ser esta blogosfera, há quem levante a hipótese de os advogados do Sr. Mandela - o humano - se virem meter ao barulho! Como se eles e o próprio não tivessem mais nada que fazer! Eu tenho, o que fará eles... Gente tãããooo poucochinha, cristo.. )
"É uma ironia dos tempos modernos, que pode causar confusão aos mais imberbes alunos de Comunicação Social, que devem andar a aprender, como eu aprendi, que uma boa definição de notícia não é um cão morder um homem, mas sim um homem morder um cão. Se assim é, que se passa? Nas últimas semanas de Agosto, houve um inesperado número de incidentes em cadeia, no que diz respeito a ataques de cães a pessoas. Somados, quase à média de um por dia nas páginas dos jornais ou nas televisões, poderia perceber-se, erradamente, que se tratava de uma epidemia, ou seja, de uma proliferação de casos “iguais”. Não são, de todo. Qualquer análise séria conclui, sem dificuldade, que se tratam de situações bem diferentes, pese embora uma mesma raça de cão estar presente em mais do que uma história, e todas elas terem o mesmo desfecho anunciado: o cão em causa foi de quarentena, e será abatido dentro de pouco tempo. Sobre esta sentença que não levanta indignação que se veja, já lá iremos. Primeiro, é importante entender que, por mais que defenda os direitos dos animais, não sou fundamentalista ao ponto de não perceber que um cão, ou outro animal, é perfeitamente capaz de “se passar”, como qualquer um de nós. Neste sentido, há situações, sim, em que se torna incompreensível que um cão ataque, situações em que o animal é, sim, “culpado” do seu crime. Mas basta reflectir um pouco, analisar os recentes incidentes, ou outros mais antigos, para concluir que as situações sem aparente explicação são uma raridade. Normalmente, o que acontece é o desastre que se adivinhava quando se vêem as circunstâncias, ou se pensa na “qualidade de vida” dos cães em causa. Regra geral, pertencem a pessoas que não têm a mínima consciência do que significa serem donos de um animal, muito menos quando se aventuram a escolher as chamadas raças potencialmente perigosas. Ponto básico: se são consideradas potencialmente perigosas, há uma razão para pensar mil vezes antes de optar por elas. Ponto básico número dois: a expressão “potencialmente” é a chave. Significa que nas mãos de um mau dono, a potencialidade torna-se realidade. Já é do senso comum, mas ninguém parece quere perceber. Obviamente que um pequeno caniche também pode ter um comportamento agressivo, mas basta pensar no porte de alguns cães para se entender que a “potencialidade de perigo” de uns é porque, quando se chateia, provoca danos terríveis, muitas vezes fatais. E o que vemos, nos casos mais badalados de Agosto? Uma continuada, inacreditável irresponsabilidade de muitas pessoas que têm estes cães. Pessoas que teimam em ter animais sem saberem, ou quererem saber, das noções mais básicas em relação aos animais, no que respeita a respeitarem um líder, sentido de território, stresse causado pela falta de atenção ou exercício, pessoas que não sabem, ou não querem saber, que um cão é, essencialmente, o espelho do seu dono, até porque um cão “pensa”, à sua medida, que é isso que é suposto fazer, é isso que o dono espera dele. Numa das histórias, os pormenores são tão claros, tão prenunciadores de desastre, que causa uma enorme confusão que o nosso sistema para lidar com os casos continue a ser abater o cão em vez de multar ou prender o dono. Numa das histórias, repito, um cão atacou a mãe do seu dono, um ataque que se revelou mortal. Começa-se a puxar pelos pormenores, e que temos? O indivíduo tinha escolhido, nada menos, do que um arraçado que misturava sangue de pittbull com leão da rodésia. E mantinha esta bomba-relógio fechada num apartamento exíguo, de onde o cão raramente saía, para se exercitar, destressar ou socializar. Que surpresa, que este cão fosse uma pilha de más vibrações, um desastre à espera de acontecer. Mas o que mais revolta é saber o que vai acontecer, porque é que acontece sempre nestes casos. O animal vai ser abatido, e o indivíduo, depois de encolher os ombros e assobiar, há-de arranjar outro, que manterá nas mesmas condições. Como todos os outros que procuram cães potencialmente perigosos, com os quais afirmam uma triste, patética e repugnante posição de agressividade perante os outros. É, para muito cobarde, a única forma de se fazerem maus, ou temidos. E tudo isto vai continuar enquanto este tipo de gente não for punida a sério. A solução de mandarmos abater cães não adianta um centímetro ao nosso sentido de civilização."
Crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho: E a besta é o cão?
(de 2012 mas ainda assim tristemente actual...)
(de 2012 mas ainda assim tristemente actual...)
segunda-feira, agosto 05, 2013
sexta-feira, agosto 02, 2013
E é esta a minha mente: das pequenas coisas que fazem parte da vida às grandes invenções tecnológicas em três segundos...
Um música. Uma daquelas músicas que, sem sabermos desde quando, faz parte da nossa audioteca interior e da qual não sabemos nada a não ser que é uma das nossas, que se tornou uma das nossas ao longo do tempo, deixada cair em nós vinda de uma qualquer banda sonora ou dos corredores lá de casa e que, quando se nos reaparece aqui ou ali, nos faz dizer "gosto tanto"... Queremos reproduzir, explicar a alguém (é aquela que começa assim, trá lá lá, estás a ver...?), procurar na net mas...
Uma música. E o momento mágico em que, na estação de rádio que nos acompanha de manhã, ela se nos apresenta acompanhada de bilhete de identidade...
Dave Brubeck
(Montreal Jazz Festival 2009)
(A quantidade de vezes que já me ocorreu, ao tentar identificar uma melodia que me persegue, tocar no teclado do computador como se de um teclado de piano se tratasse, reproduzir as notas que tenho na minha mente e o Google procurá-las... Não sei porque é que ainda não houve ninguém que se tivesse lembrado disto... já fomos à Lua e mais o diabo mas isto... não... tss, tss, tss... Silicon Valley, you need me, who know you do...)
terça-feira, julho 30, 2013
Porque o amor também se alimenta de humor
Amiga stressada com criança pequena que teima em não comer. Todos os dias é um festival de sopa por todo o lado: babete, cara, nariz, paredes, chão, óculos da progenitora...
No outro dia, como de costume, pediu ao companheiro que fosse entretendo a cria com palhaçadas porque o puto distraído vai relaxando os maxilares e a colher lá consegue entrar direitinha onde é suposto. E assim prosseguiram: ela a insistir "abre a boca, abre a boca", ele atrás dela a fazer macacadas.
Nisto, e sendo que a macacada escolhida não estava a resultar, o companheiro resolve mudar de estratégia e começa a ensinar as vozes de diferentes animais:
Como faz o cão? Ão, ão!
Como faz o gato? Miau, miau!
Como faz a cabra? Abre a boca, abre a boca!
quinta-feira, julho 25, 2013
"Lanzeira" season
Ando há uns dias dominada por uma preguiça sem explicação...
Não se trata de cansaço nem sono - o meu organismo encontra-se em perfeitas condições fisiológicas e psicológicas -, não é ausência de estímulo ou afazeres, não é depressão nem tristeza, nem amuo, nem dia-não: tudo corre dentro da mais banal normalidade e até "em bom". Mas ando aqui a embrulhar, a atrasar, a ignorar, a fingir que não ouço para não ter que fazer absolutamente nada! Ou melhor, para só fazer o que me apetece. No trabalho e não só.
Ainda há dois dias, aproveitando que iria conseguir chegar mais cedo a casa - coisa rara! -, tinha tudo planeado: tirar a louça da máquina, arrumar o que restou da festarola do fim de semana, tirar a roupa do estendal (que já corria o risco de se aguentar de pé sozinha, tal a secura), arrumar o roupeiro, regar as plantas, preparar algo leve para jantar, tomar um banho fresco... tudo planeado. Bom... o banho fresco tomei e, à última hora, lá se arranjou algo para comer mas, de resto, só li. Li, li e li, estendida na cama, mimada pelos gatos e pelo silêncio, saboreando a brisa fresca de fim de tarde de Verão.
Tenho trabalho para fazer, assuntos para resolver, processos para terminar mas... NÃO ME APETECE, pronto.
Conhecendo-me sei que é "sol de pouca dura"; conhecendo-me sei que, não tarda, a energia costumeira lá se apodera de mim e é ver-me a correr de um lado para o outro, a fazer mil e quinhentas coisas ao mesmo tempo, a impacientar-me por não ter ocupação, a adiantar serviço, a pegar na organização e na eficiência pelos cornos. Mas por agora... NÃO ME APETECE.
E é isto. É este o estado do tempo. Há que encará-lo com frontalidade. E, já agora, aproveitá-lo também... ;)
Bolhas
"É assim que tu vives. Numa bolha. Colocaste lá dentro tudo aquilo que não te incomoda. Que te faz esboçar um sorriso mas não te faz pensar. Que supostamente te realiza mas que não te preenche. O que agrada aos outros e finge agradar a ti...
O resto... o resto não existe! Aquele resto que te deixa completo. Que te faz amar. Que faz de ti um homem realizado. Que te leva a fazer aqueles disparates de miúdo. Que te rasga um sorriso nos olhos! Esse resto? Esse resto que tudo vale? Esse resto tenho-o eu comigo!"
O resto... o resto não existe! Aquele resto que te deixa completo. Que te faz amar. Que faz de ti um homem realizado. Que te leva a fazer aqueles disparates de miúdo. Que te rasga um sorriso nos olhos! Esse resto? Esse resto que tudo vale? Esse resto tenho-o eu comigo!"
Direitos e deveres
"No Mundo globalizado, a única guerra justa é a guerra à intolerância: temos o direito e o dever de ser intolerantes perante a intolerância. Mesmo a dos nossos amigos."
Francisco Seixas da Costa
À intolerância junto a discriminação, a crueldade, o desrespeito pela vida e pela dignidade de todos os seres vivos. Não aceito, não respeito quem discrimina, quem é cruel, quem desrespeita a vida. Estou a discriminar esta gente? Estou a ser intolerante com esta gente? Sim, estou, dou-me como culpada, podem-me prender. Porque continuarei sempre a fazê-lo.
quarta-feira, julho 24, 2013
O segredo
"Não precisar do outro.
Por estranho que pareça, em mais de vinte anos de consulta, as pessoas que conheci que mais felizes foram não precisavam do outro. Talvez não tão estranho. Seja uma relação de semanas seja a de uma vida, o amor, a mistura certa de sexo, companhia, confiança e riso, é tanto melhor quanto mais independente. De tudo.
Se o outro está lá para nos resolver abandonos anteriores, inseguranças várias, neuras, políticas de controlo ( posse e ciúme), precisamos dele. Torna-se um artefacto, o amuleto sem o qual a vida não faz sentido, uma tenebrosa confissão de impotência.
Se, no entanto, o outro faz parte do nosso gosto pela vida, torna-se, ipso facto, parte de nós. Em momento nenhum o desmentiremos, nunca diremos que a vida não faz sentido sem ele. Nenhuma parte da nossa vida se sobrepõe ao todo, não nos cabe decidir sobre o que tem existência própria.
É por isso que o amor é eterno."
Filipe Nunes Vicente
Psicólogo
Do que se cala, do que se perde
Nem sempre é tempo. O tempo que não passa pelo calendário, o tempo que se sente, esse. Nem sempre é tempo porque também há horas de calar. Não do calar que varre para baixo do tapete ou do calar que enfia a cabeça na areia para viver das ilusões que o escuro do seu buraco projecta na imaginação mas do calar de paz, do calar que acalma e pacifica, do calar que enterra o que já não tem vida. Do calar que cura e limpa por já se ter dito tudo; do calar de missão cumprida, de braços caídos ao longo do corpo prontos para abraçar outras causas por já terem feito tudo o que havia a ser feito até ali; do calar que vira as costas às paredes e encara, pelo outro lado, o espaço aberto de caminhos a percorrer. Porque há tempo para tudo. O tempo que se sente: talvez seja esse o tempo agora.
Sempre disse de mim - sempre soube de mim - que enquanto tiver forças para argumentar, enquanto subsistir a vontade de contestar e não me resignar, é bom sinal. Que enquanto não me calar em defesa de qualquer causa que em mim exista, essa causa não está perdida. Sempre soube também que, quando ela cai, cai porque eu, de forma deliberada, recolho a mão que a segura.
E quando tal acontece, mais do que eu ter perdido, mais do que a causa se perder...
... perdem-me.
E quando tal acontece, mais do que eu ter perdido, mais do que a causa se perder...
... perdem-me.
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