não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
terça-feira, abril 28, 2020
quarta-feira, março 25, 2020
quinta-feira, março 19, 2020
Com um pé na quarentena...
No outro dia ouvia: este ano vai ser para esquecer. Pois eu cá acho que não... se soubermos apreender as mensagens que nos está a enviar, acho que é, sim, de reter...
segunda-feira, fevereiro 24, 2020
Pérolas da porca #49
"Com esta coisa do acordo ortográfico, nunca sei bem o que mudou... "início" continua a ter acento no 2.º "i", não continua...?"
terça-feira, janeiro 28, 2020
Felicidade
Passei a vida toda, a vida que tive até agora, perseguindo o objectivo que sempre considerei o maior: a felicidade. Nesse percurso, a noção que tinha do que ela poderia ser foi-se modificando, aspectos antes considerados primordiais perderam protagonismo, outros - subvalorizados - começaram-se a destacar. A vida deu voltas, por vezes rodopiando descontroladamente e eu, tonta de viravoltas, deixei até, por vezes, de os conseguir sequer deslindar uns dos outros. Houve tempos em que me desacreditei dela, em que a chamei de mentirosa, de falsa esperança, outros houve em que a minha fé se fortaleceu e a esperança voltou a fazer-se ao caminho, de mochila cheia de novas hipóteses às costas. Cometi erros em seu nome, arrisquei em seu nome, desdobrei-me em tentativas em seu nome, até acertei algumas vezes no alvo, tudo em seu nome. Mas hoje, um dia simples, banal, hoje, como noutros dias que já tive a sorte de viver, a felicidade fez-se sentir em mim sem esforço, tão fácil, tão disponível, tão simplesmente humana, a rolar pela cara abaixo à boleia das lágrimas que acabaram por me molhar o sorriso. E hoje tive a certeza que posso deixar de a procurar, já partilho a casa com ela...
quinta-feira, janeiro 23, 2020
quarta-feira, janeiro 08, 2020
sexta-feira, janeiro 03, 2020
quinta-feira, dezembro 19, 2019
Do Natal, das palavras que me tocam sem que esteja à espera, do mergulho que dou nelas e onde me deixo ficar com prazer...
Tolentino já tem a sua Igreja em Roma
(e Deus, meu amigo, como o podemos ver, olhar e tocar?)
1. O Cardeal Tolentino de Mendonça, reclinado perante o Papa Francisco, perguntou-lhe: “Santo Padre, o que me fez”. Naquele momento em que o Papa, na Basílica de São Pedro, cumprimentava cada um dos 13 novos cardeais, o novo bibliotecário do Vaticano sentiu o tempo parar. Francisco respondeu que ele era a poesia. E seguiu.
2. Já passaram mais de dois meses, o tempo infelizmente não trava como nos momentos de grande jubilo interior, continua sempre. E anteontem, Tolentino de Mendonça tomou posse da sua Igreja em Roma, a Igreja dos Santos Domenico e Sisto que é parte do complexo da Universidade de São Tomás de Aquino. Fica no Largo Angelicum, em Roma, e os dominicanos são os seus guardiões.
3. O Cardeal Tolentino de Mendonça, o rapaz pobre de Machico, filho de um pescador, continua e escrever poemas. E a ser um habitante do silêncio… apesar de toda a balbúrdia, de todo o chinfrim do mundo, ele continua a ser a criança que atravessa o mundo. Conhecem o meu poema preferido entre todos os que escreveu?
“Travessia da infância
Quietos fazemos as grandes viagens
só a alma convive com as paragens
estranhas
lembro-me de uma janela
na Travessa da Infância
onde seguindo o rumor dos autocarros
olhei pela primeira vez
o mundo
não sei se poderás adivinhar
a secreta glória que senti
por esses dias
só mais tarde descobri que
o último apeadeiro de todos
os autocarros
era ainda antes
do mundo
mas isso foi depois
muito depois
repito”
4. Tolentino já tem a sua igreja em Roma. Era bom que as coisas fossem assim tão fáceis. Feitas de regras humanas, de procedimentos, vamos para aqui porque está destinado por isto ou por aquilo. Mas não é, a viagem é outra. Entramos e não sabemos para onde o autocarro nos leva. O filho do pescador, que um dia se poderá tornar um pescador de homens, está em plena viagem. Como nós. Como tu. E eu. Estamos no comboio sem saber o destino ou as estações onde ele nos pode deixar ou abandonar.
5. E Deus, Tolentino? Como o ver se somos cegos? Como o ouvir se somos surdos? Como lhe tocar se os nossos dedos continuam sem sensibilidade? E o Natal, Tolentino? O que é este barulho que para aqui vai? Escrevo-te daqui para aí. Espero que te chegue, à tua igreja talvez, em Roma, num largo movimentado de jovens cobertos de sonhos. Um dia escrevi um texto sobre Deus, pensei em ti quando o coloquei por palavras.
“O meu Deus não tem voz grossa, tem a que imagino. O meu Deus não me castiga, oferece-me liberdade. O Meu Deus não me chantageia, acredita na responsabilidade. O meu Deus não me corta o desejo, recomenda-me uma canção. O meu Deus dança comigo quando danço sem par. O meu Deus tem humor, escuto-o e sei do que falo. O meu Deus está aqui, se me virar rápido ainda o vejo. O meu Deus é um pressentimento, uma promessa, é o bem e o mal, sou eu nos piores dias. É esperança e virtude. O meu Deus acredita em mim.” (Em Amor, Oficina do Livro, 2016)
É isto, Tolentino. Tu és a poesia. Um Santo Natal
Luís Osório
1. O Cardeal Tolentino de Mendonça, reclinado perante o Papa Francisco, perguntou-lhe: “Santo Padre, o que me fez”. Naquele momento em que o Papa, na Basílica de São Pedro, cumprimentava cada um dos 13 novos cardeais, o novo bibliotecário do Vaticano sentiu o tempo parar. Francisco respondeu que ele era a poesia. E seguiu.
2. Já passaram mais de dois meses, o tempo infelizmente não trava como nos momentos de grande jubilo interior, continua sempre. E anteontem, Tolentino de Mendonça tomou posse da sua Igreja em Roma, a Igreja dos Santos Domenico e Sisto que é parte do complexo da Universidade de São Tomás de Aquino. Fica no Largo Angelicum, em Roma, e os dominicanos são os seus guardiões.
3. O Cardeal Tolentino de Mendonça, o rapaz pobre de Machico, filho de um pescador, continua e escrever poemas. E a ser um habitante do silêncio… apesar de toda a balbúrdia, de todo o chinfrim do mundo, ele continua a ser a criança que atravessa o mundo. Conhecem o meu poema preferido entre todos os que escreveu?
“Travessia da infância
Quietos fazemos as grandes viagens
só a alma convive com as paragens
estranhas
lembro-me de uma janela
na Travessa da Infância
onde seguindo o rumor dos autocarros
olhei pela primeira vez
o mundo
não sei se poderás adivinhar
a secreta glória que senti
por esses dias
só mais tarde descobri que
o último apeadeiro de todos
os autocarros
era ainda antes
do mundo
mas isso foi depois
muito depois
repito”
4. Tolentino já tem a sua igreja em Roma. Era bom que as coisas fossem assim tão fáceis. Feitas de regras humanas, de procedimentos, vamos para aqui porque está destinado por isto ou por aquilo. Mas não é, a viagem é outra. Entramos e não sabemos para onde o autocarro nos leva. O filho do pescador, que um dia se poderá tornar um pescador de homens, está em plena viagem. Como nós. Como tu. E eu. Estamos no comboio sem saber o destino ou as estações onde ele nos pode deixar ou abandonar.
5. E Deus, Tolentino? Como o ver se somos cegos? Como o ouvir se somos surdos? Como lhe tocar se os nossos dedos continuam sem sensibilidade? E o Natal, Tolentino? O que é este barulho que para aqui vai? Escrevo-te daqui para aí. Espero que te chegue, à tua igreja talvez, em Roma, num largo movimentado de jovens cobertos de sonhos. Um dia escrevi um texto sobre Deus, pensei em ti quando o coloquei por palavras.
“O meu Deus não tem voz grossa, tem a que imagino. O meu Deus não me castiga, oferece-me liberdade. O Meu Deus não me chantageia, acredita na responsabilidade. O meu Deus não me corta o desejo, recomenda-me uma canção. O meu Deus dança comigo quando danço sem par. O meu Deus tem humor, escuto-o e sei do que falo. O meu Deus está aqui, se me virar rápido ainda o vejo. O meu Deus é um pressentimento, uma promessa, é o bem e o mal, sou eu nos piores dias. É esperança e virtude. O meu Deus acredita em mim.” (Em Amor, Oficina do Livro, 2016)
É isto, Tolentino. Tu és a poesia. Um Santo Natal
Luís Osório
segunda-feira, dezembro 16, 2019
Fruta da época...?
...e dou por mim a cantar uma nova música (Sting, always Sting...) de letra em punho e dicionário à mão, como quando tinha 12 ou 13 anos...
terça-feira, dezembro 03, 2019
É a loucura...
A entidade patronal avisa que vai haver corte de água durante a hora seguinte. E eu... vou buscar um café. Isto sim, é viver perigosamente...!
sexta-feira, novembro 08, 2019
quinta-feira, outubro 31, 2019
terça-feira, outubro 29, 2019
sexta-feira, setembro 27, 2019
Aquele-emoticon-que-é-um-diabinho-roxo-e-sorridente
Gostava que fosse possível engarrafar a felicidade que sinto quando viajo para poder oferecê-la às pessoas...
Ai, que parva..! Vender!
Ai, que parva..! Vender!
quarta-feira, setembro 25, 2019
Perfil
Trabalho, trabalho, trabalho. Férias acabadas, férias na calha. Retorno à introspecção. Tempo, falta de tempo. Vitórias de mim para comigo. Vontade de mudar, vontade de permanecer. Na corda bamba entre o que me apetece dizer e o que sei que devo calar. Progredindo na caminhada evolutiva. Ligações neuronais a carecer de agulha mudada. Aprendendo verdadeiramente a compaixão. Aprendendo a viver melhor. Certezas que se cimentam. Liberdade. Indulgência como cura. O melhor para mim. Amor por todas as coisas. Batalha de medos, às vezes vence a valentia. Calma que se finge até que se seja, lábio que se fere para não ferir, sorriso em que já se acredita. A trabalhar para ser quem quero ser.
Um dia chego lá.
Atenção!
O meu detector de bazófia, por estes dias, anda tinindo...! Assim sendo, não me façam perder tempo, boa?!
quinta-feira, agosto 22, 2019
Tic tac, tic tac...
... e o tempo que devia voar ou, pelo menos planar, descansada e levemente, apanágio dos dias de Agosto, resolve encher-se de exigências...
tic tac, tic tac
... já faltou mais mas o que falta faz-se caro e não permite descanso...
tic tac, tic tac
... haja banda sonora a fazer-me ignorar demandas e dançar pela sala quando ninguém me está a ver...
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