quinta-feira, janeiro 31, 2013

... e a luta continua...

EMEL, filha, tu não tens a mais pálida ideia de com quem te estás a meter... ai, não tens não..!

Multarem-me porque eu não cumpri as regras é uma coisa. Terem a falta de vergonha e a ousadia de me multarem por ausência de talão sendo que foram avisados que essa ausência se devia ao facto de as vossas máquinas me terem "comido" o dinheiro que lá pus (dinheiro esse que, no meu entender, devia servir justamente para a manutenção dos equipamentos, não? se não o utilizam nisso, utilizam em quê, vamos lá a saber?) ai isso, meus amigos, é que não me parece... mesmo!!

Portanto, assim de repente, só me apraz dizer o seguinte: querem guerra? Pois vamos a isso que eu já arregacei as mangas!

quarta-feira, janeiro 30, 2013

terça-feira, janeiro 29, 2013

Lição repetida para quem ainda não a aprendeu. Sim, cansa, mas é mesmo assim.

" (...) Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

Miguel Esteves Cardoso
in 'Último Volume'

Nem mais. De dentro para fora, nunca de fora para dentro...


segunda-feira, janeiro 28, 2013

Romantismos

Acabo de receber uma daquelas newsletters com trezentasesetentaesete mil sugestões para prenda de Dia de Namorados. Entre anéis, massagens, bombons e jantares à luz de velas, la pièce de resistance: um conjunto de três frigideiras. De cerâmica.

Diz que não partem, que não riscam, que não amolgam. Acrescento eu que talvez não deixem qualquer vestígio de força usada contra ou com elas...

Bom, também vos digo, a receber do "mor" um pack de frigideiras no suposto dia mais romântico do ano, epá... que seja destas...!

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Amor

Hoje, ali para os lados da Linha...

quinta-feira, janeiro 24, 2013

O problema não é teu, é meu... ok, é teu mesmo.

Sinto que as minhas relações com a EMEL se estão a deteriorar a olhos vistos... começo mesmo a achar que é um caso daqueles de amor/ódio que raramente resulta... amor deles pela minha carteira, ódio meu pela... bom, pela sua simples existência...

História

Podia contar-te a minha história. Mas prefiro, para já, ficar a olhar para ti enquanto contas a tua. A tua que queres contar. Podia contar-te a minha história mas pergunto-me se a queres saber... é a primeira vez que estamos assim, frente a frente, com espaço e tempo para sentirmos quem está do outro lado da mesa. Desde o dia em que nos conhecemos, porque amigos em comum imaginaram em nós empatia, três emails, várias mensagens, dois telefonemas e, finalmente, o convite para jantar. Aqui estamos. Podia contar-te a minha história mas será isso que se quer de uma primeira vez? Não... não se quer passado, traumas, outras vidas, outros amores. Isso vem depois. Numa primeira vez quer-se ilusão, quer-se brilho nos olhos e expectativas, quer-se folha em branco onde se poderá começar a escrever uma nova história cheias de possibilidades... quer-se início e não fim. Podia contar-te a minha história mas não acho que consiga ultrapassar o olhar que te adivinho e que irá denunciar a contrariedade em ter que lidar com a podre normalidade quando o que queres é que, desta vez, seja especial, diferente, sonho, nem que seja só por hoje. Podia contar-te a minha história mas não acredito que a vás entender. Parecer-te-á uma história banal, como tantas outras, uma história de toda a gente, de perdas e corações partidos, igual à da prima afastada ou às dos romances. Vais dizer que sim, que percebes, se calhar que até já por lá passaste, mas não vai saber como a senti eu, a essa história banal, não vais compreender como sulcou traços novos no meu rosto, como me fez ter pesadelos nunca antes tidos, como alimentou monstros de mágoa e dor e ódio e quase me fez deixar ser consumida por eles, como me fez duvidar de quem era. E me fez desistir de quem era. Porque não me conheces o antes, não me conheces o agora, não sabes qual é o ritmo do meu coração nem onde estão os meus terminais nervosos, não sabes de onde vim e o que trouxe nos meus genes, não sabes em que sentido circulam os meus medos, as minhas paixões, os meus desejos. Não sabes o significado dos meus sorrisos nem dos meus suspiros nem das palavras não ditas. Podia contar-te a minha história mas não acho que a mereças saber, para já. É preciso saber-me para saber, é preciso entrar em mim para entrar em mim... Podia contar-te a minha história mas não o vou fazer. Vou fingir, aqui e agora, sorrir, gracejar, fazer charme, dizer coisas inteligentes, pousar como mulher resolvida, sem medos e sem bloqueios, vedeta de Hollywood que vende sonhos por atacado. Vou ser o que queres que seja, o que eu quero ser hoje, mesmo que só hoje. E vou enganar-me convencendo-me que tu também só és uma folha em branco.

Autoestima é tudo!


quarta-feira, janeiro 23, 2013

Do que és capaz?

"Ser capaz não é para falar de livros, esta crônica é para falar de capacidade. Do quanto somos ou não capazes de enfrentar nossas limitações, capazes de noites em claro, capazes de questionar nossa própria sanidade. Do quanto somos incapazes para fórmulas prontas, incapazes de concordar cegamente com o que parece fazer sentido, incapazes de dizer amém. Do que você é capaz? Sou capaz de quase tudo, talvez até de matar e morrer, se a dor for insuportável. Sou capaz para o ilegal, o imoral e o insano, só não me sinto capaz para o injusto... Sou capaz para o segredo, sou capaz para o inferno, sou capaz para o silêncio, sou capaz para o irrecuperável, sou capaz para o fracasso, sou capaz para o medo, sou capaz para o bizarro. Minha incapacidade é para a frescura, para a fofoca, para a vaidade, para a seriedade que conferem ao que é irrelevante, e quase tudo é irrelevante, quase tudo que está à vista. Sou capaz para o que não conheço e torno-me quase incapaz para o que conheço bem demais. Sou pouco capaz para a matemática, para física, para a culinária, para a religião. Talvez seja capaz para a mediunidade, mas nunca tentei. Sou capaz para a loucura, mas costumo frear a tempo. E, quando preciso de solidão, sou capaz de me declarar inábil para tudo o mais, na esperança secreta de ser deixada em paz.”

Martha Medeiros

WTF?!?


Mas... mas... não são os japoneses o povo que mais respeita os mais velhos? Que desde sempre considera os ansiãos como fonte de saber, cujo conselho deve ser tido em conta, que valoriza a experiência e a idade? Que até um Dia de Respeito ao Idoso tem e que até é feriado nacional??

Mas... mas... ?!

Ah... espera... o dito ministro estudou no Ocidente...

Sou só eu...

... ou mais alguém sente refluxos no estômago quando ouve dizer "o porquê" em vez de "a razão"...?!

É de louvar, uma rapariga que abraça todas as causas, sim senhor...


terça-feira, janeiro 22, 2013

O encontro

"Lembro-me agora que tenho de marcar um encontro contigo, num sítio em que ambos nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma das ocorrências da vida venha interferir no que temos para nos dizer. Muitas vezes me lembrei que esse sítio podia ser, até, um lugar sem nada de especial, como um canto de café, em frente de um espelho que poderia servir até de pretexto para reflectir a alma, a impressão da tarde, o último estertor do dia antes de nos despedirmos, quando é preciso encontrar uma fórmula que disfarce o que, afinal, não conseguimos dizer. É que o amor nem sempre é uma palavra de uso, aquela que permite a passagem à comunicação mais exacta de dois seres, a não ser que nos fale, de súbito, o sentido da despedida, e cada um de nós leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio ser, como se uma troca de almas fosse possivel neste mundo. Então, é natural que voltes atrás e me peças: «Vem comigo!», e devo dizer-te que muitas vezes pensei em fazer isso mesmo, mas era tarde, isto é, a porta tinha-se fechado até outro dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem sido pensadas. No entanto, ao escrever-te para marcar um encontro contigo, sei que é irremediável o que temos para dizer um ao outro: a confissão mais exacta, que é também a mais absurda, de um sentimento; e, por trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia seguinte, como se o amor, de facto, pudesse mudar as cores do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nos vamos encontrar; que há-de ser um dia azul, de verão, em que o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas, que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros."

Nuno Júdice 
in Poesia Reunida


(e assim me vergo e me reduzo à minha insignificância acalentando a esperança de um dia, mesmo que só numa outra encarnação, conseguir escrever um décimo assim... só um décimo, não peço mais nada... irra, que é bom!)

Meu mundo

Tãããão bom...

É tão bom, tão bom quando uma pessoa se sente mirada de alto a baixo por uma colega, tão bom, tão bom... sabendo, claro, que só pode ser por bem e não para avaliar o "estado da nação" e criticar depois... É tão bom, tão bom mas há que ter bom coração também e perceber que, convenhamos, se a dita não olhar para mim vai olhar para onde? Para o espelho??? Pois... Mas é tão bom, tão bom, principalmente naqueles dias em que uma pessoa não está inteiramente confortável com a indumentária escolhida e até admite que, se calhar, encheu demasiado a "mula" durante o fim de semana... tão bom... uma pessoa até fica com vontade de, sei lá!, rir e tal enquanto se enfia num buraco fundo mas só porque está mais quentinho lá, claro...

É tão bom, tão bom levar uma "chazada" da superior hierárquica e sentir-se a ser tratada como uma criança de dez anos que ela tem a missão de ensinar, tão bom... e uma pessoa que até se anda a esforçar para mudar de atitude por já ter sido acusada de ser voluntariosa e não respeitar hierarquias... e por isso, uma pessoa reconhece e tenta fazer tudo certinho, porque até é uma pessoa que cumpre as regras, e se calhar agora tem mas é que concluir que se está a colocar no lado oposto, o da atrasada mental subserviente que necessita de orientação para escrever duas linhas... tão bom... porque, pronto, uma pessoa sente-se bem, não é...

E é tão bom, tão bom uma pessoa ter vontade de esbofetear a colega e a superior hierárquica e, já agora, a si própria até por sentir ganas de as esbofetear, uma gente que não a devia afectar e com quem não devia perder o seu tempo e, assim, estupidificar também... tão bom, tão bom...

Enfim...

O que vale é o sol que aparece de vez em quando e o livro em cujas páginas uma pessoa se conseguiu embrenhar por uma horinha santa... o resto, é mesmo só treta e, quanto muito, só merece um nem muito sonoro f*** you...

Sim, é aqui, mesmo no meio do teclado, que me quero deitar. Sim, tapo o monitor... temos pena.


segunda-feira, janeiro 21, 2013

A pior solidão


Segunda-feira no seu melhor...

 - Coloque aqui a cabeça, por favor... isso, agora não se mexa... pronto, já está! 
Ah... e já agora, eu peço desculpa mas acho melhor avisá-la... a sua camisola está vestida do avesso...

(nada como fazer uma panorâmica à estrutura dentária à hora do almoço para prevenir figuras tristes no que resta do dia...)

Apenas uns segundos...

... separam o entusiasmo com a notícia de que o sofá novo já chegou e a lembrança de que o dito será carregado nas costas de moi même, quiçá, escada acima ao longo de oito andares...