No limbo e a custar-me, entre o mundo da literatura e o real... há choques melhores...
não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
terça-feira, maio 06, 2014
segunda-feira, maio 05, 2014
E das grandes!
No dia da Mãe, no Mercado de Fusão, dispersos pelas várias barraquinhas, a decidir o que comer:
- Vê lá, se calhar a tua mãe precisa de ajuda, parece estar um pouco confusa aqui com o conceito...
Antes que tivesse tempo de reagir, a minha mãe aparece:
- Pronto, já encomendei caipirinhas ali em baixo!
terça-feira, abril 29, 2014
Um murro no estômago de quem abre portas todos os dias... mas que vai continuar a abri-las porque nunca mais vai ser possível deixar de o fazer
"Às vezes penso que a morte não existe; que é uma piada de mau gosto que alguém me contou. Às vezes penso que vou abrir a porta e encontrar a minha avó, a rir. Há vinte anos que abro portas à espera dessa gargalhada."
in Nano-contos
quinta-feira, abril 17, 2014
Quantos pontos??
Private joke para quem já joga este jogo há quase tanto tempo quanto eu... ;)
(e prevenindo possível uso deste post em hipotético futuro processo em tribunal onde a acusação pretenda provar a minha insanidade mental: é só ler em cima. Joke. Significa "piada", brincadeirinha, palhaçada, que não é a sério. Boa?!?)
Poema para iludir a vida
Tudo na vida está em esquecer o dia que passa.
Não importa que hoje seja qualquer coisa triste,
um cedro, areias, raízes,
ou asa de anjo
caída num paul.
O navio que passou além da barra
já não lembra a barra.
Tu o olhas nas estranhas águas que ele há-de sulcar
e nas estranhas gentes que o esperam em estranhos portos.
Hoje corre-te um rio dos olhos
e dos olhos arrancas limos e morcegos.
Ah, mas a tua vitória está em saber que não é hoje o fim
e que há certezas, firmes e belas,
que nem os olhos vesgos
podem negar.
Hoje é o dia de amanhã.
Fernando Namora
em "Mar de Sargaços"
Pontarias
Woaw...! Só hoje já acertei duas vezes no cesto de papel com o qual diariamente exercito a mira..!
(Sim, é o das instalações sanitárias da entidade patronal; sim, raramente acerto; sim, ninguém faz isto, já sei)
(Sim, é o das instalações sanitárias da entidade patronal; sim, raramente acerto; sim, ninguém faz isto, já sei)
Será sinal divino de que hoje vai ser um dia bom?!
Ou, pelo menos... um dia, errr... certeiro?!
terça-feira, abril 15, 2014
É isto! É isto...
"These two were acting like complete teenagers. When I walked up, she was nuzzling her head against his shoulder. She giggled the entire time I talked with them, while he kept a big goofy grin on his face. And whenever I asked about their relationship, she clutched his arm, looked at him just like this, giggled, then said: "We're not telling!""
sexta-feira, abril 11, 2014
quinta-feira, abril 10, 2014
Likes
E eu quero saber que o tiozinho adorado "lika" de um post sobre "As 65 fotografias mais extraordinárias do século" cuja imagem exemplificativa é o rabo nu de uma senhora....?
Não. Não quero.
terça-feira, abril 08, 2014
"Outro" sol
Chamei-lhe "outro" sol sem ter que pensar. "Outro" sol, que entra e ilumina um outro chão, de uma outra vida. Um espaço que me sussurra sentimentos contraditórios: um espaço que é meu e também não é, onde ainda me encontro para logo a seguir me desencontrar e até estranhar, onde me reconheço e desconheço num mesmo momento, onde me sinto presente e tão mas tão distante, onde o calor frio (calafrio?) desse "outro" sol, me confunde e me incomoda.
Um "outro" sol, que - amálgama de memória - faz lembrar novos sóis, de nova vida, a entrar pela janela dos dias que ali começavam e que eram novos também, sinónimos de liberdade e estrada própria, menina que finalmente voa para fora do ninho e se vê por sua conta. E era este "outro" sol que abrilhantava esse caminho. Um sol que irrompia com cheiro de começo e de novidade, com chilrear de pássaros e aroma a flores.
Mais tarde, um "outro" sol - amálgama de memória -, de construção, de alicerces, de bases... ou fosse o que fosse que se parecia com isso...
Por fim, um "outro" sol - amálgama de memória -: ali, a cair naquele chão - sol fresco de manhã cedo - onde caíram também as notas que, em sobressalto, me avisaram da chegada de negras novas que iriam ditar o que se seguiu. E o que se seguiu... nem mesmo esse "outro" sol conseguiu alguma vez iluminar. Um "outro" sol, que se espalhava naquele mesmo chão, como sempre, mas que nunca mais alcançou romper o nevoeiro cerrado que ali acabou por se instalar.
Fotografo esse "outro" sol sem que, por um segundo, me passe pela cabeça vê-lo como vejo o sol de agora. É "outro", para sempre "outro". "Outro" que, por vezes e tortuosamente, me puxa para esta viagem através dele, através da ladeira da história da sua luz ao longo do meu tempo - aquele meu tempo ali -, viagem essa que acaba sempre na constatação de que, por mais que este "outro" sol se esforce, nunca mais terá como me iluminar.
Resta apenas virar as costas e deixá-lo lá.
segunda-feira, abril 07, 2014
domingo, abril 06, 2014
sexta-feira, abril 04, 2014
quinta-feira, abril 03, 2014
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