quarta-feira, junho 29, 2022

segunda-feira, junho 20, 2022

E o c***** do aniversário aí à porta...!

1.
Há uns dias, uma auxiliar de enfermagem que me verificava o funcionamento, estranhou a minha batida levezinha de coração (comum em mim, é o que é, condição não reveladora de falecimento visto que continuo a falar e a olhar para elas, digo eu) e perguntou: 

fazia muito desporto quando era nova..? 

(Juro que dei por mim, por uns segundos, a perguntar-me que raio tinha a ver para o caso o facto de ter ou não feito desporto EM CRIANÇA...)

A p*** de seu nome do meio ainda tentou emendar a mão mas a minha cara 33 fê-la perder o pio...

2.
Ontem a minha sobrinha do meio foi mãe de um latagão... o que faz de mim o quê, o quê?? Tia-avó...

3.
Em nota final positiva para os meus lados:
Uma das minhas primas pequenas jura a pés juntos que eu pareço a mais nova de cinco primos quando sou a 3.ª!

Ok, disclaimer: ela tem 7 anos... e não se lembra do 5.º primo que não vem a Portugal há uns tempos... 

 

E é o que temos...

quinta-feira, junho 09, 2022

segunda-feira, maio 23, 2022

Ready or not, here I come...

Entidade patronal: "Ah e tal, tens que disponibilizar uma fotografia nesta nova ferramenta de comunicação interna para que os colegas te reconheçam."

Eu:



quinta-feira, maio 19, 2022

Declaração...

(...) There's a hundred cigarettes on the ground
And our clothes are still hanging around
And it's nice to be ugly in each other's arms
So we can grow over all the things we were before
… (..)

quarta-feira, maio 18, 2022

A culpa do sobrevivente...

Não é raro hesitar dominada pela anciã noção de que não se deve falar no Diabo sob pena de o convocarmos sem querer e vir dessa forma a sofrer precisamente do que tememos. Não é raro vir aqui, olhar para o ecrã em branco e desistir também dominada pelo cansaço que sei que vou sentir depois. Passei demasiado tempo a fazer por me decifrar, a tentar entender os meus medos, as minhas ações, os meus pensamentos, as minhas tortuosas viagens à terra da angústia, da culpa e da desculpa, da saudade, do rancor, e o domínio de todos eles sobre mim. E também a tentar entender os outros. Hoje aceito-me, na maioria das vezes. Sou nação de Deus e Diabo, de mal e bem, de positivo e negativo, de preto e branco. Sou o que posso quando posso, almejo evolução e luto por ela todos os dias um bocadinho mas assumo e acolho os passos atrás, o reveses. Dos outros não digo nada e entendo pouco, já desisti.

Uma vez ouvi dizerem-me que não me viam "a fazer nada". Na altura, submersa, em modo de sobrevivência, e ainda que me parecesse desadequado da realidade que sentia e que me via a viver todos os dias em esforço, custou-me aceitar este entendimento alheio mas depressa percebi que não era mais que o seu contrário: o desentendimento de que não vê para além do que está à superfície e das afirmações exteriores e exteriorizadas. Como se o que se mostra e o que se diz que se faz fossem verdades absolutas quando, em algum casos, nem verdades são, verdades verdadeiras, verdades nossas, honestas, espelho de quem somos e não de quem queremos parecer, verdadeiramente sentidas. Na realidade, não passam de "verdades" fabricadas que queremos que se tornem reais, tal qual crianças a brincar ao "faz de conta". Talvez tenha sido esse o ponto de viragem no que concerne aos meus esforços - depois reconhecidamente vãos - em entender cabeças terceiras... 

Nos meus dias que agora correm, o grande desafio já é outro: conseguir assistir ao desmoronamento de outros mundos à minha volta e aceitar que o filme da minha vida é diferente ao ponto de conseguir agradecer por ele sem temer que me fuja das mãos. E, acima de tudo, sem acatar culpa por isso...

segunda-feira, maio 16, 2022

terça-feira, abril 26, 2022

quarta-feira, abril 20, 2022

De quem também era mais...

Procuro despir-me do que aprendi
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu…

PESSOA, F. O Guardador de Rebanhos, In Poemas de Alberto Caeiro

segunda-feira, abril 18, 2022

Quem é ela, quem é ela…

… que acreditou ser boa ideia assistir a um Sporting/Benfica pascal com a casa minada de lampiões?!?

Valeram-me as santas garrafas de tinto…

sexta-feira, abril 15, 2022

quinta-feira, março 03, 2022

Vícios

Anos novos, vícios que se mantém e outros que se renovam: café solúvel de manhã, meia hora de trash TV antes de dormir mas só depois de ver da boa, comprar livros e coleccionar receitas de doces que sonho fazer (e comer!) no meu tempo de vida, que diz que, no Além, não há forma de ligar a batedeira...

terça-feira, fevereiro 22, 2022

segunda-feira, janeiro 24, 2022

sexta-feira, dezembro 31, 2021

sábado, dezembro 25, 2021

sexta-feira, dezembro 17, 2021

Das máximas...

Reconhecer o valor das conquistas mas também dos arrependimentos...

quinta-feira, dezembro 09, 2021

Frase do dia

"Ao iniciar um casamento, o homem deve-se colocar a seguinte pergunta: acredita que gostará de conversar com esta mulher até à velhice? Tudo o mais no casamento é transitório, mas a maior parte do tempo é dedicada à conversa. "
Friedrich Nietzsche

A contar badaladas...

Não falta tempo, falta espírito. Falta energia ou então falta inspiração. Talvez, por um lado, esteja curta de emoções, talvez as que existem sejam demasiado avassaladoras, demasiado terror à flor da pele, é melhor nem mexer, nem tocar, nem falar alto para não as desassossegar. Talvez. 

O medo tornou-se companheiro de viagem. Mas, lá está, não o menciono. Não interessa, não lhe dou essa importância, não há-de ser maior que eu. Está lá, tem o seu espaço, o seu canto mas tem que perceber que da sua porta para fora o domínio é meu. Tem que ser meu.

Ouço comentários sobre ele e rio-me. Comentários quase certezas mas de quem nunca o sentiu assim, em toda a sua plenitude. Rio-me e aceno, fingindo concordar, fingindo não ver a ingenuidade e a pretensão. Enchem a boca, como se diz, e eu encho também mas de complacência: não sabem melhor.

Sinto raivas e rancores que percebo serem meus, fazer parte de mim como não queria que fizessem mas olho-os nos olhos e faço mea culpa. E, mais uma vez, esforço-me para os remeter para aquela que quero que seja a sua posição, sob o meu controlo. Corroem-me as entranhas, aqui e ali, causam-me azias e imagino cenários onde os exerço, onde os arremesso para meu alívio. Porque alivia gritar, chamar "os bois pelos nomes", mostrar indignação, exigir mais, revoltarmo-nos, exigir que me deem como eu dou. É o mínimo, acho eu, não nos contentarmos, não aceitar o pouco como suficiente quando não é o pouco o que se dá em troca. "Amor com amor se paga", é assim que deve ser. Duvido de mim própria, questiono se a minha razão me acompanha de facto mas respiro no final, e combino que cabe a mim fazer prevalecer a máxima. Retiro-me de cena, deixo correr, espectadora apenas, corto o fluxo até que o equilíbrio seja reposto. Temos pena.

Tenho a felicidade de conhecer a verdadeira felicidade e agradeço. E por ela, por ser a privilegiada que sou, exijo que a honrem e honro-a assim. Que seja ela o prenúncio de cada badalada.