sábado, abril 30, 2011

Constatação #39

Percebi, finalmente, porque se utiliza a expressão "lavada em lágrimas".

Elogios

"Tu, realmente, és mel. És um pingo de mel! Tens uma colmeia enfiada no rabo!"

sexta-feira, abril 29, 2011

Descomplicómetro

Ipad, iphone, tablets, galaxy, android, PDA, pocktet PC... mas que trampa! E que tal simplificar?? Se faz chamadas é telemóvel, o resto são "os outros", pronto!

O cúmulo nem sei de quê!

Pedido de colega de sala no intervalo dos seus próprios comentários sobre os chapéus, o protocolo, quem é quem, as fatiotas...

"Vá... não ponham a televisão mais alto que a T. está a trabalhar"

quinta-feira, abril 28, 2011

Perfil

A tentar encarar as vicissitudes como oportunidades. Já estou melhor, já estou melhor...

quarta-feira, abril 27, 2011

Karate kids

No meu refúgio do costume, cruzo-me com dois fulanos, na casa dos trinta, a fazer jogging.

Diz um deles para o outro:

- Eu entendo, pá, é natural, é mesmo assim. Precisas de um tempo para estar sozinho, para te curares, para lidares com a ressaca da coisa. Mas depois, amigo, depois é voltar à carga e zás!! (e a mão direita corta o ar em gesto karateca), ao ataque outra vez!

Mais uma moedinha, mais uma corrida..!

Tenho que rir, rir muito, rir com gosto, rir, rir porque é, sem dúvida, o melhor que faço.

Uma das coisas que mais me surpreende nas pessoas é a falta de sentido crítico. É uma espécie de cegueira que não se justifica a quem tem olhos. Como se tivessem colocado algures no cérebro uns óculos com um filtro esquisito que só as permitisse ver uma realidade velada, incompleta, deturpada, mesmo quando olham ao espelho. Ou então é o espelho que deturpa a imagem, já não sei.

Costuma-se dizer que é mais fácil conhecer os outros do que a nós mesmos. Se assim é, se esta dificuldade é real, também os outros nos conseguem ler melhor do que a si próprios, correcto? E sendo assim, talvez a sua opinião possa ser considerada um bom indicador do que não conseguimos ver em nós, não será? Pelos vistos não... pelo menos não para toda a gente...

Tenho que rir porque chega a ser ridículo. Tenho que rir porque as tentativas de se agarrar a alguma coisinha de nada já começam a denunciar-se como desesperadas. Tenho que rir porque é patético, infantil, pequenino, tão pequenino...

Pergunto-me muitas vezes "mas não me faltava mais nada, diabos!?". E já me consegui responder. Não é de mim que se trata, é dele. É a ele que falta alguma coisa e é ele que tem que atravessar a sua "floresta escura" para ver se aprende e evolui como ser humano.

Eu, eu sou apenas um obstáculo que se lhe atravessou no caminho para o tornar um bocadinho mais penoso. O azar dele é só um: é que eu sou filha do meu pai. Muito, mas mesmo muito, filha do senhor meu pai.

terça-feira, abril 26, 2011

Das coisas estúpidas que acontecem nas quais só pensamos... quando acontecem!

- Eerr... desculpe mas... acabou de me acontecer a coisa mais estúpida que possa imaginar!
- O quê? Perdeu o bilhete do parque, é isso?
- Não... o meu leitor de CDs "comeu-o"!
- Ah, isso também acontece muitas vezes. Deixe estar, dou-lhe já outro.


E porque é que o bilhete do parque estava no leitor de CDs? Por uma razão perfeitamente plausível! Porque é uma ranhura muito simpática para ter o dito ali à mão até chegar à cancela! Lógico! E pronto, não digo mais nada!

Dia não

Odeio segundas-feiras. E odeio dias como este que não são segundas-feiras mas que incham de orgulho por, de vez em quando, poderem "posar" como tal. Porque estes dias, segundas-feiras e "dias-armados-em", parecem tirar prazer de me poder atirar à cara que não!, não posso fazer o que quero como quero. É a obrigatoriedade que me lixa, o "tem que ser porque sim". Não gosto de imposições, de amarras, de ser movida pelas contas a bater à porta no final do mês. Se ganhasse o euromilhões deixava de trabalhar? Não! Nem pensar! Tenho demasiada energia para ficar quieta, acredito que "parar é morrer" e que "o trabalho dignifica o homem", subscrevo inteiramente qualquer um deste conceitos. Seria útil, interessada, interventiva, tentaria fazer a diferença, evoluir como ser humano, dedicar-me a causas, estudar, estudar, produzir, contribuir de forma positiva para a sociedade. Crescer e fazê-la crescer comigo. Tentaria, pelo menos.

O defeito é, certamente, meu. Às vezes, tenho pena de não ser do tipo de pessoa que se satisfaz com o que tem, que faz das pequenas felicidades grandes razões para estar bem, que não pede mais do que aquilo que consegue obter, que dá graças aos céus simplesmente por não viver debaixo da ponte. Sou exigente. Comigo, com a minha vida. Sou muito exigente. Quero mais, quero melhor, quero tudo. É uma chatice...

Perfil

"... so it's got to be right...

... right?"

quinta-feira, abril 21, 2011

quarta-feira, abril 20, 2011

Frase do dia

‎"Por favor, diga-me quem é e o que quer. E se pensa que estas são questões simples, tenha em mente que a maioria das pessoas vive as suas vidas inteiras sem chegar a uma resposta."
Gary Zukav

A parte do "get lucky" a minha mãe sempre omitiu, não sei porquê...



Fonte: Stuff No One Told Me

Constatação #38

Estou feita uma salvadora de caracóis...

terça-feira, abril 19, 2011

Ressaca. Ou só uma desculpa esfarrapada para deitar conversa fora.

O dia tal como eu. Chove. Faz sol. Parece simples, não é? Nos dias do tempo, do tempo meteorológico, é simples, é assim, sucedem-se, o sol e a chuva, porque assim tem que ser. Simples.

Quase que me sentei no chão com a caixa redonda apertada entre as pernas em arco. Quase. Visualizei a cena, vi-me de cima para baixo, como se me dependurasse no tecto. A caixa sempre fechada, quase, quase pronta para ser aberta. No último segundo, recuava. Porque a caixa contém um poder adormecido que, ao ver a luz do dia, se escapa para fora do seu invólucro como névoa e envolve-nos. O poder das lembranças, das saudades que não têm fim, porque as saudades são assim, por definição, incompletas. Recuei. Tive medo. E a cena não passou além de uma imagem mental. "Não devemos tentar esquecer, devemos abraçar e guardar o que tem de bom." Mas é mais fácil pôr de lado...

Os olhos pregados no tecto, a noite mal dormida a insinuar-se, abro os braços ao ar e não sei o que faço. Sem me apetecer mexer, sair dali, absorta, sem vontade. E reparo que, se não tenho cuidado, me deixo cair, mais e mais, para dentro de mim, mais reclusa, mais solitária. "A sua alma está fechada, vê-se. Ainda não está disponível." Mas tenho saudades de mim assim.

As palavras e os gestos que ficam por terra. Não têm para onde ir. "Devemos dizer às pessoas quem são elas para nós, o quanto gostamos, o quanto as queremos. Devemos dizer porque não se sabe o dia de amanhã e o peso da palavra não dita pode ser insuportável."

On hold. "É extraordinária a capacidade que o ser humano tem que ficar suspenso."

E consigo ver-me mais autónoma, menos desamparada e disse que essa era a grande diferença. "Já viu? Talvez saia de tudo isto muito mais forte."

Em resumo, sou outra. Mas em resumo, acho que ainda tenho demasiado da mesma.

Frase do dia

"Quão desesperadamente difícil é ser honesto consigo mesmo. É muito mais fácil ser honesto com as outras pessoas."

Edward Benson

segunda-feira, abril 18, 2011

Visões

" Ora então cá temos de novo a menina dos olhos tristes. Muito bonitos mas tristes..."

Um só dia, dois novos caminhos

Um, da minha existência. Outro, a nova CRIL.

O primeiro ainda está para se ver. Já o outro só tenho uma coisa a dizer: smooootthhhh....

Porque me derreteu...

domingo, abril 17, 2011

Para mim já começou..!


Algures para os lados da Comporta...