Enquanto Lisboa sofria debaixo de trombas de água, eu estava aqui.
Onde? Apenas do outro lado da ponte.
não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
sábado, outubro 18, 2008
A criança que ainda existe em mim ou o adiantado da hora não me está a fazer nada bem...
Quando era mais nova, ouvia os adultos falar do mundo cão que era o mundo do trabalho. A imagem que se criou então na minha cabeça envolvia colegas de olho matreiro, a espiarem-se uns aos outros, a ouvir telefonemas, a espreitar por cima do ombro, à espera da melhor oportunidade para nos passar a perna. A competição era feroz e tudo valia para cair nas boas graças dos chefes mesmo que, para isso, fosse preciso apunhalar uns quantos menos atentos pelas costas.
Portanto, quando comecei a trabalhar, fui com o pé muito, mas muito atrás. Só que tive sorte. No meu primeiro emprego encontrei gente da minha idade, uns ainda a tirar o curso, que queriam era aproveitar a vida. Faziamos o nosso trabalho e depois era só pensar nas almoçaradas, jantaradas e noites de copos. Uma animação!
Mais tarde, sim, vim a encontrar um ambiente um pouco mais hostil. Mas nada do que imaginava em pequena. A verdade é que lá fui sobrevivendo até hoje sem grandes mossas.
Mas o mundo do trabalho tem, de facto, que se lhe diga. Sim, existem sacanices, sim, há pessoas más e pessoas boas, sim, a competição pode tornar o ser mais inofensivo em algo mais parecido com um leão esfomeado, mas, hoje em dia, não é nenhum desses aspectos que me incomoda. É sim a barreira que nós, todos, por sentirmos que temos que ir preparados para a guerra quando vamos trabalhar, levantamos à nossa volta. Barreira essa que nos impede de ser genuínos e de nos darmos aos outros, de forma verdadeira. Temos sempre uma luz interna e intermitente a avisar para irmos com cuidado, para não nos expormos, para separarmos bem o trabalho do resto e isso, mal ou bem, impede-nos de nos dar a conhecer e conhecer as pessoas que nos rodeiam a maior parte do dia. Com o tempo, a convivência, vamos baixando a guarda com algumas e conseguimos até fazer alguns amigos. Mas não é fácil, nada fácil. E incomoda-me.
Portanto, quando comecei a trabalhar, fui com o pé muito, mas muito atrás. Só que tive sorte. No meu primeiro emprego encontrei gente da minha idade, uns ainda a tirar o curso, que queriam era aproveitar a vida. Faziamos o nosso trabalho e depois era só pensar nas almoçaradas, jantaradas e noites de copos. Uma animação!
Mais tarde, sim, vim a encontrar um ambiente um pouco mais hostil. Mas nada do que imaginava em pequena. A verdade é que lá fui sobrevivendo até hoje sem grandes mossas.
Mas o mundo do trabalho tem, de facto, que se lhe diga. Sim, existem sacanices, sim, há pessoas más e pessoas boas, sim, a competição pode tornar o ser mais inofensivo em algo mais parecido com um leão esfomeado, mas, hoje em dia, não é nenhum desses aspectos que me incomoda. É sim a barreira que nós, todos, por sentirmos que temos que ir preparados para a guerra quando vamos trabalhar, levantamos à nossa volta. Barreira essa que nos impede de ser genuínos e de nos darmos aos outros, de forma verdadeira. Temos sempre uma luz interna e intermitente a avisar para irmos com cuidado, para não nos expormos, para separarmos bem o trabalho do resto e isso, mal ou bem, impede-nos de nos dar a conhecer e conhecer as pessoas que nos rodeiam a maior parte do dia. Com o tempo, a convivência, vamos baixando a guarda com algumas e conseguimos até fazer alguns amigos. Mas não é fácil, nada fácil. E incomoda-me.
Pergunto, por isso, de que temos medo exactamente? Das cusquices, da má lingua? Das segundas intenções? Do que possam pensar de nós? De ficarmos expostos e por isso supostamente vulneráveis? De que temos tanto medo nós, adultos, profissionais, pessoas supostamente crescidas e seguras, que nos impede de gostar dos outros, deixar que gostem de nós e, simplesmente, tal como é natural com os miúdos, arranjar novos amigos com quem brincar?
sexta-feira, outubro 17, 2008
Mezinhas
Crise alérgica = olhos lacrimejantes, espirros e mais espirros, nariz entupido
Das duas primeiras dei conta com a ajuda da medicina clássica. Mas o nariz continuava a não querer deixar o ar circular livremente.
Posto isto, e farta de soar como o Eros Ramazzotti, decidi recorrer às dicas dos tempos das nossas avós.
Eram assim 22.30h e estava eu, de pano da louça na cabeça, com o nariz enfiado numa panela de água a ferver com menta.
"Ai, que esta m*** queima!", "ai, que a minha pele é seca e ainda mais seca vai ficar", "ai, que já estou a suar como um porco", "ai, que estive que tempos a esticar o cabelo e esta porcaria vai estragar tudo e amanhã vou voltar a parecer um poodle gigante".
Mas e não é que resultou?!
E só por isso hoje temos direito a banda sonora! Breeeeeathe!!!
Das duas primeiras dei conta com a ajuda da medicina clássica. Mas o nariz continuava a não querer deixar o ar circular livremente.
Posto isto, e farta de soar como o Eros Ramazzotti, decidi recorrer às dicas dos tempos das nossas avós.
Eram assim 22.30h e estava eu, de pano da louça na cabeça, com o nariz enfiado numa panela de água a ferver com menta.
"Ai, que esta m*** queima!", "ai, que a minha pele é seca e ainda mais seca vai ficar", "ai, que já estou a suar como um porco", "ai, que estive que tempos a esticar o cabelo e esta porcaria vai estragar tudo e amanhã vou voltar a parecer um poodle gigante".
Mas e não é que resultou?!
E só por isso hoje temos direito a banda sonora! Breeeeeathe!!!
quinta-feira, outubro 16, 2008
Saudade
Diz que vem do latim, diz que é totalmente portuguesa. Não sei...
Só sei que a tenho. De pessoas e outros seres, de momentos, cheiros, músicas, sonhos. De alguns risos, de umas quantas expressões, de sentimentos bons e maus, de certas fases. De fazer amigos com facilidade, de encarar a vida de forma mais leve, de fazer coisas novas. De sentir que o que importa é hoje, depois logo se pensa no amanhã.
De mim.
Só sei que a tenho. De pessoas e outros seres, de momentos, cheiros, músicas, sonhos. De alguns risos, de umas quantas expressões, de sentimentos bons e maus, de certas fases. De fazer amigos com facilidade, de encarar a vida de forma mais leve, de fazer coisas novas. De sentir que o que importa é hoje, depois logo se pensa no amanhã.
De mim.
quarta-feira, outubro 15, 2008
E ainda eu me surpreendo...
Notícia de hoje no DN: Ficou a falar com vizinha e não viveu um assalto
Portanto, houve um assalto e o jornalista centra a notícia em quem NÃO o viveu. E depois conta a história de como é que a fulana NÃO viu nada e porque é que a fulana NÃO viu nada e o que fez para NÃO ver nada.
É uma arte...
What should I give granny for Christmas..?
Não resisto... OhMiBod!
"Vibre ao ritmo das suas músicas preferidas com este vibromassajador. Ergonómico, liga-se ao seu leitor de MP3 e emite vibrações de acordo com o ritmo da música e do volume. Utilizável também com o estojo sensação veludo, com aroma de frutos." La Redoute
segunda-feira, outubro 13, 2008
Vida mansa!
Depois de dois dias de baixa, hoje vai chegar um bocadinho mais tarde. Ok... é quase meio dia, ainda não está cá... portanto, mais tarde que quê???
A sério, também quero. Também quero uma vida assim. Não regista entradas e saídas, não dá satisfações a ninguém, não cumpre coisa nenhuma e ganha mais que os outros! É excelente! É muito melhor que ganhar o totoloto.
Podiamos pensar que é alguém com, enfim, pouco sentido crítico e que não se apercebe do que faz e não tem noção e tal... Mas não! Sabe muito bem o que faz e não tem qualquer tipo de problema eu dizer que está a gastar os "últimos cartuchos" enquanto pode!
Eu tinha vergonha, tinha. Pois, mas também tenho outras coisas como carácter, dignidade e mais não sei o quê. E diz que, normalmente, estas andam umas com as outras...
...
Ai! Cedo piaste!! Tadinha, que maldosa que és! Acabou de ligar e afinal não é nada disso de chegar mais tarde, não! Não vem de todo, assim é que é! Doente, muito, como sempre, desta vez nem consegue engolir (não perguntei... não perguntei...). Realmente as pessoas, pá... são venenosas! Já estavas a deitar a reputação da desgraçada, uma pessoa doente, coitadinha!, completamente por terra... olha que tu também... hás-de ter muitos amigos, hás-de!
sexta-feira, outubro 10, 2008
Crises
As crises que afectam este mundo. Só ontem dei de caras com duas...
Crise económica
Ouvi no telejornal que a venda de cofres disparou em alguns países europeus. A insegurança e desconfiança relativamente às entidades bancárias fez muita gente voltar a pensar em guardar o dinheiro "debaixo do colchão".
Crise de meia-idade
Conversa no cabeleireiro. Mulher de 40 e muitos a desabafar com a "confidente":
- Continuo muito mal, muito mal...
- Ai, Dona A., tem que arribar, filha! Não pode andar sempre a pensar no mesmo, faz-lhe mal. Tem que seguir com a sua vida para a frente!
- Sabe lá o que eu tenho passado... não me conformo, está a ver? Não me conformo. É que se ele tivesse morrido, pronto, olhe, era o destino. Agora isto, depois de 30 anos de casamento... eu nem sei o que pensar. Diga-me você se sou eu que estou maluca ou não é muito esquisito que, num espaço de um mês, fique logo todo assim... pronto, apaixonado? É bruxedo, só pode ser!
- Pois, Dona A., eu não sei mas... se calhar, se a senhora não o tem posto logo com dono, quem sabe era coisa passageira... e ele voltava...
- Sei lá eu, sei lá eu... o que é certo é que ando aqui aos caídos... e ele lá, embeiçado com a serigaita! Quero ver quando ela se aborrecer de lhe passar as camisas a ferro, quero só ver...
Agora, é escolher... preferem ficar sem tostão no bolso ou, sendo trocados por alguém, ter esperança que o/a amado/a volte por sentir falta dos nossos dotes domésticos??
Portanto... pobreza de facto ou pobreza de espírito??
quinta-feira, outubro 09, 2008
Azeite: do nosso, do bom...
Vês, F.? Vês? Tanta coisa boa que nós temos... e pelos vistos aqui ganhámos aos pontos no que diz respeito às "sensações olfactivas, gustativas e nasais, como a harmonia, a complexidade e persistência". Ora nem mais!
quarta-feira, outubro 08, 2008
Sufoco
Quando algo de mau acontece a alguém próximo, sentimos essas dores como nossas. Porque gostamos da pessoa e não a queremos ver sofrer mas também porque nos imaginamos na pele dela. No fundo, porque já passámos pelo mesmo ou tememos passar. Vivemos as suas angústias, respiramos as suas preocupações e quase que conseguimos sentir aquele nó na garganta, no peito, ou onde quer que ele esteja. Aquele nó, que se alimenta do medo e da tristeza, e que parece que sufoca...
Estamos assim hoje, nós as duas. Ela a sufocar porque está a sentir na pele, no corpo, na mente e eu, na sombra, sufocando aos pouquinhos, sabendo que, um dia, trocaremos de lugar.
terça-feira, outubro 07, 2008
Ommmmm...
Respira... concentra-te... foca... esquece o que vês fora da janela e concentra-te. Estás aqui... sente o sol na tua pele... cheira o rio, cheira o mar...


(Raios!! O barulho da chuva na janela não me está a deixar concentrar...! Não tenho jeito para isto, não. Não consigo ser uma dessas pessoas "iluminadas" que consegue "voar", sair do corpo, sentir a luz azul e tal... é pena porque agora é que era uma boa altura... "voava" para a praia, para as férias, para o descanso, para o bronze que entretanto desapareceu e deu lugar às amigas olheiras... bem, vamos lá mais uma vez... concentração... cruza os pés na cadeira como se estivesses no chão e medita, vá lá........... será que me falta o incenso?? Bom, adiante... )
Ommmmmm...
segunda-feira, outubro 06, 2008
Para começar a semana em beleza!
A tal, em reunião com uma empresa e falando sobre o "Deus" aqui do burgo:
- Ah, conhece? Que curioso... pois, teve um problema na vista há uns tempos, realmente, mas não sei muitos pormenores. Sabe como ele é, uma pessoa muito reservada, não gosta de falar de aspectos do fórum intímo...
- Ah, conhece? Que curioso... pois, teve um problema na vista há uns tempos, realmente, mas não sei muitos pormenores. Sabe como ele é, uma pessoa muito reservada, não gosta de falar de aspectos do fórum intímo...
sexta-feira, outubro 03, 2008
Quem é que é urso aqui?
Sarah Palin põe o petróleo à frente da protecção dos ursos polares
Mas e não há ninguém que lhe dê com um pano encharcado, e quente!, pela tromba abaixo??
Mas e não há ninguém que lhe dê com um pano encharcado, e quente!, pela tromba abaixo??
Anónimo
"Sendo a velocidade da luz superior à velocidade do som, é consequentemente normal que algumas pessoas pareçam ser brilhantes até abrirem a boca."
Xôôô, xôôôô...!
Irra, que é demais! Estou rodeada de gente fungosa! Eu sou uma moça resistente mas assim, caramba!, não há quem consiga manter-se saudável!
Devia ser proibido que pessoas com vírus activos se misturassem com outras, pronto. "Ai, mas é só uma constipaçãozinha." Não quero saber! Pega-se, não pega?? Então, já para a solitária! Ok... pronto, pode ser para casa. Não ir trabalhar já não é mau. Mas em casa pega ao parceiro, às crianças, a quem lá viver! Também não é solução! Porque depois pegam no trabalho, as crianças pegam na escola e por aí adiante e, não tarda, está tudo a lacrimejar e a espirrar e a fungar! Não... a solução é mesmo pô-los a andar para parte incerta, onde não haja contacto nenhum com outro ser humano a não ser que esse já esteja contaminado e portanto, olha, já se lixou mesmo, paciência, há-de curar sozinho.
A sério... é a única forma que a minha raça de gente resistente tem de se aprimorar ainda mais... aniquilamos as flores de estufa... e depois... depois tomamos conta do planeta!! AAAHHHHAHHAHHAHH!!
Errrr... ok... conseguir passar o Inverno longe dos antigripais já seria bem bom...
quinta-feira, outubro 02, 2008
Eu, gestora de projectos...
Eles: Ok, portanto estamos a lidar com um Content Management System para ambiente Web e intranets criado com o objectivo de ser flexível e customizável baseado 100% em tecnologia open source (Java). Tem edição directa de conteúdos a partir do Front End da aplicação, editor “WYSIWYG” para conteúdo não estruturado, definição de conteúdo baseado em XML, com integração do editor “WYSIWYG” FCKeditor, pesquisa “full text” e LDAP User Synchronization. E depois, claro, a abordagem aos testes será assente na conhecida metodologia do VCycle.
Eu: Claro... claro... mas... já agora, e só para esclarecer, faz aquilo que eu preciso que faça ou não?!
(Cheira-me que na escola onde eles andaram o Português era opcional...)
terça-feira, setembro 30, 2008
Entre a Betty, a Mae e a Audrey... o que diz isso de mim???
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sexta-feira, setembro 26, 2008
Pedido
Carmen, querida, se me estás a ler pensa bem... o moço arriscou-se a ser "passado a ferro" por algum camião ou a cair de uma altura considerável só para te pedir em casamento... ok, carradas de automobilistas viram, há quem tenha achado ridículo, há quem tenha tirado fotos e mandado para os amigos todos a gozar com a cena, há até quem tenha espetado o pedido num blog para haver ainda mais gente a ver uma coisa que devia ser íntima, privada, um momento só vosso como sempre sonhaste, com velas e tal... mas o amor passa por cima destas pequenas coisas, não é? Considera, querida, considera...
quarta-feira, setembro 24, 2008
Telejornal

http://flickr.com/photos/18623248@N00/95205763/
"Uma iguaria, só ao alcance de alguns, que pode custar pequenas fortunas. Por isso, Hilário Botinha treina os seus porcos desde pequenos para encontrar o famoso cogumelo escondido debaixo da terra: a trufa."
Hilário Botinha:
- Poizzé, facho isso. Dou-les trunfas logo desde pecaninos, pra ozz habituare ao cheiro e anssim, quando os boto no campo, eles já vão lá direitinhos.
- Não pode é ser sempre... quando eles tão c'as hormonas não dá. Quando eles tão c'as hormonas só olham pra cima, só olham pra cima, ao invés de olhar para baixo. Assim, nã encontram nada. As trunfas tão debaixo da terra, não dá com eles a olhar para cima.
"Por serem tão raras, são poucos os restaurantes portugueses que as utilizam. E os que o fazem são selectivos combinando-as apenas com determinados produtos."
Cozinheiro profissional:
- Poizzz, isto é caro, é caro, num é pra toda a gente! Isto é coizzza só pra fazer de bez in quando, que isto num é pra qualquer um. Cumbina muito bem com borrego, por exemplo, ou com um galito... salteadas... é muito bom mas num é para qualquer um...
terça-feira, setembro 23, 2008
Sabes que começou no A, A-A-A
Estou muito desiludida! Então não é que o site da Ana Malhoa foi renovado e já não tem fotos dela na banheira de casa da avó??? Caramba, era um cenário e pêras... azulejos à anos 80, com flores em tons tipo "natureza morta"; cortininha de plástico carmim para combinar e a Anita a cantar ao microfone (também conhecido por chuveiro). Era um espectáculo... era a beleza do "desenrasca" ao serviço do estilo... sexy mamma caseiro. Que é um estilo como outro qualquer, com toda a dignidade, a merecer os nossos aplausos!
Agora não! Está todo profissional! A moça aparece à pendura num motão, com um musculado/tatuado, que diz que é o esposo, e salta para o palco para se juntar à sua banda e cantar uma música do último albúm. Pronto, manteve o tacão alto, as tatoos, o padrão leopardo e a mamoca de fora, isso sim. Senão nem seria a nossa Ana! Mas falta-lhe alguma coisa... não sei... perdeu a inocência, a graça, a simplicidade, talvez... Ai, espera... parece que essas ela já tinha perdido antes...
Agora não! Está todo profissional! A moça aparece à pendura num motão, com um musculado/tatuado, que diz que é o esposo, e salta para o palco para se juntar à sua banda e cantar uma música do último albúm. Pronto, manteve o tacão alto, as tatoos, o padrão leopardo e a mamoca de fora, isso sim. Senão nem seria a nossa Ana! Mas falta-lhe alguma coisa... não sei... perdeu a inocência, a graça, a simplicidade, talvez... Ai, espera... parece que essas ela já tinha perdido antes...
如果妒嫉杀害了…
Acabei de ouvir o relato das férias de um colega... quase três semanas na China! Fiquei dividida entre aproveitar para matar a curiosidade que estes países longínquos me despertam, sonhar com uma viagem igual, aprender com a experiência de quem lá esteve, ficar a conhecer melhor o país e a cultura... ou dar-lhe um pontapé por se atrever a vir aqui importunar-me, lembrando-me que não posso ir de férias tão cedo! É que até uma t-shirt em chinoca o tipo tinha! Não há direito...
Também quero!!
segunda-feira, setembro 22, 2008
Alto aí!
Calma... é preciso calma... eu sei que diz lá no calendário mas não precisamos exagerar. O Outono começa hoje, oficialmente, é verdade. Mas quantas vezes não é o "oficiosamente" que conta? Por isso, calma, eu ainda não estou preparada para arrumar as havaianas, tenham santa paciência!
quinta-feira, setembro 18, 2008
De volta ao trabalho...
- Bem, eu não sei se devia estar a dizer isto ao telefone... porque, nos dias que correm, sabe-se lá o que está grimpado...
Grimpado = que tem grimpa, que está no auge.
Não sei porquê mas algo me diz que não era bem isto que ela queria dizer... Ou melhor, até era. Ela achava é que significava outra coisa. Ou então... sabe o que significa... queria dizer exactamente isto e disse... acha, verdadeiramente, que há possibilidade de o telefone estar no auge. A sério, acreditem, tendo em conta a artista, isto não é assim tão estranho...
quarta-feira, setembro 17, 2008
Dilema
- Estás a ver quando uma pessoa se sente atraída por outra? E estás a ver quando a pessoa quer que a outra pessoa sinta o mesmo? Ou quer, pelo menos, perceber se sente o mesmo ou não? Pronto... como é que isso se faz?! É que eu sorrio, sou simpática, olho nos olhos, faço piadas, sempre que há oportunidade, toco distraidamente, e parecendo sem querer, com a minha mão na mão dele, não escondo o decote, muito pelo contrário, e... não consigo nada! Não consigo perceber, sequer, se estou a provocar alguma reacção! Ele é amoroso mas parece amoroso com qualquer outra pessoa... gostava de perceber o que sente, de lhe chamar a atenção, de o atrair, de lhe mostrar que sou interessante mas sem correr o risco de ser "atirada" demais para poder recuar sem a dignidade a arrastar pelo chão, caso a resposta seja negativa...
... que tal ficar de repente em soutien dizendo "olha que curioso... os botões da camisa soltaram-se todos ao mesmo tempo!"?!?
- É... é sem dúvida por aí...
terça-feira, setembro 16, 2008
Conversas que a minha mãezinha devia ouvir!
Amiga/colega liga para mim:
- Por favor, vem cá ter comigo. Tenho aqui uma situação em mãos... não sei como lidar... preciso da tua ajuda...
- Ok, estou a ir.
...........................
- A minha opinião é que deves fazer desta forma: yadayadayada e depois yadayadayada. Assim prevines yadayadayada e evitas yadayadayada.
- Certo... vou fazer assim... por isso te chamei, sei que normalmente tens muito bom senso...
(Claro... ando a dizer isto há anos...! Bom senso e modéstia... aos kilos!)
- Por favor, vem cá ter comigo. Tenho aqui uma situação em mãos... não sei como lidar... preciso da tua ajuda...
- Ok, estou a ir.
...........................
- A minha opinião é que deves fazer desta forma: yadayadayada e depois yadayadayada. Assim prevines yadayadayada e evitas yadayadayada.
- Certo... vou fazer assim... por isso te chamei, sei que normalmente tens muito bom senso...
(Claro... ando a dizer isto há anos...! Bom senso e modéstia... aos kilos!)
Diz que estão out...
Quero lá saber!
As mais conhecidas não são propriamente da minha adolescência (sou demasiado nova para isso, evidentemente...;)) mas era música que se ouvia bastante lá por casa. Excelentes interpretações, excelentes vozes, excelentes composições. Marcaram uma época mas continuaram a dar cartas enquanto grupo até 2003. Ainda hoje de manhã os apanhei no rádio do carro e dei por mim a cantar, alto e bom som, indiferente ao facto de os outros automobilistas poderem achar que estava a ter um ataque ou assim... Até cheguei aqui mais bem disposta! Só por isso, já valeu a pena.
Aqui fica um clássico:
E para bater o pé ou, quiçá! até dançar, sei lá! ;)
Vamos a isto, minha gente!
sexta-feira, setembro 12, 2008
Chiqueza!
Colega para outro que está prestes a ser pai:
- Então, o grande dia está a chegar... já tens a mala do bebé pronta?
- Está a fazer...
- A fazer? Como assim?
- Está a ser feita, a mala propriamente dita, por um amigo designer.
- Ah...
É ou não é das maiores "paneleirices" que têm ouvido ultimamente?!? Cristo...! E a fraldinha da criatura, será da Gucci? Certamente que, se for, o cócozinho até cheira melhor e, com sorte, até se apresenta com uns laivos de dourado... para ser mais chique!
- Então, o grande dia está a chegar... já tens a mala do bebé pronta?
- Está a fazer...
- A fazer? Como assim?
- Está a ser feita, a mala propriamente dita, por um amigo designer.
- Ah...
É ou não é das maiores "paneleirices" que têm ouvido ultimamente?!? Cristo...! E a fraldinha da criatura, será da Gucci? Certamente que, se for, o cócozinho até cheira melhor e, com sorte, até se apresenta com uns laivos de dourado... para ser mais chique!
quarta-feira, setembro 10, 2008
terça-feira, setembro 09, 2008
Férias ibéricas
Nada como "revisitar" as férias para nos refrescar o dia!
Aqui fica um pequeno resumo das minhas andanças nestas 3 semanitas durante as quais a minha mala nunca se chegou a desfazer completamente... é que havia sempre para onde ir a seguir! Soube a pouco, como sempre sabe o que é bom...
De malas aviadas, lá nos metemos na aventura de ir até ao país vizinho em wagon lit. Para quem não se incomoda com a sensação de estar a dormir dentro de uma misturadora, é excelente. E até servem ovos e bacon ao pequeno almoço! Valeu pela diferença. Mas só!
Chegados a Saragoça, o hotel diz que só estamos registados para o dia seguinte e que não há lugar para nós. "Temos pena, o erro é vosso, daqui não saio, daqui ninguém me tira" (isto dito num espanhol mais que perfeito, claro!) e, 45 minutos depois, olé!, lá caiu do céu um quarto disponível...
Expo Saragoça mas não só:
Novamente de comboio, mas desta vez daqueles super rápidos (TGV Lisboa/Madrid é que era...), lá rumámos à capital de nuestros hermanos. Tapas e mais tapas, calor, monumentos, la movida e algumas dores nos pés...
De volta ao nosso cantinho (finalmente! um café expresso digno desse nome e a custar menos que 1.50€!) fomos a banhos no Dão e no Alva. Muito bom...
![]() |
E para terminar, nada como recarregar as baterias na "lanzêêêra" do Alentejo, mais propriamente na Arrifana. Ondas, sol, pizza pazza, galhofa e muita estupidez natural, com alguns amigos de sempre...
segunda-feira, setembro 08, 2008
Como a lesma!
Agora vejo, 3 semanas não são nada, é verdade... Para mim foram óptimas, preenchidíssimas e tiveram o condão de me fazer desligar de tudo o resto. Mas, para o "tudo o resto", 3 semanas passaram num instante e foram apenas mais 3 semanas, no meio de todas as outras. É triste mas é verdade. É triste ver como tudo está na mesma. E mais triste é sentir que não vai ser preciso muito tempo para me contaminar outra vez... assim de repente, bastou só uma manhã para já me fazer sentir que, decididamente!, não estive longe tempo suficiente. Irra!
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