não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
domingo, outubro 03, 2010
sexta-feira, outubro 01, 2010
quinta-feira, setembro 30, 2010
Porque me inspira...
Put Your Records On
Corinne Bailey Rae
Three little birds, sat on my window.
And they told me I don't need to worry.
Summer came like cinnamon
So sweet,
Little girls double-dutch on the concrete.
Maybe sometimes, we've got it wrong, but it's alright
The more things seem to change, the more they stay the same
Oh, don't you hesitate.
Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
Blue as the sky, sunburnt and lonely,
Sipping tea in the bar by the roadside,
(just relax, just relax)
Don't you let those other boys fool you,
Got to love that afro hair do.
Maybe sometimes, we feel afraid, but it's alright
The more you stay the same, the more they seem to change.
Don't you think it's strange?
Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
'Twas more than I could take, pity for pity's sake
Some nights kept me awake, I thought that I was stronger
When you gonna realise, that you don't even have to try any longer?
Do what you want to.
Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.
Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.
Oh, you're gonna find yourself somewhere, somehow
Corinne Bailey Rae
Three little birds, sat on my window.
And they told me I don't need to worry.
Summer came like cinnamon
So sweet,
Little girls double-dutch on the concrete.
Maybe sometimes, we've got it wrong, but it's alright
The more things seem to change, the more they stay the same
Oh, don't you hesitate.
Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
Blue as the sky, sunburnt and lonely,
Sipping tea in the bar by the roadside,
(just relax, just relax)
Don't you let those other boys fool you,
Got to love that afro hair do.
Maybe sometimes, we feel afraid, but it's alright
The more you stay the same, the more they seem to change.
Don't you think it's strange?
Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
'Twas more than I could take, pity for pity's sake
Some nights kept me awake, I thought that I was stronger
When you gonna realise, that you don't even have to try any longer?
Do what you want to.
Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.
Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.
Oh, you're gonna find yourself somewhere, somehow
Quero os phones "Princesa Leya", por favor!!!
Não... não... não!!! Há certas conversas que eu NÃO quero ouvir! "Então, mãezinha, como estás? Correu tudo bem? Então e o médico, já te viu o rabo??"
Porque eu gosto...
I was born in the arms of imaginary friends
free to roam, made a home out of everywhere I've been
then you come crashing in, like the realest thing
trying my best to understand all that your love can bring
oh half of my heart's got a grip on the situation
half of my heart takes time
half of my heart's got a right mind to tell you
that I can't keep loving you
oh, with half of my heart
I was made to believe i'd never love somebody else
I made a plan, stay the man who can only love himself
lonely was the song I sang, 'til the day you came
showing me a better way and all that my love can bring
oh half of my heart's got a grip on the situation
half of my heart takes time
half of my heart's got a right mind to tell you
that I can't keep loving you
oh, with half of my heart
with half of my heart
your faith is strong
but I can only fall short for so long
time will hold, later on
you will hate that I never gave more to you than half of my heart
but I can't stop loving you
but I can't stop loving you
but I can't stop loving you with half of my...
half of my heart
half of my heart
half of my heart's got a real good imagination
half of my heart's got you
half of my heart's got a right mind to tell you
that half of my heart won't do
half of my heart is a shock on a wedding to a bride with a paper ring
and half of my heart is the part of a man who's never really loved anything
half of my heart
half of my heart
half of my heart
half of my heart
half of my heart
half of my heart
quarta-feira, setembro 29, 2010
And away we go...!
É "sim", é "não", é "talvez", é "não-merda-para-isto-tudo!" e, finalmente, parece que é "sim". Reviravoltas dadas e já somos mais a deixar a terrinha e a ir respirar os ares de outras civilizações... pelo menos por uns dias.
Pés
Oooookkk... apareceu-me agora uma colega a perguntar que número eu calçava porque tinha sido chamada de repente para uma reunião, não estava à espera, veio com umas sandálias bastante informais, e por isso teve a brilhante ideia de me pedir para trocar com ela só por umas horas... fiquei uns segundos de boca aberta, várias imagens se me atravessaram a mente e tive que me esforçar para amenizar a cara de nojo que tinha certamente estampada... tentei safar-me, mostrei-lhe todos os defeitos das minhas sandálias "que não são assim tão melhores e têm cunha de corda já um bocado gasta e que nem me parece que fiquem muito bem com a tua saia..." sem grande sucesso... Mas não tive coragem de negar, a rapariga até não é má pessoa só que... sapatos?? Trocar sapatos???
Não é que me importe de emprestar as minhas... enfim... não é algo que faça com ligeireza mas ok, que seja. Agora... ter que calçar as delas...! Porque não posso ficar descalça, certo?? A sério... pés de outras pessoas que eu não tenha já assistido, pelo menos uma vez, a tomar banho... meter o meu pé no sítio onde eles andam... que certamente estará impregnado de certos flúidos corporais e..... aarggghh! É melhor parar porque quem olhar para mim agora ainda vai achar que estou a ver algum filme porno hard core no computador tal é a minha expressão.... Cristo... and now what??? Fujo? Elogio as sandálias dela e, como quem não quer a coisa, pergunto-lhe como é que nunca ninguém deu conta que aquele par é um exemplar único de moda, combinando estilo urbano parisiense com uma certa atitude blazé e que nem toda a gente tem pézinho para usar e que a ela assenta como luva?? Lembro-me que afinal tenho pé de atleta? Digo que não tomo banho há três quinze dias???
É verdade que ela ainda disse que ia ver se encontrava outras melhores... é verdade... arrisco? Arrisco pensando que o estou a fazer é em prol de algo maior, do companheirismo, da vontade de ajudar...?
Nããã!! Não sou assim tão boazinha! Decididamente, hoje vou almoçar bbeeeeeemmmmm mais cedo...!
terça-feira, setembro 28, 2010
No banco de jardim


Atravessando baixios, porque às vezes tem que ser, que trazem com eles frustração, pura frustação. O medo assume proporções ridículas, antigas, de cortar a respiração. Porquê? Mas porquê? Levantam-se pedras, é certo, e de lá desenterra-se sempre qualquer coisa mas... nada de novo, nada a que já não esteja habituada, nada que não faça parte do meu dia a dia de há muitos meses para cá... porquê, então?
O banco lá me espera e eu deito a cabeça sob as árvores. Sinto-me bem ali, a brisa a passar, a necessidade de parar para elaborar. Escrevo. O meu fiel caderninho de capa roxa sempre a postos. Descrevo com pormenor sensações e pensamentos, raivas e esperanças, lembranças e considerações, mais ou menos factuais, os medos gigantes, os gigantes de todas as cores. Porque, mais do que aqui, o papel absorve o que digo na ponta da caneta e deixa que se imprimam o vento e o sol do momento, o pó que circula, a energia que os meus dedos lhe levam, o meu cunho nas palavras. Os "i"s que, quando estou nervosa, se resumem ao pontinho, os "m"s e "n"s que apenas serpenteiam com a pressa de não perder o fio à meada e conseguir acompanhar a velocidade que me assola.
O banco lá me espera e eu deito a cabeça sob as árvores. Sinto-me bem ali, a brisa a passar, a necessidade de parar para elaborar. Escrevo. O meu fiel caderninho de capa roxa sempre a postos. Descrevo com pormenor sensações e pensamentos, raivas e esperanças, lembranças e considerações, mais ou menos factuais, os medos gigantes, os gigantes de todas as cores. Porque, mais do que aqui, o papel absorve o que digo na ponta da caneta e deixa que se imprimam o vento e o sol do momento, o pó que circula, a energia que os meus dedos lhe levam, o meu cunho nas palavras. Os "i"s que, quando estou nervosa, se resumem ao pontinho, os "m"s e "n"s que apenas serpenteiam com a pressa de não perder o fio à meada e conseguir acompanhar a velocidade que me assola.
De repente, beijos chegam leves e soltos, sem porquê e com a promessa de haver mais lá de onde vêm. O sorriso tímido que me arranca do estado fervoroso da escrita, o sorriso que gostaria que fosse largo e resplandescente, que me inundasse o corpo todo, tornando-se marca da casa. Agora o caderno fecha-se, com as palavras a palpitar lá dentro, palavras que despejo para não as carregar comigo, palavras que digo a mim, palavras que talvez nunca diga a mais ninguém até porque só eu tenho o código que as decifra, só eu sei realmente o que elas querem dizer. E, seja como for, o que interessam? Não são pertinentes a não ser para a cabeça que as pensa ou para o caderninho que as guarda.
E reconheço como somos todos tão diferentes, com toda a nossa complexidade. Como não é legítimo esperar dos outros o que pensariamos ou fariamos em determinada situação porque há sempre a diferença a ter em conta... "não é errado... é diferente", "não podes medir tudo pela tua bitola porque cada um tem a sua"... Então meço por onde? Então como avalio? Então... não posso esperar nada... tenho que entender a diferença, aceitá-la, conviver com ela e apertar-lhe a mão. E deixar de me incomodar com isso.
E hoje, falámos e falámos e falámos. E eu ouço-me, alto e a bom som, objectiva, certeira, coerente, ponderada... ouço a minha voz, sinto em mim a empatia de quem já por lá passou, os conselhos que partilho convictamente... ouço-me... mas não me ouço assim tão bem.
segunda-feira, setembro 27, 2010
domingo, setembro 26, 2010
Retalhos de algo maior
A tribo volta a reunir-se. Como sempre, mesmo que não nos lugares de sempre, somos nós, sempre nós. O copo na mão, a música alta, a palhaçada do costume, os risos e conversas, tão nossas, tão "nós". E olho em volta, em volta da mesa, em volta do bar, e vejo-nos como há sei lá quantos anos atrás, os mesmos, o fio que nos liga intacto, pertencendo uns aos outros. Mas vejo também a vida estampada nas caras adolescentes, o caminho percorrido até aqui como num mapa, quem éramos, quem somos hoje, e como realmente o mundo gira, às vezes depressa demais, às vezes de forma turbulenta de mais. E as marcas lá estão, a máscara dos caminhos do destino a enfeitar os olhos de adolescente.
E espero. Sou pessoa que espera. Espera por dias melhores, espera por sinais, espera por atenção, reconhecimento, amizade, amor. Em alguns casos, espera sentada porque não há outra forma, noutros espera retribuição do que um dia deu, vai dando sempre, de forma activa e consciente, e espera por essa consciência como paga. Não menos, nunca menos. Mas muitas vezes ela não vem. E eu vou deixando de esperar. Não obstante, e tendo já ganho a certeza de que não vale a pena tentar contrariar o que a mãe natureza resolveu impregnar nos meus genes, espero sempre um bocadinho, todos os dias, espero sem querer, espero... e todos os dias me desiludo mais um bocadinho também.
Deito a cabeça na almofada, esperando que a "droga" faça efeito rápido, porque os copos a mais e as palavras deitadas na rua rodopiam no meu cérebro. Uma única lágrima cai, silenciosa, sem deixar rasto, mas a dor e a saudade gritam sempre bem alto, apertam o peito da boca cerrada, corróiem como ácido, silencioso ele também enquanto penetra e mata o que vai encontrando pelo caminho. Saudade, esta tão portuguesa, cantada e recantada, mora em mim como se nunca tivesse pertencido a outro lugar. Afasto memórias, afasto com pressa porque não quero ir lá tão fundo, e deixo-me levar pelos químicos para o lado de lá de nós.
Tentei controlar o tempo, agarrá-lo com as minhas próprias mãos não permitindo que corresse. Apertei-o contra mim, com todas as forças, mesmo sentido que ele me ia escorrendo entre os dedos. Sabia que não cabia a mim travá-lo, sabia que não cabe a ninguém porque o tempo tem vida própria e faz sempre o que quer. Mas era crente, crente ao ponto de acreditar que o podia conter em mim. Um dia, não sei qual dia, desisti. As mãos fraquejaram, os dedos dormentes da pressão cederam e a corrente seguiu o seu caminho. Desisti e com tristeza constatei que tudo tinha sido em vão. Rendi-me a ele, deixei-me levar, submergi e resignei-me à sua força. E é por aqui que ando, um pouco à deriva mas já sem ser tartaruga deitada de barriga para o ar. A carapaça endireitou-te e tenta agora apreciar a viagem.
sexta-feira, setembro 24, 2010
Murro na mesa (para não ser murro na cara!)
Ainda bem que é sexta-feira, ainda bem que é sexta-feira, repete ela incessantemente, enquanto tenta respirar fundo...
Mas não dá, não dá!! Estou aqui, estou a esganar alguém! Porque, convenhamos, é a única solução, é o que resta quando estamos a lidar com outros seres humanos que estão, claramente, a tentar sacudir a água do capote, a não cumprir com algumas das suas responsabilidades, tarefas com as quais se comprometeram, porque já viram que há outras que poderão ser mais proveitosas e encher mais o olho e o bandulho a quem manda! E, como cereja no topo do bolo, ainda temos a falta de ditos para o assumir!
Conclusão, vão dizendo que sim, que fazem, que "com certeza", vão empatando, empatando, empatando... mas continua tudo em águas de bacalhau! E eu a ver! E quando confronto, quando encosto à parede e pergunto "mas afinal como é??" a resposta à Gato Fedorento, mas versão pé de chinelo, vem ligeira "ah, e tal e coiso, vou ver isso". E eu a saber... que não vai ver p**** nenhuma! E quando, pela trigésima centésima vez!, pergunto e até acrescento que se for preciso ir bater a outra porta eu vou, só preciso que me digam a quem, aqui d'el rei que "não é preciso, eu tomo conta de tudo", diz com ar ofendido!
Só ao estalo, só ao estalo, só ao estaladão de mão aberta!! Irra que é demais!
Mas pronto... como tudo o que é demais chateia, eu e a minha já-por-natureza-fraca tolerância, agora ainda mais esmifrada dada a latosa com que me deparo, vamos ter que nos pôr nas nossas tamaquinhas, ai vamos, vamos! E hoje a mostarda não chegou ao nariz... entupiu-o!! E como sou rapariga com problemas claustrofóbicos, não me posso dar ao luxo de ter o nariz inutilizado senão ainda me dá uma coisinha má. Por isso, hoje, meus caros, hoje é dia! A bem da minha saúdinha, não saio daqui sem soltar uns raios e coriscos que é para ir mais leve de fim de semana! E tenho dito! Arredem-se que isto hoje está mau!
A vaguear
Lá vou eu, construindo passo a passo mas, nos dias que correm, sinto-me um pouco à deriva e não sei bem porquê. Ou melhor, não sabia, acho que cheguei a uma conclusão e tem tudo a ver com "espaço". Espaço mental, neste caso, que está a ser ocupado por vários inquilinos, como sempre, mas com uma grande diferença: agora não há nenhum que se destaque, que ofusque os outros, que domine. Chama-se a isto equilíbrio... acho. Mas é diferente daquilo com que já me tinha habituado a conviver diariamente e faz-me sentir estranha... como se já não soubesse viver sem confusão, sem que os terminais nervosos estejam sempre prestes a explodir...
E dou por mim sem vontade de explorar a fundo os assuntos. Talvez esteja esgotada de o fazer. Hoje pego num tema e não me apetece dissecá-lo, virá-lo de todos os lados, do avesso e do direito, e analisá-lo sobre todas as perspectivas. Hoje apetece escrever curto e grosso, sem me preocupar com a profundidade das questões. Hoje apetece-me pegar nas mil coisas que me rodeiam, expô-las como elas são e pronto, ponto final, parágrafo.
Viagem na calha. Tudo começou com outros e surgiu a ideia de me juntar. Apetece sair, espairecer, ver novos mundos e, havendo quem trate dos pormenores, ainda melhor. Mas o tempo passou, as notícias não chegavam e eu, já com o apetite aguçado, comecei a ver por mim. Quando dei conta, já a organização da coisa estava nas minhas mãos e já eram os outros a apanhar a boleia! O que prova, por um lado, que começo a voltar a mim mas, por outro, que não ando bem, bem, bem a seguir a "cartilha do saber viver", porque devia andar a trabalhar no sentido de abdicar do controlo que tento sempre ter sobre tudo. Sou assim, quando dou conta já meti a mão, a cara e o corpo todo e já sou eu a dar as cartas e "convém deixar de ser um bocadinho porque depois, quando as cartas te saltam da mão, perdes o norte, já sabes...". Até houve aí uma altura em que abdiquei, totalmente. Mas não porque conscientemente quisesse pôr as lições em prática mas sim porque me estava perfeitamente a borrifar para tudo. Tanto me fazia ir para a esquerda ou para a direita e cansava-me só ter que pensar no assunto. Preferia que alguém pensasse e decidisse e eu depois dizia "ok" e estava o assunto arrumado. Cheguei mesmo a pensar "olha, se calhar estás a aprender" mas cedo percebi que este estado vegetativo era provisório, decorrente de um amolecimento pontual de neurónios. Assim que a energia que me caracteriza voltasse a bombar feita doida pelos circuitos, eu sabia que ia voltar a agarrar-me aos cornos do touro como se não houvesse amanhã. Estou melhor, um pouco melhor... mas dar um passo atrás e deixar que outros avancem ainda me causa maus fígados, essa é que é a verdade. Neste caso, do arejamento fora de terras lusas, ainda bem! Porque afinal, ninguém estava mesmo a tratar de nada...
Vou dando pequenos passos, pequenos avanços que, para quem olha de fora, não devem parecer de grande monta mas que, para mim, têm sido fundamentais. Pequenos passos internos, pequenas brechas da minha matéria que começam novamente a ser preenchidas. E sim, foi preciso deitar abaixo e, até há pouco tempo, sem perceber, era isso que andava a fazer. As últimas semanas sopraram a bom soprar e espero terem deitado finalmente por terra os pedaços de barro já rendilhado de tão carcomido que teimava em continuar a tentar equilibrar-se.
Sonhando, sonhando, continuo a ter sonhos, daqueles que aparecem de noite e parecem reais, reais como se fosse possível saboreá-los e que deixam um rasto amargo que nos invade a boca mal abrimos os olhos. Hoje sei exactamente o que significam. Sei também que é bom tê-los. São uma especíe de purga, ajudam a limpar e a desfazer o que ainda está cá dentro e já não serve para mais nada. Anseio por sonhos verdes e azuis, leves e refrescantes.
E mais uma tentativa de receber luz... e mais uma aposta no Universo. Será que Ele também aposta em mim?
quinta-feira, setembro 23, 2010
quarta-feira, setembro 22, 2010
Oração
"Desejo que hoje experimentes paz dentro de ti, que confies que te encontras exactamente onde deverias estar, que não esqueças as possibilidades infinitas que nascem da confiança em ti mesma e nos outros, que utilizes os dons que recebeste e que transmitas a outros o amor que te foi dado. Desejo que estejas feliz contigo mesma por tudo o que és. Permite que esta sabedoria assente nos teus ossos e deixa a tua alma cantar, dançar e amar livremente. Está aí para cada uma de nós".
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