não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
sexta-feira, setembro 20, 2013
quinta-feira, setembro 19, 2013
quarta-feira, setembro 18, 2013
terça-feira, setembro 17, 2013
Questões
Pergunto-me. Pergunto-me, se calhar ingenuamente... Pergunto-me o que lhe passará pela cabeça. Pergunto-me que tipo de mensagens, então, transmitem a minha expressão, os meus modos, o meu discurso. Pergunto-me que ilações se devem, afinal, tirar do que digo e do que demonstro. Pergunto-me...
... porque raios o meu superior hierárquico me enviou um link para um artigo cujo título é "Afinal a cerveja não faz barriga e até ajuda a prevenir doenças"!?!
A dor espalha-se. É isto mesmo: a dor espalha-se...
“A dor espalha-se. A dor não morre mas espalha-se. E o que está mais espalhado é menos intenso. Vale o mesmo mas é menos intenso. Como ter várias pequenas feridas suportáveis em vez de ter uma grande ferida insuportável. É isso o que tempo faz: espalha a dor. Ensina-nos a suportar a dor. A espalmá-la, a dividi-la. Mas nenhum tempo mata a dor.”
"In Sexus Veritas"
Pedro Chagas Freitas
segunda-feira, setembro 16, 2013
Os deuses a meu favor
Chego de férias e o computador, em vez de se ligar, encerra sem que ninguém lhe tenha dito nada. Tenho que o comunicar superiormente e só voltar amanhã. Certamente irão concordar que com sinais divinos não se brinca.
sexta-feira, agosto 30, 2013
Porque ainda estou a aprender...
Bem a propósito de um post da HSC onde a senhora diz que aos 30 e 40 só aprendeu: foi aos 50 que começou, de facto, a viver.
Wake Me Up
AVICII
Wake Me Up
AVICII
Feeling my way through the darkness
Guided by a beating heart
I can't tell where the journey will end
But I know where to start
They tell me I'm too young to understand
They say I'm caught up in a dream
Well life will pass me by if I don't open up my eyes
Well that's fine by me
So wake me up when it's all over
When I'm wiser and I'm older
All this time I was finding myself
And I didn't know I was lost
I tried carrying the weight of the world
But I only have two hands
Hope I get the chance to travel the world
But I don't have any plans
Wish that I could stay forever this young
Not afraid to close my eyes
Life's a game made for everyone
And love is the prize
So wake me up when it's all over
When I'm wiser and I'm older
All this time I was finding myself
And I didn't know I was lost
Didn't know I was lost
I didn't know I was lost
I didn't know I was lost
I didn't know
quinta-feira, agosto 29, 2013
Uma pessoa
“Não é pela falta de pessoas à nossa volta que se define a solidão; é pela falta de nós à nossa volta. Estar acompanhado só exige uma pessoa.”
Pedro Chagas Freitas
Todas as pessoas possuem a vida que desejam...
"(...) mas mesmo os que teriam motivos para estar (aqueles que possuem emprego, saúde e alguma relação afetiva, que é considerada a tríade da felicidade) também não têm achado muita graça na vida.
O mundo é habitado por pessoas frustradas com o próprio trabalho, pessoas que não estão satisfeitas com o relacionamento que construíram, pessoas saudosas de velhos amores, pessoas que gostariam de estar morando em outro lugar, pessoas que se julgam injustiçadas pelo destino, pessoas que não aguentam mais viver com o dinheiro contado, pessoas que gostariam de ter uma vida social mais agitada, pessoas que prefeririam ter um corpo mais em forma, enfim, os exemplos se amontoam. Se formos espiar pelo buraco da fechadura de cada um, descobriremos que estão todos relativamente bem, mas poderiam estar melhor.
Por que não estão? Ora, a culpa é do governo, do papa, da sociedade, do capitalismo, da mídia, do inferno zodiacal, dos carboidratos, dos hormônios e demais bodes expiatórios dos nossos infernizantes dilemas. A culpa é de tudo e de todos, menos nossa.
Um amigo meu, psiquiatra, costuma dizer uma frase atordoante. Ele acredita que todas as pessoas possuem a vida que desejam. Podem até não estar satisfeitas, mas vivem exatamente do jeito que acham que devem. Ninguém as força a nada, nem o governo, nem o Papa, nem a mídia. A gente tem a vida que pediu, sim. Se ela não está boa, quem nos impede de buscar outras opções?
Quase subo pelas paredes quando entro neste papo com ele porque respeito muito as fraquezas humanas. Sei como é difícil interromper uma trajetória de anos e arriscar-se no desconhecido. Reconheço os diversos fatores - família, amigos, opinião alheia - que nos conduzem ao acomodamento. Por outro lado, sei que este meu amigo está certo. Somos os roteiristas da nossa própria história, podemos dar o final que quisermos para nossas cenas. Mas temos que querer de verdade. Querer pra valer. É este o esforço que nos falta.
A mulher que diz que adoraria se separar mas não o faz por causa dos filhos, no fundo não quer se separar. O homem que diz que adoraria ganhar a vida em outra atividade, mas já não é jovem para experimentar, no fundo não quer tentar mais nada.
É lá no fundo que estão as razões verdadeiras que levam as pessoas a mudarem ou a manterem as coisas como estão. É lá no fundo que os desejos e as necessidades se confrontam. Em vez de nos queixarmos, ganharíamos mais se nadássemos até lá embaixo para trazer a verdade à tona. E então deixar de sofrer. "
Martha Medeiros
(roubadíssimo à minha V... cheers! ;))
quarta-feira, agosto 28, 2013
segunda-feira, agosto 26, 2013
sexta-feira, agosto 23, 2013
Aparências
Colega parva e indiscreta a quem eu, decididamente!, não dei esta confiança toda, faz-me o seguinte comentário:
- Não percebo, você (ai, o que eu gosto dos "você"...) lancha todos os dias, não se priva de nada e parece um osso! Não sei como é que você faz isso...
Nos primeiros segundos, e ainda munida de alguma tolerância, pensei em explicar-lhe algumas coisas sobre nutrição, a importância de comer de x em x horas, de gerir as quantidades, de ter em conta a qualidade do que se ingere, de fazer desporto e tal... Mas ela continuou com a mesma ladainha parva (blá, blá, blá, com voz de pato. É isso! Ando há meses a tentar perceber o que me irrita na voz dela e acabei de descobrir: parece um pato!) e, a dada altura, a tolerância já se tinha deslocado a grande velocidade para o espaço sideral e eu só pensava em perguntar-lhe que raio sabia ela da minha vida para afirmar que não me privo de nada e questionar os meus hábitos alimentares, que raio lhe tinha passado pela cabeça para se pôr com aquela conversa comigo no meio do corredor para toda a gente ouvir, que raio lhe sugeriu que nós as duas podíamos ser amigalhaças e, já agora, discutir copas de soutiens no bar lá do serviço?!
O grasnanço continuou e ainda me chegou a passar pela cabeça ser uma querida e dizer "ao menos tenho mamas, já tu..." mas contive-me...
Enfim... deixei-a grasnar mais um bocadinho e, envergando o meu mais belo sorriso obliquo, limitei-me a responder: é da ruindade! (sendo o sub-texto: portanto, ó bitch, já ias andando, tu e a tua indiscrição, e não me voltavas a chatear a cabeça não vá a ruindade me dar também para morder!)
Pois... mas se para bom entendedor, meia palavra basta, no caso, acho que nem um dicionário inteiro...
A saudade é o amor
"A saudade é o que fica do amor quando perdemos todo o seu lado físico, deixámos de estar, deixámos de tocar, há uma barreira inultrapassável de espaço ou de tempo, mas o amor continua, permanece. A saudade é esse tipo de amor. A saudade é o amor."
José Luís Peixoto
Para mim é chinês...
Tentar retomar o contacto com amigo chinês da progenitora que afinal já morreu há uns anos mas que tem um irmão e sobrinhos e cunhada que são uns queridos e que até já passaram por Lisboa e nos quiseram conhecer pessoalmente e que nos enviaram lenços de seda da China e que se tornaram meus amigos numa qualquer rede social e que volta e meia me mandam mensagens sobre a sua escola de aviação em Hong Kong dá nisto:
1. 2013 年 8 月 15 日 TVB 東張西望 報導之 衝上雲霄 記招中 張智霖及眾演員 靠着拍照的紅色 小飛機 喺乜來頭你知唔知道?
2. 機頭上 印着 Beagle Pup 100 和 RR 的 logo 和機身上印着 G-AWEC 字樣又喺乜嘢???
3.衝上雲霄揀这台飛機來造劇照宣傳,會令人联想到背後有甚麼意義?
香港飛行界歷史咁大件事你都唔知, 單是这飛機的原來主人这傳奇故事人物一生的飛行事蹟已足夠拍一輯 衝上雲霄 III 啦!!! 你肥佬啦!
俾個貼士你, 上網做家課, 再來報名啦!!!
Olha, querido Francis... santinho para ti também!
quinta-feira, agosto 22, 2013
quarta-feira, agosto 21, 2013
segunda-feira, agosto 19, 2013
The edge... e eu a sonhar tocar e cantar assim quem sabe numa outra encarnação...
Edge Of Something
Jamie Cullum
Jamie Cullum
I've got some ways of forgetting now
What you're finding out, what you're finding out
I've got some ways of believing now
What you're leaving out, what you're leaving out
So take a reach down inside your soul
What you gonna find, what you gonna find
And it's so deep down inside your soul
What you leave behind, what you leave behind
I can hear it calling
Can't you tell?
I'm on the edge of something
So I just keep running every time I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time
I lose my head
Are there some secrets embedded down
In the frozen ground, in the frozen ground
Under a cold moon and a fractured sky
There's a universe there behind those eyes
You're gonna make good on promises
That you know you could, that you know you could
Cause no one here worships suddenness
Though you wish they would, though you wish they would
I can hear it calling
Can't you tell?
I'm on the edge of something
So I just keep running every time
I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time
I lose my head
I don't need a vision
I'm just waiting on collisions of the brain and the heart
I'm patient for decisions and some stormy revelations
I can claim from the start
I'm kicking up a storm
I'm kicking up a storm
In the valley I was born
I can hear the tower ring
Out here on the edge of something
I'm on the edge of something
So I just keep running every time
I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time
I lose my head
sexta-feira, agosto 16, 2013
sexta-feira, agosto 09, 2013
Frase do dia
“Desistir pode ser um dos maiores actos de coragem que a vida nos coloca à frente.”
Pedro Chagas Freitas
"In Sexus Veritas"
quarta-feira, agosto 07, 2013
Frase do dia
"A vida ri-se das probabilidades e põe palavras onde imaginamos silêncios e súbitos regressos quando pensávamos que não nos voltaríamos a encontrar."
José Saramago
terça-feira, agosto 06, 2013
E é isto. É isto que importa reter e que importa discutir!
(E não se o nome de um cão é Zico, Mandela, Fifi ou Cocó..! A sério, tenham dó! No meio da confusão de "postas de pescada" que consegue ser esta blogosfera, há quem levante a hipótese de os advogados do Sr. Mandela - o humano - se virem meter ao barulho! Como se eles e o próprio não tivessem mais nada que fazer! Eu tenho, o que fará eles... Gente tãããooo poucochinha, cristo.. )
"É uma ironia dos tempos modernos, que pode causar confusão aos mais imberbes alunos de Comunicação Social, que devem andar a aprender, como eu aprendi, que uma boa definição de notícia não é um cão morder um homem, mas sim um homem morder um cão. Se assim é, que se passa? Nas últimas semanas de Agosto, houve um inesperado número de incidentes em cadeia, no que diz respeito a ataques de cães a pessoas. Somados, quase à média de um por dia nas páginas dos jornais ou nas televisões, poderia perceber-se, erradamente, que se tratava de uma epidemia, ou seja, de uma proliferação de casos “iguais”. Não são, de todo. Qualquer análise séria conclui, sem dificuldade, que se tratam de situações bem diferentes, pese embora uma mesma raça de cão estar presente em mais do que uma história, e todas elas terem o mesmo desfecho anunciado: o cão em causa foi de quarentena, e será abatido dentro de pouco tempo. Sobre esta sentença que não levanta indignação que se veja, já lá iremos. Primeiro, é importante entender que, por mais que defenda os direitos dos animais, não sou fundamentalista ao ponto de não perceber que um cão, ou outro animal, é perfeitamente capaz de “se passar”, como qualquer um de nós. Neste sentido, há situações, sim, em que se torna incompreensível que um cão ataque, situações em que o animal é, sim, “culpado” do seu crime. Mas basta reflectir um pouco, analisar os recentes incidentes, ou outros mais antigos, para concluir que as situações sem aparente explicação são uma raridade. Normalmente, o que acontece é o desastre que se adivinhava quando se vêem as circunstâncias, ou se pensa na “qualidade de vida” dos cães em causa. Regra geral, pertencem a pessoas que não têm a mínima consciência do que significa serem donos de um animal, muito menos quando se aventuram a escolher as chamadas raças potencialmente perigosas. Ponto básico: se são consideradas potencialmente perigosas, há uma razão para pensar mil vezes antes de optar por elas. Ponto básico número dois: a expressão “potencialmente” é a chave. Significa que nas mãos de um mau dono, a potencialidade torna-se realidade. Já é do senso comum, mas ninguém parece quere perceber. Obviamente que um pequeno caniche também pode ter um comportamento agressivo, mas basta pensar no porte de alguns cães para se entender que a “potencialidade de perigo” de uns é porque, quando se chateia, provoca danos terríveis, muitas vezes fatais. E o que vemos, nos casos mais badalados de Agosto? Uma continuada, inacreditável irresponsabilidade de muitas pessoas que têm estes cães. Pessoas que teimam em ter animais sem saberem, ou quererem saber, das noções mais básicas em relação aos animais, no que respeita a respeitarem um líder, sentido de território, stresse causado pela falta de atenção ou exercício, pessoas que não sabem, ou não querem saber, que um cão é, essencialmente, o espelho do seu dono, até porque um cão “pensa”, à sua medida, que é isso que é suposto fazer, é isso que o dono espera dele. Numa das histórias, os pormenores são tão claros, tão prenunciadores de desastre, que causa uma enorme confusão que o nosso sistema para lidar com os casos continue a ser abater o cão em vez de multar ou prender o dono. Numa das histórias, repito, um cão atacou a mãe do seu dono, um ataque que se revelou mortal. Começa-se a puxar pelos pormenores, e que temos? O indivíduo tinha escolhido, nada menos, do que um arraçado que misturava sangue de pittbull com leão da rodésia. E mantinha esta bomba-relógio fechada num apartamento exíguo, de onde o cão raramente saía, para se exercitar, destressar ou socializar. Que surpresa, que este cão fosse uma pilha de más vibrações, um desastre à espera de acontecer. Mas o que mais revolta é saber o que vai acontecer, porque é que acontece sempre nestes casos. O animal vai ser abatido, e o indivíduo, depois de encolher os ombros e assobiar, há-de arranjar outro, que manterá nas mesmas condições. Como todos os outros que procuram cães potencialmente perigosos, com os quais afirmam uma triste, patética e repugnante posição de agressividade perante os outros. É, para muito cobarde, a única forma de se fazerem maus, ou temidos. E tudo isto vai continuar enquanto este tipo de gente não for punida a sério. A solução de mandarmos abater cães não adianta um centímetro ao nosso sentido de civilização."
Crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho: E a besta é o cão?
(de 2012 mas ainda assim tristemente actual...)
(de 2012 mas ainda assim tristemente actual...)
segunda-feira, agosto 05, 2013
sexta-feira, agosto 02, 2013
E é esta a minha mente: das pequenas coisas que fazem parte da vida às grandes invenções tecnológicas em três segundos...
Um música. Uma daquelas músicas que, sem sabermos desde quando, faz parte da nossa audioteca interior e da qual não sabemos nada a não ser que é uma das nossas, que se tornou uma das nossas ao longo do tempo, deixada cair em nós vinda de uma qualquer banda sonora ou dos corredores lá de casa e que, quando se nos reaparece aqui ou ali, nos faz dizer "gosto tanto"... Queremos reproduzir, explicar a alguém (é aquela que começa assim, trá lá lá, estás a ver...?), procurar na net mas...
Uma música. E o momento mágico em que, na estação de rádio que nos acompanha de manhã, ela se nos apresenta acompanhada de bilhete de identidade...
Dave Brubeck
(Montreal Jazz Festival 2009)
(A quantidade de vezes que já me ocorreu, ao tentar identificar uma melodia que me persegue, tocar no teclado do computador como se de um teclado de piano se tratasse, reproduzir as notas que tenho na minha mente e o Google procurá-las... Não sei porque é que ainda não houve ninguém que se tivesse lembrado disto... já fomos à Lua e mais o diabo mas isto... não... tss, tss, tss... Silicon Valley, you need me, who know you do...)
terça-feira, julho 30, 2013
Porque o amor também se alimenta de humor
Amiga stressada com criança pequena que teima em não comer. Todos os dias é um festival de sopa por todo o lado: babete, cara, nariz, paredes, chão, óculos da progenitora...
No outro dia, como de costume, pediu ao companheiro que fosse entretendo a cria com palhaçadas porque o puto distraído vai relaxando os maxilares e a colher lá consegue entrar direitinha onde é suposto. E assim prosseguiram: ela a insistir "abre a boca, abre a boca", ele atrás dela a fazer macacadas.
Nisto, e sendo que a macacada escolhida não estava a resultar, o companheiro resolve mudar de estratégia e começa a ensinar as vozes de diferentes animais:
Como faz o cão? Ão, ão!
Como faz o gato? Miau, miau!
Como faz a cabra? Abre a boca, abre a boca!
quinta-feira, julho 25, 2013
"Lanzeira" season
Ando há uns dias dominada por uma preguiça sem explicação...
Não se trata de cansaço nem sono - o meu organismo encontra-se em perfeitas condições fisiológicas e psicológicas -, não é ausência de estímulo ou afazeres, não é depressão nem tristeza, nem amuo, nem dia-não: tudo corre dentro da mais banal normalidade e até "em bom". Mas ando aqui a embrulhar, a atrasar, a ignorar, a fingir que não ouço para não ter que fazer absolutamente nada! Ou melhor, para só fazer o que me apetece. No trabalho e não só.
Ainda há dois dias, aproveitando que iria conseguir chegar mais cedo a casa - coisa rara! -, tinha tudo planeado: tirar a louça da máquina, arrumar o que restou da festarola do fim de semana, tirar a roupa do estendal (que já corria o risco de se aguentar de pé sozinha, tal a secura), arrumar o roupeiro, regar as plantas, preparar algo leve para jantar, tomar um banho fresco... tudo planeado. Bom... o banho fresco tomei e, à última hora, lá se arranjou algo para comer mas, de resto, só li. Li, li e li, estendida na cama, mimada pelos gatos e pelo silêncio, saboreando a brisa fresca de fim de tarde de Verão.
Tenho trabalho para fazer, assuntos para resolver, processos para terminar mas... NÃO ME APETECE, pronto.
Conhecendo-me sei que é "sol de pouca dura"; conhecendo-me sei que, não tarda, a energia costumeira lá se apodera de mim e é ver-me a correr de um lado para o outro, a fazer mil e quinhentas coisas ao mesmo tempo, a impacientar-me por não ter ocupação, a adiantar serviço, a pegar na organização e na eficiência pelos cornos. Mas por agora... NÃO ME APETECE.
E é isto. É este o estado do tempo. Há que encará-lo com frontalidade. E, já agora, aproveitá-lo também... ;)
Bolhas
"É assim que tu vives. Numa bolha. Colocaste lá dentro tudo aquilo que não te incomoda. Que te faz esboçar um sorriso mas não te faz pensar. Que supostamente te realiza mas que não te preenche. O que agrada aos outros e finge agradar a ti...
O resto... o resto não existe! Aquele resto que te deixa completo. Que te faz amar. Que faz de ti um homem realizado. Que te leva a fazer aqueles disparates de miúdo. Que te rasga um sorriso nos olhos! Esse resto? Esse resto que tudo vale? Esse resto tenho-o eu comigo!"
O resto... o resto não existe! Aquele resto que te deixa completo. Que te faz amar. Que faz de ti um homem realizado. Que te leva a fazer aqueles disparates de miúdo. Que te rasga um sorriso nos olhos! Esse resto? Esse resto que tudo vale? Esse resto tenho-o eu comigo!"
Direitos e deveres
"No Mundo globalizado, a única guerra justa é a guerra à intolerância: temos o direito e o dever de ser intolerantes perante a intolerância. Mesmo a dos nossos amigos."
Francisco Seixas da Costa
À intolerância junto a discriminação, a crueldade, o desrespeito pela vida e pela dignidade de todos os seres vivos. Não aceito, não respeito quem discrimina, quem é cruel, quem desrespeita a vida. Estou a discriminar esta gente? Estou a ser intolerante com esta gente? Sim, estou, dou-me como culpada, podem-me prender. Porque continuarei sempre a fazê-lo.
quarta-feira, julho 24, 2013
O segredo
"Não precisar do outro.
Por estranho que pareça, em mais de vinte anos de consulta, as pessoas que conheci que mais felizes foram não precisavam do outro. Talvez não tão estranho. Seja uma relação de semanas seja a de uma vida, o amor, a mistura certa de sexo, companhia, confiança e riso, é tanto melhor quanto mais independente. De tudo.
Se o outro está lá para nos resolver abandonos anteriores, inseguranças várias, neuras, políticas de controlo ( posse e ciúme), precisamos dele. Torna-se um artefacto, o amuleto sem o qual a vida não faz sentido, uma tenebrosa confissão de impotência.
Se, no entanto, o outro faz parte do nosso gosto pela vida, torna-se, ipso facto, parte de nós. Em momento nenhum o desmentiremos, nunca diremos que a vida não faz sentido sem ele. Nenhuma parte da nossa vida se sobrepõe ao todo, não nos cabe decidir sobre o que tem existência própria.
É por isso que o amor é eterno."
Filipe Nunes Vicente
Psicólogo
Do que se cala, do que se perde
Nem sempre é tempo. O tempo que não passa pelo calendário, o tempo que se sente, esse. Nem sempre é tempo porque também há horas de calar. Não do calar que varre para baixo do tapete ou do calar que enfia a cabeça na areia para viver das ilusões que o escuro do seu buraco projecta na imaginação mas do calar de paz, do calar que acalma e pacifica, do calar que enterra o que já não tem vida. Do calar que cura e limpa por já se ter dito tudo; do calar de missão cumprida, de braços caídos ao longo do corpo prontos para abraçar outras causas por já terem feito tudo o que havia a ser feito até ali; do calar que vira as costas às paredes e encara, pelo outro lado, o espaço aberto de caminhos a percorrer. Porque há tempo para tudo. O tempo que se sente: talvez seja esse o tempo agora.
Sempre disse de mim - sempre soube de mim - que enquanto tiver forças para argumentar, enquanto subsistir a vontade de contestar e não me resignar, é bom sinal. Que enquanto não me calar em defesa de qualquer causa que em mim exista, essa causa não está perdida. Sempre soube também que, quando ela cai, cai porque eu, de forma deliberada, recolho a mão que a segura.
E quando tal acontece, mais do que eu ter perdido, mais do que a causa se perder...
... perdem-me.
E quando tal acontece, mais do que eu ter perdido, mais do que a causa se perder...
... perdem-me.
terça-feira, julho 23, 2013
Nem sempre...
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento.
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja.
Alberto Caeiro
in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXI
sexta-feira, julho 19, 2013
De repente(s)
"De repente, apetece-nos dormir do lado contrário da cama. Passamos a gostar de café sem açúcar. E de favas! Já não vivemos para a noite e preferimos aproveitar os raios do sol. Descartamos quem só estava ali por diversão e restringimos aos que nos dão a mão. Paramos as birras com o mundo. Deixamos de nos preocupar só com nós próprios e precisamos que o outro esteja bem. Aprendemos a sorrir só porque sim. Percebemos que mostrar sentimentos é uma coisa boa. Percebemos que mudámos em muita coisa, ainda que sendo a mesma pessoa. E que é tão mais fácil viver assim...
"E, de repente, a vida vira-te do avesso e descobres que o avesso é o teu lado certo." "
"E, de repente, a vida vira-te do avesso e descobres que o avesso é o teu lado certo." "
quinta-feira, julho 18, 2013
Quatro
Quatro.
Fiz as pazes: com as teclas: comigo. Contigo a guiar-me.
Continua a não haver palavras. Só buracos.
Penso que será sempre assim.
quarta-feira, julho 17, 2013
Besourão cornudo - para os amigos
Hoje dei de caras com um amigo destes.
Hoje dei de caras com um amigo destes e dei por mim, sozinha e aos gritinhos histéricos, a tentar salvá-lo, a um destes exemplares gorduchos que se me apresentou de pernas para o ar.
Hoje dei de caras com um amigo destes e dei por mim, sozinha e aos gritinhos histéricos, a tentar salvá-lo, a um destes exemplares gorduchos que se me apresentou de pernas para o ar, tentando desesperadamente não me estatelar do alto da sandalete.
Hoje dei de caras com um amigo destes e dei por mim, sozinha e aos gritinhos histéricos, a tentar salvá-lo, a um destes exemplares gorduchos que se me apresentou de pernas para o ar, tentando desesperadamente não me estatelar do alto da sandalete, com mais gritinhos histéricos e de pauzinho na mão por não conseguir tocar no desgraçado directamente, a imaginar o que diriam as pessoas que por mim passavam ao ver-me naquela figura.
Hoje... salvei um bicho destes.
A verdade é que nem pensei muito no salto, na figura, nas pessoas, na impressão nojentinha de menina citadina que foge como se não houvesse amanhã de insectos e afins, e não descansei até conseguir virá-lo de patas para o chão para que esta vida pudesse seguir o seu caminho.
E eu segui o meu. Contente, verdadeiramente contente por ser assim.
Tentação
"A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo."
Oscar Wilde
in 'O Retrato de Dorian Gray"
Esta veio do "meu" Eça...
pudicícia
(latim pudicitia, -ae, modéstia, castidade, virtude)
s. f.
1. Qualidade do que é pudico.
2. Honra feminina.
3. Castidade; pudor, inocência, recato.
4. Pureza do corpo e da alma.
5. Palavras ou actos que denotam pudor.
(Em carta de Eça de Queiroz a Fialho de Almeida a propósito da crítica deste último sobre "Os Maias". Em 1888 como agora: é triste constatar que os séculos passam mas a pretensa pudicícia de alguns continua a toldar o seu espírito e a fechá-lo...)
terça-feira, julho 16, 2013
segunda-feira, julho 15, 2013
Constatação #69
Quando se regressa de férias, ainda que só de uma semaninha, e sob pena de minar irremediavelmente e em escassos segundos toda a energia positiva que nos conferiram o descanso e a boa vida, há duas coisas que NÃO se devem consultar: o saldo bancário e a balança.
O que é realmente importante
E está aqui uma pessoa a dizer mal da sua vida, porque esteve uma semana de papo para o ar e bem que continuava e porque é segunda-feira e porque dormiu menos do que queria e porque tem um porradão de emails dos superiores hierárquicos a piscar na caixa - arre, que é demais, ainda agora cheguei, senhores, preciso de tempo para aquecer... o resto do dia, por exemplo! -, e eis senão quando recebe a seguinte mensagem:
Mensagem da tua afilhada
Mãe, podemos escrever uma carta à Tia T.?
Dizes assim:
Gosto muito dela!
Quero-lhe dar um beijinho e um abraço!
Ela é do meu coração!
E pronto... é isto... o resto que se lixe..!
(e diz uma pessoa de lagriminha no canto do olho e baba a escorrer queixo afora: é fofa, a miúda, é... sai à "mardinha"! ;))
sábado, julho 06, 2013
sexta-feira, julho 05, 2013
Desistências. Ou insistências...
"Saber desistir. Abandonar ou não abandonar — esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? Ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa?"
Clarice Lispector
in Um Sopro de Vida
quinta-feira, julho 04, 2013
quarta-feira, julho 03, 2013
terça-feira, julho 02, 2013
Porque é brutal e me "embalou" estrada fora esta manhã
Another Love
Tom Odell
I wanna take you somewhere so you know I care
But it's so cold and I don't know where
I brought you daffodils in a pretty string
But they won't flower like they did last spring
And I wanna kiss you, make you feel alright
I'm just so tired to share my nights
I wanna cry and I wanna love
But all my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
And if somebody hurts you, I wanna fight
But my hands been broken, one too many times
So I'll use my voice, I'll be so f*cking rude
Words they always win, but I know I'll lose
And I'd sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry I wanna learn to love
But all my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
I wanna sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry, I wanna fall in love
But all my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
Tom Odell
I wanna take you somewhere so you know I care
But it's so cold and I don't know where
I brought you daffodils in a pretty string
But they won't flower like they did last spring
And I wanna kiss you, make you feel alright
I'm just so tired to share my nights
I wanna cry and I wanna love
But all my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
And if somebody hurts you, I wanna fight
But my hands been broken, one too many times
So I'll use my voice, I'll be so f*cking rude
Words they always win, but I know I'll lose
And I'd sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry I wanna learn to love
But all my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
I wanna sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry, I wanna fall in love
But all my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
segunda-feira, julho 01, 2013
Até quando
Vou me perguntando até quando
vou parecer essa simples mistura
de farinha, água e sal para o mundo
quando aqui dentro
eu sou um mar inteiro.
Caio F. Abreu
sábado, junho 29, 2013
No lançamento de um livro...
... uma voz masculina ao meu lado, envergando calções de praia, camisa justa, havaianas e brinco exclama: Eh lá! Aquilo é grande! Tem quantas páginas, caraças?!
sexta-feira, junho 28, 2013
Não gosta tanto de noites de Verão?? Então tome lá!
Calor. O quarto a arder. A pele a arder. Três da manhã. Rebolo e rebolo, sem posição. Calor. A janela abre-se, a brisa não chega para nada. Devo ter bebido um café a mais. Calor. Tiro a roupa. Nunca mais durmo.
Gata A., que é (só!) a mais felpuda de todos, decide que se quer deitar ao meu lado. E junta-se mais um bocadinho a mim não venha da janela alguma friagem...
Gato B., que é (só!) o mais quente e pesado deles todos, decide que "bom, bom é deitar-me tipo estola atravessado na barriga da minha dona..."
Gata C., a mais pequena, a mais leve, a mais fresca... decide "c**** na taça", em mim e na cama, e estende-se ao comprimido no meio do chão...
Que sorte...
segunda-feira, junho 24, 2013
"Sobre a pele que há em mim, tu não sabes nada. "
O rio. O "meu" rio, onde sempre me reencontro com parte de mim. O cheiro intenso do verde que me rodeia. O sol a aquecer a pele. Esta, a embalar a correnteza. De resto: silêncio.
A Pele Que Há Em Mim
Márcia com JP Simões
Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo no meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.
Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.
Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O meu barco vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.
sexta-feira, junho 21, 2013
Pérolas da porca #19
Para o director, em jeito de piadola:
"Não, sotôre, não sou eu que estou aqui... é o meu halograma!"
(e, depois disto, o que se impõe...??? Can you see your halo, halo, haloooo... iiúúúúúúú!!!!)
quinta-feira, junho 20, 2013
Porque me faz querer cantá-la...
Rihanna ft. Mikky Ekko
All along it was a fever
A cold sweat hot-headed believer
I threw my hands in the air
I said show me something
He said, if you dare come a little closer
Round and around and around and around we go
Ohhh now tell me now tell me now tell me now you know
Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay
It's not much of a life you're living
It's not just something you take, it's given
Round and around and around and around we go
Ohhh now tell me now tell me now tell me now you know
Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay
Ohhh the reason I hold on
Ohhh cause I need this hole gone
Funny you're the broken one but i'm the only one who needed saving
Cause when you never see the lights it's hard to know which one of us is caving
Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay, stay
I want you to stay, ohhh
terça-feira, junho 18, 2013
Frase do dia
"O que dói mais do que ter tudo e ainda assim tudo ser insuficiente? "
Pedro Chagas Freitas
in "In sexus veritas"
segunda-feira, junho 17, 2013
sexta-feira, junho 14, 2013
quarta-feira, junho 12, 2013
Perfil
E descobri o maravilhoso mundo dos cosméticos no EBay... e toooda a minha existência acabou de mudar...
quinta-feira, junho 06, 2013
Saint Germain
Ai...mais uma mensagem canalizada...
Que coisa, ando mesmo desencontrada das notícias, não sabia que tinha falecido...
Olha, pronto, os meus sentimentos aos adeptos.
quarta-feira, junho 05, 2013
Morrer
"Morrer exige duas pessoas. Morrer exige sempre duas pessoas. A que morre e a que aceita essa morte. Estás aqui e é contigo que quero passar os meus dias. Lamento, mas nunca terás a minha despedida. Terás as minhas palavras, todos os dias como sempre foi todos os dias. Terás os meus olhos fechados nos teus, como sempre os teus fechados fechavam os meus. Lembras-te de que assim que adormecias eu adormecia também? Como se estivéssemos ligados por um qualquer mecanismo biológico. Tu dizias: vou dormir. E eu nem dizia nem deixava de dizer. Simplesmente te olhava, lentamente, a fechares os olhos – e, ao mesmo tempo, fechava, lentamente, tão lentamente como o teu lentamente, os meus. E assim adormecíamos, todos os dias e todas as noites, juntos, verdadeiramente juntos, a dormir o mesmo sono. Nem a dormir deixávamos de estar juntos. Se sonhava, sonhava-te. Sentia-te por dentro de tudo o que vivia. Eras a parte de fora de mim – o corpo que me pertencia como me pertencia a vida. Nem penses que te permito morrer. Morrer exige duas pessoas.
Onde estás que preciso de viver outra vez?"
Pedro Chagas Freitas
Can you save me..?
Save me
Aimee Mann
Aimee Mann
You look like... a perfect fit,
For a girl in need... of a tourniquet.
But can you save me?
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.
'Cause I can tell... you know what it's like.
A long farewell... of the hunger strike.
But can you save me?
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.
You struck me dumb, Like radium
Like Peter Pan, or Superman,
You have come... to save me.
Come on and save me... If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
But the freaks,
Who suspect they could never love anyone.
Come on and save me...
Why don't you save me?
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who could never love anyone.
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