quarta-feira, julho 17, 2013

Esta veio do "meu" Eça...

pudicícia (latim pudicitia, -ae, modéstia, castidade, virtude)
 s. f.
1. Qualidade do que é pudico.
2. Honra feminina.
3. Castidade; pudor, inocência, recato.
4. Pureza do corpo e da alma.
5. Palavras ou actos que denotam pudor.


(Em carta de Eça de Queiroz a Fialho de Almeida a propósito da crítica deste último sobre "Os Maias". Em 1888 como agora: é triste constatar que os séculos passam mas a pretensa pudicícia de alguns continua a toldar o seu espírito e a fechá-lo...)

segunda-feira, julho 15, 2013

Constatação #69

Quando se regressa de férias, ainda que só de uma semaninha, e sob pena de minar irremediavelmente e em escassos segundos toda a energia positiva que nos conferiram o descanso e a boa vida, há duas coisas que NÃO se devem consultar: o saldo bancário e a balança.

O que é realmente importante

E está aqui uma pessoa a dizer mal da sua vida, porque esteve uma semana de papo para o ar e bem que continuava e porque é segunda-feira e porque dormiu menos do que queria e porque tem um porradão de emails dos superiores hierárquicos a piscar na caixa - arre, que é demais, ainda agora cheguei, senhores, preciso de tempo para aquecer... o resto do dia, por exemplo! -, e eis senão quando recebe a seguinte mensagem:

Mensagem da tua afilhada 
Mãe, podemos escrever uma carta à Tia T.?
Dizes assim:
Gosto muito dela! Quero-lhe dar um beijinho e um abraço! 
Ela é do meu coração!


E pronto... é isto... o resto que se lixe..!


(e diz uma pessoa de lagriminha no canto do olho e baba a escorrer queixo afora: é fofa, a miúda, é... sai à "mardinha"! ;))

sábado, julho 06, 2013

sexta-feira, julho 05, 2013

Desistências. Ou insistências...

"Saber desistir. Abandonar ou não abandonar — esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? Ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa?" 

Clarice Lispector 
in Um Sopro de Vida

quinta-feira, julho 04, 2013

terça-feira, julho 02, 2013

Tãããão bom!

Porque é brutal e me "embalou" estrada fora esta manhã

Another Love
Tom Odell

I wanna take you somewhere so you know I care
But it's so cold and I don't know where
I brought you daffodils in a pretty string
But they won't flower like they did last spring

And I wanna kiss you, make you feel alright
I'm just so tired to share my nights
I wanna cry and I wanna love
But all my tears have been used up

On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up

And if somebody hurts you, I wanna fight
But my hands been broken, one too many times
So I'll use my voice, I'll be so f*cking rude
Words they always win, but I know I'll lose

And I'd sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry I wanna learn to love
But all my tears have been used up

On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up

I wanna sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry, I wanna fall in love
But all my tears have been used up

On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up

segunda-feira, julho 01, 2013

Até quando

Vou me perguntando até quando
vou parecer essa simples mistura 
de farinha, água e sal para o mundo 
quando aqui dentro 
eu sou um mar inteiro. 

Caio F. Abreu

Warning!

Do not look for chocolate recipes if you have had a "fishy" lunch! 

I repeat, DO NOT!

Segunda-feira. Não há mais nada a dizer.


Perfil

Mês sete...

sábado, junho 29, 2013

No lançamento de um livro...

... uma voz masculina ao meu lado, envergando calções de praia, camisa justa, havaianas e brinco exclama: Eh lá! Aquilo é grande! Tem quantas páginas, caraças?!

sexta-feira, junho 28, 2013

Não gosta tanto de noites de Verão?? Então tome lá!

Calor. O quarto a arder. A pele a arder. Três da manhã. Rebolo e rebolo, sem posição. Calor. A janela abre-se, a brisa não chega para nada. Devo ter bebido um café a mais. Calor. Tiro a roupa. Nunca mais durmo.

Gata A., que é (só!) a mais felpuda de todos, decide que se quer deitar ao meu lado. E junta-se mais um bocadinho a mim não venha da janela alguma friagem...

Gato B., que é (só!) o mais quente e pesado deles todos, decide que "bom, bom é deitar-me tipo estola atravessado na barriga da minha dona..."

Gata C., a mais pequena, a mais leve, a mais fresca... decide "c**** na taça", em mim e na cama, e estende-se ao comprimido no meio do chão...


Que sorte...

segunda-feira, junho 24, 2013

"Sobre a pele que há em mim, tu não sabes nada. "





















O rio. O "meu" rio, onde sempre me reencontro com parte de mim. O cheiro intenso do verde que me rodeia. O sol a aquecer a pele. Esta, a embalar a correnteza. De resto: silêncio. 


A Pele Que Há Em Mim 
Márcia com JP Simões

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo no meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O meu barco vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.

sexta-feira, junho 21, 2013

Pérolas da porca #19

Para o director, em jeito de piadola: 

"Não, sotôre, não sou eu que estou aqui... é o meu halograma!" 



(e, depois disto, o que se impõe...??? Can you see your halo, halo, haloooo... iiúúúúúúú!!!!)

quinta-feira, junho 20, 2013

Porque me faz querer cantá-la...

Rihanna ft. Mikky Ekko

All along it was a fever 
A cold sweat hot-headed believer
I threw my hands in the air
I said show me something
He said, if you dare come a little closer

Round and around and around and around we go
Ohhh now tell me now tell me now tell me now you know

Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay

It's not much of a life you're living
It's not just something you take, it's given
Round and around and around and around we go
Ohhh now tell me now tell me now tell me now you know

Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay

Ohhh the reason I hold on
Ohhh cause I need this hole gone
Funny you're the broken one but i'm the only one who needed saving
Cause when you never see the lights it's hard to know which one of us is caving

Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay, stay
I want you to stay, ohhh

‘Nowadays, everybody’s gotta go to shrinks and counsellors, and go on Sally Jessy Raphael and talk about their problems. What happened to Gary Cooper? The strong, silent type...’


Temos pena..!


terça-feira, junho 18, 2013

Frase do dia

"O que dói mais do que ter tudo e ainda assim tudo ser insuficiente? "

Pedro Chagas Freitas 
in "In sexus veritas"

segunda-feira, junho 17, 2013

Perfil

Acabadinha de encomendar a(s) prenda(s) de moi même....

E sim, eu mereço!

sexta-feira, junho 14, 2013

quarta-feira, junho 12, 2013

Saints mode

Yé, yé, yé, a Vila Berta é que é!!

Perfil

E descobri o maravilhoso mundo dos cosméticos no EBay... e toooda a minha existência acabou de mudar...

quinta-feira, junho 06, 2013

Saint Germain

Ai...mais uma mensagem canalizada... 

Que coisa, ando mesmo desencontrada das notícias, não sabia que tinha falecido... 

Olha, pronto, os meus sentimentos aos adeptos.

quarta-feira, junho 05, 2013

Morrer

"Morrer exige duas pessoas. Morrer exige sempre duas pessoas. A que morre e a que aceita essa morte. Estás aqui e é contigo que quero passar os meus dias. Lamento, mas nunca terás a minha despedida. Terás as minhas palavras, todos os dias como sempre foi todos os dias. Terás os meus olhos fechados nos teus, como sempre os teus fechados fechavam os meus. Lembras-te de que assim que adormecias eu adormecia também? Como se estivéssemos ligados por um qualquer mecanismo biológico. Tu dizias: vou dormir. E eu nem dizia nem deixava de dizer. Simplesmente te olhava, lentamente, a fechares os olhos – e, ao mesmo tempo, fechava, lentamente, tão lentamente como o teu lentamente, os meus. E assim adormecíamos, todos os dias e todas as noites, juntos, verdadeiramente juntos, a dormir o mesmo sono. Nem a dormir deixávamos de estar juntos. Se sonhava, sonhava-te. Sentia-te por dentro de tudo o que vivia. Eras a parte de fora de mim – o corpo que me pertencia como me pertencia a vida. Nem penses que te permito morrer. Morrer exige duas pessoas. Onde estás que preciso de viver outra vez?"

Pedro Chagas Freitas

Can you save me..?

Save me
Aimee Mann


You look like... a perfect fit,
For a girl in need... of a tourniquet.
But can you save me?
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.

'Cause I can tell... you know what it's like.
A long farewell... of the hunger strike.
But can you save me?
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.

You struck me dumb, Like radium
Like Peter Pan, or Superman,
You have come... to save me.
Come on and save me... If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
But the freaks,
Who suspect they could never love anyone.

Come on and save me...
Why don't you save me?
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who could never love anyone.

quinta-feira, maio 30, 2013

terça-feira, maio 28, 2013

Alma


Millôr Fernandes (16 de Agosto de 19231 — 27 de Março de 2012)

segunda-feira, maio 27, 2013

Coragem

"(...) Ele continuará a existir em ti, porque o amor tem o dom de permanecer debaixo da pele e no brilho dos olhos de quem o guarda. Só isso se guarda: o amor e as palavras. A coragem de os viver por inteiro. O amor e as palavras exigem coragem, cariño. Tu sempre o soubeste, como ele. (...)"

Inês Pedrosa 
Carta a Pilar del Rio

Aos meus!


sábado, maio 25, 2013

Palavras

"A certa altura da vida começamos a aprender a esperar o tempo. A certa altura da vida o que nos mata não são as horas. O que nos mata são as palavras e a ausência de palavras." 

Baptista Bastos

sexta-feira, maio 24, 2013

Pérolas da porca #18

"Ai, nem queira saber, acabou de me acontecer aqui uma piripécia..."

quinta-feira, maio 23, 2013

terça-feira, maio 21, 2013

Declaração

"Tu fazes-me querer ser melhor..."

domingo, maio 19, 2013

Domingo domingueiro

O pão fresco à espera para o pequeno almoço, o café ao fim da manhã numa esplanada ao sol, o almoço tardio a introduzir novidades, o sofá à tarde e os gatos "alapados", a maratona de episódios perdidos com reis e reinos, as mantas a aquecer os pés, a luz que foi entrando pela janela...

Perfil

Porque há dias e há coincidências e há voltas do destino...

sexta-feira, maio 17, 2013

Estacionamento "a la mitra"

















Mistérios...

Ai... mas então... ?

Não sei que raio subscrevi mas agora dei em receber emails com mensagens canalizadas... do além! E não, não é além mar, é mesmo além, além, aquele além onde diz que moram os finados! 

Quem canaliza espaço cibernáutico afora são uns "terapeutas", de nome para mim desconhecido, que obtiveram o meu endereço sei lá como. Mas uma coisa posso concluir: é gente bem relacionada! Só para termos noção, esta semana já me fizeram chegar os desabafos do Carlos Paião, da princesa Diana e do Apóstolo João Zebedeu...

Eu agradeço, tudo bem, é sempre simpático ter contacto com quem se dispõe a passar os seus ensinamentos de vida (errr... neste caso, morte, pois...) a humanos menos iluminados que, por ainda cá andarem, não terem como alcançar o verdadeiro sentido de tudo isto mas... há muitas coisas que me intrigam... como é que os "terapeutas" conseguem chegar à fala com esta gente? Chamam-nos pelo nome e esperam que estejam para aí virados? Não terão eles, sendo malta conhecida, a agenda preenchida? Não será necessário marcar com a secretária com antecedência? (E a secretária, será finada também?) Ou abrem o canal energético ao espaço sideral sem restrições e esperam para ver quem lhes cai no prato da sopa, VIP ou não? E ser for um energúmeno? E se for o Cajó das Murtas, que quinou de bêbado um dia destes, e que batia na mulher, e a quem ainda não passaram os "vapores" e entra canal adentro a dizer alhadas? Como é que se livram dele? Têm porteiro???

quarta-feira, maio 15, 2013

A pergunta...


A quem decide amar, acima de tudo e apesar de tudo.

"Ninguém tem direito ao amor.
Todos os amores tem de ser avassalados, consumidos.
Vencidos.
Todos os amores nascem tortos. E é assim que se endireitam. 
Um amor direito não é um amor. É uma lei.
Nada decide sobre o amor. Nada tem prevalência sobre o amor.
Se colocas algo acima do amor: então não é amor.
Se algo tem poder sobre o amor: então não é amor.
Quando se ama, a única decisão possível é amar."

"In Sexus Veritas" 
Pedro Chagas Freitas

terça-feira, maio 14, 2013

Com a roupa na mão...


Pírrica

s. f. 
Dança grega em que os executantes se apresentavam armados.


E hoje dou com esta palavrinha num post de contexto político... Nada mais adequado!

Porque "one day I know"...




Home again
One day I know 
I'll feel home again
Wrong again
Wrong again
One day I know
I'll feel strong again

And lift my head
Many times I've been told
All this talk 
Will make you old 
So, I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on
Movin' on
So I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on

Lost again
Lost again
One day I know
Our paths will cross again
Smile again
Smile again
One day I hope
I'll make you smile again
And I won't hide

Many times I've been told
Speak your mind, just be bold
So I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on
Movin' on
So, I'll close my eyes

And the tears will clear
Then I'll feel no fear
Then I'd feel no way
Bypass what we made straight

Home again
Home again
One day I know
I'll feel home again
Wrong again
Wrong again
One day I know
I'll feel strong again
And lift my head

Many times I've been told
All this talk will make you old
So I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on
Movin' on
So I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on

segunda-feira, maio 13, 2013

Alimentar o amor

"Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir. 

Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter. 

Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte. 

É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Valtam-nos guardiões. 

É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar. 

Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade. 

É tão fácil ser rebelde. Pica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou. 

Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que de quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros. 

Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela. 

Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar."

Miguel Esteves Cardoso
in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'

Update

Afinal havia outra!

Afinal salvei uma Júlia... go, girl!

domingo, maio 12, 2013

Tempo

Peço-te humildemente,
o mais humildemente possível,
perdão,
não por te deixar,
mas por ter ficado tanto tempo.

Marguerite Yourcenar

quinta-feira, maio 09, 2013

E assim, de repente, numa novela qualquer...

" A amizade é mortal para o amor..."

quarta-feira, maio 08, 2013

"Júlio"...?



















Ou não, não interessa. O que interessa é que hoje, com a ajuda de dois colegas e amigos, salvei uma pequena vida. Entre o meu alerta, a disponibilidade manifestada e a acção passaram cerca de três horas, durante as quais este desgraçado ser não se mexeu de onde estava: em cima de uma árvore. Demasiado pequenino para sobreviver sozinho ou sequer descer dali...

Não interessa o nome nem o trabalho que deu. Interessa é ter a noção de que neste mundo a indiferença mata e que são justamente aqueles que não são indiferentes que o salvam.

segunda-feira, maio 06, 2013

O país dos treinadores de bancada...

Estou orgulhosa! Nunca vi um país tão cheio de entendidos... ele é política, ele é sociedade, ele é economia e finanças, ele é justiça... toda a gente sabe tudo, conhece tudo a fundo e por isso opina que é uma beleza! 

Mas tenho que confessar: estou tão orgulhosa quanto intrigada: se sabem tanto porque não utilizam toda a sua sapiência para mudar alguma coisa? Porque se escondem atrás do anonimato do cidadão-comum-mas-altamente-iluminado-que-manda-"postas"-na-net-e-na-mesa-do-café e não assumem os seus lugares de direito na vida pública da nação? Para ajudar e contribuir para um país melhor? 

Ok, ok, percebo que isto de mudar países não é assim de um dia para o outro, leva tempo, é coisinha de muita responsabilidade... ok. Mas então... porque não começam pela própria vidinha? Para que esta reflicta a "iluminação" com a qual foram abençoados? Não...? Começar, assim, por uma coisinha pequena, para ir treinando e depois, sim, dedicar-se às grandes causas... não..? Ai, não dá jeito? Pois, percebo, dá um bocadinho de trabalho...

quinta-feira, maio 02, 2013

...


E se...?

What if
Coldplay

What if there was no light? 
Nothin' wrong, nothin' right 
What if there was no time 
And no reason or rhyme? 

What if you should decide 
That you don't want me there by your side 
That you don't want me there in your life? 

What if I got it wrong? 
And no poem or song 
Could put right what I got wrong 
Or make you feel I belong 

What if you should decide 
That you don't want me there by your side 
That you don't want me there in your life? 

Ooh, that's right 
Let's take a breath, jump over the side 
Ooh, that's right 
How can you know it if you don't even try? 
Ooh, that's right 

Every step that you take 
Could be your biggest mistake 
It could bend or it could break 
But that's the risk that you take 

What if you should decide 
That you don't want me there in your life 
That you don't want me there by your side? 

Ooh, that's right 
Let's take a breath, jump over the side 
Ooh, that's right 
How can you know it when you don't even try? 
Ooh, that's right 

Ooh, that's right 
Let's take a breath, jump over the side 
Ooh, that's right 
You know that darkness always turns into light 
Ooh, that's right

quarta-feira, maio 01, 2013

terça-feira, abril 30, 2013

Improvisation 28

Wassily Kandinsky

















sábado, abril 27, 2013

E numa história de amor...

"Porque - eu vos digo - temos olhos de ver e olhos de não ver, depende do estado do coração de cada um."

Jorge Amado
in "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá - uma história de amor"

sexta-feira, abril 26, 2013

quarta-feira, abril 24, 2013

Pinturas

De manhã, sempre a correr, o despertador que não toca, ou toca mas só é devidamente reconhecido à quinta vez; o duche que o sono - de cara encostada ao azulejo - faz passar a banho; a roupa que não ficou escolhida do dia anterior e a moleza matinal a não descortinar conjugação de peças lógica, enfim... sempre a correr. Mas, apesar de tudo, uma pessoa faz questão de tirar cinco minutinhos para se engalanar minimamente e não aparecer no local de trabalho com a trunfa e a fronha de quem acabou de regressar de uma semana de campismo selvagem no meio das Desertas: um bocadinho de hidratante com cor para dar um ar mais "saudável", um toque de corrector ali, nas olheiras e onde mais for preciso, um retoque de blush e rímel acolá, e lá vai uma pessoa um bocadinho mais segura de si... a correr como se fugisse de um comboio desgovernado, a ameaçar velhinhas nas passadeiras com o ronco do acelerador, a encarar os "vermelhos" como "verde tinto"... mas lá chega... atrasada mas segura de si!

Até que uma pessoa vai almoçar a casa da progenitora... que entre uma garfada e outra pergunta: olha lá, tu até estás bem arranjadinha e tal mas... porque é que nunca te pintas?? Ficavas melhor...

"A sério... diz lá, tu tens problemas auditivos, não tens...?!"

Não me importo de assumir o papel de controladora, de revisora, de censor, de "Edite" ou "estrelinha"... mas... de mãe...? Mãe de um marmanjo com quarenta anos?? Estando, ainda por cima, vedada a possibilidade de lhe pregar dois pares de estalos?! Haja paciência!!!

terça-feira, abril 23, 2013

Esta tem o meu nome...


Arrumar as dores

Mudemos de casa; porque é preciso 
arrumar as dores de outra maneira, 
certificarmo-nos da existência do corpo 
em novos lençóis, voltar a ter ilusões, 
lugar propício para a curiosidade 
de alguns que nos fazem acreditar 
que a vida é um amplo anfiteatro 
para as mãos. 

Jorge Gomes Miranda

segunda-feira, abril 22, 2013

Diferenças





















Aos que persistem nos erros por medo de mudar mas dizem a si próprios que o fazem porque não são desistentes...

Aos que afirmam que chegaram ao seu limite quando, na verdade, tiveram medo de persistir e tentar ir mais além...

domingo, abril 21, 2013

Soltas numa noite de insónia

Hoje a lua está a meia haste. Eu sei porquê. Hoje ele enterrou a sua "menina". Ele tem noventa e quatro anos, ela tinha oitenta, e ele chorou como nunca nenhum homem parece ter chorado. "Perdi a minha menina", disse ele entre soluços de ferir qualquer coração, "devia ter sido eu, eu devia ter ido antes...". Mas não foi... mas creio que só por agora. Era ela que o agarrava à vida, era a ligação de profundo amor e amizade que tinham um pelo outro que o mantinha vivo, ao "meu Manuel de Oliveira", como ela costumava dizer. Hoje a lua está a meia haste porque ela morreu e ele começou a morrer. Porque o amor sempre se encontra e ele, a partir de hoje, começou a contagem decrescente para o dia em que se juntará a ela de novo. Porque a vida, seja em que mundo for, só lhe faz sentido assim.

.............................

Fechou-se um pequeno ciclo, eu acho, com a adição do elo que faltava: porque elas também são "minhas" e era por isso mais do que justo - e, mesmo sem eu o ter consigo totalmente realizar de antemão, importante - que se juntassem a mim em pleno. No final do jantar que primou, como sempre, pelas confissões mais ou menos sérias acompanhadas de boas gargalhadas, a profunda certeza de que tenho a imensa sorte de estar rodeada, a toda a volta, por quem não desiste de mim, por quem sente para além do que decido mostrar, por quem acredita em mim, em quem sou, mesmo sem ver... e até vendo...

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Noite morna e confortável, de aniversário que se mostrou leve como não acontecia há algum tempo. Faltavas tu mas estavas lá, guiando as minhas palavras, os meus gestos, as minhas intenções, as minhas expressões, garantindo que, como sempre, mediarias o encontro. E não começaste só hoje, ando a sentir a tua mão sobre o meu ombro há vários dias, ando a ouvir a tua voz sussurrando-me as soluções. Resultou, eu acho. Para ambas.

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Às vezes esqueço-me de como é bom dormir abraçada pelo amor dos seres que povoam as minhas noites.

............................

O meu ano novo está quase aí...

quinta-feira, abril 18, 2013

Ausência

"Quero dizer-te uma coisa simples: a tua ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma; mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais - um peso nos olhos, no lugar da tua imagem, e um vazio nas mãos. Como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tacto. São estas as formas do amor, podia dizer-te; e acrescentar que as coisas simples também podem ser complicadas, quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade. Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a realidade aproxima-me de ti, agora que os dias correm mais depressa, e as palavras ficam presas numa refracção de instantes, quando a tua voz me chama de dentro de mim - e me faz responder-te uma coisa simples, como dizer que a tua ausência me dói."

Nuno Júdice 

Frase do dia

"Quantas coisas perdemos por medo de perder. "

 Paulo Coelho

terça-feira, abril 16, 2013

O lago que é quase espelho...





















Litzlbergkeller, Attersee, 1915
Gustav Klimt

E não mais devolvo...


vou buscar-te ao fim da tarde, 
porque a noite só escurece contigo ao meu lado, 
porque a noite aprende por ti 
o caminho aberto das estrelas 

vou buscar-te ao fim da tarde, 
e verás como preparei a casa, 
como escolhi a música, 
como, enfim, espalhei os objectos mais impressionados contigo, 
os que ganharam vida 
por se interporem na espessura estreita 
que vai do meu ao teu coração 

e não mais devolvo, 
correndo todos os riscos de não amanhecer 
nunca numa loucura propositada por ti 

não mais te devolvo, 
ocuparás o mundo debaixo e sobre mim, 
e não haverá mais mundo sem que seja assim 

valter hugo mãe

sexta-feira, abril 12, 2013

Perfil

Ando a aprimorar um comportamento que, segundo me têm dito, se poderá configurar como bastante útil e que sempre considerei, em mim (pese embora com orgulho), deficiente: o cinismo. E tenho a dizer que, nos - ainda raros mas cada vez menos - momentos em que consigo controlar a espuma a sair da boca e a mola a ferver que faz saltar as palavras e as faíscas dos olhos, até não me ando a sair mal...

sexta-feira, abril 05, 2013

Recomeços


Piada

Em formação, afirma colega perante determinada explicação do formador:
- Ah, já percebi. Essas referências são os vossos "canónicos".

E digo eu:
- Gosto tanto disso na salada...!

......

Ninguém percebeu...

quarta-feira, abril 03, 2013

Porque diz que "Abril, águas mil"...


Prolegómenos

prolegómenos (grego prolegómenos, -méne, -menon, particípio presente passivo de prolego, escolher, preferir, predizer, dizer antes, proclamar) 
s. m. pl. 
1. Introdução circunstanciada que precede uma obra. 
2. Conjunto das noções preliminares de uma ciência. 


E pronto. Nada como uma palavrinha destas para começar o dia a cumprimentar pessoalmente a ignorância própria e a constatação da sua infinitude...

Porque também há quem a faça ficar...

Let Her Go
Passenger

Well you only need the light when it’s burning low
Only miss the sun when it’s starts to snow
Only know your love her when you let her go
Only know you’ve been high when you’re feeling low
Only hate the road when you’re missin’ home
Only know you love her when you’ve let her go
And you let her go

Staring at the bottom of your glass
Hoping one day you will make a dream last
The dreams come slow and goes so fast
You see her when you close your eyes
Maybe one day you will understand why
Everything you touch all it dies

But you only need the light when it’s burning low
Only miss the sun when it’s starts to snow
Only know your love her when you’ve let her go
Only know you’ve been high when you’re feeling low
Only hate the road when you’re missin’ home
Only know you love her when you’ve let her go

Staring at the ceiling in the dark
Same ol’ empty feeling in your heart
Love comes slow and it goes so fast
Well you see her when you fall asleep
But to never to touch and never to keep
Because you loved her to much
And you dive too deep

Well you only need the light when it’s burning low
Only miss the sun when it’s starts to snow
Only know your lov her when you’ve let her go
Only know you’ve been high when you’re feeling low
Only hate the road when you’re missin’ home
Only know you love her when you’ve let her go
And you let her go

Ooooo ooooo oooooo
And you let her go
Ooooooo ooooo ooooo
Well you let her go

Cause you only need the light when it’s burning low
Only miss the sun when it’s starts to snow
Only know your love her when you’ve let her go
Only know you’ve been high when you’re feeling low
Only hate the road when you’re missin’ home
Only know you love her when you’ve let her go

Cause you only need the light when it’s burning low
Only miss the sun when it’s starts to snow
Only know your love her when you’ve let her go
Only know you’ve been high when you’re feeling low
Only hate the road when you’re missin’ home
Only know you love her when you’ve let her go

And you let her go

Encontros

"Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam."

Paulo Coelho

segunda-feira, abril 01, 2013

Sinais

- Ele envia-lhe sinais. Não tem dado conta?


Não. Respondi que não. Mas agora, cada vez mais, os percebo em mim...

quinta-feira, março 28, 2013

Constatação #68

Há palavras que caiem bem. Há outras que têm o dom de nos fazer adorar instantaneamente alguém que até estamos a ver pela primeira vez na vida. Ouvir dizer que parecemos dez (dez!) anos mais novas é um bom exemplo...

Perfil

Entre "vidas"...

segunda-feira, março 25, 2013

Aprendes...

“(…) Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais… que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!(...)"

quarta-feira, março 20, 2013

Da educação que é bonita e eu gosto

"Nem imagina! Fiquei tão furiosa! A sério, fiquei lixada com F grande...!"

terça-feira, março 19, 2013

...

É o dia: o do Pai. Dia com nome, do Pai com maiúscula, para os que a merecem, do Pai com maiúscula: o meu. Gostava de te poder ligar e ouvir do outro lado a voz de entusiasmo com que sempre me recebias nestes dias, como se fosse o primeiro dia do Pai, como se pela primeira vez me estivesses a ouvir dizer: feliz dia! Fazia-lo porque eras tu e porque era eu: éramos nós: de muitas formas éramos um. E a nós sempre nos foi natural ser pai e menina, não importando a idade, e nós sempre nos permitimos de que de outra maneira não fosse: fazíamos questão. 

Li um poema sobre sombras e espelhos. Um poema que me leu: tu és a minha sombra, parte de mim que me acompanha. Sombra que me dá presença mas também vazio: estão aqui, tu e a tua ausência. E és também quem vejo ao espelho, os meus traços são os teus. Se te quisesse esquecer não poderia, a genética fez-me cópia e tu estás em mim mais do que em lembranças de vida e ensinamentos. Mesmo que nunca me tivesses ensinado nada, mesmo que não fosses parte integrante de quem sou: o espelho traz-te a mim em mim. 

Hoje é o dia: as mensagens e imagens e postais e bonecos sucedem-se. Eu não te ofereço nenhum destes: só a mim com a falta de ti.

Pai, a Minha Sombra és Tu

a cadeira está vazia, um corpo ausente
não aquece a madeira que lhe dá forma

e não ouço o recado que me quiseste dar
nem a tua voz forte que grita meninos
na hora de acordar
ouço o teu abraço, no corredor em gaia
e os olhos molhados pela inusitada despedida

o sol foge
mas o crepúsculo desenha a sombra que
tenho colada aos pés ou o espelho,
coberto com a tua face

pai, digo-te
a minha sombra és tu

 Jorge Reis-Sá in
"A Palavra no Cimo das Águas"

Porque hoje foi esta que me acordou o espírito...

Seven Nation Army 
White Stripes

I'm gonna fight 'em off
A seven nation army couldn't hold me back
They're gonna rip it off
Taking their time right behind my back
And I'm talking to myself at night because I can't forget
Back and forth through my mind behind a cigarette

And the message coming from my eyes it says leave it alone

Don't want to hear about it every single one's got a story to tell
Everyone knows about it from the Queen of England to the hounds of hell
And if I catch it coming back my way I'm gonna serve it to you
And that ain't what you want to hear, but that's what I'll do

And the feeling coming from my bones it says find a home

I'm going to Wichita
Far from this opera forever more
I'm gonna work the straw, make the sweat drip out of every pore
And I'm pleading, and I'm pleading, and I'm pleading right before the Lord
All the words are gonna bleed from me and I will think no more
And the stains coming from my blood tell me go back home

domingo, março 17, 2013

Da felicidade


A lei do silêncio

"A lei do silêncio é inútil. Quando algo nos persegue na nossa memória ou na nossa imaginação, as leis do silêncio são inúteis, é como fechar uma porta à chave numa casa em chamas na esperança de nos esquecermos que ela está a arder. Mas fugir do incêndio não o apaga. O silêncio em relação a uma coisa só lhe aumenta o tamanho. Cresce e apodrece em silêncio, torna-se maligno. "

Tennessee Williams

sábado, março 16, 2013

Dos esquecimentos

"É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre." 

Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, março 15, 2013

Constatação #67

Ainda há momentos em que o meu estômago se embrulha e me embrulha...

quinta-feira, março 14, 2013

No que me dá para pensar com poucas horas de sono...

Tenho que parar, tenho que abrandar. Na ânsia de absorver tudo, conhecimento, notícias, momentos - até horas de sol -, na ânsia de não perder pitada do meu tempo, de mim, do que gosto de fazer - para além do que tenho que fazer -, dou por mim a correr de um lado para o outro. Chego ao fim do dia, sento-me finalmente no sofá e penso no que me acrescentou - às vezes a resposta é, simplesmente, nada. Ou muito, que não consigo quantificar - quanto mais qualificar -, tal é o emaranhado de vivências e sentimentos. Letras soltas, palavras a vaguear, informação cruzada sabida pela rama - que é o mesmo que dizer pouco sabida... Emoções, actividades, pessoas, outras pessoas, conversas, horas que correm, sensação de preenchimento - mas não será uma espécie de preenchimento... oco? Acho que, sem querer, acabei de inventar uma sensação...

Tempo

"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada. O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções."

Martha Medeiros

quarta-feira, março 13, 2013

Conclave

... será de sol...?

terça-feira, março 12, 2013

Perfil

De vez em quando e sem aviso, a vida, que vai assim à nossa frente, connosco pela mão, guiando-nos, resolve estancar subitamente, virar-se para trás e olhar-nos nos olhos. E a nós, desatentos a olhar para o chão talvez, até nos faz esbarrar com ela.

Penso que considera necessário certificar-se que não nos esquecemos de quem manda aqui afinal...

sexta-feira, março 08, 2013

terça-feira, março 05, 2013

Perfil

Ciberactivista.

(Não fui eu que disse, é assim que a Greenpeace me trata desde que lhes ofereci os meus préstimos para infernizar, via web, a vida dos criminosos ambientais deste mundo! E eu infernizo... ai, se infernizo..!! )

Os tradicionais "cabeçudos", versão mobiliário sueco...


sexta-feira, março 01, 2013

Sanidades

Hoje, uma amiga faz anos. Não sendo muito próximas, ela representa uma fase muito boa da minha vida e, apesar de termos convivido durante uns largos meses - na vertente professora/aluna - é mais agora, através do contacto via redes sociais, que lhe tenho vindo a "tirar a pinta". Cada vez mais me identifico com a sua postura. É uma pessoa culta, inteligente e sensível, é com gosto que leio o que partilha e é com gosto também que a mantenho na minha rede e recebo os seus retornos relativos ao que eu própria resolvo partilhar. Hoje ela faz anos e eu fiz questão de lhe mandar o meu beijo de parabéns. Como resposta, recebi o seguinte: "Querida T.!!! Muito obrigada, minha queridinha! És uma pessoa muito sã :)"

Tendo em conta os tempos que correm, acho mesmo que não há melhor elogio... :)

Babel by Night

Eric de Ville, 2012
























in Maquina Speculatrix

O verdadeiro amor

"A Vanda, que trabalhava na cozinha do Hospital, descobriu há dois anos que tinha um cancro. A vida parou. Mas ela decidiu não parar. Pelo contrário, decidiu acelerar. Vou aproveitar a vida ao máximo, dizia. Como se o máximo estivesse naquilo que nós queremos e não naquilo que é uma vida com o máximo sentido. Por isso decidiu deixar o emprego, deixar o marido e os filhos, deixar a vida do dia-a-dia. Sempre que o tempo o permitia, passava-o junto à piscina. Quando vinha a noite, e se esta lho permitisse, passava-a na noite. Juntou-se, e com ela o seu corpo, a outro homem, um médico lá do hospital. Afastou-se dos amigos e não quis saber nem o que eles nem o que o comum dos mortais pudessem pensar ou dizer. Mesmo os filhos. Mesmo o marido. Há dois meses, porém, a Vanda iniciou uma fase terminal. E o João, que era o marido, sem mas nem meio mas, foi buscá-la para casa, para morrer junto dos que eram verdadeiramente dela e a amavam. Ele e os filhos. A Vanda acabou por falecer nos braços do grande amor que o João lhe tinha. Um amor que não se importou com a sua queda, com o seu pecado, com o seu virar de costas, com a sua escolha. É assim o verdadeiro amor que não olha senão para a pessoa que escolheu amar, que a ama porque isso lhe sai do coração e não porque saia de qualquer interesse ou contrapartida (...)."