segunda-feira, agosto 19, 2013

The edge... e eu a sonhar tocar e cantar assim quem sabe numa outra encarnação...

Edge Of Something
Jamie Cullum

I've got some ways of forgetting now 
What you're finding out, what you're finding out 
I've got some ways of believing now 
What you're leaving out, what you're leaving out 
So take a reach down inside your soul 
What you gonna find, what you gonna find 
And it's so deep down inside your soul 
What you leave behind, what you leave behind 
I can hear it calling 
Can't you tell? 

I'm on the edge of something 
So I just keep running every time I lose my head 
I'm on the edge of something 
So I just keep falling every time I lose my head 

Are there some secrets embedded down 
In the frozen ground, in the frozen ground 
Under a cold moon and a fractured sky 
There's a universe there behind those eyes 
You're gonna make good on promises 
That you know you could, that you know you could 
Cause no one here worships suddenness 
Though you wish they would, though you wish they would 
I can hear it calling 
Can't you tell? 

I'm on the edge of something 
So I just keep running every time I lose my head 
I'm on the edge of something 
So I just keep falling every time I lose my head 

I don't need a vision 
I'm just waiting on collisions of the brain and the heart 
I'm patient for decisions and some stormy revelations 
I can claim from the start 
I'm kicking up a storm 
In the valley I was born 
I can hear the tower ring 
Out here on the edge of something 

I'm on the edge of something 
So I just keep running every time I lose my head 
I'm on the edge of something 
So I just keep falling every time I lose my head

sexta-feira, agosto 09, 2013

Frase do dia

“Desistir pode ser um dos maiores actos de coragem que a vida nos coloca à frente.” 

Pedro Chagas Freitas
"In Sexus Veritas"

"Meio quilo"


quarta-feira, agosto 07, 2013

Frase do dia

"A vida ri-se das probabilidades e põe palavras onde imaginamos silêncios e súbitos regressos quando pensávamos que não nos voltaríamos a encontrar."

José Saramago

terça-feira, agosto 06, 2013

Kama kama kama kama kama... chameleon!


E é isto. É isto que importa reter e que importa discutir!

(E não se o nome de um cão é Zico, Mandela, Fifi ou Cocó..! A sério, tenham dó! No meio da confusão de "postas de pescada" que consegue ser esta blogosfera, há quem levante a hipótese de os advogados do Sr. Mandela - o humano - se virem meter ao barulho! Como se eles e o próprio não tivessem mais nada que fazer! Eu tenho, o que fará eles... Gente tãããooo poucochinha, cristo.. )


"É uma ironia dos tempos modernos, que pode causar confusão aos mais imberbes alunos de Comunicação Social, que devem andar a aprender, como eu aprendi, que uma boa definição de notícia não é um cão morder um homem, mas sim um homem morder um cão. Se assim é, que se passa? Nas últimas semanas de Agosto, houve um inesperado número de incidentes em cadeia, no que diz respeito a ataques de cães a pessoas. Somados, quase à média de um por dia nas páginas dos jornais ou nas televisões, poderia perceber-se, erradamente, que se tratava de uma epidemia, ou seja, de uma proliferação de casos “iguais”. Não são, de todo. Qualquer análise séria conclui, sem dificuldade, que se tratam de situações bem diferentes, pese embora uma mesma raça de cão estar presente em mais do que uma história, e todas elas terem o mesmo desfecho anunciado: o cão em causa foi de quarentena, e será abatido dentro de pouco tempo. Sobre esta sentença que não levanta indignação que se veja, já lá iremos. Primeiro, é importante entender que, por mais que defenda os direitos dos animais, não sou fundamentalista ao ponto de não perceber que um cão, ou outro animal, é perfeitamente capaz de “se passar”, como qualquer um de nós. Neste sentido, há situações, sim, em que se torna incompreensível que um cão ataque, situações em que o animal é, sim, “culpado” do seu crime. Mas basta reflectir um pouco, analisar os recentes incidentes, ou outros mais antigos, para concluir que as situações sem aparente explicação são uma raridade. Normalmente, o que acontece é o desastre que se adivinhava quando se vêem as circunstâncias, ou se pensa na “qualidade de vida” dos cães em causa. Regra geral, pertencem a pessoas que não têm a mínima consciência do que significa serem donos de um animal, muito menos quando se aventuram a escolher as chamadas raças potencialmente perigosas. Ponto básico: se são consideradas potencialmente perigosas, há uma razão para pensar mil vezes antes de optar por elas. Ponto básico número dois: a expressão “potencialmente” é a chave. Significa que nas mãos de um mau dono, a potencialidade torna-se realidade. Já é do senso comum, mas ninguém parece quere perceber. Obviamente que um pequeno caniche também pode ter um comportamento agressivo, mas basta pensar no porte de alguns cães para se entender que a “potencialidade de perigo” de uns é porque, quando se chateia, provoca danos terríveis, muitas vezes fatais. E o que vemos, nos casos mais badalados de Agosto? Uma continuada, inacreditável irresponsabilidade de muitas pessoas que têm estes cães. Pessoas que teimam em ter animais sem saberem, ou quererem saber, das noções mais básicas em relação aos animais, no que respeita a respeitarem um líder, sentido de território, stresse causado pela falta de atenção ou exercício, pessoas que não sabem, ou não querem saber, que um cão é, essencialmente, o espelho do seu dono, até porque um cão “pensa”, à sua medida, que é isso que é suposto fazer, é isso que o dono espera dele. Numa das histórias, os pormenores são tão claros, tão prenunciadores de desastre, que causa uma enorme confusão que o nosso sistema para lidar com os casos continue a ser abater o cão em vez de multar ou prender o dono. Numa das histórias, repito, um cão atacou a mãe do seu dono, um ataque que se revelou mortal. Começa-se a puxar pelos pormenores, e que temos? O indivíduo tinha escolhido, nada menos, do que um arraçado que misturava sangue de pittbull com leão da rodésia. E mantinha esta bomba-relógio fechada num apartamento exíguo, de onde o cão raramente saía, para se exercitar, destressar ou socializar. Que surpresa, que este cão fosse uma pilha de más vibrações, um desastre à espera de acontecer. Mas o que mais revolta é saber o que vai acontecer, porque é que acontece sempre nestes casos. O animal vai ser abatido, e o indivíduo, depois de encolher os ombros e assobiar, há-de arranjar outro, que manterá nas mesmas condições. Como todos os outros que procuram cães potencialmente perigosos, com os quais afirmam uma triste, patética e repugnante posição de agressividade perante os outros. É, para muito cobarde, a única forma de se fazerem maus, ou temidos. E tudo isto vai continuar enquanto este tipo de gente não for punida a sério. A solução de mandarmos abater cães não adianta um centímetro ao nosso sentido de civilização."

Crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho: E a besta é o cão?

(de 2012 mas ainda assim tristemente actual...)

Frase do dia

"O mundo nunca está completo: faltam pessoas que nos morreram."

Gonçalo M. Tavares

segunda-feira, agosto 05, 2013

Apple tree





















Gustav Klimt
1916 

sexta-feira, agosto 02, 2013

Porque já é fim de semana...


E é esta a minha mente: das pequenas coisas que fazem parte da vida às grandes invenções tecnológicas em três segundos...

Um música. Uma daquelas músicas que, sem sabermos desde quando, faz parte da nossa audioteca interior e da qual não sabemos nada a não ser que é uma das nossas, que se tornou uma das nossas ao longo do tempo, deixada cair em nós vinda de uma qualquer banda sonora ou dos corredores lá de casa e que, quando se nos reaparece aqui ou ali, nos faz dizer "gosto tanto"... Queremos reproduzir, explicar a alguém (é aquela que começa assim, trá lá lá, estás a ver...?), procurar na net mas...

Uma música. E o momento mágico em que, na estação de rádio que nos acompanha de manhã, ela se nos apresenta acompanhada de bilhete de identidade...

Dave Brubeck
(Montreal Jazz Festival 2009)



(A quantidade de vezes que já me ocorreu, ao tentar identificar uma melodia que me persegue, tocar no teclado do computador como se de um teclado de piano se tratasse, reproduzir as notas que tenho na minha mente e o Google procurá-las... Não sei porque é que ainda não houve ninguém que se tivesse lembrado disto... já fomos à Lua e mais o diabo mas isto... não... tss, tss, tss... Silicon Valley, you need me, who know you do...)

terça-feira, julho 30, 2013

Porque o amor também se alimenta de humor

Amiga stressada com criança pequena que teima em não comer. Todos os dias é um festival de sopa por todo o lado: babete, cara, nariz, paredes, chão, óculos da progenitora... 

No outro dia, como de costume, pediu ao companheiro que fosse entretendo a cria com palhaçadas porque o puto distraído vai relaxando os maxilares e a colher lá consegue entrar direitinha onde é suposto. E assim prosseguiram: ela a insistir "abre a boca, abre a boca", ele atrás dela a fazer macacadas.

Nisto, e sendo que a macacada escolhida não estava a resultar, o companheiro resolve mudar de estratégia e começa a ensinar as vozes de diferentes animais: 

Como faz o cão? Ão, ão!

Como faz o gato? Miau, miau!

Como faz a cabra? Abre a boca, abre a boca!

quinta-feira, julho 25, 2013

"Lanzeira" season

Ando há uns dias dominada por uma preguiça sem explicação...

Não se trata de cansaço nem sono - o meu organismo encontra-se em perfeitas condições fisiológicas e psicológicas -, não é ausência de estímulo ou afazeres, não é depressão nem tristeza, nem amuo, nem dia-não: tudo corre dentro da mais banal normalidade e até "em bom". Mas ando aqui a embrulhar, a atrasar, a ignorar, a fingir que não ouço para não ter que fazer absolutamente nada! Ou melhor, para só fazer o que me apetece. No trabalho e não só.

Ainda há dois dias, aproveitando que iria conseguir chegar mais cedo a casa - coisa rara! -, tinha tudo planeado: tirar a louça da máquina, arrumar o que restou da festarola do fim de semana, tirar a roupa do estendal  (que já corria o risco de se aguentar de pé sozinha, tal a secura), arrumar o roupeiro, regar as plantas, preparar algo leve para jantar, tomar um banho fresco... tudo planeado. Bom... o banho fresco tomei e, à última hora, lá se arranjou algo para comer mas, de resto, só li. Li, li e li, estendida na cama, mimada pelos gatos e pelo silêncio, saboreando a brisa fresca de fim de tarde de Verão. 

Tenho trabalho para fazer, assuntos para resolver, processos para terminar mas... NÃO ME APETECE, pronto. 

Conhecendo-me sei que é "sol de pouca dura"; conhecendo-me sei que, não tarda, a energia costumeira lá se apodera de mim e é ver-me a correr de um lado para o outro, a fazer mil e quinhentas coisas ao mesmo tempo, a impacientar-me por não ter ocupação, a adiantar serviço, a pegar na organização e na eficiência pelos cornos. Mas por agora... NÃO ME APETECE.

E é isto. É este o estado do tempo. Há que encará-lo com frontalidade. E, já agora, aproveitá-lo também... ;)

Bolhas

"É assim que tu vives. Numa bolha. Colocaste lá dentro tudo aquilo que não te incomoda. Que te faz esboçar um sorriso mas não te faz pensar. Que supostamente te realiza mas que não te preenche. O que agrada aos outros e finge agradar a ti...
O resto... o resto não existe! Aquele resto que te deixa completo. Que te faz amar. Que faz de ti um homem realizado. Que te leva a fazer aqueles disparates de miúdo. Que te rasga um sorriso nos olhos! Esse resto? Esse resto que tudo vale? Esse resto tenho-o eu comigo!"

Direitos e deveres

"No Mundo globalizado, a única guerra justa é a guerra à intolerância: temos o direito e o dever de ser intolerantes perante a intolerância. Mesmo a dos nossos amigos." 

Francisco Seixas da Costa


À intolerância junto a discriminação, a crueldade, o desrespeito pela vida e pela dignidade de todos os seres vivos. Não aceito, não respeito quem discrimina, quem é cruel, quem desrespeita a vida. Estou a discriminar esta gente? Estou a ser intolerante com esta gente? Sim, estou, dou-me como culpada, podem-me prender. Porque continuarei sempre a fazê-lo.

quarta-feira, julho 24, 2013

O segredo

"Não precisar do outro. 
Por estranho que pareça, em mais de vinte anos de consulta, as pessoas que conheci que mais felizes foram não precisavam do outro. Talvez não tão estranho. Seja uma relação de semanas seja a de uma vida, o amor, a mistura certa de sexo, companhia, confiança e riso, é tanto melhor quanto mais independente. De tudo. Se o outro está lá para nos resolver abandonos anteriores, inseguranças várias, neuras, políticas de controlo ( posse e ciúme), precisamos dele. Torna-se um artefacto, o amuleto sem o qual a vida não faz sentido, uma tenebrosa confissão de impotência. Se, no entanto, o outro faz parte do nosso gosto pela vida, torna-se, ipso facto, parte de nós. Em momento nenhum o desmentiremos, nunca diremos que a vida não faz sentido sem ele. Nenhuma parte da nossa vida se sobrepõe ao todo, não nos cabe decidir sobre o que tem existência própria. 
É por isso que o amor é eterno." 

Filipe Nunes Vicente
Psicólogo

Do que se cala, do que se perde

Nem sempre é tempo. O tempo que não passa pelo calendário, o tempo que se sente, esse. Nem sempre é tempo porque também há horas de calar. Não do calar que varre para baixo do tapete ou do calar que enfia a cabeça na areia para viver das ilusões que o escuro do seu buraco projecta na imaginação mas do calar de paz, do calar que acalma e pacifica, do calar que enterra o que já não tem vida. Do calar que cura e limpa por já se ter dito tudo; do calar de missão cumprida, de braços caídos ao longo do corpo prontos para abraçar outras causas por já terem feito tudo o que havia a ser feito até ali; do calar que vira as costas às paredes e encara, pelo outro lado, o espaço aberto de caminhos a percorrer. Porque há tempo para tudo. O tempo que se sente: talvez seja esse o tempo agora.

Sempre disse de mim - sempre soube de mim - que enquanto tiver forças para argumentar, enquanto subsistir a vontade de contestar e não me resignar, é bom sinal. Que enquanto não me calar em defesa de qualquer causa que em mim exista, essa causa não está perdida. Sempre soube também que, quando ela cai, cai porque eu, de forma deliberada, recolho a mão que a segura.

E quando tal acontece, mais do que eu ter perdido, mais do que a causa se perder...

... perdem-me.

terça-feira, julho 23, 2013

Borboletas!


Nem sempre...

Se eu pudesse trincar a terra toda 
E sentir-lhe um paladar, 
Seria mais feliz um momento. 

Mas eu nem sempre quero ser feliz. 
É preciso ser de vez em quando infeliz 
Para se poder ser natural 

Nem tudo é dias de sol, 
E a chuva, quando falta muito, pede-se. 
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade 
Naturalmente, como quem não estranha 
Que haja montanhas e planícies 
E que haja rochedos e erva 

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade, 
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda, 
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, 
E que o poente é belo e é bela a noite que fica... 
Assim é e assim seja. 

Alberto Caeiro 
in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXI

sexta-feira, julho 19, 2013

Dogs!... and then cats...


De repente(s)

"De repente, apetece-nos dormir do lado contrário da cama. Passamos a gostar de café sem açúcar. E de favas! Já não vivemos para a noite e preferimos aproveitar os raios do sol. Descartamos quem só estava ali por diversão e restringimos aos que nos dão a mão. Paramos as birras com o mundo. Deixamos de nos preocupar só com nós próprios e precisamos que o outro esteja bem. Aprendemos a sorrir só porque sim. Percebemos que mostrar sentimentos é uma coisa boa. Percebemos que mudámos em muita coisa, ainda que sendo a mesma pessoa. E que é tão mais fácil viver assim...

"E, de repente, a vida vira-te do avesso e descobres que o avesso é o teu lado certo." "
Caio Fernando Abreu

in Gosto de ti, e então?

Castelo





















Castle garden
Paul Klee 1879-1940

quinta-feira, julho 18, 2013

Quatro

Quatro. 

Fiz as pazes: com as teclas: comigo. Contigo a guiar-me.

Continua a não haver palavras. Só buracos. 

Penso que será sempre assim.

quarta-feira, julho 17, 2013

Besourão cornudo - para os amigos












Hoje dei de caras com um amigo destes. 

Hoje dei de caras com um amigo destes e dei por mim, sozinha e aos gritinhos histéricos, a tentar salvá-lo, a um destes exemplares gorduchos que se me apresentou de pernas para o ar. 

Hoje dei de caras com um amigo destes e dei por mim, sozinha e aos gritinhos histéricos, a tentar salvá-lo, a um destes exemplares gorduchos que se me apresentou de pernas para o ar, tentando desesperadamente não me estatelar do alto da sandalete

Hoje dei de caras com um amigo destes e dei por mim, sozinha e aos gritinhos histéricos, a tentar salvá-lo, a um destes exemplares gorduchos que se me apresentou de pernas para o ar, tentando desesperadamente não me estatelar do alto da sandalete, com mais gritinhos histéricos e de pauzinho na mão por não conseguir tocar no desgraçado directamente, a imaginar o que diriam as pessoas que por mim passavam ao ver-me naquela figura.

Hoje... salvei um  bicho destes. 

A verdade é que nem pensei muito no salto, na figura, nas pessoas, na impressão nojentinha de menina citadina que foge como se não houvesse amanhã de insectos e afins, e não descansei até conseguir virá-lo de patas para o chão para que esta vida pudesse seguir o seu caminho.

E eu segui o meu. Contente, verdadeiramente contente por ser assim.

Tentação

"A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo."

Oscar Wilde 
in 'O Retrato de Dorian Gray"

E continuou assim...





Esta veio do "meu" Eça...

pudicícia (latim pudicitia, -ae, modéstia, castidade, virtude)
 s. f.
1. Qualidade do que é pudico.
2. Honra feminina.
3. Castidade; pudor, inocência, recato.
4. Pureza do corpo e da alma.
5. Palavras ou actos que denotam pudor.


(Em carta de Eça de Queiroz a Fialho de Almeida a propósito da crítica deste último sobre "Os Maias". Em 1888 como agora: é triste constatar que os séculos passam mas a pretensa pudicícia de alguns continua a toldar o seu espírito e a fechá-lo...)

segunda-feira, julho 15, 2013

Constatação #69

Quando se regressa de férias, ainda que só de uma semaninha, e sob pena de minar irremediavelmente e em escassos segundos toda a energia positiva que nos conferiram o descanso e a boa vida, há duas coisas que NÃO se devem consultar: o saldo bancário e a balança.

O que é realmente importante

E está aqui uma pessoa a dizer mal da sua vida, porque esteve uma semana de papo para o ar e bem que continuava e porque é segunda-feira e porque dormiu menos do que queria e porque tem um porradão de emails dos superiores hierárquicos a piscar na caixa - arre, que é demais, ainda agora cheguei, senhores, preciso de tempo para aquecer... o resto do dia, por exemplo! -, e eis senão quando recebe a seguinte mensagem:

Mensagem da tua afilhada 
Mãe, podemos escrever uma carta à Tia T.?
Dizes assim:
Gosto muito dela! Quero-lhe dar um beijinho e um abraço! 
Ela é do meu coração!


E pronto... é isto... o resto que se lixe..!


(e diz uma pessoa de lagriminha no canto do olho e baba a escorrer queixo afora: é fofa, a miúda, é... sai à "mardinha"! ;))

sábado, julho 06, 2013

sexta-feira, julho 05, 2013

Desistências. Ou insistências...

"Saber desistir. Abandonar ou não abandonar — esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? Ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa?" 

Clarice Lispector 
in Um Sopro de Vida

quinta-feira, julho 04, 2013

terça-feira, julho 02, 2013

Tãããão bom!

Porque é brutal e me "embalou" estrada fora esta manhã

Another Love
Tom Odell

I wanna take you somewhere so you know I care
But it's so cold and I don't know where
I brought you daffodils in a pretty string
But they won't flower like they did last spring

And I wanna kiss you, make you feel alright
I'm just so tired to share my nights
I wanna cry and I wanna love
But all my tears have been used up

On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up

And if somebody hurts you, I wanna fight
But my hands been broken, one too many times
So I'll use my voice, I'll be so f*cking rude
Words they always win, but I know I'll lose

And I'd sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry I wanna learn to love
But all my tears have been used up

On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up

I wanna sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry, I wanna fall in love
But all my tears have been used up

On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up

segunda-feira, julho 01, 2013

Até quando

Vou me perguntando até quando
vou parecer essa simples mistura 
de farinha, água e sal para o mundo 
quando aqui dentro 
eu sou um mar inteiro. 

Caio F. Abreu

Warning!

Do not look for chocolate recipes if you have had a "fishy" lunch! 

I repeat, DO NOT!

Segunda-feira. Não há mais nada a dizer.


Perfil

Mês sete...

sábado, junho 29, 2013

No lançamento de um livro...

... uma voz masculina ao meu lado, envergando calções de praia, camisa justa, havaianas e brinco exclama: Eh lá! Aquilo é grande! Tem quantas páginas, caraças?!

sexta-feira, junho 28, 2013

Não gosta tanto de noites de Verão?? Então tome lá!

Calor. O quarto a arder. A pele a arder. Três da manhã. Rebolo e rebolo, sem posição. Calor. A janela abre-se, a brisa não chega para nada. Devo ter bebido um café a mais. Calor. Tiro a roupa. Nunca mais durmo.

Gata A., que é (só!) a mais felpuda de todos, decide que se quer deitar ao meu lado. E junta-se mais um bocadinho a mim não venha da janela alguma friagem...

Gato B., que é (só!) o mais quente e pesado deles todos, decide que "bom, bom é deitar-me tipo estola atravessado na barriga da minha dona..."

Gata C., a mais pequena, a mais leve, a mais fresca... decide "c**** na taça", em mim e na cama, e estende-se ao comprimido no meio do chão...


Que sorte...

segunda-feira, junho 24, 2013

"Sobre a pele que há em mim, tu não sabes nada. "





















O rio. O "meu" rio, onde sempre me reencontro com parte de mim. O cheiro intenso do verde que me rodeia. O sol a aquecer a pele. Esta, a embalar a correnteza. De resto: silêncio. 


A Pele Que Há Em Mim 
Márcia com JP Simões

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo no meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O meu barco vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.

sexta-feira, junho 21, 2013

Pérolas da porca #19

Para o director, em jeito de piadola: 

"Não, sotôre, não sou eu que estou aqui... é o meu halograma!" 



(e, depois disto, o que se impõe...??? Can you see your halo, halo, haloooo... iiúúúúúúú!!!!)

quinta-feira, junho 20, 2013

Porque me faz querer cantá-la...

Rihanna ft. Mikky Ekko

All along it was a fever 
A cold sweat hot-headed believer
I threw my hands in the air
I said show me something
He said, if you dare come a little closer

Round and around and around and around we go
Ohhh now tell me now tell me now tell me now you know

Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay

It's not much of a life you're living
It's not just something you take, it's given
Round and around and around and around we go
Ohhh now tell me now tell me now tell me now you know

Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay

Ohhh the reason I hold on
Ohhh cause I need this hole gone
Funny you're the broken one but i'm the only one who needed saving
Cause when you never see the lights it's hard to know which one of us is caving

Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay, stay
I want you to stay, ohhh

‘Nowadays, everybody’s gotta go to shrinks and counsellors, and go on Sally Jessy Raphael and talk about their problems. What happened to Gary Cooper? The strong, silent type...’


Temos pena..!


terça-feira, junho 18, 2013

Frase do dia

"O que dói mais do que ter tudo e ainda assim tudo ser insuficiente? "

Pedro Chagas Freitas 
in "In sexus veritas"

segunda-feira, junho 17, 2013

Perfil

Acabadinha de encomendar a(s) prenda(s) de moi même....

E sim, eu mereço!

sexta-feira, junho 14, 2013

quarta-feira, junho 12, 2013

Saints mode

Yé, yé, yé, a Vila Berta é que é!!

Perfil

E descobri o maravilhoso mundo dos cosméticos no EBay... e toooda a minha existência acabou de mudar...

quinta-feira, junho 06, 2013

Saint Germain

Ai...mais uma mensagem canalizada... 

Que coisa, ando mesmo desencontrada das notícias, não sabia que tinha falecido... 

Olha, pronto, os meus sentimentos aos adeptos.

quarta-feira, junho 05, 2013

Morrer

"Morrer exige duas pessoas. Morrer exige sempre duas pessoas. A que morre e a que aceita essa morte. Estás aqui e é contigo que quero passar os meus dias. Lamento, mas nunca terás a minha despedida. Terás as minhas palavras, todos os dias como sempre foi todos os dias. Terás os meus olhos fechados nos teus, como sempre os teus fechados fechavam os meus. Lembras-te de que assim que adormecias eu adormecia também? Como se estivéssemos ligados por um qualquer mecanismo biológico. Tu dizias: vou dormir. E eu nem dizia nem deixava de dizer. Simplesmente te olhava, lentamente, a fechares os olhos – e, ao mesmo tempo, fechava, lentamente, tão lentamente como o teu lentamente, os meus. E assim adormecíamos, todos os dias e todas as noites, juntos, verdadeiramente juntos, a dormir o mesmo sono. Nem a dormir deixávamos de estar juntos. Se sonhava, sonhava-te. Sentia-te por dentro de tudo o que vivia. Eras a parte de fora de mim – o corpo que me pertencia como me pertencia a vida. Nem penses que te permito morrer. Morrer exige duas pessoas. Onde estás que preciso de viver outra vez?"

Pedro Chagas Freitas

Can you save me..?

Save me
Aimee Mann


You look like... a perfect fit,
For a girl in need... of a tourniquet.
But can you save me?
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.

'Cause I can tell... you know what it's like.
A long farewell... of the hunger strike.
But can you save me?
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.

You struck me dumb, Like radium
Like Peter Pan, or Superman,
You have come... to save me.
Come on and save me... If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
But the freaks,
Who suspect they could never love anyone.

Come on and save me...
Why don't you save me?
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who could never love anyone.

quinta-feira, maio 30, 2013

terça-feira, maio 28, 2013

Alma


Millôr Fernandes (16 de Agosto de 19231 — 27 de Março de 2012)

segunda-feira, maio 27, 2013

Coragem

"(...) Ele continuará a existir em ti, porque o amor tem o dom de permanecer debaixo da pele e no brilho dos olhos de quem o guarda. Só isso se guarda: o amor e as palavras. A coragem de os viver por inteiro. O amor e as palavras exigem coragem, cariño. Tu sempre o soubeste, como ele. (...)"

Inês Pedrosa 
Carta a Pilar del Rio

Aos meus!


sábado, maio 25, 2013

Palavras

"A certa altura da vida começamos a aprender a esperar o tempo. A certa altura da vida o que nos mata não são as horas. O que nos mata são as palavras e a ausência de palavras." 

Baptista Bastos

sexta-feira, maio 24, 2013

Pérolas da porca #18

"Ai, nem queira saber, acabou de me acontecer aqui uma piripécia..."

quinta-feira, maio 23, 2013

terça-feira, maio 21, 2013

Declaração

"Tu fazes-me querer ser melhor..."

domingo, maio 19, 2013

Domingo domingueiro

O pão fresco à espera para o pequeno almoço, o café ao fim da manhã numa esplanada ao sol, o almoço tardio a introduzir novidades, o sofá à tarde e os gatos "alapados", a maratona de episódios perdidos com reis e reinos, as mantas a aquecer os pés, a luz que foi entrando pela janela...

Perfil

Porque há dias e há coincidências e há voltas do destino...

sexta-feira, maio 17, 2013

Estacionamento "a la mitra"

















Mistérios...

Ai... mas então... ?

Não sei que raio subscrevi mas agora dei em receber emails com mensagens canalizadas... do além! E não, não é além mar, é mesmo além, além, aquele além onde diz que moram os finados! 

Quem canaliza espaço cibernáutico afora são uns "terapeutas", de nome para mim desconhecido, que obtiveram o meu endereço sei lá como. Mas uma coisa posso concluir: é gente bem relacionada! Só para termos noção, esta semana já me fizeram chegar os desabafos do Carlos Paião, da princesa Diana e do Apóstolo João Zebedeu...

Eu agradeço, tudo bem, é sempre simpático ter contacto com quem se dispõe a passar os seus ensinamentos de vida (errr... neste caso, morte, pois...) a humanos menos iluminados que, por ainda cá andarem, não terem como alcançar o verdadeiro sentido de tudo isto mas... há muitas coisas que me intrigam... como é que os "terapeutas" conseguem chegar à fala com esta gente? Chamam-nos pelo nome e esperam que estejam para aí virados? Não terão eles, sendo malta conhecida, a agenda preenchida? Não será necessário marcar com a secretária com antecedência? (E a secretária, será finada também?) Ou abrem o canal energético ao espaço sideral sem restrições e esperam para ver quem lhes cai no prato da sopa, VIP ou não? E ser for um energúmeno? E se for o Cajó das Murtas, que quinou de bêbado um dia destes, e que batia na mulher, e a quem ainda não passaram os "vapores" e entra canal adentro a dizer alhadas? Como é que se livram dele? Têm porteiro???

quarta-feira, maio 15, 2013

A pergunta...


A quem decide amar, acima de tudo e apesar de tudo.

"Ninguém tem direito ao amor.
Todos os amores tem de ser avassalados, consumidos.
Vencidos.
Todos os amores nascem tortos. E é assim que se endireitam. 
Um amor direito não é um amor. É uma lei.
Nada decide sobre o amor. Nada tem prevalência sobre o amor.
Se colocas algo acima do amor: então não é amor.
Se algo tem poder sobre o amor: então não é amor.
Quando se ama, a única decisão possível é amar."

"In Sexus Veritas" 
Pedro Chagas Freitas

terça-feira, maio 14, 2013

Com a roupa na mão...


Pírrica

s. f. 
Dança grega em que os executantes se apresentavam armados.


E hoje dou com esta palavrinha num post de contexto político... Nada mais adequado!

Porque "one day I know"...




Home again
One day I know 
I'll feel home again
Wrong again
Wrong again
One day I know
I'll feel strong again

And lift my head
Many times I've been told
All this talk 
Will make you old 
So, I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on
Movin' on
So I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on

Lost again
Lost again
One day I know
Our paths will cross again
Smile again
Smile again
One day I hope
I'll make you smile again
And I won't hide

Many times I've been told
Speak your mind, just be bold
So I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on
Movin' on
So, I'll close my eyes

And the tears will clear
Then I'll feel no fear
Then I'd feel no way
Bypass what we made straight

Home again
Home again
One day I know
I'll feel home again
Wrong again
Wrong again
One day I know
I'll feel strong again
And lift my head

Many times I've been told
All this talk will make you old
So I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on
Movin' on
So I'll close my eyes
Won't look behind
Movin' on

segunda-feira, maio 13, 2013

Alimentar o amor

"Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir. 

Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter. 

Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte. 

É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Valtam-nos guardiões. 

É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar. 

Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade. 

É tão fácil ser rebelde. Pica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou. 

Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que de quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros. 

Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela. 

Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar."

Miguel Esteves Cardoso
in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'

Update

Afinal havia outra!

Afinal salvei uma Júlia... go, girl!

domingo, maio 12, 2013

Tempo

Peço-te humildemente,
o mais humildemente possível,
perdão,
não por te deixar,
mas por ter ficado tanto tempo.

Marguerite Yourcenar

quinta-feira, maio 09, 2013

E assim, de repente, numa novela qualquer...

" A amizade é mortal para o amor..."

quarta-feira, maio 08, 2013

"Júlio"...?



















Ou não, não interessa. O que interessa é que hoje, com a ajuda de dois colegas e amigos, salvei uma pequena vida. Entre o meu alerta, a disponibilidade manifestada e a acção passaram cerca de três horas, durante as quais este desgraçado ser não se mexeu de onde estava: em cima de uma árvore. Demasiado pequenino para sobreviver sozinho ou sequer descer dali...

Não interessa o nome nem o trabalho que deu. Interessa é ter a noção de que neste mundo a indiferença mata e que são justamente aqueles que não são indiferentes que o salvam.

segunda-feira, maio 06, 2013

O país dos treinadores de bancada...

Estou orgulhosa! Nunca vi um país tão cheio de entendidos... ele é política, ele é sociedade, ele é economia e finanças, ele é justiça... toda a gente sabe tudo, conhece tudo a fundo e por isso opina que é uma beleza! 

Mas tenho que confessar: estou tão orgulhosa quanto intrigada: se sabem tanto porque não utilizam toda a sua sapiência para mudar alguma coisa? Porque se escondem atrás do anonimato do cidadão-comum-mas-altamente-iluminado-que-manda-"postas"-na-net-e-na-mesa-do-café e não assumem os seus lugares de direito na vida pública da nação? Para ajudar e contribuir para um país melhor? 

Ok, ok, percebo que isto de mudar países não é assim de um dia para o outro, leva tempo, é coisinha de muita responsabilidade... ok. Mas então... porque não começam pela própria vidinha? Para que esta reflicta a "iluminação" com a qual foram abençoados? Não...? Começar, assim, por uma coisinha pequena, para ir treinando e depois, sim, dedicar-se às grandes causas... não..? Ai, não dá jeito? Pois, percebo, dá um bocadinho de trabalho...

quinta-feira, maio 02, 2013

...


E se...?

What if
Coldplay

What if there was no light? 
Nothin' wrong, nothin' right 
What if there was no time 
And no reason or rhyme? 

What if you should decide 
That you don't want me there by your side 
That you don't want me there in your life? 

What if I got it wrong? 
And no poem or song 
Could put right what I got wrong 
Or make you feel I belong 

What if you should decide 
That you don't want me there by your side 
That you don't want me there in your life? 

Ooh, that's right 
Let's take a breath, jump over the side 
Ooh, that's right 
How can you know it if you don't even try? 
Ooh, that's right 

Every step that you take 
Could be your biggest mistake 
It could bend or it could break 
But that's the risk that you take 

What if you should decide 
That you don't want me there in your life 
That you don't want me there by your side? 

Ooh, that's right 
Let's take a breath, jump over the side 
Ooh, that's right 
How can you know it when you don't even try? 
Ooh, that's right 

Ooh, that's right 
Let's take a breath, jump over the side 
Ooh, that's right 
You know that darkness always turns into light 
Ooh, that's right

quarta-feira, maio 01, 2013