não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
quarta-feira, abril 15, 2015
terça-feira, abril 14, 2015
"Diz-me uma coisa, tu que és linguista..."
"... em português lê-se item ou aitem?"
Aitem, claro!! O "i" já deixou de soar a "i" há muito tempo, muito antes de qualquer acordo. Emigrou para os states há uma série de anos e só cá vem no Verão, de cinco em cinco. Aliás, se formos a ver, esta última frase está toda mal escrita, devia escrever-se como se lê. Ora então, devia ser assim: Emaigrou para os states há uma séraie de anos e só cá vem no Verão, de cainco em cainco.
Faz ou não faz todo o sentido?!? Sentaido, aliás.
segunda-feira, abril 13, 2015
"Spring cleaning" ou a meta transformação do mau feitio
Vai-se a ver e tudo isto estava programado. Vai-se a ver e a "profissional" das matérias além-entendimento até acertou na mouche: esta minha encarnação é a derradeira de um determinado ciclo - a número 9, à luz da numerologia - e portanto serve para dar uma boa "limpeza de Primavera" aqui ao estabelecimento (vulgo eu e vulgo a minha existência terrena): abrir janelas, limpar pó, sacudir tapetes, pintar paredes, deitar quinquilharia fora, renovar mobília. Arejar. Mudar. Mudar conceitos. Mudar mentalidades. Mudar posturas. Uma espécie de "Querido mudei a casa" a atirar para o transcendental.
Tudo muito certo. Tudo muito bonito. Só vejo, assim de repente, um pormenorzito ou outro que torna a coisa um bocadinho menos, vá... interessante... onde está a decoradora contratada? Ai, não temos, vai ter que ser a sua pessoa a idealizar a coisa, a decidir se quer tons pastel ou berrantes, se quer reciclar a mesinha ou comprar nova, se acha que a sua personalidade vai melhor com um espaço trendy ou mais clássico. Sem ganhar nada com isso. Pois. E onde está o mestre de obras que por acaso diz que foi instrutor de condução de uma amiga minha e agora faz anúncios a cola?? Ai, também não temos, tem que ser a menina a conduzir a renovação e a aturar a decoradora e a agrafar tecidos às cadeiras todas da sala em vez de as mandar forrar sem qualquer garantia de ganhar um contrato para publicidade pós-programa. Pois. E onde estão as lojas a oferecer tapetes e azulejos e quadros e soalho flutuante em troca de fazer aparecer a carrinha de transporte com o logo tamanho família em grande plano??? Ai, isso também não há. Tem que ser novamente a sua pessoa a pagar tudo e, já agora, a carregar às costas. O que vale é que não é alta, não tem que subir muito. E onde está o resto da equipa? Os outros fulanos que agrafam e montam cozinhas e pintam coisas e dizem "prontos, tem sido difícil, estivemos aqui a noite toda porque a Soraia inventou de fazer também uma treliça na banheira e, prontos... mas, isto é mêmo assim e nós 'tamos cá é para isso"??
Pois...
Não sei. Não sei mesmo. Diria que arrumar oito encarnações e meia sozinha, só tendo mais outra meia para o fazer, é tarefa que transcende uma Soraia qualquer e que requer uma paciência que eu, como toda a gente sabe, não tenho. Já pensei em c**** na taça e não arrumar bosta nenhuma e olha, depois de me finar em direcção ao além, logo vejo como é que dou início à encarnação seguinte. Mas diz que não dá, que a vida nos obriga a dar conta da coisa mesmo que a malta não queira. Como se nos agarrasse nas mãozinhas e nos obrigasse a usá-las em prol do seu objectivo sem que sejamos tidos nem achados, sem que nos consigamos livrar das suas garras. Tipo marionetas.
Pois...
Ainda vou no início e já estou cansada...
Mas também vos digo: se eu não me saio desta um ser renovado para lá de espectacular... bato em alguém! E só espero que a minha força de braço no universo transcendental seja bem superior à terrena..!
Tenho dito.
Ainda vou no início e já estou cansada...
Mas também vos digo: se eu não me saio desta um ser renovado para lá de espectacular... bato em alguém! E só espero que a minha força de braço no universo transcendental seja bem superior à terrena..!
Tenho dito.
domingo, abril 12, 2015
sexta-feira, abril 10, 2015
Porque é bom, muito bom...
Bon Iver
Come on skinny love just last the year
Pour a little salt we were never here
My, my, my, my, my, my, my, my
Staring at the sink of blood and crushed veneer
I told my love to wreck it all
Cut out all open ropes and let me fall
My, my, my, my, my, my, my, my
Right in this moment this order's tall
I told you to be patient
I told you to be fine
I told you to be balanced
I told you to be kind
And the morning I'll be with you
But it will be a different "kind"
Cuz I'll be holding all the tickets
And you'll be owning all the fines
Come on skinny love what happened here
Suckle all the hope in lite brassiere
My, my, my, my, my, my, my, my
Sullen load is full; so slow on the split
I told you to be patient
I told you to be fine
I told you to be balanced
I told you to be kind
Now all your love is wasted?
Then who the hell was I?
Now I'm breaking at the britches
And at the end of all your lines
Who will love you?
Who will fight?
Who will fall far behind?
quinta-feira, abril 09, 2015
"Gira o flé, gira o flá!"
Carrossel.
Para quem teve a habilidade de "se projectar" de um, aos 16 ou 17 anos de idade, e de conseguir não se partir toda, estas "voltinhas" não são nada..!
quarta-feira, abril 08, 2015
Porque a rádio Vodafone mos dá a conhecer e eu gosto cada vez mais dela por isso
Money Saves
Delta Spirit
Spanning this trap I’m in
Live in indecision but haven’t an opinion
I alone, yes, I alone with you
Servant says nothing
Hearing the needed pleas of oblivion
I alone, yes, I alone with you
They all said what you had, you let it go
Like managing a hurricane, let it blow
With your money saved, your money saved
I alone, yes, I alone with you
Son says, dad, I’m a winner
Get myself a wage, they’re gettin’ thinner
I alone, yes, I alone with you
All the plans I made got shattered
All of my old friends are getting fatter
I alone, yes, I alone with you
Delta Spirit
Spanning this trap I’m in
Live in indecision but haven’t an opinion
I alone, yes, I alone with you
Servant says nothing
Hearing the needed pleas of oblivion
I alone, yes, I alone with you
They all said what you had, you let it go
Like managing a hurricane, let it blow
With your money saved, your money saved
I alone, yes, I alone with you
Son says, dad, I’m a winner
Get myself a wage, they’re gettin’ thinner
I alone, yes, I alone with you
All the plans I made got shattered
All of my old friends are getting fatter
I alone, yes, I alone with you
terça-feira, abril 07, 2015
13 km
Feitos a caminhar (e a deitar conversa fora como não poderia deixar de acontecer entre sissas!), no sábado antes da Páscoa.
Objectivo: abater o que íamos comer no dia seguinte.
É justo.
segunda-feira, abril 06, 2015
quinta-feira, abril 02, 2015
Quinta-feira... santa...
"A casar que seja com um velho muito, muito mas mesmo muito rico.
... e que esteja ligado às máquinas
... e num sítio onde haja muitos apagões. "
De olhos bem abertos. No mundo. Na vida.
“Closing your eyes isn't going to change anything. Nothing's going to disappear just because you can't see what's going on. In fact, things will even be worse the next time you open your eyes. That's the kind of world we live in. Keep your eyes wide open. Only a coward closes his eyes. Closing your eyes and plugging up your ears won't make time stand still.”
Haruki Murakami
in Kafka on the Shore
quarta-feira, abril 01, 2015
sexta-feira, março 20, 2015
The Greatest Definition of Love
“Knowledge of each other, not of the flesh but through the flesh, knowledge of self, the real him, the real her, in extremis, the mask slipped from the face…”
in Brain Pickings
in Brain Pickings
quinta-feira, março 19, 2015
quarta-feira, março 11, 2015
Dos sofrimentos
"O sofrimento ainda pode servir para alguma coisa, desde que o tomemos sobre nós com o espírito de amor que o torna fecundo; mas fazer sofrer deixa na história um rasto de satanismo, que dificilmente poderemos apagar."
Agostinho da Silva
in Só Ajustamentos
terça-feira, março 10, 2015
quinta-feira, março 05, 2015
Pessoa
Sei
Nando Reis
Sabe,
quando a gente tem vontade de encontrar
A novidade em uma pessoa
Quando o tempo passa rápido
Quando você está ao lado dessa pessoa
Quando dá vontade de ficar nos braços dela
E nunca mais sair?
Sabe,
quando a felicidade invade
Quando pensa na imagem da pessoa
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali em sua boca
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando quer beijar de novo muitos lábios
Desejados da sua pessoa
Quando quer que acabe logo a viagem
Que levou ela pra longe daqui?
Sabe,
quando passa a nuvem brasa
Ar de coco, sopro do ar que trás essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui?
Eu sei? Sei.
Down memory lane. Twice.
Fui eu quem escreveu este bilhetinho que hoje me regressou às mãos. Bastou lê-lo uma vez para me lembrar exactamente das circunstâncias em que foi escrito: Natal, numa outra vida, prenda do amigo secreto, a pista logo adivinhada por quem a recebeu e que, pelos vistos, a guardou até hoje no fundo do baú. Uma história que comporta em si uma outra, de há bem mais anos atrás, a de duas miúdas com tempo a mais entre aulas; galões e torradas partilhados no café do costume.
Essas miúdas já não existem. Ou melhor, até existem, sim, continuo a acreditar, mas parece-me que se aconchegaram demais no fundo desse mesmo baú. Remetem-se ao silêncio a maior parte do tempo, esquecem-se de si a maior parte do tempo, sob o peso da vida que, entretanto, lhes foi passando por cima, só de vez em quando vêm à tona. Hoje, as miúdas são grandes demais, cheias de adultices, de marcas de vida - algumas até quase fotocópia, por coincidência ou talvez não - das quais parecem, tristemente, não conseguir regressar...
Mas hoje foi dia de "de vez em quando". Uma história encaixada na outra; dois saltos no tempo. Hoje foi dia de "de vez em quando" em dose dupla.
quarta-feira, março 04, 2015
segunda-feira, março 02, 2015
I don't need a vision I'm just waiting on collisions of the brain and the heart...
Edge Of Something
Jamie Cullum
I've got some ways of forgetting now
What you're finding out, what you're finding out
I've got some ways of believing now
What you're leaving out, what you're leaving out
So take a reach down inside your soul
What you gonna find, what you gonna find
And it's so deep down inside your soul
What you leave behind, what you leave behind
I can hear it calling
Can't you tell?
I'm on the edge of something
So I just keep running every time I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time I lose my head
Are there some secrets embedded down
In the frozen ground, in the frozen ground
Under a cold moon and a fractured sky
There's a universe there behind those eyes
You're gonna make good on promises
That you know you could, that you know you could
Cause no one here worships suddenness
Though you wish they would, though you wish they would
I can hear it calling
Can't you tell?
I'm on the edge of something
So I just keep running every time I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time I lose my head
I don't need a vision I'm just waiting on collisions of the brain and the heart
I'm patient for decisions and some stormy revelations I can claim from the start
I'm kicking up a storm
In the valley I was born I can hear the tower ring
Out here on the edge of something
I'm on the edge of something
So I just keep running every time I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time I lose my head
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Do que temos de bom
É possível estar feliz mesmo não estando?
É. E chama-se "instinto de sobrevivência".
sábado, fevereiro 14, 2015
sexta-feira, fevereiro 13, 2015
terça-feira, fevereiro 10, 2015
quarta-feira, fevereiro 04, 2015
sexta-feira, janeiro 30, 2015
quinta-feira, janeiro 29, 2015
domingo, janeiro 25, 2015
Desejos enrolados no sofá
Teletransportador.
Teletransportador directo para a cama.
Teletransportador directo para a cama que também desmaquilhe.
Teletransportador directo para a cama que também desmaquilhe.
Teletransportador directo para a cama que também desmaquilhe e mude de roupa.
E é só.
sexta-feira, janeiro 23, 2015
quinta-feira, janeiro 22, 2015
E sai-me assim, de repente, a propósito de um colega...
"Se ele cheira assim em vivo, imagina depois de morto!"
E é isto... alegria no trabalho...
quarta-feira, janeiro 21, 2015
Aviso à navegação ou para praga estou cá eu!
A quem tenha tido a infeliz ideia de me rogar pragas ou lançar bruxedos ou o diabo que os carregue, aviso:
Temos pena: estou aqui para durar!
Temos pena: estou aqui para durar!
quinta-feira, janeiro 15, 2015
Ama, bebe e cala...
(...)
Não te acostumes com o que não te faz feliz,
revolta-te quando julgares necessário.
Enche o teu coração de esperança,
mas não deixes que ele se afogue nela.
Se achares que precisas de voltar atrás, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa novamente.
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
"O mais é nada".
Fernando Pessoa
segunda-feira, janeiro 12, 2015
Porque quero ser rainha de mim
De onde vem a calma
Los Hermanos
De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não sabe ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão
Eu não vou mudar, não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final, assim, calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim
Los Hermanos
De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não sabe ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão
Eu não vou mudar, não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final, assim, calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim
quarta-feira, janeiro 07, 2015
segunda-feira, janeiro 05, 2015
"Everyone is trying to figure out their sh*t just like you (...)"
"This year has been one of the most nomadic and itinerate years of my life. I was constantly on the road - from Sydney to Melbourne, Bangkok, Ho Chi Mihn city, Hobart, Singapore, Brisbane, and back in Sydney again. Although it has been one little loop around this side of the world, it has given more some perspective about life - mostly on living simply, having less, and doing more.
There have been some major changes in my life - both in terms of self-development as well as changes that happen in the lives of those close to me.
Below are the facts I've realized about life and I'd like to share them with you.
1. Life is about trial and error.
2. Life has its own flow.
3. Life has its own energy.
4. Life gets easier when you can manage your emotions better.
5. Life's end goal is not to find happiness."
Full article in 5 Facts About Life I've Realized This Year
sexta-feira, janeiro 02, 2015
quarta-feira, dezembro 24, 2014
sexta-feira, dezembro 19, 2014
Pois então diz que 2015 será ano do meu juízo final...
Efeitos positivos no campo sentimental revelando também desejo e expectação.
Grande probabilidade de inovações no plano material.
Óptimo período para o favorecimento da intelectualidade.
A carta O Julgamento afere grandes mudanças na sua vida e que decisões importantes serão tomadas em seu benefício.
O Julgamento indica-lhe que deverá libertar-se das suas ideias ortodoxas e que deverá abraçar novas perspectivas de vida quer estejam relacionadas com laços amorosos ou relacionamentos profissionais.
Esta carta de uma forma geral passa-nos a ideia de conformação com o que existe e a aceitação de novos ideais numa segunda oportunidade de endireitar o seu rumo.
O início de um novo ciclo positivo aproxima-se, caso aceite esta oportunidade de admitir as suas atitudes, aprender com os erros e seguir em frente.
Na posição de lançamento Obstáculo, O Julgamento indica-lhe que está a ser alvo de escárnio de outros ou que se está a responsabilizar em demasia por algum feito cometido por si. Talvez o problema até esteja na sua visão negativa de algo que esteja a acontecer a outra pessoa, e que se culpe de tal acontecimento. Esta carta avisa-o que deverá deixar para trás este tipo de pensamentos destrutivos de si próprio e avançar em frente.
Quando lançada como carta de Futuro, sugere-lhe que deverá ter que enfrentar a realidade brevemente ao invés de fugir às suas responsabilidades. Com esta carta tem agora uma segunda oportunidade para se redimir do passado e aceitar novos desafios e ideais providenciando-lhe uma nova emancipação espiritual que o ajudará a enfrentar os impedimentos na sua vida.
O Julgamento simboliza sempre uma segunda oportunidade.
quinta-feira, dezembro 18, 2014
Clube dos Primos
De repente lembrei-me: composeste-nos um hino.
Não sei que idade tínhamos mas decidimos, naquelas férias de Verão, que os laços sanguíneos que nos uniam requeriam fortalecimento: tínhamos que criar uma entidade independente do resto da família, que nos representasse e ligasse por associativismo: o Clube dos Primos. Não sei que idade tínhamos nem sei qual de nós teve a ideia mas lembro-me que havia quotas, um tesoureiro, uma tenda como sede montada no quintal - onde reuniamos para discutir as medidas a tomar e discutiamos o último livro do Tio Patinhas -, um logotipo e uma bandeira e, claro, um hino que tu, prontamente, te ofereceste para escrever.
Não gostei. Lembro-me de ter sempre uma certa vergonha que não conseguia explicar, vergonha dos holofotes que sempre se viravam para ti quando dessas matérias se tratava. Quando te reconheciam na rua ou pelo nome, quando te associavam à música... não gostava, era criança anónima e sentia-me mais confortável nesse papel. Por isso, quando o assunto era a tua arte, envergonhava-me sem querer e preferia manter-nos afastados.
Mas nesse Verão, mais um Verão de primos e campo e cheiro a fruta e rio e tardes a escaldar como tantos outros, decidimos que seria também o Verão do nosso Clube. E tu ofereceste-nos um hino.
À memória vem-me o teu sorriso e entusiasmo, não porque te tivesse saído das mãos uma obra prima mas porque tinhas conseguido motivar e unir aqueles miúdos, miúdos muito pouco "artísticos" por sinal, à volta de uma letra e de uma música, com um empenho quase profissional! A excepção era eu, que nos genes trouxe a tua facilidade e ouvido, e em três pernadas decorei letra e música como quem bebe um copo de água. Mas eles não... eles não herdaram os teus dons musicais e tu tinhas conseguido pô-los a cantar, a esforçar-se por não errar nas notas, de cábula na mão, todos compenetrados. Lembro-me da cara deles, menino e meninas hoje tão adultos, adultos demais talvez; lembro-me de os ver nessa demanda e de, assim, me fazerem sorrir e ultrapassar o desconforto inicial.
Não sei que idade tínhamos, não sei qual de nós teve a ideia, não sei se, hoje, alguém conseguiria reproduzi-lo. Mas lembro-me de ti e de mim e de nós. E hoje lembrei-me do Clube dos Primos e tenho a certeza que qualquer um deles também se lembrará com saudade, com memória de tempos bons de infância: um dia, composeste-nos um hino: um dia tivemos um hino só para nós dado por ti.
Porque o amor também é isto...
"He tells me random stories every night when we're falling asleep. Last night's story was about a chipmunk who felt lonely because he was the only chipmunk who liked flapper music from the 1920's."
terça-feira, dezembro 16, 2014
Sweeeeeeet!
A fazer a lista de compras para os doces natalícios, receitas da mãe e tias, que este ano vão ter que se ver com as minhas mãos. Já vou em 35 ovos e 2 kg de açúcar... haja chá verde!!
Será impressão minha ou sou só eu...
... que não se importa de ter que fazer análises em jejum só para depois poder tomar o pequeno almoço fora...? :)
segunda-feira, dezembro 15, 2014
quinta-feira, dezembro 11, 2014
Sanidades
Quando te vês a terminar o jantar de Natal da aula de Pilates com aguardente de medronho que alguém resolveu levar, sabes que se trata de um grupo de gente mentalmente sã... :)
sexta-feira, dezembro 05, 2014
Tentativas
A venda de Natal da entidade patronal mete licores variados. Apesar de já ter bebido um copo, o superior hierárquico resolve oferecer-me outro. Acho que quer ver se, pelo menos por esta tarde, me consegue neutralizar...
Respostas
"(...) Have patience with everything unresolved in your heart and try to love the questions themselves as if they were locked rooms or books written in a very foreign language. Don’t search for the answers, which could not be given to you now, because you would not be able to live them. And the point is to live everything. Live the questions now. Perhaps then, someday far in the future, you will gradually, without even noticing it, live your way into the answer (...)."
in Letters to a Young Poet
Ranier Maria Rilke
quarta-feira, dezembro 03, 2014
E a propósito da morte, que se celebre a vida. Com música da boa!
God speed, Bobby Keys!
Brown Sugar
Rolling Stones
Gold coast slave ship bound for cotton fields
Sold in a market down in New Orleans
Scarred old slaver knows he's doing alright
Hear him whip the women just around midnight
Brown sugar how come you taste so good?
Brown sugar just like a young girl should
Drums beating, cold English blood runs hot
Lady of the house wonderin' where it's gonna stop
House boy knows that he's doing alright
You shoulda heard him just around midnight
Brown sugar how come you taste so good, now?
Brown sugar just like a young girl should, now
Ah, get along, brown sugar how come you taste so good, baby?
Ah, got me feelin' now, brown sugar just like a black girl should
I bet your mama was a tent show queen
And all here boyfriends were sweet sixteen
I'm no schoolboy but I know what I like
You should heard me just around midnight
Brown sugar how come you taste so good, baby?
Ah, brown sugar just like a young girl should, yeah
I said yeah, yeah, yeah, woo
How come you...how come you taste so good?
Yeah, yeah, yeah, woo
Just like a...just like a black girl should
Yeah, yeah, yeah, woo
Brown Sugar
Rolling Stones
Gold coast slave ship bound for cotton fields
Sold in a market down in New Orleans
Scarred old slaver knows he's doing alright
Hear him whip the women just around midnight
Brown sugar how come you taste so good?
Brown sugar just like a young girl should
Drums beating, cold English blood runs hot
Lady of the house wonderin' where it's gonna stop
House boy knows that he's doing alright
You shoulda heard him just around midnight
Brown sugar how come you taste so good, now?
Brown sugar just like a young girl should, now
Ah, get along, brown sugar how come you taste so good, baby?
Ah, got me feelin' now, brown sugar just like a black girl should
I bet your mama was a tent show queen
And all here boyfriends were sweet sixteen
I'm no schoolboy but I know what I like
You should heard me just around midnight
Brown sugar how come you taste so good, baby?
Ah, brown sugar just like a young girl should, yeah
I said yeah, yeah, yeah, woo
How come you...how come you taste so good?
Yeah, yeah, yeah, woo
Just like a...just like a black girl should
Yeah, yeah, yeah, woo
Constatação #81
Eu estou mais para triângulo escaleno: nenhum dos meus lados é igual, nem sempre é o melhor a dar a face, é um esforço equilibrar-me entre eles...
segunda-feira, dezembro 01, 2014
sexta-feira, novembro 28, 2014
sexta-feira, novembro 21, 2014
O peso que um ano pode ter
Falávamos ontem de como este ano que está quase a acabar tem sido... intrincado. Não foi o pior ano da minha vida, nem se encontra, tão pouco, no grupo dos piores ou sequer dos maus, mas admito-o como pesado no sentido do peso que obriga os pés a assentar no chão; do peso da mão que escancara realidades à chapada e que, por outro lado, fecha portas passadas pesadas de convento; do peso das decisões. E das conclusões. E dos reinícios.
Cheguei à conclusão que me tornei invencível. Quem se vê a escolher o caixão da pessoa que mais ama no mundo - porque tem que ser feito, porque não há mais ninguém que o faça - sozinha, sem pestanejar e sem verter uma lágrima sequer, torna-se invencível. Quem consegue fazer desligar o coração de forma a só manter ligados os cabos essenciais à sobrevivência, ao funcionamento da máquina, para folhear brochuras de urnas como se de roupa de catálogo se tratasse, torna-se invencível. Quem escolhe arranjos, cores e tipos de flores e igrejas e assina papeladas várias no âmbito do enterro da "sua pessoa" sem que as mãos lhe tremam, torna-se invencível. A partir do momento em me tornei detentora da capacidade de desligar a dor, a maior dor de todas, passei também a ter capacidade de enfrentar o que mais vier por aí. Sem pestanejar.
Mas há um preço a pagar pela invencibilidade e esse preço paga-se em dureza, em olhares gelados, em rancor, em ausência de presença de alma ou entrega. E o ano que tenta transpôr essas barreiras quase segunda pele só consegue alcançar o objectivo abatendo o seu peso, o peso da vida como ela é mas também da vida como ela pode ser, em cima delas, na esperança que, aos poucos, vão cedendo.
Nada será como antes. Nada. Muito menos eu. Mas existe uma grande diferença entre não ser quem era e não ser quase nada. Escolhi ser o quase tudo que posso ser, num outro molde, numa outra vida que se olha com outros olhos. E escolhi agradecer o privilégio de ter sido quem fui um dia, mesmo que ainda não tenha conseguido não lamentar a minha extinção, abraçando, em simultâneo, os privilégios dos olhares de agora.
Falávamos ontem de como este ano que está quase a acabar tem sido... intrincado. E falávamos da sorte de nos termos umas às outras nestes emaranhados. E, sem falar, concluíamos: crescer pesa: e nem sempre é bom: mas quase nunca é totalmente mau.
terça-feira, novembro 18, 2014
sexta-feira, novembro 14, 2014
terça-feira, novembro 11, 2014
segunda-feira, novembro 10, 2014
Mais uma das "minhas"...
Eleanor Rigby
The Beatles
Ah look at all the lonely people
Ah look at all the lonely people
Eleanor Rigby, picks up the rice
In the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face
That she keeps in a jar by the door
Who is it for
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Father McKenzie, writing the words
Of a sermon that no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks
In the night when there's nobody there
What does he care
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Ah look at all the lonely people
Ah look at all the lonely people
Eleanor Rigby, died in the church
And was buried along with her name
Nobody came
Father McKenzie, wiping the dirt
From his hands as he walks from the grave
No one was saved
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
The Beatles
Ah look at all the lonely people
Ah look at all the lonely people
Eleanor Rigby, picks up the rice
In the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face
That she keeps in a jar by the door
Who is it for
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Father McKenzie, writing the words
Of a sermon that no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks
In the night when there's nobody there
What does he care
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Ah look at all the lonely people
Ah look at all the lonely people
Eleanor Rigby, died in the church
And was buried along with her name
Nobody came
Father McKenzie, wiping the dirt
From his hands as he walks from the grave
No one was saved
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
terça-feira, novembro 04, 2014
Há quem seja louca por sapatos. Há quem seja louca por malas. Já eu...
Em conversa:
- Estou mesmo a precisar de uns sapatos pretos; fui à hora do almoço dar umas voltas a ver se conseguia encontrar alguma coisa de jeito mas... nada. Por isso, olha, comprei um casaco!
segunda-feira, novembro 03, 2014
E numa qualquer secretaria de uma qualquer entidade deste nosso Portugal...
... ouço uma funcionária para outra:
- Opá, que eu cá, mentir, não gosto! Só para a sociedade e só quando tem mesmo que ser!
- Opá, que eu cá, mentir, não gosto! Só para a sociedade e só quando tem mesmo que ser!
Amor aos molhos. Ou aos tiros, dependendo do prisma...
Notícia vinda pela mão da rádio logo de manhã sobre tiroteio na Suíça. Suíça? - perguntei-me eu... - uma gente tão tranquila, tão calma... que se terá passado para desatarem aos tiros??
Nos entretantos, a net fez o favor de esclarecer: tratou-se de caso de meandros amorosos e os envolvidos... eram todos portugueses.
... passionate bunch, aren't we...?
PS: logo a seguir, a minha mente pergunta: e tu? Matavas por amor?
Ainda não lhe respondi...
terça-feira, outubro 28, 2014
segunda-feira, outubro 27, 2014
sexta-feira, outubro 24, 2014
Amiga que é amiga...
... e perante a minha compra de certas e determinadas galochas cinza, avisa: ok, cinza, tudo bem... mas vê lá, é coisa que tem que ficar muito bem conjugada senão arriscas-te a parecer o homem do lixo!
(Obrigado, querida V., obrigado... agora, cada vez que as calçar, vou-me lembrar de todo um universo que transcende os dias de chuva e a necessidade de manter o pezinho seco com estilo... que inclui a ti... aos "almeidas"... e à minha, agora, certeza de como a sinceridade entre amigos é tão ingenuamenteparanãodizerestupidamente sobrevalorizada... )
Hora de inverno
Já me terias falado dela.
Já me terias dito: atenção, domingo muda a hora! E no dia, no dito domingo, ligarias e dirias, com entusiasmo de criança na voz, que me fazia adivinhar o sorriso e os olhos brilhantes do outro lado da linha, como se fosse o acontecimento mais importante do ano: ontem a esta hora eram 11h mas hoje já não são, já viste?! Já mudaste os relógios todos?
Já me terias falado dela.
Não: continuas a falar.
E a fazer-me adivinhar-te o sorriso também.
Às vezes
«(...) às vezes quer-te quem não desejas. às vezes desejas quem não te quer. às vezes tudo coincide e nenhuma das coincidências é por acaso. às vezes tens o plano perfeito, estudaste o alinhamento ao milímetro, desenhaste o trajeto do caminho a régua e esquadro e antes de começares já tudo falhou. às vezes procrastinas, sais de mãos à abanar para o destino, tocas de ouvido e és aplaudido de pé na plateia da vida. às vezes era ali mesmo que ficavas num segundo que podia significar a tua eternidade. às vezes um segundo foi a eternidade que te bastou. às vezes tens a respiração ofegante só porque subiste uma escada e já nem te lembras em que ano foi que dormiste bem toda uma noite. às vezes perdes o fôlego e dás graças a uma divindande que desconheces por teres podido viver aquele momento.
às vezes estás no sitio certo à hora certa com a pessoa certa. outras vezes o universo troca-te as voltas só para te fazer voltar a tentar de novo.»
in Deixa Entrar o Sol
Margarida Brito
segunda-feira, outubro 20, 2014
terça-feira, outubro 14, 2014
Das lições
De vida. Da vida.
Porque quase nunca nada corre conforme planeado. Porque, como ainda há pouco me disseram, "quando parece correr tudo bem, vem um cão e m***-nos nas pernas!". Porque vão-se os anéis mas ficam-se os dedos. Porque, afinal, a travessia da tal floresta escura, no passado sempre presente, revela agora a sua utilidade: não a tivesse eu feito lá atrás e hoje não cairia como caio: de pé.
sexta-feira, outubro 10, 2014
And then God said to her:
"Oh, come on!! How boring life would be without a little drama...!"
And she said:
"You know we'll meet someday, don't you?? And you know, regarless the fact you are God, I willl kick your ass, don't you?!
Good."
quinta-feira, outubro 09, 2014
Perfil
Ready or not... here I go...
(Porque não tenho paciência nem feitio para ficar à espera que o que quero me caia ao colo, como que por milagre; porque sou teimosa; porque sou persistente - e não, não é a mesma coisa -; porque acredito sempre, até prova irrefutável do contrário - e, sabe Deus, mesmo assim! -, que consigo encontrar uma solução; porque tenho medo de dar a cara a chapadas mas tenho mais medo de não o fazer e, um dia, olhar para trás e perceber que a chapada não teria doído o que dói concluir que, afinal, tinha valido a pena; porque, pelos vistos, me conjugo no verbo "fazer"... Pois então, que se faça! Ainda assim, confesso... o que eu gostava de, às vezes, não ter que fazer nada...)
Constatação #79
Surpreendo-me sempre quando as pessoas que me rodeiam afirmam e reafirmam as minhas capacidades, com absoluta naturalidade e até convicção, quando, na maioria das vezes, eu nem as vejo...
terça-feira, outubro 07, 2014
Frontalidades
No Centro de Saúde, à minha frente, dois conhecidos cumprimentam-se:
- Oh, nem tinha reparado em si, desculpe lá... Então, Sr. X, como vai isso, tudo bem?
- Não. Senão não estava aqui, não é verdade?!
Silêncio...
Silêncio...
quinta-feira, outubro 02, 2014
Sabes que já não és o que eras quando...
... ponderas usar a hora do almoço para fazer o gosto ao dedo e "esbaldar-te" numas comprinhas de primeiríssima necessidade (!) e desistes porque te recordas que estás de saltos altos...
A partir daqui, é sempre a descer...
A partir daqui, é sempre a descer...
terça-feira, setembro 30, 2014
E num episódio ao acaso de uma série qualquer sem ponta de relevância...
"Amor. Um amor que faz um homem arriscar tudo, uma e outra e mais outra vez, por nenhum motivo racional. Um amor que faz com que os motivos racionais, e até a morte, não signifiquem nada..."
sexta-feira, setembro 26, 2014
Pérolas da porca #22
"Opá, sei lá, eu não percebo nada destas coisas! Eu, nisto, sou como um burro a falar com um palácio...!"
quinta-feira, setembro 25, 2014
Constatação #78
"Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente".
Fernando Pessoa
quarta-feira, setembro 24, 2014
terça-feira, setembro 23, 2014
Na forja, também eu
Na forja há não sei quanto tempo. A macerar, a apurar, a tomar gosto. Acima de tudo, a tomar forma. Porque não é fácil "pôr-lhe a mão", porque o que se vê quando se olha para dentro muitas vezes são se traduz em compreensão lógica, palavras ou números ou caixinhas etiquetadas...
'Tudo é degrau, tudo eleva', li uma vez, e relembro agora, ou melhor, tenho vindo a relembrar nesta espécie de balanço em que me encontro: balanço: pena que, balançando, finalmente quer pousar.
Olho para trás e reconheço um trajecto, um caminho esburacado, mais montes mais vales, vertigens e necessidade de me agarrar ao chão, quedas e rastejos para não cair de vez, não cair de tão mas tão alto. Olho para trás e assumo: já não sou quem era antes embora ainda não seja quem quero ser. E é aí que me detenho: quem quero ser.
Parágrafo. Porque uma pausa se impõe. Na forja, a macerar, estes últimos anos a formar-me, a moldar a nova face, reconstruída mas dona de uma força que pareço ainda não saber usar. Necessidade imperiosa de me afirmar com pés assentes nesta terra que também é caminho mas as palavras que não saem, o sono que não vem, a composição que se vem ajustando, às vezes atabalhoadamente, à espera de encontrar a forma final. Ou pelo menos aquela com que importa finalizar, para já, uma fase que se quer passada.
Não sou quem era antes e ainda não sei exactamente quem sou agora. Reconheço-me na maioria das esquinas mas estranho-me logo a seguir. Como se estivesse a crescer, às vezes depressa demais, às vezes com força demais, uma força que ainda não domino. Como adolescente na mudança de voz. Agudos, graves, que tornam agudos e graves os olhares e também os pensamentos.
Decisões, passos, cortes, tomadas de posição. Lições. Grandes lições nascidas de um pequeno período, pequeno em comparação com o tamanho que a vida pode ter. Grandes lições que talvez até me durem a travessia inteira.
Amor com amor se paga. Sem dúvida.
Tudo é degrau, tudo eleva. Ou pelo menos, por isso faço não admitindo que os meus degraus sirvam para descer, por mais que para baixo me puxem. Ou tenham puxado.
Quem quero ser: a mulher que quero ser. O equilíbrio de força e temperança que me permita seguir, sem desistir da vida e do que ela pode ser; sem deixar que os pesos amarrados às pernas - a bagagem - me escureçam a visão; sem que o coração remendado rebente em cacos.
A mulher que quero ser: quem eu sei que posso ser.
E não, o meu texto não acaba aqui.
E não, o meu texto não acaba aqui.
quinta-feira, setembro 18, 2014
quarta-feira, setembro 17, 2014
segunda-feira, setembro 15, 2014
quarta-feira, setembro 10, 2014
"Não estão juntos mas estão sempre ligados..."
Hoje o céu solidarizou-se comigo: choveu chuva das que lavam a alma e com ela me disse: deixa-te ficar na cama; a dor, às vezes, precisa de embalo...
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