segunda-feira, março 03, 2014

Ode aos meus "insistentes"

"Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo."

Martha Medeiros

domingo, março 02, 2014

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Soluções

Em conversa com prima médica:

Eu: A minha preocupação era que ele desmaiasse. Por isso, ia-lhe perguntando sempre se se estava a sentir bem e, às tantas, disse-lhe: se achares que vais desmaiar avisa-me para eu te dar um par de estalos!

Ela: Errrrr... pois... as recomendações são mais deitar a pessoa e pôr-lhe as pernas para cima... mas ok...

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Fazer parte

"Tudo é incerto, a começar pela data da nossa morte. Incerto é nosso destino, pois, por mais que façamos escolhas, elas só se mostrarão acertadas ou desastrosas lá adiante, na hora do balanço final. Incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só. Enfim, incerta é a vida e tudo o que ela comporta. Somos aprendizes, somos novatos, mas beneficiários de uma dádiva: nascemos. Tivemos a chance de existir. De nos relacionar. De fazer tentativas. O sentido disso tudo? Fazer parte. Simplesmente fazer parte." 

Martha Medeiros

Ahora que las estrellas encantes...


sábado, fevereiro 22, 2014

Constatação #75

Por sorte, a minha memória é selectiva. 

Por azar, raramente sou eu quem escolhe alguma coisa...

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Perfil

Sou "mãe gata" aflita, hoje. Que estupidez! - dirão alguns - e digo eu também. Mas sou "mãe gata" aflita, hoje...

Pessoas


sábado, fevereiro 15, 2014

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Repetindo

So wake me up when it's all over
When I'm wiser and I'm older
All this time I was finding myself 
And I didn't know I was lost

...

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Porque já aqui estive, neste lugar, durante muito mas muito tempo...



Feels Like The End
Mikky Ekko

Closing up shop and locking doors 
Turning up lost in some unknown 
"Don't wait... ," you say. 
You say "... they've gone home." 
Sleep with the lights off when you're alone. 

Silence so mighty you go deaf
Bombs are going off inside your chest. 
I know you wanted to be loved
But you're bleeding left alone... so, so, so alone... 
Singing where does time go from here? 

It feels like the end 
It feels like the end 

Darkness swallows a dying star
Makes no difference what you're running from. 
The voices follow you 
Voices follow you 
Voices follow you into the dark... 
Singing where does time go from here? 

It feels like the end 
It feels like the end

It feels like the end 
The end 
The end 
It feels like the end. 


(Tempo demais? Não. O tempo que foi preciso.)

Best days


terça-feira, fevereiro 04, 2014

Perfil

E os sonhos a falarem mais alto do que eu...

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

A minha definição de verdadeira amizade


Quantos são? Quantos são??

Conversa entre mim e superior hierárquico:

Ele: Mas ouve lá, tu preferes ter chatices ou preferes que esteja tudo calmo?
Eu: Eu prefiro que esteja tudo calmo mas se houver chatices...
Ele: Sim, já sei, venham elas, não é?


(E penso eu: boa! Nada como ficarmos esclarecidos quanto a isso também.)

À hora do almoço

"Matei Deus, matei o Inferno e matei o medo do Inferno. Aí aprendi que se devem enfrentar os inimigos, é a única maneira de se encontrar a paz interior." 

"A partir daí compreendi que não são os golpes sofridos que doem, é o sentimento da derrota ou que se foi covarde. Nunca mais fui capaz de fugir. Sempre quis ver até onde era capaz de dominar o medo." 

in Mayombe
Pepetela

sexta-feira, janeiro 31, 2014

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Constatação # 74

Nem toda a gente nasceu com o meu dom, com a minha mestria, com a minha capacidade de antevisão, com a minha organização mental, com o meu apuramento ao nível da sensibilidade espacial, com o meu sentido do belo e harmonioso, enfim... com a minha arte!... para arrumar a louça na máquina respectiva...

terça-feira, janeiro 28, 2014

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Verdade


Porque me arrepiam... vídeo, letra, música...


Say Something
Great Big World (Feat. Christina Aguilera)

Say something, I'm giving up on you. 
I'll be the one, if you want me to. 
Anywhere I would've followed you. 
Say something, I'm giving up on you. 

And I am feeling so small. 
It was over my head I know nothing at all. 

And I will stumble and fall.
I'm still learning to love 
Just starting to crawl. 

Say something, I'm giving up on you. 
I'm sorry that I couldn't get to you. 
Anywhere I would've followed you. 
Say something, I'm giving up on you. 

And I will swallow my pride. 
You're the one that I love 
And I'm saying goodbye. 

Say something, I'm giving up on you. 
And I'm sorry that I couldn't get to you. 
And anywhere I would've followed you. Oh-oh-oh-oh 
Say something, I'm giving up on you. 

Say something, I'm giving up on you. 
Say something...

sábado, janeiro 25, 2014

sexta-feira, janeiro 24, 2014

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Perfil

And life strikes again...

Pérolas da porca #20 (variando a especialidade...)

- Pois,  isso são pessoas com problemas ao nível do fórum psicológico.

terça-feira, janeiro 21, 2014

Quero

"Quero fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto" 
Mário Quintana

Não são apenas os relógios

"Também se pode regressar sem partir.
Não são apenas os relógios que se atrasam, às vezes é o próprio tempo.
E todos os cuidados são então necessários.
Há sempre um comboio que rola a nosso lado sem luzes e sem freios.
E pode faltar-nos o estribo ou já não haver lugar na carruagem da frente."

Albano Martins

domingo, janeiro 19, 2014

Frase do dia

"Até onde posso, vou deixando o melhor de mim... se alguém não viu, foi porque não me sentiu com o coração."
Clarice Lispector

sexta-feira, janeiro 17, 2014

"Meu", tão "meu"...





(Com uma banda sonora igualmente tão "minha"...)

Stormy mood

Bom, bom mas mesmo bom é olhar para a conta bancária, constatar a miséria, por uns segundos descansar com a lembrança de que o próximo ordenado está quase aí e logo a seguir recordares-te que a probabilidade de ele ser uma miséria idêntica é para lá de elevada...

Gastos demasiado elevados? Antes fosse! O meu trabalho e a minha competência é que deixaram de valer o que valiam antes. Se calhar não é nada de mais... eu é que já não valia tanto assim, só estão a ajustar...

Mas temos que confiar e perceber que tudo isto tem um propósito maior: salvar a Nação! E que é justamente o meu ordenado e de outros que tais que o vai fazer. Até nos podemos considerar uns heróis e tudo...! Pobres que afinal não servem para nada e só dão despesa mas heróis. Que orgulho, pá!

Só há uma coisa que, sinceramente, me intriga um bocadinho... o que vão dizer se, depois de tudo isto, os problemas persistirem?! 

Cá estaremos para ver. Não sei se de televisão própria ou se da do café da esquina se, entretanto, não for também para a penhora, mas cá estaremos para ver.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Loneliness


Constatação #73

Julgar ter vivido ou viver é quase a mesma coisa: a ilusão, enquanto não nos desilude, é a realidade.

Exercitando #2

"Naquele dia não queria..."

Naquele dia não queria pensar. Decidi, aliás, justamente naquele dia, que não iria pensar mais. Ensaiei o discurso e entrei porta adentro, decidida de decisão nas mãos e na ponta da língua, decidida de cansaço, decidida de coragem. O ciclo iria quebrar-se e, por mais que o quisesse, por mais que desse fim necessitasse, tinha medo. Mas entrei: decidida. 
Antes que pudesse dizer alguma coisa, a ânsia nos olhos falou por mim e a pergunta não se fez rogada: o que se passa? 
Estanquei uns segundos de forma a tentar travar as lágrimas que se empurravam umas às outras mas foi em vão: o discurso ensaiado perdeu-se no espaço, a decisão tão decidida revelou as pernas bambas, o medo gritou abafando tudo em seu redor. Entre lágrimas e soluços, tentei recuperar o fio da meada das minhas razões e expliquei o meu objectivo: parar. Parar de pensar, de analisar, de escrutinar. Parar de tentar entender, de tentar encontrar respostas, de me dar explicações. Parar. Aceitar as perguntas no ar, aceitar os vazios e, a partir daí, viver. Queria só parar. Para viver.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Quando é verdadeiro...


E assim se aparam bigodes...


O cúmulo... do desespero!?!

De repente, com a progenitora, surge a seguinte conversa:

Ela: Olha lá, tu não pretendes um dia casar-te?
Eu: Hã?! Mas de onde veio isso agora? Não...
Ela: Mas porquê? Acho que devias.
Eu: Pois, não me parece, não sinto qualquer tipo de necessidade nem nunca foi o meu género...
Ela: Mas porquê? É um marco importante na vida de uma pessoa, é um momento importante, de felicidade.
Eu: Pois... mas não.
Ela: Mas porquê? Tenho pena, fazias uma festa - nem, precisava ser com muita gente-, toda a gente faz, acho que era importante.
Eu: Pois... mas não.
Ela: Mas porquê? Devias pensar nisso porque.. ( e aqui interrompo eu já com falta de paciência)
Eu: Não me identifico minimamente. Além disso, sou muito livre, não gosto de amarras, se me prendem muito fico com claustrofobia.
Ela: (depois de pensar uns segundos) Não seja por isso, hoje em dia os divórcios tratam-se num instante..!!

O filme do fim de semana que ainda agora me enche a alma...


quinta-feira, janeiro 09, 2014

Morte que dá vida
















E sim, que fique registado, é exactamente isto que eu quero (depois dos órgãos doados a quem fizer alguma coisa de jeito deles, evidentemente).

Do afagamento do ego

Ontem, numa consulta:

- Qual a sua data de nascimento?
- xx/xx/1975
- 1975?! Não parece! Eu diria que seria de 78, no máximo!



Resta só acrescentar um pequeníssimo pormenor: era uma consulta no âmbito da estética, portanto... malta que percebe da poda..! (ó para ela toda sorridente e babada com soi même!!!)

Frase do ano que agora passou (e aposto que se manterá actual por muitos mais...)

"Eu vou ao ginásio... para poder comer!!"

Double vodka


Perfil

Ninguém disse que ia ser fácil...

quarta-feira, janeiro 08, 2014

Remember


Pedras no caminho

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. 
E que posso evitar que ela vá a falência. 
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. 
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. 
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. 
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. 
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. 
É saber falar de si mesmo. 
É ter coragem para ouvir um 'não'. 
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. 
Pedras no caminho? 
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...” 

Fernando Pessoa 


Nota: e assim se despede uma colega para quem esta etapa da vida - a do trabalho que paga as contas - termina agora. Que este poema a continue a guiar nas seguintes... e já agora, a mim também...

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Porque hoje apetece-me




Alma Mater
Rodrigo Leão

Hot, hot, hot... cat

Confirma-se: o novo aquecimento a gás é multifacetado: aquece a sala e apara os bigodes da gata A. 

Pelo menos os do lado esquerdo...

To find


quinta-feira, janeiro 02, 2014

Saímos... e entrámos!

E foi assim. A rolha do espumante saltou antes do tempo; a contagem que esperávamos ver na televisão não se deu; a meia-noite apanhou-nos de surpresa a meio de uma sessão de fotos; os crentes saltaram, mesmo assim, para cima de um banco de notas na mão; a crente-mor pôs-se a contar os segundos já passados... em ordem crescente...

E foi assim. Para mim, sem passas, sem banco, sem notas, sem cueca azul, sem trampa nenhuma. 

Em tempos fazia questão de comer as passas e pedir o maior do desejos: morria se não o fizesse. As doze valiam só por aquele, pedido logo na primeira, engolidas com esforço para que não se quebrasse a corrente e não o deitasse a perder. Lembro-me que nunca conseguia ser rápida o suficiente para acompanhar os segundos e chegava à meia noite com a boca cheia de passas mal mastigadas e já a enjoar-me. Não importava, a primeira tinha seguido a tempo e a horas, as outras seguir-se-iam conforme me fosse possível. 

Hoje percebo que pedia demais. O desejo já não se realizou. Já não tenho mais o que pedir: tudo o resto, em comparação, me parece absolutamente menor...

E foi assim. Sem passas, sem banco, sem notas, sem cueca azul, sem trampa nenhuma. 

Mas com espumante. Amor, amizade e espumante. Não há mais nada a pedir.

Resolução


Ano novo, mensagem intemporal

"Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens. Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti. Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer. Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente. Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade. Com as coisas que vão nos acontecendo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas siga adiante." 
Papa Francisco

quarta-feira, janeiro 01, 2014

É a tal coisa que eu dizia, de o agarrar pelos cornos...!


Eça

«Os anos chegam desprevenidos, sem plano, e começam por tomar informações com os anos que saem. E então, pelas notas colhidas, como um dramaturgo, preparam os seus episódios! Ah! Que diria o Ano Velho, ao partir com as suas malas e as suas rugas, a este Ano Novo que chegava, inexperiente e curioso? Que confidências trocaram, ao encontrar-se nessa misteriosa estrada por onde caminham os dias e os anos, pacientes transeuntes da Eternidade? O Ano Velho recolhia-se: estivera trezentos e sessenta e cinco dias em Portugal: ia enfastiado e embrutecido, percebia-se que ia de cá pela grosseria dos remontes das botas; tinha os dedos queimados do cigarro e trocava o B pelo V; levava o estômago estragado da mesa do hotel; ia ressequido da falta de banhos; palitava os dentes com as unhas; sabia ajudar à missa; assoava-se a um lenço vermelho; perguntava a todo o propósito "o que há de novo?" E era reformista. Estava alusitanado. - o Ano Novo vinha da frescura do Céu.» 

in «As Farpas»
Dez. 1871

terça-feira, dezembro 31, 2013

Desejo

Que cada novo ano não seja nunca só mais um ano.

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Em jeito de balanço, é mesmo isto. Temos pena.


Em 2014...

... que pessoa queres ser?

Constatação #72

Às vezes escrevo só para não dar em louca...

sábado, dezembro 28, 2013

Há dias em que nada se passa. Há dias em que se passa... bastante.

De volta a um outro mundo, tão meu também, sou obrigada a sair do molde que me imprime o dia a dia e a experimentar: emoções, gestos, imaginação. Hoje, o teste era fazer com que a gestualidade trouxesse os sentimentos e que estes permanecessem depois de abandonados pelo corpo. 

O primeiro foi simples: raiva. Punhos cerrados, boca cerrada, dentes cerrados, a forma física encontrada e a raiva a crescer cá dentro só de se ver emoldurada por aqueles gestos. Depois, relaxados os pulsos e demais pontos tensionados, manter a raiva nos olhos, sem moldura nenhuma a ajudar. Piece of cake, que muito tenho de cadela raivosa quando quero.

Seguiu-se a felicidade. Felicidade... fiz os gestos, alarguei sorriso e braços, abri corpo e mente... rodopiei pela sala e a cada volta buscava mais fundo a vibração que me iria encher desse sentimento.  Rodopiei mais e mais, abri o sorriso e os braços mais e mais e descobri... que já não sei como ela é. Busquei no mais fundo de mim e não consegui senti-la. Alegria proporcionada por momentos bons? Sim, com certeza. Sorrisos provocados por surpresas, mimos, carinhos? Claro, estavam lá. Mas felicidade... que se sente mesmo quando nada acontece, que nos aquece por dentro e nos faz rir ou sorrir mesmo quando nada tem assim tanta graça... essa, tive a certeza, perdi-a algures pelo caminho...

Por último, o mote foi o amor. Aquele amor maior que tudo. Que gesto traduz aquele amor maior que tudo? Não precisei pensar muito, não pensei quase nada: abracei. Abracei aquele amor maior que tudo, abracei-o de saudade, de vazio; abracei-o com toda a força. Sim, para mim, quando se ama mais que tudo agarra-se, aperta-se, mergulha-se a cabeça no corpo abraçado e prende-se para que nunca se vá embora. Foi assim que fiz e assim o senti, abraçado a mim pelos meus próprios braços.

Como nota mais jocosa, porque - felizmente - as moedas têm sempre duas faces, os estados de tensão de Jacques Lecoq:
1. Exausto
2. Relaxado
3. Neutro
4. Alerta/Curioso
5. Desconfiado/Sobranceiro
6. Extasiado
7. Pesado/Rígido

Após vários exercícios em diferentes aulas, a brilhante conclusão a que chegámos (colegas, professor e eu mesma), não sem algum riso, é que aquele que me "sai" mais naturalmente, como se de uma segunda pele se tratasse é... o nº 5...

Sweet tooth. Bom... no meu caso é mesmo "teeth"...

A noite acaba com alento gastronómico! Em conversa pós-aula descubro que determinado restaurante tailandês, que se me havia desaparecido do mapa há anos e anos, afinal só mudou de poiso. O restaurante e, espero eu, o seu fabuloso e nunca mais degustado pudim de castanhas com leite de côco quente...! 

Obrigado, obrigado, oh deuses do dentinho doce!

terça-feira, dezembro 24, 2013

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Perfil

Preparando-me psicologicamente para receber a consoada pela primeira vez.... inspira, expira, inspira, expira...

quarta-feira, dezembro 18, 2013

terça-feira, dezembro 17, 2013

Constatação #71

Não desistirem de nós: é a maior prova de amor.

Porque é e será sempre uma das "minhas"!



O velho rádio ofereceu-ma e eu não a desperdicei: ontem à noite aos pulos na ReFood. Porque na "preparação" das 2ªs feiras também se dança! ;)

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Por aqui também já é Natal...

Speedy Santa

Uma tarde, todas as prendas compradas.

Damn, I'm good!

Porque o Boss continua a ser o Boss... (irra, que é bom!)

High Hopes
Bruce Springsteen

Monday morning runs to Sunday night 
A scream slow me down before the new year dies 
Well it won't take much to kill a loving smile 
And every mother with a baby crying in her arms, singing 
Give me help, give me strength 
Give a soul a night of fearless sleep 
Give me love, give me peace 
Don't you know these days you pay for everything 
Got high hopes 
I got high hopes 
Got high hopes 
I got high hopes 

Coming from the city, coming from the wild 
I see a breathless army breaking like a cloud 
They're gonna smother love, they're gonna shoot your hopes 
Before the meek inherit they'll learn to hate themselves 
Give me help, give me strength 
Give a soul a night of fearless sleep 
Give me love, give me peace 
Don't you know these days you pay for everything 
Got high hopes 
I got high hopes 
I got high hopes 
I got high hopes 

Give me help, give me strength 
Give a soul a night of fearless sleep 
Give me love, give me peace 
Don't you know these days you pay for everything 
Got high hopes 
Got high hopes 
I got high hopes 
Got high hopes 

Tell me someone now, what's the price 
I wanna buy some time and maybe live my life 
I wanna have a wife, I wanna have some kids 
I wanna look in their eyes and know they'll stand a chance 

Give me help, give me strength 
Give a soul a night of fearless sleep 
Give me love, give me peace 
Don't you know these days you pay for everything 
Got high hopes 
Got high hopes 
I got high hopes 
Got high hopes 

Got high hopes 
I got high hopes 
I got high hopes 
I got high hopes

domingo, dezembro 15, 2013

Passado

"La memoria del corazón elimina los malos recuerdos y magnifica los buenos, y gracias a ese artificio, logramos sobrellevar el pasado."

Gabriel García Márquez

sexta-feira, dezembro 13, 2013

A saia azul

"O mais curioso nos amores impossíveis é que por vezes acontecem. 

Escolheu, depois de muito ponderar, a saia azul, bem justa, para levar ao momento mais importante da sua vida. Maquilhou-se com o cuidado de quem prepara uma bomba atómica, cada fio no seu lugar, escolheu as botas de cano alto para se sentir mais protegida, como se a pele tapada a protegesse do mundo, olhou-se a medo ao espelho no final, e esboçou o sorriso possível, os lábios trémulos e um aperto nos olhos, a ansiedade inteira a governar o corpo. “Perdoa-me”, em frente ao espelho ele ensaiava o que tinha para dizer, “perdoa-me por algum dia ter acreditado que havia vida sem que houvesses tu”, com ar confiante, seguro de si, “quero-te para sempre e tenho a certeza de que vai saber a pouco”, e saiu para a rua, o fato impecável, os sapatos impecáveis, o amor impecável, a realidade, só ela, manchada de um erro que queria agora corrigir. 

Encontraram-se no café de outrora, a mesa vazia como se os esperasse. Ele chegou primeiro, as palavras ensaiadas bem decoradas na sua cabeça, os gestos, até os gestos, pensados até ao mais último pormenor. Até que ela chegou, os passos como se pisassem pessoas, a saia azul justa e os homens todos a olhar. Ele disse o que tinha para dizer, ela ouviu o que tinha para ouvir. Quiseram os dois abraçar-se logo ali, antes que o mundo acabasse. Mas nenhum assumiu o risco. Ele esperou que ela dissesse “sim, perdoo-te”, ela esperou que ele dissesse “desculpa mas vou abraçar-te toda mesmo que contra a tua vontade”. E o tempo certo para o momento certo perdeu-se. 

Em casa, ela despiu a saia azul, descalçou as botas de cano alto e cedeu, o corpo pousado na cama como se de repente sem sangue. Ele ainda ficou no café alguns minutos, apenas a despedir-se do que não fora capaz de fazer, antes de lentamente voltar para o quarto vazio, o cheiro dela e as roupas dela, se fosse um homem corajoso teria tido a cobardia de desistir da vida. 

Casaram-se e foram quase felizes para sempre. Não um com o outro, claro. Ela encontrou um homem perfeito e ele encontrou uma mulher perfeita. Foram andando e, com o tempo, foram desaprendendo a maneira como um dia correram, o que um dia os fazia correr e saltar – mas nunca andar. Vieram os filhos, novos desafios, as rugas, os netos, a pele a ceder e o tempo todo a fazer-se de episódios cada vez mais raros de paixão. Haveriam de morrer distantes, tão distantes quanto a geografia o permitia, até o tamanho insuportável de um mar a separá-los. Certo é que, estranhamente, as lápides de ambos continham o mesmo erro, “uma gralha imperdoável”, segundo os respectivos marido e mulher: a data do falecimento apontava para há mais de trinta anos, nunca ninguém conseguiu entender porquê. A inscrição, essa, imediatamente abaixo da data, é que não tinha qualquer falha: “Não é parar que é morrer; é ir andando.” "

Pedro Chagas Freitas

quinta-feira, dezembro 12, 2013

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Exercitando

O mote era a frase "E foi quando menos o esperava que...", o texto não deveria ter mais de 200 palavras (bless you, word count!).


A mim saiu isto:

"E foi quando menos o esperava que caí. Não sei de quantos metros, talvez porque a métrica da alma responda a diferentes regras, mas sei que caí no fundo mais fundo de mim e lá fiquei, atordoada, sem saber como me levantar. De início, neguei: ignorei a escuridão concentrando-me no ponto sumido de luz que ainda conseguia vislumbrar do que tinha sido a minha vida, do que eu tinha sido. Agarrei-me com unhas e dentes a essa memória e fingi que continuava a ser aquela pessoa. Não… não fingi. Acreditei porque precisei acreditar, porque não conhecia mais nada. Aquela era a única versão de mim, para mim. Mas nada é mais violento do que forçar uma forma de gente num molde onde esta já não encaixa... E a minha natural persistência, de menina que não se conforma, de mulher que sempre se acreditou guerreira, tornou-se a minha pior inimiga: pássaro que se atira contra as grades. 

Julgo ter conseguido parar antes de as fendas na pele se tornarem feridas demasiado profundas. Assumi, aceitei que a guerra estava perdida e com isto comecei a vencê-la. Desisti de me agarrar a quem era para passar a ser, verdadeiramente, quem me tinha tornado."

"I've learn that rather than running away from my problems it's better to embrace them"

What Is Depression? Let This Animation With A Dog Shed Light On It.

Tempo

"O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto."

Machado de Assis

Oferta

Recebo no email, oriunda de um daqueles sites de descontos em tudo e mais alguma coisa, a possibilidade de adquirir um espectacular cupão para passar duas noites mais espectaculares ainda...

... em Alcanena...


Podia-me alongar em considerações sobre este facto? Podia. Mas não era a mesma coisa...

Manuel de Oliveira

Hoje, numa entrevista a passar na TSF a propósito do seu aniversário, ouço qualquer coisa como:

"(...) acho que tenho que mudar de ofício (...) o cinema já não me sustenta."


Não tenho dúvidas: o que dá vida... é viver.

terça-feira, dezembro 10, 2013

Falar

"Por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia."

Clarice Lispector 
(10 de dezembro de 1920 — 9 de dezembro de 1977)

Mas onde é que esta gente andou na escola?!?

Caros escreventes deste país, por favor, atentem nisto de uma vez por todas. Os meus nervos agradecem. 

"A prática em Portugal na escrita por extenso de datas é, por exemplo: 3 de S[s]etembro de 2004 (só o mês escrito por extenso e SEM O ZERO a anteceder o dígito)." 
(http://www.ciberduvidas.com/)

Temores

Temo que o silêncio se tenha tomado de amores pelas minhas palavras 
E no verso do pensamento as tenha levado 
Para o infinito do seu amor 
E a solidão que timidamente se cobria de sonhos 
Tenha agora de enfrentar o frio do desconhecido 
Que todos os momentos da voz e da escuta lhe entregam 
Para construir 
Frases, histórias, verdades e simplesmente conversas perdidas 
Que egoísmo este o do silêncio 
E que fraqueza esta a da solidão 
E que desencontro o da memória e da saudade 
Que não descobrem palavras para fazerem dos versos um fado 
Ou do fado uma canção

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Heaven... I'm in heaven...




















Só este fim de semana foram dois destes e mais umas garfadas de outros que tais, só para ficar a conhecer, claro. São portuguesíssimos, bons que se fartam e, felizmente, só me aparecem pela capital na época natalícia. Se por acaso este último pormenor se alterou entretanto... NÃO ME DIGAM!!

(Na imagem: Cornucópias da Pastearia Alcôa. Sem dúvida, as minhas...!)

Gritos em surdina

"Desde que findou, dois anos, quase três, nunca mais se falaram. De longe a longe ela envia-lhe um mail, "penso muito em nós", raramente variando a frase, um tom de grito em surdina, apelo à recordação. 
Nunca reage, uma única vez quase cedeu à vontade de lhe lembrar o aniversário de uma noite de paixão, mas conteve-se, cerrando os dentes e mentindo a si próprio com um "o que lá vai, lá vai", consciente do perigo que corre quando enfrenta a quimera da sua felicidade.
Mulher, filhos, família, obrigações, rituais, tudo se lhe assemelha vazio, desbotado, impossível de comparar à verdade do que sentiu e partilhou, do que teve e perdeu.
Dispensa a fantasia para imaginar a vida que o espera: olha em volta, chora sem lágrimas e, como ela, também grita em surdina."



Nota: porque há textos assim e blogs assim e autores assim que me fazem sorrir, chorar, deliciar, pensar, indagar, invejar, serenar, exaltar mas, acima de tudo, agradecer. Desde o dia em que os conheci - autor, blog e livros - tornei-me uma pessoa uma bocadinho mais completa...

The best


sexta-feira, dezembro 06, 2013

Cavalheirismo é bonito e eu gosto


Hoje também é um bom dia, um muito bom dia, mesmo!


A prova de que vale a pena não desistir de mudar este país e esta nossa gente. A prova de que vale a pena não desistir de mudar o mundo. É só um pequeno passo, há muito a fazer, há mais animais a considerar para além dos domésticos, há muito mais problemas, há muito mais horrores, há muito mais falhas na lei mas... lá chegaremos, justamente se não desistirmos. Se este não é o maior "legado Mandela", eu não sei qual será...

Do homem, da frase, da vida e do que ela pode ser.


quinta-feira, dezembro 05, 2013

Frase dos dias que correm

"Porque isto nunca é só isto..."

Trocadero? Talvez Trocadero... :)


A luva. Daquelas finas, delicadas mas justas...

Caranguejo (signo Solar ou Ascendente)
O ano começa, para si, com preocupações bem definidas, e isto é um avanço relativamente à sua tendência passada a preocupar-se sem ter a certeza com quê, numa espécie de ansiedade sem objecto que, se pensar bem, sempre teve o mesmo denominador comum – o da sua (in)segurança emocional e tudo aquilo que pudesse, porventura, representar (nem que apenas na sua fantasia) protecção, alimento, saciedade, estrutura, o fim do medo, o fim da fome e da solidão.

Este ano as suas ansiedades terão, pelo menos, um foco bem definido – o das suas relações, amorosas e familiares. E pese embora a instabilidade profissional, as questões de saúde das quais começou a recuperar, e o dinheiro extra que vai receber a partir da segunda metade do ano, o que verdadeiramente ocupa o seu pensamento, este ano, são as suas relações. E se reconhecer que já não é de hoje o quanto esta área de vida a tem incomodado (e confrontado!) nos últimos tempos, pode bem que dê por si a chamar-lhes, pelo menos durante este ano, as suas “ralações”.

É verdade que você tem crescido muito neste capítulo, principalmente através de paixões insuportáveis por aqueles sem os quais não se imagina, e com os quais não consegue viver.

E esta tem sido a via pela qual você tem amadurecido, e confrontado, através de “encontros imediatos” de elevadíssimo grau, as suas próprias zonas de sombra, de medo, de imaturidade, desejo cego e também – verdade seja dita – acedido à sua tremenda riqueza, elasticidade e ambivalência emocional.

De outra maneira, você nunca teria vivido as situações intensas e dramáticas que deu por si a viver recentemente. Mesmo que as tenha chorado às escondidas, fugido do seu quarto a meio da noite para um encontro secreto, deixado bilhetinhos anónimos com declarações de amor, só para aliviar a ânsia de dentro do peito, escrito à máquina (ou com letras recortadas de revistas sobre cabelos) cartas ameaçadoras a falar em napalm, poesia e desapontamento, ou arrancado os cabelos de desespero sem ninguém ver. Não é preciso que alguém saiba. Você sabe - e isso é tudo quanto basta.

Este ano, felizmente, você tem maior capacidade de assumir quem é, o que quer, e o que verdadeiramente precisa. Só não pode ficar à espera que os outros adivinhem: do que é que precisa, de que tem medo, quais as suas necessidades mais reais. Nem você o pode descobrir - a não ser que corra o risco de se expressar... e ver o que acontece.

Talvez o segredo, seja afinal, recuperar a inocência de quem nunca se magoou, confiar como se nunca se tivesse sentido traído, e continuar a acreditar e amar como se o Amor fosse um tremendo mistério - a única dimensão da Vida com o poder de nos surpreender, e transcender, e elevar, e fazer esquecer, e a recordar, e deixar cair enquanto nos leva, e eleva, sabe Deus onde, Deus sabe mas mais ninguém.

Como se o Amor fosse a Cura, o Caminho, e a única Via. Oh!, e é!...

Palco do crescimento: a sua própria exposição

O que evitar: refugiar-se por detrás dos problemas profissionais 

A expansão vem: da sua própria afirmação

Do que não pode escapar: da responsabilidade pelo que cria para si mesmo

As principais batalhas do ano: emocionais, domésticas, a criação, os filhos

Reinvente-se: no que faz no mundo

Confie e entregue ao Alto: que tudo fará, eventualmente, sentido



(pois que até me arrepiou... many thanks, minha C.!))

quarta-feira, dezembro 04, 2013

"One day you'll feel eighteen, look sixty, and wonder what happened."

O amor, sempre o amor.

"O amor é a união de duas solidões que se respeitam."

Rainer Maria Rilke

É complicado...


Tãããõooo bom..!!


Um dia destes a mulher mata-me do coração...

Aaarrrrggghhhh! Um bicho morto no chão do elevador!!

... 

Ah... afinal não é... é só a coroa de Natal que a porteira teima em tentar que fique pendurada no espelho...

terça-feira, dezembro 03, 2013

Like. A lot. :)

Melancolia

"Diz a Wikipédia que é «um estado psíquico de depressão com ou sem causa específica» e se caracteriza «pela falta de entusiasmo e predisposição para actividades em geral». Não parece a descrição da minha patologia. Se é certo que a maioria das actividades em geral me parecem repulsivas quando me inclino para ouvir “Gallows” repetidamente, a verdade é que nestes momentos sinto um grande entusiasmo com dois projectos: ler e escrever. Os frívolos dirão que isto não são actividades, e terão a sua razão terrena. Mas quem se interessa por actividades quando tem as CocoTosie a sussurrar-lhe ao ouvido canções de assombramento, uma pilha de livros à distância de um braço e disposição para reescrever o mundo em vários tomos? Quem se interessaria por um emprego, uma comunidade, um país ou um planeta se pudesse simplesmente permanecer arrebatado?

A única parte triste da melancolia é termos de desligar a música, fechar os livros e ir picar o ponto nesta coisa a que chamamos vida adulta e responsável."