domingo, junho 02, 2019

Das minhas lições

"Time has given us perspective. Happiness, we’ve learned, changes everything, even if you have to lose everything first. And love, especially late-life love, leaves room for adaptation, for crafting an intentional life, for friendship and equality in partnership that doesn’t often exist in bonds formed out of lust or a stereotypical idea of how life should supposedly be."

Ruby McConnell

segunda-feira, maio 13, 2019

Conselho


PDI

Quando te capacitas que marcar o vôo de regresso "para o mais tarde possível para aproveitarmos bem o domingo" já deixou de ser uma boa ideia??

Volviendo...


quarta-feira, maio 08, 2019

Dos amores

O amor que os outros me têm emociona-me. Mas antes espanta-me, espanta-me sempre. Como se não me julgasse merecedora ou talvez capaz de igual... O amor que os outros me têm parece ter mais alcance de vista do que eu...

sexta-feira, abril 19, 2019

Leitura santa obrigatória


Things we’d like to resurrect 

When number one albums were a big deal 
A mystery prize to the person who knows what the number one album is off the top of their head, which will be none of you (does it even still exist?). 

Handwritten love letters on actual paper 
Where are all the love letters? The revealing emotional depths, the charm of his wonky handwriting (can’t fancy a boy whose handwriting is too neat). It’s a shame, but dick pics don’t have quite the same consideration, vulnerability and romance. 

Dinner parties 
Where you met: people who you shagged/fell in love with/married/divorced/your second husband/your now business partner/best friend/future sister-in-law/person who got you a discount on the Soho home website. 

When social media was friendly 
Remember when Twitter wasn’t the sinkhole of humanity, but a nice place where you could ask a question or express an opinion without someone you didn’t know replying ‘F**k you, you stupid f***ing c***, how dare you, you should be cancelled for being so f***ing offensive.’ If only we could find our way back to civilisation. 

Sleeping through the night un-medicated not being a thing 
Once there was a time when you slept through the night without waking up the next day feeling like you need to tell BBC news/everyone you know/strangers on the street that you slept through the night. OK, maybe you were only six, but still. 

Making not recording memories 
Once upon a time, humans used to experience things that they committed to memory. This is because they lived and breathed what was happening in the moment. They took it in. They were aware of how they felt. They absorbed the detail. All without taking a photograph of it or filming it. They just used their brains. ‘We film stuff and take photos too!’ all the brains are shouting. 

David Bowie 
Because you just get the feeling that all this *gestures broadly* wouldn’t be happening if he were still here to hold the fabric of the universe together. 

in The Midult

sexta-feira, abril 12, 2019

Gray Tree




















Piet Mondrian (1991)

quarta-feira, abril 10, 2019

Pérola da porca #47

"Pois é, temos que saber se aquela ferramenta é web responsible..."

Conselhos


sexta-feira, abril 05, 2019

quinta-feira, abril 04, 2019

A caminho...


















(o que eu adorava esta série, darlings..!)

Resoluções de segundo trimestre novo

Ler mais.
Tocar mais.
Cantar mais.
Não-fazer-nada mais.

segunda-feira, março 18, 2019

Wish me luck



A propósito da sorte e do azar.

Mordo a língua apesar de saber que já é tarde: a irritação já se projectou na voz, os olhos já se voltaram para mim. Percebo-os e percebo o que dizem. Percebem-me. Disfarço, dou a volta, forço um sorriso e interesse por aquilo que não me interessa nada e que, aliás, até me faz mal. Mas dou a cara e ouço. E sorrio mais uma vez, sorriso amarelo, coração roxo de se apertar. E assim às cores engulo em seco, engulo o que me põem no copo também, engulo o picante mais picante que encontro no prato. Espicaço os sentidos para não sentir.

Respiro e isolo-me sempre que posso, sempre que, no meio dos festejos e gargalhadas e garrafas de cerveja que transbordam e salpicam e conversas cruzadas e música aos berros, esquecem a minha presença um bocadinho. No meu canto, na ponta da mesa, encostada à parede, uns milímetros afastada do grupo bastam para me fechar na minha redoma pessoal e tentar pensar. Condeno-me para logo a seguir me perdoar e voltar a condenar.... e ando nisto até alguém me forçar a interagir.

Mas a verdade é mesmo esta: a sorte e o azar existem. Existem e dominam a maior parte da nossa vida, assim é que é. O nosso controlo é tão limitado que chega a ser ridículo. E por mais que odeie não ter a sorte que queria ter, tenho que me desculpar: não depende de mim, nunca dependeu. E a raiva que sinto do que não tenho é humana, tão humana que dói: por si própria e simplesmente por existir.

Tenho vontade de escrever "não me perguntes nada, só quero dizer que não consigo ser sempre quem gostaria embora saiba que no fundo sou." Mas guardo para mim e aguento: há-de passar. Até uma próxima vez.

quinta-feira, março 14, 2019

Encómio

en·có·mi·o substantivo masculino

1. Elogio rasgado.
2. Gabo, aplauso, louvor. "encómio",

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa


Cortesia da Comissão Nacional de Eleições.

O tamanho da minha ignorância nunca deixa de me surpreender...

segunda-feira, março 04, 2019

Segunda-feira...

Frase do dia

"O circo só pega fogo quando damos confiança ao palhaço" 
Anónimo

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

Crónica de uma morte anunciada ou já o anúncio propriamente dito

A pessoa compra uma blusa linda, linda e que lhe fica a matar. A pessoa usa a blusa uma primeira vez e pespega-lhe uma nódoa manhosa. A nódoa passa o dia a perturbar a pessoa que só deseja chegar a casa para lhe afagar o lombo violentamente. Mas a pessoa resolve raciocinar e, ao contrário do que é comum em si, lê as instruções de lavagem da blusa, linda, linda que, claro! - porque facilitar-lhe a vida até lhe ficaria mal - exige cuidados e mãozinha na massa em vez de massa dentro do tambor da máquina de lavar, ao molho e fé em Deus com as outras peças. Tudo bem, a pessoa acha a blusa linda, linda e dispõe-se ao trabalho de remover a nódoa manhosa com o carinho que a blusa linda, linda requer. De seguida, a pessoa estende-a com todo o cuidado, em cabide próprio, de forma a não apanhar sol directo, apenas brisa, para que seque com delicadeza, e reza a todos os santinhos da ménage (aqui aconselho a busca na net dos diferentes significados deste termo antes de dar espaço à mente porcalhona) para que a nódoa manhosa saia sem levar consigo parte do tecido ou a linda, linda cor ocre que ele tem. Para seu contentamento, a pessoa verifica no dia seguinte que tudo está como d'antes no quartel de Abrantes e a blusa mantém todo o seu tecido intacto, sem vestígio de nódoa manhosa e faz high-fives com o gato que está mais perto, afinal a pessoa até leva jeito para a coisa. Mas, não se deixando iludir pela vitória recém alcançada, a blusa linda, linda é enviada para passar por mãos experientes e pagas para isso e a pessoa fica a aguardar o seu regresso a casa para a usar pela 2.ª vez agora que o tempo mais ameno até permite desembaraçar-se de casacos que não a deixavam brilhar. O dia chegou. A pessoa veste a blusa linda, linda e que lhe fica a matar...

... apenas para descobrir que e a P***!!!!! da peça alargou, que as mangas têm mais um palmo de comprimento, que o decote em barco está mais para navio de cruzeiro e cai pelos ombros abaixo, que as costas descaem sem forma, que o tecido sobra por todo o lado!!! A pessoa respira fundo e resolve que tudo tem solução, que isto ajeitado de outra forma até não fica mal, que as mangas se podem sempre dobrar, que se calhar a progenitora até lhe dá uns pontos algures e consegue endireitar o pau que começa a ter cara de já ter nascido torto. E vai para o espelho acabar de se arranjar e borrifa o cabelo com protector térmico para lhe dar uma secadela... e, P***!!! que o pariu, o C*****!!! do protector borrifa também  a P***!!!!! da blusa, que continua linda, linda mas cada vez mais só vista de longe. A pessoa respira mais uma vez. A pessoa mira os borrifos e conclui que aquilo é coisa para secar e nem se notar. E continua... e sai de casa... e passa a manhã a ajeitar os ombros, os braços, o diabo que a carregue... e a ignorar os borrifos que secaram mas não desapareceram por completo... Nisto, chega a merecida pausa para almoço. E nisto chega a salada leve com frango grelhado. E nisto a P***!!!!! da blusa-que-parece-que-tem-vida-própria-ó-C******!!! põe-se a jeito para levar com umas pingas de azeite, que em vez de escorrer pela alface abaixo como as pingas normais fazem, resolvem saltar, as P*****, filhas de uma égua!!! A pessoa pragueja alto e a bom som e põe as colegas a rir do seu infortúnio. A pessoa quase que lhes bate com o galheteiro mas controla-se e até mente com todos os dentes, quero lá saber, até foi baratucha em saldo, não há-de ser nada. Mas a pessoa fica a remoer. No fundo, no fundo, sabe que a P***!!!!! da blusa é linda, linda na sua cor ocre, que lhe fica a matar, que nem chegou a ser devidamente exibida, que o saldo não foi assim tão bom negócio e que DEVIA PROCESSAR A P***!!!!! DA LOJA QUE A VENDEU! Mas acalma-se... a pessoa acalma-se... e volta ao caminho do Senhor das pessoas que não se deixam derrotar e que irão, certamente, encontrar uma solução porque não será uma P***!!!!! de uma blusa, por mais bonita que seja, a fazer-me de parva!

E, de repente, o Senhor envia-lhe a luz! Está tudo explicado, está tudo dito, está tudo resolvido! A pessoa já sabe o que vai fazer: vai encolher a blusa! Vai lavá-la a não sei quantos graus centígrados, vai pô-la a deitar fumo se for preciso, assim como alargou também há-de encolher, e assim ficará ajustada ao corpo, ainda mais linda, linda. E de caminho aniquila as nódoas manhosas que, como toda a gente saber, desaparecem assim que cheiram a água quente! É isto! E vai resultar! TOMA, VAI BUSCAR!!!

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Perfil

Desde ontem que estou a levar tudo na ponta do chicote. É saírem-me do caminho.

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

" Se queres um amigo, cativa-me!" Antoine de Saint-Exupéry

Ando a sentir necessidade de reflectir bem sobre quem entra e quem sai. Ou deve sair, ou deve assumir outra posição na arrumação da vida. Sinto que tenho vindo a desperdiçar-me de alguma amizade ao desbarato, demasiadas vezes não recebendo na medida em que dou. Não me iludo convencendo-me que esta é uma estrada só com um sentido, reconheço-me a falhar também do meu lado. Talvez, então, seja preciso restaurar o equilíbrio e, porque não, a justiça no que respeita aos objectos da minha afeição: dar mais a quem me dá sem tréguas, sem hesitações, sem modas, sem fases, e recolher as mãos estendidas para o que, afinal, se vem esvaziando de sentido e enchendo de indiferença e de presunção. 

A pensar...

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Ready. Set. Go.

Acabei o ano como gostaria que ele continuasse, aconchegada entre braços e a beber da calma, do vinho, do calor. Os cães espalhados pelo chão, nós esparramados no sofá, o agridoce da cobertura de goiabada ainda na ponta do garfo, os festejos por esse mundo fora a estalar no ecrã. Brindámos ao novo segundo assim que ele dobrou a esquina do calendário, com esperança mas sem alarido. A esperança não nos é desconhecida e já temos idade para a saber sentir com sabedoria. Mais dois dedos de conversa, mais dois golos de espumante e, um a um, cada um ao seu ritmo, fomos-nos levantando, boa noite, até amanhã. Quando chegou a minha vez, deslizei para debaixo das mantas, pernas entrelaçadas, porto seguro, a felicidade também é aqui. Acho que adormeci a sorrir.

As questões vão-se sucedendo, há que pôr ordem na casa. Pergunto e escuto as possibilidades de resposta, assumo as minhas contradições e ouço que a persistência que me caracteriza é qualidade e que a devo retirar da lista negra. É essa a minha força, diz. É essa a minha força. Persisto em ser feliz, persisto em procurar respostas e em limpar o lixo aos cantos, persisto em querer o melhor que a vida me pode oferecer sem me contentar com soluções a meio caminho. É essa a minha força e a minha força é a minha redenção.

A procura pela palavras certas é quase uma obsessão e não raro noto que essa busca incessante me leva a complicar em vez de simplificar. Talvez não seja nada complicado, afinal, talvez neste caso as palavras não me expliquem, ponto final, é deixá-las de lado e assumir que o próximo parágrafo pode ser vazio de letras.

O perdão é coisa que não me sai sem custo embora sentimentos como o ódio não encontrem lugar em mim. Mas a memória de elefante refresca-se com facilidade e o ontem passa a hoje num instante. E enquanto moer a revivência, custa a passar a mão pela cabeça e a crer em nova cristandade. A bênção tem que ser conquistada, cá para mim, e o reino dos meus céus não está ao alcance de quem quer mas sim de quem pode. E a minha inteligência para o que não se vê mas sente é tramada e o que conheço como a palma da mão não passo a desconhecer. Mas parece que terei que me confrontar com aquilo que o meu corpo decidir na altura de se dar ao manifesto. Está visto que será uma questão de pele muito mais do que de raciocínio e que qualquer decisão será tomada tendo em conta o que menos me revolver o estômago.

Diz-me para abrir o peito e que continue a deixar entrar o amor: o amor que me tenho e que me têm, o amor desperdiçado para que se recicle e se volte a dar, o amor deixado a ganhar mofo nas calendas do esquecimento, por receio, por temor. Abrir o peito e encher-me de todo o amor possível. Será desta forma que tudo o resto se resolve, que tudo o resto assume a dimensão que deve ter, não mais, e se alinha devidamente na hierarquia da importância.

Acabei o ano como gostaria que ele continuasse, senhora de mim, dos meus espaço e tempo, e confesso que me apetece exfoliar o que me parece que já serão só partículas mais que mortas, que a minha relutância, tão característica do signo solar que me rege diriam os entendidos, continua a acarinhar autisticamente. Julgo que estou muito mais resolvida e em bons termos com a minha vida do que me habituei a pensar que estaria. É fácil que o hábito se agarre à pele.

Ainda que não se apresentem de forma clássica e estruturada, as decisões estão, no fundo, tomadas. As mensagens que me passo são claras, o que foi não pode voltar a ser e o que será depende do que fizermos para o concretizar. Não há caminhos fáceis, não há estalar de dedos nem facilidades, não há lugar a fingimentos nem meias verdades nem meras aparências. Nada de sólido se constrói com papel exposto à chuva. Nada de verdadeiro se constrói sem substância. Em compensação, a recompensa será como me disseram que era a raiva: "a raiva tem sempre o mesmo tamanho daquilo nos faz falta". E assim se começa o ano.

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Here, here...


Pérolas da porca #47

"Porque é como se costuma dizer, não basta parecer, tem que se ser também...!"

A do bem comum

Não percebo porque choca tanto que diga que a colega com gripe devia ter sido logo colocada no cimo de um monte e só descer quando estivesse curada - como dizem que os japoneses fazem aos velhos. Hello?? Serviço público não vos diz nada??

São pobres e mal agradecidos, irra...!

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Dos vícios...
























#emhavendopilimlávoueu

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Slim woman with a cat

Geza Farago, 1913

sexta-feira, janeiro 11, 2019

Pérolas da porca #46

Ao telefone com a empregada (que, aparentemente, se cortou algures...)

"Ai, Paulinha, vá ao armário da casa de banho. Lá encontra algodão, álcool, comprensas..."


(É até à última...)

quarta-feira, janeiro 09, 2019

segunda-feira, janeiro 07, 2019

Pérolas da porca #45

"Ouçam o que eu vos digo, aquela senhora não é totalmente desprotegida de cérebro" 



Ai... isto à segunda até dói...

quarta-feira, janeiro 02, 2019

segunda-feira, dezembro 31, 2018

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Penso eu de que...


Constatação #113

Há dias em que a única maquilhagem que me vale são óculos escuros...

XL...

quarta-feira, dezembro 26, 2018

Baloiçando


























Já passava da meia-noite. Prendas distribuídas, copos de vinho esvaziados. O regresso ao silêncio frio da rua depois de horas de cor, madeira a arder, crianças a correr. A noite convidava a tudo menos a ficar por lá. "Vamos! Para, da próxima vez, já poderes dizer que o fizeste."

sábado, dezembro 22, 2018

"If you're going through hell, keep going..."

Quem diria... quem diria que estaria hoje a ajudar a apanhar estes pedaços do chão, do mesmo chão  onde os meus já se espalharam, detritos em tudo similares, quase que me reflectem. Quem diria que hoje teria capacidade para me rever, mas agora do lado de fora, no meu próprio interior quando este não existia sem ser afundado em si mesmo. Ouço as palavras, e mais que adivinhar, sei de cor o que as origina. Conheço-as. Conheço-os. Observo os olhares e reconheço o que os lança, o frenesim, o desespero, imaginamos - sim, é só imaginação - a nossa vida, a vida que queríamos ter, a escorrer-nos por entre os dedos, a ânsia de correr atrás dela e a frustração de não poder. Já os vivi. Quem diria que os conseguiria reviver em nome de outrem sem ser arrastada de volta. Como se estivesse apenas a lembrar um filme que vi: conheço as cenas, sei de onde vêm e para onde vão. Assisto  de perto mas entre nós está a tela. Assisto mas com as emoções agarradas pelo pescoço, dominadas, observo-as analiticamente mas não permito que se manifestem. São só objecto de estudo agora. E não faço qualquer esforço.

E assim se descobre a razão das nossas descidas aos infernos: vir a ser a mão calma que guia e apanha o que vai ficando pelo caminho de quem tem que lá ir...

segunda-feira, dezembro 17, 2018

Vamos lá ver se nos entendemos...

... já não tens idade para ficar a beber vinho até às seis e meia da manhã. Ainda menos a uma sexta feira. E com um jantar no sábado... E um almoço no domingo... Em resumo, beber de sexta a domingo e esperar estar fresca e fofa na 2ª feira não vai acontecer! Update yourself and live with it, woman!

segunda-feira, dezembro 10, 2018

No dia de hoje, a frase dela que fala de mim...

"Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar."

Clarice Lispector

sexta-feira, dezembro 07, 2018

quinta-feira, dezembro 06, 2018

quarta-feira, dezembro 05, 2018

sexta-feira, novembro 16, 2018

quarta-feira, novembro 14, 2018

Pérolas da porca #40, #41, #42, #43 e #44...! Ufa!

(descobri agora porque tento sempre partilhar as "pérolas" uma a uma... é que isto, tudo junto, até deixa uma pessoa mal disposta...! como é que se "desvêm" alarvidades destas e se continua a nossa vida com normalidade, ainda acreditando que o Senhor não nos está a fazer isto por mal??)


"Eu jamais poraria isto assim..."

"Aquela mulher osquerosa está-me sempre a chatear!"

"Sim, sim, ele tem-se fartado de trabalhar e pó bono!!"

"Esse também me saiu cá um catraplasmo!" 

"Olha, deviam colocar o nosso nome no livro só por causa da nossa colaboração imprestimável!" 


(Pronto... agora é respirar fundo e pedir forças...)

terça-feira, novembro 13, 2018

Constatação #111

A minha vida não dá para tirar borbotos...

sexta-feira, novembro 09, 2018

quarta-feira, outubro 24, 2018

Constatação #110

É verdade que o exercício físico ajuda à saúde mental: enquanto me ocupo a tentar não falecer durante o treino, não penso em m****.

sexta-feira, outubro 19, 2018

segunda-feira, outubro 15, 2018

Um outro

Há que dizê-lo, já não tenho idade para isto. Estou aqui de coração na mão porque ele, coitado, já não aguenta palpitações de maior e precisa de afago no lombo. Ponho-me a rir feita parva, nervoso miudinho que me sai pela boca, mas até me apetecia era mandar uns gritos bem dados de chega-para-lá-vai-de-reto-irra-para-isto! Já não tenho arcaboiço, quero vida mansa, que anda devagar e aprecia a paisagem. Quero sol ao final da tarde na pele e quero silêncio temperado com o assobio do vento. E paz, paz a "rodos", paz de espírito, paz de quem não teme o que daí virá, paz de quem não tem nem se mete em trabalhos (e nisto, no espaço de uma hora apenas, a minha empregada doméstica despede-se sentida comigo, volta a querer empregar-se junto da minha pessoa que afinal não é tão má assim e ainda me oferece troca para dias da semana mais do meu agrado...). Já não tenho idade nem paciência. Recorro ao fundo de mim para ver se ainda lá resta qualquer coisa que se aproveite mas não, saco vazio que é o mesmo que dizer de saco cheio de complicações e complicadinhos, ausência de espinha dorsal e de gente com pouco com que se entreter na vida. E de traumatizados e de consciências pesadas à procura de alívio para as suas almas através da canibalização das almas dos outros (e nisto reparo que, no seguimento de outros sintomas, há determinada droga prescrita a fazer das suas desviando-se da sua missão inicial e, dos vidrinhos a tilintar nos ouvidos, passámos às vertigens e por último ao riso descontrolado.... gosto disto...! E pergunto-me, com vontade de experimentar, o que acontecerá se o álcool se juntar à festa. Festa maior, presumo...). Já não tenho paciência e reparo que também me vai faltando fé, aquela fé que alimenta a vontade de dar mais uma oportunidade, a crença de que ainda pode ser diferente ou possível. Não é por nada, não são lamúrias nem tristezas nem daqui virá mal de maior ao meu mundo, mas já me cansa. E este é daquele tipo de cansaço que se está nas tintas, que encolhe os ombros e vira as costas e parte para outra (e nisto reparo que a hipótese - ainda que incerta e longínqua - de ter que mudar de base me entristece e assusta. Gosto de lá estar, gosto do meu bairro, gosto da minha rua, sinto-me em casa e não me apetece ter que recomeçar, noutro local, a habituar o coração a outras esquinas). Já não tenho idade nem paciência nem vontade nem humor para nada disto. E tão pouco para andar atrás de retorno de quem de mim recebe. O lugar de cada um na minha vida é quase da sua inteira responsabilidade. É simples, é conquistado ou mantido ou perdido. A mim cabe a decisão final mas o resto não me compete. Já me aborrece, é isso, e seria assumir pelos outros a sua missão. E eu mal posso com a minha, convenhamos. Mas deve ser da lua. Tenho-a observado em dias mais frenéticos, aqueles dias em que parece circular uma energia esquisita que afecta tudo e todos, e cada vez mais me convenço que aquela brancura não é sinónimo de inocência. No meu caso, sendo o planeta que me regue, a força para domar marés vem levando de mim o que já não me serve. E a verdade é que sinto esta espécie de ecdise todos os dias mais um bocadinho...

Enfim.

Na tentativa de procurar um final de jeito para este texto que já vai longo (e que se viu grego para cá chegar), e não me ocorrendo mais nada, lembro-me de uma frase que li algures não sei onde e que resolvi guardar:
“Mas quem eu ainda nem sou já me chama, me seduzindo com vislumbres de um outro que não consigo nem pronunciar muito menos decifrar.”

quinta-feira, setembro 20, 2018

segunda-feira, setembro 10, 2018

Dos céus ou nada disso

Ansiedade, chamo-lhe eu. O coração acelera, incha e entope a garganta. Forço a tosse, viro-me para o outro lado e analiso as razões como me ensinaram a fazer: olhar para elas, cara a cara, para que assumam as devidas proporções. Não as adivinho porque não preciso, sei-as de cor. E, encarando-as, respiro fundo, o mais fundo que consigo, que nunca é muito... o sono há-de vir...

O acto de pôr o pé no chão e entrar no dia revela-se mais custoso do que o costume. Opto por não falar. Entro em modo mecânico rezando para que nada se atravesse no meu caminho porque sei que, o que se atravessar, arrisca-se a ser repelido de forma brusca. Fujo das contrariedades mas elas encostam-se a mim e as palavras disparam como foguetes. Fujo outra vez, trato dos compromissos e decido pôr-me a caminho, a pé. Atiro-me à calçada com determinação: ponho as minhas esperanças no suor e na seratonina, na activação dos músculos, no ar livre, na cidade a mover-se à minha volta. No tempo que terei para os meus botões.

A meio do percurso, um painel luminoso lembra-me a data e eu caio em mim e começo a achar que pode estar tudo relacionado. Que os céus, hoje, se movimentam nervosos, melancólicos, que a energia que emanam é lamacenta, enjoativa, perniciosa. 

Ou não, são tudo coincidências parvas, intersecções imaginadas por quem tem sempre necessidade de encontrar uma explicação ainda que da banda esotérica... 

Relembro-me de como este dia era bom. Relembro as conversas, os sorrisos, as prendas, o brilho nos olhos. Sorrio e sinto o sorriso inundar-me por dentro. E assim, no que resta do caminho, tomo uma decisão: este dia vai ser bom. Vou dar-lhe a volta, sacudi-lo bem e exigir que assim seja. Este dia vai ser bom. Por ti, vai ser bom. Está decidido.

quinta-feira, setembro 06, 2018

quarta-feira, setembro 05, 2018

terça-feira, setembro 04, 2018

Pérolas da porca #40

A da rentrée...

"Isto, na minha opinião, é uma imbiguidade..."

sexta-feira, agosto 31, 2018

Apreciando


Perfil

Estava perfeitamente bem de férias...

terça-feira, julho 31, 2018

Frase do dia

(...) "Tu, que tens esse abraço casa..."(...)

in Trevo de quatro folhas
Ana Vitória feat. Tiago Iorc

segunda-feira, julho 30, 2018

La despedida





























Remedios Varo (1958)
Colecção particular. México

Domingo. Em família.

























Almoço que dura até se transformar em jantar. Os nossos risos pequenos, dos pequenos, e maiores, dos já não tão pequenos assim. Doces. Copos brindados não interessa a que pretexto. Histórias nossas em pequenos. Os nossos mais velhos a anuir. Cães a correr pela casa e a afagar-nos a alma. O sol do fim de tarde que entra pela janela. Bilhar. Eu a lembrar-me que não jogo nada de jeito. Mas insisto. Conversas sérias, também, porque somos agora nós que temos que remar e fazêmo-lo em conjunto, sempre que possível. Irmandade. As mãos pequenas a aprender a pôr o giz e a partida do "giz que cheira a banana" a ser passada para o nariz da geração seguinte, ainda que ainda exija aprimoramento. O chá quente. O café e mais uma partida. Escurece mas não nos vamos embora ainda. Os nossos dias são dias quase completos. "Sabes? No Natal vamos-te oferecer uma mesa de matraquilhos que vimos no OLX. Não sabemos se queres mas nós queremos jogar, por isso... :) "

sexta-feira, julho 27, 2018

É por aí, é... com tudo o que tem de bom e de mau...


Séria antiga, das minhas memórias, com música final à altura



"Six feet under"- Final theme


Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And the worst part is there's no one else to blame


Be my friend, hold me
Wrap me up, unfold me
I am small, I'm needy
Warm me up and breathe me


Ouch, I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found
Yeah, I think that I might break
Lost myself again and I feel unsafe


Be my friend, hold me
Wrap me up, unfold me
I am small, I'm needy
Warm me up and breathe me


Be my friend, hold me
Wrap me up, unfold me
I am small, I'm needy
Warm me up and breathe me

quinta-feira, julho 26, 2018

Dos astros

Eu cá não sei mas que alguma coisa se passa, disso não tenho dúvidas. Estes dias semi-quentes parecem emanar uma tal energia cósmica do lado do Deus-me-livre que faz com que ande tudo em erupção ou à beirinha de se lançar às goelas de quem lhe passa pela frente. Sente-se a fluir nas pequenas coisas enquanto que nas grandes nem tempo há para perceber se flui ou não porque nos caiem logo na cabeça. Ainda estamos a tentar perceber de onde vêm e zumbas!, cá vai disto. Sente-se nas reacções, nas vozes, nos olhares, qualquer palavra cai mal, qualquer troca de esgares, ainda que fruto de puro desajeito, é mal interpretada. Nada passa da flor da pele e tudo lá se prepara, tal qual casa de partida, para disparar em grande velocidade à primeira ameaça de tiro. 

Eu cá não sei mas, pelo sim pelo não, assumo posição de guarda-redes... em modo "muro"... com picos...

Porque são do melhor que tenho ouvido nos últimos tempos...

Todas mulheres. Todas portuguesas. Coincidência? Acho que não... :)

segunda-feira, julho 23, 2018

sexta-feira, julho 20, 2018

De quando nos sentimos pequeninas outras vez e precisamos do pai para nos dizer o contrário...

E as vezes que eu tenho dúvidas de ser boa ("ó boa!!!!" - não... não é dessas...) o suficiente...?

quarta-feira, julho 18, 2018

Nove

O ano em que nos vi cada vez mais perto...

sexta-feira, julho 13, 2018

Dos dois lados da moeda...

"Sim, percebe-se que, quando lhe aparecem problemas, não são daqueles de lana caprina, não... são mesmo de a levar para o fundo mais fundo do buraco. Mas a verdade é que conheço pouca gente com a capacidade de se levantar e vir à tona que você tem. Quantos não se ficam pelo meio do caminho e nem precisam cair tanto... No seu caso, não. Cai, vai lá ao fundo mas levanta-se cá com uma força..! É uma sobrevivente, sem dúvida..."

Porque eu sou das que aprende...

"Forget the past but remember the lesson."

quinta-feira, julho 12, 2018

Frase do dia

"Muda de alma. Como? Descobre-o tu"

Bernardo Soares
in Livro do Desassossego.

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quarta-feira, julho 04, 2018

Perfil

Engolindo em seco...

segunda-feira, junho 25, 2018

Pérolas da porca #39

"Já viu a lata dela, a levantar a garimpa...?!."

Perfil

Em modo "os cães ladram mas a caravana passa..."

sexta-feira, junho 22, 2018

Há oito anos, como hoje...

"My thoughts are like origami - bent, warped and twisted - but pretty if you look at them in the right light!"
Anonymous

quinta-feira, junho 21, 2018

Vinte e um

Quando dou conta, o vinte e um é a data que se apresenta. Como se, de todos os dias do calendário, este me tivesse sido destinado para viver acontecimentos que, não tendo sido eu tida nem achada na resolução, não escorrem para o poço do, por vezes santo, esquecimento. Vale por não me obrigar a esforçar a memória mas, havendo outros, nenhum se impõe como este, nenhum se força como palco de narrativas de marcas na pele como este. Por vezes, literalmente. 

Noto que os "vinte e um" com histórias para contar são tendencialmente os mais quentes, não sei se alguma responsabilidade devo atribuir aos astros por os aproximarem da minha data de nascimento. Será que, tendo eu sido criança de Verão, me vêem mais habilitada a lidar com temperaturas elevadas e deduzem que o acrescento de uns quantos graus centígrados passa despercebido? Ou, se por outro lado, sabendo-me em esforço que a convivência climatérica mais extrema exige, a adição de carga tem como objectivo testar-me e aumentar-me a resistência?

Vinte e um. Hoje é dia, de memórias recentes e passadas, de me fazer olhar para elas e medir o impacto que têm em mim. Muitas já são memórias suaves, leves apontamentos, passam em câmara lenta, lá ao fundo e dizem adeus enquanto continuam caminho. Outras chegam-se à frente. E ficam mais um bocadinho...

segunda-feira, junho 18, 2018

quinta-feira, junho 14, 2018

Porque não há nada mais aborrecido do que uma pessoa sem vícios...


Causas

"Ó diabo, recebi um email do Bloco de Esquerda...??", estranho eu para logo de seguida me lembrar que o grupo parlamentar do dito foi contactado pela minha pessoa, como todos os outros, num email de repudiação colectiva à exploração de hidrocarbonetos em Portugal. Sim porque as minhas reclamações - que já têm direito a uma pasta só para elas - já vão além do âmbito do direito de consumo. Sou uma mulher de causas, o que se há-de fazer. Mas uma mulher daquelas que mexem o rabo e tentam fazer mais que manifestar-se do alto do conforto da cadeira que lhe calhou no almoço familiar. Obrigadinho pela resposta, Bloco, faz mas é o que tens que fazer, tu e os outros, que é para isso que vos pagam.

Das "minhas" festas...


terça-feira, junho 12, 2018

sexta-feira, junho 08, 2018

Do amor

Liguei-lhe sem saber bem o que esperar. Desde que o diagnóstico foi conhecido, que tento, à medida que a doença galopa, adequar-me ao estado que se vai apresentando, que pode até mudar de um dia para o outro. Às vezes dizem: não vale a pena, amanhã não se vai lembrar: mas cada vez mais me convenço que a memória, a recordação é, decididamente, sobrevalorizada. Insisto: não me interessa. Hoje, enquanto vive, sente, mesmo que depois apague o que sentiu do cérebro, acredito que o mantenha no coração.

Feliz aniversário, disse eu, e do outro lado um gaguejante obrigado representativo da surpresa que lhe estava a causar o facto anunciado, embora tenha a certeza de não ter sido a primeira pessoa a fazê-lo naquele dia. Mas não se desmanchou e, agradada, disse: obrigado, obrigado, pois, não sei se vou jantar fora, pois, acho que já não me lembro bem de quantos anos faço, obrigado.

Despeço-me com um "que continue a ter um dia bom" e ouço: tu também. Aliás, não só hoje! Que tenhas todos, todos, todos os dias muito bons daqui para a frente!


O amor não precisa da cabeça para nada...

A progenitora, acabinha de aterrar vinda do Alasca, diz...

"... adorei andar de hidroavião! Agora já só me falta helicóptero e submarino!"

...

quarta-feira, junho 06, 2018

Porque me traz memórias tão boas...




Oh the wind whistles down 
The cold dark street tonight 
And the people they were dancing 
To the music vibe 

And the boys chase the girls, with curls in their hair 
While the shocked too many sit way over there 
And the songs get louder each one better than before 

And you singing the song thinking this is the life 
And you wake up in the morning and your head feels twice the size 
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight? 
 And you singing the song thinking this is the life 
And you wake up in the morning and your head feels twice the size 
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight? 
Where you gonna sleep tonight 

So you're heading down the road in your taxi for 4 
And you're waiting outside jimmy's front door 
But nobody's in and nobody's home till 4 
So you're sitting there with nothing to do 
Talking about Robert Ragger and his 1 leg crew 
And where you gonna go, where you gonna sleep tonight? 

And you singing the song thinking this is the life 
And you wake up in the morning and your head feels twice the size 
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight? 
And you singing the song thinking this is the life 
And you wake up in the morning and your head feels twice the size 
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight? 
Where you gonna sleep tonight 
And you singing the song thinking this is the life 
And you wake up in the morning and your head feels twice the size 
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight? 
And you singing the song thinking this is the life 
And you wake up in the morning and your head feels twice the size 
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight? 
And you singing the song thinking this is the life 
And you wake up in the morning and your head feels twice the size 
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight? 
And you singing the song thinking this is the life 
And you wake up in the morning and your head feels twice the size 
Where you gonna go, where you gonna go, where you gonna sleep tonight? 
Where you gonna sleep tonigh

terça-feira, junho 05, 2018

A ter sempre à mão...


Perfil

Claramente em modo "quando sou boa, sou muito boa, mas quando sou má, sou melhor ainda!"

segunda-feira, junho 04, 2018

Primeira visita...

























Quero lá saber. E hei-de ir mais, sim, de noite, de dia, com gente, quase vazia, não me interessa. Tenho a conta a zeros (mais propriamente a 2.66€...) - coisa que não me acontecia desde a adolescência e sempre por boas razões (copos, tabaco, saídas à noite, etc...) - mas não quero saber. A Feira sabe-me a mim. 

À Feira, para mim, vai-se de metro. E o agasalho que se leva tem que ser passível de se atar à cintura porque os braços hão-de vir carregados. E começa-se de baixo para cima, do lado esquerdo, voltando-se a descer pelo mesmo passeio para apanhar as barraquinhas mais próximas do jardim central. Só depois se atravessa o parque. E anda-se aos ziguezagues entre barracas. E espreitam-se os livros do dia para bons preços e as laterais das estruturas porque lá há sempre livros diferentes. Perco-me nos livros infantis a admirar o que hoje se faz para chamar os miúdos à leitura. E imagino quantos me daria prazer comprar só porque são bons... E lembro-me de mim a "cheirar" todas as prateleiras para encontrar aquele número daquela colecção ou a decidir que livros levaria para casa, do número reduzido que me era permitido escolher cada vez que lá íamos. Porque não havia, seguramente, dinheiro para todos os que queria. Como hoje continua a não haver... E lembro-me da progenitora embora o leitor mais voraz até fosse o progenitor. Mas não tinha paciência para multidões e grandes caminhadas. Se nos acompanhava, ficava-se com o jornal ou um livro numa qualquer esplanada das redondezas até termos feito a nossa ronda. 

E tem que haver sol q.b. e farturas e autores por lá a autografar e programa das festas anunciado pelos altifalantes. E tem que se parar para café tomado em qualquer banco do jardim e tenho que me perder em contracapas como me acontece quando consulto uma enciclopédia: vou à procura de coisa ou facto e, quando dou por mim, já vou páginas e páginas à frente, tendo pulado de assunto em assunto porque uns remetem para os outros... Tem que cheirar a pipocas.

Nos últimos anos, perco-me mais entre sinopses por isso a visita às barraquinhas do lado direito adia-se para a segunda vez. À terceira ida vai-se pelo passeio. Nessa altura, os bolsos estão mais que esfarrapados e a consciência de que não terei tempo de vida útil para ler tudo o que levei e quero levar calca-se-me na mente de forma mais marcante. E eu aceito e sei que assim é porque o desejo já foi satisfeito. É sempre mais fácil aceitar ordens de dieta de barriga cheia...

Estes são os da primeira visita. Cada um por razão diferente que só a mim interessa. E já estou ansiando a hora de os abrir...

Debaixo do meu céu...


sexta-feira, junho 01, 2018