Às vezes a vida é como gato que se atravessa à nossa frente e se enrodilha nas nossas pernas...
não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
terça-feira, agosto 11, 2015
Das coisas que se me aparecem pela frente...
... e em relação às quais não descanso enquanto não vou saber do que tratam...
Dístico elegíaco
Origem: Wikipédia
Dístico elegíaco era o metro geralmente utilizado na composição de elegias e epigramas na antiguidade greco-romana. Trata-se de uma estrofe de dois versos dactílicos, sendo o primeiro um hexâmetro e o segundo um pentâmetro, sendo sua estrutura geral esta:
- v v | - v v | - v v | - v v | - v v | - x (hexâmetro)
- v v | - v v | - | - v v | - v v | x (pentâmetro)
Obs: "-" corresponde a uma sílaba longa; "v", a uma breve; "x", a longa ou breve. Notar que, exceto no quinto é do hexâmetro e nos quarto e quinto do pentâmetro, v v pode ser substituído por - (duas breves por uma longa)
Podia-me dar para pior...
segunda-feira, agosto 10, 2015
sexta-feira, agosto 07, 2015
Constatação #87
Estou uma "crescida": o ingrediente principal da salada que resolvi almoçar era o brie...
Das coisas que me irritam
Há (muitas!) coisas que me irritam. Uma delas é pedir qualquer coisa, como por exemplo, um café e ouvir: queria? e já não quer?? (seguido do costumeiro sorrisinho orgulhoso de quem acha que fez um piadão daqueles...).
Filhos, aqui vai que eu (e o Ciberdúvidas!) não duro para sempre...
"Tanto é correcto "eu quero um café", como "eu queria um café". Mas em "queria" mostramos delicadeza e civilidade. Quem diz "eu quero" aproxima-se da imposição. Vejamos, em situações como esta, a diferença entre o presente do indicativo (quero) e o pretérito imperfeito do indicativo (queria). "
quinta-feira, agosto 06, 2015
Frase do dia
"Ao meu lado caminham os que escolhi e os que me escolheram; o resto tanto se me dá que vá atrás como à frente."
Ana Silvestre
terça-feira, agosto 04, 2015
Das decisões
A decisão está tomada há muito. Ainda que não necessariamente verbalizada ou registada no tempo, ainda que nem sempre consciente, foi-se compondo, um pouco todos os dias, ganhando forma e força, até se apresentar inteira e cheia de si. E assim se encontra ela hoje, sem um pingo de orgulho que a possa envergonhar, sem ter sido minada por qualquer influência egoíca, sem que o braço do despeito a tivesse encostado à parede, sem ter sido empurrada neste sentido por pressupostos e regras de bem viver: cheia de si por mérito próprio, racional, emocional mas também lógico, de quem andou muito para aqui chegar, de quem fez o que tinha que ser feito até não sobrar mais nada e que, por essa razão, pode hoje olhar para trás e cumprimentar com um sorriso o apaziguamento.
segunda-feira, agosto 03, 2015
quinta-feira, julho 23, 2015
É só aquele tipo de frase que, fora do contexto, faz cair um daqueles mantos de silêncio constangedor sobre as nossas cabeças...
... e, claro está, tinha que ter sido dita por mim...
"Então e os meus pneus, estão a ter muita saída??"
"Então e os meus pneus, estão a ter muita saída??"
quarta-feira, julho 22, 2015
Aos piores inimigos
"É o melhor conselho que um amigo pode dar a outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha "sou rebelde porque o mundo quis assim". Sem essa.
O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde. Salve-se dos seus traumas de infância. Quem não consegue sozinho, deve acudir-se com um terapeuta. Só não pode esquecer: sem amizade por si próprio, nunca haverá progresso possível, como bem escreveu Sêneca cerca de 2.000 anos atrás. Permanecerá enredado em suas próprias angústias e sendo nada menos que seu pior inimigo."
Martha Medeiros
Frase do dia
"I love sleep; my life has the tendency to fall apart when I’m awake."
Ernest Hemingway
Ernest Hemingway
sábado, julho 18, 2015
sexta-feira, julho 17, 2015
Será da provecta idade...?
No seguimento de uma minha opção em apresentar um estrangeirismo entre aspas na plataforma tecnológica que tenho obrigação de gerir, no âmbito das minhas actividades profissionais (pelo facto de o campo em causa não me permitir utilizar o estilo itálico que é sempre a minha preferência), obtive reclamações constantes por parte dos responsáveis pela informação acrescidas de pedidos para que retirasse as aspas alegando que dashboard (o termo em questão) é amplamente utilizado na área e noutras plataformas portuguesas semelhantes onde aparece sem qualquer formatação. A minha última resposta foi a seguinte:
"Boa tarde.
A equipa de trabalho XXXX tem como uma das suas funções garantir justamente que as regras ortográficas em vigor para a língua portuguesa são observadas nesta plataforma e, segundo estas, os estrangeirismos devem ser identificados em itálico ou, em alternativa, entre aspas. A razão por que se usa o itálico (ou as aspas) nos estrangeirismos prende-se com a intenção de realçar essas palavras, alertando o leitor para o facto de se estar a utilizar um vocábulo que não pertence ao nosso idioma, mesmo que a palavra em questão seja amplamente utilizada em determinada área.
De qualquer forma, vou colocar a questão superiormente no sentido de aferir se a posição institucional perante estas matérias se alterou."
Noutro tempos, a resposta não seria esta. Noutros tempos, depois de bradar aos céus e bufar para dentro e para fora, muito rapidamente e em força diria qualquer coisa como isto (ainda que em termos mais politicamente aceitáveis que eu sempre fui educadinha): é assim porque é assim que mandam as regras; se não sabe estas coisas, não saberá outras igualmente básicas o que torna a sua passagem para além da escolaridade mínima obrigatória um verdadeiro fenómeno do Entroncamento; eu sou a pessoa responsável e este tipo de coisas por mim não passa; o facto de a maioria das pessoas ser obtusa e dona de confrangedora falta de cultura e conhecimento não deveria servir como argumento para me tentar convencer a engrossar o rebanho, só revela falta de argumentação melhor; quer "balir" ao som do "balido" dos outros, faça-o sozinho; não concorda, esteja à vontade para fazer queixa e, já agora, aproveite e dê os meus cumprimentos à sua ignorância.
Conclusão: estou feita uma mole...
quinta-feira, julho 16, 2015
A vontade move o mundo
Se me dissessem que, no espaço de uma hora e meia, viria a saber de uma cadelinha abandonada perto de mim, em risco de atropelamento; que dispararia emails para diversas associações a pedir ajuda; que uma delas me iria ligar daí a pouco a dizer que já estava no local; que se iria conseguir, após várias tentativas sem sucesso, agarrar a cadelinha amedrontada e entregá-la a quem se dispõe a providenciar-lhe os devidos cuidados, tudo isto no meio de uma tarde de trabalho, eu não acreditaria...
:)
terça-feira, julho 14, 2015
segunda-feira, julho 13, 2015
sexta-feira, julho 10, 2015
quinta-feira, julho 09, 2015
terça-feira, julho 07, 2015
segunda-feira, julho 06, 2015
sexta-feira, julho 03, 2015
A pouco dias de terminar mais uma década...
A década em que parece que tudo aconteceu, a década em que aprendi e cresci, mais que em qualquer outra. A década em que o chão me fugiu debaixo dos pés e em que eu achei - e até desejei - que me levaria com ele para depois descobrir que os meus limites são bem mais além. A década em que mais me desiludi por mais me ter iludido. A década em que descobri o verdadeiro significado do amor, da amizade, da compaixão, da empatia por, em simultâneo, ter experimentado a sua ausência e as suas existência e afirmação. A década em que me descobri uma pessoa absolutamente privilegiada. A década em que mais sonhei e desisti de sonhar para voltar a sonhar outra vez. A década das luzes e das trevas, das florestas escuras e das descobertas, de um maior conhecimento interior, deste ser humano e dos outros. Dos risos carregados de mágoa porque a vida continua, da força que não sabia que tinha, dos pesos e fardos e das múltiplas mãos que se juntaram às minhas para me ajudar a carregá-los. A década das mortes, de corpos mortos e vivos, e de almas, e de algumas ressurreições. A década da solidão, profunda solidão como não sabia que era possível alguma vez sentir alguém tão rodeada de gente. A década da verdadeira autonomia. A década do amor por mim própria. A década do "tudo é degrau,
tudo eleva" e do "quando não sabemos o que fazer, o melhor é não fazer
nada" e também do "não". Não, não, não. Foi a década do choro. Rios e
rios de choro, com lágrimas, sem lágrimas, com gritos mais ou menos em
surdina, com murros na parede e pernas que perdem a força em direcção ao
chão. A década das novas viagens. A década da vida como ela é, da realidade, da maturidade, dos olhos que finalmente se abrem e se deixam de filtros infantis. A década do desapego. A década da descoberta dos dois lados da moeda. A década do descontrolo e da sua aceitação e até certa adopção, imagine-se! A década em que me levantei sempre, uma e outra vez, as vezes que foram necessárias, e que caí, uma e outra vez, por não aguentar mais estar de pé. A década dos sonhos e pesadelos. A década da busca incessante por soluções, das experiências nunca vividas, da fé. A década das surpresas, dos desconhecidos que, mesmo desconhecendo-me, me estenderam a mão, e das cartas, búzios, velas, santos e orixás, côcos partidos em encruzilhadas, drogas legais e mezinhas. A década da família numerosa e dos seus laços mais extensos. A década do orgulho nos meus apelidos e genes. A década da "cuidada" que passou a cuidadora. A década das amizades e "irmandades" e dos copos e das drogas leves a fazer-nos rir, como há muito não conseguia, no banco de jardim à beira do Amstel. A década das presenças constantes, das imensas, dilacerantes, às vezes, incapacitantes saudades. Do amor que teima e persiste, da esperança. A década em que mais mudei. A década em que mais me afirmei a mesma. A década em que apreendi a vida e a sua inconstância. A década dos planos e desvios. A década do futuro.
terça-feira, junho 30, 2015
segunda-feira, junho 29, 2015
Lição dos tempos que correm
"Procuro não ter planos para a vida para não atrapalhar os planos que a vida possa ter para mim."
Agostinho da Silva
Agostinho da Silva
quarta-feira, junho 24, 2015
Quero
"Vive, dizes, no presente,
Vive só no presente.
Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede"
Alberto Caeiro
in "Poemas Inconjuntos".
Apita o comboio!
Há pessoas que têm a vida toda estudadinha. Fazem planos e cumprem-nos à risca. Manobram a vida no sentido do que lhes dá jeito. Tiram o curso no tempo estipulado, empregam-se onde querem, casam com a pessoa que melhor combina consigo, têm o primeiro filho quando é conveniente e até conseguem calcular, quase à hora, o segundo, para que não haja muita diferença de idades. Têm o dia a dia definido, com regra e esquadro, os horários estudados, as férias programadas com antecedência, primeiro lá na "terra" e depois na praia para apanhar um bocadinho de sol, os avós sempre presentes em caso de necessidade, os mesmos amigos, também com filhos, todas as sextas no mesmo lugar. Têm a casa perfeita, a família perfeita, a vida perfeita. Tal e qual como sempre quiseram, tal e qual como manda a suposta fórmula da felicidade. Tudo certinho, tudo direitinho, tudo encarriladinho.
E depois há quem não se consiga manter nos carris. Ou porque não quer, ou porque o feitio não deixa ou então porque a sua vida - tal como a pessoa sua dona e respectiva cabeleira - não se deixa manobrar e acaba por fazer o que bem entende. Este tipo de pessoa vai aprendendo, às suas custas, que mais vale não fazer planos. Não tem a vida perfeita nem a casa perfeita nem a família perfeita. Mas eu diria que o que tem é, sem dúvida e no mínimo, uma perfeita... vá... animação..!
Have no fear...
Failure
Kings Of Convenience
Using the Guardian as a shield,
to cover my thighs against the rain,
I do not mind about my hair.
Your jacket may be waterproof,
but I know the moment you get home
you're gonna get your trousers changed.
Failure is always the best way to learn,
retracing your steps 'til you know,
have no fear your wounds will heal.
I wish I could travel overground
to where all you hear is water sounds,
lush as the wind upon a tree.
I wish I could travel overground
to where all you hear is water sounds,
to capture and keep inside of me.
Failure is always the best way to learn,
retracing your steps 'til you know,
have no fear your wounds will heal.
sexta-feira, junho 19, 2015
Um
É impressionante como, quando não se tem nada, nos contentamos e alegramos com pouco. Porque esse pouco pode ser tudo. Ou nada...
terça-feira, junho 16, 2015
Das sortes
A este dia não posso pedir mais nada.
Começou às 8h e pouco com um choque em cadeia que envolveu três viaturas sendo que a minha era a quarta. Vi-os vir, tal qual peças de dominó, na minha direcção e só tive tempo de aliviar o pé e deixar descair o carro. Resultou. Por um triz.
A este dia não posso pedir mais nada mas acho que, assim como assim, vou jogar no Euromilhões...
segunda-feira, junho 15, 2015
A prova provada de que estou feita uma velha snob...
Estou-me a apaixonar por um perfume da Cartier...
Pérolas da porca #23
- Pois mas têm que perceber que, em relação a esta tarefa, eu não tenho backoffice!
- Desculpe, não tem o quê?
- Backoffice! Não tenho ninguém para me substituir..!
( e assim começamos a semana...)
sexta-feira, junho 12, 2015
Santos. Da (minha) casa.
Tentando negociar horas de chegada, aproveito e aviso uma amiga que hoje retomarei determinada medicação que requer horário de toma rígido e algum sossego. Justamente hoje, noite de Santo António, em que combinámos "sardinhar"...
Resposta:
"Mais uma razão para chegares cedo: eu tenho que estar sóbria para te ajudar!!!"
A vingança é um prato que se serve aos folhos, está visto
A patrocinadora dos vestidos das noivas do padroeiro deve ter sofrido bullying quando era criança, irra...!
terça-feira, junho 09, 2015
segunda-feira, junho 08, 2015
E isto (também) é
Sexta-feira de quase Verão, o sol que ainda não se pôs, copo de vinho tinto na mão a apreciar o fim de tarde, livros e mais livros na rua, gente, música, comida que se saboreia a andar, farturas: felicidade.
Das descobertas boas
Saga
Filipe Catto
Andei depressa para não rever meus passos
Por uma noite tão fugaz que eu nem senti
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi
Se eu soubesse que o amor é coisa aguda
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir
Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
E era de gozo, uma mentira, uma bobagem
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar
Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar
E agora andando, encharcado de estrelas
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
Filipe Catto
Andei depressa para não rever meus passos
Por uma noite tão fugaz que eu nem senti
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi
Se eu soubesse que o amor é coisa aguda
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir
Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
E era de gozo, uma mentira, uma bobagem
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar
Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar
E agora andando, encharcado de estrelas
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
sexta-feira, junho 05, 2015
(I)limitações
E de repente toca o telefone: uma das minhas tias, com mais de sessenta anos e com limitações físicas graves, com origem numa doença familiar crónica altamente incapacitante, diz-me:
"Querida, estás boa? Ontem lembrei-me de ti e é por isso que te telefono. Sabes o que fiz? Desci naquele cabo, entre duas montanhas, a não sei quantos metros de altura como tu fizeste o ano passado (Fantasticable em Ribeira de Pena)! Olha, adorei! Aquilo é muito giro, gostei imenso e lembrei-me tanto de ti! Fui com a minha associação (de doentes com a mesma patologia) e descemos todos! Sabes, eu confesso, o que me chateia mais nestes desportos que eu já fui experimentando é vestir e despir os fatos, por causa das minhas dificuldades. Já no surf foi um chatice, aqueles fatos muitos chatos, todos completos. Mas tem que ser para se fazer estas coisas, não é? A ver se, numa próxima vez, saltamos as duas!"
quarta-feira, junho 03, 2015
Retroversões
A minha resposta mental a uma determinada página na internet que me diz "gallery could not load" foi "fuck you".
É bom perceber que a minha mente consegue adequar automaticamente o insulto à língua falada....
quarta-feira, maio 27, 2015
Impressão digital
Vieram mesmo agora pedir a minha para o novo registo de entradas na entidade laboral e disseram-me que o dedo ficaria à minha escolha.
Estive "vai, não vai" para não ser uma menina educada...
Novo verbo inventado por mim agorinha mesmo (como é que ninguém se lembrou dele antes???)
"Sardinhar".
É começar, é começar!
(Yé, yé, yé, Santo António é que é!)
segunda-feira, maio 25, 2015
Antecipação da boa
Está a chegar a época dos livros e das farturas, das sardinhas e arraiais, da praia e dos petiscos que lhe seguem, das noites quentes...
Hoje temos "variados"
Ontem fez anos o homem que me ensinou a andar. Oitenta anos. Fui uma das cinco crianças a quem ele, com paciência e generosidade, pegou nas pequenas mãos sapudas e cambaleantes e levou, vezes sem conta corredor afora - corredor de antiga casa de família - até sentir que sim, já nos podia soltar, tínhamos já conquistado a nossa independência. A partir daí, nunca mais parámos. Ontem estivemos lá, os cinco. Foi um privilégio.
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Oitenta anos. Oitenta anos que me levaram a outros oitenta e outros festejos. Tudo me leva sempre a ti, já viste?
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Odeio esperar. E, no entanto... estou uma crescida!
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Há dias em que me parece que nada vai passar de imaginação.
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Ando
a preferir o silêncio. O rádio não se liga, a televisão também não; há
momentos em que só me apetece ouvir o mundo a girar, com a sua
incontornável banda sonora, não lhe acrescentando mais nenhum som. Basta
o dos meus pensamentos.
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O resto guardo para mim.sexta-feira, maio 22, 2015
Seja a mulher da sua vida
"E seja agora! Mas, não, não seja para os outros… nem por eles. Seja sua e por você. Vá na frente, dê o primeiro passo, mude de vida sem pedir a opinião dos outros, sem pedir a permissão do mundo. Descubra-se. Entenda-se. Faça terapia e, quando não der, faça compras. Seja inconsequente e pague por isso. Fique bêbada e pague a conta. Abra a porta do carro, banque uma rodada de choppe e, quando o dia não for de festa, simplesmente diga não. Diga não sem culpa, mas não sem educação. Seja breve na fala e detalhista no pensamento. Aperte firme a mão das pessoas. Sorria. Seja a frente de batalha da sua vida, sem colete à prova de balas. A vida, minha amiga, não é à prova de imprevistos. Não tenha filhos e, se tiver, permita-se ser a mãe que a natureza te formou para ser. Escolha. Viaje. Decida. E, quando ficar em dúvida, simplesmente admita. Venda seu carro, compre uma Komb. Ou, então, financie seu carro zero. Mude. De quarto, de casa, de roupa, de sonhos. Solte as mãos, abra os braços, corte o cordão que te prende ao passado. Não espere, vá. Leia, escreva, escute. Pare de assistir a novelas. Discuta, dispute, desculpe. Seja íntima de si mesma.
Seja a mulher da sua vida. Seja só sua. E não o faça de fachada, não tente impressionar. Impressione-se com a vida. Observe uma borboleta, alimente um gato, acaricie um cachorro. Permita-se ser sensível. Chore. Ser a mulher da sua vida não é ser mais homem, ser a mulher da sua vida é olhar-se no espelho e sentir orgulho do seu próprio sorriso. É respeitar suas próprias decisões em detrimento da opinião dos outros, mesmo que esses outros sejam a sua família. Ser a mulher da sua vida não é ser durona. Faça ioga ou boxe, mas faça o que você gosta. Descubra-se de novo. Perceba o que mudou. Você muda, o mundo muda; mas você muda, não muda nada. Corte os cabelos, nasça de novo. Ajude desconhecidos e aproveite milimetricamente o doce sabor de fazer a diferença na vida de alguém. Mas, antes disso, faça a diferença na sua vida!
Dirija o carro, pague o almoço, ponha o pau na mesa. Sim, você tem um pau bem grande chamado “amor próprio” e ele não está no meio das suas pernas, não. Ame-se. Ame-se muito. Ame-se acima de tudo. E depois de se amar tanto, ame-se mais um pouco. Ame-se sem maquiagem e sem estar em forma, porque do que adianta os elogios de outra pessoa se você mesma não enxerga sua beleza? Enxergue-se. Vista-se de coragem. Convença-se do quão foda você é e, se você não conseguir ser sua própria advogada, é porque ainda não entendeu o que é, verdadeira e intensamente, ser a mulher da sua vida.
Honre-se. Você não nasceu mulher à toa. Você não lutou até agora para se esconder atrás de seus próprios preconceitos. Seja a mulher da sua vida, mas não o seja pra conquistar macho ou apaixonar fêmea. Seja e pronto. E ponto.
E conto… te conto este segredo, que ao compreender este texto você encontrou o seu só seu (re)começo."
in Obvious
quarta-feira, maio 20, 2015
E o que dizer de um dia que começa...
... comigo a rasgar as calças assim que me sento para começar a trabalhar...?
Estou que nem me aguento para ver como correrá daqui para a frente...
Estou que nem me aguento para ver como correrá daqui para a frente...
sexta-feira, maio 15, 2015
quinta-feira, maio 14, 2015
Responsabilidades
I have certain responsibilities…
Not to live in blame.
Not to take others for granted.
Not to have unrealistic expectations.
Not to make others responsible for my feelings.
Compassion isn’t a tool…
Its a way of living life.
Mr. Rules in I knew all the rules but the rules didn't know me
Quatro folhas
Um dia destes, no jardim à porta de casa, uma senhora patusca e sorridente, nos seus setenta, que passeava um cãozinho igualmente patusco e sorridente, dirige-se a mim:
- Olá, boa tarde. Desculpe lá mas a senhora liga a estas coisas de trevos?
- Err... boa tarde... trevos? Pois, não costumo, não...
- É que encontrei um trevo de quatro folhas. Do que eu já li sobre o assunto, não adianta nada a pessoa que o encontrou ficar com ele, não é a ela que ele irá dar sorte. Tem que ser dado a outro. Ora, eu estava ali com aqueles dois senhores (também donos de cães a passear os respectivos) mas o trevo é só um. Se desse a um deles, ainda achavam que me estava a "atirar" ou coisa que o valha e eu já não tenho idade para essas confusões (risos), por isso, quando a vi pensei: vou dar àquela senhora, assim já não há mal-entendidos (sorriso). Quer?
- Err... quero, sim... agradeço. Obrigado por me ter escolhido..!
- Ponha dentro de um livro. Diz que é assim que se faz. E, olhe, boa sorte!
(e foi assim que "Os Maias" o receberam de braços abertos...)
(e foi assim que "Os Maias" o receberam de braços abertos...)
Que o Senhor esteja convosco, ...
... amigos hífens entre verbos e pronomes, que vos querem aniquilar a toda a força...
Ámen.
Ámen.
segunda-feira, maio 11, 2015
Sonos ou o que os tempos me vão ensinando
Quando o sono não te deixa dormir sossegada, levanta-te. Sai do quarto, abre uma janela e apanha ar. Deixa que a brisa sopre os teus ventos mais turvos e aprecia a noite ou a manhã acabada de nascer. Refresca-te. O sono que te faz dormir embalada não tarda em voltar.
Presa por ter cão...
Superior hierárquico para mim:
Não te percebo, o que se passa contigo hoje? Estás muito calma... estás tão calma que até me estás a enervar!
sexta-feira, maio 08, 2015
quinta-feira, maio 07, 2015
Avó C.
Quase não a conheci, sou a 13ª de 13 netos. Não sei se as memórias que tenho dela são reais ou fabricadas a partir do que fui ouvindo ao longo da vida. Hoje, esta fotografia tipo-passe, tirada no fotógrafo da sua vila nortenha a determinada altura da sua vida, veio-me parar às mãos.
Dizem que foi uma mulher de fibra.
(Dizem que tinha mau feitio.)
Dizem que era alegre, risonha e provocadora, não poupando as irmãs mais velhas, mais sisudas, às suas graças e gozos.
(Dizem que era sarcástica.)
Dizem que dizia com orgulho: trabalho fora de casa por isso não trabalho dentro - era professora.
(Dizem que depois controlava o que as noras andavam a fazer e exigia perfeição e horas de refeição certas, sendo que se recusava sequer a estrelar um ovo.)
Dizem que tinha um orgulho imenso nos filhos.
(Dizem que achava sempre que nenhuma mulher estava, por isso, suficientemente à altura deles e não se coibia de o (lhes) mostrar sempre que lhe apetecia.)
Dizem que cheirava a verbena e que deixava um rasto leve do seu perfume por onde passava, vaporosa e elegante, de lenços ou estolas.
(Dizem que era arrogante e crítica e exigente.)
Dizem que, apesar de pequena, dominava qualquer espaço onde entrasse com a sua jovialidade, inteligência, graça e presença, mesmo quando já não era nova.
(Dizem que era impossível de aturar.)
...
Dizem que tenho muitos traços dela...
quarta-feira, maio 06, 2015
terça-feira, maio 05, 2015
À noite
Hoje tive-te de volta. Em sonhos. Hoje deixei rebentar a barragem de soluços e choro acumulado quando te abracei. Em sonhos. Saudades que vivem comigo. Hoje tive a certeza que, antes de nos encontrarmos definitivamente, havemos sempre de nos ir encontrando por essas noites fora.
sexta-feira, abril 24, 2015
quarta-feira, abril 22, 2015
"(...) porque a menina é superlativa nas coisas..."
su·per·la·ti·vo
1. [Gramática] Diz-se de ou adjectivo ou advérbio que indicam o mais alto grau de significação: superlativo absoluto (o que não faz referência a outros objectos da mesma espécie); superlativo relativo (o que faz essa referência). adjectivo
2. [Figurado] Excelente; elevado; extremo.
su·per·la·ti·var - Conjugar verbo transitivo
[Gramática] Dar forma de superlativo a; tornar superlativo.
Obrigado...
Acho...
1. [Gramática] Diz-se de ou adjectivo ou advérbio que indicam o mais alto grau de significação: superlativo absoluto (o que não faz referência a outros objectos da mesma espécie); superlativo relativo (o que faz essa referência). adjectivo
2. [Figurado] Excelente; elevado; extremo.
su·per·la·ti·var - Conjugar verbo transitivo
[Gramática] Dar forma de superlativo a; tornar superlativo.
Obrigado...
Acho...
sexta-feira, abril 17, 2015
Das sortes e azares
Julgo que nada "grita" mais amor do que não desistirem de nós. Apesar de tudo: amigos, companheiros, pais, professores, colegas, médicos, estranhos: apesar de todos os erros, falhas, patas na poça, incongruências, defeitos de fabrico, probabilidades, estranhezas, feitios, capacidades: sentir que o que somos, apesar de tudo isto, vale sempre mais uma oportunidade para alguém: a maior prova de amor: amor-amor, amizade-amor, amor ao próximo.
Sou uma sortuda.
quinta-feira, abril 16, 2015
E assim vai o nosso atendimento ao público...
"Enviá-mos", escreve uma entidade estatal numa resposta a um pedido de informação da minha pessoa...
E agora, faço o quê? Grito?? Reclamo? Bato em alguém??
quarta-feira, abril 15, 2015
terça-feira, abril 14, 2015
"Diz-me uma coisa, tu que és linguista..."
"... em português lê-se item ou aitem?"
Aitem, claro!! O "i" já deixou de soar a "i" há muito tempo, muito antes de qualquer acordo. Emigrou para os states há uma série de anos e só cá vem no Verão, de cinco em cinco. Aliás, se formos a ver, esta última frase está toda mal escrita, devia escrever-se como se lê. Ora então, devia ser assim: Emaigrou para os states há uma séraie de anos e só cá vem no Verão, de cainco em cainco.
Faz ou não faz todo o sentido?!? Sentaido, aliás.
segunda-feira, abril 13, 2015
"Spring cleaning" ou a meta transformação do mau feitio
Vai-se a ver e tudo isto estava programado. Vai-se a ver e a "profissional" das matérias além-entendimento até acertou na mouche: esta minha encarnação é a derradeira de um determinado ciclo - a número 9, à luz da numerologia - e portanto serve para dar uma boa "limpeza de Primavera" aqui ao estabelecimento (vulgo eu e vulgo a minha existência terrena): abrir janelas, limpar pó, sacudir tapetes, pintar paredes, deitar quinquilharia fora, renovar mobília. Arejar. Mudar. Mudar conceitos. Mudar mentalidades. Mudar posturas. Uma espécie de "Querido mudei a casa" a atirar para o transcendental.
Tudo muito certo. Tudo muito bonito. Só vejo, assim de repente, um pormenorzito ou outro que torna a coisa um bocadinho menos, vá... interessante... onde está a decoradora contratada? Ai, não temos, vai ter que ser a sua pessoa a idealizar a coisa, a decidir se quer tons pastel ou berrantes, se quer reciclar a mesinha ou comprar nova, se acha que a sua personalidade vai melhor com um espaço trendy ou mais clássico. Sem ganhar nada com isso. Pois. E onde está o mestre de obras que por acaso diz que foi instrutor de condução de uma amiga minha e agora faz anúncios a cola?? Ai, também não temos, tem que ser a menina a conduzir a renovação e a aturar a decoradora e a agrafar tecidos às cadeiras todas da sala em vez de as mandar forrar sem qualquer garantia de ganhar um contrato para publicidade pós-programa. Pois. E onde estão as lojas a oferecer tapetes e azulejos e quadros e soalho flutuante em troca de fazer aparecer a carrinha de transporte com o logo tamanho família em grande plano??? Ai, isso também não há. Tem que ser novamente a sua pessoa a pagar tudo e, já agora, a carregar às costas. O que vale é que não é alta, não tem que subir muito. E onde está o resto da equipa? Os outros fulanos que agrafam e montam cozinhas e pintam coisas e dizem "prontos, tem sido difícil, estivemos aqui a noite toda porque a Soraia inventou de fazer também uma treliça na banheira e, prontos... mas, isto é mêmo assim e nós 'tamos cá é para isso"??
Pois...
Não sei. Não sei mesmo. Diria que arrumar oito encarnações e meia sozinha, só tendo mais outra meia para o fazer, é tarefa que transcende uma Soraia qualquer e que requer uma paciência que eu, como toda a gente sabe, não tenho. Já pensei em c**** na taça e não arrumar bosta nenhuma e olha, depois de me finar em direcção ao além, logo vejo como é que dou início à encarnação seguinte. Mas diz que não dá, que a vida nos obriga a dar conta da coisa mesmo que a malta não queira. Como se nos agarrasse nas mãozinhas e nos obrigasse a usá-las em prol do seu objectivo sem que sejamos tidos nem achados, sem que nos consigamos livrar das suas garras. Tipo marionetas.
Pois...
Ainda vou no início e já estou cansada...
Mas também vos digo: se eu não me saio desta um ser renovado para lá de espectacular... bato em alguém! E só espero que a minha força de braço no universo transcendental seja bem superior à terrena..!
Tenho dito.
Ainda vou no início e já estou cansada...
Mas também vos digo: se eu não me saio desta um ser renovado para lá de espectacular... bato em alguém! E só espero que a minha força de braço no universo transcendental seja bem superior à terrena..!
Tenho dito.
domingo, abril 12, 2015
sexta-feira, abril 10, 2015
Porque é bom, muito bom...
Bon Iver
Come on skinny love just last the year
Pour a little salt we were never here
My, my, my, my, my, my, my, my
Staring at the sink of blood and crushed veneer
I told my love to wreck it all
Cut out all open ropes and let me fall
My, my, my, my, my, my, my, my
Right in this moment this order's tall
I told you to be patient
I told you to be fine
I told you to be balanced
I told you to be kind
And the morning I'll be with you
But it will be a different "kind"
Cuz I'll be holding all the tickets
And you'll be owning all the fines
Come on skinny love what happened here
Suckle all the hope in lite brassiere
My, my, my, my, my, my, my, my
Sullen load is full; so slow on the split
I told you to be patient
I told you to be fine
I told you to be balanced
I told you to be kind
Now all your love is wasted?
Then who the hell was I?
Now I'm breaking at the britches
And at the end of all your lines
Who will love you?
Who will fight?
Who will fall far behind?
quinta-feira, abril 09, 2015
"Gira o flé, gira o flá!"
Carrossel.
Para quem teve a habilidade de "se projectar" de um, aos 16 ou 17 anos de idade, e de conseguir não se partir toda, estas "voltinhas" não são nada..!
quarta-feira, abril 08, 2015
Porque a rádio Vodafone mos dá a conhecer e eu gosto cada vez mais dela por isso
Money Saves
Delta Spirit
Spanning this trap I’m in
Live in indecision but haven’t an opinion
I alone, yes, I alone with you
Servant says nothing
Hearing the needed pleas of oblivion
I alone, yes, I alone with you
They all said what you had, you let it go
Like managing a hurricane, let it blow
With your money saved, your money saved
I alone, yes, I alone with you
Son says, dad, I’m a winner
Get myself a wage, they’re gettin’ thinner
I alone, yes, I alone with you
All the plans I made got shattered
All of my old friends are getting fatter
I alone, yes, I alone with you
Delta Spirit
Spanning this trap I’m in
Live in indecision but haven’t an opinion
I alone, yes, I alone with you
Servant says nothing
Hearing the needed pleas of oblivion
I alone, yes, I alone with you
They all said what you had, you let it go
Like managing a hurricane, let it blow
With your money saved, your money saved
I alone, yes, I alone with you
Son says, dad, I’m a winner
Get myself a wage, they’re gettin’ thinner
I alone, yes, I alone with you
All the plans I made got shattered
All of my old friends are getting fatter
I alone, yes, I alone with you
terça-feira, abril 07, 2015
13 km
Feitos a caminhar (e a deitar conversa fora como não poderia deixar de acontecer entre sissas!), no sábado antes da Páscoa.
Objectivo: abater o que íamos comer no dia seguinte.
É justo.
segunda-feira, abril 06, 2015
quinta-feira, abril 02, 2015
Quinta-feira... santa...
"A casar que seja com um velho muito, muito mas mesmo muito rico.
... e que esteja ligado às máquinas
... e num sítio onde haja muitos apagões. "
De olhos bem abertos. No mundo. Na vida.
“Closing your eyes isn't going to change anything. Nothing's going to disappear just because you can't see what's going on. In fact, things will even be worse the next time you open your eyes. That's the kind of world we live in. Keep your eyes wide open. Only a coward closes his eyes. Closing your eyes and plugging up your ears won't make time stand still.”
Haruki Murakami
in Kafka on the Shore
quarta-feira, abril 01, 2015
sexta-feira, março 20, 2015
The Greatest Definition of Love
“Knowledge of each other, not of the flesh but through the flesh, knowledge of self, the real him, the real her, in extremis, the mask slipped from the face…”
in Brain Pickings
in Brain Pickings
quinta-feira, março 19, 2015
quarta-feira, março 11, 2015
Dos sofrimentos
"O sofrimento ainda pode servir para alguma coisa, desde que o tomemos sobre nós com o espírito de amor que o torna fecundo; mas fazer sofrer deixa na história um rasto de satanismo, que dificilmente poderemos apagar."
Agostinho da Silva
in Só Ajustamentos
terça-feira, março 10, 2015
quinta-feira, março 05, 2015
Pessoa
Sei
Nando Reis
Sabe,
quando a gente tem vontade de encontrar
A novidade em uma pessoa
Quando o tempo passa rápido
Quando você está ao lado dessa pessoa
Quando dá vontade de ficar nos braços dela
E nunca mais sair?
Sabe,
quando a felicidade invade
Quando pensa na imagem da pessoa
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali em sua boca
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando quer beijar de novo muitos lábios
Desejados da sua pessoa
Quando quer que acabe logo a viagem
Que levou ela pra longe daqui?
Sabe,
quando passa a nuvem brasa
Ar de coco, sopro do ar que trás essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui?
Eu sei? Sei.
Down memory lane. Twice.
Fui eu quem escreveu este bilhetinho que hoje me regressou às mãos. Bastou lê-lo uma vez para me lembrar exactamente das circunstâncias em que foi escrito: Natal, numa outra vida, prenda do amigo secreto, a pista logo adivinhada por quem a recebeu e que, pelos vistos, a guardou até hoje no fundo do baú. Uma história que comporta em si uma outra, de há bem mais anos atrás, a de duas miúdas com tempo a mais entre aulas; galões e torradas partilhados no café do costume.
Essas miúdas já não existem. Ou melhor, até existem, sim, continuo a acreditar, mas parece-me que se aconchegaram demais no fundo desse mesmo baú. Remetem-se ao silêncio a maior parte do tempo, esquecem-se de si a maior parte do tempo, sob o peso da vida que, entretanto, lhes foi passando por cima, só de vez em quando vêm à tona. Hoje, as miúdas são grandes demais, cheias de adultices, de marcas de vida - algumas até quase fotocópia, por coincidência ou talvez não - das quais parecem, tristemente, não conseguir regressar...
Mas hoje foi dia de "de vez em quando". Uma história encaixada na outra; dois saltos no tempo. Hoje foi dia de "de vez em quando" em dose dupla.
quarta-feira, março 04, 2015
segunda-feira, março 02, 2015
I don't need a vision I'm just waiting on collisions of the brain and the heart...
Edge Of Something
Jamie Cullum
I've got some ways of forgetting now
What you're finding out, what you're finding out
I've got some ways of believing now
What you're leaving out, what you're leaving out
So take a reach down inside your soul
What you gonna find, what you gonna find
And it's so deep down inside your soul
What you leave behind, what you leave behind
I can hear it calling
Can't you tell?
I'm on the edge of something
So I just keep running every time I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time I lose my head
Are there some secrets embedded down
In the frozen ground, in the frozen ground
Under a cold moon and a fractured sky
There's a universe there behind those eyes
You're gonna make good on promises
That you know you could, that you know you could
Cause no one here worships suddenness
Though you wish they would, though you wish they would
I can hear it calling
Can't you tell?
I'm on the edge of something
So I just keep running every time I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time I lose my head
I don't need a vision I'm just waiting on collisions of the brain and the heart
I'm patient for decisions and some stormy revelations I can claim from the start
I'm kicking up a storm
In the valley I was born I can hear the tower ring
Out here on the edge of something
I'm on the edge of something
So I just keep running every time I lose my head
I'm on the edge of something
So I just keep falling every time I lose my head
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Do que temos de bom
É possível estar feliz mesmo não estando?
É. E chama-se "instinto de sobrevivência".
sábado, fevereiro 14, 2015
sexta-feira, fevereiro 13, 2015
terça-feira, fevereiro 10, 2015
quarta-feira, fevereiro 04, 2015
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