terça-feira, abril 17, 2012

Uma alegria para sempre

"As coisas que não conseguem ser olvidadas continuam acontecendo.

Sentimo-las como da primeira vez, sentimo-las fora do tempo, nesse mundo do sempre onde as datas não datam. Só no mundo do nunca existem lápides...

Que importa se – depois de tudo – tenha "ela" partido, casado, mudado, sumido, esquecido, enganado, ou que quer que te haja feito, em suma? Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta, ela jamais a poderá passar de ti para ninguém. Há bens inalienáveis, há certos momentos que, ao contrário do que pensas, fazem parte da tua vida presente e não do teu passado. E abrem-se no teu sorriso mesmo quando, deslembrado deles, estiveres sorrindo a outras coisas.

Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata criatura...

A thing of beauty is a joy for ever disse, há cento e muitos anos, um poeta inglês que não conseguiu morrer."

Mario Quintana

Porque é bom que se farta!

Somebody That I Used To Know
Gotye (feat. Kimbra)

Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it's an ache I still remember

You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So, when we found that we could not make sense
Well, you said that we would still be friends

But I'll admit that I was glad that it was over
But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough

No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know

Now and then I think of all the times you screwed me over
But had me believing it was always something that I'd done
But I don't wanna live that way, reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn't catch you hung up on somebody that you used to know

But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough

No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know
Somebody, I used to know

Somebody, now you're just somebody that I used to know
Somebody, I used to know
Somebody, now you're just somebody that I used to know
I used to know
That I used to know
I used to know
Somebody

Hula... ups!



Na obra... trabalha-se, claro!

segunda-feira, abril 16, 2012

A "porca" parece ter uma irmã gêmea (ou 'génia', como qualquer uma delas diria...)

Ao telefone:

- Eu não concordo com isso, não é justo. Não se pode amputar responsabilidades a quem não as tem!

O ritual



Cumpriu-se. E fez de mim uma pessoa muito mais feliz.

Faktum

E com que é que sonhei hoje, incessantemente, quase delirantemente até???

Prados verdejantes?? Euzinha a flutuar nas nuvens?? A receber um Óscar?? Pejada de gajos bons aos meus pés??

Não...

Com frentes de armários de cozinha do IKEA...

sexta-feira, abril 13, 2012

Porque a vida também é para isto... (e porque me faz dançar!!!!)

David Fonseca

A million stars up in the sky
We watch them live, we watch them die
Now who can tell how this will be?
Now are we fools when we believe?

So listen

I never felt like this before
And I feel no guilt for wanting more
I’ll take all my chances here with you
And I can tell you feel it too
So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

And then you stepped out of my screen
I’m awake inside my dream
Tears roll backwards to the light
A rush of love, I feel alive

So listen

I’m in the back waiting for you
And I can tell you feel it too
So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

A million stars up in the sky
Now can you tell me which one am I?
I never felt like this before
And my heart keeps wanting more
Then let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

O dos livros

Os CTT oferecem a viagem, eu ofereço o conhecimento com lombada. Foi um pouco de tudo, em português para quem também o fala. Meninos e meninas, homens e mulheres, de países distantes, que não teriam acesso a eles se não fosse assim. Seguem, carregando com eles a minha esperança de que façam alguém feliz.

Além deles...

"Sou as minhas atitudes, os meus sentimentos, as minhas ideias... Surpresas, gargalhadas, lágrimas, enfim, o que eu sinto, quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles..."

Clarice Lispector

No fio da navalha

Consegui! Com fila, chuva e gasolina nível zero, cheguei a horas por uns segundos.

Não faço a mínima ideia de como vou sair daqui mas isso agora não interessa nada...

quinta-feira, abril 12, 2012

O da quermesse

Mais um caixote, prontinho para seguir para outras paragens. Este vai para quem lhe vai dar uso, com objectos que terminaram a sua viagem comigo, que irão agora cumprir uma missão e começar um novo caminho com quem os ganhar.

Outros caixotes se seguirão, a seu tempo.

As mãos e o nariz picam mas o resto do corpo pulsa de entusiasmo. Está mais leve, está um caixote mais leve. 

quarta-feira, abril 11, 2012

Todos os nomes

Rosa Barbie, Zeus, Chiclete, Cinza Metro, Miragem, Neptuno, Maçã-do-Amor, Jade, Amarelo Tráfego, Chá Verde, Zen, Azul Spa, 100% Cacau, Tiramisú, Centeio, Tez de Pêssego, Pôr-do-Sol, Rosa Coquette, Vitamina, Azul Dragão, Milho Rei...

Já sei o que quero ser quando for grande: o responsável por inventar nomes para materiais de construção! Deve ser um "fartote"!

Géneros

- Pois, estou aqui na dúvida, gostava que aquela parede tivesse mais qualquer coisa... não sei se pinto de cor diferente ou se ponho papel de parede... Papel de parede deve ser mais caro, não?

- Sim, é. Até porque, de certeza!, que tu vais escolher um que há-de ser dos mais caros de todos...

- Opá, que culpa tenho eu de ser uma rapariga exigente?!

- Nããão, o problema não é seres exigente... o problema é seres gaja!

Inadimplência

(inadimplir + -ência)
s. f.
Falta de cumprimento (ex.: inadimplência de um contrato). = INADIMPLEMENTO, INCUMPRIMENTOADIMPLEMENTO, ADIMPLÊNCIA



Viciada em dicionários e enciclopédias.

Quando era pequena e perguntava o significado de uma palavra aos meus pais, ou mais alguma coisa sobre determinado facto, os olhos deles brilhavam e, mesmo estando "carecas" de o saber, logo me diziam: ainda bem que perguntaste isso, vai lá buscar o dicionário (ou enciclopédia) e vamos já todos perceber do que se trata!

Tratavam estas obras como se fossem os guardiões sagrados de todas as respostas, livros mágicos que guardavam em si grandes segredos, e era um entusiasmo ter uma razão para os consultar.

Quisesse eu ou não, a verdade é que esse sentimento se arreigou em mim facilmente tendo a minha imensa curiosidade sobre tudo e mais alguma coisa ajudado a escancarar as portas desse caminho sem retorno.

Ainda hoje, não descanso enquanto não encontro o significado de alguma palavra que nunca tenha ouvido e dá-me nervoso miudinho se não tenho, naquele momento, forma de saber mais sobre alguma data ou facto que me tenha surgido pela frente. Vale-me a internet em todo o lado, embora, purista e conservadora, continue a preferir os muitos volumes de A a Z lá de casa. Até porque da procura de um tema, acabo sempre por me entusiasmar e passar para outro, os meus dedos não se aquietando e sentindo o chamamento das páginas que se seguem, e quando dou por mim, a pequena busca inicial levou-me a outros mundos, a outras histórias... nada melhor para quem gosta de "viajar"...

A minha única frustração é perceber que não consigo reter tudo o que vou aprendendo da forma como gostaria... nunca serei uma "enciclopédia ambulante", nunca serei daquelas pessoas com uma cultura vastíssima sobre quase tudo, já percebi que o meu cérebro não consegue reter tudo o que quero. É, sem dúvida, das coisas que mais invejo... Mas, como repete sempre a minha progenitora, "cultura é tudo aquilo que sabemos depois de termos esquecido tudo aquilo que aprendemos". E eu espero conseguir saber muito depois do meu inevitável esquecimento.

Todos os dias procuro qualquer coisa. Hoje, saiu-me a do título. E eu digo: muito prazer em conhecê-la, seja muito bem vinda à minha pessoa. Não sei se a vou usar muito, se daqui a uns tempos me vou lembrar logo de si mas gosto de sabê-la por cá, gosto de sabê-la agora minha também.

terça-feira, abril 10, 2012

Perfil

Surpresa

E, de repente, quase de madrugada, algo que não estava à espera de alguém de há muito tempo... Respondeu ao chamamento quando achei que não iria fazer, até porque não seria a primeira vez, e até ofereceu ajuda. Ou o tempo muda realmente as pessoas ou as estrelas estão certas e este é mesmo o momento certo para investir outra vez no sonho sempre adiado. Não adiantou grande coisa mas confirmou o caminho a seguir quando achei que me iria simplesmente ignorar. Bolas... há muito tempo que não me conseguiam surpreender... pela positiva... 

segunda-feira, abril 09, 2012

quinta-feira, abril 05, 2012

Perfil

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa

quarta-feira, abril 04, 2012

Encantadora, não sou

Costas demasiado largas para pouco mais que metro e meio

Eu devia ser objecto de estudo. Eu devia ser contida numa gaiola e sujeita a testes neurológicos, quiçá até a abrirem-me o cérebro! Que estranha forma de vida a minha, que tortuosas voltas dá a minha mente para, aconteça o que acontecer e venha lá o que vier, eu encontrar sempre forma de me atribuir responsabilidade... a máxima responsabilidade, ainda por cima! Uma vez disseram-me, a "gozar o prato", que se sei que caiu uma árvore algures na Amazónia, eu acho logo que a culpa é minha, que tudo está relacionado com aquela embalagem de detergente que no remoto ano de 1993 eu não deitei no ecoponto... Ri, achei graça à hipérbole e dei-lhe o devido desconto. Mas tinham razão. A minha capacidade de assumir as responsabilidades do mundo e dos outros e castigar-me mentalmente por elas chega a ser preocupante. E a coisa fica relativamente controlada se estivermos a falar de factos distantes, em que a minha intervenção será indirecta... se porventura sou um dos intervenientes no caso, é mais ao menos como o que me acontece com as melgas: eu estando, ninguém tem mais que se preocupar que as gajas só se vão virar para a minha pessoa! Pelos vistos, as culpas também têm asas e o meu sangue é doce o suficiente para atrair ambas. As minhas e as dos outros. E já agora, as dos outros em relação a mim também que é para ser ainda mais giro..!


Lobotomia. Temo que a única solução seja a lobotomia...

terça-feira, abril 03, 2012

Porque dá vontade de simplesmente fechar os olhos e ouvir....

(E hoje devo à R., que me fez lembrar o quanto gosto dela e do moço que a canta)


I Can't Make You Love Me/Nick of Time
Bon Iver

Turn down the lights
Turn down the bed
Turn down these voices
They're inside my head
Lay down with me
Tell me no lies
Just hold me close
And don't patronize me
Don't patronize me

'Cause I can't make you love me
If you don't
You can't make your heart feel
Something it won't
Here in the dark
In these final hours
I will lay down my heart
If I feel the power, but you don't
No, you don't

'Cause I can't make you love me
If you don't
If you dont
No, you won't

I'll close my eyes,
Then I won't see
The love you don't feel
When you're holding me.

Morning will come,
And I'll do what's right
Just give me till then
To give up this fight.

And I will give up this fight.

'Cause I can't make you love me
If you don't
I can't make your heart feel
Something it won't
Here in the dark
In these final hours
I will lay down my heart
If I feel the power, but you don't
No, you don't

I can't make you love me if you don't
If you don't
No you, no you won't

I found love, darling
I found love, darling
I found love, darling, yeah, baby darling
I found love, darling, yeah
I found love, darling, darling, darling
Love in the knick of time

I found love, darling, yeah
Love in the knick of time

Mostro-me como sou

"A perfeição não me pertence, é verdade, mas mostro-me como sou, assumo-me com todos os meus defeitos e deslizes morais, e isso faz-me real e natural. Faz-me tranquila, por não ter que sustentar uma vida inventada. Faz-me segura de ser amada sobre toda a minha Verdade."

Aurélia Vasconcelos

segunda-feira, abril 02, 2012

Balanço dos dias de chuva

Não há cartilhas, guias, boas práticas, há situações que nos caiem no colo ou para as quais avançamos porque assim tem que ser e onde não existe, na verdade, "certo" e "errado". Fazemos o que podemos, o que conseguimos, atravessamos o temporal de guarda-chuva em punho sabendo que é impossível não sermos, no mínimo, salpicados, e esperamos somente conseguir optar por saltar a poça certa, por escolher o lado melhor do passeio, por ter calçado as melhores botas nessa manhã tentando, apenas, conseguir não chegar ao outro lado completamente encharcados. Fazemos o que podemos, o que conseguimos e quase que a mais não somos obrigados... Assim fizemos. Cada um de nós.

Moeda ao ar

"When you have to make a hard decision, flip a coin.
Why? Because when that coin is in the air... You suddenly know what you're hoping for."

in http://asubaka.blogspot.pt/

sexta-feira, março 30, 2012

The Rainy Day Test

E o resultado foi...


You move quickly... in fact, you're always on the go!

You are down to earth and practical. You like to live an ordered and organized life.

You are well prepared for anything life throws at you. You keep your expectations low.

You prefer to be around a wide variety of people. You believe that you learn a little something from everyone.

You find peace when you are able to slow down. When you can just be, your life clarifies itself.

quinta-feira, março 29, 2012

quarta-feira, março 28, 2012

Das coisas que eu NÃO quero saber...

Colega, a tal, chega de consulta.

Perguntam:
- Então, como correu?

Responde:
- Correu bem... só que afinal andava a tratar o buraco errado..!


(Aaarrgghhh!)

E já!

terça-feira, março 27, 2012

Perfil

Ponytail day. Que é o mesmo que dizer que só se vê testa e pescoço. E é o mesmo que dizer que há dias em que não há paciência para mais, pronto.

Cinco anos depois...

sexta-feira, março 23, 2012

Perfil

Farta de gente que não consegue ver além das fronteiras do seu mísero mundinho...

Ser e não ser

"Sou os brinquedos que brinquei, as gírias que usei, os nervosos e felicidades que já passei. Sou minha praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, sou os amores que vivi, as conversas sérias que tive com meu pai: eu sou o que me faz lembrar!!!

Sou a saudade que sinto, sou um sonho desfeito ao acaso, sou a infância que vivi, sou a dor de não ter dado certo, sou o sorriso por tudo que conquistei, sou a emoção de um trecho de livro, da cena de filme que me arrancou lágrimas: eu sou o que me faz chorar!!!

Sou a raiva de não ter alcançado, sou a impotência diante das injustiças que não posso mudar, sou o desprezo pelo que os outros mentem, sou o desapontamento com o governo, o ódio que isso tudo dá. Sou o que eu remo, sou o que eu não desisto, sou o que eu luto, sou a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta ao ver um animal abandonado: eu sou o que me corrói!!!

Eu sou o que eu luto, o que consigo gerar através de minhas verdades, sou os direitos que tenho e os deveres a que me obrigo, sou a estrada por onde corro, sou o que ensino e, sobretudo, o que aprendo: eu sou o que eu pleiteio!!!

Eu não sou da forma como me visto, não sou da forma como me comporto, não sou o que eu como, muito menos o que eu bebo. Não sou o que aparento ser: EU SOU O QUE NINGUÉM VÊ!!!"

Clarice Lispector

Ainda a tremer assumo...

... amo o "undo" do Gmail, AMO!!!

quinta-feira, março 22, 2012

Bad hair day



Eu juro, há dias em que eu considero seriamente o "pente zero"...

Trocas

Enquanto há vida, há esperança? Não. Enquanto há esperança, há vida. E depois... resta renascer.

quarta-feira, março 21, 2012

Perfil

Envolta em nuvem de pó... de obras! (e com o cérebro cheio de pregos, maçanetas, armários de canto, exaustores, tintas, azulejos, cimento, pastilhas coloridas, medidas, tomadas, fios e afins...)

terça-feira, março 20, 2012

Brinde às histórias de amor destes tempos que correm

Viviam juntos. Viviam juntos, com o que os unia e com o que os afastava, com histórias de cada um para trás, com planos dos dois para a frente, era um com o outro que queriam estar aceitando tudo o que os compunha. Um dia, o passado apareceu de repente e sem pré-aviso pôs-se à frente dos dois em forma de criança de três anos. Uma criança que ninguém sabia que existia, que passou a existir nesse momento. Com a criança nasceram os avós, que até então eram só sogros; com a criança surge a mãe dela, que até então era só ex qualquer coisa. A minha amiga tentou compreender e aceitar tudo da melhor forma, a minha amiga tentou incorporar esta nova realidade na sua vida e ir-se ajustando à medida que os acontecimentos a ultrapassavam. Percebia que ele não tinha sido tido nem achado, achava natural que os sogros estivessem encantados e que tentassem cada vez mais estreitar os laços com a ex qualquer coisa agora mãe da neta, orgulhava-se por ele que desde logo assumiu o seu papel o que a deixou ainda mais certa da sua hombridade. Enfim, depois do choque, do abanão que levou também ela, tentou compreender, ver o lado positivo e até ajudar o homem que amava a lidar da melhor forma com o assunto, acreditando que o que os unia seria forte suficiente para encarar esta empreitada.

O tempo foi passando, não muito tempo, e a minha amiga começou a deparar-se com algo com que não contava: ele, o agora pai, parecia perdido, desnorteado, com dificuldade em gerir toda a situação. Ao início, a minha amiga achou natural, de repente é pai de alguém, de repente os planos que tinha de futuro têm que passar a incluir uma criança que não conhece, de repente tem que gerir a mãe dela, os pais dele e as emoções de todos, de repente o seu mundo certinho e organizado passa a ter que contar com mais variáveis que não controla. "É natural", dizia ela, "é natural". Só que, a dada altura, começou a perceber algo mais...

Por várias vezes tentou abordar a questão, olhá-lo de frente, fazê-lo assumir o problema que teimava em negar. Mas ele resistia e ela, com cada resistência, adquiria mais certezas. Um dia, sentaram-se e ela disse de sua justiça: a mãe da filha estava cada vez mais presente e ultrapassando os limites do seu papel, os sogros "puxavam-na" cada vez mais para dentro de casa porque, "afinal de contas, ela é a mãe da neta", a criança ia necessitando de mais tempo e disponibilidade... a minha amiga começava a sentir-se a mais, posta de lado mas, ainda assim, estaria disposta, por ele, a suportar tudo isto. Por ele, por eles, pelo amor que os unia. O que não o era de todo suportável era ela sentir que esse amor estava abalado. O amor que era a sua base, o amor ao qual se agarrava como razão superior, o amor que lhe dava segurança começava a mostrar sinais de que as "suas pernas tremiam". Ele estava confuso, a vinda desta criança tinha feito reacender sentimentos antigos e ele começava agora, imbuído e encantando com o espírito de família mas talvez sem dar conta, a olhar para a outra pessoa questionando-se sobre "como seria se...".

Ele negou, aflito, ele próprio não o queria encarar, não o admitia, mas a minha amiga tinha certezas, aquelas certezas que se obtêm de alguns olhares, dos olhares que ela recebeu nesse dia à medida que ia falando. Não precisava de mais nada e por isso, de coração partido mas decidida, aconselhou-o a tentar encontrar-se, a tentar viver o que tinha que viver, a esclarecer a sua cabeça e o seu coração, a seguir o seu caminho. E ela, seguiria o dela.

Assim foi. Ele saiu de malas e bagagens e muitos sentimentos por organizar, ela ficou despedaçada, a olhar para o espaço vazio no armário.

Durante muito tempo não falámos mas eu ia-me apercebendo de que ela viajava, viajava até mais não. O gosto por outras terras, a necessidade de se afastar e o irmão comandante numa companhia aérea facilitavam o processo e ela deixou-se perder e esquecer pela Argentina, pelo Chile, pela África do Sul, pela Nova Zelândia, enquanto intercalava com um fim de semana ou outro algures na Europa. Às vezes, trocava comigo palavras rápidas para me dizer que estava tudo bem e que no mês seguinte ia não sei para onde.

Os dias foram passando, as palavras rápidas foram sendo trocadas aqui e ali, e a vida seguiu.

A semana passada aparece-me numa qualquer rede social e dispõe-se a pôr-me a par das novidades. Está grávida, vai ter o bebé no Verão. Feliz, explica que a sua vida deu uma volta de 360º e eu, preciosista, penso "deve querer dizer 180º..." mas disponho-me a ouvir.

Viajou muito, tudo o que queria, fez-lhe bem, renasceu, superou o duro golpe que a vida lhe resolveu dar. Pensou muito, organizou ideias, estabeleceu metas e objectivos. E nisto passaram-se quatro anos. Um dia, um reencontro, nem mais nem menos do que com... ele. Falaram, puseram a conversa em dia e ele contou-lhe que sim, tinha seguido os seus conselhos e tinha-se disposto a viver aquela outra história, com a mãe e com a criança, a tirar a limpo o que sentia, a perceber afinal o que queria da sua vida. Concluiu que adora ser pai, que a sua filha é linda e espectacular mas que a mãe dela não lhe diz nada. Concluiu que a única mulher que nunca lhe saiu do pensamento foi ela. A minha amiga ficou sem fôlego, a minha amiga só não caiu para o chão porque estava sentada, a minha amiga teve que se conter para não o agarrar naquele instante, a ele, o homem que quatro anos de viagens não fizeram esquecer. Encontraram-se mais vezes, conversaram mais vezes, e um dia olharam um para o outro e perceberam que estavam juntos de novo mas mais sólidos do que nunca. Porque tinham sido postos à prova, porque viveram o que tinham que viver, cada um por si, provaram o que tinham que provar a si mesmos, tiraram todas as dúvidas, porque esgotaram todas as outras possibilidades sendo que, no fim, o que ganhou foi a certeza de que o que os unia era realmente mais forte que tudo e que tudo o resto, tudo o que se tinha passado, tinha afinal sido o melhor que lhes tinha acontecido.

Foram, de facto, 360º.

E o bebé nasce no Verão...

segunda-feira, março 19, 2012

Dos dias com nome

"É o teu rosto que encontro. Contra nós, cresce a manhã, o dia, cresce uma luz fina. Olho-te nos olhos. Sim, quero que saibas, não te posso esconder, ainda há uma luz fina sobre tudo isto. Tudo se resume a esta luz fina a recordar-me todo o silêncio desse silêncio que calaste. Pai. Quero que saibas, cresce uma luz fina sobre mim que sou sombra, luz fina a recortar-me de mim, ténue, sombra apenas. Não te posso esconder, depois de ti, ainda há tudo isto, toda esta sombra e o silêncio e a luz fina que agora és. "

Pai, quero que saibas
José Luís Peixoto, in 'Morreste-me'

quinta-feira, março 15, 2012

Frase do dia

"Quando uma pessoa não encontra paz dentro de si, é inútil ir à sua procura noutro lugar."
Francois de La Rochefoucauld

quarta-feira, março 14, 2012

É que é isto mesmo!



O planeta é só um mas é de todos os que cá vivem, igualmente. Nenhuma espécie está acima da outra, cada uma tem o seu lugar e só respeitando o espaço de cada alcançamos o equilíbrio para todos.

Constatação #54

Há noites em que já cheira a flores...

segunda-feira, março 12, 2012

Porque dei por mim e estava presa a ela...

Márcia

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

Quando o dia entardeceu
O teu canto mudou
O teu corpo no meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
E o meu pé aterrou
Num instante apagou
O meu sonho morreu.

sexta-feira, março 09, 2012

Mais

"Sometimes all we want is a taste. Other times there's no such thing as enough, the glass is bottomless... all we want is more."
Grey's Anatomy

quinta-feira, março 08, 2012

Um presente

Que chegou hoje. Palavras de amizade, de amor, de consideração, de cuidado, oferecidas quando eu mais preciso delas. Como sempre, na mouche!


"Confidence grows via the doing of difficult things. So pursue discomfort."

"Logic is the dream killer. Instead, allow your instinct, creativity and passion to take you where you need to go."

"Be good at starting things. And even better at finishing them."

quarta-feira, março 07, 2012

Em modo "encaixotando"...

... que não se restringe a objectos. O pó irrita o nariz e as mãos, a angústia irrita o shakra mesmo abaixo da linha do peito. Dá vontade de fugir. O resto do corpo endireita-se e continua. Porque a noção de que nada pode ser pior do que já foi toma forma de gente e põe a mão debaixo da minha cabeça quando me deito, enquanto sussurra também: if you survived then, this is just a walk in the park... (fala inglês, não sei porquê, acho que é pelo facto de saber que o meu cérebro, à noite, é dado à simplicação, não consegue processar frases muito grandes e palavras complicadas).

Encaixoto, livros e mais livros, e decido-me pela doação do que por lá anda de estranho, do nunca reclamado. Encaixoto enquanto explico à gata A. e ao gato B. o que estou a fazer, enquanto luto com eles para que não se enfiem nas caixas vazias, tal qual parque de diversão, e deixem espaço para os livros já mentalizados de que vão viajar. Porque tenho tido muitas conversas com todos eles, porque é um direito seu saber com antecedência que talvez não voltem para aquele armário, que terão mais luz, que os cheiros vão ser diferentes, que vão ter outra vista.

Termino por esta noite. Dois, devidamente fechados e catalogados. Não sei quem os vai levantar do chão, só espero que não seja eu...

Termino por esta noite, lavo as mãos, a cara, sinto-me como que acabada de fazer a maratona.

Amanhã há mais.

terça-feira, março 06, 2012

Wish me luck!

E pronto, lá vou eu outra vez preparar-me para pôr o pézinho na água fria e nadar contra a corrente. Parece mania mas não é. O que é, é uma convicção vinda sabe-se lá de onde, uma certeza que assenta na imagem que se forma na minha cabeça e que me mostra que, apesar de tudo, assim será melhor. Mesmo que mais ninguém concorde. Mesmo ninguém concordando, de facto. Será a história da minha vida? Não me parece, alinho com a "carneirada" quando com a causa empatizo, quando os argumentos me convencem, e por esse caminho marcho com orgulho. Mas quando acredito (ou quero acreditar..?) noutro sentido, mesmo que mais tortuoso, mesmo que não tão seguro, também sou senhora do meu nariz empinado e sigo o meu faro. Muitas vezes sozinha. Espero não me enganar desta vez, já houve outras em que o tiro passou de raspão mas mesmo assim foi ao lado e, se assim for, terei que viver com as consequências. Neste caso, viver é literal, paredes meias, é dar de caras com "o erro" todos os dias nos próximos dez anos da minha vida ou mais. Bom... aqui, pelo menos, existe uma porta que pode sempre estar fechada...

sexta-feira, março 02, 2012

Alturas

Frase do dia

"Antes o sofrimento legítimo do que o prazer forçado."
Clarice Lispector

quinta-feira, março 01, 2012

Porque às vezes a música leva-nos mais além

Belle Of The Boulevard
Dashboard Confessional

Down in a local bar
Out on the Boulevard
The sound of an old guitar
Is saving you from sinking
It's a long way down, It's a long way

Back like you never broke
You tell a dirty joke
He touches your leg
And thinks He's getting close
For now you let him
Just this once
Just for now
And just like that
It's over.

Don't turn away
Dry your eyes, dry your eyes
Don't be afraid
But keep it all inside, all inside
When you fall apart
Dry your eyes, dry your eyes
Life is always hard
For the Belle of the Boulevard

In all your silver rings
In all your silken things
That song you softly sing
Is keeping you from breaking
It's a long way down, it's a long way

Back here you never lost
You shake the shivers off
You take a drink
To get your courage up
Can you believe it?
Just this once
Just for now
And just like that
It's over

Don't turn away
Dry your eyes, dry your eyes
Don't be afraid
But keep it all inside, all inside
When you fall apart
Dry your eyes, dry your eyes
Life is always hard
For the Belle of the Boulevard

Please hold on, it's alright
Please hold on, it's alright
Please hold on

Down in a local bar
Out on the boulevard
The sound of an old guitar
Is saving you

Don't turn away
Dry your eyes, dry you eyes
Don't be afraid
Keep it all inside, all inside
When you fall apart
Dry your eyes, dry your eyes
Life is always hard
For the Belle of the Boulevard

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

No Rossio

Sentada bem no meio da praça. O que havia a ser feito já lá vai, cada um seguiu o seu caminho. O sol bate de frente e a incrível luz daquele espaço envolve as figuras. Sentada no meio da praça, olho para a fonte, como se chama a fonte?, tem nome?, ouço a água e os seus salpicos tocam-me ao de leve na cara misturando-se e refrescando as lágrimas que correm. Tento sorrir ao mesmo tempo. Chamo-te ao mesmo tempo. Observo a gaivota que passa por cima da minha cabeça e pergunto-lhe o que queria perguntar a ti. Tenho esperança que te leve o recado. Fico sentada no meio da praça, daquela praça de que gostavas tanto, ouço a música que alguém toca de chapéu estendido, vejo as pessoas a cruzar-se em diferentes direcções, vejo as cores brilhantes de tudo, sinto o burburinho constante, a animação, a festa que são sempre aquelas ruas. Sentada no meio da praça peço. Penso. Apodera-se de mim um cansaço estranho e decido só me levantar quando já tiver chorado tudo. Porque faz parte, ouvi eu depois. Penso nas "borboletas ", as minhas, aquelas que estão dentro de mim à espera de ser soltas, para voar e colorir, levar ao mundo exterior a minha cor. Fico sentada mais um bocado, não sinto o peso da responsabilidade, sinto só o peso da solidão, daquela solidão que resiste à multidão e que tem um outro lado, o lado do crescimento, da emancipação mais profunda, da consolidação da confiança e da estrutura que me compõe, da menina que deixa de o ser. Sentada no meio da praça juro que vai haver um dia em que vou conseguir reconhecer o que de bom ela também tem. Convenço-me que ouviste tudo o que disse, levanto-me, levanto a cabeça e deixo-me perder de vista no meio da massa cheia de pressa para chegar a algum lado.

Hoje

Hoje é sobre mim. Hoje é sobre os passos a dar. Hoje é sobre pôr os medos de lado. Hoje é sobre começar a andar de bicicleta sem rodinhas confiando, no entanto, que a tua mão está sempre no meu ombro. Hoje é sobre concretizar sonhos e esperar que cumpram o que prometem. Hoje é sobre mimo enviado por mensagem. Hoje é sobre uma criança que mudou uma vida e sobre recordar a história da barriga cheia de lasanha porque não era suposto nascer nesse dia. Hoje é sobre estar aqui para a mãe e para a sua nuvem cinzenta a pairar por cima da cabeça, carregando o medo do que se aproxima. Hoje é sobre emails e telefonemas que me enternecem de alegria e esperança. Hoje é sobre quem confia em mim o suficiente para assinar em baixo sem hesitar. Hoje é sobre família. Hoje é sobre esperança em dias melhores. Hoje é sobre olhar para as ondas do cabelo e achá-las bonitas. Hoje é sobre não me deixar irritar por uma resposta idiota vinda de uma idiota que não me diz nada. Hoje é sobre um dia único que demora quatro anos a surgir e que por isso só pode ser especial e hoje é sobre o que acontece justamente hoje porque não era suposto acontecer antes. Hoje é sobre pensar em caixotes de cartão devidamente identificados e feitos com tempo. Hoje é sobre abrir armários há muito fechados. Hoje é sobre determinado alinhamento dos astros. Hoje é sobre acreditar no ano bissexto. Hoje é sobre mudança. Hoje é sobre chaves. Hoje é sobre o que é realmente importante.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Perfil

Em modo "remodelações".


(ai, espera... já?!? mas, mas... ainda não estou preparada... ainda não pensei, não tive tempo, foi tudo muito de repente, ainda não sei bem o que quero... para que lado é que me viro primeiro? socorro! ai, ok, pronto, calma, respira, tu consegues, é a tua cara, tu sabes que é a tua cara... e tu sabes que vai ser giro que se farta :))

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Sou feliz quando...

... as palavras se juntam e me oferecem pura beleza...


"... dado que as crónicas se movem à superfície das coisas e os livros são peixes de águas profundas (...) numa crónica eu sei o que vou escrever. Num livro escrevo, cada vez mais, o que o próprio livro me dita ou, expresso de outra maneira, nas crónicas falo e nos livros escuto."

António Lobo Antunes
Crónica "Caminho como uma casa em chamas"

"Ah e tal, aqui só há malucos, ninguém vai dar por nada...!"

Em marcha

Saio do parque de estacionamento, dirijo-me, a olhar para as horas (sempre à cunha, sempre à cunha!), para a entidade patronal. De repente, ouço:

- Estás com pressa, tu!! A andar depressa, a andar depressa... ehehehe, por mim já marchavas, já..!


Sendo que a voz vinha do "pavilhão ao lado", código nosso quando nos referimos a alguém com desequilíbrios mentais - ou mais desequilíbrios mentais, assim é que é - fica a questão: era comigo? Era com o carro que ia a passar no mesmo instante? Era com a árvore em frente? Era com os seus botões...? Era alusão militar às minhas botas de cano alto????


We'll never know...

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Ao serviço da nação

É Carnaval, não levo a mal...

sábado, fevereiro 18, 2012

Perfil

Tentei. Desisto.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Frase do dia

"Sou cada pedaço infernal de mim. "

Clarice Lispector

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Porque às vezes não vale o esforço

21 Guns
Green Day

Do you know what's worth fighting for?

When it's not worth dying for?
Does it take your breath away
And you feel yourself suffocating?

Does the pain weigh out the pride?
And you look for a place to hide?
Did someone break your heart inside?
You're in ruins

One, 21 guns
Lay down your arms, give up the fight
One, 21 guns
Throw up your arms into the sky, you and I

When you're at the end of the road
And you lost all sense of control
And your thoughts have taken their toll
When your mind breaks the spirit of your soul

Your faith walks on broken glass
And the hangover doesn't pass
Nothing's ever built to last
You're in ruins

One, 21 guns
Lay down your arms, give up the fight
One, 21 guns
Throw up your arms into the sky, you and I

Did you try to live on your own
When you burned down the house and home?
Did you stand too close to the fire
Like a liar looking for forgiveness from a stone?

When it's time to live and let die
And you can't get another try
Something inside this heart has died
You're in ruins

One, 21 guns
Lay down your arms, give up the fight
One, 21 guns
Throw up your arms into the sky

One, 21 guns
Lay down your arms, give up the fight
One, 21 guns
Throw up your arms into the sky, you and I

Pérolas da "porca" #11 (variações dentro de um mesmo verbo...)

Ao telefone, com a mãe, sobre a sobrinha de um ano:

- Mas bateste-a? Não a podes deixar fazer isso! Tens que batê-la porque se não a bateres ela nunca mais aprende!

Amor é... incondicional

terça-feira, fevereiro 14, 2012

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Pérolas da "porca" #10 (hoje em estrangeiro...)

Num email:

"Comparando as duas empresas podemos verificar que, caso optemos pela XPTO, teremos um decréscimo nos gastos relativos aos seguintes aspectos:

Impressão: X euros
Distribuição: X euros
Endling: X euros"

(Refere-se à parte final do processo, portanto... ao end, deve ser isso...)

Prevendo (ou será prevenindo?)

Hoje estará especialmente explosivo pelo que se recomenda que pense até 10 antes de dizer algo de que se venha a arrepender.


Oh, que pena... (ar angelical e ingénuo descaradamente forçado regado de sorrisinho malicioso ligeiramente aquecido)... não sei contar até dez...

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Magia!

Também já, Clarice, também já...

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro por ele levar embora quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual porque, sinceramente, sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"

Clarice Lispector

Frase do dia

"Eu sou mais forte do que eu."

Clarice Lispector

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Love, passion, talent and thought... check!

O barulho do silêncio

Não te apetece, não sabes porquê. Aceitas a falta de impulso, não o forçando, aceitas não ter nada mais para dizer. Limitas-te a sentir o velho e o novo, a olhar pela janela, a seguir pelo dia tão igual aos outros todos e resignas-te com quem és. Não te apetece e perguntas-te o que quererá isso dizer, perguntas-te mesmo sabendo a resposta que o cansaço e a desistência te devolvem sem palavras. Emudeces ao mesmo tempo que disfarças a respiração deixando que ela corra solta só quando mais ninguém te vê, quase só quando tu não te vês também. Não falas e sorris mesmo que o peito doa tão somente porque a dor já faz parte da casa, da tua natureza. Nada de novo, porque não sorrir? Admiras-te com a capacidade adquirida de fazer e sentir e pensar tantas disparidades ao mesmo tempo, em paralelo ou entrelaçadas umas nas outras. É certo, desististe de tentar perceber, colocas-te debaixo da chuva e molhas-te e a roupa ensopada já nem frio te provoca, atérmica, já se cola a ti. Nem por um segundo o teu vaivém pára mas já nem esse turbilhão te causa vertigens, já nem os sentimentos em rodopio e em equilíbrio instável sobre a tua cabeça, como detritos arrancados do chão por um tufão, te assustam. E já nem te apetece "driblá-los", esperas somente pelo choque de um deles contra ti , se e quando vier, sabendo que depois, é inevitável, lá te irás levantar outra vez. Viras a cara e não respondes às questões que se vão formulando, a repetição drena-te as energias e tu precisas delas para te dedicares ao que deve ser. Sorris mas já não emites qualquer opinião quando percebes, aqui e ali, a corrente em vigência, que parece ser agora a mais consensual no que respeita ao que nos deve reger, a nós habitantes deste mundo que não pára, de que o que importa é seguir em frente, sempre em frente, o que interessa é andar, andar sempre, porque sabes que desafiarás a tendência e teimarás em afirmar que, para ti, o que é mesmo importante é saber para onde, antes de tudo o resto. Ouves mas não te manifestas e só quando deitas a cabeça na almofada, lhe pedes paz e a sua mão no teu ombro ou a passar pelos teus cabelos, e pedes que te diga só que vai ficar tudo bem.

Agora muito a sério

Constatação #53

O meu cabelo também é um galo metereológico... mas em vez de mudar de cor, opta por revelar, mais ou menos, a sua costela "africana"... uma beleza!

terça-feira, janeiro 31, 2012

Desabafo

P&#!@*?%!! da angústia..!

segunda-feira, janeiro 30, 2012

O príncipe encantado

"A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a maior paixão ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para a nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes, demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida.

Os verdadeiros príncipes encantados não têm pressa na conquista, porque já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que, no futuro, nos vão levar à Tour d'Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz, e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução. Eles querem ter a certeza de que não se vão enganar.

O príncipe encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz "amo-te", mas o que sente que talvez possa nos amar para sempre. O príncipe que sabe o que quer (…) partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que quando está cansado, fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. "

M.R.P.
in http://asubaka.blogspot.com/

Frase do dia

"Não se apresse em perdoar, a misericórdia também corrompe."

Nelson Rodrigues

E ainda em Janeiro...

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Perfil

I'm a genie in a bottle... uau...

quinta-feira, janeiro 26, 2012

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Praticando (uns dias melhor, outros pior mas sempre praticando)

"É sempre preciso perceber quando uma etapa chega ao fim. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas se possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém joga nesta vida com cartas marcadas portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba mas porque, simplesmente, aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a pó."

Fernando Pessoa
"Pratique o Desapego"


PS: Obrigado, C.

terça-feira, janeiro 24, 2012

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Dos dias maiores

Eu juro que vi, eu juro...! Ontem, já um bocado depois das 18h, ainda havia uma pontinha de luz à minha espera...

Frase do dia

"Sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica."

Nelson Rodrigues

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Porque também fala de mim...

Coldplay

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach so
She ran away in her sleep
and dreamed of
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
and the bullets catch in her teeth
Life goes on, it gets so heavy

The wheel breaks the butterfly
Every tear a waterfall
In the night the stormy night she'll close her eyes

In the night the stormy night away she'd fly
and dreams of
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Oh oh oh oh oh oh-oh-oh

She'd dream of
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Oh oh oh oh oh oh-oh-oh-oh
lalalalalalalalalalala

And so lying underneath those stormy skies
She'd say, "oh, ohohohoh I know the sun must set to rise"
This could be
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Oh oh oh oh oh oh-oh-oh

This could be
Para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be
Para-para-paradise
Oh oh oh oh oh oh-oh-oh-oh

terça-feira, janeiro 17, 2012

Continuar...

Perfil

Tentando a minha sorte; será que vale?; há oportunidades que só surgem uma vez na vida; dificilmente se encontra algo semelhante; haverá melhor?; mais uma tentativa; se é difícil é porque não é para alcançar; será o que tiver que ser; e se for assim ou assado, o que fazes?... em suma, cabeça dentro do liquidificador...

sexta-feira, janeiro 13, 2012

'Cause this is Africa!

Almoço tardio originado pela demora da cabeleireira. Mas como decidi que era hoje que ia à tesoura, e quando decido, decido mesmo!, esperei. Ao chegar, ainda consegui que me servissem um pratinho e, por sorte, também por lá encontrei companhia. O colega, dir-se-ia um bocado "puto" ainda, olha para mim e diz:

- Estás diferente...
- Fui cortar o cabelo.
- Ah, é isso! E esticaste também, estou a ver.
- Sim, a cabeleireira faz sempre isto.
- Pois... mas é engraçado que mesmo assim vê-se que o teu cabelo é... todo para cima... e para os lados (enquanto exemplifica gesticulando com os braços à volta da cabeça)... sei lá, à preta, não é??
- (Oi??) Eeerrr... sim, ok, pode-se dizer que sim...
- Mas algum dos teus pais é africano?
- Não. A sério... olha lá bem para mim! Achas mesmo que poderiam ser??
- Ok, ok... mas... nem lá estiveram nem nada..?

Solução

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Frase do dia

"Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo."

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, janeiro 11, 2012

E assim me chegou às mãos sobre o meu nome...

Do latim, natural da terra. Nome que indica realismo e fantasia ao mesmo tempo (Portanto, num extremo e noutro... ao mesmo tempo! Isto explica tanta coisa...).

É próprio de mulheres atias (Oi? Será ateias? Será outra coisa qualquer? Será... bom??) sempre dispostas a realizar coisas e a planear projectos para levá-los à prática.

A sua força de vontade não decresce perante os obstáculos nem as dificuldades que pode encontrar no seu caminho (Desde que à força se junte, de facto, a vontade, é comigo mesmo!) .

Do grego "ceifeira", "caçadora" (Que é como quem diz que colho o que planto e vou à luta, vou por aí à caça daquilo que quero. Está bem, compro.)

Coisas boas que surgem assim por acaso e como quem não quer a coisa


Com "bonecos", linguagem para todos, humor, postura terra-a-terra, uma enorme fonte de conhecimento a jorrar para quem quisesse beber. Eu bebi e adorei. Não posso perder as próximas.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Desde que o ano começou...

... não consegui chegar a horas decentes uma única vez e já tive que pagar duas multas de trânsito!

Se isto for indicativo da tendência para os dias que ainda faltam, mais vale começar já a candidatar-me a uma casinha da câmara e ao Passe Social +...

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Frase do dia

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever."

Clarice Lispector

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Assistências e desistências (ou adiamentos, vá...)

Saio furibunda, capaz de atropelar quem se atravessar à minha frente. Na minha mente, o tempo de espera que sei que me espera. Tento respirar fundo enquanto acelero porque quero resolver o problema de uma vez por todas embora reconheça a necessidade de evitar uma síncope cardíaca antes de lá chegar. Talvez não dê muito jeito, digo eu.

Chego finalmente e deparo-me com vinte (VINTE?!?) senhas à minha frente. Com o olhar, fulmino os poucos interlocutores de serviço - talvez a desculpa seja o facto de ser hora de almoço portanto é melhor nem me dar ao trabalho de perguntar onde raio andam os outros todos que deviam estar a trabalhar! - e decido que o melhor é ir arrefecer a cabeça e dar alguma utilidade ao tempo. Vagueio pela loja de moda chinfrim, onde já estive no dia anterior, na esperança de alguma novidade interessante no meio dos brilhos e folhos e, na ausência dela, decido que é uma boa altura para resolver algumas pendências de supermercado. A imagem do pão de centeio tão adorado lá em casa e a minha dependência de creme Nivea (o bom, velho e espesso) sobrepõem-se e lá me encaminho para o abastecimento.

De volta, já só faltam sete. Menos mal. Os "plim-plins" chamam em vão os, entretanto, desistentes, e o meu número aparece redondo no monitor.

Explico, com calma forçada, a minha questão e acrescento "liguei para a linha de apoio antes de vir porque podia ser só azelhice minha e assim resolvia o problema sem ter que me deslocar e sem ter que os vir maçar mas a sua colega do call-center aconselhou-me a procurar a vossa ajuda. Por isso, aqui estou, mas tenho que lhe dizer umas coisinhas: espero que seja azelhice minha porque isso significa que daqui a nada tenho o problema resolvido e me posso ir embora sem qualquer perspectiva de cá voltar tão cedo. Mas, se assim for, significa que a sua colega me deu uma informação errada e eu vou ficar danada e vou querer reclamar por me ter feito perder este tempo todo. Por outro lado, se não for azelhice, fico danada porque significa que os senhores reinstalaram mal o software e me fizeram ter que cá voltar e eu vou querer reclamar por me terem feito perder este tempo todo. É uma lose-lose situation para o vosso lado, não sei se está a perceber...". O sorriso amarelado do meu interlocutor denunciou que sim, estava a perceber muito bem e começava agora a ter algum medo de mim. Confesso que me amoleceu ligeiramente e por isso abstive-me de acrescentar "ouça... o senhor não tem noção mas eu faço pilates avançado! Não calcula a força que actualmente tenho nos membros inferiores e abdominais, estou convencida que sou capaz de deitar abaixo um elefante africano, por isso é melhor tratar-me bem! Ok... talvez não um elefante africano mas, enfim, um bezerro ou bicho semelhante... por isso veja lá o que me vai dizer!".

Um pouco nervoso, pega no aparelho e põe-se a investigar. Dá voltas e voltas e voltas e passado cinco minutos descobre o truque. Todo contente diz-me que nem ele sabia que era daquela forma que se resolvia, que até me agradecia por lhe ter levado um problema que o fez aprender uma coisa nova e que eu tinha em mãos "um aparelho do melhor que se tem feito!". (Olha que sorte a minha de ter tido capacidade financeira para adquirir tal portento que, pelos vistos, só não lava roupa à mão nem faz omoletes por um mero acaso mas que logo no segundo ano se começou a desligar sozinho, apagou informação sem ninguém lhe dar ordens nesse sentido e me levou a assistência técnica três vezes em três dias seguidos. É porque eu mereço, certamente, eu mereço...).

Não obstante, o rapaz fez-me sorrir pela forma inteligente como deu o melhor uso aos seus aparentes conhecimentos em Terapia de Controlo de Raiva em clientes - digo aparentes porque, se calhar, nem sabe que os tem - enquanto me conseguiu resolver o problema que era o que eu queria. Aprecio a inteligência e a inteligência é das poucas coisas capaz de me desarmar... (a par do talento, do altruísmo, da humanidade, da educação, do respeito mas isto ficará para um outro dia...) e como, hoje em dia, começa a ser raro encontrá-la por aí, acabei por vir de lá com mais alguma esperança no ser humano e nos meus concidadãos o que me deixou um pouco mais bem disposta.

Aproveitando a maré de calmaria e serenidade, faço o caminho de volta a par e passo. Chego, preparo o meu chá verde quentinho, sento-me ao computador para me dedicar a outros afazeres e decido aproveitar a pausa de mim mesma... porque sei que não tarda muito lá me hei-de encher de irritação outra vez por ter que repôr "à la pata" toda a informação que o aparelho portento decidir mandar para o espaço sideral!

Mas enfim, lá chegarei... e se calhar não vai ser hoje...

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Cognome

Em dois dias seguidos ouvi "hoje estás muito Kitty Patas Fofas"...

Fiquei a saber que a dita é a namorada do Gato das Botas.

Confio que seja gira que se farta..! ;)

Não é da amiga "porca" mas podia ser...

(... ou talvez não! Too farfetch, I think...)


"O problema deste país é que os altos signatários safam-se sempre!"

terça-feira, janeiro 03, 2012

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Palavras de ontem mas também de hoje e dos dias que se seguem

O primeiro dia
"Cá estamos então, sem vidente, bola de cristal, bússola ou mapa que mostre para onde vai ser a viagem. Mas viajar iremos de certeza, seja ele apenas em pensamento, pedindo ajuda à imaginação, nossa ou alheia. Esquecendo o que passou, esperançados no que vai ser, fingindo destinos, sabendo que são muitas as perguntas e as respostas só de longe a longe se ouvem.
A todos desejo boa viagem."

J. Rentes de Carvalho em
http://tempocontado.blogspot.com/