terça-feira, outubro 30, 2012

segunda-feira, outubro 29, 2012

Frase do dia

"(...) Those who seem to have it all together, don't react to anything and aren't really dealing with life (...)."

in The Daily Love

A culpa é da culpa

E foi ter direitinho àquela "esquina" bem lá no fundo das profundezas da minha pessoa, sem GPS nem nada... irra, que até assusta!

Assentando...

















A água do banho não estava quente o suficiente, o microondas novo e "pandeleiro" não entende o que é aquecer água (SÓ aquecer água!), a máquina do café demorou a arrancar sei lá porquê (e ela também não sabe porque não fiz nada de especial e, de repente, começou a funcionar), não existe uma única peça de roupa que não necessite ser passada (valha-nos o acessorizing...!), ainda não decorei em que mala ou caixa está o quê, a arrumação provisória ainda não me faz qualquer sentido, só consegui encontrar um casaco diferente dentro... do armário da sala(!) (há duas semanas só uso dois, os únicos que consegui separar, já estava no meu limite!), já ganhei duas nódoas negras por andar a tropeçar em caixotes...

Ainda assim... já lá estou... e de manhã o sol entra pela janela do quarto... :)

sexta-feira, outubro 26, 2012

É verdade, não sou uma pessoal normal... E o prazer é todo meu!

E para animar uma amiga que não recebe notícias de quem queria, com a celeridade com que queria, e que precisa de alguém ao seu lado com bom senso, um ombro amigo que lhe ofereça algumas palavras sábias e equilibradas, de paz e tranquilidade, que ajudem a controlar a sua ansiedade, sai o seguinte da minha linda boquinha: 

"Não stresses, se calhar ainda não teve tempo para ler e responder ao email com calma. Sabes lá, se calhar hoje é o dia em que fica com os filhos ou em que a ex-mulher lhe pôs uma galinha preta decepada na caixa do correio ou em que foi ao trabalho dele fazer um escândalo toda nua..."

Coisas assim normais... que acontecem... na vida de qualquer um... ;)

Frase do dia

"I think when you get to the point where you don't need to be in love, then you could be in love. You have to just be OK with yourself."
John Cusack

Leitura do Livro da Sabedoria

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu: 

tempo para nascer e tempo para morrer, 
tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou, 
tempo para matar e tempo para curar, 
tempo para destruir e tempo para edificar, 
tempo para chorar e tempo para rir, 
tempo para se lamentar e tempo para dançar, 
tempo para atirar pedras e tempo para as juntar, 
tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço, 
tempo para procurar e tempo para perder, 
tempo para guardar e tempo para atirar fora, 
tempo para rasgar e tempo para coser, 
tempo para calar e tempo para falar, 
tempo para amar e tempo para odiar,
tempo para guerra e tempo para paz. 

Apostaram?

Pois... afinal não valia a pena...

A Coca-cola resultou, o tempo de espera foi suportável, enfim, tudo a contrariar as probabilidades e eis senão quando, à "boca de cena", e comigo já a pensar que mais um bocado e a coisa começava a ficar preta, a enfermeira diz: vai entrar a seguir, faça favor de ir ali ao fundo à casa de banho... esvaziar a bexiga!!


Era outro tipo de exame...

quinta-feira, outubro 25, 2012

Murphy, filha, fica sossegadita, ok???

A preparar-me para enfiar uma lata de Coca-Cola no bucho daqui a nada.

Objectivo: ecografia.

Argumento: truque da mãe, enche a bexiga num instante, basta beber uma hora antes ou até menos, e por isso não causa quase nenhum sofrimento. Já experimentei várias vezes, NENHUM médico reparou e o exame decorreu lindamente.

Hipóteses:
a) a trampa da Coca-Cola não produz o efeito esperado a tempo e vão-me mandar esperar mais um bocado e, a dada altura, vou-me andar a contorcer pelos corredores e a controlar-me para não agarrar as enfermeiras pelos colarinhos enquanto espumo pela boca e pergunto: quando é que é a minha vez?????

ou

b) a trampa da Coca-Cola produz o efeito esperado a tempo, eu vou estar "bela e amarela" na sala de espera como se não fosse nada, vou dizer à enfermeira que sim, senhora, bebi os 350 litros de água como mandaram e ela vai acreditar mas os exames vão estar atrasados, não vou ser atendida a horas e, a dada altura, vou-me andar a contorcer pelos corredores e a controlar-me para não agarrar as enfermeiras pelos colarinhos enquanto espumo pela boca e pergunto: quando é que é a minha vez?????

ou

c) corre tudo conforme esperado.



Apostas?

quarta-feira, outubro 24, 2012

O amor em museu. Ou melhor, o que restou dele...

Em vez de colocar as tralhas numa caixa na arrecadação ou de as queimar em cerimónia catártica ou até de as atirar janela fora com vista a acertar na 'mona' do(a) companheiro(a) em debandada, que tal enviá-las para Zagreb?? Sai um bocadinho mais caro, é verdade, mas é de um "chique" total poder dizer que se doou a um museu...!



Ler mais sobre o assunto aqui.

By the way...

... já não me bastava ontem o Odivelas meets Caxias na mesa do lado (não fui eu que disse, foram eles, embora desconfie que chegasse lá sem explicação. Digamos que os modos, deles e delas, engalanados com as tattoos de gosto duvidoso, os brincos a la Ronaldo, os calções mini "estou-mais-para-cinto-largo" e o botim compensado de veludo vermelho, já me tinham dado todas as dicas, mais subúrbio, menos subúrbio), hoje chego aqui e levo com a colega ao telefone, durante mais de uma hora!, com uma conversa absolutamente surreal com o marido sendo que o objectivo era explicar-lhe algo no âmbito da informática...

Ponto um: a dita tem problemas auditivos logo fala uns décibeis acima do normal. 

Ponto dois: a irritação proveniente do facto de não se estar a fazer entender junto do aparentemente obtuso cara metade imprime uma acidez à voz que nos arranha o canal auditivo. 

Ponto três: depois de muitos "ai, por amor da santa", "mas ainda não entendeste???", "não tens a mania que és esperto?? então, não consegues??, "ó pá, cala-te mas é, pareces parvo!" - o que por si só já se dispensava, boa?? - sai-se, a dada altura, com a seguinte: olha, sabes uma coisa?? Mais vale levar no c* do que estar aqui a aturar-te!!


A sério, o que é isto, 'jizas..!?! Onde é que eu estou??? Eu mereço???


(By the way, quando disse que gostava de ver grandes chuvadas esqueci-me de acrescentar "estando dentro de casa"!)

(By the way também, os tão promovidos condicionadores, shampôos, máscaras e afins "anti-frizz", cujos anúncios mostram fulanas a mergulhar em cascatas e a tomar banho à mangueirada, saindo de lá com o cabelo impecavelmente liso, é feito com cabeleiras sintéticas à prova de bala, só pode! A minha cabeleira, quanto muito, fica empapada.... e frisada, vejam só...).

"Desenovelemo-nos"


Recomeça

Recomeça… 
Se puderes 
Sem angústia 
E sem pressa. 

E os passos que deres, 
Nesse caminho duro do futuro 
Dá-os em liberdade. 

Enquanto não alcances, 
Não descanses. 

De nenhum fruto queiras só metade. 
E, nunca saciado, 
vai colhendo ilusões sucessivas no pomar. 
Sempre a sonhar e vendo o logro da aventura. 

És homem, não te esqueças! 
Só é tua a loucura 
Onde, com lucidez, te reconheças… 

Miguel Torga 
in http://asubaka.blogspot.pt/

terça-feira, outubro 23, 2012

"Noi trei" a abençoar o microcimento!
















"Acho que só o amor me pode salvar..."


Amor

Este fim de semana, por várias razões, senti-me "a que tem a imensa sorte de o receber". Espero, sinceramente, também se dever ao facto de o ter plantando...


segunda-feira, outubro 22, 2012

Há uns tempos atrás, por esta altura


E relendo, apesar da ponta de dor ao fundo do peito a levar-me de volta, reconheço a vida que tenho hoje em mim. Não é a vida de "antes", nunca mais poderá ser. Porque esta agora é a vida de quem passou e sobreviveu à dormência maior: a da alma.

À conversa com uma operadora de internet

"O serviço já foi desactivo..."


Oh, God...!

Breve viagem ao tempo do Conan, o rapaz do futuro

Dia chuvoso, na selva urbana lá iamos nós, encafuadas no carro de vidros embaciados. Não fosse a alegre conversa, dir-se-ia que tinhamos viajado no espaço e no tempo e nos encontravamos num planeta Terra destruído, já só cinzento, já só de betão, deprimente e soturno, frio e húmido. De repente, um som cavernoso mas ao mesmo tempo metálico, a despertar-nos do diálogo de amigas que nos distraía. De repente, um robot a falar connosco e a comprovar que sim, a viagem tinha-se dado e nós eramos as últimas sobreviventes da raça humana e só entre nós existia alguma cor. Lá fora, tudo estava morto e pálido. Fez-se silêncio e a medo olhámos pela janela para quem nos interpelava. A voz metálica continuava a vociferar, as três em choque, sem querer assumir, a temer intimamente pela nossa vida...

.........................................................


... e eis senão quando percebo que era um carro da polícia a informar-me através de altifalante que iria ser autuada por ter pisado um duplo contínuo...sh**!

sexta-feira, outubro 19, 2012

Estilhaços


Viver

"Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo. Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera. Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde. Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções. A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas."  

Joaquim Pessoa
in 'Ano Comum'

quinta-feira, outubro 18, 2012

Encosto!

Ele há dias. E ele há fases. E ele há dias e fases em que parece que tudo nos cai em cima de uma vez ou em que nada corre bem. Eu já não sei há quanto tempo ando numa dessas, já me aconteceu de tudo um pouco... e quando julgo que agora é que é o fim, lá aparece uma trampa qualquer a emperrar, a fazer resvalar do caminho traçado, a testar a paciência e sanidade mental da minha pessoa!

Respiro fundo e, depois de num primeiro momento me exasperar com os fatalismos alheios, lá me disponho a deixar-me convencer por quem me rodeia e me diz "é a vida, é mesmo assim, faz parte..." (e disponho-me para ver se não dou em doida de vez porque, já agora convenhamos, queria cá estar para me ver chegar ao fundo do túnel e, se estiver confinada a uma camisa de forças aqui no pavilhão do lado ou falecida em cinzas numa caixinha qualquer, vai ser difícil...).

Por isso, lá vou levando... respiro, respiro mais uma vez, convenço-me de que estou a exagerar, que é tudo normalíssimo e lá volto ao caminho.

Hoje, estando em cima da mesa as "obras de santa Engrácia", só para começar - que, para mim, estão mais para fenómenos do Entroncamento do que outra coisa - e tratando de mil e quinhentos pormenores como é costume, desde a limpeza de vidros, à contratação de mais um gajo para pôr o chão, ao silicone que falta não sei onde, ao cano roto e mais o camandro!, ouço o seguinte do meu responsável de obra: 

"Olha, eu não sei mas... eu diria que, para além dessas coisas todas... também não seria má ideia mandares benzer a casa!!"
....

Vêem?? Vêem??? É porque isto é tudo normal, não é??? Claro..!

Eu, sinceramente, já não sei que diga... eu não sei se me rogaram alguma praga, se ando a pagar qualquer pontapé mal dado numa pedra que acabou por acertar na cabeça de alguém importante numa vida anterior, o que raio é... mas, convenhamos, vida, destino, alma penada ou viva, praga ou mezinha, ou seja lá o que for, começo a perder a paciência! E, por isso, só tenho uma coisa para vos dizer: ide todos para o c******, ok??? Ide de uma vez e ficai por lá!

Perfil

Estou feita uma empreiteira...

quarta-feira, outubro 17, 2012

E dei por mim a escrever...

"Mas enfim, tu conheces-me, em português como em direito, já vou além de ver o que está escrito, o que é de lei, para passar também a contestar a própria lei!"

E pronto, é isto, há que assumi-lo.

E a grande pergunta é...

Qual é a alternativa? 
"A lista de erros nas últimas seis semanas é extensa. Pedro Passos Coelho é responsável pessoal e politicamente por muitos deles. Muitos desses erros teriam sido possíveis de evitar se o Primeiro-Ministro não sofresse, ao fim de tão poucos meses de Governo, do clássico Síndroma da Redoma. Estou satisfeito com o curso dos acontecimentos? Obviamente que não. Este Orçamento do Estado é inexequível e representa um esforço, em larga medida, inglório. Esta semana tem sido uma espécie de catarse colectiva, envolvendo os cidadãos anónimos e as elites. 

Todos expressamos em tom de desabafo a nossa frustração por ter de trilhar um caminho que nos vai custar muito e de muitas formas, sem que haja aparentemente uma luz ao fim do túnel. Se a frustração é compreensível, sobretudo entre os cidadãos anónimos, entre os quais me incluo, às elites -- políticas, empresariais, jornalísticas, opinion-makers, entre outros -- pede-se e exige-se um pouco mais do que um exercício de catarse colectiva. Não basta que as elites digam que o Orçamento do Estado é inexequível. Para isso estou cá eu e os restantes cidadãos anónimos. É preciso apontar soluções e caminhos alternativos. 

O que é que, substantivamente, o Governo poderia e deveria fazer de diferente, no imediato, com o espaço de manobra político e financeiro que tem ao seu alcance? Esta é a questão que vale um milhão de euros, mas à qual ninguém responde de forma consistente e realista. A possibilidade de se referendar a permanência de Portugal no euro obrigaria a um debate sério e realista. Não haveria, para o bem ou para o mal, como fugir às ilacções a retirar dos seus resultados."

Paulo Gorjão
in  http://bloguitica.blogspot.pt

Perfil

Começaram os dias "encaracolados"...

Chocolat mousse for a rainy day...

Aleluia!

Haja alguém que saiba distinguir as palavras soalheira de solarenga e não utilize a última quando o que quer dizer se diz com a primeira! Irra, que já somos poucos!!

terça-feira, outubro 16, 2012

E aqui me penitencio... destes, e até agora, foram só dois...

Nem o DN escapa...

"O ex-casal não se entende quanto à divisão dos bens que foram acomulados ao logo dos seis anos de casamento."

Terá passado pela cabeça do respeitável DN que, sendo notícia da secção "cor-de-rosa", não vale a pena gastar tempo e dinheiro com a revisão de textos porque, assim como assim, "quem lê esta treta deve ser inculto mesmo por isso pode-se escrever de qualquer maneira"??

sexta-feira, outubro 12, 2012

Com saudades...

... de a ouvir cada vez que me ligam...

Ementas


(Lamb o quê, filho???)

Dilema de cantina

Epá!! Hoje há canja!... E strogonoff!... E pataniscas... e... e... e... eu não sei o que hei-de fazer!!!


(Nasci com alma de gorducha, não há hipótese...)

Invadidos!!

"Ah pois é, com esta medida, diziam na rádio, vai aumentar e muito a invasão fiscal!!"


E não é que, sem querer, não deixa de ter razão?!

quinta-feira, outubro 11, 2012

Já estive melhor...

Para começar, sair de casa com metade das unhas pintadas e a outra não porque a p*** da acetona acabou. Depois, chegar ao carro e ter um presente da EMEL. A seguir, lidar com a falta de brio profissional de alguns que agora sobra para mim. Agora, preparar para uma reunião com a duração prevista de uma hora (!) sabendo eu que dois terços da dita já estão calculados de modo a servir o gosto do interlocutor em ouvir a sua própria voz. Tudo isto regadinho com résteas de sonhos que ferem. Bom dia este...

quarta-feira, outubro 10, 2012

Uma das minhas máximas, agora também em "estrangeiro"...


Frase do dia

"É quando fugimos que estamos mais sujeitos a tropeçar."

Empatia astral ou "vai lá mazé' coincidir com outro!"

Ó sissa, estive aqui a pensar... é impressão minha ou já não é a primeira vez que as nossas vidas se reúnem atrás das nossas costas e combinam apresentar-nos situações semelhantes justamente no mesmo dia???

Irra!

terça-feira, outubro 09, 2012

Perfil

Que sirva, ao menos, para me ensinar alguma coisa!

Eu, snobe, me assumo

Cada vez me sinto mais diferente, cada vez selecciono mais o que digo e a quem, cada vez mais noto a distância que se impõe entre mim e algumas pessoas que povoam a minha vida. Cada vez mais tenho menos paciência para pressupostos e formatações de cabeça e alma. Cada vez mais tenho menos tolerância com quem não cresceu, com quem não evoluiu, com quem continua agarrado ao que é suposto, ao que dizem os "manuais" ou às teorias do que é saber viver no trabalho, nas relações, na sociedade. Teorias toda a gente tem mas cada vez mais observo que não passam disso, considerações teóricas de quem leu mas não fez, de quem ouviu falar mas não viveu, de quem julga ter aprendido porque decorou, de quem acredita porque sempre acreditou mas que, na realidade, não experimentou, não sentiu. No entanto, sentem-se no direito de criticar quando é justamente esta crítica que revela a sua falta de sentido crítico real... e nem se dão conta... Cada vez tenho menos paciência, de facto.

Quem olhe hoje para mim pode não observar as mudanças típicas, aquelas que se vêem a olho nú, sinónimas de "nova vida", de "sucesso" ou de quem "deu a volta por cima", como a casa nova, o degrau a mais na hierarquia, o corte de cabelo mais arrojado com estilo de roupa a acompanhar, a mudança de estado civil e/ou do número do agregado familiar, ou de recheio de conta bancária. Cresci como pessoa muito mais do que cresci como indivíduo social que anseia mostrar as suas mudanças, dar provas da sua evolução para que aos olhos dos outros seja validada e para que esse retorno o ajude a preencher as lacunas no supérfluo inventado e o torne "real".

Mudei. Acima de tudo por dentro, e é uma mudança muito mais profunda do que, às vezes, possa parecer.

Também eu já fui formatada e cheia de teorias. Também eu já acenei a bandeira de quem tem certezas inabaláveis do que deve ser e como deve ser, também eu já falei muito sem ter, de facto, vivido nada. Até que houve um dia em que o meu pedestal de convicções ruiu e eu, naturalmente, caí. Back to basics, quase de um dia para o outro. Back to basics sem querer nem ter pedido. Back to basics, mesmo basics...

Nada melhor do que sentir que se perdeu tudo para ser forçado a olhar para o que sobrou... nós mesmos. E como se revela difícil lidar connosco quando não há nada para nos distrair disso...

No primeiro impacto estranhamos, parece que não nos reconhecemos, com reacções, pensamentos e sentimentos que em nada se assemelham à ideia que tínhamos de nós próprios. Assumimos então que só podemos estar doentes, que a doença nos alterou e procuramos com fúria e determinação a cura que estiver mais à mão. Agarramos nos pressupostos que sempre nos acompanharam e dizemos "Era o que mais faltava! Se aqui está "escrito" que, nestas situações, há que fazer isto e aquilo, para sentir desta ou daquela forma e voltar a ser normal, é já de seguida que isto assim não pode ser!"

Depois, quando a cura não se revela eficaz, invade-nos a frustração, a perda de fé em nós mesmos, o medo, a raiva, a recusa: não consigo, sou fraco, e agora o que faço?, todos sabem menos eu, todos conseguem menos eu, estou "estragado" para sempre, odeio o mundo e a vida que me transformaram nisto, recuso aceitar-me assim!

A partir daqui, há duas hipóteses: ignorar o que o nosso coração nos diz, desprezar as dúvidas e os sentimentos, pegar em nós e na nossa fragilidade e pormo-nos atrás das costas, fazer ouvidos moucos ao que cá dentro grita, fingir que nos curámos, que connosco afinal resultou e esforçarmo-nos para acreditar piamente nisso - porque pode ser que, assim, se torne realidade-, vestir uma nova capa colorida, abafar mágoas e feridas, encondê-las debaixo do tapete e agir como se elas não existissem assumindo um pretenso novo "eu" . Ou então... aceitar e aprender. Aceitar que não conseguimos, aceitar que também somos assim, que é parte de nós e aprender a viver com esse nosso lado, tirando e aproveitando o que ele tem de bom e o que nele há que nos faz evoluir. Mesmo que isso signifique andar para trás, destruir teorias, recuar nas nossas crenças, nascer de novo assumindo as respectivas dores de parto. Mudar mesmo, cá dentro, mesmo que não se veja por quem está de fora. É duro? É. É difícil de concretizar? É. Leva tempo? Leva. Digamos que hoje sei que não é, de facto, para qualquer um...

Acredito, no entanto, que seja para mim. Embrenhei-me neste processo com a cara e a coragem e pretendo levá-lo até ao fim. Hoje sei que consigo, hoje sei que já houve muitas etapas ultrapassadas, hoje sei que cresci e evoluí e sei também o que foi preciso dar de mim para chegar até aqui, mesmo que os "outros" não o consigam ver.

Talvez por isso tenha cada vez menos empatia com a generalidade das pessoas ditas normais, talvez por isso seja crescente uma certa selecção da minha parte sobre o que digo e a quem, o que faço e com quem. Assumo até uma grandessíssima falta de paciência e consequente irritação no que toca a discursos vivenciais de lana caprina e à facilidade com que estes saiem da boca dos seus interlocutores sendo que, na maioria dos casos, fica claro para mim logo nos primeiros segundos que não fazem a mais pálida ideia do que estão a falar. Não há paciência...

Estou feita uma snobe, talvez, no que respeita às abordagens pela rama, às teorias, aos pressupostos e aos seres que fazem disso bandeira. Parecem-me banais, ridículos, num estádio de evolução tão primário mas, ao mesmo tempo, tão ignorantemente cheio de si, quando na realidade está cheio de "nada".... A maior parte das vezes só me apetece dizer "por qué no te callas??". Mas enfim...

Deve ser o lado negro da evolução.

Bom... quanto a isso a minha resposta só pode ser uma: pois que seja.

"Títalos"

"A sôtora não se preocupe porque, repare, sôtora, eu farei tudo o que for possível para resolver o problema da sôtora porque a sôtora não tem culpa nenhuma, cabe a nós tratar do problema, sôtora, que é mesmo assim.... Claro, claro, sôtora, será tratado com rapidez, sôtora, a sôtora não tem que se preocupar. Eu só peço é que a sôtora faça o favor de mandar um email, com o nome da sôtora e o número da sôtora, para que nós possamos ver logo na base de dados o registo da sôtora e resolver a questão... Pois, sôtora, compreendo sôtora, se a sôtora quiser também podemos fazer dessa forma, sôtora. A sôtora diga como prefere... Ok, sôtora, combinado então, sôtora. Adeus, sôtora, prazer em ouvi-la, sempre que necessitar ligue, sôtora, obrigado, sôtora."


Não... não estou a exagerar...

segunda-feira, outubro 08, 2012

Laranja


Mundo

Aos derrotados à partida

"Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer."
Luís Fernando Veríssimo

Diz aqui que hoje estamos assim...


... portanto, o facto de sentir um sol radiante a bater no meu braço enquanto trabalho deve-se, com certeza, aos efeitos dos vapores da medicação administrada aqui no pavilhão ao lado...

quinta-feira, outubro 04, 2012

Dedo na ferida

"O seu coração está apertado e cada vez mais ansioso pela libertação, então que tal parar de se esconder? O truque de ocupar todo o nosso tempo para não pensar nos assuntos incómodos, é muito antigo e raramente dá certo, pois, mais cedo ou mais tarde, as questões por resolver voltam sempre à superfície. Como é que vai ser? Vai quebrar o padrão habitual?" 

(Não, não foi tirado do meu horóscopo. Mas, assim, de repente, parece-me válido para qualquer signo, não? Eu, pelo menos, enfiei a carapuça...)

quarta-feira, outubro 03, 2012

Frase do dia

"Feelings are much like waves, we can't stop them from coming but we can choose which one to surf."
Jonatan Mårtensson

Porque vou bem na minha mão...

(Bem) na minha mão
Susana Felix 

Abro os olhos e adormeço
Sem a mente fraquejar
Saio pela manhã
De passagem, coisa vã
Derrapagem
Que a viagem tem princípio, meio e fim

Enquanto vergo, não parto
Enquanto choro, não seco
Enquanto vivo, não corro
À procura do que é certo

Não me venham buzinar
Vou tão bem na minha mão
Então vou para lá
Ver o que dá
Pé atrás na engrenagem
Altruísta até mais não

Enquanto vergo, não parto
Enquanto choro, não seco
Enquanto vivo, não corro
À procura do que é certo

Presa por um fio
Na vertigem do vazio
Que escorrega entre os dedos
Preso em duas mãos
Que o futuro é mais
O presente coerente na razão
Frases feitas são reféns da pulsação

Prinssusas

E eis senão quando o destino se encarrega de me dar a conhecer o meu alter ego em termos de personagens da Disney... Branca, filha, tu estás lá! ;)

terça-feira, outubro 02, 2012

O (des) Acordo e eu.

Porque algum dia tinha que ser, foi ontem. Lá peguei no meu cepticismo, no inconformismo também, os dois regadinhos com o mau humor matinal, e preparei-me para a guerra.

Primeira nota: toma lá que já almoçaste, a formadora era de se lhe tirar o chapéu! Aceitando que isto é confuso para a maioria e que muitas das alterações não têm, de facto, lógica, pôs-se do "nosso lado", assumiu-se como mais um de nós, portugueses, a quem esta medida está a ser imposta, não fincando a sua opinião sobre os motivos que levaram a este acordo mas também não a camuflando. No fundo, disse sem dizer: "estudei isto a fundo, nomeadamente com um dos seus autores, estou aqui para vos passar o que aprendi, concorde ou não, e para vos ajudar, no que puder, a entender. E sim, há aspectos que eu também não entendo e outros cuja justificação não me convence...". Pontos para ela que, desde logo, transformou uma formação com grande potencial para ser entendiante e até enervante para os mais resistentes, numa conversa agradável entre pessoas com as mesmas dificuldades e reservas, durante a qual se discutiu muito mais do que o acordo propriamente dito.

Segunda nota: entendo a justificação que se prende com a necessidade de uniformização. Não concordo, não considero necessária mas compreendo o que me querem dizer. Não entendo por isso que haja palavras que antes do acordo era escritas da mesma forma por falantes de português de todo o mundo e que agora, para os falantes de Portugal somente, sejam alteradas. Portanto... pretende uniformizar  "desuniformizando"??? É uma coisa esperta, não há dúvida.

Terceira nota: Todas as regras têm excepções. E diz que são elas que confirmam as primeiras. Eu não sei mas... não deveria haver um número limite para as ditas? Se a regra for uma e houver 23754257 excepções continua-se a considerar que confirmam alguma coisa para além de que afinal a regra é estúpida e não devia existir?? Não sei, digo eu...

Quarta nota: Então não é que há várias alterações cuja justificação é uma coisa linda de morrer que se chama "uso consagrado da língua"?? Assim de repente isto dá-me .... MEDO! Porque, convenhamos, se formos a uma rua que tenha cinco restaurantes e formos consultar cada uma das ementas, verificamos que as cinco terão escrito "bacalhau à Brás" com acento agudo em vez de grave na preposição. Aposto a minha vida se for preciso! Ora... se o "uso consagrado da língua" diz respeito ao uso mais corrente, aquele que é feito pela maioria... e se este pode ser justificação para se passar a escrever de determinada maneira.... MEDO, MUITO MEDO MESMO!

Quinta nota: Conclusão da anterior com mais uns pozinhos: em alguns casos, o AO valida o erro. Portanto, poder-se-á tornar, sem querer, num aliado poderoso de quem se costuma reger pela máxima "percebeste, não percebeste?? 'Atão está certo!" Niiiice...

Sexta nota: A formação, para além de nos esclarecer um pouco mais sobre esta temática, conseguiu a proeza de ensinar português. É que, vai-se a ver, e muitos dos presentes mostraram-se espantados com alterações a palavras... que não se alteraram!! Portanto... nem quero imaginar como as escreviam antes..!

Por último: Apercebi-me que eu, que não dou erros desde a primária, vou passar a ser considerada como alguém que só dá calinadas, a partir de 1 de Janeiro de 2015...

sexta-feira, setembro 28, 2012

A miúda

Furiosa. A chuva que apareceu de repente, os sapatos encaixotados algures. Pés molhados, nariz fanhoso, roupa amontoada. Camisola nova porque o tempo já pede, porque as outras estão também encafuadas em parte incerta. Pode ser desculpa mas que seja... Ai! Não... não acredito! M**** para isto, os gatos resolveram estreá-la antes de mim! Ok, ok, respira, ignora os fios, ignora que é nova, ignora tudo e avança senão bloqueias. Recomeçando: isto fica bem com isto, vou ter que complementar com os ténis porque é a única coisa que tenho à mão, pronto, não há-de ser nada, pelo menos não apanho frio e assim como assim hoje até é casual day. Ok, ok, tudo se resolve. M****. Furiosa, continuo furiosa...

Chego finalmente. Comento a minha escolha de indumentária a tentar rir da coisa, a tentar antecipar-me aos comentários (vens de ténis???), valorizando a opção por antecipação. De repente, ouço: ficas mais nova.

Pausa... oi?

"Pareces mais nova com os ténis... uma miúda!"


:) Boa, colega querido, you did it, já não estou tão furiosa assim.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Frase do dia

"Às vezes, aquilo que nos faz falta, torna-se o nosso Mundo inteiro." 

terça-feira, setembro 25, 2012

Quando o meu cérebro me canta ao ouvido

Aconteceu uma destas manhãs como já aconteceu em muitas outras. Acordei com banda sonora, com o trauteio de determinada música a ecoar na minha mente.

Há muitos anos atrás, a música que o meu cérebro trauteava coincidia quase sempre com a primeira com que o rádio, feito despertador, me brindava à hora marcada. Deixado o rádio de lado (porque acabava por me embalar em vez de despertar),  as origens passaram a ser variadas: a última música ouvida no dia anterior, a música do rádio do vizinho, uma palavra dita ou ouvida pela manhã que levava o meu neurónio a estabelecer correspondência com algo registado no seu arquivo musical...

Naquela manhã não. Naquela manhã não sei de onde veio. Naquela manhã a sua presença impôs-se sem razão mas nota a nota, sílaba a síbala, como que acabadinha de ouvir sendo que já não a ouvia há muito, muito tempo. Não deixo de me vergar à sua pertinência musical... mas foi irritante, sim, perturbante até - de onde veio? Porquê justamente esta? Porquê agora? Porque me surge tão nítida como se estivesse eu dentro dela e não ela dentro de mim?

Não sei de onde veio mas no meu íntimo e instintivamente recusei-me a reproduzi-la onde quer que fosse, de que forma fosse. Não lhe admiti a presença, não lhe admiti ter saído das profundezas quando não a invoquei, não admiti ao meu cérebro que usasse, sem autorização, fontes musicais submersas para me mandar recados. Por isso assim decidi: ouvi-a e ouço-a nos cantos da minha mente quando não tenho escapatória mas é aí que ela vai ficar. Não lhe admito que me assombre nem que me cante a realidade ao ouvido.

Do Ney, pelas mãos da C., para mim

Ney Matogrosso 

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo 
Eu acordei com medo e procurei no escuro 
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo 
Porque o passado me traz uma lembrança 
Do tempo que eu era criança 
E o medo era motivo de choro 
Desculpa pra um abraço ou um consolo 
Hoje eu acordei com medo mas não chorei 
Nem reclamei abrigo 
Do escuro eu via um infinito sem presente 
Passado ou futuro 
Senti um abraço forte, já não era medo 
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim 
De repente a gente vê que perdeu 
Ou está perdendo alguma coisa 
Morna e ingênua 
Que vai ficando no caminho 
Que é escuro e frio mas também bonito 
Porque é iluminado 
Pela beleza do que aconteceu 
Há minutos atrás

segunda-feira, setembro 24, 2012

Perfil

Mais vale sorrir...

(ó para mim a fazê-lo tããããooo bem :) :) :)... f******!!)

sexta-feira, setembro 21, 2012

Registo a que não se resiste

Adoro as pessoas que dizem "resista aí este valor" ou "eu já resistei na base de dados"... e são tantas... é uma alegria!

Ó "mardiiiinhaaaa!"


Gastronomices

Sim, sim, nasceu-se-me um largo sorriso na cara simplesmente porque vi que hoje, no bar... há canja!!

Frase do dia

"Nunca te arrependas de nada que te fez sorrir..."
Autor desconhecido

quinta-feira, setembro 20, 2012

Here's to you, V.


Porque gosto... e porque é mesmo assim

What goes around comes around 
Justin Timberlake

Hey girl, is he everything you wanted in a man?
You know I gave you the world
You had me in the palm of your hand
So why your love went away
I just can't seem to understand
Thought it was me and you babe
Me and you until the end
But I guess I was wrong

Don't want to think about it
Don't want to talk about it
I'm just so sick about it
Can't believe it's ending this way
Just so confused about it
Feeling the blues about it
I just can't do without ya
Tell me is this fair?

Is this the way it's really going down?
Is this how we say goodbye?
Should've known better when you came around
That you were gonna make me cry
It's breaking my heart to watch you run around
'Cause I know that you're living a lie
That's okay baby 'cause in time you will find...

What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around

Now girl, I remember everything that you claimed
You said that you were moving on now
And maybe I should do the same
Funny thing about that is
I was ready to give you my name
Thought it was me and you, babe
And now, it's all just a shame
And I guess I was wrong

Don't want to think about it
Don't want to talk about it
I'm just so sick about it
Can't believe it's ending this way
Just so confused about it
Feeling the blues about it
I just can't do without ya
Can you tell me is this fair?

Is this the way it's really going down?
Is this how we say goodbye?
Should've known better when you came around (should've known better that you were gonna make me cry)
That you were going to make me cry
Now it's breaking my heart to watch you run around
'Cause I know that you're living a lie
That's okay baby 'cause in time you will find

What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around

What goes around comes around
Yeah
What goes around comes around
You should know that
What goes around comes around
Yeah
What goes around comes around
You should know that

Don't want to think about it (no)
Don't want to talk about it
I'm just so sick about it
Can't believe it's ending this way
Just so confused about it
Feeling the blues about it (yeah)
I just can't do without ya
Tell me is this fair?

Is this the way it's really going down?
Is this how we say goodbye?
Should've known better when you came around (should've known better that you were gonna make me cry)
That you were going to make me cry
Now it's breaking my heart to watch you run around
'Cause I know that you're living a lie
But that's okay baby 'cause in time you will find

What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around

[Comes Around interlude:]

Let me paint this picture for you, baby

You spend your nights alone
And he never comes home
And every time you call him
All you get's a busy tone
I heard you found out
That he's doing to you
What you did to me
Ain't that the way it goes

When you cheated girl
My heart bleeded girl
So it goes without saying that you left me feeling hurt
Just a classic case
A scenario
Tale as old as time
Girl you got what you deserved

And now you want somebody
To cure the lonely nights
You wish you had somebody
That could come and make it right

But girl I ain't somebody with a lot of sympathy
You'll see

(What goes around comes back around)
I thought I told ya, hey
(What goes around comes back around)
I thought I told ya, hey
(What goes around comes back around)
I thought I told ya, hey
(What goes around comes back around)
I thought I told ya, hey

[laughs]
See?
You should've listened to me, baby
Yeah, yeah, yeah, yeah
Because
(What goes around comes back around)
[laughs]

Constatação #64

Não posso dispensar o café na manhã seguinte ao dia em que tenho aula de pilates avançado.

Eu explico.

A privação de café logo pela manhã começa a notar-se uma hora e picos depois deste elemento da espécie humana se ter erguido para começar o dia. Os sintomas são bocejos constantes, cabeça cambaleante, olhos em género "persiana a meio gás" sendo que se percebe que atingiu o pico dos efeitos desta privação quando os seus dentes entram em contacto com o teclado e ali permanecem. Não obstante o estado aparentemente "apagado" do elemento, algumas capacidades vitais para o seu desempenho em ambiente profissional continuam alerta - ainda que em percentagem reduzida - pelo que a existência de uma grande probabilidade de ter que explicar ao superior hierárquico que o email a si enviado com a frase "ohydfjbedkgjsdjsdh" teve como emissor a sua estrutura dentária, o levam a considerar "espantar" o estado letárgico em que se encontra com urgência. Essa urgência, assim que instalada, origina as reacções típicas desta espécie quando se trata de "despertar" corpo e mente como sacudir a cabeça, arregalar os olhos e espreguiçar-se - ainda que respeitando o limite do decoro profissinal. O acto de espreguiçar, por sua vez e como toda a gente sabe, dá-se envolvendo vários músculos do corpo. E é nesse momento que o elemento constata, através da dor (f******!), que alguns deles são os peitoriais e os abdominais...

quarta-feira, setembro 19, 2012

Para quem, como eu, fica feliz quando uma nova estação chega


Quase

"Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Luís Fernando Veríssimo

Nota: Partilhado por uma das minhas C.

terça-feira, setembro 18, 2012

Título? Não há necessidade...


Frase do dia

"Ama-me quando menos mereço porque é quando mais preciso."
Provérbio sueco

segunda-feira, setembro 17, 2012

Don't.


Porque me arrepiou...

... quando a ouvi neste fim de semana a ecoar dentro de uma igreja... e fez-me pensar: não poderia mesmo haver escolha melhor para celebrar uma união...


Haja O Que Houver
Madredeus

Haja o que houver, eu estou aqui
Haja o que houver, espero por ti
Volta no vento meu amor
Volta depressa, por favor

Há quanto tempo já esqueci
Porque fiquei longe de ti
Cada momento pior
Volta no vento por favor

Eu sei
Quem és para mim
Haja o que houver
Espero por ti

Há quanto tempo já esqueci
Porque fiquei longe de ti
Cada momento pior
Volta no vento por favor

Eu sei
Quem és para mim
Haja o que houver
Espero por ti

Eu sei, eu sei
Quem és para mim
Haja o que houver
Espero por ti

Constatação #63

A oferta, em termos de formação que por aí circula, tem que se actualizar e adaptar aos novos tempos... eu, por exemplo, começo a necessitar, com urgência, de formação em "fenómenos do Entroncamento" e não a encontro em lado nenhum...

sexta-feira, setembro 14, 2012

Ele tem é personalidade, ok?? Per-so-na-li-da-de!

Afilhada em luta com mãe que tenta desesperadamente dar um jeito aos caracóis da cria enquanto esta faz um drama:

- Não quero!
- Tem que ser, tens que te pentear.
- Mas a minha "madinha" também não se penteia!!
- Penteia pois, claro que penteia!
- Não penteia não! Anda sempre com o cabelo todo no ar!

quinta-feira, setembro 13, 2012

Quero taaanto!

Batido recorde de distância no teletransporte quântico

Eu não faço a mínima ideia do que é o teletransporte quântico nem percebi metade do que li nesta notícia. O que eu sei é que há anos - desde que via a Galáctica e outras séries que tais - que sonho, que anseio!, cada vez que fico cheia de sono e estou longe da minha cama, com a possibilidade de me teletransportar (com a "viagem" a incluir troca de roupa para pijama, naturalmente)! Quererá esta notícia dizer que estará para breve???

quarta-feira, setembro 12, 2012

É exactamente isto...

"Foi isto que o Governo estragou. Estragou a crença de que esta austeridade era medonha e ruinosa, mas servia um propósito gregário de que resultaria uma possibilidade pessoal."

in As espadas
Jornal de Negócios online

terça-feira, setembro 11, 2012

Perfil

"Acampada"... e a sentir que, não tarda, será literal. Resta saber onde...

Frase do dia

"You can close your eyes to the things you do not want to see, but you cannot close your heart to the things you do not want to feel."
Johnny Depp

segunda-feira, setembro 10, 2012

Rentrée

"Eu não sou tão forte quanto eu previa, nem tão fraca quanto eu temia.
Não tenho o passo rápido como eu gostaria, nem paraliso como poderia.
Aprendi a equilibrar-me nos extremos.
Se não tenho o direito de escolher todos os acontecimentos, posiciono-me então de acordo com os factos.
No final, o que me move não é forte o suficiente para me derrubar,
mas é intenso o bastante para me fazer ir além."
Fernanda Gaona

sexta-feira, setembro 07, 2012

Balanço de quase-fim-de-férias

Eu - 0, Melgas - 74921

(P****!!! Para o ano a vitamina B começa a atacar em Janeiro que é para verem como elas mordem! Ou melhor... não mordem! P****!!!)

terça-feira, setembro 04, 2012

Amor

"Fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.
eu sei exactamente o que é o amor.
o amor é saber que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.
o amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte de nós que não é nossa.
o amor é sermos fracos.
o amor é ter medo e querer morrer."

in A Criança Em Ruínas
José Luís Peixoto

segunda-feira, setembro 03, 2012

domingo, setembro 02, 2012

quinta-feira, agosto 30, 2012

A minha "costela africana"... ;)


"Inginhoooosss"!



(E sim, querida F., o lado positivo da coisa é que ser bruxa é muito mais giro! ;))

quarta-feira, agosto 29, 2012

Perfil

É como convém... pr'á "engorda" e p'ró descanso!

segunda-feira, agosto 27, 2012

sexta-feira, agosto 24, 2012

quarta-feira, agosto 22, 2012

terça-feira, agosto 14, 2012

Às vezes

"Às vezes sentimos que o tempo chegou ao fim, que as portas se estão a fechar por trás de nós, que já nenhum ruído de passos nos segue; e temos medo de nos voltar, de dar de frente com essa sombra que não sabíamos que nos perseguia, como se ela não andasse sempre atrás de nós, e não fosse a nossa mais fiel companheira.

Às vezes, em tudo o que nos rodeia, encontramos essa impressão de que não sabemos onde estamos, como se o caminho para aqui não tivesse sido o mesmo, desde sempre, e tudo devesse ser-nos , pelo menos, familiar. A solução é pegar no fim e metê-lo à boca, como se fosse uma pastilha elástica, derreter o sabor que o envolve, por amargo que seja, e no fim pegar nesse resto que ficou e, tal como se faz à pastilha elástica, deitá-lo fora. Para que queremos nós o nosso próprio fim? Já bastou tê-lo saboreado, derretido na boca, sentido o seu amargo sabor. Então, libertos do nosso fim, veremos que as portas se voltarão a abrir, que a gente continua a andar à nossa volta, que a sombra já não nos mete medo, e que se nos voltarmos teremos pela frente o rosto desejado, o amor, a vida de que o fim nos queria ter privado."

in Fórmulas Para Uma Luz Inexplicável
Nuno Júdice

Plenipotenciário

Como quase todas as outras, cortesia do "meu" embaixador...

(plenipotência + -ário )
adj. s. m.
1. Diz-se de ou agente diplomático com plenos poderes do seu governo junto de um governo estrangeiro (ex.: ministro plenipotenciário; envio de um plenipotenciário).
adj.
2. Que tem plenos poderes.

Paz? Hello...??

sexta-feira, agosto 10, 2012

Perfil



(a minha "cara chapada" nas últimas manhãs...)

Trocas-tintas

Prestes a "jogar a toalha" e a deixar que fique de uma cor qualquer, que se lixe!! A sério, se eu tiver que trocar mais alguma tinta, juro que me c*** para isto tudo e assumo uma casa azulada ou amarelada ou assim-assim-ada e pronto!

("Branco-sujo?? Uuiii, o branco-sujo é o cromo campeão mais difícil das tintas...!")

quarta-feira, agosto 08, 2012

O negativo que é positivo

"We don’t deny the negative, we just put it in the proper context as being miracles for our own growth.

Many times in the personal growth and spiritual space we can confuse “positive thinking” and “positive denial.”

Positive denial can be very destructive. Positive thinking can be very helpful.

As Seekers, the last thing we want to do is put our head in the sand when there is a problem and just “positive think” our way into denial and more pain. So, instead of just always being positive and that positivity being fake, we must also embrace the negative.

In fact, it is when we give voice and healing to the negative thoughts, emotions and situations in our lives that we transform. When we choose to stare at negativity and pain and embrace them as lessons, we begin to shift and change.

If we deny the negative within us, it begins to grow. And if we pretend to think that everything is ok, when it’s not – we are no longer living in reality.

Fear and negativity exist for a reason; we must honor them and recognize them, but not dwell on them. Fear is a survival mechanism that keeps us alive and has since we were first created!

A toxic relationship is negative. But when we look closer at our own decisions, we begin to see how we contributed to the toxic relationship and, as a result, how we brought the negativity and toxicity on ourselves. In this way, we begin to learn from the toxic and negative outcomes and then alter our behavior. Negative situations point us to greater understanding of ourselves and, with awareness give us the amazing power of choice where we empower ourselves to learn from the negativity and make a new choice.

Being negative isn’t bad – and it doesn’t mean you are a bad person… It’s normal, natural and there for us to LEARN from. Negativity is just as much a natural part of life as positivity. To live in either extreme only is living a life out of balance!

This idea can be expanded into every area of your life. We can learn from fear, toxicity and negativity and turn them into a positive and joyful outcome when we realize that they are teachers and not final outcomes.

There is DEEP wisdom within our fear and negative thoughts, once we stop making ourselves wrong for having them, we can learn from them and become even wiser for it!

How can you apply this to your life today? (...)"


What if our negative thoughts lead to wisdom?
in http://thedailylove.com

segunda-feira, agosto 06, 2012

O espaço do vazio

"Por entre o frenesim dos dias que correm uns atrás dos outros estamos permanentemente acompanhados. Se formos de transportes públicos para o trabalho sentimos o calor físico de tanta companhia em espaços por vezes insuficientes, se formos de carro acompanham-nos os locutores dos programas de rádio de início e fim de dia, se formos a pé o ruído dos carros impera. Quando estamos em casa a televisão está ligada e enche o espaço, quando estamos no trabalho esquecemo-nos do que é o silêncio por entre telefonemas, reuniões e solicitações permanentes. E depois as relações: profissionais, de amizade, amorosas e familiares. Vozes que nos ocupam o espírito, convites que nos preenchem a agenda, amor que nos aquece a alma.

Até que ao virar da esquina eis que, um dia, surge o vazio. Sem aviso prévio, sem ter sido convidado instala-se súbita e inesperadamente nas nossas vidas. Reclama por um espaço dentro de nós que nos ecoa estranheza, desconforto, medo. Por vezes chega pela mão de uma morte, de uma catástrofe natural ou de um acidente, outras faz-se acompanhar pelo um fim de uma relação, por uma traição, por um despedimento. Apanha-nos quase sempre de surpresa este vazio que ecoa pontos de interrogação e outros tantos de exclamação. A sensação inicial de atordoamento é frequente, à procura de marcos de referência para uma realidade distinta da habitual, à procura de chão. E por vezes tem de se caminhar sem saber bem por onde, mas caminha-se, um passo de cada vez, provoca-se movimento. Mais à frente abastecemo-nos de zanga, de um sentimento de injustiça que nos rasga de dentro para fora, que nos faz duvidar se seremos novamente capazes de confiar na vida e de nos entregarmos por inteiro ao presente. Achamos que não, mas depois reconsideramos. Por vezes rasgam-se horas, umas atrás das outras, hipotecam-se dias e anulam-se momentos. E a saudade, do que foi e já não é, do calor que já se extinguiu, da proximidade que se perdeu, da construção que ruiu. Numa outra estação, mais adiante e mais serenos, permitimo-nos finalmente a estar com o espaço vazio dentro de nós. Mal ou bem, já não nos é estranho, já não o questionamos nem nos revoltamos contra ele. Começamos simplesmente a conhecê-lo, a medir-lhe os limites, a ouvir os seus ecos, a senti-lo na nossa pele, a apreciar os seus efeitos em nós, agora diferentes também. Por vezes este vazio possibilita mudanças que a falta de espaço interna aprisionava. Mudanças que não existiam num horizonte próximo nem como necessárias ou benéficas. Estar-se preenchido é positivo, mas por vezes entra-se num registo de piloto automático em que os braços e vozes dos outros nos guiam, e deixamos de questionar, simplesmente vamos na corrente, que é certa e faz sentido.

Importa por isso procurarmos estar connosco mesmos, percebermos o que é nosso e o que é dos outros num trabalho de individualização persistente, de fortalecimento do que realmente somos sozinhos e não apoiados ou ao lado dos outros. Importa guardarmos espaço para o vazio de alguns momentos, um vazio imprevisível e criativo, que pode dar balanço para fora e para a frente. Importa testarmos limites e nos colocarmos em posições algo desconfortáveis de vez em quando para não perdermos o hábito de conduzirmos em piloto manual, sem instruções e com fraca visibilidade.

A vida tem muito de imprevisível, o que tem tanto de fantástico como de assustador. Cabe-nos a nós nos treinarmos no dia-a-dia para que em alturas de mudança súbita dos ventos consigamos fazer frente às adversidades, superar obstáculos e construir novos caminhos."

Ecos do vazio dentro de nós
in http://oficinadepsicologia.blogs.sapo.pt/

sexta-feira, agosto 03, 2012

Assunto arrumado

Hoje ameacei uma amiga. Ela disse que hoje era o seu último dia de trabalho antes das férias. Eu disse que a ia atirar das escadas abaixo.

E pronto, não se falou mais nisso.

Esta veio do dicionário pessoal da progenitora

Catilinária
s. f.
1. Acusação enérgica e eloquente.
2. Descompostura, verrina.


(e veio, diria eu, com propriedade...)

quarta-feira, agosto 01, 2012

Constatação #62

As minhas costas assumem humildemente, e no auge da contusão dos seus músculos superiores, que não são feitas do material que serve para carregar material...