terça-feira, maio 06, 2014

Perfil

No limbo e a custar-me, entre o mundo da literatura e o real... há choques melhores...

segunda-feira, maio 05, 2014

E das grandes!

No dia da Mãe, no Mercado de Fusão, dispersos pelas várias barraquinhas, a decidir o que comer: 
- Vê lá, se calhar a tua mãe precisa de ajuda, parece estar um pouco confusa aqui com o conceito... 

Antes que tivesse tempo de reagir, a minha mãe aparece: 
- Pronto, já encomendei caipirinhas ali em baixo!

terça-feira, abril 29, 2014

Lembranças


Um murro no estômago de quem abre portas todos os dias... mas que vai continuar a abri-las porque nunca mais vai ser possível deixar de o fazer

"Às vezes penso que a morte não existe; que é uma piada de mau gosto que alguém me contou. Às vezes penso que vou abrir a porta e encontrar a minha avó, a rir. Há vinte anos que abro portas à espera dessa gargalhada."

quinta-feira, abril 17, 2014

Quantos pontos??





















Private joke para quem já joga este jogo há quase tanto tempo quanto eu... ;)


(e prevenindo possível uso deste post em hipotético futuro processo em tribunal onde a acusação pretenda provar a minha insanidade mental: é só ler em cima. Joke. Significa "piada", brincadeirinha, palhaçada, que não é a sério. Boa?!?)

Heroína


Poema para iludir a vida

Tudo na vida está em esquecer o dia que passa. 
Não importa que hoje seja qualquer coisa triste, 
um cedro, areias, raízes, 
ou asa de anjo 
caída num paul. 

O navio que passou além da barra 
já não lembra a barra. 
Tu o olhas nas estranhas águas que ele há-de sulcar 
e nas estranhas gentes que o esperam em estranhos portos. 
Hoje corre-te um rio dos olhos 
e dos olhos arrancas limos e morcegos. 
 Ah, mas a tua vitória está em saber que não é hoje o fim 
e que há certezas, firmes e belas, 
que nem os olhos vesgos 
podem negar. 
Hoje é o dia de amanhã.  

Fernando Namora 
em "Mar de Sargaços"

Pontarias

Woaw...! Só hoje já acertei duas vezes no cesto de papel com o qual diariamente exercito a mira..!

(Sim, é o das instalações sanitárias da entidade patronal; sim, raramente acerto; sim, ninguém faz isto, já sei)

Será sinal divino de que hoje vai ser um dia bom?!

Ou, pelo menos... um dia, errr... certeiro?!

terça-feira, abril 15, 2014

É isto! É isto...
















"These two were acting like complete teenagers. When I walked up, she was nuzzling her head against his shoulder. She giggled the entire time I talked with them, while he kept a big goofy grin on his face. And whenever I asked about their relationship, she clutched his arm, looked at him just like this, giggled, then said: "We're not telling!""

sexta-feira, abril 11, 2014

Das coisas que me ocorrem...

















Em pleno espectáculo dos STOMP, dou por mim a pensar que as senhoras da limpeza do CCB devem adorar que estes moços cá venham... aquele palco fica, de certeza, num brinquinho...

quinta-feira, abril 10, 2014

Likes

E eu quero saber que o tiozinho adorado "lika" de um post sobre "As 65 fotografias mais extraordinárias do século" cuja imagem exemplificativa é o rabo nu de uma senhora....?

Não. Não quero.

terça-feira, abril 08, 2014

A gente se acostuma...


"Outro" sol





















Chamei-lhe "outro" sol sem ter que pensar. "Outro" sol, que entra e ilumina um outro chão, de uma outra vida. Um espaço que me sussurra sentimentos contraditórios: um espaço que é meu e também não é, onde ainda me encontro para logo a seguir me desencontrar e até estranhar, onde me reconheço e desconheço num mesmo momento, onde me sinto presente e tão mas tão distante, onde o calor frio (calafrio?) desse "outro" sol, me confunde e me incomoda.

Um "outro" sol, que  - amálgama de memória - faz lembrar novos sóis, de nova vida, a entrar pela janela dos dias que ali começavam e que eram novos também, sinónimos de liberdade e estrada própria, menina que finalmente voa para fora do ninho e se vê por sua conta. E era este "outro" sol que abrilhantava esse caminho. Um sol que irrompia com cheiro de começo e de novidade, com chilrear de pássaros e aroma a flores.

Mais tarde, um "outro" sol - amálgama de memória -,  de construção, de alicerces, de bases... ou fosse o que fosse que se parecia com isso...

Por fim, um "outro" sol - amálgama de memória -: ali, a cair naquele chão - sol fresco de manhã cedo - onde caíram também as notas que, em sobressalto, me avisaram da chegada de negras novas que iriam ditar o que se seguiu. E o que se seguiu... nem mesmo esse "outro" sol conseguiu alguma vez iluminar. Um "outro" sol, que se espalhava naquele mesmo chão, como sempre, mas que nunca mais alcançou romper o nevoeiro cerrado que ali acabou por se instalar.

Fotografo esse "outro" sol sem que, por um segundo, me passe pela cabeça vê-lo como vejo o sol de agora. É "outro", para sempre "outro". "Outro" que, por vezes e tortuosamente, me puxa para esta viagem através dele, através da ladeira da história da sua luz ao longo do meu tempo - aquele meu tempo ali -, viagem essa que acaba sempre na constatação de que, por mais que este "outro" sol se esforce, nunca mais terá como me iluminar.

Resta apenas virar as costas e deixá-lo lá.

O que lhe queiram chamar

O mantra, o mote. O estímulo. Não interessa; interessa, sim, que não seja esquecido.

O retorno à dança. O retorno às fotografias que faltam. O retorno à insistência. Hoje, e não daqui a um ano.

Já começou...

segunda-feira, abril 07, 2014

domingo, abril 06, 2014

Close enough


Dos tempos que correm...

"A verdade vem ao de cima e não podemos evitar olhar para os assuntos de frente."

in Rosita Iguana

Este é "O" abraço


sexta-feira, abril 04, 2014

Perfil

Anacronismo...

quinta-feira, abril 03, 2014

Healthy, healthy me... :)


Do amor. De quem se quer.

"Quando eu pensava que não podia ser mais feliz, manhã após manhã era mais, mas só um bocadinho mais do que o máximo humanamente possível; pensava eu ser absolutamente impossível que eu fosse, de repente, muito mais feliz, do que a própria felicidade até. Mas, de repente, fui. Muito mais. Casei com o meu amor e o meu amor tornou-se a minha mulher, minha em tudo, para tudo, para sempre. E eu, finalmente, consegui divorciar-me de mim e deixar de ser tão triste e aborrecidamente meu, trocando-me, no melhor negócio do século, por ela. Ela ficou minha. Eu fiquei dela. É ou não é estranho e lindo e bem pensado por Deus Nosso Senhor que ambos pensemos que nos livrámos de boa e ficámos a ganhar? É. É sim. A minha mulher é mais minha do que eu alguma vez fui meu — e eu antes não podia ter sido mais para mim, felizmente. Por ter tudo agora para lhe dar. Que alívio. Nunca mais me quero ver na vida. A não ser aos olhos dela, onde sou muito bem visto — talvez o maior homem que já viveu, logo a seguir ao pai dela, claro. É um milagre como melhorei tanto. E paradoxalmente sem deixar de ser eu por causa disso. Ou mesmo que deixasse, com tal amor não tinha saudades nenhumas. Sou em termos estritamente matemáticos, amorosos e integrais, tanto mais dela como o todo absoluto que ela é e me deu. Afinal o casamento é a maior ajuda que se pode receber. Passa-se a pertencer. E, em troca, passa-se a possuir. A pertencer e a possuir mesmo. Fica-se, por troca, sossegadamente apropriado e violentamente proprietário. Não me venham com modernismos de meia-tijela, liberalices sem fundamento humano, tretas de quem não ama, de quem não aspira ser de outro, amado, que nos ama. Casar é trocar. Casar é trocar a liberdade podre, que é a de cada um, pela posse rica, que é a de quem se quer. E casando se passa a ter, absolutamente, por vontade de quem se dá e de quem recebe. Casando por amor prescinde-se do nosso pior inimigo (nós próprios), entregando-o a quem sabe e gosta de aproveitá-lo, abusá-lo, tirar o maior prazer dele. E recebe-se quem mais queremos, para dela fazermos o que queremos, que é tudo."

Miguel Esteves Cardoso
in 'Explicações de Português'

Tentações


Inconformismo. Em conformidade.

"Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem." 

Agostinho da Silva 
in "Cartas a um jovem filósofo"

segunda-feira, março 24, 2014

quarta-feira, março 19, 2014

... e era esta, faz favor...


























 in a cidade na ponta dos dedos


(ai... a minha "coisa" com malas de viagens... e necessaires... e conjuntos de mala pequena, grande, assim-assim... tudo lindo, original, elegante... a combinar... ai...)

terça-feira, março 18, 2014

Das coisas que me deixam de boca aberta de tão boas que são... #2

























Bruno Catalano

Aquele momento único...

... em que percebes que afinal podias não ter andado a "anhar", que afinal podias ter tido mais ajuda, que foi um erro, um engano, que andaste "a seco" sem necessidade...

Otária?! Valente?! Valente otária, é o que é!

segunda-feira, março 17, 2014

Eu tenho orgulho, orgulho em ser uma... ONA!

A piadola começou quando alguém se lembrou da aproximação do grupinho, já com alguma velocidade, ao famigerado número redondo que envolve um zero e um quatro, não necessariamente por esta ordem. Decidimos, claro está, que esse seria o ano das ONAS (porque sim, porque, simplesmente, não poderiamos decidir nada mais soft ou delicadinho ou simplezinho senão... não seriamos nós, pronto!). 

No ano dos 'inta' fizemos questão de partilhar a vela do bolo, que passou de mês em mês, mão em mão e sopro em sopro; no ano dos "enta" tudo aponta para que partilhemos a inscrição "eu sou uma ONA" vá-se lá saber em que suportes...mas adiante.

O mais curioso foi concluir, hoje em conversa, que... há muito que somos ONAS, não precisamos que o calendário nos venha brindar com a classificação. Aliás, nós somos ONAS desde que nascemos! Porque não somos de vidinhas nem de amiguinhos nem de relaçõeszinhas. Porque não somos de namoradinhos, maridinhos, amantesinhos; de copinhos de vinho ou saladinhas; de amizadezinhas ou abracinhos; de risinhos ou gracinhas ou humorzinho; porque não somos de paizinhos ou sogrinhos ou bebézinhos; de passeiozinhos ou viagenzinhas; de amorzinhos ou odiozinhos... não somos 'inhas' em nada, nunca fomos! Quando somos, somos em grande, com vontade, personalidade e mau feitio, quando vem ao caso. Quando somos, somos a sério, com convicção, energia e calor. Quando andamos pela vida, andamos à nossa maneira e quem quiser que aprenda os passos. Quando rimos, rimos alto, uma metade do mata e outra do esfola; quando complicamos, damos nós por cima de nós e embrenhamos-nos neles arrastando o que estiver à nossa volta; quando caimos, fazemos barulho e quando nos levantamos pelas mãos umas das outras ou pelo nosso pé, fazemos a dança da vitória. Com copos de o que quer que seja e a gritar "olho no olho" e "não cruza, não cruza!". Quando passamos... marcamos, ficamos, cravamos-nos nas memórias.   Não queremos, exigimos e fazemos por isso. Não suspiramos: choramos, gritamos, batemos nas paredes e em quem nos aparecer pela frente... Não rimos, gargalhamos. Não somos das brancas nuvens, somos dos raios e coriscos. Não somos pelo sobreviver,  somos pelo viver. E pelo rir, rir muito, sempre que possível.

A verdade é esta, não somos 'inhas', nunca fomos. O calendário só daqui a um tempo se irá juntar a nós mas, convenhamos, diria que vem atrasado.

I've straightened my crown, oh, yes, I did


sexta-feira, março 14, 2014

Daquelas palavras que não são nossas... mas só por mero acaso...

"o meu pai faz-me muita falta. há dias, há instantes em que sinto exactamente a mesma angústia de quando vi o olhar da minha mãe naquele elevador. ela só pedia desculpa, como se pudesse ter evitado alguma coisa - e eu queria morrer também mas não a podia deixar sozinha. há alguns anos vi um filme que conseguia mostrar esse desespero que se sente quando sabemos que nunca voltaremos a ver alguém de quem a nossa vida depende. chorei o resto do filme da mesma forma que me apetece chorar agora. exactamente como chorei naquele momento, aqueles poucos minutos em que me permiti cair e chorar antes de me lembrar do teu pedido: toma conta da tua mãe. eu tento, mas sou bruta como tu, não sei reagir perante lágrimas, e nem sempre consigo tomar conta da mãe como me pediste. há dias, há instantes em que me fazes demasiada falta. nos momentos mais duros, nos momentos mais felizes em que te queria ligar e contar tudo. a vida resolve-se sozinha - vê lá que já sei tomar conta de mim - mas a vida não leva esta falta que me fazes"

quinta-feira, março 13, 2014

É um sinal. Dos infernos...

Irra, que há dias que me ando a deparar, nas mais diversas situações, com uma mesma referência: banoffee...

Ela é tv, ela é net, ela é conversa... ela é tarte, ela é versão de certo restaurante, ela é cupcakes...

Deus, vamos lá a saber: tu sabes o que eu sei que tu sabes, certo? Tu sabes que a preguiçosa que há em mim consegue, na maioria das vezes (e graças a mim e não a ti, está visto!), abafar a boquinha da lambona que há em mim. Mas tu também sabes que a lambona que há em mim às vezes consegue libertar-se, dar um chuto no c* da preguiçosa e comer este mundo e o outro de doces, não sabes?? E depois, o que acontece?? A lambona que há em mim torna-se na enjoada que há em mim que por sua vez acorda a anorética que há em mim que depois espicaça a preguiçosa que há em mim e a transforma na louca obcecada por camadas adiposas e a sua urgente eliminação que há em mim que, de vez em quando e caso as coisas não lhe corram de feição, degenera na louca deprimida e raivosa com o mundo que há em mim. Ora... esta última... é a mais perigosa de todas. Esta última... c*** na taça, chuta o pau da barraca e bom, tu sabes, certo??? Tu sabes... portanto...

.... CHEGA!!!

Sim, sim, eu tenho uma receita de tarte banoffee a pedir para ser testada há meses. Mas não vai ser!!! Não tão cedo! Só sai do famoso dossier quando a ocasião for especial EEEEE meter muita gente para não sobrar nada. 'Bale?? Entendidos?? Sossegado, faz favor!!


(Sim, eu sei, és uma divindade e mais não sei o quê e o meu tom não pecaria por ser mais contido e respeitoso como diz que se impõe... mas não és tu quem paga depois a droga do psiquiatra, pois não? Então, meu caro, temos pena!!)

segunda-feira, março 10, 2014

Remember me?!? Nem mais! :)


Em limpezas


Frase do dia

"Na vida é preciso fazer movimentos ágeis, ou é ela que nos faz de estrada e passa por cima.”

Cris Guerra

quinta-feira, março 06, 2014

Flamenco dancer


























Sonia Delaunay

'Repilatando'. E constatando.

Depois de cinco meses parada, tive medo. Depois de cinco meses parada, achei que hoje não saía da cama. Mas os meus aparentes genes de enguia não me deixaram ficar mal e, com um pouco de aquecimento - e menos mérito meu do que da boa da natureza - lá dobrei, lá estiquei, lá torci e lá me levei a fazer o que me apeteceu e a chegar com o nariz e restantes partes do corpo onde tinha que chegar. Sem espinha! Quase...

Levando um pouco mais longe esta constatação reparo que a minha condição de peixe serpentiforme parece extravasar a matéria corporal: alma que se dobra ou verga sem quebrar, carregadinha de electricidade e... escorregadia...

O que me leva ainda a outra constatação: já lá vai o tempo em que eu era apenas um pequeno e inocente peixinho de olho azul...
Que se dobra ou verga facilmente sem se quebrar.

"flexível", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/flex%C3%ADvel [consultado em 06-03-2014]que se dobra ou verga facilmente sem se quebrar. electrificante, escorregadia

quarta-feira, março 05, 2014

Tem

Não temos saudades, 
é a saudade
que nos
tem. 

Eduardo Lourenço

Pérolas da porca #21

- Mail? Não recebi... Ah, esperem lá, já sei... é sempre a mesma coisa, foi parar ao junkie mail!

segunda-feira, março 03, 2014

A suprema declaração

"A vida me deu mais do que pedi e mereci. Não me falta nada. Tenho Zélia e isso me basta." 

Jorge Amado

Porque um dia me falaram em família. Hoje sei que não faziam a mais pálida ideia do que se tratava, afinal...


Ode aos meus "insistentes"

"Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo."

Martha Medeiros

domingo, março 02, 2014

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Soluções

Em conversa com prima médica:

Eu: A minha preocupação era que ele desmaiasse. Por isso, ia-lhe perguntando sempre se se estava a sentir bem e, às tantas, disse-lhe: se achares que vais desmaiar avisa-me para eu te dar um par de estalos!

Ela: Errrrr... pois... as recomendações são mais deitar a pessoa e pôr-lhe as pernas para cima... mas ok...

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Fazer parte

"Tudo é incerto, a começar pela data da nossa morte. Incerto é nosso destino, pois, por mais que façamos escolhas, elas só se mostrarão acertadas ou desastrosas lá adiante, na hora do balanço final. Incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só. Enfim, incerta é a vida e tudo o que ela comporta. Somos aprendizes, somos novatos, mas beneficiários de uma dádiva: nascemos. Tivemos a chance de existir. De nos relacionar. De fazer tentativas. O sentido disso tudo? Fazer parte. Simplesmente fazer parte." 

Martha Medeiros

Ahora que las estrellas encantes...


sábado, fevereiro 22, 2014

Constatação #75

Por sorte, a minha memória é selectiva. 

Por azar, raramente sou eu quem escolhe alguma coisa...

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Perfil

Sou "mãe gata" aflita, hoje. Que estupidez! - dirão alguns - e digo eu também. Mas sou "mãe gata" aflita, hoje...

Pessoas


sábado, fevereiro 15, 2014

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Repetindo

So wake me up when it's all over
When I'm wiser and I'm older
All this time I was finding myself 
And I didn't know I was lost

...

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Porque já aqui estive, neste lugar, durante muito mas muito tempo...



Feels Like The End
Mikky Ekko

Closing up shop and locking doors 
Turning up lost in some unknown 
"Don't wait... ," you say. 
You say "... they've gone home." 
Sleep with the lights off when you're alone. 

Silence so mighty you go deaf
Bombs are going off inside your chest. 
I know you wanted to be loved
But you're bleeding left alone... so, so, so alone... 
Singing where does time go from here? 

It feels like the end 
It feels like the end 

Darkness swallows a dying star
Makes no difference what you're running from. 
The voices follow you 
Voices follow you 
Voices follow you into the dark... 
Singing where does time go from here? 

It feels like the end 
It feels like the end

It feels like the end 
The end 
The end 
It feels like the end. 


(Tempo demais? Não. O tempo que foi preciso.)

Best days


terça-feira, fevereiro 04, 2014

Perfil

E os sonhos a falarem mais alto do que eu...

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

A minha definição de verdadeira amizade


Quantos são? Quantos são??

Conversa entre mim e superior hierárquico:

Ele: Mas ouve lá, tu preferes ter chatices ou preferes que esteja tudo calmo?
Eu: Eu prefiro que esteja tudo calmo mas se houver chatices...
Ele: Sim, já sei, venham elas, não é?


(E penso eu: boa! Nada como ficarmos esclarecidos quanto a isso também.)

À hora do almoço

"Matei Deus, matei o Inferno e matei o medo do Inferno. Aí aprendi que se devem enfrentar os inimigos, é a única maneira de se encontrar a paz interior." 

"A partir daí compreendi que não são os golpes sofridos que doem, é o sentimento da derrota ou que se foi covarde. Nunca mais fui capaz de fugir. Sempre quis ver até onde era capaz de dominar o medo." 

in Mayombe
Pepetela

sexta-feira, janeiro 31, 2014

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Constatação # 74

Nem toda a gente nasceu com o meu dom, com a minha mestria, com a minha capacidade de antevisão, com a minha organização mental, com o meu apuramento ao nível da sensibilidade espacial, com o meu sentido do belo e harmonioso, enfim... com a minha arte!... para arrumar a louça na máquina respectiva...

terça-feira, janeiro 28, 2014

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Verdade


Porque me arrepiam... vídeo, letra, música...


Say Something
Great Big World (Feat. Christina Aguilera)

Say something, I'm giving up on you. 
I'll be the one, if you want me to. 
Anywhere I would've followed you. 
Say something, I'm giving up on you. 

And I am feeling so small. 
It was over my head I know nothing at all. 

And I will stumble and fall.
I'm still learning to love 
Just starting to crawl. 

Say something, I'm giving up on you. 
I'm sorry that I couldn't get to you. 
Anywhere I would've followed you. 
Say something, I'm giving up on you. 

And I will swallow my pride. 
You're the one that I love 
And I'm saying goodbye. 

Say something, I'm giving up on you. 
And I'm sorry that I couldn't get to you. 
And anywhere I would've followed you. Oh-oh-oh-oh 
Say something, I'm giving up on you. 

Say something, I'm giving up on you. 
Say something...

sábado, janeiro 25, 2014

sexta-feira, janeiro 24, 2014

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Perfil

And life strikes again...

Pérolas da porca #20 (variando a especialidade...)

- Pois,  isso são pessoas com problemas ao nível do fórum psicológico.

terça-feira, janeiro 21, 2014

Quero

"Quero fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto" 
Mário Quintana

Não são apenas os relógios

"Também se pode regressar sem partir.
Não são apenas os relógios que se atrasam, às vezes é o próprio tempo.
E todos os cuidados são então necessários.
Há sempre um comboio que rola a nosso lado sem luzes e sem freios.
E pode faltar-nos o estribo ou já não haver lugar na carruagem da frente."

Albano Martins

domingo, janeiro 19, 2014

Frase do dia

"Até onde posso, vou deixando o melhor de mim... se alguém não viu, foi porque não me sentiu com o coração."
Clarice Lispector

sexta-feira, janeiro 17, 2014

"Meu", tão "meu"...





(Com uma banda sonora igualmente tão "minha"...)

Stormy mood

Bom, bom mas mesmo bom é olhar para a conta bancária, constatar a miséria, por uns segundos descansar com a lembrança de que o próximo ordenado está quase aí e logo a seguir recordares-te que a probabilidade de ele ser uma miséria idêntica é para lá de elevada...

Gastos demasiado elevados? Antes fosse! O meu trabalho e a minha competência é que deixaram de valer o que valiam antes. Se calhar não é nada de mais... eu é que já não valia tanto assim, só estão a ajustar...

Mas temos que confiar e perceber que tudo isto tem um propósito maior: salvar a Nação! E que é justamente o meu ordenado e de outros que tais que o vai fazer. Até nos podemos considerar uns heróis e tudo...! Pobres que afinal não servem para nada e só dão despesa mas heróis. Que orgulho, pá!

Só há uma coisa que, sinceramente, me intriga um bocadinho... o que vão dizer se, depois de tudo isto, os problemas persistirem?! 

Cá estaremos para ver. Não sei se de televisão própria ou se da do café da esquina se, entretanto, não for também para a penhora, mas cá estaremos para ver.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Loneliness


Constatação #73

Julgar ter vivido ou viver é quase a mesma coisa: a ilusão, enquanto não nos desilude, é a realidade.

Exercitando #2

"Naquele dia não queria..."

Naquele dia não queria pensar. Decidi, aliás, justamente naquele dia, que não iria pensar mais. Ensaiei o discurso e entrei porta adentro, decidida de decisão nas mãos e na ponta da língua, decidida de cansaço, decidida de coragem. O ciclo iria quebrar-se e, por mais que o quisesse, por mais que desse fim necessitasse, tinha medo. Mas entrei: decidida. 
Antes que pudesse dizer alguma coisa, a ânsia nos olhos falou por mim e a pergunta não se fez rogada: o que se passa? 
Estanquei uns segundos de forma a tentar travar as lágrimas que se empurravam umas às outras mas foi em vão: o discurso ensaiado perdeu-se no espaço, a decisão tão decidida revelou as pernas bambas, o medo gritou abafando tudo em seu redor. Entre lágrimas e soluços, tentei recuperar o fio da meada das minhas razões e expliquei o meu objectivo: parar. Parar de pensar, de analisar, de escrutinar. Parar de tentar entender, de tentar encontrar respostas, de me dar explicações. Parar. Aceitar as perguntas no ar, aceitar os vazios e, a partir daí, viver. Queria só parar. Para viver.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Quando é verdadeiro...


E assim se aparam bigodes...


O cúmulo... do desespero!?!

De repente, com a progenitora, surge a seguinte conversa:

Ela: Olha lá, tu não pretendes um dia casar-te?
Eu: Hã?! Mas de onde veio isso agora? Não...
Ela: Mas porquê? Acho que devias.
Eu: Pois, não me parece, não sinto qualquer tipo de necessidade nem nunca foi o meu género...
Ela: Mas porquê? É um marco importante na vida de uma pessoa, é um momento importante, de felicidade.
Eu: Pois... mas não.
Ela: Mas porquê? Tenho pena, fazias uma festa - nem, precisava ser com muita gente-, toda a gente faz, acho que era importante.
Eu: Pois... mas não.
Ela: Mas porquê? Devias pensar nisso porque.. ( e aqui interrompo eu já com falta de paciência)
Eu: Não me identifico minimamente. Além disso, sou muito livre, não gosto de amarras, se me prendem muito fico com claustrofobia.
Ela: (depois de pensar uns segundos) Não seja por isso, hoje em dia os divórcios tratam-se num instante..!!

O filme do fim de semana que ainda agora me enche a alma...


quinta-feira, janeiro 09, 2014

Morte que dá vida
















E sim, que fique registado, é exactamente isto que eu quero (depois dos órgãos doados a quem fizer alguma coisa de jeito deles, evidentemente).

Do afagamento do ego

Ontem, numa consulta:

- Qual a sua data de nascimento?
- xx/xx/1975
- 1975?! Não parece! Eu diria que seria de 78, no máximo!



Resta só acrescentar um pequeníssimo pormenor: era uma consulta no âmbito da estética, portanto... malta que percebe da poda..! (ó para ela toda sorridente e babada com soi même!!!)

Frase do ano que agora passou (e aposto que se manterá actual por muitos mais...)

"Eu vou ao ginásio... para poder comer!!"

Double vodka


Perfil

Ninguém disse que ia ser fácil...

quarta-feira, janeiro 08, 2014

Remember


Pedras no caminho

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. 
E que posso evitar que ela vá a falência. 
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. 
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. 
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. 
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. 
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. 
É saber falar de si mesmo. 
É ter coragem para ouvir um 'não'. 
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. 
Pedras no caminho? 
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...” 

Fernando Pessoa 


Nota: e assim se despede uma colega para quem esta etapa da vida - a do trabalho que paga as contas - termina agora. Que este poema a continue a guiar nas seguintes... e já agora, a mim também...

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Porque hoje apetece-me




Alma Mater
Rodrigo Leão

Hot, hot, hot... cat

Confirma-se: o novo aquecimento a gás é multifacetado: aquece a sala e apara os bigodes da gata A. 

Pelo menos os do lado esquerdo...

To find


quinta-feira, janeiro 02, 2014

Saímos... e entrámos!

E foi assim. A rolha do espumante saltou antes do tempo; a contagem que esperávamos ver na televisão não se deu; a meia-noite apanhou-nos de surpresa a meio de uma sessão de fotos; os crentes saltaram, mesmo assim, para cima de um banco de notas na mão; a crente-mor pôs-se a contar os segundos já passados... em ordem crescente...

E foi assim. Para mim, sem passas, sem banco, sem notas, sem cueca azul, sem trampa nenhuma. 

Em tempos fazia questão de comer as passas e pedir o maior do desejos: morria se não o fizesse. As doze valiam só por aquele, pedido logo na primeira, engolidas com esforço para que não se quebrasse a corrente e não o deitasse a perder. Lembro-me que nunca conseguia ser rápida o suficiente para acompanhar os segundos e chegava à meia noite com a boca cheia de passas mal mastigadas e já a enjoar-me. Não importava, a primeira tinha seguido a tempo e a horas, as outras seguir-se-iam conforme me fosse possível. 

Hoje percebo que pedia demais. O desejo já não se realizou. Já não tenho mais o que pedir: tudo o resto, em comparação, me parece absolutamente menor...

E foi assim. Sem passas, sem banco, sem notas, sem cueca azul, sem trampa nenhuma. 

Mas com espumante. Amor, amizade e espumante. Não há mais nada a pedir.

Resolução


Ano novo, mensagem intemporal

"Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens. Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti. Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer. Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente. Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade. Com as coisas que vão nos acontecendo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas siga adiante." 
Papa Francisco

quarta-feira, janeiro 01, 2014

É a tal coisa que eu dizia, de o agarrar pelos cornos...!


Eça

«Os anos chegam desprevenidos, sem plano, e começam por tomar informações com os anos que saem. E então, pelas notas colhidas, como um dramaturgo, preparam os seus episódios! Ah! Que diria o Ano Velho, ao partir com as suas malas e as suas rugas, a este Ano Novo que chegava, inexperiente e curioso? Que confidências trocaram, ao encontrar-se nessa misteriosa estrada por onde caminham os dias e os anos, pacientes transeuntes da Eternidade? O Ano Velho recolhia-se: estivera trezentos e sessenta e cinco dias em Portugal: ia enfastiado e embrutecido, percebia-se que ia de cá pela grosseria dos remontes das botas; tinha os dedos queimados do cigarro e trocava o B pelo V; levava o estômago estragado da mesa do hotel; ia ressequido da falta de banhos; palitava os dentes com as unhas; sabia ajudar à missa; assoava-se a um lenço vermelho; perguntava a todo o propósito "o que há de novo?" E era reformista. Estava alusitanado. - o Ano Novo vinha da frescura do Céu.» 

in «As Farpas»
Dez. 1871