quarta-feira, maio 25, 2016

Percepções

Percebi agora, ao demorar apenas uma apneia-dorida-no-meio-do-peito a fechar a página, que não consigo ler as cartas que te escrevi. 

Dói.

Prefiro não as revisitar. Talvez não as volte a escrever.

Vamos falando todos os dias, não é?

É.

segunda-feira, maio 23, 2016

Eu, o "bobby" vermelho no fim dos seus dias e as idas e vindas

Desde a primeira ideia-semente ao cartão de embarque que se me apresenta via correio electrónico é o entusiasmo total! Devidamente munida da "droga" que for necessária para que os "achaques" da aeronave não me perturbem (tanto!), o mundo é meu, sempre que ele me queira e a minha conta bancária também. Cresço, evoluo e acrescento-me felicidade quando vou, não importa onde.

(Quando, no aeroporto, me pedem para assinar um qualquer termo de responsabilidade relativo à alça cambada do meu "bobby" vermelho e o dito começa a deixar rasto de borracha dos seus interiores e exteriores por onde quer que passe, concluo que a sua longa vida parece estar a chegar ao fim. Não é sem pena e tem sido justamente esta que me tem feito olhar para o lado quando se trata de observar as mazelas por demais visíveis já. Viajámos muito juntos e não se vira esta página de experiências lado a lado de ânimo leve. Como se o "bobby" fosse mais que um trolley... Em homenagem, já decidi que não me desfaço dele enquanto não encontrar substituto à altura: em espaço, medidas e beleza, que eu cá tenho um fetiche com malas de viagens. Não é que o "bobby" vermelho seja o rei da passerelle, apenas se foi destacando por ser vermelho numa época em que o cinza e preto imperavam nas passadeiras rolantes mas, já que se vai reformar, que possa dizer aos malotes companheiros no lar das bagagens-por-demais-viajadas que a sua dona não se contentou com um qualquer da loja do chinês para pôr no seu lugar, não! Teve que ser algum com arcaboiço para aguentar tudo o que ela lhe quiser pôr dentro e percorrer todos os pontos no mapa que ainda quer conhecer. Para que os conheçam juntos, como eu e o meu "bobby" tivemos o prazer de fazer.)

Idas e vindas, idas e vindas. Já fui e, em 48 horas, já vim. Daqui a nada vou outra vez (porque estou uma crescida e há viagens que já se conseguem fazer sozinha quando é preciso). Vou lá, onde quer que seja, buscar felicidade para a trazer comigo.

Balanceando...

Os sonhos (sempre os sonhos...) a relembrar-me perguntas que já tinha desistido de fazer...

quarta-feira, maio 18, 2016

sábado, maio 14, 2016

Frase do dia

“Of course, I am not worried about intimidating men: the type of man who will be intimidated by me is exactly the type of man I have no interest in.” 

Chimamanda Ngozi Adichie

quarta-feira, maio 11, 2016

Frase do dia

"Olha, o que sei é que estamos prontos para viver o verdadeiro conto de f*das..."

terça-feira, maio 03, 2016

segunda-feira, maio 02, 2016

Relações


E tão bom que isto é...



Lost in a Crowd
Fantastic Negrito


lost in a crowd 
you feel your thoughts out loud 
lost in the wilderness of the sound 
get through the day, don’t drown 
life it goes fast, youth is gone 
feeling so lost 
grieve, move on 
stuck in the shadows of a life 
that you tried to leave behind 

can’t people play 
slave through the year for a holiday 
stuck in a room for too long 
waiting to hear your favorite song 
wait , panic, freak out 
can’t you see out on a ledge? 
shapeless expressions, lame, dead 
until you’re fat, until you’re dumb 
spend all your money ’til you come 

well you travel, and you travel, trying to find it 
i know that neither one of us 
no, neither one of us can survive it 
oh good lord 
we travel, and we travel trying to find it 
we’re just people, lonely people, you and i 
get yourself, get yourself, get yourself 

stand in line, wait for your turn, don’t you cry 
they make the best dream past 
you took their money, now you die 
feelings of rage, broken bones 
lost in a crowd 
now you’re on your own 
this is your life, now you’re gone 
there’s no tomorrow 
it’s here, it’s on well 

we traveled, and we traveled, trying to find it 
but i know that neither of us 
no, neither one of us can survive it 
baby, baby, baby, baby 
the good lord did travel, did travel trying to find it 
we’re just people, lonely people, you and i 
we’re just people, lonely people, you and i 
we’re just people, lonely people, you and i 
la la la, la la la, la la la la la la, la la la, la la la 
lonely people

Bloqueios

Porque é que a minha entidade patronal, ao impor restrições relativas aos sites a que podemos aceder, bloqueia o acesso a informação tão fundamental como saber, através de quizz, que sapatos vão melhor com a minha personalidade, hã??!?

Há prioridades, convenhamos!

Estúpidos...

quinta-feira, abril 28, 2016

Astrologias

Diz que Mercúrio está retrógrado em Touro até não sei quantos de Maio...

Porque raio é que isto não me soa nada bem...??

terça-feira, abril 26, 2016

Pérolas da porca #33

"O problema foi ele ter posto os cavalos à frente dos bois...!" 


(Claro... os bois marraram nos cavalos e foi uma rebaldaria... é isso...)

terça-feira, abril 19, 2016

De quem me rodeia... (e ainda bem, que o humor também nos salva!)

Colega (gajo) a comentar atitude parva de colegas (gajas):

"Olha, sabes que mais, como dizia um amigo meu, o que essas fulanas precisam é de um nigeriano valente!"

sexta-feira, abril 15, 2016

Já te vi beber menos....

"E salta IMI e salta IMI e salta IMI!!!!"

terça-feira, abril 12, 2016

segunda-feira, abril 04, 2016

Em resumo


"A smooth sea never makes a skilled sailor"

Depressa! Aproveita o tempo, o pouco tempo, o tempo que não se coaduna com hesitações. Não gostas de datas, está visto, nem de datas-lembrança, nem de datas-prazos. Confinam-te, inibem-te, enervam-te e, acima de tudo, suprimem-te liberdade: a liberdade de ir e vir quando e como queres, a liberdade de seres quem podes ser, nos teus termos. Mas toda a gente parece usá-las como imperativos ou leis de vida. Às vezes, páras para te martirizar com a facilidade com que algumas vidas parecem deslizar pelos dias e anos e pelo plano de planos concretizados. De felicidade concretizada. De desejos concretizados. E lês frases de incentivo, sobre marinheiros e tempestades, e de como são os vagalhões que nos tornam mais fortes, mais ágeis, melhores e como, por isso, devemos apreciar a sua existência na nossa. Mentira. Ou talvez verdade mas na realidade o que interessa? Ou que interessa que sejamos muito fortes e ágeis e melhores quando morrermos sem ter alcançado o que queríamos? Mas depois, depois levantas a cabeça e respiras fundo. Mais uma vez. Atiras os martírios para o lado e engoles em seco de força ou pelo menos de ideia dela. Tem que ser. Tudo se resolve. Há mais frases sobre marinheiros. Hão-de servir para alguma coisa, talvez. Tem que ser.

sexta-feira, abril 01, 2016

Perfil

Cansada. Muito cansada...

terça-feira, março 29, 2016

Been there, done exactly that


Hoje são variados...

(Tanto que não sei...Tanto que gostaria de reter restando-me apenas e tristemente assumir que não tenho essa capacidade...)


circunlóquio | s. m.
1. [Retórica] Figura de estilo que consiste em dizer por várias palavras aquilo que pode ser dito por uma. = CIRCUNLOCUÇÃO, PERÍFRASE
2. Rodeio de palavras.


Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord
Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord, mais conhecido por Talleyrand foi um político e diplomata francês.
Mais


exegese | s. f. "exegese"
1. Interpretação gramatical, histórica, jurídica, etc., dos textos e particularmente da Bíblia.
2. Explicação; comentário. "exegese"


Os contos de José Luís Borges
Um dos mais importantes escritores do século XX, Borges preferiu escrever ensaios, poesias e contos a dedicar-se a um romance.
Mais

quinta-feira, março 24, 2016

Fire

Ela vai morrer, eu sei que ela vai morrer. Todos vamos mas ela... ela vai morrer já, agora, daqui a nada. Ela vai morrer com tanto por fazer, por sentir, por ver. Com tanto para viver ainda. Ela vai morrer em breve e eu estou a acompanhar a sua morte em vida.

Enquanto escrevo isto, o rádio atrás de mim embala-me com esta... não deve ser por acaso...

I See Fire
Ed Sheeran


Oh, misty eye of the mountain below 
Keep careful watch of my brothers' souls 
And should the sky be filled with fire and smoke 
Keep watching over Durin's sons 

If this is to end in fire 
Then we should all burn together 
Watch the flames climb higher into the night 
Calling out father, oh, stand by and we will 
Watch the flames burn on and on 
The mountainside

And if we should die tonight 
Then we should all die together 
Raise a glass of wine for the last time 
Calling out father, oh 
Prepare as we will 
Watch the flames burn on and on 
The mountainside 

Desolation comes upon the sky

Now I see fire 
Inside the mountains 
I see fire 
Burning the trees 
And I see fire 
Hollowing souls 
And I see fire 
Blood in the breeze 
And I hope that you remember me 

Oh, should my people fall then 
Surely I'll do the same 
Confined in mountain halls 
We got too close to the flame 
Calling out father, oh 
Hold fast and we will 
Watch the flames burn on and on 
The mountainside 

Desolation comes upon the sky

Now I see fire 
Inside the mountains 
I see fire 
Burning the trees 
And I see fire 
Hollowing souls 
And I see fire 
Blood in the breeze 
And I hope that you remember me 

And if the night is burning 
I will cover my eyes 
For if the dark returns then 
My brothers will die 
And as the sky's falling down 
It crashed into this lonely town 
And with that shadow upon the ground 
I hear my people screaming out

Now I see fire 
Inside the mountains 
I see fire 
Burning the trees 
And I see fire 
Hollowing souls 
And I see fire 
Blood in the breeze 

I see fire (oh you know I saw a city burning) (Fire) 
And I see fire (feel the heat upon my skin) (fire) 
And I see fire (fire) 
And I see fire (burn on and on the mountainside)

Perfil

Here we go again...

Provérbio japonês...

... que o superior hierárquico resolveu enviar por email, em tom de graça, a mim e a mais dois colegas:

馬鹿 は 死ななきゃ 治らない 
Baka wa shinanakya naoranai

Literalmente: A idiotice só é curada pela morte. 
Sentido: Só morrendo mesmo. 


 E é isto...

terça-feira, março 22, 2016

Pérolas da porca #32

"O meu filho diz que seguiu às riscas as instruções que lhe dei pelo telefone..."

segunda-feira, março 21, 2016

Do dia da poesia

"The people you love
Become ghosts inside you
And like this
You keep them alive"

Robert Montgomery

sábado, março 19, 2016

sexta-feira, março 18, 2016

Dos (meus) demónios

"(...)
When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
(...)"

in "Demons"

quinta-feira, março 17, 2016

Afinal... é lula? Ou frango??

Perante a actual situação política do Brasil, a minha distinta massagista, brasileira com nem tanto orgulho de há uns tempos para cá, dizia-me hoje: pode deixar, minha filha, que isso não vai ficar assim, não.... o galo do Lula está cozinhando faz tempo!!!

quarta-feira, março 16, 2016

E quando...

... numa reunião com os teus directores, em vez de "erros" saiem-te "rêgos" pela boquinha fora (salvo seja!)???

Ris. Ris muito. Não há outra hipótese...

terça-feira, março 15, 2016

Atavismo

(francês atavisme
substantivo masculino 
1. Propriedade de os seres reprodutores comunicarem aos seus descendentes, com intervalo de geração, qualidades ou defeitos que lhe eram particulares. 
2. Semelhança com os antepassados. "atavismo"


(Cortesia de J. Rentes de Carvalho referindo-se a certos atavismos portugueses com os quais embirra, numa entrevista onde também manifesta a sua profunda irritação em relação aos ditongos... :))

quinta-feira, março 10, 2016

Que estranho...

Não é, hoje em dia, assim tão raro que me façam sentir estranha. Olham-me com estranheza, indagam-me com estranheza, avaliam-me com estranheza. E eu... estranho... Porque, afinal de contas, e da última vez que olhei, quando queríamos alcançar determinado objectivo, continuávamos a ter que fazer por isso... ou não?

quarta-feira, março 09, 2016

Dos ódios de estimação

Odeio não entender. Odeio quando os acontecimentos me ultrapassam e eu não consigo "ter mão" neles. Odeio quando algo acontece sem que eu perceba como. Odeio ser apanhada desprevenida. Odeio não saber. Odeio a ignorância, a todos os níveis. Porque a constatação da ignorância, quando se trata de mim, é absolutamente cansativa: faz-me procurar, indagar, dar voltas à cabeça, pesquisar. Não descanso enquanto não fico a saber, enquanto não entendo, enquanto não obtenho uma resposta. Não descanso. Pior ainda: quando a minha pesquisa não dá frutos. Canso-me. Não desisto. Procuro, procuro. Penso. Conjecturo hipóteses, cenários. Leio. Recordo. Afundo-me mais na memória. Pergunto. Pergunto-me. E nada... E faço tudo outra vez...

Odeio ficar na ignorância. Odeio.

terça-feira, março 08, 2016

Heil!

Coleguinha hoje, para mim:

"Olha lá, tu que és toda grammar nazi (...)"

sexta-feira, março 04, 2016

Talvez nada me defina tão bem como a perseverança...

"Difficult things take a long time, impossible things a little longer."

Autor desconhecido

quinta-feira, março 03, 2016

Pérolas da porca #31

"'Tou-vos a dizer! Ele ainda há-de dar o braço à palmatória!!"

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Being a bitch, am I...

A progenitora tem um novo "waiting ring": nem mais, nem menos que a música da Guerra das Estrelas...

Apostos os dedinhos todos dos pés que não faz a mais pálida ideia do facto e que nada terá feito para que tal ocorresse... ou pelo menos, assim julgará quando souber...

Estou aqui a pensar se a aviso...

...
...

Nããããããã...  ;) 

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Da vida. Que não é para "meninos"...


























Lembro-me de ser miúda e de ouvir a minha progenitora afirmar, com propriedade e aceno de cabeça a condizer, que a vida era "muito dura". Já nessa época, do alto da minha adolescência, tinha aprendido (ou julgado até apreender...) que à minha progenitora não podia faltar um certo melodrama nas narrativas que fazia do que a rodeava e do que tinha já vivido. Revirava os olhos (eu) enquanto, sem explicar, (ela, a senhora minha mãe) se dizia experiente na matéria. Drama queen, chamar-lhe-ia eu hoje, por ser um termo de hoje, se hoje já não tivesse aprendido (e apreendido) a verdadeira acepção da coisa. Ou pelo menos, a minha.

Mas voltando... ouvia, revirava os olhos com impaciência e julgava-a melodramática. Vida muito dura? Mas porquê? Para mim, que vivia numa casa decente, tinha família, amigos, saúde, saídas à noite, dinheiro q.b, acesso a estudos, a viagens e demais pequenos luxos e uma vida pela frente a rebentar de possibilidades, a vida não era dura. E, salvo se estas condições não se mantivessem, o que não previa como muito provável, continuaria a não ser. E também não via que fosse para a progenitora sendo que ela usufruía de condições idênticas. Sim, até lhe dava um certo desconto se considerasse que a sua vida nem sempre tinha sido assim tão meiga mas sendo que as "desgraças" da sua existência eram passado, considerava então que se deveria referir a elas no passado também e não mantendo o presente do indicativo de expressão e de aceno, como fazia. Revirava os olhos e às vezes até "bufava"... Revirava os olhos do alto da minha adolescência. 

Hoje continuo a revirá-los em parte. A tendência para exacerbar emoções que lhe conheço continua a "bulir-me com os nervos", embora hoje já a aceite como fazendo parte do seu show, tão somente... É um género. Que me "bule com os nervos", é certo, mas é um género. No entanto, a dureza de que falava já não me é estranha... 

A vida é dura. É muito dura. Mas não a vejo assim apelidada por nos oferecer dificuldades. Até porque podemos sempre dizer que há quem as tenha maiores, caso até sejamos pessoas a quem a desgraça alheia serve de algum consolo... Mas é dura, sim... na forma como o faz. Não nos prepara. Não faz rodeios. Não nos avalia antes no sentido de perceber se teremos arcabouço para nos vermos a braços com a provação que nos irá entregar, seja ela qual for. Não nos poupa. Não. "Chapa-se-nos" na cara sem aviso prévio e sem qualquer meiguice. A seco. E agora aguenta-te... Não nos senta no colo depois nem nos dá palmadas nas costas. Não nos faz terapia. Não quer saber como iremos lidar com os seus efeitos. Não vai connosco para os copos afogar as mágoas nem nos consola dizendo que tem certeza de que vamos conseguir dar conta do recado, mesmo que seja uma mentira redonda. É dura. É curta e grossa. Pragmática. É fria e implacável. É de ir directa ao ponto com poucas palavras. Ou nenhumas.

Mais do que o que nos oferece, a dureza da vida está na dura forma como nos rebenta bombas na mão num lindo dia de sol. A seco. Agora aguenta-te.

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

sábado, fevereiro 13, 2016

Perfil

Hoje a chuva chorou connosco...

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

"Freddy"

A vida consegue ser mesmo merdosa...

Ainda estou à espera que me digam que foi engano. Ainda estou à espera de, qualquer dia destes, marcar um jantar e tu apareceres com uma flor na mão para me oferecer. Porque gentlemen já há poucos mas tu és um deles. Sem esforço, sem cagança. És o que és porque sim. E és o que és para qualquer pessoa: gentil, simpático, sorridente, aberto. 

Ainda estou à espera de novo post teu a pedir comida para qualquer associação zoófila (ou a ligar-me a dizer que comida tens tu para me dar porque eu fiz o mesmo pedido...) ou a divulgar um cão, gato, cobra, periquito, iguana que precisa de dono...

És o "menino" no meio das meninas há anos. Sempre foi assim desde que nos cruzámos pela primeira vez na turma de música (que para nós era peanuts, lembras-te? Éramos os "músicos de serviço" e, se bem me lembro, sem qualquer trabalho, tirámos as melhores notas da turma. Porque a música, para nós, não tinha grandes segredos, a verdade é essa.. :)).

Ainda estou à espera que me venham mais palavras e de perceber que tempo de verbo vou utilizar quando falo de ti mas acho que será sempre o presente. Porque eu ainda cá estou, presente, e enquanto eu estiver, tu também está. Porque fazes parte da minha história e por isso és um bocadinho de mim, do que também me compõe.

Ah, já agora, acho que nunca te disse mas adorei os meses que passámos a sair de nós e a darmos-nos aos outros em forma de caixas de comida. Adorei porque, como sempre, nos rimos muito. E estivemos juntos.

Ainda estou à espera, a sério. Tenho quase a certeza que, daqui a nada, o meu telefone vai tocar e alguém me vai dizer que foi uma merda de um engano... e eu não vou levar a mal ter sido enganada. Vou chamar nomes, é certo, mas se não fosse assim também não tinha piada, não é?, mas não vou levar a mal... Foi engano. Ok, estamos combinados, foi engano.


(já depois, T. diz-me do outro lado da linha enquanto chora copiosamente: "bolas, pá, não estava à espera, achei que me ias dizer que tinha sido o pai ou mãe de alguém... não um de nós", acrescentámos...)

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Reality check

Bastou uma pequena mensagem, meia dúzia de caracteres, e fui trazida à realidade em segundos. A realidade dela, não a minha, mas que à minha se sobrepôs em instantes. Porque a minha realidade, em comparação, e por mais que teime em nem sempre me facilitar o caminho, não me violenta, não me suga a vida, aos bocadinhos, todos os dias... 

Às vezes esquecemos-nos da sorte que temos.

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Do dia


Às costas

Dizem os crentes que Deus só nos dá de fardo para carregar o que sabe que conseguimos suportar. 

Um dia destes a ver se lhe pergunto, com todo o santíssimo respeito, claro está, o que tinha bebido quando se deitou a adivinhar-me costados tão largos... 

sábado, janeiro 30, 2016

Diário de bordo #5

Um copo de vinho. Às vezes é o suficiente. Na falta de outras "drogas" a saborear outros vícios, um copo de vinho. Tinto. A ansiedade parece diluir-se no líquido e a paz assenta devagarinho. Volto atrás, já não no tempo, apenas na memória dele, memória escrita ou arquivada nas células, e arrepio-me mas só de leve: parece que foi ontem. Tremo sem dar conta mas também sorrio perante a minha capacidade de tornar as palavras o meu espelho: já não me lembrava que a tinha, já não sei se a tenho. 

Paz. E memória de um tempo que, por não a ter, a apreciava nas pequeníssimas coisas. Mas aprendi: hoje saboreio-a sem me esquecer que é efémera. Porque tudo o é.

Ontem foram mais copos. E risos. E conversas até às cinco, a fazer lembrar as madrugadas passadas a fazer nada mas que valiam por tudo na terrinha de interior. Parecia que por lá estávamos outra vez. 

A garganta secou quando não havia mais como a humedecer; o frio entranhou-se mas não esmorecemos: quando as palavras se soltam sozinhas mais vale deixá-las correr livremente. É uma questão de saúde do espírito, diria eu, e com a saúde não se deve brincar.

Às vezes interrogo-me se algum dia vou conseguir ser outra. 

sexta-feira, janeiro 29, 2016

Do dia

Como diz a minha querida tia S., às vezes é preciso pôr a cara número 2; às vezes, e com certas pessoas e em certas situações, a número 1 não chega...

terça-feira, janeiro 19, 2016

Eu, cultivadora de endro...



























.... a.k.a. aneto,  a.k.a. aquela-erva-com-que-os-tipos-do-Ikea-temperam-o-salmão-fumado.

(e cuja semente é difícil de encontrar como o raio sendo que o que me valeu foram os amigos que não descansaram até me arranjar um saquinho dela... que agora é isto - tão lindo! - na minha varanda!!) 

segunda-feira, janeiro 18, 2016

É muito isto, é...


Sim, sim, eu gosto mesmo de Bee Gees...




(acabinha de aparecer na rádio que me acompanha os ouvidos enquanto trabalho... este jogo de vozes fabulosas é inimitável!)


How Deep Is Your Love
Bee Gees

I know your eyes in the morning sun
I feel you touch me in the pouring rain 
And the moment that you wander far from me 
I wanna feel you in my arms again 

And you come to me on a summer breeze 
Keep me warm in your love then you softly leave 
And it's me you need to show how deep is your love 

Is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me 

I believe in you, you know the door to my very soul 
You're the light in my deepest darkest hour 
You're my saviour when I fall 
And you may not think that I care for you 
When you know down inside that I really do 
And it's me you need to show how deep is your love 

Is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me 

And you come to me on a summer breeze 
Keep me warm in your love and then you softly leave 
And it's me you need to show how deep is your love 

Is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me 

How deep is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me 

How deep is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Constatação #100

Há certas coisas que têm importância... até deixarem de ter...

terça-feira, janeiro 05, 2016

segunda-feira, janeiro 04, 2016

As ONAS, as festas henriquinas e as figuras tristes que são só para quem pode..!



2015 era o ano em que todas fazíamos quarenta de vida... Não precisando de desculpas para comemorar seja o que for mas já agora aproveitando-as, decidimos que deveria ser diferente: no último dia do ano, simultaneamente o dia de aniversário da última de nós, juntávamos-nos e comemorávamos (não obstante as comemorações tidas ao longo do ano, graças a Deus, aleluia irmão!...): os quarenta, a amizade, a vida. Juntas.

Somos seis, em tudo diferentes, em muito iguais. Acompanhamos-nos já há muito, muitas luas, muitos altos e baixos, muitos episódios de vida, muitas mãos entrelaçadas a formar a teia que nos segura. Este ano foi só mais um dos muitos que já existiram e dos muitos que acreditamos que por aí ainda vêm. Juntas. Mas este também foi o ano em que decidimos que devíamos e queríamos assinalar o que vimos construindo: andorinhas à solta, cada uma fazendo o seu caminho, mas voando em rotas paralelas, à distância de um braço esticado...


(E sim, amizade também é isto: adquirir medalhas todas diferentes e todas iguais e fazermos figuras tristes juntas, 'espetadas' num bolo..)

sexta-feira, janeiro 01, 2016

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Pedido sem passas

Que no novo ano consiga ser mais quem quero ser...

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Cupid and Psyche


























Edvard Munch
1907

Começar o dia...

... a pôr cola nas meias para elas não descabarem pernas abaixo (neste caso, e logo por azar, mesmo nas duas!, e porque a raça das "malhas" só se me mostraram já eu vinha no carro) e a ter que a deixar secar, com a saia puxada para cima debaixo da secretaria, para não me arriscar a ficar com a dita colada a mim e, já agora, não proporcionar grande espectáculo de "pernão" ao léu aos coleguinhas de sala (sendo que, alguns deles, têm uma pinta de serial killers a atirar para o rebarbadão de fugir...!)...

Eu acho que, bem vistas as coisas, augura tudo de bom...!

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Eeeee... já foi...


























Mais doces que pessoas como parece mandar a (nossa) tradição; um perú de 6 kg ("que exagero!") que se comeu quase todo; as rabanadas que, apesar de tudo, apesar da fatalidade, persistem no fundo da memória das mãos que sempre as fizeram; a "mesa dos mais pequenos" de volta sendo que os mais pequenos já não somos nós; a minha casa cheia; a árvore XXL; o serviço de 24 pratos que ninguém tem (excepto a progenitora); os presentes e o "amigo secreto"; as vozes e risos e barulheira do costume; a mesa que deu para (quase) todos; o caldo verde quentinho; o vinho que bebi "de menos"...

Não senti a tua falta: estavas lá.

quinta-feira, dezembro 24, 2015

terça-feira, dezembro 22, 2015

Constatação #99

A "dormência" é subvalorizada...

segunda-feira, dezembro 21, 2015

No mundo da lua

When asking... why not ask for the moon..?!

Science, oh dear science...


Waiting for Godot...






















(Felizmente, há gente bem gira neste mundo... :) )

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Plano de ataque para o Natal lá em casa...


Insula dulcamara





















Paul Klee 
1938

(a propósito do seu aniversário: hoje faria 136 anos)

quinta-feira, dezembro 17, 2015

Imagine...

Sempre gostei de ter imaginação. Mas há dias em que é coisa que não dá jeito...

Costumeiras compotas de Natal "on the making"...





















De figo.

E o que eu gosto de compota de figo...

Presente!


Dias D de "de"

Dos sonhos. Do calor que não se devia sentir. Das dúvidas. Das memórias. Das tentativas. Da calma. Do silêncio. Dos reencontros. Das dores fininhas. Da esperança. Da maturidade. Das saudades. Das tristezas maceradas. Dos bichos. Do amor. Das decisões. Dos esquecimentos. Das voltas que a vida dá. Dos desapontamentos. Da realidade. Da década. Das resoluções. Da força. Da sorte. Da mãe de mim própria. Da inevitabilidade. Das certezas. Do amor próprio. Das faltas. Dos caminhos escolhidos. Das fendas. Das incompreensões. Do medo. Do carinho. Das mudanças. Da contagem dos anos. Do fim de mais um.

terça-feira, dezembro 15, 2015

Das amizades

Para mim:
- Tens noção de que há pessoas que não são tão tuas amigas como tu és delas, não tens?
- Tenho. E o contrário também será verdade, tanto para mim como para elas...

segunda-feira, dezembro 14, 2015

BFF


























( a.k.a. gata A.)

sexta-feira, dezembro 11, 2015

Constatação #98

A vida está para nós como um gato está para um pequeno insecto que teve o azar de cair nas suas "graças"...

segunda-feira, dezembro 07, 2015

sexta-feira, dezembro 04, 2015

quinta-feira, dezembro 03, 2015

Constatação #97

Ontem pus caril no arroz doce em vez de canela...

É o degredo...

quinta-feira, novembro 26, 2015

terça-feira, novembro 24, 2015

Fotossíntese #5


Perfil

Chá às "litradas". Mais valia ser gin...

segunda-feira, novembro 23, 2015

Constatação #96

Os meus "demónios" bipolarizam-me: ou me desprendem as palavras em enxurrada ou me emudecem...

Gato B. ou que bem que fico em contraluz


quinta-feira, novembro 19, 2015

Constatação #95

Sinal de traquejo profissional também é deixar para o último segundo, antes de nos irmos embora, o envio daquele documento ao superior hierárquico depois de o ouvir dizer: quando mo enviares, falamos.

quarta-feira, novembro 18, 2015

Lá atrás... #6












Portugal entra para a CEE. As primeiras reuniões de grupos de trabalho da Comunidade começam em Bruxelas. Tu integras a comitiva e passas a viajar com frequência. De volta, trazes sempre Leonidas. As caixas "lingote" com três andares (não parece mas sim, estas caixinhas levam três ou quatro camadas de bombons na horizontal). Eu tinha uns 12 ou 13 anos e autorização para comer um (e só um!) a cada dia enquanto durassem. Lembro-me do cuidado que tinha ao elegê-lo e da satisfação que me dava, de caixa em caixa, reconhecer, só de olhar, os meus preferidos no meio do sortido. 

Leonidas e as caixas "lingote". Falam de ti e de mim. E de nós. Sempre. Passaram muitos e muitos anos até voltar a ter uma caixa destas na mão mas as memórias regressaram tão frescas como acabadas de pintar.

Agora parece que os bombons da Leonidas passarão a estar disponíveis por estas bandas também. Perdem o charme da compra de propósito encaixada entre reuniões e do vento frio que, no meu imaginário, vem com eles mas talvez ganhe eu, passando a ter mais um pouco de ti e de mim... um pouco mais perto.

terça-feira, novembro 17, 2015

O amor e a minha noção do que ele deve ser

"Sobretudo no amor se deve ter cuidado; gostar dos outros e lhes querer bem tem sido o motivo de muita opressão e de muita morte dos espíritos. (…) Não tens, essencialmente, de amar nos outros senão a liberdade, a deles e a tua; têm, pelo amor, de deixar de ser escravos, como temos nós, pelo amor, de deixar de ser donos do escravo"

Agostinho da Silva

segunda-feira, novembro 16, 2015

Nevoeiro

O dia de hoje começou por ser só "meu"...

quarta-feira, novembro 11, 2015

Perfil

Considerando, seriamente, usar os tampões de ouvidos que uso para dormir, no local de trabalho...

Solipsismo

(solipso + -ismo) 
substantivo masculino 

Vida ou hábitos de solipso ou de indivíduo solitário. 



(Bom dia também para ti, ignorância minha...)

terça-feira, novembro 10, 2015

Perfil

Cala-te boca, cala-te boca, cala-te boca...

Na "mouche"

"Sometimes we are so whole there is no space for anyone else. Soften your edges. Yes, I know this is hard, because the edges feel fine. Probably because we don’t really let anyone poke our edges much. But, even if we think they’re soft, it’s possible that our wholeness and independence has a few prickles that we don’t see.

Make space for others. They are a different shaped whole than us. This is okay too. I am trying to learn that it not just about other people accepting and understanding me. The more I accept and understand myself, the more I can shed light into those dark corners and become more comfortable with other people. When I am comfortable with other people, I allow them in and we connect. (...) I am trying to take responsibility for my role in my sometimes isolation. After all, I am in charge of my life.

We, “Miss Independents,” design our lives to suit ourselves, sometimes a little too much. We might run off and travel or move to a new city for our jobs. We are so brave, so strong, so capable… and that is all amazing. But we can also be a bit intimidating; a bit aloof, a bit elusive. And while it is not up to us to change other people’s perceptions of us, perhaps we can work on gentling our corners, stretching our connections and opening our souls to be seen."


Cair no goto

É uma expressão que não me agrada. Não sei bem porquê, talvez seja a sonoridade da palavra "goto" ... Mas é, sem dúvida, a expressão adequada para descrever a minha última reunião de trabalho: colega faz graçola, "cai-me no goto" e pronto, a partir daí, deixei de conseguir controlar as gargalhadas. Uma e outra vez. E depois mais um bocado. E ponho as mãos na boca. E tento concentrar-me noutra porcaria qualquer. E rio e peço desculpa. E gargalho outra e outra vez. E volto à discussão em causa com seriedade para tirar dali o sentido. E desmancho-me a rir uma e outra vez. E resolvo pedir cinco minutos fora da sala a ver se a coisa passa. De lágrimas a escorrer pela cara abaixo de tanto rir.

Resta apenas acrescentar que a reunião SÓ se deu com colegas de uma outra área de trabalho e com um fornecedor externo. Só...

quarta-feira, novembro 04, 2015

Relativizando

Tudo tem o seu lugar e tudo tem o peso com que nos pesa. Mas a memória é coisa que dá jeito - e não só e nem principalmente a da razão - quando as pernas se nos parecem falhar: já foi muito pior. Incrivelmente pior. Já foi devastador e já produziu maiores "falhanços" que os das pernas: a alma falhou por muito tempo, foi negra e rastejou por muito tempo... A tristeza infinita impôs-se e tomou conta durante tempos que pareceram, também eles, infinitos. E, de certa forma, foram. São.

Tudo tem o seu lugar e tudo tem o peso com que nos pesa mas a constatação da sobrevivência (quase) inteira de alguém (e este alguém vai para lá do nome e da forma humana) que chegou a aceitar (e até desejar) não sobreviver, renova-nos a resiliência como se esta, mesmo que só por momentos, nunca se tivesse ausentado.

terça-feira, novembro 03, 2015