não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
terça-feira, agosto 08, 2017
terça-feira, julho 25, 2017
Irrealidades
Acho que eu própria esperava uma torrente de criatividade. Imaginava-me sempre de pena em punho, em ânsias de despejar para o papel as golfadas de sentimentos, numa tentativa de os capturar a todos antes que desaparecessem empurrados pelos que vinham a seguir. Imaginava-me a perder o fôlego, a ter que me agarrar à escrita para recuperar o equilíbrio, o sentido, a calma, para apaziguar a dor. Imaginava-me em produção desenfreada...
Não sei que me diga. Vejo-me dona de uma espécie de inconsciência que me assusta. Ao contrário do que já me foi usual em épocas de cheias e tormentas, sinto mas não me desmancho. E eu não me reconheço assim tão apaziguada. Dir-me-ão que é a fé, eu cá aposto no oposto e voto na incredulidade. Talvez porque nada pareça tão irreal como a morte em vida...
domingo, julho 23, 2017
Constatação #107
Decididamente, e por mais do que uma razão, estou bem mais para Dalila do que para Sansão.
terça-feira, julho 18, 2017
sexta-feira, julho 14, 2017
sábado, julho 08, 2017
sexta-feira, julho 07, 2017
quinta-feira, julho 06, 2017
Parabéns...
Sim, parabéns. Por teres chegado até aqui inteira, talvez mais inteira do que alguma vez foste. Inteira com vazios, com buracos de alma, com malhas no teu tecido, sinónimos de saudades, e saudades são sempre sinónimo de algo que falta. Mas inteira. Inteira em quem és e em quem queres ainda vir a ser. Inteira de vontades e sonhos e ânsia de ir mais além e do muito que sentes que ainda tens para viver. Inteira de certezas, inteira por ti própria.
A vela apaga-se mas não será a última. Uma vela, um festejo. Uma vela por cada momento de amor que tens a sorte de viver nestes dias, que no teu caso nunca são só um. A vela apaga-se para que se acenda a sorte de mais um ano que começa.
Um dia vai agradecer, ouviste tu. Sim, acreditas cada vez mais... um dia vais agradecer e essa será a suprema conquista.
domingo, julho 02, 2017
sexta-feira, junho 30, 2017
Se a vida te dá limões, junta-lhes tequilla. Ou gin... ou vodka... ou...
Parece coisa de pretenso guru motivacional, que agora está tanto na moda, mas há que reconhecer-lhe mérito (não aos "pretensos" mas aos princípios deste tipo de filosofia): a vida pode ser uma grande m****. Na maioria das vezes, até o é, de facto. Mas nós temos que a viver, não há saída... não será de responder ao fatalismo escolhendo saborear verdadeiramente o resto?
Se pensarmos bem, o mais fácil é deixar-nos afundar na dita ( errr... m****? Sim, m****) porque não requer qualquer tipo de esforço, basta fazer corpo mole e lá vamos nós. Difícil é nadar contra a corrente e tentar que a cabeça fique à tona. Dir-me-ão: isso é tudo muito bonito, uma linda alegoria, ainda que por demais batida, mas nem sempre temos forças. Verdade. É a mais pura das verdades! E ninguém pode ser condenado por isso. A dor pesa. O sofrimento pesa. São pesos extra amarrados aos pés. Há dias, há fases, às vezes, há meses e anos em que levam a melhor: os pesos, a m**** da vida, a corrente de forças contrárias à nossa vontade, ao que nos faz feliz. É uma pena, é um desperdício de tempo que não volta mas é verdade e é humano e, talvez, até faça parte do caminho, não sei. Sei, sim, que devemos - a nós próprios, a mais ninguém -, quando encontramos um sopro de força cá dentro que nos dê um empurrão, tentar apanhar a onda, como podermos. Esqueçam-se do perfeccionismo, se só conseguirem encavalitar-se na prancha de joelhos ou agarrá-la com as mãos, que seja. Que seja! Não tem que ser bonito, não tem que ser vistoso, basta ser. Porque há vida para além da m****. Há dores no corpo mas também há beijos ternos de manhã que ajudam a aliviá-las. Há tardes sisudas e fracas de espírito mas também há Chopin ao piano que atravessa as paredes vindo da casa ao lado. Há ordens para não sair e há amigos que, sendo assim, entram, carregados de almoço ou lanche pronto a ser consumido e que riem connosco na nossa clausura. Há medo mas há esperança e rezas de tio adorado mas já velhinho todas as noites. Há vómitos e cabeça a latejar mas há medalha de santa com o nosso nome trazida de propósito por amigo que considerávamos distante. Há amor, há amizade, há solidariedade, há carinho, há presença, há atenção, há família, de sangue e alargada e que se escolhe. E há dias sem dores. E sem má disposição. E com apetite. E em que o café nos volta a saber bem...
Revisitei há uns dias uma frase feita daquelas bonitas que inundam as redes sociais e que adornam perfis no campo dos motes de vida. Dizia qualquer como coisa: a vida é o que queremos que seja. Pois, às vezes não é. Uma parte, talvez bem maior do que gostaríamos de admitir, não é. Ainda apanhei a febre do empowerment no meu crescimento enquanto pessoa mas, talvez felizmente, tenha ido ainda a tempo de o saber finito, com limites. Temos sempre poder para tentar mudar a nossa vida. Sempre. Mas a nossa força também reside na aceitação do que não passa por nós decidir e, acima de tudo, na capacidade de viver o melhor possível as entrelinhas, as entrelinhas que cosem os momentos uns aos outros e que os enfeitam, as entrelinhas que são, nem mais nem menos, a nossa expressão e a forma como decidimos viver tudo o que a vida nos impõe e todo o terreno que lá lhe vamos conseguindo conquistar.
quarta-feira, junho 28, 2017
segunda-feira, junho 26, 2017
sexta-feira, junho 09, 2017
Primeira pergunta num questionário sobre determinado exame médico...
... "Sente grande ansiedade por ir realizar este exame?"
Eerrr... não sentia, não... obrigado...
Eerrr... não sentia, não... obrigado...
quinta-feira, junho 01, 2017
sexta-feira, maio 26, 2017
quinta-feira, maio 25, 2017
Perfil
Oscilo vertiginosamente entre cenários. Quando me sinto a afundar no tenebroso grito-me para cima e de um salto inebrio-me de optimismo. Mas este salto parece-me sempre grande demais, bom demais, irreal demais... e daí o vice-versa... Ainda não encontro o equilíbrio. A realidade poderá encontrar-se algures no meio...
segunda-feira, maio 22, 2017
Da semana...

"Na semana que passou, a energia do Arcano 16, a Torre, veio derrubar os nossos muros e deixar-nos perante as possibilidades que a destruição permite. Agora vem a carta seguinte, o Arcano Maior 17. A Luz-Guia da Estrela (ou das estrelas, no plural, como foi primitivamente também chamada) vem para iluminar a nossa semana, de dentro para fora, feita de inspiração e esperança."
quinta-feira, maio 18, 2017
quarta-feira, maio 17, 2017
segunda-feira, maio 15, 2017
Do Sol em Saturno...
Vêm-me à cabeça as imagens dos tornados que, ciclicamente, assolam determinadas parte do mundo. Vem-me à cabeça o seu poder de destruição em forma de força centrípeta que suga para dentro de si tudo o que encontra pelo caminho. Pessoas, animais, objectos grandes e pequenos sem qualquer poder para lhe resistir, rodopiados em ventania, perdidos nos seus braços, atordoados nas suas voltas sem saber qual será o seu fim. Do meu tornado pessoal também não escapo. Cada vez que me sinto a conseguir pôr finalmente os pés do chão, sou de novo levada, sugada, manipulada, arremessada. Sem poder. Sem remédio. Obrigada a aceitar.
"Vieste para morrer uma pessoa diferente daquela que nasceu. Esta tua existência servirá para que mudes, exigirá que mudes, que te transformes. Vieste para mudar e vais mudar. Porque mesmo que resistas, a vida vai-se pôr à tua frente e obrigar-te a isso. Não há como escapar. Por isso, não batas de frente, vai ser pior para ti. Aceita, assume, abraça."
segunda-feira, maio 08, 2017
sexta-feira, maio 05, 2017
Dos espantos
"Mas... mas... tia... como é que tu ainda consegues fazer a "roda"?!?"
(não fosse eu gostar tanto dela, levava-me uma lambada naquela cara... ainda!?... essa agora! miúda, tenho que te ensinar a ter noção do perigo...)
quarta-feira, maio 03, 2017
Definições
Jeté, (French jeté: “thrown”), ballet leap in which the weight of the dancer is transferred from one foot to the other.
Contusão muscular, lesão traumática aguda, sem corte, decorrente de trauma directo aos tecidos moles, e que provoca dor e edema.
Agora é só fazer as contas...
.................
- Ó T., desculpe lá mas pôr a perna em cima do módulo de gavetas... fica demasiado elevada, não?... consegue?
- Claro! Então não havia de conseguir... eu faço jetés !!!!"
terça-feira, maio 02, 2017
Wishful thinking
Bolo de aniversário mega duchess + chá drenante de ervas.
O segundo anula o primeiro, certo..?!
sexta-feira, abril 28, 2017
quarta-feira, abril 26, 2017
segunda-feira, abril 24, 2017
Reacção, ao telefone com uma colega, ao constatar que o 1º de Maio calha a uma segunda...
"AAAAAAAAAHHHHHHHHHH..... GRAÇAS A DEEEEEEEEUS.....!!!!!"
quinta-feira, abril 20, 2017
quarta-feira, abril 19, 2017
De mãos dadas
Foi há pouco tempo. Não sei que pernas me tinham levado ali nem tão pouco onde estava. Como é apanágio dos sonhos, há explicações que não dadas, deixam-se à dedução ou votam-se ao conformismo. Mas senti, sem dúvida, a tua mão no meu ombro. Era uma mão apaziguadora, quente, a tua mão como me lembro dela, a tua mão dona do dedo mindinho que eu agarrava com força quando a minha era pequena demais para mais. A tua mão que sem palavras me disse: não faz mal, não há problema, vai, avança. Estou contigo, sempre.
Quando acordei e me sentei na cama como sempre faço a dar tempo para que os sonhos se retirem, recordei a tua mão com nitidez como se a voltasse a sentir. E confirmei-lhe a mensagem. Sem equívocos. Percebi, então, que tinha estado à espera dessa resposta, da resposta a uma pergunta que não tinha tido nunca coragem de fazer mas que me gritava de dúvida havia muito. Percebi e fiquei em paz, finalmente.
Não há processos de paz rápidos, eu acho. Como os que se encetam entre pessoas ou organizações ou estados, também os processos de paz internos, de nós para connosco, requerem tempo e negociação. Há que macerar as ideias, tirar-lhes o sumo para que se fundam melhor em nós. Há que aceitar os retrocessos, os passos atrás. Há que pesar as consequências, as práticas e as que nos pesam na alma. Há que nos habituarmos a uma nova ordem das coisas. Há que descobrir os pontos-chave que interessa manipular para que se proceda à abertura das portas que nunca pensámos transpor mas contra as quais andamos a embater de frente...
O meu processo já tinha começado antes. Vem sendo levado adiante, com paciência comigo mesma, com amor pela minha dor. A tua mão no meu ombro, como mão na minha mão, levou-me em paz um passo à frente. O passo que faltava dar.
segunda-feira, abril 17, 2017
2ª feira...
Porque depois de uma hora em pé, em jejum, à espera de ser chamada para fazer análises, nada completa o ramalhete como encontrar o carro bloqueado pela minha velha amiga EMEL...
"Bom dia para si também. Lamento mas antes de qualquer outra coisa, faça o favor de retirar a fita para que eu possa aceder à comida que tenho no carro. Caso contrário, terá que lidar com dois bloqueios: o do carro e o meu, estatelada no meio do chão. "
quarta-feira, abril 12, 2017
terça-feira, abril 11, 2017
segunda-feira, abril 10, 2017
quinta-feira, abril 06, 2017
Perfil
Tenho coisas para fazer... tenho coisas para fazer... tenho coisas para fazer....
...ok, amanhã também é dia...
quarta-feira, abril 05, 2017
sexta-feira, março 31, 2017
quinta-feira, março 30, 2017
terça-feira, março 28, 2017
Bye, bye também de BB
E assim chegamos ao dia em que nos separamos... Mais um "fim", como destacou a progenitora. A ela disse que não exagerasse, era só um carro, um carro do qual já te terias desfeito se tivesse cabido a ti fazê-lo. Vinte e não sei quantos anos já é idade mais que suficiente para merecido descanso. Acho que a convenci. Mas a mim abriu-se alçapão de memória...
Lembro-me de o ter ido ver pela primeira vez contigo. Lembro-me de irmos ao stand que já não existe, levados pelo velhinho Citroen Visa vermelho. E lembro-me da arrogância do vendedor, a desvalorizar o Visa com vista a melhor negócio e eventual melhor comissão. Lembro-me de o deixares falar e falar e falar para no fim, quando ele, arrogante mais uma vez, te disse "então vamos lá assinar a papelada", responderes com um sorriso satisfeito e seguro "calma, meu caro amigo, eu só vim ver e saber quais as condições, ainda não me decidi a comprar nada, pelo menos aqui". Piscaste-me o olho e nesse dia eu aprendi como se lida com a arrogância. É deixá-la inchar. Quanto mais inchada, mais gozo dá a estocada final.
Lembro-me que foi nele que aprendi a conduzir. Sim, porque tinhas razão quando me dizias que as aulas de condução só ensinam a pôr a máquina em andamento. O resto aprende-se na vida real, no trânsito, na confusão, no dia-a-dia, sem instrutor ao lado para pressionar o travão.
Lembro-me que foi nele que nos levaste a todas - acho que seriamos umas oito -, mascaradas até ao tutano, à festa de Carnaval que organizámos naquela discoteca de índole duvidosa alugada para esse dia (aluguer que não compreendia serviço de pessoal a não ser o do bar, bem entendido). Lembro-me da CL no banco de trás toda curvada por causa da sua comprida pena-enfeite-de-cabeça, parte integrante de indumentária dos anos 20. E lembro-me que essa curta viagem foi antecedida por uma tarde lá em casa dedicada a pôr toda a gente bem equipada de respectiva fatiota, o meu quarto feito camarim de teatro ou bastidor de desfile de moda - roupa, acessórios, pinturas espalhados por todo o lado -, a progenitora a alimentar-nos a tarte de maçã caseira e sumo e a colaborar como costureira-cabeleireira-maquilhadora e o que mais fosse preciso para garantir que aquelas oito amigas, de sempre e até hoje, saíssem das suas mãos impecáveis: o esfregão (sim, esfregão...) e as toneladas de laca no cabelo anos 40 da C., as frutas bem cosidas (com "s"...) e seguras da Carmen Miranda da A., os teus óculos antigos, quadrados e de lentes verdes, que pareciam ter sido guardados de propósito para que eu os pusesse naquele momento, a completar o visual anos 70 juntamente com os sapatos de madeira compensados de outra progenitora de outra de nós. Estarias calmamente na sala a ler o jornal não te envolvendo em nada disto, esperando apenas pelo momento em que fosses chamado a intervir como chauffeur das miúdas. O chinfrim que fizemos nessa curta viagem...
Lembro-me de as minhas amigas se referirem a ele como Brigitte Bardot ou simplesmente Brigitte... (e já viste que também tem no nome o ano anterior e o ano posterior ao do meu nascimento? De certeza que sim, muito primeiro que eu, eu diria que logo no momento em que o recebeste...)
Lembro-me da manta que exigias que o banco de trás apresentasse para permitir que o cão lá se pusesse à janela. E não me lembro mas acredito que esta cedência tenha levado meses e meses, se não anos, a ser conseguida, "era o que faltava, que disparate, é um animal, tem que ir no chão, agora à janela..!".
Lembro-me de, no banco ao meu lado e enquanto eu conduzia, me pores a ponderar a
relação espaço disponível/distância/velocidade...
Lembro-me de mo passares para a mão assim que cheguei a casa anunciando que tinha passado no exame de condução para irmos nele almoçar e comemorar no já extinto Caleidoscópio ali no Campo Grande. E lembro-me de te ver e crer confiante nas minhas capacidades enquanto a progenitora, no banco de trás, soltava "ais" a cada curva.
Lembrei-me de tudo isto enquanto almoçava há bocado: "guizadinho de grão com enchidos". Pareceu-me boa ideia quando temperada com a fome mas fiquei-me enjoadamente a meio, o estômago e o fígado a pedir clemência. Até me admira estar a conseguir escrever. Tal qual cobra que engoliu boi, pasmo como consigo que o sangue aflua ao cérebro...
Até sempre, Brigitte. Foi bom, muito bom. E assim te guardo. Correcção: guardamos.
segunda-feira, março 27, 2017
Das preces
Talvez já tenha pedido demais. Talvez a minha quota de preces desesperadas tinha sido já excedida. Aceito. Agradeço. Foi-me concedida uma nova vida. Trocaria? Não. Definitivamente, não. E este talvez seja o único "não", de todos os "nãos", que me conforta em vez de me magoar - a mim, menina-mulher, de pêlo na venta, que se recusa à derrota sem antes se digladiar com ela, que acredita sempre que "sim", que refuta, contesta, nega, repele os "nãos" -... Aceito. Agradeço. Estou aqui. Agora é só comigo, aos deuses não posso pedir mais.
sexta-feira, março 24, 2017
quinta-feira, março 23, 2017
quinta-feira, março 16, 2017
Quem sai aos seus...
Fiquei a saber há pouco tempo que, em determinadas instâncias a nível profissional, era conhecida como "a cabra da vírgula"...
Tenho que confessar que não desgosto... ;)
quarta-feira, março 15, 2017
Perfil
O estômago embrulhou-se. Tirou-me a fome, no lugar dela só um bolo indigesto. Tenho medo, as concretizações dos outros aterrorizam-me enquanto as minhas parecem nunca conseguir sair do papel. Tenho medo da dor da inveja que não quero sentir. Estou tão cansada de fracasso...
sexta-feira, março 10, 2017
De quando os "maus fígados" dormem connosco
Só hoje já seguiram três emails. Três. E ainda não são 11 da manhã.
Um deles ponderado de ontem para hoje porque aprendi, muito e muito às minhas custas, que, por vezes, o sono e as horas que passam amaciam a rudeza da impulsividade e dotam-na de uma superioridade interessante. A tal "chapada" de luva branca.
Os outros dois foram como tinham que ir: sem misericórdia. Porque há "chapadas" que têm que ser dadas de mão aberta, a doer.
Pronto. Já estou mais aliviada.
quinta-feira, março 09, 2017
Perfil
Eu, hoje, estou a "estalar". Eu, hoje, sinto-me no fio da navalha, a um passo... passo?!? milímetro!! de me saírem umas quantas pela boca fora. Os "maus fígados", hoje, estão ao rubro, inchados no seu limite. Eu hoje estou de me deixarem quieta porque a mordedura mais que provável será da família da cobra, não vai só doer, é capaz de envenenar, retesar até a mais indulgente das almas. Sinto cada palavrinha como lixa na minha santa paciência que, por si só, já de santa pouco tem. Eu, hoje, tenho que respirar fundo, tenho que inspirar até me doerem os alvéolos, tenho que me dotar de abstracção reforçada porque sinto, temo e sinto-me balão a roçar em alfinetes. Hoje não há sol que me valha.
Considerem-se avisados.
segunda-feira, março 06, 2017
Perfil
Nada como ir ali num instantinho passar um fim-de-semana a uma outra cidade europeia para abrir falência logo no início do mês...
segunda-feira, fevereiro 27, 2017
quarta-feira, fevereiro 22, 2017
Porque não me canso de aprender, seja em que língua for
Put-on
noun [ C ] uk /ˈpʊt.ɒn/ us /ˈpʊt.ɑːn/ US informal
An attempt to deceive someone into believing something that is not true:
She's not really angry - it's just a put-on.
noun [ C ] uk /ˈpʊt.ɒn/ us /ˈpʊt.ɑːn/ US informal
An attempt to deceive someone into believing something that is not true:
She's not really angry - it's just a put-on.
terça-feira, fevereiro 21, 2017
Vulgar de Lineu
"Significa vulgar, normal.
A expressão vem do médico e investigador sueco Lineu (cf. Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, Notícias Editorial, Lisboa), que criou uma classificação de plantas e animais, base da ordenação científica da botânica e da zoologia. A sua obra mais importante intitula-se Systema Naturae, onde classifica as plantas segundo os seus órgãos sexuais. "
in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Tenho saudades de ser vulgar, de ser como todos os outros. Já lá vai o tempo em que a diferença me seduzia e em que a coragem de a assumir, de a usar, de me engalanar dela me fazia orgulhosa de mim. Já lá vai o tempo das batalhas pelo direito ao risco e a sair fora do risco, pelo abandono da carneirada.... Gostava, agora, de descansar no caminho já traçado e só ter que percorrer o seu desgaste de passos dados...
Diz-se que a vida, ou na sua versão religiosa, Deus, só nos oferece aquilo que sabe que conseguimos carregar. Não tenho dúvidas da largura dos meus ombros, da força das minhas pernas e da tenacidade do meu espírito. Não tenho dúvidas sobre a minha capacidade de enfrentar tempestades e oposições, estranhezas e preconceitos. Mas o cansaço vem levando a melhor...
Nunca a vulgaridade me pareceu tão doce...
A expressão vem do médico e investigador sueco Lineu (cf. Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, Notícias Editorial, Lisboa), que criou uma classificação de plantas e animais, base da ordenação científica da botânica e da zoologia. A sua obra mais importante intitula-se Systema Naturae, onde classifica as plantas segundo os seus órgãos sexuais. "
in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Tenho saudades de ser vulgar, de ser como todos os outros. Já lá vai o tempo em que a diferença me seduzia e em que a coragem de a assumir, de a usar, de me engalanar dela me fazia orgulhosa de mim. Já lá vai o tempo das batalhas pelo direito ao risco e a sair fora do risco, pelo abandono da carneirada.... Gostava, agora, de descansar no caminho já traçado e só ter que percorrer o seu desgaste de passos dados...
Diz-se que a vida, ou na sua versão religiosa, Deus, só nos oferece aquilo que sabe que conseguimos carregar. Não tenho dúvidas da largura dos meus ombros, da força das minhas pernas e da tenacidade do meu espírito. Não tenho dúvidas sobre a minha capacidade de enfrentar tempestades e oposições, estranhezas e preconceitos. Mas o cansaço vem levando a melhor...
Nunca a vulgaridade me pareceu tão doce...
segunda-feira, fevereiro 20, 2017
Das solidões
"Embora seja normal dizer-se, hoje em dia, que as pessoas andam muito sozinhas, não acho nada normal que nos sintamos tão sozinhos. Isso acontece quando não conseguimos fazer companhia a nós próprios; a solidão, nesse caso, pode enlouquecer-nos. Escrevi um livro acerca deste tema. Chama-se O Luto de Elias Gro. Não estar sozinho não é estar rodeado de pessoas. É um erro pensar que os outros é que nos vão salvar da solidão. Um erro enorme, que estraga muitas relações – familiares, românticas, de amizade."
João Tordo
sexta-feira, fevereiro 17, 2017
Confirma-se...
... nada me consegue mudar tão instantaneamente de humor (para melhor!) como receber um email que me diz: a sua reserva (de avião) está confirmada...
(Sim, Londres, here I go again, mais uma de já muitas. Nunca pensei que fosses tu a tornares-te a minha segunda cidade, sempre vaticinei que esse lugar ser-me-ia ocupado por outra... mas assim é. E o que eu gosto que seja, my dear... )
terça-feira, fevereiro 14, 2017
quinta-feira, fevereiro 09, 2017
Num dos meus actuais favoritos...
![]() |
| +Pistola y Corazon Taqueria |
... tacos, Corona, gente, cheio de gente, a mesa de madeira corrida, que finalmente vaga e já não era sem tempo. Vontade de ficar o resto da noite mesmo já sendo tarde. Gente, música, as horas de jantar que nestes dias não obedecem a nada a não ser ao que nos apetece. Mais "pimentas", menos "pimentas", até onde aguentar, e aguento cada vez mais. Saboreio cada vez mais. A noite de Lisboa que tem cada vez mais graça, mais diversidade. Sair da rotina, dos costumes, do bairro de sempre, sair da zona de conforto. Palavra de ordem: experimentar. E esperar que a primeira experiência prove merecer segunda. E é o caso. Sexta-feira e uma semana inteira para tirar dos ombros. Mais uma tequila? Pode ser. Sin verguenza.
quarta-feira, fevereiro 08, 2017
sexta-feira, fevereiro 03, 2017
quinta-feira, fevereiro 02, 2017
Das questões que me assolam...
Em busca de fatiota de pirata (mas pirata porquê? porque... sim, pronto) para festa carnavalesca que se avizinha.
E pergunto-me eu, enquanto navego em águas cibernáuticas e analiso as opções que os diversos comerciantes de material para folguedo me oferecem: seria possível ir de pirata mas... vá... vestida...? Pronto, foi uma coisa que me ocorreu, sei lá...
E seria possível, havendo a opção "com roupa" mencionada atrás, que essa fosse um bocadinho para além do que costuma ser útil para venda (eu diria mais aluguer pontual) de bens e serviços à volta do Técnico...?
Não...?
sexta-feira, janeiro 20, 2017
Perfil
Não. Faz o que aprendestes a fazer melhor: sai à rua, aproveita a noite, conversa, atira-te a sabores fortes, que mexem com os sentidos. Faz o que aprendestes a fazer melhor: aprecia o que tens, ri, abraça, aceita o que não tens, pelo menos por hoje. Amanhã lutas mais. Amanhã é outro dia.
quarta-feira, janeiro 18, 2017
terça-feira, janeiro 17, 2017
segunda-feira, janeiro 16, 2017
Porque eu também sou meia gato gaiato e há letras que nos lêem...
Pelo o que me diz respeito
Eu sou feita de dúvidas
O que é torto o que é direito
Diante da vida
O que é tido como certo, duvido
Sou fraca, safada, sofrida
E não minto pra mim
Vou montada no meu medo
E mesmo que eu caia
Sou cobaia de mim mesma
No amor e na raiva
Vira e mexe me complico
Reciclo, tô farta, tô forte, tô viva
E só morro no fim
Lá do alto do telhado pula quem quiser
Só o gato que é gaiato
Cai de pé
E pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem
Eu por mim já descarrilho
E não atendo a ninguém
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo
E mergulha com tudo
Pra dentro de si
E se a gente coincidisse
Num sonho qualquer
Eu contigo, tu comigo
Os dois, homem e mulher
Sendo a soma e tendo a chance de ser
Um par de pessoas, na boa
Vivendo felizes
Das palavras
Para além dos múltiplos usos que o dicionário lhes pode atribuir, para além do que delas se entende por norma, as palavras carregam também aquilo que lhes damos: o tom com que as ditamos, o traço com que as escrevemos, o sabor a que nos sabem, a emoção ou murro nos estômago que nos provocam. Cama não é só o "conjunto formado pelo móvel usado para dormir, pelo colchão e pela roupa que geralmente o reveste" mas é também o que nos faz sentir quando a dizemos ou quando a pensamos.
Tenho dessas palavras - empatia, epifania, não, melhor, lugar - e quando as ouço ou digo ou leio, o meu cérebro multiplica-se em reacções, curvando-se, mais do que ao seu significado literal, ao outro, que mais me toca. Tremo. Sorrio. Calo. Viajo nos calendários passados da memória e regresso pondo os pés no chão do presente...
sexta-feira, janeiro 06, 2017
quinta-feira, janeiro 05, 2017
Constatação #104
Ninguém sabe esclarecer esta dúvida que me assola há anos, está mais que visto: a dita cueca azul nova usa-se quando? No 31? No 1? Se usamos no 31, quando chega à meia-noite já não é nova.... Se só usamos a 1, não passamos a meia-noite com ela... Não irá qualquer uma destas opções comprometer a grandessíssima sorte com que é suposto sermos bafejados pelo seu uso?!?
(Será de tê-la em riste, nus da cintura para baixo, à porta das doze badaladas, e proceder ao seu enfiamento perna acima à medida que comemos as passas e nos empoleiramos em bancos com notas de €50 na mão que sobrar??)
(Será de tê-la em riste, nus da cintura para baixo, à porta das doze badaladas, e proceder ao seu enfiamento perna acima à medida que comemos as passas e nos empoleiramos em bancos com notas de €50 na mão que sobrar??)
Ninguém sabe...
segunda-feira, janeiro 02, 2017
segunda-feira, dezembro 26, 2016
Porque não me apetece dizer nada sobre o George Michael, não me apetece...
Só me apetece ouvi-lo com uma das "minhas"...
(f******...)
Don't let the sun go down on me
https://m.youtube.com/watch?v=RsKqMNDoR4o#
(f******...)
Don't let the sun go down on me
https://m.youtube.com/watch?v=RsKqMNDoR4o#
sexta-feira, dezembro 23, 2016
Pérolas da porca #35
- O meu filho está mesmo naquela idade parva, sabe? Aquela idade de sair do armário!
Oi? Já é de manhã? E agora???
Teoria: Nada como uma noite de sono para tirar o álcool do sistema.
Realidade: Exacto...
quinta-feira, dezembro 22, 2016
Bêbados
Completamente bêbados. Fim de projecto. Copos ao fim da tarde que se estendem para a noite. Fornecedor e diferentes equipas. Juntos. O álcool junta. E a sinceridade flui. Bêbados. E felizes.
quarta-feira, dezembro 21, 2016
terça-feira, dezembro 20, 2016
Dos modismos que me irritam
Sou só eu ou mais alguém deu conta que o termo "empreendedor" não designa uma profissão mas sim uma característica?!
Irra!
segunda-feira, dezembro 19, 2016
sexta-feira, dezembro 16, 2016
quarta-feira, dezembro 14, 2016
Na aldeia
Quando enterramos um morto de outrem, voltamos a enterrar um bocadinho os nossos. Porque o cheiro a flores nos leva de regresso, porque as cantilenas do sacerdote e as cantilenas repetidas de quem consola e não sabe o que dizer nos espicaçam a memória. Porque.
Mas há um muro invisível que nos separa daquela dor, o nosso muro feito de tempo, de conformismo, de defesas endurecidas, de paz. Porque também existe paz: a paz de sentir, de saber sem saber como, que os nossos mortos continuam a viver connosco. A saudade física a ser colmatada pelas conversas intermináveis que continuam a existir entre nós. Porque não há quase nada que faça que não comente contigo...
Mas o cheiro a flores e a terra lembra-nos da dor que agora vemos nos outros. Não a sentimos da mesma forma mas sabemos que ela explode no coração de quem ficou agora órfão de ser querido. Conhecemo-la tão bem que temos obrigação de tentar amenizá-la em abraços e mãos dadas. Em silêncio. Em apoio. Em olhares e acenos de cabeça. "Tenho que ficar aqui até acabar?" "Não. A dor é tua e és tu que decides quando a queres sofrer noutro lugar." Não há regras, que se lixem as regras. Não há convenções. Há dor e quem sabe dela somos nós.
Na aldeia. O frio do campo enregela os pés. Cheira a lenha a queimar e o nevoeiro chega-se ao pé de mim porque sabe que eu gosto dele. O gato no muro que se deixa acariciar. A caminhada atrás do caixão. A irmandade de colete vermelho a dirigir a procissão. E a jeropiga, legado dele, que se deixa brindar à sua saúde.
Constatação #103
O gosto por palavras-passe profundas, complexas, de significado pessoal e a dislexia não deviam habitar o mesmo ser humano.
Descaramento
Já não há respeito... o descaramento do meu primo mais novo em publicar nas redes sociais que se mudou para Ubud..! Só à chapada!
segunda-feira, dezembro 12, 2016
No espírito
Está-me a apetecer imenso comer tudo o que de mais natalício por aí se encontra. Talvez por este ser ano de Natal "diferente", ando em ânsias de me satisfazer de sonhos, azevias, rabanadas, bolo rei... O meu Natal é e sempre foi assim: doce. Doce de açúcar e canela. Doce de quente, acabadinho de fritar. Doce de mesa cheia, frio, luzes e azevinho. Doce de meu, de teu, de nosso, muito nosso. Doce de memórias e fotografias, de panela de arroz doce a fumegar... Ainda que hoje e de há alguns anos para cá seja também agridoce, faço questão de não desistir do sufixo. Doce.
sexta-feira, dezembro 09, 2016
Sabes que estás no bom caminho para uma maior sanidade mental quando...
... vês determinado email chegar, sabes que vai dar m****, sabes que te vai fazer dar dois murros na mesa e cuspir impropérios (ainda que mais que merecidos!) e, ainda assim, consegues que a imagem mental "das gordas" que leste seja substituída pela do belíssimo copo de vinho tinto que vai estar à tua espera em casa e, por isso, continuas com o processo de encerramento do computador com a mesma calma e serenidade de uns minutos antes...
domingo, dezembro 04, 2016
E em dia de aniversário do próprio...
“Perhaps all the dragons in our lives are princesses who are only waiting to see us act, just once, with beauty and courage. Perhaps everything that frightens us is, in its deepest essence, something helpless that wants our love.”
―from LETTERS TO A YOUNG POET
Rainer Maria Rilke
sábado, dezembro 03, 2016
E a lista de 'to-dos' um bocadinho mais pequena...
É impressionante o número de pendentes que se consegue resolver com um telemóvel na mão e horas de cabeleireiro...
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