quinta-feira, setembro 17, 2009

Pescadinha

Parece que não tenho sono, deito-me tarde. Deito-me tarde, não me consigo levantar de manhã a horas decentes porque nessa altura estou cheia de sono. Não me consigo levantar de manhã a horas decentes porque nessa altura estou cheia de sono, ando a correr e chego tarde. Ando a correr e chego tarde, fico danada porque assim também não consigo sair cedo e o dia parece que se arrasta porque estou podre. O dia parece que se arrasta porque estou podre mas à hora de, finalmente!, sair parece que recupero energias. Recupero energias e parece que não tenho sono, deito-me tarde.

A sério... eu juro que já fui uma pessoa normal... não me lembro bem, mas já fui, de certeza...

quarta-feira, setembro 16, 2009

Desabafos de quem quer encontrar algum sentido na confusão mas não consegue até porque, às vezes, nem faz por isso

Há alturas na vida assim, parece que o mundo está contra nós. Coisas grandes, coisas pequenas, coisas assim assim. Tudo se junta. E nós a termos que as gerir conforme podemos.

Há coisas que não podem ser resolvidas. São o que são e não há nada a fazer. Temos que as aceitar e viver com elas. Há outras, regra geral mais pequenas, que até são de fácil resolução. Mas, e se calhar justamente por isso, vão sendo deixadas para trás. Só que... pequenas, pequenas mas não invisíveis. Continuam lá, quietinhas, mas devolvem o olhar quando olhamos para elas e dizem: "estou aqui, estou aqui, ainda não me resolveste...". E se há coisa que me tira do sério são, justamente, coisas por resolver...

Mas o ser humano é um bicho estranho. Ou melhor, pelo menos este ser que vos fala é. Irritam-me as pendências mas não trato delas como e quando gostaria. Depois irrito-me porque não tratei o que, por sua vez, origina ainda mais falta de disposição que se vai juntar ao rol de desculpas para continuar a não tratar! É a p*** da bola de neve! E lá vou eu rolando, rolando, montanha abaixo, cada vez a ficar mais presa enquanto a bola aumenta de volume. E diz que a coisa só se resolve quando chegar ao sopé da dita e a bola se desfizer. Ou então se, no caminho, me espetar contra uma árvore ou entrar, inadvertidamente, numa casa em chamas e a neve derreter, sei lá. Enquanto isso, lá vou rolando, rolando e engolindo pirolitos... ou flocos, não sei bem o que se aplica neste caso.

O meu carro é uma dessas pendências. Temos pena, coitadinho, velho e valente amigo, mas há que encarar com frontalidade: o meu "EU" (o carro, não o outro... ou se calhar também o outro...) já deu o que tinha a dar. Anda nas horas se assim lhe for solicitado mas tremelica por todos os lados, tipo cadeira de massagem para dar conta da celulite, e faz um barulho ensurdecedor! Por um lado, tenho sorte, como vivo perto do aeroporto os vizinhos não levam a mal porque acham que é um avião a descolar. O pior é que o barulho está lá mas o gajo não voa, o que até dava um certo jeito em determinadas circunstâncias. E também não elimina a celulite. Mas adiante.

Para além disso, bebe demais. Não sei se é assim desde o início da nossa relação e o amor impedia-me de ver, se com a idade está pior... o que é certo é que já começa a não haver dinheiro para lhe sustentar o vício! Volta e meia, e quando achava que ainda ia levar o seu tempo até voltar à bomba, lá dou por ele só a andar a vapores. Não há carteira que aguente. Tenho sorte que não me bate mas mesmo assim... não sou mulher de sustentar bêbedos!

Para rematar, e aqui a culpa não é dele, 'tadinho, há que assumir, ele anda... vá... quero ver se sou meiguinha... nojento!! Não é lavado há... err... muitos dias! E porquê? Porque quero lavar por dentro e por fora e, à excepção dos Mister não o quê que existem nos centros comerciais, não encontro uma alma caridosa que faça o serviço completo, salvo seja. Ora... sendo assim, não vou gastar uma pipa de massa para ficar brilhante por fora sendo que lá dentro continuam a formar-se comunidades de fauna diversa. Não faz sentido. E para aumentar um bocadinho mais a camada de porcaria, há a trampa dos folhetos de tudo e mais alguma coisa que me espetam nos vidros! (Sim, sim, esta é a minha mais nova guerra de estimação. Tenho algumas considerações a fazer sobre o tema, incluindo propostas de lei e devidas coimas/castigos corporais a quem não cumprir as regras mas isso fica para um outro post). Não há direito, passo a vida a guardá-los no porta luvas para não os deitar para o chão e, claro, nem sempre me lembro deles lá e o tempo vai passando e já se vê onde quero chegar.

Para piorar, houve um dia que decidi borrifar-me num determinado folheto que estava mesmo à frente do lugar do condutor (tudo planeado, claro está, pelas mentes brilhantes que distribuem aquela treta, para obrigar o desgraçado a pegar naquilo se quiser conduzir sem atropelar nenhuma velhinha) e deixei-o estar. E ele ali ficou. Choveu, fez sol, choveu outra vez e o danado, a dada altura, lá desapareceu. Mas, curiosamente, deixou marcas. O folheto era sobre uma clínica de próteses ali da zona e tinha uma senhora loura, muito sorridente, a anunciar as promoções. Ora, as intempéries fizeram das suas, a tinta manhosa do folheto também ajudou, o folheto saiu mas a senhora não! Fiquei portanto com a loura colada no vidro, meia de lado, a sorrir para mim!

Bom, mas isto tudo para dizer que há coisas da treta que atrapalham a vida por si só já complicada. São simples de resolver, não são nada demais, não são problemas graves. Mas chateiam. E eu ando numa fase que quero tudo menos que me chateiem.

De qualquer forma, e dado que de momento a minha cabeça não dá mesmo para mais, que se lixe! Assumo a bola de neve e cá continuo a rolar, a rolar sendo que tenho agora uma protésica (é assim que se diz?) para me acompanhar nas minhas viagens por essa montanha fora, sempre a olhar para mim... se formos a ver, podia ser muito pior!

Conselhos para saber viver #3

"Quando não se sabe o que se há-de fazer, o melhor é não fazer nada."

terça-feira, setembro 15, 2009

Lá atrás... #1

Este ano, o dia do meu aniversário foi um dos dias mais tristes da minha vida. Felizmente, para minimizar essa tristeza, tive a atenção de muita gente que não se esqueceu de mim. Telefonemas, visitas pessoais, abraços, beijos e prendas, com direito a papel de embrulho colorido e fitas e tudo!, de quem me quis animar nem que fosse só um bocadinho. De quem não quis deixar de o festejar, de quem não quis deixar que eu o esquecesse, que eu ME esquecesse. E tenho que confessar: hoje, olhando para trás e apesar de tudo, o que recebi nesse dia foram as melhores prendas do mundo.

Inconveniência

Amiga vai, pela 1ª vez a um determinado local, para fazer a depilação. Começa a preparar-se e eis senão quando...

Esteticista/depiladora: Ah..! Está de bebé?
Amiga: Errr... não... isto é mesmo assim...
Esteticista/depiladora: Ah...
Amiga (de si para consigo): Há-des ter hemorróidas, porca...!


O resto da sessão decorreu em pleno silêncio...

Quááá!

Sim, o Patrick Swayze morreu. Sim, todos temos pena, era um homem ainda muito novo, dançava que se fartava e parecia pessoa do bem o que faz sempre falta neste mundo. Mas... o colega de sala escusa de se pôr a cantalorar o "(I've had) The time of my life" em homenagem! O moço, que os deuses o tenham, lá onde estiver, deve estar a arrepiar-se e nós, os vivos, nem se fala! Tenha piedade, guarde a veia de pato canoro lá para casa...

segunda-feira, setembro 14, 2009

Back to basics

Para terminar em beleza uma noite de neura nada como umas quantas bolachas Maria embebidas em leite morno...

A verdade nua e crua

Nada como envolver alguns grandes e bons amigos para levar a cabo um pequeno exercício de autoconhecimento. A coisa era simples: cada um deles deveria nomear três características minhas. Teriam quer ser características marcantes, daquelas que não deixam dúvidas quando se fala de mim, que são "a minha cara", que me definem enquanto pessoa.

Antes dos resultados, apenas algumas notas importantes:

1. Todos, sem excepção, responderam.
2. As respostas variaram na sua apresentação de forma muito curiosa: houve quem nomeasse tipo lista de supermercado (arroz, farinha, teimosa, inteligente...), quem fizesse comparações (és assim e eu vejo isso porque eu sou mais assado ou sou igualzinha e como tal...), quem explicasse cada uma (digo isto porque aquilo e está, de certa forma, também relacionado com aquela outra que também faz sentido...) e quem dividisse entre o que sou verdadeiramente e o que mostro aos outros (para quem não te conhece pareces assim mas depois vai-se a ver...).
3. Ninguém, e repito, NINGUÉM nomeou só três! (Não sei se este tipo de exercício "puxa pela língua" ou se sou eu que sou muito complicadinha...)
4. Houve muito poucas características repetidas. (Mais uma vez... complicadinha...?)
5. Por último, não houve nada que me tivesse surpreendido. Houve menções das quais gostei mais, outras menos mas nenhuma me surpreendeu. O que me leva a nomear mais uma característica que ninguém apresentou mas apresento eu: a grandessíssima capacidade de autocrítica da minha modesta pessoa, ah pois é!

E posto isto, aqui vai a listinha maravilha organizada por ordem alfabética e sem rodeios! Aos que participaram o meu agradecimento.

O que sou:
Amiga - Antipática - Boa ouvinte - Brutinha - (Com) Carácter - Carinhosa - Controladora/Controlada - Convicta das suas ideias - Culpabilizada - Egocêntrica - Desconfiada - Determinada - Directa - Disponível - Divertida/Com sentido de humor - Doce - Espirituosa - Forte - Gentil - Insegura - Justa - Lúcida - Meiga - Perfeccionista - Perseverante - Recta - Responsável - Simpática - Teimosa

O que pareço:
Insensível - Fria - Sisuda - Snob


P.S.1: não houve uma alminha que fosse que seguisse as minhas sugestões... linda, inteligente que até dói, etc... não percebo porquê...

P.S.2: nope... ainda não foi desta que consegui a droga... aparentemente houve elogios a mais. Se tivesse sido uma lista profundamente negativa, aí sim, era droga, era camisa de forças, era internamento, era lobotomia até! Mas assim não deu...

Uma espécie de cookies... ou assim...

A ideia de fazer biscoitos ficou-me na cabeça. E o blog do costume não ajudou. Por isso, lá me enchi de coragem e resolvi experimentar esta receita. Parecia uma ideia engraçada, original e, acima de tudo, boa o suficiente para matar de vez o bicho guloso que me andava aqui a infernizar. Posto isto, aqui vamos nós! Saca do kit bolos, da batedeira e mãos à obra!

Uma coisa que me caracteriza é que, em princípio, sigo as receitas à risca. Mas não deixo que me espartilhem. Sou perfeitamente capaz de adaptá-las um pouco (há quem lhe chame inventar) se, por exemplo, não tiver algum ingrediente ou se antes dos 20 minutos de forno indicados o prato já me parecer em condições. Digamos que a vou moldando à minha medida, ao meu gosto, às minhas condições na cozinha se for preciso. E foi: por exemplo, tinha tudo menos os chips de chocolate. Ora, não faz mal, coloca-se outra coisa. Gosto de nozes, biscoitos com nozes é sempre bom. Aliás... bom, bom eram avelãs... e uma pitada de caramelo... boa! E se tostar as avelãs antes ainda melhor... isso! É mesmo assim que vai ser.

E lá começam os trabalhos. Ok, a massa está um bocado líquida, deixa cá ler melhor... grunf! diz na receita que tem que ir ao congelador umas 8 horas antes! Mas eu queria comer agora! Por isso, que se lixe, isto tem bom ar, sabe bem, é massa de biscoitos, certamente que dá para pôr já no forno. Portanto, toca de fazer os montinhos no tabuleiro. Pronto... os montinhos estão a desfazer-se um bocadinho, é certo, mas de certeza que, com o calor, assumem forma de... vá lá, bolachas ou assim. O que também é bom. E portanto, forno com eles (ou elas)!

Aguarda-se então um bocado, vai-se espreitando a ver como vai... ok, o facto de, no momento, os montinhos estarem-se a juntar e a formar um monobolo mole não estava propriamente planeado. Mas não há-de ser nada, uma vez cá fora, cortam-se e pronto. E quanto à consistência, diz na receita para tirar do forno mesmo assim e deixar arrefecer. Cá está! Depois de arrefecer ficam, de certeza, com consistência de bolacha (monobolacha, no caso)! E cheiram bem que se farta... hhumm....

Tirados do forno, resta esperar então...

O resultado foi este:



Lindos, não são?

Pronto... nunca ficaram crocantes ou estaladiços ou whatever que os biscoitos ou bolachas devem ser. Ficaram mais a atirar para a panqueca do que outra coisa, a bem da verdade. Mas isso não interessa nada! O que interessa é que os fiz e me lambuzei!

(Como não sou totalmente louca, guardei um restinho de massa e essa, sim, pus no congelador. Quem sabe, da próxima, a coisa já sai mais ou menos como deve ser.)

sexta-feira, setembro 11, 2009

Amargo de boca

Não sou pessoa do amargo. Sou pessoa do doce, do salgado, do picante, do ácido mas do amargo não. O amargo é corrosivo, não mata mas mói. É companhia desagradável que vai ficando, ficando, e mesmo que subtilmente, acaba por estragar o ambiente. Parece que já nada é bem o mesmo depois de o amargo se instalar.

Ultimamente, quase tudo me sabe a amargo. Ou melhor, o sabor que perdura é amargo. Café, cigarros, bife com ovo a cavalo, mousse de chocolate, tudo. Diria que o dente em processo de desvitalização não deve ajudar mas este é só mais um "penetra" que se veio juntar à festa. Porque é coisa que vem de dentro, existe para além das fronteiras gustativas, é o amargo instalado no geral.

Mente amarga que gera pensamentos amargos, conclusões amargas, visão amarga das coisas. O amargo que assume a forma de palavras, olhares, trejeitos. Que condiciona a postura da alma, a maneira como se enfrenta a vida. E o amargo que dobra as costas, que tenciona os ombros e o pescoço. Que faz aparecer borbulhas de adolescente já fora do prazo e que afunda as olheiras e as rugas. O amargo que tira o gosto pela cor, pelo espelho, pelas pequenas coisas que pintalgam a vida. O amargo que se manifesta na forma de desinteresse generalizado.

Não é bom e quase que nos leva ao engano de dizer que não é mau. Porque não é violento, agressivo, contundente, barulhento. Não faz chorar, não desespera, não dói. É simplesmente... amargo. Mas é mesquinho, manhoso e infiltra-se. Envolve como névoa, daquelas bem espessas e negras, e faz-nos deixar de sentir. Coloca-nos num estado de dormência tal que nos torna imunes a qualquer tipo de sentimento ou emoção. Do bem ou do mal.

Não sou pessoa do amargo. And yet... abri-lhe a porta sem dar conta. Agora só me resta fazer-lhe sala até ele se decidir por outras paragens.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Parabéns

Wherever you are...

Conselhos para saber viver #2

Quando, a meio da manhã de um dia de trabalho, lhe ocorrer que uma boa desculpa para se ausentar durante meia hora poderia ser "tenho que ir ver se o meu carro está bem estacionado", então dê-a. Está claramente em causa a sua sanidade mental por isso minta com todos os dentes, fazendo fé no que diz, e borrife-se para a cara de incrédulo do chefe. Aquilo passa-lhe.

Home made

Este tempo meio cinza faz acordar uma pequena parte de mim, regra geral adormecida (ultimamente ferrada no sono!), mais ligada às lides domésticas, nomeadamente à culinária... não sei, parece que me inspira a ficar em casa e a fazer fornadas de biscoitos caseiros, quentinhos, para comer com chá. Ou bolos de fatia... hhhuummm... quase que consigo sentir o cheirinho...

O problema é que quando tento passar à prática a coisa perde a piada. Quando o síndrome de "dona de casa prendada" ou "avozinha de outros tempos que faz compotas num abrir e fechar de olhos" dá de caras com a falta de tempo, com mais louça para lavar, com a cozinha em pantanas, com as receitas que parecem fáceis mas depois não são, com as calorias a mais... começo logo a pensar que se calhar o melhor é fazer aqui uma torrada rapidamente e está o assunto arrumado.

Mas é pena... gostava de ser mais como esta senhora...

quarta-feira, setembro 09, 2009

S'tou a ffallare s'torto...

Fui ao dentista. Metade da boca não sinto, a outra metade, que começa a acordar, dói. No meio disto tudo, estou com fome... porque é que de repente estas duas situações me parecem incompatíveis?!

And... we're back!

"Opá, vocês podem imaginar, né? Com o miúdo a espirrar e febre e um caso mau no infantário, o meu irmão e a minha cunhada ficaram logo em polvoró!"

terça-feira, setembro 08, 2009

Ressaca

Primeiro dia de trabalho depois das (curtas, muito curtas, demasiado curtas!) férias. E eu só tenho vontade de fumar cigarros e beber litradas de café. Porque será?!? É porque isto é muito bom, com certeza...

Guilherme?




segunda-feira, setembro 07, 2009

O Domingo que foi assim mas devia ter sido outra coisa

Dia dedicado ao "que tem que ser, tem muita força". As comadres que se pegam, a mãe que viaja com bagagem a mais mas em carro alheio e agora não quer pedir favores, a filha que tem que ir em socorro para ajudar com a tralhas. E para isto faz uma viagem de 300 km. Duas vezes no mesmo dia. E a começar logo de manhãzinha (praticamente madrugada!). O brinde? Gatinho novo para a família, para ajudar a amaciar as asperezas dos últimos tempos e, nos entretantos, dar conta do que resta dos sofás "olha que querido, como ele se pendura...!". A caminho para lá, tempo de sobra para pôr conversas importantes em dia, pensar muito e apreciar a vista, estendida ao comprido para o lugar do lado que, por sorte, ninguém ocupou. À vinda, com espaço bem mais condicionado por três gatos a dormir regalados nos seus cestos, paciência para ouvir as "tricas" e "trecas" das irmãs tão diferentes, tão iguais... Chegada a casa ao fim da tarde acompanhada pela certeza de que fiz muito... mas nada do que queria. E por isso, amanhã (hoje!) não trabalho. Como ando a "sofrer dos nervos" sempre tenho desculpa para meter "à cão" mais um dia de férias. É para quem pode!

sábado, setembro 05, 2009

Frase

"Se não roda, vai de arrasto!"

quinta-feira, setembro 03, 2009

Conselhos para saber viver #1

Quando começar a sentir-se inferiorizado em relação a outras pessoas, a achar-se a pessoa mais decadente e sem valor deste mundo e arredores, dê valentes chapadas a si próprio. Não resolve mas, enquanto dá e não dá, não pensa no assunto.

Constatação

Cerelac não é uma farinha láctea qualquer... é o alimento da alma...!

Já está na hora?

Vou dormir. Quando for para viver outra vez, acordem-me. Até lá prefiro o torpor que o sono tão generosamente oferece.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Round 1 - 0 pontos para mim

Um "está com um ar cansado" a abrir o dia. A conversa que puxa pelas lágrimas que não se fazem rogadas em cair cara abaixo. A constatação, brutal constatação da realidade a ter que entrar à força numa mente que se agarra desesperadamente à ilusão, ao que foi e já não é, ao que idealizou para si, aos sonhos, às expectativas, à negação. A tentativa de fuga para não ver o que está à frente dos olhos. Finalmente, a assunção da queda anunciada, até agora suspensa por fios que iriam, inevitavelmente, acabar por se partir. Um "é um caminho que não se pode contornar, tem mesmo que ser feito " que acabou por ficar a ecoar durante o resto do dia. E o veredicto final: é oficial, a tristeza levou a melhor.

terça-feira, setembro 01, 2009

Para ouvir...



Ana Carolina & Seu Jorge
"P'ra rua me levar"

domingo, agosto 30, 2009

Road to liberation

Já tenho o meu portátil... já tenho o meu portátil..!

quarta-feira, agosto 26, 2009

Limpeza

Finalmente, tempo e disposição para começar a pôr ordem onde ela faltava. O roupeiro foi o primeiro, outros móveis se seguirão. Ao ritmo "quando pego, pego mesmo e vai tudo à minha frente", que é o meu, foram-se enchendo sacos e sacos de t-shirts, camisolas, calças e afins, o que não servia, o que não se usava, o que já não combina comigo, com quem sou hoje. Limpo o roupeiro e "limpo-me" também. Entre as peças, recordações, momentos, memórias. É a vida a andar para a frente. E o outro armário a começar a ser usado, a ser cheio, por mim e de mim, porque espaços vazios só servem para fazer eco e esse eco é, muitas vezes, uma má companhia.

domingo, agosto 23, 2009

Vida boa...

Haverá coisa melhor que saber que hoje é domingo e que amanhã... continua a ser?

sexta-feira, agosto 21, 2009

Allez de vacances para mim também!

A partir de hoje e nos próximos dias vou estar de férias.

Não sei o que vou fazer, não sei para onde vou. Mas uma coisa é certa: vou dormir mmmmuuuuiiittttooo!!!

quinta-feira, agosto 20, 2009

Iniciativa



Campanhas para recolha de alimentos para distribuir por associações e particulares, com animais, em dificuldade:
AGOSTO
Dias 22 e 23 Pão de Açucar Cascais
Dias 29 e 30 Jumbo de Alverca

SETEMBRO
Dias 4,5 e 6 Lidl de Albufeira
Dias 19 e 20 Jumbo Maia

OUTUBRO
Dias 3 e 4 Jumbo Matosinhos (MarShopping)

quarta-feira, agosto 19, 2009

A peça

(Sozinha, em palco, sentada numa cadeira. Não se vê mais nada. Apenas ela, com uma única luz a incidir sobre si, um único foco. Não há música de fundo, não há mais qualquer tipo de som. E a voz ecoa na sala quase vazia. O público, esse, está nas últimas filas. Uns bocejam, outros dormem, outros prestam genuína atenção, outros ouvem sem se dar ao trabalho de pensar no texto, outros observam com estranheza, outros sentem pena pela fraca venda de bilheteira. E ela começa... )


"É assim, é assim. A minha vida é assim e não há nada a fazer. Estava escrito, certamente, estava destinado e não havia como fugir. Estava programado nas linhas da mão que ia perder o norte, que ia ser forçada a mudar tudo da forma mais abrupta. Eu estava ali, num determinado sítio, e agora acordo noutro, completamente diferente. O tal tsunami, terramoto, o que seja, arrasou com tudo e levou-me para outro lugar, para começar de novo mas sem qualquer tipo de base, num território desconhecido, sozinha, a ter que me agarrar ao que posso para tentar dar algum sentido, alguma organização à vida. É assim. E parece que não acabou. Há-de haver mais coisas a acontecer antes que se possa fechar o pano desta peça completamente surreal.


Muitas vezes penso que foram as minhas atitudes que me trouxeram para este lugar. Muitas vezes tenho a sensação que mexi, sem saber, em algo em que não devia ter mexido e que isso despolotou uma reacção no universo que o fez virar sobre si mesmo e mudar completamente o curso das coisas. Num segundo, um segundo definitivo. Um segundo em que dei um mínimo toque numa alavanca que não sabia estar ligada a coisa alguma mas que afinal controlava tudo o que me rodeava. Mexi onde não devia. Irritei os deuses, toquei na base do castelo de cartas. Sem querer, sem a mínima noção das consequências.


E agora? Pois agora há que lidar com o que se segue, seja lá o que for, enquanto se tenta emendar o que pode ser emendado e construir de novo o que caiu por terra. Sempre com a devastadora noção de que nada será como antes. "


(O pano não fecha mas o público sabe que aquele acto terminou. Sai para intervalo que não se sabe quanto tempo vai durar. E ela mantém-se em palco, quieta. Ela, a cadeira e o foco. À espera que alguém escreva o texto que deverá dizer a seguir.)

terça-feira, agosto 18, 2009

32

Dias de ausência. Dias de vazio. Dias de conversa com as árvores. Dias a tentar ler-te no vento. Dias de espera. Dias de uma nova vida que eu ainda não sei para onde vai. Dias de uma outra pessoa, diferente, que não sou eu mas sou.

sexta-feira, agosto 14, 2009

"Natureza Humana"

Cheguei.
Sinto de novo a natureza
Longe do pandemônio da cidade
Aqui tudo tem mais felicidade
Tudo é cheio de santa singeleza
Vagueio pela múrmura leveza
Que deslumbra de verde e claridade
Mas nada.
Resta vívida a saudade
Da cidade em bulício e febre acesa
Ante a perspectiva da partida
Sinto que me arranca algo da vida
Mas quero ir.
E ponho-me a pensar
Que a vida é esta incerteza que em mim mora
A vontade tremenda de ir-me embora
E a tremenda vontade de ficar.

Vinicius de Moraes

quinta-feira, agosto 13, 2009

Conversas no parque



"Leva-me. Não, não quero esperar, pode ser já. Leva-me. Leva-me agora e falamos melhor depois."

Invasão




Fofinha, não é? É... é...

Tudo começou com uma meia dúzia na cozinha. Depois, mais que meia dúzia na taça dos biscoitos do gato, hummm... já não estou a gostar... O que faço, o que não faço... insecticida, claro! Pois, não dá... senão aniquilo as formigas e os gatos também... e não era bem essa a ideia. Pesquisa na net, lá encontro um produto que diz que funciona, ecológico e seguro para as outras bichezas lá de casa, boa! Mas a loja é fora de Lisboa, tenho que arranjar tempo para lá ir. Enfim... Enquanto isso, vou dando uma limpeza com detergente amoniacal, pode ser que dê algum resultado. E deu, durante... vá, 2 ou 3 horas. Porque afinal... elas também vêm da casa de banho... porque afinal... também há no quarto e no quarto vêm da janela e da janela vêm da rua, sobem quatro andares pela parede do prédio e entram alegremente em minha casa! Montes e montes delas! Ok... calma, não stressa, se matar as cá de dentro, elas deixam de passar a palavra lá para fora, interrompe-se o circuito de comunicação e começam a marchar noutro sentido. É isso! Mais água, mais amoniacal, tudo se resolve...

Ou não...

Porque ontem, ao chegar a casa, deparei-me com um verdadeiro exército, visivelmente bem preparado, com uma estratégia perfeitamente delineada, a atravessar a casa toda, preparadíssimo para a tomar de assalto! Gatos inclusivé, digo eu!

Ora vejamos, vindas da janela do quarto, formavam várias filas que, ao passar pela casa de banho, eram engrossadas por um segundo batalhão vindo do cano do bidé. Depois, continuando a marchar, passavam pela despensa sendo enviado um pequeno grupo de reconhecimento nessa direcção para inspeccionar e verificar se valia a pena a investida. As restantes, o grosso da coluna portanto, continuavam em frente rumo à cozinha. Aí chegadas, separavam-se em dois grupos, um para a esquerda, outra para a direita, para garantir a cobertura de todo o perímetro. E aí... era o festim! Era mergulhos na taça dos gatos, era escalada de frigorífico, de bancada, de parede, do diabo!, era invasão da máquina de lavar louça, era a festança rija das danadas! Centenas e centenas e centenas delas...

AAHHH! Mas comigo não brincam mais! Mas o que vem a ser isto?!? Já estão a passar das marcas! Até a gata, ao pisar o carreiro sem querer, começou aos pulos com comichões nos pés!! Nãaaaaao senhor! Quem manda aqui sou eu e isto acaba-se hoje! (Ok... não hoje porque ainda não tenho o produto indicado mas que vou provocar baixas valentes, ai isso vou!) Guerra é guerra!

Na rua, ataca-se o ninho. Não há insecticida, vai lixívia mesmo. Líxiva também pelas paredes do prédio abaixo, lixívia também no cano do bidé. Na janela do quarto tapa-se o buraco de entrada com papel embebido em amoniacal. Atacados os acessos, resta então dar conta das presentes na casa, que são mais que muitas. E cá vai disto! Por junto e atacado foram... vá... 4 baldes de água com amoniacal, 5 ou 6 lavagens da própria esfregona para eliminar os cadáveres e mais de 1 hora de volta disto!

De manhã, ainda vi umas quantas perdidas e sei que vão voltar em força se não for lá comprar o tal insecticida maravilha. Mas, pelo menos por uns tempos, julgo que a notícia do massacre deve quebrar o espírito das forças inimigas...

quarta-feira, agosto 12, 2009

Ananáses

Calor abrasador, alguns termómetros marcam 40 graus. Lisboa a meio gás. Eu a menos. Consulta atrasada, exame mais exame. Está tudo bem. Não há razão para doer logo há-de passar um dia destes. Correria pela cidade, o volante a queimar. Almoço rápido composto por uma treta qualquer. Café, esse tem mesmo que ser. Ver o correio da casa vazia. Entrar lá, sentir presenças. Telefonar a avisar "chegou isto e mais aquilo e onde está aquela coisa?". Procurar no sítio indicado e vir de volta de mãos a abanar. Calor, o suor a escorrer, o cabelo a colar. Inveja, muita inveja da moça do carro lado, impecável, com o seu ar condicionado. De regresso, hoje ainda não fiz nada de jeito. Se calhar vou continuar a não fazer. Está calor demais.

terça-feira, agosto 11, 2009

O que vale é que não mordo! Ainda...

Conversa com novo director:

Eu: Desculpe mas tenho aqui tarefas dependentes de mim que não consigo fazer seguir porque a ferramenta não está a funcionar convenientemente.
Ele: Ah pois, mas olhe, está a contar o tempo! Do seu lado! Ahahahaha!!
..........
Ele: Claro que estou a brincar ... não me leve a mal... caramba, também escusa de ficar com essa cara!


(eu juro que não disse nada...)

segunda-feira, agosto 10, 2009

Amizade

Segundo o dicionário, é "afeição recíproca entre dois entes."

Conceito que, para alguns, parece ser vago, não entendido na sua plenitude. Para mim é claro, muito claro.

Amizade é mais do que amor. É mais sólida, mais real, mais intemporal, menos descartável. É estar lá, para o que der e vier. É largar tudo quando é preciso para dar a mão, o ombro, o que for. É saber ouvir. É saber guardar silêncio quando ele faz sentido. É dizer o que às vezes não se quer, porque nos dói só de pensar mas dizemos porque sabemos que é o melhor. É sair de nós. É esquecer mágoas, atritos, mal-entendidos, passar por cima disso tudo e estar presente, de corpo e alma. É dar, dar, dar.

Mas também é receber. Também é reconhecer valor a quem nos dá valor. Também é confiar em quem confia em nós. Também é retribuir o choro no ombro de quem já chorou no nosso. Também é darmo-nos a quem se dá a nós. É retribuir, na mesma medida. Em palavras, em gestos, em acções, em abraços, em lágrimas. É pedir ajuda, sem vergonha, sem orgulho, e aceitá-la quando ela chega. É receber, de braços abertos, o que têm para nos oferecer.

Não funciona de outra forma, não resiste se for incompleta. Pura e simplesmente não existe.

Eu tenho amigos, grandes amigos. Pessoas que vêem a amizade como eu e a "regam" e a fazem crescer. E depois... tenho o resto. Sem os meus amigos não sobrevivo. Sem o resto passo bem.

Lengalenga

"Concentra-te no que podes ganhar e não no que perdestes"
"Valoriza quem te dá valor, anula o resto"
"Não gastes energias com o que não vale a pena"
"A dor e a desilusão tornam-nos mais fortes"
"Não deixe que a desilusão te faça ficar ainda mais fria e distante"
"Entrega-te à vida e aniquila o que te faz mal"


Frases sábias, que tenho ouvido ultimamente, e que repito todos os dias para mim própria.

Quando eu era pequena, nas aulas de inglês de Miss Louise, utilizava-se o método da repetição para aprender vocabulário básico. Assim, todos em coro, lá passávamos meia hora a dizer: pão... bread, pão... bread, manteiga... butter, manteiga... butter...

Tenho esperança que, apesar de já não ter a cabeça aberta e disponível que tinha naquela idade, ainda consiga que o método funcione. Preciso dele como nunca precisei antes...

sexta-feira, agosto 07, 2009

Em paralelo

Sonho que é um sonho. Que a vida não deu as voltas que deu e continua a dar. Sonho atribulado, confuso mas a criar a ilusão de que tudo está na mesma. E sinto paz apesar da dor aguda que me vai despertando lentamente, quase como que a não querer deixar esquecer que a realidade é outra. Quando finalmente acordo, vejo que a dor se mantém porque é real. Algo no meu ouvido lateja. E lateja também a minha cabeça com a constatação do contraste, da paz que sentia há uns minutos com o caos instalado. O carrossel não pára. Ou melhor, a montanha russa. Mas, estranhamente, estou calma. Talvez por saber que, aconteça o que acontecer a partir de agora, nada vai ser pior. Talvez por saber que por mais voltas que dê, por mais alta e íngreme que seja, por mais velocidade que atinja, esta montanha russa já não me vai tirar o fôlego daquela forma, não me vai acelerar o coração como se fosse explodir, não me vai fazer tremer e sentir o medo que senti. Acho que a isto também se pode chamar "paz podre". Ou então puro congelamento da alma.

quinta-feira, agosto 06, 2009

quinta-feira, julho 30, 2009

Regra de condução #1

Se decidir gritar, revoltar-se contra o mundo e dar murros no volante como uma tresloucada, não o faça estando a conduzir, sabe-se lá a que velocidade!, no meio da cidade de Lisboa e, se o fizer, não acuse os carros estacionados de vir contra si.

quarta-feira, julho 29, 2009

Desconheço-me

O que fazer quando não aguentamos o nosso próprio peso? O que fazer quando sentimentos como a angústia, o medo, a perda, a desilusão nos começam a tratar por "tu"? O que fazer para obrigar o cérebro a trazer algum sentido às coisas? O que fazer para manter o equilíbrio quando vemos o chão a fugir dos nossos pés? O que fazer para acreditar? O que fazer para que a saudade não nos mate? O que fazer para que a dor não nos molde?

E o que fazer quando o espelho nos mostra alguém que não conhecemos?

segunda-feira, julho 27, 2009

Volátil

Que não se mantém; que muda facilmente = inconstante, instável, variável, volúvel

sábado, julho 25, 2009

Uno

Aconteceu. O meu maior medo aconteceu. O que mais me aterrorizava, atormentava é agora a realidade com a qual tenho que lidar. E lido. Nem sei como mas lido. Quase não sinto nada mas sinto mais do que tudo. Quase não choro mas choro mais do que ninguém. E eu sei que tu sabes.

Platão falava de almas gémeas explicando que cada pessoa é apenas metade de um ser, metade essa separada da sua totalidade. E atribuía ao amor a capacidade de restaurar o antigo estado de perfeição, juntando ambos num só.

Eu tive a sorte de conseguir juntar-me a ti desde o início e viver esse estado durante toda a minha ainda curta existência.

Somos almas gémeas, sempre fomos. Ao ler um determinado romance de Laura Esquível há uns anos atrás, dei-me conta disso. Quando acabei, percebi que tinha encontrado a explicação, que nunca tinha procurado por simplesmente não precisar dela, mas ela ali estava, à minha frente, e nada me fez tanto sentido. Porque somos algo que ultrapassa o grau de parentesco. Porque o que nos une, o que nos torna num ser único, é muito mais do que as grandes parecenças físicas ou de personalidade. É algo que não se explica, sente-se. Nós e qualquer pessoa à nossa volta. Entendemo-nos sem falar, completamo-nos sem esforço. É assim que somos e que vamos sempre ser.

Lembro-me da última conversa que tivemos os dois. A última conversa de muitas que só nós conseguiamos ter. Hoje, como nessa altura, fico feliz por ela ter acontecido, por termos tido essa oportunidade. E agora vejo também que não podia ter sido de outra forma, o destino não nos ia deixar separar sem que ela acontecesse. Viviamos uma fase difícil e, no meio do turbilhão, precisámos garantir, um ao outro e para todo o sempre, que o "nós" não era afectado. E não foi. Nunca era, nunca seria, nunca será.

Não sei como vai ser a minha vida a partir de agora. Sinto que não sou a mesma, nunca mais vou ser. Sinto que a minha vida se vai dividir claramente entre o "antes" e o "depois". Sinto que começou um novo ciclo. Mas uma coisa é certa, vamos voltar a encontarmo-nos. Porque as almas gémeas são assim, estão destinadas a encontrar-se. Sempre. Porque partilham a mesma luz, porque são as duas metades de um todo. Não interessa quando, não interessa sob que forma, não interessa em que estado, não interessa em que dimensão. Encontram-se. Uma e outra e outra vez. Sempre.

É mais forte que nós, é assim que tem que ser.

Por isso, eu não te digo adeus. Digo até um dia. Até lá, vamo-nos encontrando no vento que sopra nas árvores.

sexta-feira, julho 17, 2009

quinta-feira, julho 16, 2009

Dieta


'Tá explicado!

Horóscopo Mensal Julho 2009 - Caranguejo
"O ciclo de eclipses de 18 anos está a chegar a Caranguejo, o que faz com que os próximos dois anos sejam muito importantes para si, para o seu estilo de vida e para as suas relações. O eclipse lunar de dia 7 de Julho vai realçar a forma como lida com as suas emoções e irá trazer ao de cima questões familiares. É provável que surjam intensas discussões neste período, ligadas a obrigações domésticas, crianças, viagens e comunicação.
(...)
O eclipse solar que terá lugar no dia 22 de Julho vai trazer um período intenso e emocionante, quando as suas perspectivas de vida forem dramaticamente alargadas. Vai ser um período de auto conhecimento e descobertas pessoais, em que irá conhecer pessoas que vão abrir a sua mente e imaginação. Com o final do mês vai querer gastar dinheiro e sentir-se-á atraído por itens de luxo. Provavelmente tem dinheiro para isso, e a vida é para se viver, por isso força!"


Ora pois, não podia ser só um, não... tinha que ser um "porradão" deles...! E agora digam-me: com um ciclo de eclipses de 18 anos à perna não havia de isto estar tudo destrambelhado!? Pois claro...!

quarta-feira, julho 15, 2009

Here kitty, kitty, kitty...

Após mais uma manhã em que "caí da cama" tarde e a más horas, cheguei a uma conclusão: os meus gatos não são gatos normais. São seres do mal, do demo, que incentivam, alimentam a preguiça e a "lanzeira"! São seres programados para me fazer cair em desgraça!

E eu já percebi como funcionam... estão a noite toda em stand by... mas quando o sol desperta lá em casa, às 7.35h da manhã mais precisamente, são activados pelo som do meu despertador! Nessa altura, dirigem-se a mim, vindos de onde for, tendo-me fixada no seu radar, e trepam para cima da cama. Analisam a situação e, à vez, cada um escolhendo o seu lado, encostam-se, quentinhos e fofinhos, ronronando-me ao ouvido para me ajudar a embalar. E ali ficam... ficam... ficam... o ronronar a impedir-me de ouvir as repetições do alarme... o calor do pêlo a tornar-se cada vez mais aconchegante...

A dada altura consigo ter um momento de lucidez e espanto-os com todas as minhas forças! Mas apenas para, invariavelmente, reparar que é tarde demais...

Será "mimice assassina de gatos dos infernos" argumento legal para justificar o atraso junto dos Recursos Humanos?!? Devia ser...

segunda-feira, julho 13, 2009

O lado de dentro

É escusado! A minha usual capacidade de processamento não está a dar conta das encomendas. É o que acontece quando, num curto espaço de tempo, curto demais!, o céu resolve "despencar" em cima da minha cabeça. E não tenho conseguido fazer mais nada para além de sentir, sentir, sentir. A racionalização, essa, foi deixada para mais tarde.

Apesar do turbilhão em que ainda vivo, dou por mim um pouco mais calma. Talvez me esteja a habituar à confusão, não sei... e esta ainda frágil paz permite-me espreitar um pouco lá para dentro, penetrar no meu cérebro e avaliar o estado da nação. Mau, muito mau. Deparo-me com um monte de entulho, daquele tipo que resulta de um terramoto. A poeira ainda está no ar, a confusão reina por todo o lado, ainda não se consegue bem avaliar o nível de estragos e, de todo!, se vê o que se via antes. Partes de paredes, janelas, vigas, bocados de tudo e de nada, uns em cima dos outros. O início de tudo, os primeiros destroços, esses, jazem algures debaixo de pedras grandes caídas entretanto, as da réplica maior. E essas ferem a vista, de tão colossais e esmagadoras.

Não reconheço este lugar mas sei que é o meu. Pareço não me encaixar aqui mas é esta a minha realidade. Precisa de limpeza, arrumação, reconstrução. Precisa de mim. Mas, por agora, varro para baixo do tapete. Ainda não é a hora.

quinta-feira, julho 02, 2009

Quem é besta, quem é?!

"Quem tem a responsabilidade de deitar os sobreiros [do Vale da Rosa, em Setúbal] abaixo que o faça rapidamente, para que a Quercus não interfira de novo."

Luís Lourenço, ex-presidente da Comissão de Gestão do Vitória de Setúbal, 30-06-2009

quarta-feira, julho 01, 2009

E.R.

Cena de filme sentida na pele, na alma, no coração. A lembrar que somos frágeis, tão frágeis... Ele e eu. A realidade a ter que ser pensada, encaixada, encarada como nossa. A ter que fazer sentido, por mais que não se queira, a ter que ser vivida se for o caso. A noção de que nada podemos. A certeza de que nada será como dantes.

Os pensamentos a fervilhar, os sentimentos a misturarem-se, a necessidade de me agarrar a algo e não saber para que lado me hei-de virar ao mesmo tempo que sabia que não me poderia agarrar a mais nada. A ajuda que veio, chegou de formas diferentes, cada uma do seu jeito, no seu ritmo, com a sua cor. A sensação de solidão a inundar-me para, logo a seguir, sentir o calor das mãos de quem me ampara. O passado e o presente misturados e o futuro a espreitar, à minha espera, à espera dos meus passos que vão formar o caminho. A alma, ao mesmo tempo, disponível e fechada, a querer avançar e a ter medo, a olhar também para trás enquanto anseia por andar para a frente. A doçura, o carinho, o sorriso que vão tomando o seu lugar, conquistando o seu espaço; a desilusão e a constatação de que nada é certo, mesmo aquilo que tudo indicava ser. A esperança, a imensa esperança de vir a encontrar o meu lugar a contrastar com a indefinição que é viver no desconhecido.

Puro estado de emergência.

terça-feira, junho 30, 2009

And I'll keep on trying...

Aqui estou, também eu, a "torcer" por cada um de nós, certa de que havemos de lá chegar.

quinta-feira, junho 25, 2009

Lisbon Legal

Hoje gostava de ser norte-americana. Só hoje.

E o que é que eu faria com isso? Simples. Estaria, neste momento, a pegar nas minhas pernas, a contratar um advogado, a meter um hospital em tribunal por ter feito um diagnóstico deficiente e potencialmente mortal e a ficar na calha para ganhar uma pipa de massa! Isso é que era...


Desta vez, estou contigo, F., infelizmente estou contigo...

quarta-feira, junho 24, 2009

Um dia de cada vez

Medo, muito; testa enrugada; lágrimas; esperança; carinho; sorrisos; dúvidas; outra vez o medo; desconforto; abraços apertados; doçura; saudades, imensas; aperto no peito; falta de ar.

segunda-feira, junho 22, 2009

Linha

O sol derrete o cérebro. O meu derreteu, deixou de funcionar, tornou-se momentaneamente numa massa mole e disfuncional. É a única explicação que eu encontro para ontem ter estado algumas horas da minha vida, de livre e espontânea vontade, confinada a um quadradinho de areia, a bater com o pé na cabeça de quem estava mais abaixo e praticamente a cheirar as partes baixas de dois brasileiros, mais acima. Estes eram os companheiros de primeira linha. Logo a seguir, grupo de três famílias, com três guarda-sóis, muita conversa e muita cerveja na geleira; jovem boazuda a discutir horas infinitas ao telefone com o namorado "Mi esquece, tá?!?"; mulher grávida e respectivo companheiro a mostrar que o amor não tem cor nem raça nem idade nem papas na língua "tu és um nojento do c*****, é o que tu és!". Além das ganzas mesmo ali ao lado. Tudo isto temperado com os vendedores de bolas de berlim, batatas fritas, águas, pulseiras e vestidos, a percorrer o areal e a optar por apregoar o produto justamente quando passavam rente às nossas cabeças.

Juro... por momentos... desejei um "arrastão"...

sexta-feira, junho 19, 2009

Secs.

Há palavras que mudam tudo, olhares que mudam tudo, segundos que mudam tudo. E eu ouvi, vi e senti. E, decididamente, algo em mim mudou. Para melhor.

quarta-feira, junho 17, 2009

Lições

Assim, de repente, contra todas as expectativas, contra todas as probabilidades, mostram-me que estão acima, que são o que deviam ser, que são o que eu não esperava deles, o que eu esperava de outros. Assim, sem alarido, mostram-me que se impõe que, humildemente, baixe a cabeça e aceite, assuma a precariedade do que tenho. Aprende, t., aprende...

segunda-feira, junho 15, 2009

Bonança

Finalmente, e apesar do dia cinzento, a luz lá vai aparecendo. Devagarinho, aos poucos, sem pressas, sem pressões, os pensamentos começam a arrumar-se no seu lugar e o coração acalma da agitação dos últimos tempos. A ressaca continua a fazer doer a cabeça não deixando esquecer que é um processo lento, que tem o seu tempo. Os passos ainda são pequeninos, medidos, contidos à espera do que aí vem. O corpo segue em frente mas a alma ainda está em posição de defesa tentando antecipar o próximo ataque, com medo de falar cedo demais. Mas... avança. Mesmo assim, avança. Porque a luz vai entrando, aparecendo em pontinhos aqui e ali. E conforta. E guia. E dá esperança. E consegue até fazê-la sorrir.

terça-feira, junho 09, 2009

Abdullah, filho... és grande!

Após 30 anos: Sauditas vão ao cinema pela primeira vez

Ó p'ra mim em gato!

Preguicite aguda

Hoje ouvi dizer "já estou a pensar nos feriados, já não me apetece fazer nada". Sorri, concordei e afastei-me rapidamente. Tive vergonha de dizer que estou assim desde... vá lá... 5ª feira passada!

segunda-feira, junho 08, 2009

'Tá quase...

Feriado mais feriado mais ponte mais fim de semana... no meio de toda a confusão, esta semana assim cai que nem ginjas...

quarta-feira, junho 03, 2009

Dias de cão...

... de emoções fortes, de enganos, de choros e risos, de trabalho, de palavras duras, ditas e ouvidas, de frustração, de descobertas e constatações, de desilusão, de reforço de laços, de quebra de amarras, de limites ultrapassados, de carinho, amor, amizade, partilha, de afastamento, frieza, mágoa. Dias cheios. Cheios demais. Dias a condensar em pouco tempo o que, muita gente, não sente uma vida inteira. Com tudo o que isso tem de bom e de mau.

quinta-feira, maio 28, 2009

'Xô deprê!

Vamos lá mas é animar aqui o "tasco" que isto ultimamente está do pior....!


Pensando bem... até sou capaz de arranjar uma foto ou outra das minhas que se encaixe aqui... ;)

quarta-feira, maio 27, 2009

80%

E quando achamos que as coisas não podem ser piores... surge mais uma machadada. E quando nos vemos no chão e achamos que não é possível descer mais, eis senão quando aparece alguém que empurra com o pé um bocadinho mais... reacção totalmente inesperada? Não... não posso dizer que tenha sido... mas, algures pelo caminho, devo ter tido alguma esperança de me surpreender, não sei... algures pelo caminho achei que, pelo menos uma vez na vida, poderia dizer "Afinal, entende-me. Afinal, não somos assim tão diferentes." Mas não. E é o que é. Enfim, quem tem cara para dar, tem cara para levar. E eu dou a minha. Que, apesar de tudo, continua levantada.

segunda-feira, maio 25, 2009

Declaração de amor

À minha "rede". Às minhas "pessoas".

Por estarem atentas e não hesitarem em me deitar a mão, logo, sempre, desde o início. Por me terem no seu coração. Por deixarem outras coisas para trás por minha causa. Por unirem esforços para me ajudar. Por me perdoarem por, às vezes, parecer que não as valorizo. Por verem para além do que mostro. Por me "baterem", com aspas e sem aspas!, sempre que acham que mereço. Por me ouvirem, por me mimarem, por me fazerem rir quando só me apetece chorar. Por me deixarem chorar quando é preciso. Por me fazerem sentir querida, amada como ninguém. Por fazerem parte da minha vida.

Não sei quem sou sem vocês. Simplesmente, não me conheço.

quinta-feira, maio 21, 2009

(Des)Controlo

Meter os pés pelas mãos, sem querer, sem ser por mal, fugindo do meu controlo. O que mais tenho feito ultimamente. E dói. Dói demais.

quarta-feira, maio 20, 2009

Sintonia

No rescaldo de jantarada com amigas/irmãs/gémeas: é bom saber que estamos a caminho do fundo do poço... mas que temos companhia! ;) Siga!

segunda-feira, maio 18, 2009

Eu e a minha fantástica capacidade de dizer coisas que não interessam nada e que toda a gente sabe

O que damos como certo não é, nunca é. Não temos as respostas todas, se é que temos alguma. Os pensamentos só se organizam quando querem, têm vida e vontade própria, e não há nada a fazer quanto a isso. A vida é feita de escolhas. As escolhas doem. As certezas são raras. O tempo não pára e nem sempre cura. O ser humano devia vir equipado com botão de pause. As 2ªs feiras nunca são boas conselheiras.

quinta-feira, maio 14, 2009

E já cá canta...!

DGCI... amo-te! Declaro aqui o meu amor por ti embora saiba que será incompreendido por muitos... sim, porquê logo por ti, DGCI? Tu, que quase toda a gente odeia... Mas é verdade, é o que sinto de momento... e o meu amor é da extensão dos números à esquerda na minha conta e tem a forma de todas as coisas que pretendo fazer com eles (ai, vai ser tão bom...!). E juro-te, acredita em mim, é coisa para durar! Pelo menos até à próxima facada...

quarta-feira, maio 13, 2009

Falta de assunto...?

Não... assuntos demais...

quinta-feira, maio 07, 2009

Bela adormecida, modéstia à parte!

As quebras de tensão são coisas engraçadas. Começamos a ficar moles, sem dar conta, a ver tudo dengoso, a escorregar, tipo quadro de Dali, em câmara lenta... os olhos a fechar, quase como a preparar-se para dormir... é booommm... mas depois algo nos diz que não, não é suposto adormecer quando estamos, por exemplo, em pé na fila do bar... nessa altura, forçamo-nos a despertar, a parecer normais, a esbugalhar os olhos, a acreditar que não, a torrada em pão saloio não está a perder contornos, e a não fazer figuras tristes.

Uma meia de leite e 2 cafés depois continua-me a dar a soneira... não estou a conseguir produzir nada e esta cadeira, de repente, parece-me tão fofinha... por isso... acho que me vou encostar aqui... só um bocadinho... com o sol... a bater... quentinho... e... e... daqui a nada já trabalho... zzzzzzzzzzzzzzzzz...

terça-feira, maio 05, 2009

Sul

Está oficialmente inaugurada a minha época balnear!


quinta-feira, abril 30, 2009

Seremos "grandes"...?

"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo como os seus animais são tratados"
Mahatma Gandhi

terça-feira, abril 28, 2009

É para refrescar...!

No Alentejo aqui tão perto, comemoração do 25 de Abril, numa vilinha perdida nas planícies. O Sr. Presidente da Junta entrega as taças e medalhas àqueles que participaram nas provas desportivas amadoras. As colunas de som, espalhadas pelas ruas, e de forma roufenha, dão conta da cerimónia a quem não pode estar junto do palanque. E eis senão quando...

"E agora, vamos entregar os prémios aos participantes na corrida, escalão masculino, dos 16 aos 19 anos:
João Silva, 5º lugar, palmas para ele!
Manuel José, 4º lugar, palmas para ele!
Ricardo Francisco, 3º lugar... Atenção, não admitimos bebidas alcoólicas no pódio!"

Ventania

O tempo, a vida a passar a correr e eu embrulhada neles... como se me fugissem das mãos sem eu dar conta. E quando dou, estou no meio do remoinho. A vivê-lo, sim, mas porque não tenho outro remédio. Já fugiram do meu controlo e levam-me com eles. E, às vezes, é bom deixar-me ir.

sexta-feira, abril 24, 2009

Murphy

Não..! Espera lá... recua! Não, não é isso que eu quero... era mais o sol e o calor que estavam ontem se não se importam! É só uma ideia, não sei... mas já que vai começar o fim de semana e que por acaso até vou sair de Lisboa e passear e pretendia inaugurar a minha época balnear... não sei... era simpático! Digo eu...

quarta-feira, abril 22, 2009

terça-feira, abril 21, 2009

Coisas boas

Enviaram-me um email, daqueles que é suposto passar adiante para 35698 pessoas, sobre as coisas boas da vida. Não passei a ninguém, é uma lista imensa. Aqui ficam as que, para mim, fazem mais sentido:

1. Apaixonar-se (por pessoas, por coisas, por momentos)
2. Rir tanto até que as faces doam (no meu caso, até chorar)
3. Conduzir numa estrada linda (conduzir, seja para onde for)
4. Ouvir a nossa música preferida no rádio (e dançar e cantar aos altos berros!)
5. Um banho de espuma (troco por massagem mas também está bom assim...)
6. Uma boa conversa (para mim, quase nada bate isto)
7. Rir-se de si mesmo (ai, faço tanto...!)
8. Correr entre os jactos de água de um aspersor (já fiz! já fiz! num dia super quente... é do melhor!)
9. Rir por nenhuma razão especial (por ser parva talvez... check!)
10. Ouvir alguém dizer que és o máximo (mesmo sabendo que não sou... é bom...)
11. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir
12. Fazer novos amigos ou passar tempo com os velhos
13. Brincar com um cachorrinho (ou qualquer outro bicho bebé ou qualquer outro bicho, ponto final)
14. Chocolate quente (num dia frio e em boa companhia...)
15. Balançar-se num balancé (também já fiz! e não estou a contar as vezes em que tinha idade para isso...)
16. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos (e decorar e depois fazer um brilharete nos concertos!)
17. Trocar um olhar com um belo/a desconhecido/a
18. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos
19. Andar de mão dada com quem gostamos
20. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas (boas) nunca mudam...

segunda-feira, abril 20, 2009

Gata fedorenta

Nova assistente administrativa no meu departamento:
- Ai, Doutora, já comecei a fazer o trabalho que me pediu. Já estive aqui a dizer ao Doutor, Doutora, que interrompi o trabalho do Doutor para fazer o trabalho da Doutora, que é mais urgente, não é, Doutora? E já agora, Doutor, depois para quando eu acabar este trabalho da Doutora e pegar no trabalho do Doutor, como é que faço aquelas etiquetas, Doutor?

Novos amigos depois dos 30

É possível! E é bom. Afinal, este puzzle não estava completo, havia um espaço que não se via mas que, pelos vistos, esteve sempre lá...

sábado, abril 18, 2009

As caixas

Mark Gungor - Men's Brain Women's Brain

Eu gosto de pensar na minha pessoa como rapariga de "caixas". Mas tenho um problema... um pequeníssimo pormenor que impossibilita que este conceito seja 100% verdadeiro em mim... sou mulher. E isso lixa tudo...

sexta-feira, abril 17, 2009

Handygirl

Ao contrário da maioria das mulheres que conheço, não delego necessariamente os trabalhos de bricolage nos homens. Sou rapariga que se ajeita com pregos e parafusos sem grande problema e até com algum gosto. Por isso, quando foi preciso substituir a mola da porta de um armário, lá me ofereci para ajudar. O problema, como dizia o outro, são dois: a minha força de braços que é ridícula... e a falta de um aparafusador eléctrico! Conclusão, quando dei por mim, estava a usar a minha força máxima, com todo o meu corpo, enquanto girava (toda! quase a fazer fumo com os pés no chão!) à volta do mínimo parafuso... ! Mas consegui! Tchaaaraaaannn!




Pronto, não ficou brilhante, entortou um bocado mas funciona. Abre e fecha como é suposto! Pontos para mim!

quarta-feira, abril 15, 2009

Temos quorum?

Reunião de condomínio. Chegados ao ponto 3 da ordem de trabalhos, segundo o qual temos que eleger a nova administração para 2009 (o facto de já irmos em Abril parece não incomodar), e após uns segundos de silêncio pesado, estranhamente toda a gente começa a tossir, a espirrar, a estranhar "o frio que está hoje"... o hall de entrada do prédio faz destas coisas, digo eu... Acabadas as hipóteses de tossir mais sem que os outros comecem a achar que está tuberculosa, a vizinha do 6º lá arrisca dizer que "em equipa que ganha não se mexe, não é assim?". Pontapé de saída para que todos os outros se sintam à vontade para bajular a administração corrente e assim adiar por mais um ano a sua própria responsabilidade.

A administração agradece, diz que tudo bem, não se importa e cá vamos nós outra vez...

Portanto, aqui a yours truly é administradora pelo 3º ano consecutivo. Porque é que não "espingardei"? Porque tenho uma sorte danada de ter dois companheiros de tarefa extremamente organizados e pró-activos que, basicamente, só me chamam para assinar cheques. Quando, humildemente, referi isso na reunião, ainda ouvi de um dos comparsas: "sabe, às vezes quem está no banco tem um papel mais importante do quem está a jogar!"

Fofinho... assim é tão fácil... e eu também fui fofinha a agradecer...

Frase do dia

"Eu era muito melhor mãe quando ainda não tinha filhos..."

terça-feira, abril 14, 2009

Concordo, concordo e concordo!


Concordo em género, número e grau! É que parece que já não conseguimos falar de outra forma ou que a língua portuguesa não tem sinónimos para aquelas palavras ou que é feia e por isso não faz slogans e títulos atractivos ou, pior ainda!, que as pessoas não conseguem ser criativas em português simplesmente porque já não pensam em português... é demais, eu acho.

"Cake Parade" para uma mostra de doçaria conventual no Alentejo... faz-me lembrar vacas e faz-me lembrar gays e pão de rala e santos e chaparros tudo ao mesmo tempo! Convenhamos, não pode ser bom...!

segunda-feira, abril 13, 2009

Fustigação

É completamente insano da minha parte crer que há certos coleguinhas meus que parece que trabalham comigo mas, na realidade, são agentes do divino disfarçados?? Que, no fundo, prestam serviço ao universo, ao karma e não à minha entidade patronal? Que vieram ao mundo pregar a justiça divina, a lei da causa-efeito e fazer-me pagar pelos meus pecados, nesta ou noutra encarnação? É que, quando alguns começam a dizer barbaridades e eu evito responder, juro que consigo sentir a boa da chibatada nas costas...

Mães e filhas

sexta-feira, abril 10, 2009

Santa paciência!

Sexta-feira, feriado religioso, e o universo a não processar bem a parte "santa" da coisa...

A chuva a levar-nos de volta ao Inverno quando já nos sentíamos tão próximos do Verão; a celebração da Páscoa em família cada vez mais embrulhada porque não é em casa da mãe talvez da tia mas afinal também já não é porque depois a outra tia traz mais alguém que não era suposto e ninguém está para aturar e o primo que não está e a prima que está de banco e a outra prima que vem da Itália e quer dormir o dia todo; uma amiga com gastroentrite viral que afinal também metia salmonelas sendo que, apesar das suas queixas, só à 3ª tentativa é que os médicos ("está a exagerar, isso é tudo psicológico") deram com a coisa ; o gato com espirros esquisitos e o veterinário que deve ter tirado folga no fim de semana prolongado; o telejornal a anunciar que também aqui houve um pequeno sismo; os pais e as suas confusões do que deveria ser e não é e eu na minha luta constante para pôr os pontos nos "iis"...

Uufff! Estou cansada...!

quinta-feira, abril 09, 2009

Babysteps

É um longo caminho, em muitos casos estamos mesmo no início, mas acredito (tenho que acreditar!) que conseguimos lá chegar. E os bons exemplos já começam a ser notícia:

Fim das touradas em Cascais

O teste de personalidade do coelho da Páscoa ou a tremenda falta de vontade de trabalhar!



Your Chocolate Easter Bunny Personality

You know what you want in life and how to get it.
You're not going to waste time or let yourself be meek
Whether it's chocolate, money, or power...
You take what you can get and you act quickly.
You have a lot of energy and people sometimes scared by your determination.
Not that you care what other people think. You're not going to apologize for who you are.

quarta-feira, abril 08, 2009

Rasteirinha

Hoje sinto-me como um gato com fita-cola no lombo.

terça-feira, abril 07, 2009

Quem me manda

Podre é o que estou.

Diria que ter deitado abaixo umas quantas garrafas de vinho até às 2 da manhã deve ter alguma coisa a ver com isso...

E às 10:30h...

É sempre bom começar o dia a assistir a uma reunião séria, de negociação com um fornecedor, quando o interlocutor do nosso lado diz coisas como estas:

"Portanto, há possibilidade de moderar os comentários online? Ah, ainda bem! Veja lá neste exemplo, um congresso sobre a doença de Alzheimer, é melhor, tá ver?!? Ahahahah!"

"Então e "massa"? Como é que é de "massa"?

"E como é que apago comentários de pessoas a dizer, por exemplo: "Gatunos! Vocês são uns bandidos!"?

domingo, abril 05, 2009

Conversas que se ouve sem estar à espera... e que mais valia não ouvir!

Casal de namorados passeia no parque. Ela, com top a mostrar os ombros, saia de ganga curtinha, ténis, argolas enormes nas orelhas e cabelo comprido empapado em gel. Ele, de boné verde, blusão preto e calças a condizer, e estas a assentar de forma que dá a entender que o rabo dele, ao contrário de todos os outros ser humanos, está algures para o meio das pernas.

Ela ri, encantada, enquanto ele conta qualquer coisa.

-Ouve, tás a ver, é que disse-lhe mêmo assim: que idade é que tem? Ai tem 52? Pois olhe, eu tenho 19 e já papei muitas mais mulheres do que você com essa idade de sarteza! É que foi mêmo assim! Olha m'este..!

sábado, abril 04, 2009

"Vintra"

Mas porquê? E porque sim? E porque não? E deverá ser assim ou assado? Esquerda ou direita? Bem ou mal? Para onde me viro? O que devo pensar? O que quero fazer? E deve ser agora ou depois? E se vou por ali e afinal devia ter ido por acolá? Questões, questões e mais questões...

Conversa de criança, adolescente inseguro? Não! Conversa de adultos, na casa dos 30, gente supostamente inteligente, madura, confiante, segura, estabelecida, equilibrada...

Dizem que os 30 são os novos 20, os 40 os novos 30 e por aí adiante. Às vezes sinto que os 30 de hoje estão mais a atirar para os 10 e meio, vá lá, tal é a confusão que vai nas nossas cabeças! É que tinha muito mais certezas aos 20 do que tenho agora... e não estou sozinha. E porquê? Simplesmente, porque existe um grave desfasamento entre aquilo que somos e aquilo que é suposto sermos. É como se tivéssemos andado a ver passar navios uma década inteira. Ou como se a dita década não nos tivesse marcado, moldado, preparado como deveria. Como se tivéssemos entrado numa máquina do tempo sendo que metade das moléculas veio e metade ficou para trás. Portanto, ficámos com um pé cá e outro lá, algures no tempo. E agora, que já temos idade para ter juízo e tomar decisões sérias, agora que deveriamos começar a entrar na fase estável da idade adulta... "Errr... ai, espera lá... mas isso já é agora? Mas não me apetece...!"

Entalados é o que nós estamos. Entalados entre duas visões do mundo. Uma da geração que nos serviu de modelo mas com a qual não nos identificamos. Pessoas que, aos 30, tinham efectivamente 30, se sentiam com 30, se comportavam como tal e tinham vida de quem tem 30, ou pelo menos, o que está estabelecido para quem tem 30. A outra que nos apela, nos atrai, e que nos faz mais sentido, a dos jovens adultos que ainda não o são totalmente, mas com a qual também não nos encaixamos na perfeição porque a fase da vida, efectivamente, não é a mesma.

E o tempo a passar. O tempo que não pára, o tempo que exige decisões, o tempo que não dá descanso.

A vontade que dá é gritar: pára tudo! Parou aqui, não mexe mais até eu conseguir desatar o nó no cérebro, faz favor! Porque sim, estou na casa dos 30 mas não me sinto como a minha mãe se sentia com esta idade, não quero as mesmas coisas que ela, não vivo a vida da mesma maneira; e sim, estou na casa dos 30 mas continuo a gostar de ter a liberdade e energia e tudo o resto que caracteriza alguém que ainda não tem responsabilidades de maior, embora já as tenha. Porque entre o que é condizente com a idade e aquilo que quero e sinto e vivo vai uma distância considerável. Porque o que está no BI não é o que está na cabeça. Porque não é nada fácil de gerir, e ninguém explica, e é uma situação de "entalanço" completo! Portanto, preciso de mais tempo para pôr a cabeça em ordem e encontrar um lugar onde me encaixar!

Mas como o tempo não ouve... resta-me improvisar. Para me organizar mentalmente decido então alterar as regras do jogo, mudar a ordem natural das coisas e declarar que, afinal, existe uma outra idade que desafia as leis da natureza e que se recusa a deixar catalogar de acordo com os dados do arquivo de identificação. Uma idade onde se encaixa gente adulta, independente, crescida, com emprego, responsabilidades, casa e afins, até crianças a cargo se for o caso, mas que continua a ter "pica" para se atirar à pista de dança como se não houvesse amanhã, que continua a querer juntar os amigos em jantaradas e rir e fazer disparates sem se deixar amendrontar pela reunião do dia seguinte às 9h, que continua a brincar, a brincar muito! e não exclusivamente com os filhos, que se recusa a aceitar seguir as regras do que é suposto para esta ou aquela idade e cria as suas, que vive e sente que tudo ainda está em aberto. Chamo-lhe "vintra". E somos nós. Temos trintas claro que temos, e não os repudiamos, até nos orgulhamos. Chegámos aqui e estamos melhores que nunca! Mas também temos vintes e quinzes e dez, tudo misturado, a moldar-nos de forma única.

Nem sempre tudo é claro, nem sempre tudo é fácil, chega até a ser doloroso. Porque é sempre mais simples seguir um caminho que já existe. Mas pronto, aqui estamos, esta é a nossa realidade. E é, digamos... diferente. Mas eu diria que, aqui, a diferença tem tudo para ser boa...

sexta-feira, abril 03, 2009

Irascível

adj. 2 gén.
Que não pode dominar a própria ira ; irritável.

Vejo-me como um painel, cheia de botões, cada um activando um circuito, um processo. Há botões verdes, amarelos e vermelhos. Acho que é fácil perceber as consequências de carregar num ou noutro...

Há quem lide comigo há muito tempo e tenha conseguido sempre evitar os vermelhos. Têm jeito, talvez, carregam muito nos verdes, às vezes arriscam os amarelos, mas os vermelhos sempre conseguiram contornar.

Outras pessoas não... talvez por desconhecimento, alguns sem querer, sem dar conta e, seguramente, outros de propósito porque é preciso ou porque não têm medo de os (me) enfrentar. Quanto a estes últimos, enfim, quem tem cara para dar, tem cara para levar, por isso aguentam as consequências. E eu também.

Mas chego a ter pena daqueles que, por não conhecer, por não saber a regras das cores, por não saber sequer que elas existem, avançam sem medos. Nestes casos, tento lembrar-me de tudo isto impondo um delay entre a activação do botão e respectiva descarga energética mas confesso que raramente resulta.

Hoje, por causa de um assunto que me irritou, dei duas patadas valentes num colega. A culpa não era dele, o que me irritava era o assunto mas ele veio falar-me dele porque também estava envolvido. E, no meio da conversa, perguntou uma coisa tão simples como: Estás a perceber? Pronto, comecei a ver vermelho. Até aqui consegui manter a conversa no nível amarelo. Com esforço, é certo, mas consegui. Só que a perguntinha paternalista fez transbordar o copo, acender o red alert e fez disparar, com o sorriso mais cínico e insuportável que consegui arranjar, com o olhar mais gelado e mortífero do meu catálogo, a seguinte observação: Sim, sim. Sabes, eu tenho esta cara mas até sou minimamente inteligente.

Logo depois de terminar soube que tinha ido longe de mais. Imediatamente percebi que não tinha confiança para aquela resposta, que iria ser mal interpretada, que tinha acabado de criar uma situação bastante constrangedora. Mas... a pessoa parou, olhou muito a direito para mim, bem no fundo dos meus olhos, enfrentou o gelo, sorriu e continuou.

Não consegui evitar sorrir também. Porque me conseguiu desarmar, porque não se deixou atingir e porque... provalmente ficou a pensar que isto resulta sempre.... ;)

Fez-me lembrar a famosa frase da Mae West: When I'm good, I'm very good; when I'm bad, I'm even better.

quinta-feira, abril 02, 2009

Jogo

Foge, foge do controlo. E inunda o corpo e faz tremer. Aperta o peito, confunde a mente. Gente crescida a sentir-se pequenina, adolescente confusa e insegura que não controla o que sente e o que sente é, tantas vezes, vezes demais, contraditório...

quarta-feira, abril 01, 2009

Olha que bonito...

"Amigos são anjos que nos levantam pelos pés quando as nossas asas não conseguem lembrar-se de como se voa."

Um

Já faz um ano que regressei, depois de paragem forçada, tão maior do que eu. Já faz um ano que voltei embora deixando, com pena, o papel e a caneta de lado. Já faz um ano que decidi avançar porque sim, porque me apeteceu, porque quis, não esperando nada em troca, vivendo a liberdade de não ter nenhum objectivo. Já faz um ano que recuperei esta pequena parte do que eu sou.

Por isso, parabéns a mim.