quarta-feira, julho 27, 2016

Das coisas que não se explicam

Bola de Berlim com creme ao chegar da água, depois de mil mergulhos a escorrer por mim abaixo. Não sei exactamente porquê mas sei que a vida não consegue ser muito melhor do que isto.

Quase nada 'bate' as quentes noites algarvias...

sexta-feira, julho 22, 2016

quinta-feira, julho 21, 2016

E mudando radicalmente de assunto...

... alguém me explique como é que, após dois copos bem cheios de vinho branco à pressão, certas duas almas voltam ao trabalho, hein, V.!?!


Aos tombos!!!


(Valha-nos isso. Valha-nos a amizade, os almoços "regados" a copos cheios de vinho mas também de conversa, de empatia, de amor e amizade, de risos. Valha-nos a comemorações de início de Verão e do que mais nos apetecer. Valha-nos o sol e as esplanadas. Valha-nos a idade e o que já passámos. Valha-nos já sermos umas "crescidas". Valha-nos nós. Simplesmente, nós.)

Chega o subsídio de férias...

... e chegam, logo a seguir e para que não se sinta sozinho, o seguro da casa, o seguro do carro, o IUC, a inspecção, a revisão dos 60 mil, o acerto do IRS que este ano não foi meu amigo...

E o que me apraz dizer??

F*****************************************************************!!!!!!!!

segunda-feira, julho 18, 2016

Sete

Sete. E o dia em que eu me quebrei para sempre.

sexta-feira, julho 15, 2016

À propos de Nice...

Não desesperes, Mãe! 
O último triunfo é interdito 
Aos heróis que o não são. 
Lembra-te do teu grito: 
Não passarão! 
Não passarão! 

Só mesmo se parasse o coração 
Que te bate no peito. 
Só mesmo se pudesse haver sentido 
Entre o sangue vertido 
E o sonho desfeito. 
Só mesmo se a raiz bebesse em lodo 
De traição e de crime. 
Só mesmo se não fosse o mundo todo 
Que na tua tragédia se redime. 
Não passarão! 

Arde a seara, mas dum simples grão 
Nasce o trigal de novo. 
Morrem filhos e filhas da nação, 
Não morre um povo! 
Não passarão! 

Seja qual for a fúria da agressão, 
As forças que te querem jugular 
Não poderão passar 
Sobre a dor infinita desse não 
Que a terra inteira ouviu  
E repetiu: Não passarão! 

Miguel Torga
in A Criação do Mundo

quinta-feira, julho 14, 2016

Do Verão

Ouço cigarras a cigarrar no meio de Lisboa, aqui e ali, onde há mato, onde há árvores. E num instante, viajo para as tardes quentes, tão quentes, e para a subida pesada e suada daquela rua - minha rua -, o sol a escaldar-me. O cheiro a erva quente, a amoras selvagens, a matagal áspero. E as cigarras. As cigarras a marcar-me o passo.

quarta-feira, julho 13, 2016

Porque me emociona; porque é minha, muito minha....




Where are we? 
what the hell is going on? 
The dust has only just began to fall 
Crop circles in the carpet, sinking, feeling 
Spin me around again and rub my eyes 
This can't be happening 
When busy streets a mess with people would stop to hold their heads heavy 

Hide and seek 
Trains and sewing machines? 
All those years they were here first 

Oily marks appear on walls 
Where pleasure moments hung before 
The takeover, the sweeping insensitivity of this 
Still alive 

Hide and seek 
Trains and sewing machines? (oh, you won't catch me around here) 
Blood and tears they were here first 

Mm what you say 
Oh that you only meant well, well of course you did 
Mm what you say 
Mm that it's all for the best, of course it is 
Mm what you say 
That it's just what we need, you decided this 
Mm what you say What did she say? 

Ransom notes keep falling at your mouth 
Mid-sweet talk, newspaper word cut outs 
Speak no feeling no I don't believe you 
You don't care a bit you don't care a bit 

You don't care a bit 
You don't care a bit 
You don't care a bit 
You don't care a bit 
You don't care a bit

Frase do dia

"The moment I take it for granted, it's gone."
Anonymous

terça-feira, julho 12, 2016

A dos amigos de sempre e para sempre...

























Não é por acaso que estão na minha vida e eu na deles. Fazemos por isso, por merecer um cantinho nas vidas uns dos outros, todos os dias desde que nos conhecemos.

segunda-feira, julho 11, 2016

Não me posso emocionar, está visto!, a selecção está a dar cabo de mim, este dia está a dar cabo de mim...

... dei por mim ainda agora a trautear David Carreira!!

Enviada para mim com o título "a tua cara"...





















... em cheio!!!

E ontem foi assim...

























A juntar-se à rouquidão que perdura até hoje...


(Estavas lá, estávamos lá. Viste!?)

sexta-feira, julho 08, 2016

A da beira-rio...


























"Parecem as festas henriquinas! ", diz a progenitora que parece também nunca se cansar desta expressão.  "É sempre assim... :)"


É. Enquanto me apetecer. Esta foi a primeira: no dia, porque tem que ser; improvisada, à beira-rio como tínhamos combinado, parabéns a você a sorrir, em surdina.

quarta-feira, julho 06, 2016

Há dias fabulosos...

... hoje foi um deles. E não, aposto que não é coincidência... ;)

Constatação #101

Há que assumi-lo: no fundo, no fundo, sou uma crente. Se os deuses enviam um seu emissário na minha direção, acredito que o fazem com algum desígnio divino e, como tal, não encontro em mim forças para o renegar. Ainda que o emissário me surja em forma de vendedor de bolas de Berlim...

Mais um, menos um...

Sol. Praia. Mar. Silêncio. Machado de Assis. Reconheço que não é comum contar-se os anos que faltam mas em minha defesa tenho a paz que essa perspectiva me dá. Telefonemas, mensagens, amor em palavras. A piada da 'Mula Velha' - o vinho - e o gozo que me dá ser pessoa que se ri de piadas destas e que, se for preciso, ainda faz outras piores(melhores) logo a seguir. Convites. Respostas. O mês agridoce. A vela que quero soprar. 'Quantas festas vais fazer este ano!?': as festas que me apetecer. O jantar. O nosso jantar de sempre. À beira-rio porque me disseste 'quando sair daqui vamos festejar o teu aniversário à beira-rio'. Agridoce. Mas mais doce. Estás aqui. Sol, praia, mar e o privilégio que é fazer anos no Verão num país de mar. Tudo é degrau, tudo eleva. E o que eu me vou elevando sempre que não me esqueço de aprender o que a vida tem para me ensinar. E eu nunca me esqueço. Os olhos mais azuis ainda, assim que mergulhados nas ondas do mar. Paz. Amor. Verdadeiro amor descoberto todos os dias. Por mim, de mim; por mim, de quem me ama. Não aceito menos. A idade adulta e o que eu gosto dela: liberdade de ir e vir, segurança, certezas. O trigo e o joio. Sol. Praia. Mar. Silêncio. Machado de Assis. A vida é melhor aqui.

terça-feira, julho 05, 2016

segunda-feira, julho 04, 2016

Frase do dia

"The opposite of love is not hate, it's indifference."

Elie Wiesel

sexta-feira, julho 01, 2016

À distância

Nada como criar distância: entre coração e realidade. Parede de vidro que a impede de o amarfanhar. Nada como não deixar que ela não se concretize de imediato, pelo menos cá dentro. Intervalo temporal entre o ser e o sentir que é. Precisa convencê-lo primeiro. Nada como esperar para ver. Nada como ver de longe...

sexta-feira, junho 24, 2016

quarta-feira, junho 22, 2016

POR-TU-GAL! POR-TU-GAL! POR-TU-GAL!

Lembras-te? 

O mais famoso e melhor dos Euros, para nós, aquele que nos fez saltar e gritar até ao último jogo, ainda que essa fosse a minha face quando a tua, mais discreta, se limitava a sorrir um sorriso que eu sabia ir para além dele. Lembras-te? Falávamos todos os dias, antes e depois das partidas. Às vezes até no intervalo. No jogo com a Inglaterra, telefonaste-me a dizer que tinhas escolhido ir para a rua, dar uma volta, para não veres os penalties, Lembras-te? "Não estou para me ver em chatices", disseste tu. Em comparação, eu era a histérica e entusiasmada e tu o cauteloso nos prognósticos e aquele que mantinha a calma apesar do resultado. Mas foste tu quem foi dar uma volta com medo que o coração disparasse demais, não foi?... E lembras-te quando me telefonaste do meio da rua porque estavas em Entrecampos a ver passar a invasão laranja dos adeptos holandeses a cantar em direcção ao estádio do Sporting? Lembras-te?

Acho que não há um jogo em que não pense em te ligar... talvez porque me esqueça que, afinal, estás comigo a ver tudo pelos meus olhos...

terça-feira, junho 21, 2016

Mais uma vez, e sempre, a minha máxima: amor com amor se paga

Há pouco tempo alguém me dizia que estou a chegar àquela idade em que o trigo e o joio se separam com maior clareza e facilidade. Percebo. Assumo. Se até aqui, os meus sentimentos tendiam a fechar os olhos à realidade, em nome de um histórico de relação ou dos bons velhos, sempre encontrando desculpas para situações ou atitudes com as quais não concordava e que até me magoavam, a minha visão, agora, parece menos turva.

Julgo que se prende com o grau de exigência. A idade traz-nos um grau de exigência superior em relação ao que e a quem nos rodeia. Já não estamos cá para m*****, já não nos preocupamos com o que possam pensar de nós, já não aceitamos menos do que... Porque não queremos nem precisamos. 

A verdade é que a amizade, às vezes, obriga-nos a sacrifícios. Facto. 
Eu estou disposta a fazê-los e faço-os. Facto. 
Não posso nem quero esperar menos de quem se diz meu amigo. Outro facto.

Se é certo que, num primeiro momento, assumir a desilusão cá dentro dói e não é pouco - até parece que morreu alguém, e morreu mesmo, pelo menos um bocadinho da ideia que tínhamos como certa desse alguém -  no momento seguinte, a serenidade de perceber que já só aceitamos o amor e a amizade que também damos, e não menos, instala-se. E acomoda-se. E estica-se no nosso sofá, de pés descalços, a usufruir da fresca numa noite de Verão que vem da janela escancarada para a rua. 

Amo os meus amigos. Amo as pessoas que fazem parte da minha vida que, aliás, só têm o privilégio de deter esse lugar porque fizeram por merecê-lo e merecer o meu amor. Amo-as verdadeiramente. Só que agora amo-as ao ponto de não aceitar que sejam menos do que podem ser, menos do que me fez amá-las.

sexta-feira, junho 17, 2016

Porque tudo muda, sapatinho de 'prinçusa'...


Das alfaces...

Acabar de almoçar à pressa... pedir o café ao balcão... sentir que ainda se tem bocados de alface nos dentes (maldita 'juliana'!)... tentar tirá-los discretamente com a língua... olhar para o lado e dar de caras com amiga da primária que gosta de falar e que tem milhentas perguntas para me fazer porque não me vê desde o último jantar de antigos alunos do colégio e, claro, quer ouvir as respostas...

Sim, é possível falar pressionado os lábios de forma a que estes não deixem os dentes a descoberto.... mas, não, a figura não é bonita... 

quinta-feira, junho 16, 2016

terça-feira, junho 14, 2016

Eeeeeee... começou! (POR-TU-GAL! POR-TU-GAL! POR-TU-GAL!)

Amor é...


























 ... absoluto, infinito, incondicional.


Quando não é, não é amor. Ponto final.


(Assim me vem ensinando todos os dias aquela que, por mais que a minha alma assombrada se rasgasse contra o chão, por mais que parecesse transfigurada, nunca deixou de me conhecer, nunca desistiu de mim, nunca deixou de me querer, sempre da mesma forma. A melhor amiga que alguém pode ter. A minha...)

O da tradição...


quinta-feira, junho 09, 2016

Das palavras dos outros e das minhas

"E a certas horas de certos dias este verso de António Sardinha lido aos catorze ou quinze anos regressa devagar, tinge-me por dentro, fica a tremer em mim como uma gota numa folha que não cai, não cai e eu cheio de vontade de me sentar ao colo de sorrisos que já não existem, de escutar vozes que se calaram para sempre, de sentir mãos que me abandonaram e cheiros que perdi: tanta coisa me deixou já. Dantes quando o mar recuava na praia ficavam sempre prendas para mim: a voz do meu avô, seixos mais lisos que a minha pele, longos braços de algas, dedos que me pegavam devagar na mão, um murmúrio de felicidade secreta, os saltos das minhas tias no corredor pronunciando o meu nome (...)" 

António Lobo Antunes

quarta-feira, junho 08, 2016

De mãos para o céu...

De Verwoeste Stad – Art at heart - Rotterdam

























"What is the meaning of this image? Or, rather what are the meanings? […] The figure represents the city. And the first dominant theme is that of the city being ravaged, razed. The hands and the head cry out against the sky from which the man-aimed bombs fall. […] The torso of the man is ripped open and his heart is destroyed. […] The legs give at the knees. The whole figure is about to fall. 

The second theme is very different. This is also a figure of aspiration and advance. The heart is ripped out, but the arms and hands are not only held high in anguish and a vain attempt to hold off, they also raise and lift. The legs not only give at the knees, they also bend because they are steady. And from every direction as you walk round this figure, the step appears to be forwards. The figure has no back – and so cannot retreat. It advances in every direction (and do not think I’m now talking metaphorically; I am being quite literal."

John Berge (1960)

segunda-feira, junho 06, 2016

Wishing...

Sint Dominicus City Kerk, Rotterdam

quinta-feira, junho 02, 2016

Getting to the point

Acabei de ver o discurso da Hillary sobre política externa. Fez-me lembrar uma famosa conferência de imprensa do então mayor de Nova Iorque, Rudolph Giuliani, a que assisti há uns anos atrás: directos ao ponto, sem rodeios, sem fazer uso do politiquez floreado e vazio de significado, claros, objectivos, sem hesitações, dizendo o que consideram importante dizer de forma inequívoca, não deixando espaço para duplas interpretações ou mal entendidos. Concorde-se ou não com o conteúdo, a forma é brilhante!

Do imperdoável

"I don't drink to forget, I drink to forgive."

quarta-feira, junho 01, 2016

Aos bocadinhos

Dou por mim a pensar, todos os dias um bocadinho, no amor que me rodeia. Aos bocadinhos. Os pés que se entrelaçam na cama; o nariz húmido e ronronado da gata A. que parece não poder descansar sem ser bem colado à minha cara; o sorriso largo de alegria da Mary Mary enquanto pula pela rua, agarrada a dois balões coloridos, a propósito dos seus sete anos de vida; os beijos amigos que se transformam em abraços apertados de despedida, mesmo quando são só despedidas de até já; os sonhos (sempre os sonhos...) que apesar de, às vezes, ferirem para além de si, só o fazem porque também carregam em si amor, ainda que aos bocadinhos; a voz do outro lado do telefone que sorri; os almoços apressados com conversa de mil horas embutida numa só porque não podemos viver sem nos partilharmos, em histórias e em conselhos, e temos que aproveitar o tempo que temos; os copos, de vinho, de gin, de qualquer coisa, entre "irmãs"; as saudades que nunca se vão embora porque é justamente o amor que as alimenta...

segunda-feira, maio 30, 2016

(Enquanto espero que alguém tenha a bondade de m''aauuuuuuxiliar' com a questão da fechadura...)

Falávamos ontem e eu entendo que não seja considerado nada de muito positivo achar que a maioria das pessoas não vale a ponta de um corno, eu sei. Mas assim é. Não valem. A maioria das pessoas anda neste mundo e cruza uma vida inteira não dando mais do que aquilo que considera necessário para se poder olhar ao espelho e até se sentir razoavelmente bem consigo próprio. O resto - que é a prioridade máxima - é para si e por si. Ponto final, parágrafo. Mais do que isso é para os otários. Ensinou-me assim a minha ainda curta vida: a maioria das pessoas não vale a ponta de um corno.

Contam-se pelo dedos de uma só mão - e  muita sorte temos nós se a mão for cheia - aqueles que estão cá também por e para nós, aqueles que, de facto, fazem por merecer a nossa valorização e que nos valorizam em igual medida. É assim.

Se dói chegar a esta conclusão? Claro, o crescimento dói sempre ainda por cima quando forçado mas são dores necessárias. A partir delas, a partir do momento em que se cruza a sua barreira e se aceita a realidade, é tudo muito mais fácil. Tiramos, assim, outras dores do nosso caminho, completamente estéreis de utilidade, como são as dores da ilusão. 

A maioria das pessoas não vale a ponta de um corno. E essa realidade 'chapa-se-nos' na cara quando mais precisamos que valham, quando mais precisamos que a realidade seja mentira ... É assim.

Se é triste pensar desta forma (e, mais do que pensar, sentir)? Para mim, já não é. É pragmático e à vida falta pragmatismo, na maioria das vezes. Por isso, venha ele.

2a feita em todo o seu esplendor...

Nada como começar a semana trancada do lado de fora da casa só com o telemóvel, atrasada, semi arranjada e sem ninguém do lado de dentro para ajudar. A fechadura resolveu emperrar...

sexta-feira, maio 27, 2016

Dos dias que não têm 48 horas e ainda bem

Há alguns meses que ando nisto: dou conta e a manhã já foi; dou conta e já é quase noite e o meu computador ainda não se desligou e eu ainda não fiz tudo o que tinha que fazer.

Espero, sinceramente, que isto também se possa classificar de "vida"...


(Uma coisa é certa: se alguma vez tive dúvidas sobre a minha capacidade de trabalho, já me passou...)

quarta-feira, maio 25, 2016

Percepções

Percebi agora, ao demorar apenas uma apneia-dorida-no-meio-do-peito a fechar a página, que não consigo ler as cartas que te escrevi. 

Dói.

Prefiro não as revisitar. Talvez não as volte a escrever.

Vamos falando todos os dias, não é?

É.

segunda-feira, maio 23, 2016

Eu, o "bobby" vermelho no fim dos seus dias e as idas e vindas

Desde a primeira ideia-semente ao cartão de embarque que se me apresenta via correio electrónico é o entusiasmo total! Devidamente munida da "droga" que for necessária para que os "achaques" da aeronave não me perturbem (tanto!), o mundo é meu, sempre que ele me queira e a minha conta bancária também. Cresço, evoluo e acrescento-me felicidade quando vou, não importa onde.

(Quando, no aeroporto, me pedem para assinar um qualquer termo de responsabilidade relativo à alça cambada do meu "bobby" vermelho e o dito começa a deixar rasto de borracha dos seus interiores e exteriores por onde quer que passe, concluo que a sua longa vida parece estar a chegar ao fim. Não é sem pena e tem sido justamente esta que me tem feito olhar para o lado quando se trata de observar as mazelas por demais visíveis já. Viajámos muito juntos e não se vira esta página de experiências lado a lado de ânimo leve. Como se o "bobby" fosse mais que um trolley... Em homenagem, já decidi que não me desfaço dele enquanto não encontrar substituto à altura: em espaço, medidas e beleza, que eu cá tenho um fetiche com malas de viagens. Não é que o "bobby" vermelho seja o rei da passerelle, apenas se foi destacando por ser vermelho numa época em que o cinza e preto imperavam nas passadeiras rolantes mas, já que se vai reformar, que possa dizer aos malotes companheiros no lar das bagagens-por-demais-viajadas que a sua dona não se contentou com um qualquer da loja do chinês para pôr no seu lugar, não! Teve que ser algum com arcaboiço para aguentar tudo o que ela lhe quiser pôr dentro e percorrer todos os pontos no mapa que ainda quer conhecer. Para que os conheçam juntos, como eu e o meu "bobby" tivemos o prazer de fazer.)

Idas e vindas, idas e vindas. Já fui e, em 48 horas, já vim. Daqui a nada vou outra vez (porque estou uma crescida e há viagens que já se conseguem fazer sozinha quando é preciso). Vou lá, onde quer que seja, buscar felicidade para a trazer comigo.

Balanceando...

Os sonhos (sempre os sonhos...) a relembrar-me perguntas que já tinha desistido de fazer...

quarta-feira, maio 18, 2016

sábado, maio 14, 2016

Frase do dia

“Of course, I am not worried about intimidating men: the type of man who will be intimidated by me is exactly the type of man I have no interest in.” 

Chimamanda Ngozi Adichie

quarta-feira, maio 11, 2016

Frase do dia

"Olha, o que sei é que estamos prontos para viver o verdadeiro conto de f*das..."

terça-feira, maio 03, 2016

segunda-feira, maio 02, 2016

Relações


E tão bom que isto é...



Lost in a Crowd
Fantastic Negrito


lost in a crowd 
you feel your thoughts out loud 
lost in the wilderness of the sound 
get through the day, don’t drown 
life it goes fast, youth is gone 
feeling so lost 
grieve, move on 
stuck in the shadows of a life 
that you tried to leave behind 

can’t people play 
slave through the year for a holiday 
stuck in a room for too long 
waiting to hear your favorite song 
wait , panic, freak out 
can’t you see out on a ledge? 
shapeless expressions, lame, dead 
until you’re fat, until you’re dumb 
spend all your money ’til you come 

well you travel, and you travel, trying to find it 
i know that neither one of us 
no, neither one of us can survive it 
oh good lord 
we travel, and we travel trying to find it 
we’re just people, lonely people, you and i 
get yourself, get yourself, get yourself 

stand in line, wait for your turn, don’t you cry 
they make the best dream past 
you took their money, now you die 
feelings of rage, broken bones 
lost in a crowd 
now you’re on your own 
this is your life, now you’re gone 
there’s no tomorrow 
it’s here, it’s on well 

we traveled, and we traveled, trying to find it 
but i know that neither of us 
no, neither one of us can survive it 
baby, baby, baby, baby 
the good lord did travel, did travel trying to find it 
we’re just people, lonely people, you and i 
we’re just people, lonely people, you and i 
we’re just people, lonely people, you and i 
la la la, la la la, la la la la la la, la la la, la la la 
lonely people

Bloqueios

Porque é que a minha entidade patronal, ao impor restrições relativas aos sites a que podemos aceder, bloqueia o acesso a informação tão fundamental como saber, através de quizz, que sapatos vão melhor com a minha personalidade, hã??!?

Há prioridades, convenhamos!

Estúpidos...

quinta-feira, abril 28, 2016

Astrologias

Diz que Mercúrio está retrógrado em Touro até não sei quantos de Maio...

Porque raio é que isto não me soa nada bem...??

terça-feira, abril 26, 2016

Pérolas da porca #33

"O problema foi ele ter posto os cavalos à frente dos bois...!" 


(Claro... os bois marraram nos cavalos e foi uma rebaldaria... é isso...)

terça-feira, abril 19, 2016

De quem me rodeia... (e ainda bem, que o humor também nos salva!)

Colega (gajo) a comentar atitude parva de colegas (gajas):

"Olha, sabes que mais, como dizia um amigo meu, o que essas fulanas precisam é de um nigeriano valente!"

sexta-feira, abril 15, 2016

Já te vi beber menos....

"E salta IMI e salta IMI e salta IMI!!!!"

terça-feira, abril 12, 2016

segunda-feira, abril 04, 2016

Em resumo


"A smooth sea never makes a skilled sailor"

Depressa! Aproveita o tempo, o pouco tempo, o tempo que não se coaduna com hesitações. Não gostas de datas, está visto, nem de datas-lembrança, nem de datas-prazos. Confinam-te, inibem-te, enervam-te e, acima de tudo, suprimem-te liberdade: a liberdade de ir e vir quando e como queres, a liberdade de seres quem podes ser, nos teus termos. Mas toda a gente parece usá-las como imperativos ou leis de vida. Às vezes, páras para te martirizar com a facilidade com que algumas vidas parecem deslizar pelos dias e anos e pelo plano de planos concretizados. De felicidade concretizada. De desejos concretizados. E lês frases de incentivo, sobre marinheiros e tempestades, e de como são os vagalhões que nos tornam mais fortes, mais ágeis, melhores e como, por isso, devemos apreciar a sua existência na nossa. Mentira. Ou talvez verdade mas na realidade o que interessa? Ou que interessa que sejamos muito fortes e ágeis e melhores quando morrermos sem ter alcançado o que queríamos? Mas depois, depois levantas a cabeça e respiras fundo. Mais uma vez. Atiras os martírios para o lado e engoles em seco de força ou pelo menos de ideia dela. Tem que ser. Tudo se resolve. Há mais frases sobre marinheiros. Hão-de servir para alguma coisa, talvez. Tem que ser.

sexta-feira, abril 01, 2016

Perfil

Cansada. Muito cansada...

terça-feira, março 29, 2016

Been there, done exactly that


Hoje são variados...

(Tanto que não sei...Tanto que gostaria de reter restando-me apenas e tristemente assumir que não tenho essa capacidade...)


circunlóquio | s. m.
1. [Retórica] Figura de estilo que consiste em dizer por várias palavras aquilo que pode ser dito por uma. = CIRCUNLOCUÇÃO, PERÍFRASE
2. Rodeio de palavras.


Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord
Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord, mais conhecido por Talleyrand foi um político e diplomata francês.
Mais


exegese | s. f. "exegese"
1. Interpretação gramatical, histórica, jurídica, etc., dos textos e particularmente da Bíblia.
2. Explicação; comentário. "exegese"


Os contos de José Luís Borges
Um dos mais importantes escritores do século XX, Borges preferiu escrever ensaios, poesias e contos a dedicar-se a um romance.
Mais

quinta-feira, março 24, 2016

Fire

Ela vai morrer, eu sei que ela vai morrer. Todos vamos mas ela... ela vai morrer já, agora, daqui a nada. Ela vai morrer com tanto por fazer, por sentir, por ver. Com tanto para viver ainda. Ela vai morrer em breve e eu estou a acompanhar a sua morte em vida.

Enquanto escrevo isto, o rádio atrás de mim embala-me com esta... não deve ser por acaso...

I See Fire
Ed Sheeran


Oh, misty eye of the mountain below 
Keep careful watch of my brothers' souls 
And should the sky be filled with fire and smoke 
Keep watching over Durin's sons 

If this is to end in fire 
Then we should all burn together 
Watch the flames climb higher into the night 
Calling out father, oh, stand by and we will 
Watch the flames burn on and on 
The mountainside

And if we should die tonight 
Then we should all die together 
Raise a glass of wine for the last time 
Calling out father, oh 
Prepare as we will 
Watch the flames burn on and on 
The mountainside 

Desolation comes upon the sky

Now I see fire 
Inside the mountains 
I see fire 
Burning the trees 
And I see fire 
Hollowing souls 
And I see fire 
Blood in the breeze 
And I hope that you remember me 

Oh, should my people fall then 
Surely I'll do the same 
Confined in mountain halls 
We got too close to the flame 
Calling out father, oh 
Hold fast and we will 
Watch the flames burn on and on 
The mountainside 

Desolation comes upon the sky

Now I see fire 
Inside the mountains 
I see fire 
Burning the trees 
And I see fire 
Hollowing souls 
And I see fire 
Blood in the breeze 
And I hope that you remember me 

And if the night is burning 
I will cover my eyes 
For if the dark returns then 
My brothers will die 
And as the sky's falling down 
It crashed into this lonely town 
And with that shadow upon the ground 
I hear my people screaming out

Now I see fire 
Inside the mountains 
I see fire 
Burning the trees 
And I see fire 
Hollowing souls 
And I see fire 
Blood in the breeze 

I see fire (oh you know I saw a city burning) (Fire) 
And I see fire (feel the heat upon my skin) (fire) 
And I see fire (fire) 
And I see fire (burn on and on the mountainside)

Perfil

Here we go again...

Provérbio japonês...

... que o superior hierárquico resolveu enviar por email, em tom de graça, a mim e a mais dois colegas:

馬鹿 は 死ななきゃ 治らない 
Baka wa shinanakya naoranai

Literalmente: A idiotice só é curada pela morte. 
Sentido: Só morrendo mesmo. 


 E é isto...

terça-feira, março 22, 2016

Pérolas da porca #32

"O meu filho diz que seguiu às riscas as instruções que lhe dei pelo telefone..."

segunda-feira, março 21, 2016

Do dia da poesia

"The people you love
Become ghosts inside you
And like this
You keep them alive"

Robert Montgomery

sábado, março 19, 2016

sexta-feira, março 18, 2016

Dos (meus) demónios

"(...)
When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
(...)"

in "Demons"

quinta-feira, março 17, 2016

Afinal... é lula? Ou frango??

Perante a actual situação política do Brasil, a minha distinta massagista, brasileira com nem tanto orgulho de há uns tempos para cá, dizia-me hoje: pode deixar, minha filha, que isso não vai ficar assim, não.... o galo do Lula está cozinhando faz tempo!!!

quarta-feira, março 16, 2016

E quando...

... numa reunião com os teus directores, em vez de "erros" saiem-te "rêgos" pela boquinha fora (salvo seja!)???

Ris. Ris muito. Não há outra hipótese...

terça-feira, março 15, 2016

Atavismo

(francês atavisme
substantivo masculino 
1. Propriedade de os seres reprodutores comunicarem aos seus descendentes, com intervalo de geração, qualidades ou defeitos que lhe eram particulares. 
2. Semelhança com os antepassados. "atavismo"


(Cortesia de J. Rentes de Carvalho referindo-se a certos atavismos portugueses com os quais embirra, numa entrevista onde também manifesta a sua profunda irritação em relação aos ditongos... :))

quinta-feira, março 10, 2016

Que estranho...

Não é, hoje em dia, assim tão raro que me façam sentir estranha. Olham-me com estranheza, indagam-me com estranheza, avaliam-me com estranheza. E eu... estranho... Porque, afinal de contas, e da última vez que olhei, quando queríamos alcançar determinado objectivo, continuávamos a ter que fazer por isso... ou não?

quarta-feira, março 09, 2016

Dos ódios de estimação

Odeio não entender. Odeio quando os acontecimentos me ultrapassam e eu não consigo "ter mão" neles. Odeio quando algo acontece sem que eu perceba como. Odeio ser apanhada desprevenida. Odeio não saber. Odeio a ignorância, a todos os níveis. Porque a constatação da ignorância, quando se trata de mim, é absolutamente cansativa: faz-me procurar, indagar, dar voltas à cabeça, pesquisar. Não descanso enquanto não fico a saber, enquanto não entendo, enquanto não obtenho uma resposta. Não descanso. Pior ainda: quando a minha pesquisa não dá frutos. Canso-me. Não desisto. Procuro, procuro. Penso. Conjecturo hipóteses, cenários. Leio. Recordo. Afundo-me mais na memória. Pergunto. Pergunto-me. E nada... E faço tudo outra vez...

Odeio ficar na ignorância. Odeio.

terça-feira, março 08, 2016

Heil!

Coleguinha hoje, para mim:

"Olha lá, tu que és toda grammar nazi (...)"

sexta-feira, março 04, 2016

Talvez nada me defina tão bem como a perseverança...

"Difficult things take a long time, impossible things a little longer."

Autor desconhecido

quinta-feira, março 03, 2016

Pérolas da porca #31

"'Tou-vos a dizer! Ele ainda há-de dar o braço à palmatória!!"

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Being a bitch, am I...

A progenitora tem um novo "waiting ring": nem mais, nem menos que a música da Guerra das Estrelas...

Apostos os dedinhos todos dos pés que não faz a mais pálida ideia do facto e que nada terá feito para que tal ocorresse... ou pelo menos, assim julgará quando souber...

Estou aqui a pensar se a aviso...

...
...

Nããããããã...  ;) 

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Da vida. Que não é para "meninos"...


























Lembro-me de ser miúda e de ouvir a minha progenitora afirmar, com propriedade e aceno de cabeça a condizer, que a vida era "muito dura". Já nessa época, do alto da minha adolescência, tinha aprendido (ou julgado até apreender...) que à minha progenitora não podia faltar um certo melodrama nas narrativas que fazia do que a rodeava e do que tinha já vivido. Revirava os olhos (eu) enquanto, sem explicar, (ela, a senhora minha mãe) se dizia experiente na matéria. Drama queen, chamar-lhe-ia eu hoje, por ser um termo de hoje, se hoje já não tivesse aprendido (e apreendido) a verdadeira acepção da coisa. Ou pelo menos, a minha.

Mas voltando... ouvia, revirava os olhos com impaciência e julgava-a melodramática. Vida muito dura? Mas porquê? Para mim, que vivia numa casa decente, tinha família, amigos, saúde, saídas à noite, dinheiro q.b, acesso a estudos, a viagens e demais pequenos luxos e uma vida pela frente a rebentar de possibilidades, a vida não era dura. E, salvo se estas condições não se mantivessem, o que não previa como muito provável, continuaria a não ser. E também não via que fosse para a progenitora sendo que ela usufruía de condições idênticas. Sim, até lhe dava um certo desconto se considerasse que a sua vida nem sempre tinha sido assim tão meiga mas sendo que as "desgraças" da sua existência eram passado, considerava então que se deveria referir a elas no passado também e não mantendo o presente do indicativo de expressão e de aceno, como fazia. Revirava os olhos e às vezes até "bufava"... Revirava os olhos do alto da minha adolescência. 

Hoje continuo a revirá-los em parte. A tendência para exacerbar emoções que lhe conheço continua a "bulir-me com os nervos", embora hoje já a aceite como fazendo parte do seu show, tão somente... É um género. Que me "bule com os nervos", é certo, mas é um género. No entanto, a dureza de que falava já não me é estranha... 

A vida é dura. É muito dura. Mas não a vejo assim apelidada por nos oferecer dificuldades. Até porque podemos sempre dizer que há quem as tenha maiores, caso até sejamos pessoas a quem a desgraça alheia serve de algum consolo... Mas é dura, sim... na forma como o faz. Não nos prepara. Não faz rodeios. Não nos avalia antes no sentido de perceber se teremos arcabouço para nos vermos a braços com a provação que nos irá entregar, seja ela qual for. Não nos poupa. Não. "Chapa-se-nos" na cara sem aviso prévio e sem qualquer meiguice. A seco. E agora aguenta-te... Não nos senta no colo depois nem nos dá palmadas nas costas. Não nos faz terapia. Não quer saber como iremos lidar com os seus efeitos. Não vai connosco para os copos afogar as mágoas nem nos consola dizendo que tem certeza de que vamos conseguir dar conta do recado, mesmo que seja uma mentira redonda. É dura. É curta e grossa. Pragmática. É fria e implacável. É de ir directa ao ponto com poucas palavras. Ou nenhumas.

Mais do que o que nos oferece, a dureza da vida está na dura forma como nos rebenta bombas na mão num lindo dia de sol. A seco. Agora aguenta-te.

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

sábado, fevereiro 13, 2016

Perfil

Hoje a chuva chorou connosco...

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

"Freddy"

A vida consegue ser mesmo merdosa...

Ainda estou à espera que me digam que foi engano. Ainda estou à espera de, qualquer dia destes, marcar um jantar e tu apareceres com uma flor na mão para me oferecer. Porque gentlemen já há poucos mas tu és um deles. Sem esforço, sem cagança. És o que és porque sim. E és o que és para qualquer pessoa: gentil, simpático, sorridente, aberto. 

Ainda estou à espera de novo post teu a pedir comida para qualquer associação zoófila (ou a ligar-me a dizer que comida tens tu para me dar porque eu fiz o mesmo pedido...) ou a divulgar um cão, gato, cobra, periquito, iguana que precisa de dono...

És o "menino" no meio das meninas há anos. Sempre foi assim desde que nos cruzámos pela primeira vez na turma de música (que para nós era peanuts, lembras-te? Éramos os "músicos de serviço" e, se bem me lembro, sem qualquer trabalho, tirámos as melhores notas da turma. Porque a música, para nós, não tinha grandes segredos, a verdade é essa.. :)).

Ainda estou à espera que me venham mais palavras e de perceber que tempo de verbo vou utilizar quando falo de ti mas acho que será sempre o presente. Porque eu ainda cá estou, presente, e enquanto eu estiver, tu também está. Porque fazes parte da minha história e por isso és um bocadinho de mim, do que também me compõe.

Ah, já agora, acho que nunca te disse mas adorei os meses que passámos a sair de nós e a darmos-nos aos outros em forma de caixas de comida. Adorei porque, como sempre, nos rimos muito. E estivemos juntos.

Ainda estou à espera, a sério. Tenho quase a certeza que, daqui a nada, o meu telefone vai tocar e alguém me vai dizer que foi uma merda de um engano... e eu não vou levar a mal ter sido enganada. Vou chamar nomes, é certo, mas se não fosse assim também não tinha piada, não é?, mas não vou levar a mal... Foi engano. Ok, estamos combinados, foi engano.


(já depois, T. diz-me do outro lado da linha enquanto chora copiosamente: "bolas, pá, não estava à espera, achei que me ias dizer que tinha sido o pai ou mãe de alguém... não um de nós", acrescentámos...)

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Reality check

Bastou uma pequena mensagem, meia dúzia de caracteres, e fui trazida à realidade em segundos. A realidade dela, não a minha, mas que à minha se sobrepôs em instantes. Porque a minha realidade, em comparação, e por mais que teime em nem sempre me facilitar o caminho, não me violenta, não me suga a vida, aos bocadinhos, todos os dias... 

Às vezes esquecemos-nos da sorte que temos.

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Do dia


Às costas

Dizem os crentes que Deus só nos dá de fardo para carregar o que sabe que conseguimos suportar. 

Um dia destes a ver se lhe pergunto, com todo o santíssimo respeito, claro está, o que tinha bebido quando se deitou a adivinhar-me costados tão largos... 

sábado, janeiro 30, 2016

Diário de bordo #5

Um copo de vinho. Às vezes é o suficiente. Na falta de outras "drogas" a saborear outros vícios, um copo de vinho. Tinto. A ansiedade parece diluir-se no líquido e a paz assenta devagarinho. Volto atrás, já não no tempo, apenas na memória dele, memória escrita ou arquivada nas células, e arrepio-me mas só de leve: parece que foi ontem. Tremo sem dar conta mas também sorrio perante a minha capacidade de tornar as palavras o meu espelho: já não me lembrava que a tinha, já não sei se a tenho. 

Paz. E memória de um tempo que, por não a ter, a apreciava nas pequeníssimas coisas. Mas aprendi: hoje saboreio-a sem me esquecer que é efémera. Porque tudo o é.

Ontem foram mais copos. E risos. E conversas até às cinco, a fazer lembrar as madrugadas passadas a fazer nada mas que valiam por tudo na terrinha de interior. Parecia que por lá estávamos outra vez. 

A garganta secou quando não havia mais como a humedecer; o frio entranhou-se mas não esmorecemos: quando as palavras se soltam sozinhas mais vale deixá-las correr livremente. É uma questão de saúde do espírito, diria eu, e com a saúde não se deve brincar.

Às vezes interrogo-me se algum dia vou conseguir ser outra. 

sexta-feira, janeiro 29, 2016

Do dia

Como diz a minha querida tia S., às vezes é preciso pôr a cara número 2; às vezes, e com certas pessoas e em certas situações, a número 1 não chega...

terça-feira, janeiro 19, 2016

Eu, cultivadora de endro...



























.... a.k.a. aneto,  a.k.a. aquela-erva-com-que-os-tipos-do-Ikea-temperam-o-salmão-fumado.

(e cuja semente é difícil de encontrar como o raio sendo que o que me valeu foram os amigos que não descansaram até me arranjar um saquinho dela... que agora é isto - tão lindo! - na minha varanda!!) 

segunda-feira, janeiro 18, 2016

É muito isto, é...


Sim, sim, eu gosto mesmo de Bee Gees...




(acabinha de aparecer na rádio que me acompanha os ouvidos enquanto trabalho... este jogo de vozes fabulosas é inimitável!)


How Deep Is Your Love
Bee Gees

I know your eyes in the morning sun
I feel you touch me in the pouring rain 
And the moment that you wander far from me 
I wanna feel you in my arms again 

And you come to me on a summer breeze 
Keep me warm in your love then you softly leave 
And it's me you need to show how deep is your love 

Is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me 

I believe in you, you know the door to my very soul 
You're the light in my deepest darkest hour 
You're my saviour when I fall 
And you may not think that I care for you 
When you know down inside that I really do 
And it's me you need to show how deep is your love 

Is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me 

And you come to me on a summer breeze 
Keep me warm in your love and then you softly leave 
And it's me you need to show how deep is your love 

Is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me 

How deep is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me 

How deep is your love, how deep is your love 
I really mean to learn 
Cause we're living in a world of fools 
Breaking us down 
When they all should let us be 
We belong to you and me

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Constatação #100

Há certas coisas que têm importância... até deixarem de ter...

terça-feira, janeiro 05, 2016

segunda-feira, janeiro 04, 2016

As ONAS, as festas henriquinas e as figuras tristes que são só para quem pode..!



2015 era o ano em que todas fazíamos quarenta de vida... Não precisando de desculpas para comemorar seja o que for mas já agora aproveitando-as, decidimos que deveria ser diferente: no último dia do ano, simultaneamente o dia de aniversário da última de nós, juntávamos-nos e comemorávamos (não obstante as comemorações tidas ao longo do ano, graças a Deus, aleluia irmão!...): os quarenta, a amizade, a vida. Juntas.

Somos seis, em tudo diferentes, em muito iguais. Acompanhamos-nos já há muito, muitas luas, muitos altos e baixos, muitos episódios de vida, muitas mãos entrelaçadas a formar a teia que nos segura. Este ano foi só mais um dos muitos que já existiram e dos muitos que acreditamos que por aí ainda vêm. Juntas. Mas este também foi o ano em que decidimos que devíamos e queríamos assinalar o que vimos construindo: andorinhas à solta, cada uma fazendo o seu caminho, mas voando em rotas paralelas, à distância de um braço esticado...


(E sim, amizade também é isto: adquirir medalhas todas diferentes e todas iguais e fazermos figuras tristes juntas, 'espetadas' num bolo..)

sexta-feira, janeiro 01, 2016