não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
domingo, outubro 11, 2009
Às 3
sexta-feira, outubro 09, 2009
E hoje os astros dizem...

Nada a ver... Maya, amiga, nada a ver. Não tenho nenhuma tendência para desenvolver obsessões. O facto de sentir que o mundo está todo contra mim, que as pessoas são todas uma trampa e ter decidido que, para não me apanharem na curva da próxima vez, o melhor é mudar-me para o Tibete onde só tenho contacto com yaks que, acredito, não têm por hábito esconder debaixo do pêlo lanzudo armas brancas com as quais me poderão surpreender, durante a noite, para a boa da facada nas costas, é pura coincidência...
Ha... mas andam a pé que é uma beleza!
Pois com certeza! Então mas agora que jeito tem andar com gajas todas enroladas em tecido à pendura?! Têm que se preservar as tradições, e sem as aspas!! Ou bem que têm uma bruta mini-saia de imitação de cabedal comprada na feira a 3 euros, com a boa da "tranca" de fora para se poder pavoneá-la e fazer inveja aos outros machos ou então de que serve levá-la toda envolva em tecido a não deixar ver nem um bocadito de pele?? É como levar uma carpete enrolada presa ao porta-couves!
Além disso, existem de facto questões de segurança a ser tidas em conta... e se aquela gaita se desenrola toda e se prende no eixo da roda? Ou se enfia tubo de escape adentro? Ainda a gaja pega fogo, o veículo vai parar à sucata e depois é um vê se te avias! É só despesas, portanto...
Não... fazem muito bem... de facto, estes gajos do Hamas são muito à frente, sim senhor...
Que a força esteja comigo!
"Eiiiiiiiii, não fique assim, não seja negativa!!!!
Dicas para o dia de hoje:
É muito bom saber que, por pior que esteja a ser o dia, há pessoas atentas e que se dão ao trabalho de sair de si... por mim...
quinta-feira, outubro 08, 2009
Carta
Esta que agora te fala é alguém que ainda não conheço bem. Mas é, sem dúvida, diferente e, também sem dúvida, bem menos interessante. Mais fria, mais amarga, mais desiludida, mais, muito mais, desconfiada e descrente na vida, no ser humano. Pergunto-me se já adivinhavas que isto fosse acontecer... Talvez. Sempre viste muito mais longe do que eu.
Dou por mim a imaginar que me vês. Dou por mim a ver-te abanar a cabeça e a pensar "esta miúda não tem emenda...". Dou por mim à espera que me guies. Porque és tu e porque não tenho mais ninguém a quem recorrer. Quero dizer, tenho pessoas há minha volta, sim. Pessoas boas e pessoas más. E as pessoas boas são muitas, felizmente, embora as más façam mossa. Mas nem é por aí. A verdade é que... ninguém me lê como tu. Ninguém. Ninguém me conhece como tu. Ninguém me entende como tu.
Eras a minha base de sustentação. O pilar principal desta estrutura que parece tão robusta mas que, no fundo, é tão frágil, muito mais frágil do que sempre quis admitir. Tirando-te, cai tudo. E caiu.
Tenho aprendido muito nos últimos tempos, sabes? Muito mesmo. Mas não tem sido uma aprendizagem nada fácil porque as lições que tenho tirado são lições muito duras, na maioria dos casos. E tristes também. Negativas. Tenho conhecido e sentido na pele o desprezo, a raiva, a solidão, a desilusão, a desconfiança. Tenho aprendido que nada é certo, que a maioria das pessoas não vale o que lhes damos, que o ser humano tem falhas incríveis sendo algumas delas o egoísmo, a insensibilidade, a frieza, o desamor, a falta de amizade e consideração pelo próximo. Tenho aprendido que não consigo lidar com isso e, acima de tudo, que também eu consigo ser esse tipo de ser humano. Tenho aprendido que fui (sou?) ingénua demais. Acreditei demasiado em mim, na vida, nos outros. Acreditei mesmo porque achava que via. E afinal não via nada ( e lá está, o abanar de cabeça e a expressão de quem não se surpreende...).
Disseste-me uma vez que, com o passar dos anos, o que acontece pontualmente dilui-se no mar imenso que é a vida. Que, por vezes, exacerbamos o que nos acontece em determinado momento, que na altura nos parece fulcral, decisivo, e só mais tarde vemos que afinal não tinha assim tanta importância tendo em conta tudo o resto, tendo em conta a vida toda, que é muito maior. Ou até tinha mas que podia ser resolvido, ultrapassado e que, por isso, não nos deviamos agarrar a ele para ditar tudo o resto. Pois eu espero que estejas errado. Porque quero que este momento me sirva de lição. Quero tirar tudo o que posso daqui e aprender a não repetir, nunca mais. Quero que este momento molde a minha vida. Porque, como se diz quando nos referimos a determinados períodos da História, o que se esquece, o que se minimiza tende a repetir-se. Este é o meu holocausto. Não o quero esquecer, não quero que se dilua.
Em relação à nossa pessoa em comum, o percurso não tem sido fácil. É complicado gerir o que se pode dar e o que seria necessário. Sinto que falho, também aí, por incapacidade. Não consigo dar mais do que isto porque corro o risco de esgotar ( e tu sabes como é fácil que se esgote..!) e depois não ter para mim, entendes? E como não tenho onde ir recarregar... Mas tenho noção, todos os dias, que o que dou não é suficiente. Sinto-me egoísta mas aprendi que tem que ser, é necessário. Estando aqui talvez me recriminasses. Tenho esperança que, estando aí, consigas ver mais além.
Às vezes tento ouvir-te. Olho para cima, observo e sinto o vento e esforço-me muito para sentir o que me dizes. Porque sei que me estás a dizer alguma coisa. Sei. Acredito. Porque a sensação de abandono não pode ser total. Tenho que acreditar. Mas não ando a conseguir ultimamente. Ouço o vento, vejo as folhas a pairar, os ramos a abanar mas não consigo ler a mensagem. Mais uma vez, incapacidade minha certamente...
Sabes, uma coisa que me diziam é que os meus olhos falavam. Quando estava feliz, havia brilho, quando não estava havia uma espécie de névoa. Eu até podia estar a sorrir, a disfarçar, a não querer que se percebesse mas os olhos denunciavam tudo o que ia cá dentro. Tenho olhado ao espelho, sabes, tenho olhado muito ao espelho. Queres saber o que vejo? Não vejo brilho, não vejo névoa. Não vejo absolutamente nada.
Desculpa o tom melancólico desta carta. Mas tu conheces a razão, tu sentes, não é? Prometo que vou tentar fazer melhor para a próxima. Porque quero continuar a escrever-te. A falar contigo através da escrita. Quero sentir que me lês. E quero escrever-te sobre coisas boas. Porque elas existem e vão sempre existir, eu sei, embora agora não as consiga ver bem. Ou melhor, sentir. Mas quero que esta carta seja a primeira de muitas e quero que as recebas e guardes como sempre fizeste com as prendinhas que te dava, tão mal amanhadas, feitas na escola primária. Cinzeiros, pisa-papéis e afins, de barro torto e mal pintado, mas que iam enchendo a primeira gaveta da tua mesinha de cabeceira. Tens uma mesinha de cabeceira aí? Pois então pronto, enche-a agora de mim também.
Os 3 Ps
Setback
quarta-feira, outubro 07, 2009
Cerejas
A "nossa" M. E.
O processo (mas não o de Kafka...)
Muitas vezes, olhamos para trás e vemos que bastou uma determinada palavra, em determinado momento, ou um determinado gesto. Um olhar ou um sorriso, um abraço ou um voltar de costas. Algo muda naquele instante.
Comigo, regra geral, não é nesse momento que percebo mas sim mais tarde. Não é algo que me faça "ver a luz" automaticamente. Penso que a minha desconfiança natural contribui para que assim seja. À partida, desconfio. Portanto, e sendo perfeitamente inconsciente, necessito de tempo para assimilar e para que o momento produza efeitos em mim, se tiver que produzir. E um dia acordo... e deu-se.
Invariavelmente dou por mim a tentar analisar. O que foi? O que não foi? Quando foi? Será para durar?
Invariavelmente ouço: o que é que isso interessa?
Invariavelmente, e fazendo jus à minha curiosidade inata à qual se junta a necessidade de controlo, penso sempre que interessa imenso e passo tempos a avaliar, a medir, a ponderar, a tentar entender o processo para que ele, eventualmente, se possa repetir sob o meu comando.
Invariavelmente, acabo por desistir. Porque nunca é só uma coisa. Nunca é. Sim, foi o abraço naquele momento, sim, foi a palavra naquele dia, sim, foi o choque no outro e sim, foi a conversa com aquela ou aquelas pessoas. E foi a postura da outra e foi aquele sorriso quando não estava a contar e foi o olhar naquelas circunstâncias a falar mais do que palavras.
E fui eu. Eu. Acima de tudo, eu. Porquê? Quando? Como? Onde? O que é? O que significa? Quanto durará? Acho que não depende de mim. Ou, se calhar, só depende mesmo de mim...
terça-feira, outubro 06, 2009
Guia
segunda-feira, outubro 05, 2009
sexta-feira, outubro 02, 2009
Discurso directo
E confia no tempo. Ele é amigo, não inimigo. O que tiver que ser, será, por mais que ele passe. Quando algo é verdadeiro, é verdadeiro sempre, hoje e daqui a 2 anos. Se o tempo o fizer desaparecer é porque não tinha valor logo à partida. O tempo encarrega-se de fazer a triagem por ti."
Águas paradas
Há quem goste do morno, há quem se sinta feliz com ele porque permite ter controlo sobre as emoções, boas e más, e não chateia muito, não dá muito trabalho. Está lá e pronto. Não dá luta. Não torna os dias sempre diferentes, aliciantes, com altos e baixos o que para muitos é o melhor. É um sossego...
Para mim, é para quem se contenta com pouco. Para quem se contenta em sentir apenas pela metade. Para quem confunde insipidez com calma e paz interior. Para quem não tem interesse em viver verdadeiramente ou para quem já desistiu de ser mais feliz do que isso.
Eu não desisto. Não quero nada morno para mim.
Power off
Extinguindo-a, apago um sem número de luzes que normalmente me iluminam. Extinguindo-a, grande parte de mim fica completamente às escuras. E sou eu que vou desligar o interruptor.
quinta-feira, outubro 01, 2009
Frase do dia de ontem publicada com atraso
Pain is inevitable. Suffering is optional.
M. Kathleen Casey
quarta-feira, setembro 30, 2009
D mais O mais I mais D mais A igual a ..?
Tenho para mim que é bem capaz de ser tudo junto...
Robot
Isto faz de mim qualquer coisa parecida com uma máquina? So, be it.
segunda-feira, setembro 28, 2009
Lá atrás... #2
O gato lambareiro
Era uma velha que vivia numa ilha.
Era uma velha que vivia numa ilha.
E tinha um gato com olhos cor de ervilha.
E tinha um gato com olhos cor de ervilha.
Mas esse gato gato era muito lambareiro.
Mas esse gato gato era muito lambareiro.
Andava sempre, andava sempre ao cheiro.
Andava sempre, andava sempre ao cheiro.
Mas certo dia sem a velha dar por isso.
Mas certo dia sem a velha dar por isso.
Foi à cozinha e comeu o chouriço.
Foi à cozinha e comeu o chouriço.
O velho chega, chega p'ra jantar.
O velho chega, chega p'ra jantar.
E vê a velha na cama a soluçar.
E vê a velha na cama a soluçar.
Mas ó mulher o que tens o que foi isso.
Mas ó mulher o que tens o que foi isso.
Foi o nosso gato que nos comeu o chouriço.
Foi o nosso gato que nos comeu o chouriço.
O velho pega, pega num cacete.
O velho pega, pega num cacete.
E põem o gato a andar de rabanete.
E põem o gato a andar de rabanete.
sexta-feira, setembro 25, 2009
Areia
quinta-feira, setembro 24, 2009
FarmVille ou o desejo secreto que há em cada um de nós, trabalhadores citadinos, de querer mesmo é plantar batatas
"Até amanhã. Vou limpar uma quinta! ;)"
Correnteza
quarta-feira, setembro 23, 2009
És tu, sopeira... és tu que vens aí?
Mas... como se costuma dizer (embora não seja fã da expressão acho que para aqui não há outra melhor): quem cospe para o ar, arrisca-se a que lhe caia em cima (a imagem, por si, é do pior... mas ok...). E é isso mesmo que me está a acontecer. Nos dias que correm, quando me perguntam sobre o meu estado de espírito, o que me ocorre é isso mesmo: vou andando. Portanto, ando a levar com cuspidela atrás de cuspidela (aargghh..).
Enfim...
E porquê? Porque digo "vou andando"? Parece complicado mas é mais ou menos simples:
Ando porque tem que ser, essa é a primeira razão. Eu e toda a gente. Na vida anda-se para a frente mesmo que não se queira. O mundo gira, os dias vão passando e nós vamos passando por eles também, sempre em frente. É assim que a coisa funciona.
Por outro lado, não posso dizer que está tudo bem. Não está, seria mentir. Como é óbvio, se for preciso, minto. Se o interlocutor for a vizinha do lado ou a senhora de mercearia, a resposta é, acompanhada de sorriso mais ou menos estonteante, "tudo óptimo!", por razões óbvias. Mas para quem me conhece... Além disso, apesar de todos os cursos e workshops na área, não sou assim tão boa actriz quando se trata da realidade. Essa, infelizmente, e para quem vê para além do óbvio, está espelhada na minha cara, na minha voz, nos meus olhos (as p**** das rugas, portanto...).
Podia dizer: tudo mal. Podia... mas não está tudo mal. Penso sempre que há quem esteja muito pior. Há pessoas a dormir na rua, a sofrer com guerras mesmo na soleira da sua porta, há pessoas com fome. Isso sim, é estar mal. E, comparando, não posso dizer que estou. Além de que... já chateia, francamente! Eu já estou farta de me sentir mal e calculo que os outros, que me ouvem, também devem estar! Deve ser extremamente aborrecido, passado um certo tempo, continuar a ouvir lamúrias e lamentos e a ver olhos de carneiro mal morto! Eu sei que, a mim, já começa a fartar! (E com isto acabei de chegar à conclusão que estou cansada de mim mesma... olha que bonito...).
Bom, posto isto... resta o quê? O "vou andando", nem mais. Que não é coisa nenhuma, que é assim assim, que é uma seca de uma resposta e que critico veementemente! Mas é o que é.
Mais uma vez, e visto que parece que estou em maré de assumpções, há que assumir também isto com frontalidade: nos dias que correm, sou uma pessoa do "vou andando". Sou a D. Amélia, dona de casa reformada, que ocupa os dias a falar com as vizinhas sobre as suas artroses e sobre as discussões que ouve vindas do 3º esquerdo; sou a porteira do prédio cuja ambição maior é comprar um candeeiro de tecto, tamanho XL, todo feito de vidrinhos brilhantes para cair sobre a mesa da casa de jantar que, por sua vez, nunca é usada a não ser quando recebe os primos da Suíça, e aí poder dizer-lhes que aquilo "foi para lá de um dinheirão!"; sou o TóMané cujo maior sonho é instalar um avançado na sua roulotte do parque de campismo da Costa da Caparica para que, no próximo Verão, possa assar sardinhas à sombra enquanto bebe umas valentes "jolas" e mete inveja à restante malta do complexo...
É verdade... sou, actualmente, uma pessoa do "vou andando" e temo que esteja a um passo de começar a ir "andando" de bata e rolos na cabeça ao minimercado da esquina... Meeeeedo! Muito!!
terça-feira, setembro 22, 2009
Uma outra visão da coisa ou uma história para boi dormir
Ali vou eu, no meu caminho, na minha linha, a fazer o meu percurso, calmamente, dentro do horário. De repente, um choque frontal com uma composição bem maior. Sem aviso, sem fuga possível. Saio dos carris com violência, a mercadoria no vagão é projectada para todos os lados. E eu vou, empurrado pelo impacto, parar algures, uns quilómetros, muitos quilómetros!, afastado da minha linha.
Durante um tempo ali fico. Sem andar, danificado, sem qualquer capacidade de voltar aos carris sozinho.
Boreal
segunda-feira, setembro 21, 2009
Danos colaterais
domingo, setembro 20, 2009
Domingo domingueiro
sexta-feira, setembro 18, 2009
Bons modos
(Para aqueles que, neste momento, se interrogam sobre o facto de eu ter estado a escrever "merda" num email... don't ask...)
"Uma meia meia feita, outra meia por fazer. Diga lá, minha senhora, quantas meias vêm a ser?"
Nunca fui muito pessoa de "meias". Não me refiro às de calçar, dessas gosto até porque os meus pés têm tendência a gelar mais do que qualquer outra parte do meu corpo. Mas coisas a "meias" ou meias estações ou fazer as coisas pela metade... Meus caros, ou é ou não é, ou se come tudo ou não se come nada, ou é uma coisa ou é outra! Por exemplo: comer um doce a meias. Complicado. Geralmente acedo e até proponho com o intuito de me ajudar a controlar a lambarice. Assim só ingiro metade das calorias. Mas desgraçado de quem partilhar comigo... é que vou comendo, comendo, comendo, e se a pessoa não está atenta, vou à parte dela sem dar conta e pronto. É mais forte que eu! Porque se está lá... está a olhar para mim... está a pedir para ser comida... Complicado.
As meias estações, essas então, dão cabo de mim. Ou bem que está calor, ou bem que está frio, caramba! Eu sou pessoa ou de sandálias ou de botas! Tudo o resto me parece um desperdício de tempo, de recursos, de energia. Mas as ditas meias estações existem e eu tenho que lidar com elas... e quando começam... "bolas! não tenho roupa de meia estação, não tenho sapatos de meia estação... bolas, de manhã está frio, ao almoço está calor, à noite está frio outra vez, levo casaco?... e agora chove, e agora está sol... argghh! Decidam-se!". Complicado...
E fazer as coisas pela metade... dá-me nervoso miudinho! É coisa de gente pouco decidida. Se é para fazer, então que se faça de uma vez! "Ah... faço agora meio xixi e daqui a bocado mais meio.." ou "ah.. penduro agora meio quadro e depois o resto". Faz algum sentido?? Então porque não se aplica a norma a tudo? Que necessidade há de arrumar parte do armário hoje e a outra amanhã? Parece que se cansam pelo meio, não sei. É muito mais fácil, já que estamos com a mão na massa, arrumar tudo de uma vez e ficarmos despachados, não é?
E neste seguimento, tudo o que se relaciona com estar no "meio". Há quem lhe chame equilíbrio. Pois, depende dos casos. Eu também lhe chamo "síndrome da Suíça". Muitas vezes estar no meio significa não se comprometer com uma posição. Nem para um lado, nem para o outro. Não assumir uma escolha. Andar ali a ver para onde pende a balança, a analisar, a ponderar... E eu detesto ver-me assim. E mais detesto quando sei e sinto que não estou a conseguir agir de outra forma. Dou voltas à cabeça, penso, penso, e... não chego a lugar nenhum. Se formos a ver... há ainda um terceiro nome para isto: limbo.
Ironia das ironias: para uma pessoa como eu, que gosta de tudo bem definido e arrumado e decidido, olho à minha volta, dentro do "meu" mundo tresloucado, e só vejo "meios xixis"! Está tudo a meio, pela metade, assim assim, nem para um lado nem para o outro!
E, para piorar, o Outono está aí à porta...
Não hei-de eu andar a precisar de drogas... irra!
quinta-feira, setembro 17, 2009
Pescadinha
A sério... eu juro que já fui uma pessoa normal... não me lembro bem, mas já fui, de certeza...
quarta-feira, setembro 16, 2009
Desabafos de quem quer encontrar algum sentido na confusão mas não consegue até porque, às vezes, nem faz por isso
Há coisas que não podem ser resolvidas. São o que são e não há nada a fazer. Temos que as aceitar e viver com elas. Há outras, regra geral mais pequenas, que até são de fácil resolução. Mas, e se calhar justamente por isso, vão sendo deixadas para trás. Só que... pequenas, pequenas mas não invisíveis. Continuam lá, quietinhas, mas devolvem o olhar quando olhamos para elas e dizem: "estou aqui, estou aqui, ainda não me resolveste...". E se há coisa que me tira do sério são, justamente, coisas por resolver...
Mas o ser humano é um bicho estranho. Ou melhor, pelo menos este ser que vos fala é. Irritam-me as pendências mas não trato delas como e quando gostaria. Depois irrito-me porque não tratei o que, por sua vez, origina ainda mais falta de disposição que se vai juntar ao rol de desculpas para continuar a não tratar! É a p*** da bola de neve! E lá vou eu rolando, rolando, montanha abaixo, cada vez a ficar mais presa enquanto a bola aumenta de volume. E diz que a coisa só se resolve quando chegar ao sopé da dita e a bola se desfizer. Ou então se, no caminho, me espetar contra uma árvore ou entrar, inadvertidamente, numa casa em chamas e a neve derreter, sei lá. Enquanto isso, lá vou rolando, rolando e engolindo pirolitos... ou flocos, não sei bem o que se aplica neste caso.
O meu carro é uma dessas pendências. Temos pena, coitadinho, velho e valente amigo, mas há que encarar com frontalidade: o meu "EU" (o carro, não o outro... ou se calhar também o outro...) já deu o que tinha a dar. Anda nas horas se assim lhe for solicitado mas tremelica por todos os lados, tipo cadeira de massagem para dar conta da celulite, e faz um barulho ensurdecedor! Por um lado, tenho sorte, como vivo perto do aeroporto os vizinhos não levam a mal porque acham que é um avião a descolar. O pior é que o barulho está lá mas o gajo não voa, o que até dava um certo jeito em determinadas circunstâncias. E também não elimina a celulite. Mas adiante.
Para além disso, bebe demais. Não sei se é assim desde o início da nossa relação e o amor impedia-me de ver, se com a idade está pior... o que é certo é que já começa a não haver dinheiro para lhe sustentar o vício! Volta e meia, e quando achava que ainda ia levar o seu tempo até voltar à bomba, lá dou por ele só a andar a vapores. Não há carteira que aguente. Tenho sorte que não me bate mas mesmo assim... não sou mulher de sustentar bêbedos!
Para rematar, e aqui a culpa não é dele, 'tadinho, há que assumir, ele anda... vá... quero ver se sou meiguinha... nojento!! Não é lavado há... err... muitos dias! E porquê? Porque quero lavar por dentro e por fora e, à excepção dos Mister não o quê que existem nos centros comerciais, não encontro uma alma caridosa que faça o serviço completo, salvo seja. Ora... sendo assim, não vou gastar uma pipa de massa para ficar brilhante por fora sendo que lá dentro continuam a formar-se comunidades de fauna diversa. Não faz sentido. E para aumentar um bocadinho mais a camada de porcaria, há a trampa dos folhetos de tudo e mais alguma coisa que me espetam nos vidros! (Sim, sim, esta é a minha mais nova guerra de estimação. Tenho algumas considerações a fazer sobre o tema, incluindo propostas de lei e devidas coimas/castigos corporais a quem não cumprir as regras mas isso fica para um outro post). Não há direito, passo a vida a guardá-los no porta luvas para não os deitar para o chão e, claro, nem sempre me lembro deles lá e o tempo vai passando e já se vê onde quero chegar.
Para piorar, houve um dia que decidi borrifar-me num determinado folheto que estava mesmo à frente do lugar do condutor (tudo planeado, claro está, pelas mentes brilhantes que distribuem aquela treta, para obrigar o desgraçado a pegar naquilo se quiser conduzir sem atropelar nenhuma velhinha) e deixei-o estar. E ele ali ficou. Choveu, fez sol, choveu outra vez e o danado, a dada altura, lá desapareceu. Mas, curiosamente, deixou marcas. O folheto era sobre uma clínica de próteses ali da zona e tinha uma senhora loura, muito sorridente, a anunciar as promoções. Ora, as intempéries fizeram das suas, a tinta manhosa do folheto também ajudou, o folheto saiu mas a senhora não! Fiquei portanto com a loura colada no vidro, meia de lado, a sorrir para mim!
Bom, mas isto tudo para dizer que há coisas da treta que atrapalham a vida por si só já complicada. São simples de resolver, não são nada demais, não são problemas graves. Mas chateiam. E eu ando numa fase que quero tudo menos que me chateiem.
De qualquer forma, e dado que de momento a minha cabeça não dá mesmo para mais, que se lixe! Assumo a bola de neve e cá continuo a rolar, a rolar sendo que tenho agora uma protésica (é assim que se diz?) para me acompanhar nas minhas viagens por essa montanha fora, sempre a olhar para mim... se formos a ver, podia ser muito pior!
terça-feira, setembro 15, 2009
Lá atrás... #1
Inconveniência
Esteticista/depiladora: Ah..! Está de bebé?
Amiga: Errr... não... isto é mesmo assim...
Esteticista/depiladora: Ah...
Amiga (de si para consigo): Há-des ter hemorróidas, porca...!
O resto da sessão decorreu em pleno silêncio...
Quááá!
segunda-feira, setembro 14, 2009
Back to basics
A verdade nua e crua
Antes dos resultados, apenas algumas notas importantes:
1. Todos, sem excepção, responderam.
2. As respostas variaram na sua apresentação de forma muito curiosa: houve quem nomeasse tipo lista de supermercado (arroz, farinha, teimosa, inteligente...), quem fizesse comparações (és assim e eu vejo isso porque eu sou mais assado ou sou igualzinha e como tal...), quem explicasse cada uma (digo isto porque aquilo e está, de certa forma, também relacionado com aquela outra que também faz sentido...) e quem dividisse entre o que sou verdadeiramente e o que mostro aos outros (para quem não te conhece pareces assim mas depois vai-se a ver...).
3. Ninguém, e repito, NINGUÉM nomeou só três! (Não sei se este tipo de exercício "puxa pela língua" ou se sou eu que sou muito complicadinha...)
4. Houve muito poucas características repetidas. (Mais uma vez... complicadinha...?)
5. Por último, não houve nada que me tivesse surpreendido. Houve menções das quais gostei mais, outras menos mas nenhuma me surpreendeu. O que me leva a nomear mais uma característica que ninguém apresentou mas apresento eu: a grandessíssima capacidade de autocrítica da minha modesta pessoa, ah pois é!
E posto isto, aqui vai a listinha maravilha organizada por ordem alfabética e sem rodeios! Aos que participaram o meu agradecimento.
O que sou:
Amiga - Antipática - Boa ouvinte - Brutinha - (Com) Carácter - Carinhosa - Controladora/Controlada - Convicta das suas ideias - Culpabilizada - Egocêntrica - Desconfiada - Determinada - Directa - Disponível - Divertida/Com sentido de humor - Doce - Espirituosa - Forte - Gentil - Insegura - Justa - Lúcida - Meiga - Perfeccionista - Perseverante - Recta - Responsável - Simpática - Teimosa
O que pareço:
Insensível - Fria - Sisuda - Snob
P.S.1: não houve uma alminha que fosse que seguisse as minhas sugestões... linda, inteligente que até dói, etc... não percebo porquê...
P.S.2: nope... ainda não foi desta que consegui a droga... aparentemente houve elogios a mais. Se tivesse sido uma lista profundamente negativa, aí sim, era droga, era camisa de forças, era internamento, era lobotomia até! Mas assim não deu...
Uma espécie de cookies... ou assim...
Uma coisa que me caracteriza é que, em princípio, sigo as receitas à risca. Mas não deixo que me espartilhem. Sou perfeitamente capaz de adaptá-las um pouco (há quem lhe chame inventar) se, por exemplo, não tiver algum ingrediente ou se antes dos 20 minutos de forno indicados o prato já me parecer em condições. Digamos que a vou moldando à minha medida, ao meu gosto, às minhas condições na cozinha se for preciso. E foi: por exemplo, tinha tudo menos os chips de chocolate. Ora, não faz mal, coloca-se outra coisa. Gosto de nozes, biscoitos com nozes é sempre bom. Aliás... bom, bom eram avelãs... e uma pitada de caramelo... boa! E se tostar as avelãs antes ainda melhor... isso! É mesmo assim que vai ser.
E lá começam os trabalhos. Ok, a massa está um bocado líquida, deixa cá ler melhor... grunf! diz na receita que tem que ir ao congelador umas 8 horas antes! Mas eu queria comer agora! Por isso, que se lixe, isto tem bom ar, sabe bem, é massa de biscoitos, certamente que dá para pôr já no forno. Portanto, toca de fazer os montinhos no tabuleiro. Pronto... os montinhos estão a desfazer-se um bocadinho, é certo, mas de certeza que, com o calor, assumem forma de... vá lá, bolachas ou assim. O que também é bom. E portanto, forno com eles (ou elas)!
O resultado foi este:
Pronto... nunca ficaram crocantes ou estaladiços ou whatever que os biscoitos ou bolachas devem ser. Ficaram mais a atirar para a panqueca do que outra coisa, a bem da verdade. Mas isso não interessa nada! O que interessa é que os fiz e me lambuzei!
(Como não sou totalmente louca, guardei um restinho de massa e essa, sim, pus no congelador. Quem sabe, da próxima, a coisa já sai mais ou menos como deve ser.)
sexta-feira, setembro 11, 2009
Amargo de boca
Não é bom e quase que nos leva ao engano de dizer que não é mau. Porque não é violento, agressivo, contundente, barulhento. Não faz chorar, não desespera, não dói. É simplesmente... amargo. Mas é mesquinho, manhoso e infiltra-se. Envolve como névoa, daquelas bem espessas e negras, e faz-nos deixar de sentir. Coloca-nos num estado de dormência tal que nos torna imunes a qualquer tipo de sentimento ou emoção. Do bem ou do mal.
Não sou pessoa do amargo. And yet... abri-lhe a porta sem dar conta. Agora só me resta fazer-lhe sala até ele se decidir por outras paragens.
quinta-feira, setembro 10, 2009
Conselhos para saber viver #2
Home made
O problema é que quando tento passar à prática a coisa perde a piada. Quando o síndrome de "dona de casa prendada" ou "avozinha de outros tempos que faz compotas num abrir e fechar de olhos" dá de caras com a falta de tempo, com mais louça para lavar, com a cozinha em pantanas, com as receitas que parecem fáceis mas depois não são, com as calorias a mais... começo logo a pensar que se calhar o melhor é fazer aqui uma torrada rapidamente e está o assunto arrumado.
Mas é pena... gostava de ser mais como esta senhora...
quarta-feira, setembro 09, 2009
S'tou a ffallare s'torto...
And... we're back!
terça-feira, setembro 08, 2009
Ressaca
segunda-feira, setembro 07, 2009
O Domingo que foi assim mas devia ter sido outra coisa
sábado, setembro 05, 2009
quinta-feira, setembro 03, 2009
Conselhos para saber viver #1
Já está na hora?
quarta-feira, setembro 02, 2009
Round 1 - 0 pontos para mim
terça-feira, setembro 01, 2009
domingo, agosto 30, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
Limpeza
domingo, agosto 23, 2009
sexta-feira, agosto 21, 2009
Allez de vacances para mim também!
Não sei o que vou fazer, não sei para onde vou. Mas uma coisa é certa: vou dormir mmmmuuuuiiittttooo!!!
quinta-feira, agosto 20, 2009
Iniciativa
quarta-feira, agosto 19, 2009
A peça
"É assim, é assim. A minha vida é assim e não há nada a fazer. Estava escrito, certamente, estava destinado e não havia como fugir. Estava programado nas linhas da mão que ia perder o norte, que ia ser forçada a mudar tudo da forma mais abrupta. Eu estava ali, num determinado sítio, e agora acordo noutro, completamente diferente. O tal tsunami, terramoto, o que seja, arrasou com tudo e levou-me para outro lugar, para começar de novo mas sem qualquer tipo de base, num território desconhecido, sozinha, a ter que me agarrar ao que posso para tentar dar algum sentido, alguma organização à vida. É assim. E parece que não acabou. Há-de haver mais coisas a acontecer antes que se possa fechar o pano desta peça completamente surreal.
Muitas vezes penso que foram as minhas atitudes que me trouxeram para este lugar. Muitas vezes tenho a sensação que mexi, sem saber, em algo em que não devia ter mexido e que isso despolotou uma reacção no universo que o fez virar sobre si mesmo e mudar completamente o curso das coisas. Num segundo, um segundo definitivo. Um segundo em que dei um mínimo toque numa alavanca que não sabia estar ligada a coisa alguma mas que afinal controlava tudo o que me rodeava. Mexi onde não devia. Irritei os deuses, toquei na base do castelo de cartas. Sem querer, sem a mínima noção das consequências.
E agora? Pois agora há que lidar com o que se segue, seja lá o que for, enquanto se tenta emendar o que pode ser emendado e construir de novo o que caiu por terra. Sempre com a devastadora noção de que nada será como antes. "
(O pano não fecha mas o público sabe que aquele acto terminou. Sai para intervalo que não se sabe quanto tempo vai durar. E ela mantém-se em palco, quieta. Ela, a cadeira e o foco. À espera que alguém escreva o texto que deverá dizer a seguir.)
terça-feira, agosto 18, 2009
32
sexta-feira, agosto 14, 2009
"Natureza Humana"
Sinto de novo a natureza
Longe do pandemônio da cidade
Aqui tudo tem mais felicidade
Tudo é cheio de santa singeleza
Vagueio pela múrmura leveza
Que deslumbra de verde e claridade
Mas nada.
Resta vívida a saudade
Da cidade em bulício e febre acesa
Ante a perspectiva da partida
Sinto que me arranca algo da vida
Mas quero ir.
E ponho-me a pensar
Que a vida é esta incerteza que em mim mora
A vontade tremenda de ir-me embora
E a tremenda vontade de ficar.
Vinicius de Moraes
quinta-feira, agosto 13, 2009
Invasão

Tudo começou com uma meia dúzia na cozinha. Depois, mais que meia dúzia na taça dos biscoitos do gato, hummm... já não estou a gostar... O que faço, o que não faço... insecticida, claro! Pois, não dá... senão aniquilo as formigas e os gatos também... e não era bem essa a ideia. Pesquisa na net, lá encontro um produto que diz que funciona, ecológico e seguro para as outras bichezas lá de casa, boa! Mas a loja é fora de Lisboa, tenho que arranjar tempo para lá ir. Enfim... Enquanto isso, vou dando uma limpeza com detergente amoniacal, pode ser que dê algum resultado. E deu, durante... vá, 2 ou 3 horas. Porque afinal... elas também vêm da casa de banho... porque afinal... também há no quarto e no quarto vêm da janela e da janela vêm da rua, sobem quatro andares pela parede do prédio e entram alegremente em minha casa! Montes e montes delas! Ok... calma, não stressa, se matar as cá de dentro, elas deixam de passar a palavra lá para fora, interrompe-se o circuito de comunicação e começam a marchar noutro sentido. É isso! Mais água, mais amoniacal, tudo se resolve...
Ou não...
Porque ontem, ao chegar a casa, deparei-me com um verdadeiro exército, visivelmente bem preparado, com uma estratégia perfeitamente delineada, a atravessar a casa toda, preparadíssimo para a tomar de assalto! Gatos inclusivé, digo eu!
Ora vejamos, vindas da janela do quarto, formavam várias filas que, ao passar pela casa de banho, eram engrossadas por um segundo batalhão vindo do cano do bidé. Depois, continuando a marchar, passavam pela despensa sendo enviado um pequeno grupo de reconhecimento nessa direcção para inspeccionar e verificar se valia a pena a investida. As restantes, o grosso da coluna portanto, continuavam em frente rumo à cozinha. Aí chegadas, separavam-se em dois grupos, um para a esquerda, outra para a direita, para garantir a cobertura de todo o perímetro. E aí... era o festim! Era mergulhos na taça dos gatos, era escalada de frigorífico, de bancada, de parede, do diabo!, era invasão da máquina de lavar louça, era a festança rija das danadas! Centenas e centenas e centenas delas...
AAHHH! Mas comigo não brincam mais! Mas o que vem a ser isto?!? Já estão a passar das marcas! Até a gata, ao pisar o carreiro sem querer, começou aos pulos com comichões nos pés!! Nãaaaaao senhor! Quem manda aqui sou eu e isto acaba-se hoje! (Ok... não hoje porque ainda não tenho o produto indicado mas que vou provocar baixas valentes, ai isso vou!) Guerra é guerra!
Na rua, ataca-se o ninho. Não há insecticida, vai lixívia mesmo. Líxiva também pelas paredes do prédio abaixo, lixívia também no cano do bidé. Na janela do quarto tapa-se o buraco de entrada com papel embebido em amoniacal. Atacados os acessos, resta então dar conta das presentes na casa, que são mais que muitas. E cá vai disto! Por junto e atacado foram... vá... 4 baldes de água com amoniacal, 5 ou 6 lavagens da própria esfregona para eliminar os cadáveres e mais de 1 hora de volta disto!
De manhã, ainda vi umas quantas perdidas e sei que vão voltar em força se não for lá comprar o tal insecticida maravilha. Mas, pelo menos por uns tempos, julgo que a notícia do massacre deve quebrar o espírito das forças inimigas...
quarta-feira, agosto 12, 2009
Ananáses
terça-feira, agosto 11, 2009
O que vale é que não mordo! Ainda...
Eu: Desculpe mas tenho aqui tarefas dependentes de mim que não consigo fazer seguir porque a ferramenta não está a funcionar convenientemente.
Ele: Ah pois, mas olhe, está a contar o tempo! Do seu lado! Ahahahaha!!
..........
Ele: Claro que estou a brincar ... não me leve a mal... caramba, também escusa de ficar com essa cara!
(eu juro que não disse nada...)
segunda-feira, agosto 10, 2009
Amizade
Conceito que, para alguns, parece ser vago, não entendido na sua plenitude. Para mim é claro, muito claro.
Amizade é mais do que amor. É mais sólida, mais real, mais intemporal, menos descartável. É estar lá, para o que der e vier. É largar tudo quando é preciso para dar a mão, o ombro, o que for. É saber ouvir. É saber guardar silêncio quando ele faz sentido. É dizer o que às vezes não se quer, porque nos dói só de pensar mas dizemos porque sabemos que é o melhor. É sair de nós. É esquecer mágoas, atritos, mal-entendidos, passar por cima disso tudo e estar presente, de corpo e alma. É dar, dar, dar.
Mas também é receber. Também é reconhecer valor a quem nos dá valor. Também é confiar em quem confia em nós. Também é retribuir o choro no ombro de quem já chorou no nosso. Também é darmo-nos a quem se dá a nós. É retribuir, na mesma medida. Em palavras, em gestos, em acções, em abraços, em lágrimas. É pedir ajuda, sem vergonha, sem orgulho, e aceitá-la quando ela chega. É receber, de braços abertos, o que têm para nos oferecer.
Eu tenho amigos, grandes amigos. Pessoas que vêem a amizade como eu e a "regam" e a fazem crescer. E depois... tenho o resto. Sem os meus amigos não sobrevivo. Sem o resto passo bem.
Lengalenga
Frases sábias, que tenho ouvido ultimamente, e que repito todos os dias para mim própria.
Quando eu era pequena, nas aulas de inglês de Miss Louise, utilizava-se o método da repetição para aprender vocabulário básico. Assim, todos em coro, lá passávamos meia hora a dizer: pão... bread, pão... bread, manteiga... butter, manteiga... butter...
Tenho esperança que, apesar de já não ter a cabeça aberta e disponível que tinha naquela idade, ainda consiga que o método funcione. Preciso dele como nunca precisei antes...
sexta-feira, agosto 07, 2009
Em paralelo
quinta-feira, agosto 06, 2009
quinta-feira, julho 30, 2009
Regra de condução #1
quarta-feira, julho 29, 2009
Desconheço-me
E o que fazer quando o espelho nos mostra alguém que não conhecemos?
segunda-feira, julho 27, 2009
sábado, julho 25, 2009
Uno
Platão falava de almas gémeas explicando que cada pessoa é apenas metade de um ser, metade essa separada da sua totalidade. E atribuía ao amor a capacidade de restaurar o antigo estado de perfeição, juntando ambos num só.
Somos almas gémeas, sempre fomos. Ao ler um determinado romance de Laura Esquível há uns anos atrás, dei-me conta disso. Quando acabei, percebi que tinha encontrado a explicação, que nunca tinha procurado por simplesmente não precisar dela, mas ela ali estava, à minha frente, e nada me fez tanto sentido. Porque somos algo que ultrapassa o grau de parentesco. Porque o que nos une, o que nos torna num ser único, é muito mais do que as grandes parecenças físicas ou de personalidade. É algo que não se explica, sente-se. Nós e qualquer pessoa à nossa volta. Entendemo-nos sem falar, completamo-nos sem esforço. É assim que somos e que vamos sempre ser.
Lembro-me da última conversa que tivemos os dois. A última conversa de muitas que só nós conseguiamos ter. Hoje, como nessa altura, fico feliz por ela ter acontecido, por termos tido essa oportunidade. E agora vejo também que não podia ter sido de outra forma, o destino não nos ia deixar separar sem que ela acontecesse. Viviamos uma fase difícil e, no meio do turbilhão, precisámos garantir, um ao outro e para todo o sempre, que o "nós" não era afectado. E não foi. Nunca era, nunca seria, nunca será.
Não sei como vai ser a minha vida a partir de agora. Sinto que não sou a mesma, nunca mais vou ser. Sinto que a minha vida se vai dividir claramente entre o "antes" e o "depois". Sinto que começou um novo ciclo. Mas uma coisa é certa, vamos voltar a encontarmo-nos. Porque as almas gémeas são assim, estão destinadas a encontrar-se. Sempre. Porque partilham a mesma luz, porque são as duas metades de um todo. Não interessa quando, não interessa sob que forma, não interessa em que estado, não interessa em que dimensão. Encontram-se. Uma e outra e outra vez. Sempre.
É mais forte que nós, é assim que tem que ser.
sexta-feira, julho 17, 2009
quinta-feira, julho 16, 2009
'Tá explicado!
"O ciclo de eclipses de 18 anos está a chegar a Caranguejo, o que faz com que os próximos dois anos sejam muito importantes para si, para o seu estilo de vida e para as suas relações. O eclipse lunar de dia 7 de Julho vai realçar a forma como lida com as suas emoções e irá trazer ao de cima questões familiares. É provável que surjam intensas discussões neste período, ligadas a obrigações domésticas, crianças, viagens e comunicação.
(...)
O eclipse solar que terá lugar no dia 22 de Julho vai trazer um período intenso e emocionante, quando as suas perspectivas de vida forem dramaticamente alargadas. Vai ser um período de auto conhecimento e descobertas pessoais, em que irá conhecer pessoas que vão abrir a sua mente e imaginação. Com o final do mês vai querer gastar dinheiro e sentir-se-á atraído por itens de luxo. Provavelmente tem dinheiro para isso, e a vida é para se viver, por isso força!"
Ora pois, não podia ser só um, não... tinha que ser um "porradão" deles...! E agora digam-me: com um ciclo de eclipses de 18 anos à perna não havia de isto estar tudo destrambelhado!? Pois claro...!
quarta-feira, julho 15, 2009
Here kitty, kitty, kitty...
E eu já percebi como funcionam... estão a noite toda em stand by... mas quando o sol desperta lá em casa, às 7.35h da manhã mais precisamente, são activados pelo som do meu despertador! Nessa altura, dirigem-se a mim, vindos de onde for, tendo-me fixada no seu radar, e trepam para cima da cama. Analisam a situação e, à vez, cada um escolhendo o seu lado, encostam-se, quentinhos e fofinhos, ronronando-me ao ouvido para me ajudar a embalar. E ali ficam... ficam... ficam... o ronronar a impedir-me de ouvir as repetições do alarme... o calor do pêlo a tornar-se cada vez mais aconchegante...
A dada altura consigo ter um momento de lucidez e espanto-os com todas as minhas forças! Mas apenas para, invariavelmente, reparar que é tarde demais...
Será "mimice assassina de gatos dos infernos" argumento legal para justificar o atraso junto dos Recursos Humanos?!? Devia ser...
segunda-feira, julho 13, 2009
O lado de dentro
Apesar do turbilhão em que ainda vivo, dou por mim um pouco mais calma. Talvez me esteja a habituar à confusão, não sei... e esta ainda frágil paz permite-me espreitar um pouco lá para dentro, penetrar no meu cérebro e avaliar o estado da nação. Mau, muito mau. Deparo-me com um monte de entulho, daquele tipo que resulta de um terramoto. A poeira ainda está no ar, a confusão reina por todo o lado, ainda não se consegue bem avaliar o nível de estragos e, de todo!, se vê o que se via antes. Partes de paredes, janelas, vigas, bocados de tudo e de nada, uns em cima dos outros. O início de tudo, os primeiros destroços, esses, jazem algures debaixo de pedras grandes caídas entretanto, as da réplica maior. E essas ferem a vista, de tão colossais e esmagadoras.
Não reconheço este lugar mas sei que é o meu. Pareço não me encaixar aqui mas é esta a minha realidade. Precisa de limpeza, arrumação, reconstrução. Precisa de mim. Mas, por agora, varro para baixo do tapete. Ainda não é a hora.
quinta-feira, julho 02, 2009
Quem é besta, quem é?!
Luís Lourenço, ex-presidente da Comissão de Gestão do Vitória de Setúbal, 30-06-2009
quarta-feira, julho 01, 2009
E.R.
Os pensamentos a fervilhar, os sentimentos a misturarem-se, a necessidade de me agarrar a algo e não saber para que lado me hei-de virar ao mesmo tempo que sabia que não me poderia agarrar a mais nada. A ajuda que veio, chegou de formas diferentes, cada uma do seu jeito, no seu ritmo, com a sua cor. A sensação de solidão a inundar-me para, logo a seguir, sentir o calor das mãos de quem me ampara. O passado e o presente misturados e o futuro a espreitar, à minha espera, à espera dos meus passos que vão formar o caminho. A alma, ao mesmo tempo, disponível e fechada, a querer avançar e a ter medo, a olhar também para trás enquanto anseia por andar para a frente. A doçura, o carinho, o sorriso que vão tomando o seu lugar, conquistando o seu espaço; a desilusão e a constatação de que nada é certo, mesmo aquilo que tudo indicava ser. A esperança, a imensa esperança de vir a encontrar o meu lugar a contrastar com a indefinição que é viver no desconhecido.
Puro estado de emergência.
terça-feira, junho 30, 2009
And I'll keep on trying...
quinta-feira, junho 25, 2009
Lisbon Legal
E o que é que eu faria com isso? Simples. Estaria, neste momento, a pegar nas minhas pernas, a contratar um advogado, a meter um hospital em tribunal por ter feito um diagnóstico deficiente e potencialmente mortal e a ficar na calha para ganhar uma pipa de massa! Isso é que era...
Desta vez, estou contigo, F., infelizmente estou contigo...
quarta-feira, junho 24, 2009
Um dia de cada vez
segunda-feira, junho 22, 2009
Linha
Juro... por momentos... desejei um "arrastão"...
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