Someone Like You
Adele
não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
quinta-feira, agosto 11, 2011
Os "special ones"
Serei eu maravilhosa o suficiente para merecer as pessoas maravilhosas que tenho à minha volta? Ou é só mesmo uma questão de sorte...?
Paragens
E a vida a andar como tem que ser. E eu, como sempre, a reboque dela, sem a conseguir domar, levada de arrasto pelos dias e pelas horas, pelas palavras, aos empurrões. Vazio e escuro. O buraco negro que nunca mais se fecha e onde me enterro ainda mais com as minhas próprias mãos. Falam-me em propósitos maiores, em razões para além da razão, em entendimentos profundos que nos levam ao verdadeiro preenchimento da alma. Falam. Mas eu ainda não vi nada. Mas eu ainda não senti nada. Sinto, sim, dor e mágoa e tristeza e perda, cada vez mais a perda, e espero ardentemente que estas me levem a um lugar melhor. Porque se assim não for, alguém me diga, por favor, que eu saio já aqui.
quarta-feira, agosto 10, 2011
No escurinho do cinema...
Sim, é um filme cá dos meus, da vida como ela é, de pessoas, com as suas tragédias, com a sua humanidade. E humor, subtis toques de humor que fazem toda a diferença. Exactamente como nós.
A Viagem do Director
A Viagem do Director
terça-feira, agosto 09, 2011
Constatação #44
Há coisas que só me atrevo a dizer a mim mesma e apenas quando submersa no escuro da cama.
segunda-feira, agosto 08, 2011
A aquecer o motor....
Acabei de criar um lembrete para, na sexta-feira, não me esquecer de activar o aviso de ausência do escritório... sim, porque EU VOU ESTAR AUSENTE DO ESCRITÓRIO, ah pois vou, durante três semanas inteirinhas e não!, já foram todos mais do que avisados ao longo do ano e com mais insistência assim que se dá o solstício de Verão, N-Ã-O A-T-E-N-D-O T-E-L-E-F-O-N-E-M-A-S!!
:)
Despedindo-se
"Receba um forte abraço meu e votos para que a tranquilidade a vá conquistando."
Acho que, nos dias que correm, é mesmo o melhor que se pode desejar a alguém...
sexta-feira, agosto 05, 2011
Frase do dia
"A maior dor da humanidade é o desejo de permanência num mundo impermanente."
Astrolocoach dixit
quinta-feira, agosto 04, 2011
Constatação #43
Há pessoas cuja tendência de ver os outros à sua imagem e semelhança é tão grande que até confundem as nossas "histórias" com as suas.
Agustina
Admito, não foi fácil.
Decididamente, a sua inteligência é demais para que a minha tenha, sequer, a veleidade de a alcançar... Mas como tenho uma estranha mania de não desistir de livros a meio porque acho uma falta de consideração pelos próprios e pelo conhecimento, sabedoria e magia que o abnegado autor resolveu partilhar connosco, comuns mortais, lá continuei, armada com a cara e a coragem que era o que tinha.
Sorri, sorri muito, mesmo quando era um sorriso "não te estou a entender na totalidade mas só a ideia que julgo estar a conseguir apanhar já me parece brilhante". Parei várias vezes, verifiquei os nós que se me tinham instalado nesta ou noutra página, e reli, um, dois parágrafos para trás, na tentativa de absorver o máximo que o meu cérebro conseguia. Sorri de novo pela forma como manuseia a língua com mestria e conhecimento fazendo-o parecer tão fácil, como aprofunda o ser humano como se tivesse estado dentro dele, como põe a nu pensamentos e emoções de forma crua e tão, mas tão, verdadeira.
Não foi fácil, admito. Mas terminei-a. Foi o nosso primeiro encontro e orgulho-me que tenha, afinal, corrido tão bem. Ao contrário de outros autores, sei que quando nos voltarmos a encontrar já vou de pé atrás, preparada para ver o meu entendimento arrebatado e remexido ao ponto de me fazer chegar até a duvidar da sua existência. Mas sorrio ao pensar nisso. Porque já sei que vai dar luta mas que vai valer a pena.
Agora, não contente, pelos vistos, com as chapadas no intelecto que levei daqui, resolvo meter-me com outra senhora, esta com mais um 'S' grande... entra, assim, em cena Simone de Beauvoir, vamos ver se não saio eu de cena de rastos outra vez...
segunda-feira, agosto 01, 2011
Dos entendimentos
Dos entendimentos, sim. Do que leio, do que vejo, do que ouço, do que penso.
Tentativas para encontrar explicações. Sempre, parece vício. Tentativa agora, por uma questão de sanidade mental, de as dispensar. Parece missão impossível. Mas como tudo teria sido tão mais fácil se o tivesse conseguido fazer desde o início, desde que as cartas do jogo mudaram, desde que o "sim" passou a "não", o "sempre" a "nunca", a "vida" a "morte". Mas não deixa de ser curioso como parece importante aceitar não procurando razões acreditando ao mesmo tempo que existe uma razão maior. A razão sem razões. A razão que explica as outras, as outras que não têm explicação em si mesmas. Demasiado metafísico para esta cabeça analítica, sem dúvida.
Dizia eu que bom teria sido se a aceitação fizesse parte intrínseca do meu vocabulário nativo, da minha composição. Acredito que grande parte das minhas angústias tivessem definhado à partida, sem solo fértil onde florescer.
Aceitação. A tal palavra mágica e, ao mesmo tempo, cruel, violenta de tão contra-natura que é. Até parece que nunca fui obrigada a aceitar nada na vida... Fui, pois, como toda a gente, mas não sem luta, sem valentes cabeçadas na parede, sem explorar tudo o que estivesse ao meu alcance, sem espremer todas as possibilidades. Houve tempos em que desisti, aceitei mas conheço-me o suficiente para saber que, até hoje, não vivo bem com isso. E, mais tarde ao mais cedo, o que é abafado vem ao de cima...
Falávamos disso, nós as duas, em como abafei parte de mim em tempos, em como muitos conseguem viver assim. Não, na realidade não vivem. Sobrevivem enquanto definham por dentro. "Queres isso para ti?". Não. Mas pergunto-me se, ao não querer, não estou a dar um passo maior que a perna, não estou a abrir uma caixa de Pandora cujo peso não vou aguentar nos meus braços depois. Não devia eu, como tanta gente, resignar-me, aceitar, pôr de lado alguns sonhos e expectativas e desejos e aceitar o que a vida me dá, a vida como ela se apresenta, o "é o que é" e ser feliz com isso? Pois... ser feita da mesma matéria dos sonhos pode ser muito frustrante...
Pergunto-me se aprendi alguma coisa... Pergunto-me se não seria suposto que as voltas da vida me tivessem ensinado a querer menos, pergunto-me se não foi exactamente essa a mensagem que o Universo me tentou passar mas que eu, cabeça obstinada e teimosa, me recusei a ouvir. Pergunto-me se aprendi alguma coisa afinal...
Porque a sensação é que mudei, sim e depois... mudei outra vez. Iniciei a viagem, dei uma volta de 180º mas, em alguns aspectos, o círculo fechou de novo, tendo voltado ao ponto de partida. Talvez com outra bagagem, sim, mas ao ponto de partida. Ou, por outras palavras, a mim. Com tudo o que isso tem de bom e de mau.
Porque é suposto os tempos difíceis ensinarem-nos o que não conseguimos ver, ou melhor dizendo, sentir. Sabemos que existem, até somos capazes de subscrever como nossos determinados conceitos e valores como humildade, tolerância, abnegação, altruísmo, paciência, amizade, amor mas verificamos depois que o fazemos apenas em teoria. A prática só acontece quando somos forçados a "pormo-nos nos cornos do touro" e a sentir a força das suas marradas. Aí sim, vamos de cara ao chão. E aí sim, parte de nós racha e, olhando lá para dentro, vemos com olhos de ver, à luz do dia, o que realmente somos, o que apenas subscrevemos, o que gostariamos de ser a partir daí. Vemos os nossos erros, os nossos defeitos escancarados de fora do corpo. Vemo-los e pensamos: sim, era demasiado isto ou aquilo; sim, errei muito aqui e ali; sim, quero aprender com isso e fazer melhor.
Porque é suposto os tempos difíceis ensinarem-nos o que não conseguimos ver, ou melhor dizendo, sentir. Sabemos que existem, até somos capazes de subscrever como nossos determinados conceitos e valores como humildade, tolerância, abnegação, altruísmo, paciência, amizade, amor mas verificamos depois que o fazemos apenas em teoria. A prática só acontece quando somos forçados a "pormo-nos nos cornos do touro" e a sentir a força das suas marradas. Aí sim, vamos de cara ao chão. E aí sim, parte de nós racha e, olhando lá para dentro, vemos com olhos de ver, à luz do dia, o que realmente somos, o que apenas subscrevemos, o que gostariamos de ser a partir daí. Vemos os nossos erros, os nossos defeitos escancarados de fora do corpo. Vemo-los e pensamos: sim, era demasiado isto ou aquilo; sim, errei muito aqui e ali; sim, quero aprender com isso e fazer melhor.
Passaste por lá, não foi? Passei. Passei e revi cada um dos erros e defeitos à lupa para ter a certeza de que não me escapava nada. Passei e peguei-lhes na mão de forma a senti-los verdadeiramente. Passei para aprender tudo o que podia e utilizar essa aprendizagem no futuro. Passei porque me quis tornar numa pessoa melhor.
Mas o tempo passa... e passado também esse momento de humildade extrema em que o mea culpa e o tormento levam a melhor, os ânimos acalmam, a ferida começa a fechar, a cabeça começa a erguer-se. E dá entrada a fase seguinte: aplicar o que retivemos, o que julgamos ter aprendido na vida real. Deixamos-nos de análises e passamos à prática. Em teoria... Mas também aqui se dá início à separação entre trigo e joio. E aqui começam os problemas, as dúvidas, a análise fria do que se trouxe e daquilo para que nos serve. Sim, aprendi isto e mais isto mas, afinal, e o que está a adiantar? Porque há mudanças nossas que não parecem ter efeito nenhum na vida ou nos outros ou no que nos rodeia. Na prática, o nosso exterior continua igual sem que a nossa mudança interior o afecte. De que serve então se não produz nada, nenhum efeito para além da tão prometida mas tão eventual ou, para mim, quase utópica paz interior e mais não sei o quê? Convenhamos, olha bem para ti, tu és mesmo assim ou estás-te a fazer porque dizem que é bom? E chego à conclusão que não, não sou assim. E reparo que não, não passei a boazinha, a benevolente, a abnegada, a mais tolerante, à amiga que tudo aceita, áquela que dá amor incondicional sem esperar nada em troca. É verdade, uma verdade talvez triste, mas que se lixe, esta não sou eu. Aprendi umas coisas, sim, mas não o suficiente para deturpar a essência do meu ser. Devia? Talvez. Talvez ganhasse mais com isso...
E agora? Chegada aqui, vou para onde? Algo me diz que ainda vou ter que esperar mais um bocadinho para saber...
sexta-feira, julho 29, 2011
Outra daquelas que nem vale a pena explorar
- (disse eu) Bem, este mês a coisa correu mesmo bem! Tudo a tempo e horas, poucos erros, sim senhor, foi muito bom.
- (ouvi eu): Realmente! Foi, de facto, fantasmagórico!
...vale a pena massacrar o meu cansado cérebro a tentar descobrir que raio queria ela dizer??? Nããã, deixa lá isso...
Este desafio constante que é a vida...
Encaixar na minha rotina acelerada de manhã a decidida-à-última-hora lavagem e secagem de cabelo e até chegar mais cedo ao trabalho... yes, we can!
quinta-feira, julho 28, 2011
Consegues..?

Fonte: Stuff No One Told Me
"És uma pessoa extremamente inteligente mas essa tua inteligência é também a tua pior inimiga... Tens que aceitar que nem tudo tem uma explicação lógica, que a vida e os outros nem sempre fazem sentido, que a soma de dois mais dois não é sempre igual a quatro. Tens que parar de tentar analisar e entender tudo, tens que desistir de tentar obter explicações para o inexplicável. Porque ele existe, quer tu queiras, quer não. Aceita-o e vives melhor."
terça-feira, julho 26, 2011
Autorização...
"É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto..."
Antoine de Saint-Exupery
Antoine de Saint-Exupery
in O Principezinho
segunda-feira, julho 25, 2011
As estrelas a falar francês
"Les rencontres dans le milieu amical ou associatif sont favorisées, l’amitié se transforme en amour, l’amour se consolide sur le plan amical. Ne sous estimez pas les occasions qui ne manqueront pas de se présenter. Vous n’êtes pas à l’abri d’un coup de foudre, ou d’une révélation soudaine en milieu de semaine. Les prises de conscience sont favorisées, vous ne referez pas les mêmes erreurs car vous comprendrez vraiment là ou vous avez agi par trop de légèreté dans le passé."
Frase do dia
"Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espectador de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso."
Bernardo Soares
in Livro do Desassossego
Bernardo Soares
in Livro do Desassossego
sexta-feira, julho 22, 2011
quinta-feira, julho 21, 2011
Curioso... para dizer no mínimo...
Há uns dias, o meu computador informou-me que tinha que mudar a palavra-passe. Todas as vezes que isto acontece, tento sempre pensar em alguma palavra ou expressão que tenha significado para mim para não a esquecer facilmente. Digamos que "bife", a não ser que me refira a algum fulano nórdico em particular, é capaz de facilmente se me resvalar na memória, por associação, para "carne assada" ou "empadão de miúdos" e deixo de saber a quantas ando.
Tento sempre, também, que não seja ridícula ao ponto de não a poder transmitir a alguém em caso de ausência prolongada da minha parte. Portanto, "o meu 'morzinho é lindo e azul e fofinho como as nuvens e chama-me pirolita doce de barraca de feira popular", até hoje, nunca foi uma hipótese.
Há uns dias, o meu computador informou-me que tinha que mudar a palavra-passe... Escolhi "renovação". E não é que, desde então, de todas as vezes, mas mesmo todas as vezes!, que tive que a escrever, me tem saído sempre, antes de qualquer outra coisa, "reclamação"???
Tento sempre, também, que não seja ridícula ao ponto de não a poder transmitir a alguém em caso de ausência prolongada da minha parte. Portanto, "o meu 'morzinho é lindo e azul e fofinho como as nuvens e chama-me pirolita doce de barraca de feira popular", até hoje, nunca foi uma hipótese.
Há uns dias, o meu computador informou-me que tinha que mudar a palavra-passe... Escolhi "renovação". E não é que, desde então, de todas as vezes, mas mesmo todas as vezes!, que tive que a escrever, me tem saído sempre, antes de qualquer outra coisa, "reclamação"???
I wonder why...
quarta-feira, julho 20, 2011
terça-feira, julho 19, 2011
Porque está na minha natureza
Drive
Incubus
Sometimes, I feel the fear of uncertainty stinging clear
And I can't help but ask myself how much I let the fear
Take the wheel and steer
It's driven me before
And it seems to have a vague, haunting mass appeal
But lately I'm beginning to find that I
Should be the one behind the wheel
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
I'll be there
So if I decide to waiver my chance to be one of the hive
Will I choose water over wine and hold my own and drive?
It's driven me before
And it seems to be the way that everyone else gets around
But lately I'm beginning to find that
When I drive myself my light is found
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
I'll be there
Would you choose water over
the wheel and drive
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
I'll be there
Incubus
Sometimes, I feel the fear of uncertainty stinging clear
And I can't help but ask myself how much I let the fear
Take the wheel and steer
It's driven me before
And it seems to have a vague, haunting mass appeal
But lately I'm beginning to find that I
Should be the one behind the wheel
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
I'll be there
So if I decide to waiver my chance to be one of the hive
Will I choose water over wine and hold my own and drive?
It's driven me before
And it seems to be the way that everyone else gets around
But lately I'm beginning to find that
When I drive myself my light is found
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
I'll be there
Would you choose water over
the wheel and drive
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings,
I'll be there
I'll be there
segunda-feira, julho 18, 2011
Frase do dia por ser este dia
"Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente."
M. Paglia
M. Paglia
Dois
Ontem, deitada, as lágrimas silenciosas e a gata A., que as ouviu, enroscada cada vez mais em mim... Tentei falar-te mas não consegui dizer nada. Tentei falar e também ouvir-te no vento que ia soprando lá fora. Desisti. Tenho esperança que me tenhas lido o pensamento.
sexta-feira, julho 15, 2011
Dos arrastões
Talvez seja isso, uma questão de formatação. Curioso como hoje em dia é tão fácil que a terminologia associada ao que é mecânico e programável se possa aplicar tão bem quando falamos de um ser humano.
Mas talvez seja isso, sim.
Somos dois polos opostos no geral. E o que temos em comum só nos afasta ainda mais: teimosia, obstinação, persistência, crença. Dificilmente conseguimos encontrarmo-nos a meio. Forjadas em fornos e formas diferentes, donas cada uma de seu muro, as pontas finais das rectas de um vértice que é a nossa realidade.
De lá, arrastões dos quais me tento desenvencilhar antes de cair na sua teia. Envia-os de propósito para me puxar para o seu lado? Não. Esse nunca é o objectivo. O objectivo é ser como é e pronto. De cá, as minhas tentativas de enviar algo de positivo que acalme o arrastão, para me proteger mas também por ter noção de como pode ser tão prejudicial para a própria. E as tentativas a bater no muro e a ser devolvidas uma e outra vez, só conseguindo abrir uma brecha com paciência, repetição, paciência, desgate, e mais paciência ainda. Como se ao aceitá-las se tornasse menos digna, porque quem não se entrega ao sofrimento, não está realmente a sofrer, e quem não sofre não é digno dos céus... Paciência. Aquela que tenho que ter, que às vezes não tenho, aquela que me aponta o dedo por parecer sempre de menos.
E a morte. A morte a rodear-nos. Porque a vida também nos rodeia. A morte, as datas, as queimaduras no braço e as tartes esborrachadas no chão... e nós, cada uma a tentar sobreviver, e nós, cada uma presa à sua armadura. E não obstante, a tentar arrastar o seu peso de forma a chegar ao meio, porque também dessa caminhada depende a nossa sobrevivência, mas sem nunca conseguir totalmente.
quinta-feira, julho 14, 2011
Porque "if only I don't bend and break"...
Bend & Break
Keane
When you, when you forget your nameWhen old faces all look the same
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you'll wake up
Keane
When you, when you forget your nameWhen old faces all look the same
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you'll wake up
If only I don't bend and break
I'll meet you on the other sideI'll meet you in the lightIf only I don't suffocateI'll meet you in the morning when you wake
Bitter and hardened heartAching, waiting for life to startMeet me in the morning when you wake upMeet me in the morning then you'll wake up
If only I don't bend and breakI'll meet you on the other sideI'll meet you in the lightIf only I don't suffocateI'll meet you in the morning when you wake
If only I don't bend and break
I'll meet you on the other side
I'll meet you in the light
If only I don't suffocate
I'll meet you in the morning when you wake
I'll meet you on the other side
I'll meet you in the light
If only I don't suffocate
I'll meet you in the morning when you wake
quarta-feira, julho 13, 2011
Frase do dia
“Don’t take anything personally. Nothing other people do is because of you. It is because of themselves.”
Don Miguel Ruiz
Don Miguel Ruiz
terça-feira, julho 12, 2011
Civilidades
A cena:
Uma camioneta bate na traseira de uma mota. O "motoqueiro" (de fato e gravata) encosta, o outro pára mais à frente. Encontram-se a meio caminho e trocam algumas palavras. O "motoqueiro" pára o trânsito para ir buscar uma peça caída no meio da estrada e entrega-a ao "camioneiro" que agradece e responde qualquer coisa como "não, não se preocupe, então, eu agora trato disto, obrigado." E os dois seguem caminho.
Uma camioneta bate na traseira de uma mota. O "motoqueiro" (de fato e gravata) encosta, o outro pára mais à frente. Encontram-se a meio caminho e trocam algumas palavras. O "motoqueiro" pára o trânsito para ir buscar uma peça caída no meio da estrada e entrega-a ao "camioneiro" que agradece e responde qualquer coisa como "não, não se preocupe, então, eu agora trato disto, obrigado." E os dois seguem caminho.
A câmara faz uma panorâmica da rua em movimento e foca depois, em grande plano, as três turistas/mirones no passeio, com ar desconsolado. E ouve-se "Olha que trampa! Então é só isto? Nada de palavrões, gritaria, um estalo ou outro, sei lá, uma peixeirada à italiana..? E fomos nós parar para isto, olha que realmente..."
Constatação #42
Há casos em que me dou demais. Há outros em que me dou de menos. And yet... a compensação que, em teoria, se gera fica ainda aquém do equilíbrio...
Idades
Ontem, na aula de dança, diz a professora:
- Dêem-me os parabéns, fiz anos no sábado!Curioso, pensei eu, só três dias depois de mim, se calhar digo que também fiz...
Depois de algumas perguntas, a moça responde:
- Fiz 27! Estou quase nos 30!!Curioso, continuei eu a pensar, mais uma do mesmo signo, se calhar comento o facto...
Mas espera... é impressão minha ou estou, pela primeira vez, a ter noção da diferença de idades (para cima!) em relação a mim e a uma outra pessoa já ADULTA?!?
Ceeerto... sorri e continuei calada...
Não fui eu que escrevi mas podia ter sido...
A Raiz da Pele
Guardo na raiz da pele
os gritos, as emoções,
os desesperos, os medos,
a raiva, o ódio, a perfídia,
os sonhos, as frustrações,
as cicatrizes das feridas
que a vida em mim foi abrindo,
os mistérios, os segredos.
Guardo na raiz da pele
os gritos, as emoções,
os desesperos, os medos,
a raiva, o ódio, a perfídia,
os sonhos, as frustrações,
as cicatrizes das feridas
que a vida em mim foi abrindo,
os mistérios, os segredos.
Guardo na raiz da pele
a verdade do que sou.
Deixo que à flor da pele
emerja a máscara, o sorriso,
o jogo de gato-e-rato
onde, estando, nunca estou.
Guilherme de Melo
segunda-feira, julho 11, 2011
domingo, julho 10, 2011
Porque o domingo é um dia "quase bom"...
O mote para me sentar à frente do computador: um documentário. Nele Gorbachev dizia sobre Raíssa, a sua mulher de toda a vida, mesmo depois da dela se extinguir "Não falávamos de amor. Nunca fizemos grandes declarações. Fazíamos mais do que isso... agíamos."
Ouvi, corri a anotar no telemóvel e lá ficou. Os dias passaram e ela até então adormecida no seu formato electrónico lá me apareceu ontem à frente. E fez-me pensar. Sou de agir, não de falar no que toca a matérias amorosas. Mesmo quando ajo mal. Talvez devesse falar mais. Talvez se falasse mais agisse menos mal...
O wok faz a sua magia com o resto da lata de atum que serviu para a sandes da praia de ontem. Porque sou esquisita mesmo no que toca a sandes. Porque uma sandes de fiambre é coisa para me pôr doente. Quero lá saber se as fatias são "finíssimas" e vieram da pá. É fiambre. É pão com fiambre e um estraga o outro. O pão merece mais, o fiambre também. Coisa desenxabida, é o que é. Nesse aspecto, certa menina M., caracolinha que, sem saber, vai buscar à tia/madrinha umas manias, é cá das minhas: fiambre é para comer sozinho, à gulosa, o pão quanto muito e nesse caso, é só o recipiente.
Voltando ao wok, lá está ele cheio de alho e coentros como convém. Promete... mas não cumpre. A massa ficou mais ou menos. Portanto, quase boa. Ainda na sexta me aconteceu isso em determinado restaurante. Tinha tudo para ser óptimo: o nome do prato, os ingredientes, o aspecto, o cheiro mas depois... não era. Era quase bom, só quase bom. Se fosse cozinheiro diria que era o pior que me podia acontecer. Acho que preferia que estivesse intragável. Como cozinheiro quereria que os meus pratos provocassem reacções avassaladoras. "Óptimo!", "Excelente", "De fugir!" ou "Até me vomitei!". Nunca um "quase bom". Um "quase bom" não tem corpo suficiente, um "quase bom" nem dá vontade de reclamar. Reclamar de quê? Mas está mau? Não... Então está bom? Não... Então está o quê? Não sei... É como a roupa da loja dos chineses, é quase gira...
E lá estamos nós, eu e o meu estômago, avessos aos "assim-assim", aos morninhos, aos simpáticos, aos poucochinhos, aos "doces da avó" e aos molotovs, origem dos bleeerrgggh que a minha língua atira para fora da boca em tom de desolação e com expressão a condizer...
A verdade é que não me tem apetecido escrever. Há a viagem para contar, as fotografias para escolher, os costumeiros "sinto isto e aquilo" mas não, não me puxa... Talvez porque a viagem tenha servido mais para abstracção do que para análise, organização e conclusão. E talvez assim tenha sido porque não há mais nada para analisar quanto mais para concluir. É o que é, disseram-me um dia já há muito tempo, ouvi eu repetido mais recentemente da boca de outros. É o que é. Só falto eu, ser o que sou. O pior é que isso não me agrada. O pior é que o que sou hoje é "assim-assim", é molotov... e eu não sou moça para me contentar com isso.
Mantenho perguntas, sim. Mas não espero respostas. Ou então já as sei e o que sei já me serve mesmo que elaboradas por mim. O que é certo o que é facto é que a calmaria nocturna se mantém. Talvez já tenha mesmo respondido a tudo.
Mas já não gosto de aqui estar. Não sou eu aqui, não é a minha casa. Ou melhor, é, na papelada e na vertente prática. Mas funciona mais como albergue que me permite não dormir ao relento e que tem lugares certos para as coisas do que como casa, casa a sério, com C grande. Sugeriram no outro dia, tendo por base a conjuntura péssima em que estamos sentados: pinta as paredes, muda as coisas de lugar, transforma numa coisa diferente. Boa ideia... se me apetecesse. Só que penso em tudo isso mas noutro lugar, não aqui. Isto já se transformou em local de passagem há tanto tempo que não é possível voltar atrás. Já só grita "temporário", mais nada. Para quê gastar tinta com o temporário?
Li algures que "a realidade só é má se fugires dela". As porcarias que as pessoas escrevem na net só com esperança que depois as citem em qualquer site de frases famosas ou dizeres profundos. "A realidade só é má se fugires dela", pois sim! A realidade é boa ou má ou o que tiver que ser, estejas perto ou longe, fujas ou não, ó energúmeno cibernáutico! Aliás, porque fugiriam as pessoas se assim fosse? Se fogem é porque é uma trampa, não?! Digo eu porque eu nunca fugi. Não porque não quisesse mas porque o meu cocktail genético tem um raio de uma mania de dar a cara às chapadas que chega a ser doentio, mas enfim... "Ai, mas encaras, olhas de frente, não tens medo". Exacto... olha que bom para mim...!
Ai... estou cansada. O domingo cansa-me. É fim-de-semana mas já quase não é, é dia em que não se faz nada de jeito porque o que adianta se amanhã começa a semana e eu devia mas é aproveitar para fazer limpezas ou coisa que o valha...
Ai, deixa-me mas é ir que a solidão em demasia faz-me pensar em demasia também e já se viu que é coisa para a qual não tenho o mínimo jeito...
quinta-feira, julho 07, 2011
Porque é uma de muitas que me foram (literalmente!) oferecidas ontem
Coldplay
Come up to meet you,
tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
You don't know how lovely you are
I had to find you,
tell you I need you
Tell you I set you apart
Tell me your secrets
Running in circles,
coming up tails
Heads on a silence apart
Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said that it would be this hard
Oh take me back to the start
I was just guessing
Questions of science,
Tell me you love me,
Running in circles,
chasing our tails
Coming back as we are
Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start
Oh ooh ooh ooh ooh ohh (x4)
and ask me your questions
Oh let's go back to the start
Oh let's go back to the start
Running in circles,
coming up tails
Heads on a silence apart
Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said that it would be this hard
Oh take me back to the start
I was just guessing
at numbers and figures
Pulling your puzzles apart
Pulling your puzzles apart
Questions of science,
science and progress
Do not speak as loud as my heart
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me,
come back and haunt me
Oh and I rush to the start
Oh and I rush to the start
Running in circles,
chasing our tails
Coming back as we are
Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start
Oh ooh ooh ooh ooh ohh (x4)
terça-feira, julho 05, 2011
Happy... day?
Pois é, é um misto... de alegria e tristeza, de doce e amargo.
De memórias boas, tão boas, de pequenina, criança em êxtase que vibrava com a antecipação, de bolo de chocolate e morangos com chantilly porque eram as minhas três coisas preferidas e juntá-las num bolo só era simplesmente perfeito. E de surpresas e telefonemas e amigos e prendas e espumante.
Mas também de outras, de coloração intensificada mas pela dor, que cortam a respiração, que se revivem no corpo, que até parece que nos picam a pele. Outras, de emoções que perfuram, de olhares, aquele olhar, aquele olhar que eu vi nesse dia, nesse mesmo dia, e que se me cravou na memória...
Há dois anos que é assim. Talvez nunca mais deixe de ser.
sábado, julho 02, 2011
De barriga cheia
De mil aventuras e expressões e pensamentos e risos e situações mais ou menos caricatas e côr e sol e paisagens e amizade e amor e beleza e cultura e línguas misturadas. Acima de tudo, de mente mais aberta e alma mais completa como só uma viagem pode proporcionar. E de caneta mental em punho para, um dia destes, fazer um resumo à altura.
sexta-feira, junho 24, 2011
Porque preciso reaprender...
Foo Fighters
I am a one way motorway
I’m the one that drives awayThen follows you back home
I am a street light shining
I’m a wild light blinding bright
Burning off alone
It’s times like these you learn to live again
It’s times like these you give and give again
It’s times like these you learn to love again
It’s times like these time and time again
I am a new day rising
I’m a brand new sky
To hang the stars upon tonight
I am a little divided
Do I stay or run away
And leave it all behind?
It’s times like these you learn to live again
It’s times like these you give and give again
It’s times like these you learn to love again
It’s times like these time and time again
quarta-feira, junho 22, 2011
" (...) Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. "
"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. "
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. "
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
Os céus e as suas certezas
"A sua facilidade em exprimir os seus sentimentos vai também aproximá-lo muito mais dos outros."
Facilidade em quê? Desde quando, amigos??? Se é isso que me vai aproximar dos outros, mais vale deixar já cair a toalha, não?!
segunda-feira, junho 20, 2011
sexta-feira, junho 17, 2011
quinta-feira, junho 16, 2011
Porque ontem me acompanhou em viagem, já a lua se tinha cansado de estar escondida...
Stop and Stare
One Republic
This town is colder now, I think it's sick of us
It's time to make our move, I'm shaking off the rust
I've got my heart set on anywhere but here
I'm staring down myself, counting up the years
Steady hands, just take the wheel...
And every glance is killing me
Time to make one last appeal... for the life I lead
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be, oh
Stop and stare
You start to wonder why you're here not there
And you'd give anything to get what's fair
But fair ain't what you really need
Oh, can you see what I see
They're trying to come back, all my senses push
Untie the weight bags, I never thought I could...
Steady feet, don't fail me now
Gonna run till you can't walk
Something pulls my focus out
And I'm standing down...
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be, oh
Stop and stare
You start to wonder why you're here not there
And you'd give anything to get what's fair
But fair ain't what you really need
Oh, you don't need
What you need, what you need...
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be
Oh, do you see what I see...
One Republic
This town is colder now, I think it's sick of us
It's time to make our move, I'm shaking off the rust
I've got my heart set on anywhere but here
I'm staring down myself, counting up the years
Steady hands, just take the wheel...
And every glance is killing me
Time to make one last appeal... for the life I lead
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be, oh
Stop and stare
You start to wonder why you're here not there
And you'd give anything to get what's fair
But fair ain't what you really need
Oh, can you see what I see
They're trying to come back, all my senses push
Untie the weight bags, I never thought I could...
Steady feet, don't fail me now
Gonna run till you can't walk
Something pulls my focus out
And I'm standing down...
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be, oh
Stop and stare
You start to wonder why you're here not there
And you'd give anything to get what's fair
But fair ain't what you really need
Oh, you don't need
What you need, what you need...
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be
Oh, do you see what I see...
Reconhecimentos
"Faz parte", disseram-me um dia. E eu repeti quando chegou a minha vez. Juntas na areia, falávamos sobre reconhecer os corpos, reconhecer a morte, olhar para ela de frente e assinar em baixo confirmando que sim, ela aconteceu. E eu disse "faz parte". Juntas na areia dissemos o que sabíamos, demos o que tinhamos para dar, o que aprendemos, para que a outra o utilize não ocultando, no entanto, os desvios de nós próprias, como nem sempre agimos de acordo. Também faz parte, acho eu.
Os sonhos fizeram tréguas. Talvez já não tenha perguntas. Talvez ainda as tenha mas já não me interessem as respostas. Seja como for, agora apetece-me dormir, dormir muito, dormir tudo o que tenho mal dormido nos últimos tempos. Quero dormir por dormir, só isso, sem que o meu cérebro utilize a noite e o meu estado semi-comatoso para elaborar e esmiuçar o que, durante o dia, me ronda sem destino, o que não encontra saída. Talvez já não interesse a saída, talvez tenha finalmente morrido na praia, talvez já não haja mais grande trabalho a fazer. Dá ideia que também ele, o meu cérebro, resolveu desistir, pôr de lado, desprezar as emoções já em carcaça que há muito não acrescentam nada como não acrescenta nada o que não tem vida. Talvez. Sinceramente, não quero saber. Quero só dormir o sono despreocupado a que tenho direito.
Morte. Dizem as cartas entendidas na matéria que significa renovação. Acabar para recomeçar. Morte. Sim, sentadas na areia te digo "é vital reconhecer o corpo". Faz parte. E ainda bem.
quarta-feira, junho 15, 2011
Pensa ela enquanto saboreia uma fatia de bolo de chocolate...
Nada como ter estado no fundo do buraco para aprender a relativizar o que está cá fora...
Posto isto... venha daí mais uma! (fatia, bem entendido)
Posto isto... venha daí mais uma! (fatia, bem entendido)
terça-feira, junho 14, 2011
Os deuses que me dêem paciência porque se me dão força...
Já estava à espera, claro. Era previsível. Pegou onde podia pegar. Pegou no único ponto à sua disposição, o único ponto subjectivo e cuja avaliação depende somente da sua opinião pessoal. Pegou e usou a seu bel-prazer. Não esperava outra coisa.
Eu, pelo meu lado, deixei claro o que pensava. Deixei claro que percebi, que vejo muito bem o que ele não assume, que não me toma por parva e que eu sei bem de que matéria se compõe, qual o seu raciocínio, o que o move. Olhando de frente, olhos nos olhos, mesmo quando os seus se desviavam, deixei clara a minha opinião e as minhas certezas, com as minhas palavras, com os meus gestos, com a minha expressão facial. E ele entendeu.
Eu, pelo meu lado, deixei claro o que pensava. Deixei claro que percebi, que vejo muito bem o que ele não assume, que não me toma por parva e que eu sei bem de que matéria se compõe, qual o seu raciocínio, o que o move. Olhando de frente, olhos nos olhos, mesmo quando os seus se desviavam, deixei clara a minha opinião e as minhas certezas, com as minhas palavras, com os meus gestos, com a minha expressão facial. E ele entendeu.
Portanto, entendidos estamos no desentendimento.
Ele sorriu, com o seu sorrisinho mesquinho da gente pequenina, e com ele disse: vês? Tenho a faca e o queijo na mão. Não te queres portar bem daqui para a frente?
E eu respondi, encarando directamente e sem sorriso nenhum: fofinho, espera... mas sentado..!
"3 segundos" roubados
"“Tenho saudades tuas” gritou com o olhar, no acto irreflectido ao procurá-lo.
Só por 3 segundos. Para saciar o desejo de o ver.
Acenou-lhe ao longe. E ele devolveu-lhe o sorriso. Um sorriso inexpressivo. Talvez forçado.
Não quis saber. Foi-se embora.
Por apenas 3 segundos, absortos em silêncios de uma despedida antiga, por acontecer.
Há sorrisos que nunca voltamos a ver.
Seguiu em frente. Aquele já não era, há muito tempo, o seu lugar. Porque há lugares que descobrimos e amamos, mas que não podemos ficar. Ela já tinha amado aquele lugar. Mas agora, tão pouco o pode visitar.
3 segundos de olhar. Segundos que preenchem o vazio da ausência. Olhar, só para parar de recordar. As recordações baralham, torturam. Há olhares que amamos sem perceber, entram-nos na alma, cravam-se no peito. Cegam-nos de prazer. Ela já amou aquele olhar. Mas agora os olhares escondem-se na escuridão, que é olhar sem ver.
3 segundos bastaram. Para o beijar. Na boca, na língua, na pele. Beijar sem respirar. Há beijos que não se conseguem evitar. Ela já amou aquele beijo. E pensou que aquele beijo a amava também. E confundiu o seu beijo angustiado à partida, com a despedida. Fria. Silenciosa. Que o beijo dele tem.
Há beijos assim, violentamente desejados em escassos segundos, eternamente ancorados em terra de ninguém."
Só por 3 segundos. Para saciar o desejo de o ver.
Acenou-lhe ao longe. E ele devolveu-lhe o sorriso. Um sorriso inexpressivo. Talvez forçado.
Não quis saber. Foi-se embora.
Por apenas 3 segundos, absortos em silêncios de uma despedida antiga, por acontecer.
Há sorrisos que nunca voltamos a ver.
Seguiu em frente. Aquele já não era, há muito tempo, o seu lugar. Porque há lugares que descobrimos e amamos, mas que não podemos ficar. Ela já tinha amado aquele lugar. Mas agora, tão pouco o pode visitar.
3 segundos de olhar. Segundos que preenchem o vazio da ausência. Olhar, só para parar de recordar. As recordações baralham, torturam. Há olhares que amamos sem perceber, entram-nos na alma, cravam-se no peito. Cegam-nos de prazer. Ela já amou aquele olhar. Mas agora os olhares escondem-se na escuridão, que é olhar sem ver.
3 segundos bastaram. Para o beijar. Na boca, na língua, na pele. Beijar sem respirar. Há beijos que não se conseguem evitar. Ela já amou aquele beijo. E pensou que aquele beijo a amava também. E confundiu o seu beijo angustiado à partida, com a despedida. Fria. Silenciosa. Que o beijo dele tem.
Há beijos assim, violentamente desejados em escassos segundos, eternamente ancorados em terra de ninguém."
S.G.F.
segunda-feira, junho 13, 2011
quinta-feira, junho 09, 2011
Servido ao almoço
E ela falou-me em buraco. E perguntou: consegues ver o buraco onde estou metida?? E eu respondi mentalmente: Consigo. Vejo perfeitamente. Do interior, de baixo para cima.
Post "a pensar na vida" que é o mesmo que dizer post "altamente aborrecido e sem ponta por onde se lhe pegue"
Demasiados gatos com o rabo de fora. Demasiados pendentes por resolver. Consciente de que alguns não dependem inteiramente da minha vontade e que tenho que me habituar a conviver pacificamente com a sua presença, sólida e não resoluta, outros estão nas minhas mãos. Ou pelo menos, está nas minhas mãos o empurrão inicial do processo de dissolvência. Porque é disso que se trata, dissolver, desfazer, reduzi os grânulos a pó para que o vento os leve com facilidade e eles deixem de me emperrar a engrenagem.
Estou cansada, farta desta estrutura minha e da sua carência de fluidez. Faz-me falta pairar por aí, absorvendo o ar e o sol, voando pelos dias enquanto eles passam, esperando o melhor de hoje e amanhã, sorrindo, acima de tudo sorrindo, sem importar porquê, apenas porquê sim, porque a vida me faz sorrir. Porque eu me faço sorrir.
Tenho pura inveja de quem dobra a esquina dos dias importando-se apenas com o que vem daí e esquecendo o que está atrás. Tenho pura inveja dos desmemoriados.
A propósito das fotografias... somos mestres em disfarce, não é querida V.? Já faz parte das nossas habilitações, deviamos actualizar o curriculo, acho que acrescenta mais-valia a par do conhecimento de informática na óptica do utilizador ou do inglês falado e escrito. Deviamos acrescentar, na parte das competências pessoais: capacidade de manter máscara todo o ano e até reforçá-la no Carnaval, acrescentado pulos, bebedeiras e tentativas para dançar samba, de forma a não levantar suspeitas e agir de acordo com o que é esperado para a época. Acho que nos abria umas quantas portas por esse mundo empresarial afora....
Abafo convictamente os "porquês", embora um ou outro consigam, de vez em quando, escapar-se-me por entre os dedos e rebentar por cima da minha cabeça em forma de balão de banda desenhada, com muitos pontos de interrogação e exclamação e letra maíuscula como convém. Faço por ignorar. Porque já não interessa nada. Os sacanas assombram-me depois de noite mas isso já é costume e eu também já estou habituada a menosprezá-los acordando e dizendo de mim para comigo: que disparate, foi só um sonho. Não resulta mas acredito piamente que um dia destes os venço pelo cansaço. Afinal, esta é outra das minhas valências que até devia fazer parte do CV desde sempre.
Nos manuais encontra-se referência à importância do conhecimento interior e de como esse conhecimento contribui tanto para a nossa felicidade. Conhecimento interior, my ass! Se os gurus que os escrevem conhecessem o meu interior como eu conheço, tratavam já de recolher cada exemplar espalhado pelas livrarias deste mundo! Já espreitei o meu interior, meus caros, já espreitei e não achei piadinha nenhuma ao que vi. Se aquilo contribui para a minha felidade vou ali e já venho! Fechada em mim mesma, remoendo ódios, raivas, desilusões, desgostos, mágoas, solidão, despeito, desprezo, tristezas várias, pedaços de coração espalhado por todo o lado, lágrimas, culpas, saudades infinitas, em suma, um ser amarfanhado, meio corcunda, deprimente e altamente desinteressante para não dizer assustador! É este o meu interior... vão-se mas é lixar, não?! Posto isto, só me resta repetir, my ass!
Preciso de amor. Talvez só o amor me salve. Mas acho que tem que ser aquele tipo de amor com corpo e força que vem contra nós e estilhaça as defesas, que penetra por cada poro e inunda, invade a corrente sanguínea levando côr a cada célula, a cada nervo, a cada batida do coração, cobrindo o cinzento em cada centímetro, daquele que traz vida e calor. Daquele que preenche e adoça e aquece. Mas será justo pedi-lo quando não se consegue dar garantia de nada? Não, não é. Será justo pedir de fora para dentro quando todos os manuais nos ensinam a resolver de dentro para fora? Não, não é. Quem tem que tratar de colorir o meu cinzento sou eu, quem tem que se importar em apanhar do chão os pedaços de coração partido e remendá-lo sou eu, quem tem que querer deixar de ser gelada sou eu. Quem tem que estilhaçar as defesas sou também eu. Como? Não sei, não faço a mínima ideia...
Se calhar já me calava mas é... tanto me dá para não escrever nada de substancial como me ponho a vociferar para o papel electrónico tudo o que me vem à cabeça sendo que, na maioria dos casos, também não interessa nada a ninguém nem sequer a mim!
O que prova que, apesar de tudo, não mudei tanto assim. Continuo a ser a parva que sempre fui! E assim, pensando bem, até acho que isso me alegra...
quarta-feira, junho 08, 2011
Anjinho - 1, Diabinho - 0
A máquina já me andava a chamar há algum tempo. Particularmente, o orifício 37 onde se encontravam instaladas várias embalagens de Dove Caramel, todas alinhadinhas, cada uma encostada à sua alavanca de ferro torcido que as iria empurrar para a saída mal alguém assim o decidisse. Hoje decidi-me. E hoje Deus quis que eu não tivesse trocos.
terça-feira, junho 07, 2011
Proposta decente
Ao novo PM: que tal os imbecis pagarem mais impostos que os outros?? Com esta medida eramos bem capazes de conseguir amortizar as dívidas em tempo record! Se precisarem de ajuda para os identificar eu, assim de repente, lembro-me já de uns quantos..! ;)
Frase do dia
"Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... nem que eu faça a falta que elas me fazem."
Mário Quintana
segunda-feira, junho 06, 2011
Politicando
"Mais depressa do que sonhou. Com mais votos do que se pensava. Com a coligação preparada à nascença. Com um programa liberal. Com o País carente. Com a troika amigada. Pedro Passos Coelho já só depende de uma coisa: de si mesmo. Não é pouco. Mas já tem muito. Até porque o País virou à Direita. Ou virou as costas à Esquerda. O PSD teve uma grande vitória, o PS teve uma derrota humilhante. Esta observação encerra outra, a de que a Direita tem hoje a legitimidade governativa que esbanjou com Durão Barroso e que não teve com Santana Lopes. Vinte anos depois da segunda eleição de Cavaco, há a primeira eleição de Passos Coelho. Com Cavaco em Belém. O "povo pá" só não lhe deu a maioria absoluta. Mas deu-lhe a folga suficiente para sair melhor que a encomenda. Para ser um primeiro-ministro forte, que trabalhe com a troika e não para a troika. Que não fique refém de Paulo Portas no Governo, nem de Cavaco Silva na Presidência. Nem de José Sócrates no PS. A história que começou ontem terminou outra. Sócrates ruiu. É o primeiro primeiro-ministro a perder uma reeleição em democracia (Santana não havia sido eleito). Sai com um discurso digno, de um político que o será sempre que o deixarem e que o quiserem. Mas sai com o PS humilhado nas urnas. Deixando a esquerda no chão. E o País subjugado. Nos próximos meses, uma numerosa matilha pontapeará Sócrates. O poder é assim, eflui. Muitos dos que o arrasarão agora não abriram a boca durante anos ou sentaram-se na mesma mesa, mas Sócrates não se pode queixar, foi ele que escolheu os seus aliados. Alguns serão agora aliados de Passos. Ontem, José Sócrates foi corrido do País. Varrido do PS. Como já se percebeu, o assunto não vai ficar por aqui. Portugal livrou-se de José Sócrates, mas José Sócrates não se livrou de Portugal. Que não seja por ajuste de contas. Sócrates é agora um passado em que Portugal não pode ficar cismado. Pedro Passos Coelho é o novo futuro em que Portugal confiou. Desta vez, a Direita não se mascarou de centrão. Como escreveu Pedro Marques Lopes a meio da campanha, o programa eleitoral muda tanto a face do PSD que devia mudar-lhe o nome. Pedro Passos Coelho é liberal. Essa convicção será testada. Mas não foi dissimulada. E ganhou as eleições. O discurso de ontem não foi o mais empolgante. Nem estavam milhares de pessoas no Marquês de Pombal. Mas isso não é necessariamente mau - foi de triunfalismo em triunfalismo que chegámos a este estado de estupor. Mas isso é um aviso a Passos Coelho: o "povo pá" já não tem ilusões. Já não suporta mais ter desilusões. Ontem, não passou um cheque em branco, fez um voto expresso: governem. Não basta cantar o hino: governe. Passos Coelho vai ter o estado de graça mais curto de sempre. Sócrates teve mais de dois anos de boa imprensa, Passos pode não ter sequer dois meses. O País está sem graça, nada mais é de graça e até a sua graça pode mudar, com as placas da fronteira a passarem de azul para amarelo e no lugar de "Portugal" estar escrito "Em Obras de Reabilitação, prometemos ser breves". É desgraça mesmo. Passos Coelho tem de fazer um Governo bom e depressa. Para cumprir o plano da troika já. Para resistir às pressões. Começando as que se movimentam na própria composição do Governo. Que seja a pensar nas consequências e não nas causas. Que largue os equilíbrios estilo "cinco para mim, três para ti, um para o outro, outro para os de lá, três da loja e dois da fé". A receita tem de ser outra. Começando por dois ministros: o das Finanças e o da Justiça. Passos tem o voto. Tem o conforto disfarçado da troika. É preciso coragem. Para fazer o governo rápido e bom; para ter grandes ministros; para fazer as privatizações bem, para destapar faces ocultas, destruir a corrupção mas não o Serviço Nacional de Saúde. Sobretudo: para não deixar substituir uma quadrilha por outra. Porque ela já está a agrupar-se. Como sempre. Se ele cede, ela apropria-se. Como sempre. Os grandes líderes libertam-se das ameaças dos outros e dos seus próprios medos. Só um líder forte escolhe pessoas melhores do que ele próprio nas suas áreas. Pessoas que não lhe dizem a tudo que sim. É desses que Passos Coelho precisa. Não há Ernâni Lopes. Mas há muitos grandes ministros das Finanças no País. Até presidentes de bancos. Até presidentes de empresas. Haja coragem para fazer o convite. Haja coragem para aceitá-lo. Os portugueses deram a Passos Coelho o poder que ele nunca teve. Incluindo o poder de detonar as críticas feitas amiúde, de inexperiência e de falta de autonomia face aos que o rodeiam. Foi Marco António Costa que lhe deu o PSD. Foi Miguel Relvas que o levou às urnas. Foi com a estratégia de Dias Loureiro que a campanha virou. Mas foi ele quem ganhou. E é agora ele quem será primeiro-ministro. Ele. Eleito. Pelo povo. Não é só o poder que faz o homem. É também o homem que faz o poder. Tome-o, o poder. Agora use-o - Senhor Primeiro-Ministro."
sexta-feira, junho 03, 2011
Notas soltas mas misturadas (assim do tipo remix pimba de bailes de Verão)
Sapatos, sombras, perfumes, dados e emprestados. À mistura com vodka black e, à falta dela, vinho branco fresquinho. Tenho a dizer que compensa "ir às compras" a certo terceiro andar de determinada rua de Lisboa...
O muro. Desafio: da frase "atirar-me contra ele" onde se pode encontrar referência à inteligência???
Praia. Ter inveja de determinado ser por estar neste momento estendido ao sol faz de mim uma pessoa muito má?? No caso da sua resposta ser afirmativa, é melhor começar já a habituar-me à ideia de andar sobre brasas quando passar para o lado de lá.
Festas de Lisboa. Sardines, where I come! I can't wait!
Tre ragazze in Italia. I can't wait também! A droga já está a postos!
Maus flúidos, emocional e gastricamente falando. Tenho que tratar disto...
Aniversário. Está quase aí. Praia, decididamente.
"Acho óptimo, vai ser muito bom! Aproveitem e beijem muuuuiiitttooo!! Mas nada de se apaixonar, viu!? Leves e soltas, beijar na boca e depois soltar e seguir viagem!! Porque vocês estão por cima, é isso aí!" Conselho de representante do país irmão.
A frasezinha do dia: "O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem." Antoine de Saint-Exupéry
Concluo que a minha porção criança é maior do que eu imaginava. Quando questionada sobre que coisas gosto mais de fazer, o que me veio primeiro à ideia foi comer e dormir.
Preparada para fim de semana atarefado. Hoje, musicól e hermanas para fazer bem ao corpo e à alma. Amanhã, vestidinho e sapato pi-pi em missão importante. Depois, a ver se o país anda para a frente. Demasiada responsabilidade só para três dias, não??
Hoje cheiro a maçã...
A indemnização do tal casaco chegou, a devolução do que eu paguei a mais de impostos filhos-de-uma-égua-que-cada-vez-recebo-menos também já se instalou na minha conta. Ena! Estou, praticamente, rica..! Mas, vá lá, o que me vale é que mantenho o sentido de humor.
Saudades de certa terriola à beira Dão...
Festas de Lisboa. Sardines, where I come! I can't wait!
Tre ragazze in Italia. I can't wait também! A droga já está a postos!
Maus flúidos, emocional e gastricamente falando. Tenho que tratar disto...
Aniversário. Está quase aí. Praia, decididamente.
"Acho óptimo, vai ser muito bom! Aproveitem e beijem muuuuiiitttooo!! Mas nada de se apaixonar, viu!? Leves e soltas, beijar na boca e depois soltar e seguir viagem!! Porque vocês estão por cima, é isso aí!" Conselho de representante do país irmão.
A frasezinha do dia: "O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem." Antoine de Saint-Exupéry
Concluo que a minha porção criança é maior do que eu imaginava. Quando questionada sobre que coisas gosto mais de fazer, o que me veio primeiro à ideia foi comer e dormir.
Preparada para fim de semana atarefado. Hoje, musicól e hermanas para fazer bem ao corpo e à alma. Amanhã, vestidinho e sapato pi-pi em missão importante. Depois, a ver se o país anda para a frente. Demasiada responsabilidade só para três dias, não??
Hoje cheiro a maçã...
A indemnização do tal casaco chegou, a devolução do que eu paguei a mais de impostos filhos-de-uma-égua-que-cada-vez-recebo-menos também já se instalou na minha conta. Ena! Estou, praticamente, rica..! Mas, vá lá, o que me vale é que mantenho o sentido de humor.
Saudades de certa terriola à beira Dão...
"Está cansada?? Pois, não admira! Há quanto tempo anda em luta?!"
Mas como é possível gostar e admirar alguém que não tem opinião própria?? Ou que, se tem, opta por não a manifestar preferindo a paz podre do ir concordando para não levantar ondas à chatice e ao trabalho, é certo, mas também à energia contagiante e catalizadora de mudança que dá questionar, contrariar, contestar quando não se concorda?? Credo... que aborrecimento...
Esperam-me duas horinhas de Pilates que até dói...
Sabes... ontem vi-te a olhar para mim...
O gato B. e o seu comportamento-cão. Mia e mia e raspa com as patas quando me ouve meter a chave à porta. Insiste porque insiste em pendurar-se nas minhas pernas quando eu chego para que lhe pegue ao colo. Só sai de lá com a pança devidamente cheia de mimos e depois de ter a parte de trás das orelhas coçada trezentasecinquenta mil vezes, mais coisa menos coisa.
As pessoas estúpidas não deviam ter Facebook. É que assim não conseguem disfarçar...
'Tou cheia de m'óbirêêê! É melhor então não me ouvir mais!
quinta-feira, junho 02, 2011
A frase, a constatação, o perfil e as alegorias camprestes
Virando as costas à floresta densa e escura do desespero, do não conformismo, dos murros na mesa, da luta incessante. Entrando no campo aberto da aceitação...
"Sometimes quitting is the bravest decision."
Fonte: Stuff No One Told Me
Seria de esperar que esta nova fase, por regra associada à serenidade, me deixasse mais feliz. Seria, pois... não fosse um pequeníssimo pormenor... eu sou a que luta. Eu sou a que não se conforma. Eu sou a outra que ficou lá atrás, é com essa que me identifico, não com esta que baixou os braços. Esta entristece-me...
Mas desisti, sim, desisti, é um facto, é a realidade. Portanto, resta-me agora abraçar este meu lado desistente, acomodá-lo em mim, saborear a liberdade que ele me traz, em suma, respirar fundo, vivê-lo e aprender a sorrir também com ele.
"Sometimes quitting is the bravest decision."
Fonte: Stuff No One Told Me
quarta-feira, junho 01, 2011
Humor me... ?
A Dra. X já não tem acordo, f***! Ok, ok, marque então para outro, por favor. Como disse que se chamava? Ah... eeerrr... pronto, que seja. E acabei assim de marcar uma consulta de ginecologia para um médico que tem o mesmo nome de um conhecido humorista nacional... não sei porquê mas agora acho que estou com um certo medo...!
Linguagens
Quis colocar uma questão a um colega da informática. Decidi sair de mim e utilizar a sua linguagem julgando que, assim, a comunicação entre nós seria facilitada. Pergunto por email:
- E o interface para o utilizador, como vai ser?
- Hãããã?? ... acho que não percebi a tua pergunta...
- Eeerr... o aspecto...? A forma como vai aparecer ao utilizador... ?
- Aaahhh, isso!! É o que quisermos!
De novo o que já não é novo...
Os sonhos. Vale a pena dizer alguma coisa?! Não... já não vale, estou demasiado cansada...
terça-feira, maio 31, 2011
Afinal, quem é o maluco aqui?!
Um companheiro de parque para mim:
- Bom dia! Epá... tão elegante!! Muito bom dia para si!
Ok, ok, o senhor é, supostamente, atrasado mental... mas eu gosto de acreditar que o seu distúrbio não influencia em nada o seu sentido crítico no que toca à elegância! Por isso, obrigadinho caro companheiro, um bom dia para si também! E tenho dito, pronto!
segunda-feira, maio 30, 2011
Em loop
... dar importância ao que é realmente importante... dar importância ao que é realmente importante... dar importância ao que é realmente importante... dar importância ao que é realmente importante...
Porque não conhecia e gostei de ouvir...
A Máquina (acordou)
Amor Electro
Saber o que fazer,
Com isto a acontecer,
Num caso como o meu.
Ter o meu amor,
Para dar e pra vender,
Mas sei que vou ficar,
Por ter o que eu não tenho,
Eu sei que vou ficar.
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero ser feliz.
É de pedir aos céus,
Porque este amor é meu,
E cedo vou saber,
Que triste é viver.
Que sina, ai, que amor,
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.
Sentir, não mentir,
Amar e querer ficar,
Que pena é ver-te assim,
Já sem saberes de ti.
Rasguei o teu perdão,
Quis ser o que já fui,
Eu não vou mais fugir.
A viagem começou,
Porque este amor é meu
E cedo vou saber,
Que triste é viver.
Que sina, ai, que amor.
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero é ser feliz.
É de pedir aos céus.
Porque este amor é teu,
E eu já só vou amar,
Que bom não acabou,
A máquina acordou.
Amor Electro
Saber o que fazer,
Com isto a acontecer,
Num caso como o meu.
Ter o meu amor,
Para dar e pra vender,
Mas sei que vou ficar,
Por ter o que eu não tenho,
Eu sei que vou ficar.
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero ser feliz.
É de pedir aos céus,
Porque este amor é meu,
E cedo vou saber,
Que triste é viver.
Que sina, ai, que amor,
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.
Sentir, não mentir,
Amar e querer ficar,
Que pena é ver-te assim,
Já sem saberes de ti.
Rasguei o teu perdão,
Quis ser o que já fui,
Eu não vou mais fugir.
A viagem começou,
Porque este amor é meu
E cedo vou saber,
Que triste é viver.
Que sina, ai, que amor.
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero é ser feliz.
É de pedir aos céus.
Porque este amor é teu,
E eu já só vou amar,
Que bom não acabou,
A máquina acordou.
sábado, maio 28, 2011
É a fingir
Começando pela célebre frase, que já nem sei bem quem disse e que soa mais ao menos assim: o período de maior descoberta é também o período mais difícil da vida de alguém. Descobertas. O que descobri eu? Descobri que sobrevivemos, aconteça o que acontecer. Que quando achamos que nunca seria possível passar por tal provação ou que não aguentamos mais, o nosso organismo contraria-nos continuando a respirar. Descobri que as ilusões matam por dentro e que, na realidade, quase nada depende de nós. Como não depende de nós, da nossa vontade, que o organismo continue vivo. Descobri que é possível chorar sem lágrimas e que há dias em que o tempo não vale nada, só passa como é seu hábito. Descobri que não sou quem quero e que não sei quem quero ser.
Estendo a mão, tento tocar e, percebendo que o meu braço é curto demais, deixo-a estendida para que me consigam ver e, quem sabe, até façam um esforço para chegar a mim. Às tantas, o braço cansa-se e deixa-se cair.
A pior solidão é aquela que se sente mas não se vê, é aquela que disfarça, dissimula, finge que não existe, fechando-se em si mesma, no seu próprio mundo impenetrável, não há como lhe chegar. É aquela que sobrevive no meio da multidão, silenciosa, persistente, que não se deixa perturbar por um beijo ou qualquer sopro de carinho. Por palavras doces ou por um "vem cá, deixa-me entrar".
E ouvi "já não está deprimida o que não quer dizer que esteja feliz". E perguntei-me: e agora? Qual é o remédio? Porque para a depressão existem a terapia, os medicamentos, as técnicas, os profissionais e as sessões mais ou menos prolongadas de choradeira e lamentos. E para a tristeza? Onde está o comprimido? A quem se recorre a pedir ajuda? Qual é a cartilha que se deve seguir? "Porque não é só a tristeza, sabe, é a parede de gelo que adormece os órgãos e nos fecha."
Raiva, muita raiva, tanta raiva, que consome e desidrata. Seca-nos como uvas-passas. E a vergonha de responder "não" à pergunta "estás bem?". Por isso respondo "sim" e pronto, acabou-se a conversa. Estou cansada dos olhares, sobretudo dos olhares. Que se lixe, minto. Assim não olham para mim e podemos todos fingir que a realidade é aquela que se pinta.
quinta-feira, maio 26, 2011
Pérolas a porcos
Ter que explicar conceitos como "imparcialidade" e "descrição de factos", como premissas para escrever uma notícia, a uma pessoa qualquer até engulo. Ter que explicar exactamente os mesmos conceitos a uma pessoa que estudou comunicação durante quatro anos mexe-me com o sistema nervoso. Ter que ouvir dessa mesma pessoa que "dessas coisas da escrita e do jornalismo eu não percebo nada!" dá-me vontade de perguntar que energúmenos lhe deram o canudo e onde os posso encontrar de forma a conseguir que sejam chicoteados em praça pública!
Perfil
Aprendendo estrategicamente a ter estômago, a engolir sapos e a aceitar a transfusão de sangue de barata para as minhas veias. Vamos ver até quando...
quarta-feira, maio 25, 2011
Perseguição musical ou os deuses estão-me a querer dizer alguma coisa
"Just don't stand there and watch me fall..."
segunda-feira, maio 23, 2011
Frase do dia
"O amor só é lindo quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser."
Mário Quintana
Mário Quintana
domingo, maio 22, 2011
sábado, maio 21, 2011
Apelo
Esta aí alguém que comande sonhos?! Eu pago, eu compro, eu faço o que for preciso. É que estou farta que sejam eles a comandar as minhas noites...
sexta-feira, maio 20, 2011
Tre ragazze in Italia
E, assim de repente, eis que surge uma oportunidade. E, assim de repente, eis que decido embarcar nela. Algumas contas de cabeça, datas atiradas para aqui e para ali e a coisa começa a compôr-se. Acima de tudo, vontade de fazer algo diferente, só nós três, amigas de sempre, como se tivessemos outra vez dezassete anos, sem maridos nem filhos, nem empregos, nem chatices de qualquer espécie. Nós a precisar de arejar, nós a precisar de voltar a nós.
quinta-feira, maio 19, 2011
quarta-feira, maio 18, 2011
Saudade II
O telefone tocou e a voz do outro lado apresentou-se como um arrastão. Ouvi as suas lágrimas a cair no chão enquanto me dizia "Disseram que com o tempo melhorava. Mas é mentira, mentira! O tempo só faz com que a saudade aumente." Calei-me, sem saber o que dizer. A torrente de soluços do outro lado continuava e eu calada. Gostava de saber as palavras mágicas para as poder partilhar mas também para as ouvir, também para as dizer a mim própria. Gostava de ter a solução. Não tenho. Atrevi-me a dizer, depois de largos segundos em silêncio: talvez não seja o momento, e a voz banhada em lágrimas retorquiu com uma pergunta "Então quando será? Quando?". Não sei. Calei-me outra vez. Enquanto andava vi o meu reflexo num vidro. Ali estava eu, de telefone na mão, ombros quebrados, boca fechada. Repeti o que achava sobre o momento, repeti sem convicção apenas para tentar dizer alguma coisa. Repeti para que essas minhas palavras me ajudassem a manter-me no limbo onde me refugio enquanto sentia as mãos das lágrimas a abanar a minha estrutura, a querer-me fazer cair dali. Observei o meu reflexo, ali estava eu, parada, calada, inerte. Porque me são feitas estas perguntas? Porquê a mim quando é tão óbvio que não tenho qualquer resposta..?
Saudade
"...Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos magoa,
É não ver o futuro que nos convida..."
É recusar um presente que nos magoa,
É não ver o futuro que nos convida..."
Pablo Neruda
O tal caso do casaco e da lixívia
A história é simples. Vou ao supermercado, compro uma garrafa de lixívia e, na caixa, a dita mal fechada mancha-me o casaco que estava a usar.
Reclamo, dizem que sim senhora, tem toda a razão, dois dias depois ligam da seguradora para tratar do assunto. Falam em indemnização e estabelecem um valor. Até aqui tudo bem. Só que (porque há sempre um "só que") informam que, para tal, tenho que lhes entregar a peça de roupa em causa. Pára tudo, marcha-atrás, "como disse?". Pois, parece que sim, que é política da empresa. Tento perceber em que se baseiam e, não tendo mais argumentos válidos do lado de lá, recebo um "é assim porque sim".
Uuuuuiiiii!! O que eu gosto de ouvir um "é assim porque sim"!
Uuuuuiiiii, mais uma vez!! O que eu gosto quando se põem a dissertar sobre algo que diz respeito só a mim!!
Contra argumento, pois está claro, explicando à senhora que uma indemnização não é uma venda logo eu não tenho que entregar coisíssima nenhuma! "Convenhamos, e se fosse um carro?? Os senhores batiam-me, tinham que pagar o arranjo... isso dava-vos o direito de ficar com ele pelo simples facto de me passarem dinheiro para a mão?". Como é óbvio, não me respondeu preferindo ir pelo caminho pior... "Desculpe lá, mas o casaco está estragado, não é? A senhora não o vai usar assim por isso qual é o problema de nos entregar??".
Uuuuuiiiii, mais uma vez!! O que eu gosto quando se põem a dissertar sobre algo que diz respeito só a mim!!
"Minha senhora, vamos aqui esclarecer uma coisinha de uma vez por todas: o casaco é meu. Se eu gosto do estilo grunge e decido usá-lo mesmo assim ou se pretendo fazer dele pano de chão, cabe a mim decidir, não aos senhores!" Não sei se percebeu, sei que continuou a fazer finca-pé e sei que eu também.
Posto isto, pus-me ao caminho, pedi informação a esta e áquela entidade, contactei uma advogada amiga que se disponibilizou para ajudar, enfim, decidi não ceder. Não por causa da mísera indemnização mas pelo princípio e para combater o aproveitamento desonesto que estas empresas fazem do consumidor menos esclarecido que "papa" tudo o que eles dizem.
O facto é que nenhuma das minhas demandas deu resultado. As entidades empurraram umas para as outras, a amiga ainda não teve tempo de pegar no caso. Mas a verdade é que depois de uma série de telefonemas da seguradora a pressionar e de uma série de respostas da minha parte dizendo que não, não estava convencida de que eles tinham razão e que, até me esclarecer devidamente, o casaco não saía do armário, eis que recebo uma carta... Nela, um recibo de indemnização para ser devolvido assinado juntamente com o meu nib. Do casaco, nada! Absolutamente nada!
Não sei se, no meio da confusão, alguém lhes puxou as orelhas, não sei se desistiram porque tinham prazos para resolver o assunto, não sei se os venci pelo cansaço. O que sei é que vou receber e o casaco continua na minha posse!
Não obstante... acho que vou continuar com a demanda e falar com órgão regulador das seguradoras... é que podem ter havido um engano o que significa que vão voltar a fazer... e isso é coisinha para me bulir com os nervos! Nããããã! Não me parece! Acho que vou ter que os chatear mais um bocadinho... ;).
Ser cão raivoso sai caro..
E não é que, apenas em cinco noites, já começo a notar algum desgaste no dito molde-que-me-custou-uma-pipa-e-que-me-faz-parecer-uma-velha-mas-que-diz-que-é-preciso-para-controlar-a-raiva-que-vem-de-noite-e-que-me-anda-a-estragar-a-dentadura???
É o que eu digo, uma tábua fazia a mesma coisa e saía mais barato!
Estou feita...
terça-feira, maio 17, 2011
Constatação #41
Nada como "pôr as mãos no fogo por..." para ficar a saber o que são queimaduras de último grau.
segunda-feira, maio 16, 2011
System error: replace user and press any key to continue
Talvez devesses escrever, dizias para ti própria. Talvez se deres asas às palavras elas as usem mesmo e voem para fora de ti. Mas escrever o quê se já foi tudo dito? Escrever o quê se já não tens argumentos? O que há a escrever quando tudo se resume a um “é o que é”? Talvez sobre essa constatação, constatação rainha de todas as outras, talvez dissertar não mais sobre os porquês mas sobre o que fazer quando não temos mais perguntas… Aceitação é a palavra-chave. Para tudo em ti, aceitação. Aceitar que tens que aceitar. Aceitar a vida como ela se mostra, aceitar quem és e quem não foste. Aceitar. Aceitar. Sentes-te enganada como se te tivessem trocado o bilhete e te tivessem posto numa sala de cinema onde não passa o filme que tu queres ver mas outro, outro que nada tem a ver contigo, outro que não foi aquele que pediste. Aceitar ficar no escuro da sala até ao fim e aceitar que tens que decorar cada uma das cenas para que se tornem parte de ti. Aceitar.
Mas aceitação traz vazio. E o vazio traz eco. E o eco são fantasmas na casa assombrada…
Abanas a cabeça como que a espantar os demónios, respiras fundo, concentras-te outra vez, tentas focar o essencial mas… que essencial? O que é, afinal, o essencial? Talvez seja essa a grande meta, descobrir o teu essencial.
Porque parece que afinal é fácil, não é? Porque parece que há quem o faça sem problemas e sem demoras, porque há sempre a história daquele e do outro caso que "parecia que era o fim do mundo e agora estão óptimos!”. E sentes-te estranha, esquisita por não estares “óptima”, por teres acreditado que todas as ausências são sentidas, por teres achado que há marcas mais difíceis de apagar do que outras, por mais que o tempo passe, por mais que se queira “dar a volta” e estar “óptima”… no fundo, por teres acreditado, acima de tudo por teres acreditado. Estranha. Esquisita. Talvez até estúpida…
Vazio, o grande vazio. A perda, sempre a perda, de pessoas, de momentos, de ligações, de tempo, tanto tempo, tempo de vida, tempo de ti. Vontade de correr daqui para fora (Daqui de onde? Daqui para onde?) e gritar e dar murros no ar e revoltares-te com fúria contra as pedras maciças e pesadas que um dia te caíram em cima, que um dia te deitaram por terra, que um dia pretenderam quebrar-te a espinha. Gritar, esmurrar com força e raiva tudo à tua volta e com isso expulsar os espíritos do desalento, da profundeza da desilusão. Levantar o coração do chão. Levantar o coração do chão. Olhar para ti, olhar para ele, fazê-lo ganhar cor de novo.
Há palavras que não são ditas, há palavras que são esmiuçadas. O que te leva a um ou a outro caminho? Simples, tão simples. As palavras não ditas são as que não tens como dizer. Porque não há palavras que descrevam… As palavras esmiuçadas são os pedaços de rocha salientes a que te agarras para não cair. São o desespero de esperança vã, são a recusa em deixares-te esvair de forças, são as tentativas, são a ilusão do que poderá ainda ser feito. São uma luta pela sobrevivência. Mas que sobrevivência, afinal, que sobrevivência…? Aceitação, de novo aceitação.
Hoje, em resumo, e assim sem pensar muito, só te apetece dizer: desisto.
Mas aceitação traz vazio. E o vazio traz eco. E o eco são fantasmas na casa assombrada…
Abanas a cabeça como que a espantar os demónios, respiras fundo, concentras-te outra vez, tentas focar o essencial mas… que essencial? O que é, afinal, o essencial? Talvez seja essa a grande meta, descobrir o teu essencial.
Porque parece que afinal é fácil, não é? Porque parece que há quem o faça sem problemas e sem demoras, porque há sempre a história daquele e do outro caso que "parecia que era o fim do mundo e agora estão óptimos!”. E sentes-te estranha, esquisita por não estares “óptima”, por teres acreditado que todas as ausências são sentidas, por teres achado que há marcas mais difíceis de apagar do que outras, por mais que o tempo passe, por mais que se queira “dar a volta” e estar “óptima”… no fundo, por teres acreditado, acima de tudo por teres acreditado. Estranha. Esquisita. Talvez até estúpida…
Vazio, o grande vazio. A perda, sempre a perda, de pessoas, de momentos, de ligações, de tempo, tanto tempo, tempo de vida, tempo de ti. Vontade de correr daqui para fora (Daqui de onde? Daqui para onde?) e gritar e dar murros no ar e revoltares-te com fúria contra as pedras maciças e pesadas que um dia te caíram em cima, que um dia te deitaram por terra, que um dia pretenderam quebrar-te a espinha. Gritar, esmurrar com força e raiva tudo à tua volta e com isso expulsar os espíritos do desalento, da profundeza da desilusão. Levantar o coração do chão. Levantar o coração do chão. Olhar para ti, olhar para ele, fazê-lo ganhar cor de novo.
Há palavras que não são ditas, há palavras que são esmiuçadas. O que te leva a um ou a outro caminho? Simples, tão simples. As palavras não ditas são as que não tens como dizer. Porque não há palavras que descrevam… As palavras esmiuçadas são os pedaços de rocha salientes a que te agarras para não cair. São o desespero de esperança vã, são a recusa em deixares-te esvair de forças, são as tentativas, são a ilusão do que poderá ainda ser feito. São uma luta pela sobrevivência. Mas que sobrevivência, afinal, que sobrevivência…? Aceitação, de novo aceitação.
Hoje, em resumo, e assim sem pensar muito, só te apetece dizer: desisto.
quinta-feira, maio 12, 2011
Murro no estômago
"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
Texto chegado às minhas mãos via FB de uma amiga
quarta-feira, maio 11, 2011
Frase do dia dirigida especificamente a mim
"Não te foques no que não tens, centra-te no que queres ter."
terça-feira, maio 10, 2011
Preso por ter cão, preso por não ter
Falávamos as duas e concluo como é frustantre... Aconteça o que acontecer, façamos o que fizermos, o resultado será sempre o mesmo. É triste quando nos damos conta que temos que baixar os braços, que nada mais está ao nosso alcance, que fizemos o que podiamos fazer. Mas é tremendamente injusto quando, apesar disso, o dedo continua a ser apontado, quando quem está do lado de lá não vê que a bola está aos seus pés, que são eles que a têm que chutar agora. E é uma desilusão quando não o fazem preferindo manter o dedo espetado, preferindo ilibar-se de responsabilidades, colocando o seu próprio ego num pedestal sobranceiro de quem considera que não tem sequer que se mexer...
Frase do dia
"Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel."
William Shakespeare
William Shakespeare
segunda-feira, maio 09, 2011
sexta-feira, maio 06, 2011
Sweeeet!
- Epá, espero que isso não seja para mim que eu hoje já tive o meu quindão!
(de quindim, pois está claro...)
(de quindim, pois está claro...)
Fobias
Não há nada como cair de páraquedas no meio da coisa para aprender a lidar com ela. Em vez de me desviar incomodada, rezando para que não me vejam, agora até já dou cigarros e aperto a mão aqui aos companheiros de parque!
Posto isto, ficam só a faltar os mimos e os homens-estátua...
Posto isto, ficam só a faltar os mimos e os homens-estátua...
Pequena nota explicativa: eu não tenho medo de mimos ou homens-estátua... só me apetece é desatar aos pontapés, mas é só isso..!
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