quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Love, passion, talent and thought... check!

O barulho do silêncio

Não te apetece, não sabes porquê. Aceitas a falta de impulso, não o forçando, aceitas não ter nada mais para dizer. Limitas-te a sentir o velho e o novo, a olhar pela janela, a seguir pelo dia tão igual aos outros todos e resignas-te com quem és. Não te apetece e perguntas-te o que quererá isso dizer, perguntas-te mesmo sabendo a resposta que o cansaço e a desistência te devolvem sem palavras. Emudeces ao mesmo tempo que disfarças a respiração deixando que ela corra solta só quando mais ninguém te vê, quase só quando tu não te vês também. Não falas e sorris mesmo que o peito doa tão somente porque a dor já faz parte da casa, da tua natureza. Nada de novo, porque não sorrir? Admiras-te com a capacidade adquirida de fazer e sentir e pensar tantas disparidades ao mesmo tempo, em paralelo ou entrelaçadas umas nas outras. É certo, desististe de tentar perceber, colocas-te debaixo da chuva e molhas-te e a roupa ensopada já nem frio te provoca, atérmica, já se cola a ti. Nem por um segundo o teu vaivém pára mas já nem esse turbilhão te causa vertigens, já nem os sentimentos em rodopio e em equilíbrio instável sobre a tua cabeça, como detritos arrancados do chão por um tufão, te assustam. E já nem te apetece "driblá-los", esperas somente pelo choque de um deles contra ti , se e quando vier, sabendo que depois, é inevitável, lá te irás levantar outra vez. Viras a cara e não respondes às questões que se vão formulando, a repetição drena-te as energias e tu precisas delas para te dedicares ao que deve ser. Sorris mas já não emites qualquer opinião quando percebes, aqui e ali, a corrente em vigência, que parece ser agora a mais consensual no que respeita ao que nos deve reger, a nós habitantes deste mundo que não pára, de que o que importa é seguir em frente, sempre em frente, o que interessa é andar, andar sempre, porque sabes que desafiarás a tendência e teimarás em afirmar que, para ti, o que é mesmo importante é saber para onde, antes de tudo o resto. Ouves mas não te manifestas e só quando deitas a cabeça na almofada, lhe pedes paz e a sua mão no teu ombro ou a passar pelos teus cabelos, e pedes que te diga só que vai ficar tudo bem.

Agora muito a sério

Constatação #53

O meu cabelo também é um galo metereológico... mas em vez de mudar de cor, opta por revelar, mais ou menos, a sua costela "africana"... uma beleza!

terça-feira, janeiro 31, 2012

Desabafo

P&#!@*?%!! da angústia..!

segunda-feira, janeiro 30, 2012

O príncipe encantado

"A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a maior paixão ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para a nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes, demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida.

Os verdadeiros príncipes encantados não têm pressa na conquista, porque já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que, no futuro, nos vão levar à Tour d'Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz, e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução. Eles querem ter a certeza de que não se vão enganar.

O príncipe encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz "amo-te", mas o que sente que talvez possa nos amar para sempre. O príncipe que sabe o que quer (…) partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que quando está cansado, fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. "

M.R.P.
in http://asubaka.blogspot.com/

Frase do dia

"Não se apresse em perdoar, a misericórdia também corrompe."

Nelson Rodrigues

E ainda em Janeiro...

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Perfil

I'm a genie in a bottle... uau...

quinta-feira, janeiro 26, 2012

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Praticando (uns dias melhor, outros pior mas sempre praticando)

"É sempre preciso perceber quando uma etapa chega ao fim. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas se possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém joga nesta vida com cartas marcadas portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba mas porque, simplesmente, aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a pó."

Fernando Pessoa
"Pratique o Desapego"


PS: Obrigado, C.

terça-feira, janeiro 24, 2012

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Dos dias maiores

Eu juro que vi, eu juro...! Ontem, já um bocado depois das 18h, ainda havia uma pontinha de luz à minha espera...

Frase do dia

"Sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica."

Nelson Rodrigues

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Porque também fala de mim...

Coldplay

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach so
She ran away in her sleep
and dreamed of
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
and the bullets catch in her teeth
Life goes on, it gets so heavy

The wheel breaks the butterfly
Every tear a waterfall
In the night the stormy night she'll close her eyes

In the night the stormy night away she'd fly
and dreams of
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Oh oh oh oh oh oh-oh-oh

She'd dream of
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Oh oh oh oh oh oh-oh-oh-oh
lalalalalalalalalalala

And so lying underneath those stormy skies
She'd say, "oh, ohohohoh I know the sun must set to rise"
This could be
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Oh oh oh oh oh oh-oh-oh

This could be
Para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be
Para-para-paradise
Oh oh oh oh oh oh-oh-oh-oh

terça-feira, janeiro 17, 2012

Continuar...

Perfil

Tentando a minha sorte; será que vale?; há oportunidades que só surgem uma vez na vida; dificilmente se encontra algo semelhante; haverá melhor?; mais uma tentativa; se é difícil é porque não é para alcançar; será o que tiver que ser; e se for assim ou assado, o que fazes?... em suma, cabeça dentro do liquidificador...

sexta-feira, janeiro 13, 2012

'Cause this is Africa!

Almoço tardio originado pela demora da cabeleireira. Mas como decidi que era hoje que ia à tesoura, e quando decido, decido mesmo!, esperei. Ao chegar, ainda consegui que me servissem um pratinho e, por sorte, também por lá encontrei companhia. O colega, dir-se-ia um bocado "puto" ainda, olha para mim e diz:

- Estás diferente...
- Fui cortar o cabelo.
- Ah, é isso! E esticaste também, estou a ver.
- Sim, a cabeleireira faz sempre isto.
- Pois... mas é engraçado que mesmo assim vê-se que o teu cabelo é... todo para cima... e para os lados (enquanto exemplifica gesticulando com os braços à volta da cabeça)... sei lá, à preta, não é??
- (Oi??) Eeerrr... sim, ok, pode-se dizer que sim...
- Mas algum dos teus pais é africano?
- Não. A sério... olha lá bem para mim! Achas mesmo que poderiam ser??
- Ok, ok... mas... nem lá estiveram nem nada..?

Solução

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Frase do dia

"Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo."

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, janeiro 11, 2012

E assim me chegou às mãos sobre o meu nome...

Do latim, natural da terra. Nome que indica realismo e fantasia ao mesmo tempo (Portanto, num extremo e noutro... ao mesmo tempo! Isto explica tanta coisa...).

É próprio de mulheres atias (Oi? Será ateias? Será outra coisa qualquer? Será... bom??) sempre dispostas a realizar coisas e a planear projectos para levá-los à prática.

A sua força de vontade não decresce perante os obstáculos nem as dificuldades que pode encontrar no seu caminho (Desde que à força se junte, de facto, a vontade, é comigo mesmo!) .

Do grego "ceifeira", "caçadora" (Que é como quem diz que colho o que planto e vou à luta, vou por aí à caça daquilo que quero. Está bem, compro.)

Coisas boas que surgem assim por acaso e como quem não quer a coisa


Com "bonecos", linguagem para todos, humor, postura terra-a-terra, uma enorme fonte de conhecimento a jorrar para quem quisesse beber. Eu bebi e adorei. Não posso perder as próximas.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Desde que o ano começou...

... não consegui chegar a horas decentes uma única vez e já tive que pagar duas multas de trânsito!

Se isto for indicativo da tendência para os dias que ainda faltam, mais vale começar já a candidatar-me a uma casinha da câmara e ao Passe Social +...

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Frase do dia

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever."

Clarice Lispector

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Assistências e desistências (ou adiamentos, vá...)

Saio furibunda, capaz de atropelar quem se atravessar à minha frente. Na minha mente, o tempo de espera que sei que me espera. Tento respirar fundo enquanto acelero porque quero resolver o problema de uma vez por todas embora reconheça a necessidade de evitar uma síncope cardíaca antes de lá chegar. Talvez não dê muito jeito, digo eu.

Chego finalmente e deparo-me com vinte (VINTE?!?) senhas à minha frente. Com o olhar, fulmino os poucos interlocutores de serviço - talvez a desculpa seja o facto de ser hora de almoço portanto é melhor nem me dar ao trabalho de perguntar onde raio andam os outros todos que deviam estar a trabalhar! - e decido que o melhor é ir arrefecer a cabeça e dar alguma utilidade ao tempo. Vagueio pela loja de moda chinfrim, onde já estive no dia anterior, na esperança de alguma novidade interessante no meio dos brilhos e folhos e, na ausência dela, decido que é uma boa altura para resolver algumas pendências de supermercado. A imagem do pão de centeio tão adorado lá em casa e a minha dependência de creme Nivea (o bom, velho e espesso) sobrepõem-se e lá me encaminho para o abastecimento.

De volta, já só faltam sete. Menos mal. Os "plim-plins" chamam em vão os, entretanto, desistentes, e o meu número aparece redondo no monitor.

Explico, com calma forçada, a minha questão e acrescento "liguei para a linha de apoio antes de vir porque podia ser só azelhice minha e assim resolvia o problema sem ter que me deslocar e sem ter que os vir maçar mas a sua colega do call-center aconselhou-me a procurar a vossa ajuda. Por isso, aqui estou, mas tenho que lhe dizer umas coisinhas: espero que seja azelhice minha porque isso significa que daqui a nada tenho o problema resolvido e me posso ir embora sem qualquer perspectiva de cá voltar tão cedo. Mas, se assim for, significa que a sua colega me deu uma informação errada e eu vou ficar danada e vou querer reclamar por me ter feito perder este tempo todo. Por outro lado, se não for azelhice, fico danada porque significa que os senhores reinstalaram mal o software e me fizeram ter que cá voltar e eu vou querer reclamar por me terem feito perder este tempo todo. É uma lose-lose situation para o vosso lado, não sei se está a perceber...". O sorriso amarelado do meu interlocutor denunciou que sim, estava a perceber muito bem e começava agora a ter algum medo de mim. Confesso que me amoleceu ligeiramente e por isso abstive-me de acrescentar "ouça... o senhor não tem noção mas eu faço pilates avançado! Não calcula a força que actualmente tenho nos membros inferiores e abdominais, estou convencida que sou capaz de deitar abaixo um elefante africano, por isso é melhor tratar-me bem! Ok... talvez não um elefante africano mas, enfim, um bezerro ou bicho semelhante... por isso veja lá o que me vai dizer!".

Um pouco nervoso, pega no aparelho e põe-se a investigar. Dá voltas e voltas e voltas e passado cinco minutos descobre o truque. Todo contente diz-me que nem ele sabia que era daquela forma que se resolvia, que até me agradecia por lhe ter levado um problema que o fez aprender uma coisa nova e que eu tinha em mãos "um aparelho do melhor que se tem feito!". (Olha que sorte a minha de ter tido capacidade financeira para adquirir tal portento que, pelos vistos, só não lava roupa à mão nem faz omoletes por um mero acaso mas que logo no segundo ano se começou a desligar sozinho, apagou informação sem ninguém lhe dar ordens nesse sentido e me levou a assistência técnica três vezes em três dias seguidos. É porque eu mereço, certamente, eu mereço...).

Não obstante, o rapaz fez-me sorrir pela forma inteligente como deu o melhor uso aos seus aparentes conhecimentos em Terapia de Controlo de Raiva em clientes - digo aparentes porque, se calhar, nem sabe que os tem - enquanto me conseguiu resolver o problema que era o que eu queria. Aprecio a inteligência e a inteligência é das poucas coisas capaz de me desarmar... (a par do talento, do altruísmo, da humanidade, da educação, do respeito mas isto ficará para um outro dia...) e como, hoje em dia, começa a ser raro encontrá-la por aí, acabei por vir de lá com mais alguma esperança no ser humano e nos meus concidadãos o que me deixou um pouco mais bem disposta.

Aproveitando a maré de calmaria e serenidade, faço o caminho de volta a par e passo. Chego, preparo o meu chá verde quentinho, sento-me ao computador para me dedicar a outros afazeres e decido aproveitar a pausa de mim mesma... porque sei que não tarda muito lá me hei-de encher de irritação outra vez por ter que repôr "à la pata" toda a informação que o aparelho portento decidir mandar para o espaço sideral!

Mas enfim, lá chegarei... e se calhar não vai ser hoje...

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Cognome

Em dois dias seguidos ouvi "hoje estás muito Kitty Patas Fofas"...

Fiquei a saber que a dita é a namorada do Gato das Botas.

Confio que seja gira que se farta..! ;)

Não é da amiga "porca" mas podia ser...

(... ou talvez não! Too farfetch, I think...)


"O problema deste país é que os altos signatários safam-se sempre!"

terça-feira, janeiro 03, 2012

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Palavras de ontem mas também de hoje e dos dias que se seguem

O primeiro dia
"Cá estamos então, sem vidente, bola de cristal, bússola ou mapa que mostre para onde vai ser a viagem. Mas viajar iremos de certeza, seja ele apenas em pensamento, pedindo ajuda à imaginação, nossa ou alheia. Esquecendo o que passou, esperançados no que vai ser, fingindo destinos, sabendo que são muitas as perguntas e as respostas só de longe a longe se ouvem.
A todos desejo boa viagem."

J. Rentes de Carvalho em
http://tempocontado.blogspot.com/

quinta-feira, dezembro 29, 2011

O "antes"...




... de ir parar ao chão!

terça-feira, dezembro 27, 2011

Aquecimentos

Pijama polar, meias polares, casaco de lã. Edredon de Inverno, cobertor, manta de lá tricotada à mão, manta de lã da Serra da Estrela, colcha. Gata A. dentro dos lençóis e enrolada nos meus braços, gato B. da parte de fora encostado às minhas pernas. E não, não acho nada exagerado.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Relato da sobrevivência

A Lei de Murphy e eu, a par e passo, como não podia deixar de ser. O desejo de adormecer e só acordar dois dias depois a esfumar-se quando os dois dias acabam por voar não tanto pelas melhores razões. O amargo de boca que nem a inundação de doces familiares conseguiu disfarçar e as atitudes que ficam com quem as pratica. As bem sucedidas e as outras que nem tanto. As minhas, também, não obstante o balanço que continua a estar longe do vermelho, as minhas que ficam comigo, as de impulso, as do acaso, as mal pensadas, as minhas que aqui estão e que comigo ficarão, para o bem e para o mal. Porque parece que "está na altura de deixar de ser tão boazinha" mesmo que não o tenha planeado. E eu que julgava que não era... As energias que pedem combate e oferecem resistência, a esperança que às vezes não é mais do que uma força de expressão, as ofertas de quem me vê como algo bom a acontecer na sua vida, a missão que não sei se vou conseguir cumprir, o ano no qual vamos entrar sem saber como vamos sair, a "ordem" para usar as minhas melhores forças, para racionalizar como eu sei fazer tão bem, para me munir de maior resistência. A forma por vezes tão distante como duas cabeças, lado a lado, entendem uma mesma mensagem. Os segundos encabeçados pela necessidade de um dia ter o retorno efectivo que me irá provar que o meu coração não me enganou quando acreditei nele mesmo quando, logo a seguir, mergulho na brutal constatação de que eu afinal não sei nem nunca soube efectivamente nada. Os esclarecimentos finalmente dados porque assim teve que ser, porque chegou a sua hora, sem qualquer objectivo programado, simplesmente porque existem palavras que precisam ser ditas um dia. Os tempos futuros que se adivinham difíceis, porque nada é fácil, realmente, e as estrelas que teimam em, mesmo assim, me piscar o olho e afirmar que o melhor ainda está para vir.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

E ainda mais dentro do espírito...

Christmas Lights
Coldplay

Christmas night, another fight
Tears we've cried are flood
Got all kinds of poison in
Of poison in my blood

I took my feet to Oxford street
Trying to right or wrong
Just walk away those windows
But I can't believe she's gone

When your still waiting for the snowfall
Doesn't really feel like Christmas at all

A group of candles on me are flickering
Oh they flicker and they flow
And I am up here holding on to all those chandeleers of hope
And like some drunken in this city
I am go singing out of tune
Singing how I always loved you darling
And how I always will

But when your still waiting for the snowfall
Doesn't really feel like Christmas at all
Still waiting for the snow to fall
It doesn't really feel like Christmas at all

Those Christmas Lights
Light up the street
Down where the sea and city meet
May all your troubles soon be gone
Ohh Christmas Lights keep shining on

Those Christmas Lights
Light up the street
Maybe they bring here back to me
Then all my troubles will be gone
Ohh Christmas Lights keep shining on

Ohh Christmas Lights
Light up the streets
Light up the fireworks in me
May all your troubles soon be gone
Those Christmas Lights keep shining on

quinta-feira, dezembro 22, 2011

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Das confusões e contusões

Como podemos esperar que os outros não sejam confusos se nós próprios somos? Já lá vai o tempo em que, também eu, via a vida a preto e branco e se, num primeiro instante me tento a ficar com a primeira impressão, já aprendi a logo depois parar, inclinar ligeiramente a cabeça e perceber que com facilidade vejo as coisas por um outro ângulo. Nem sempre se adivinha o que vai na cabeça dos outros, nem sempre conseguimos sair de nós e escutar o que os outros não dizem, nem sempre o facto de os laços serem antigos nos dá necessariamente a resposta mais correcta e daí a extrapolar é um pulo. E daí ao surgimento de mal entendidos é só mais um, se calhar até mais pequeno. Mas nada que não se resolva com sinceridade, amor e tempo. Com disponibilidade para o fazer.

"Andamos todas de candeias às avessas connosco próprias", ouvi eu e concordei. Cada uma no seu nó de rede, preocupada com o seu interior, a ter que lidar com o seu exterior, a não conseguir sair do seu novelo. Temos de tudo: mudanças profundas, ajuda que não se aceita, depressões, a patilha das emoções negativas que está on vezes demais, ajuda que não se pede, angústia, desilusão, expectativas goradas, dêsanimo, cansaço, muito cansaço, descrença, medo, falta de entusiasmo, épocas do ano lixadas, contratempos, incerteza. Na maioria das vezes, não acontece tudo em simultâneo nem a todas ao mesmo tempo e, mal ou bem, temos vindo a conseguir alternar os altos e baixos de cada o que vai permitindo que se dê a mão nos intervalos. Mas, convenhamos, dado o estado da nação, da "nossa" nação, tem sido pura sorte... deste temporal, têm-se conseguido manter à margem apenas duas mas sendo que são as duas a quem o preto e branco ainda "assiste" com maior afinco, também não é por aí que a barca se equilibra...

Portanto, na minha óptica, remédio só há um: respirar fundo, aceitar as variações de cinzento, nossas e dos outros, deitar uns quantos demónios pela boca fora para arranjar espaço e... sair para os copos! Sexta-feira já está reservada. Sem expectativas de maior, sem conotar com época nenhuma, sem qualquer tipo de responsabilidade acrescida. Simplesmente vamos. E o que a noite nos quiser oferecer, pois que será bem vindo.

Quero

Sei bem como é e não tenho pressa. Sei bem o que implica mas acredito na realidade do que quero alcançar. Aliás, reconheço-o como uma necessidade imperiosa e por isso não o posso dispensar. Por mais que custe e custa, às vezes custa muito. Mas não me vejo sem ser inteira, não me vejo a atravessar esta vida com um pé ali e outro acolá, com remendos, com rasgos no meu tecido, o tecido que me veste e veste as minhas horas, os meus gestos, os meus sorrisos, a minha presença. Quero ser e estar inteira, a viver inteiramente sem medo de olhar para dentro, com confiança de que o meu interior estará limpo, resolvido e de que nada surgirá de surpresa para me atormentar. Não quero contornar ou evitar, não quero fingir que não existe o que existe, não quero desviar para trás das costas o que está no meu caminho e me impede de seguir, quero enfrentá-lo e resolvê-lo, quero poder olhá-lo e olhar a vida olhos nos olhos para depois sentir apenas a serenidade e a calma de quem está de bem com ela e com os outros, de quem não teme nada. Quero sorrir e ser franca quando o faço. Quero que o meu sorriso não enfeite só a minha cara mas que, acima de tudo, seja a natural e inevitável resposta do meu coração.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Habemus Papam!

Já me virei de cabeça para baixo na Roda da Fortuna, já me encontrei cara a cara com o Diabo... em 2012 recebo a visita do Papa. Será que é desta que me abençoa?


Sob a influência da carta de Tarot o Papa, estes nativos estão este ano mais ponderados e sentir-se-ão mais seguros em relação àquilo que ambicionam nas suas vidas e ao rumo que pretendem seguir. Embora nem sempre haja rapidez, pois as situações podem levar algum tempo a desenvolver-se, a determinação e a prudência irão guiá-los rumo ao que desejam. A sabedoria conquistada com as aprendizagens feitas pelas experiências vividas será essencial para o seu sucesso.
(Levar tempo a desenvolver-se?? Mais?! Irra! Quanto a essa coisa da sabedoria, não te preocupes que eu estou lá! It's my middle name, pá!)

A vida afectiva encontra-se num período de maior amadurecimento. Se já tem um relacionamento ele estará mais estável e seguro, mas se está só pode optar por continuar à procura de quem vai realmente ao encontro das suas necessidades, sem querer saber de paixões fugazes ou amores passageiros.
(Encontro das minhas necessidades... ora aí está algo que eu vou gostar de ver porque, meu caro, esse é o verdadeiro desafio de um exigente! Papa, filho, se chegares lá, juro que te dou um beijo na boca! Ai, espera, não... que o Senhor não permite... pronto, olha, paciência, não te dou nada. Assim como assim tens obrigação de ser magnânino e fazer pelos pobrezinhos sem esperar nada em troca, certo? Ora aqui está a pobrezinha a candidatar-se...)

A nível de saúde aconselhe-se com o seu médico se não se sentir bem, poderá precisar de tomar um suplemento vitamínico pois sentir-se-á mais cansado.
(Olha que realmente... esta deixou-me boquiaberta pela perspicácia do visionamento! Ir ao médido se me sentir mal, sim, senhor, nunca tal me passaria pela cabeça...)

A nível profissional procure manter o bom desempenho das suas funções, neste momento salvaguarde aquilo que tem pois não é ainda chegado o momento de arriscar.
(Ai não é o momento?? Querido tarot, eu já tenho uma profissão de risco... arrisco-me todos os dias a dar uma lambada em alguém! Ainda não tinhas reparado??)


Está visto... vai ser lindo, vai...

domingo, dezembro 18, 2011

Porque é simplesmente... brutal...

Present Tense
Pearl Jam

Do you see the way that tree bends?
Does it inspire?
Leaning out to catch the sun's rays
A lesson to be applied

Are you getting something out of this all encompassing trip?

You can spend your time alone, redigesting past regrets, oh

Or you can come to terms and realize
you're the only one who can't forgive yourself, oh
Makes much more sense to live in the present tense

Have you ideas on how this life ends?
Checked your hands and studied the lines
Have you the belief that the road ahead ascends off into the light?
Seems that needlessly it's getting harder
To find an approach and a way to live

Are we getting something out of this all-encompassing trip?

You can spend your time alone redigesting past regrets, oh
Or you can come to terms and realize
You're the only one who cannot forgive yourself, oh
Makes much more sense to live in the present tense


(Obrigado... ;))

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Apresentação de serviços

Templates, upgrade, range, minning, features, unpremisses, LA, unsubscribe, webservice, releases, report.

Sim, também por lá ouvi uma palavrinha ou outra em português, é verdade.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Pérolas da porca #9 (semana frutífera, não..?)

Ao telefone, com um fornecedor, mais uma vez (a imagem que passa para fora não podia ser melhor, digo eu...!):

- Pois é, vamos acabar com esta publicação. Os meus superiores mandaram-me suicidá-la.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Perfil

Feeling too "ouchy mamma"... e eu não sei se gosto...

Frase do dia

"Sometimes we expect more from others because we would be willing to do that much for them."

in asubaka.blogspot.com

terça-feira, dezembro 13, 2011

Pérolas da "porca" #8 (isto hoje está bonito...)

Ao telefone:

- Deverá enviar-nos um email com os seus dados dizendo onde preferencialmente tem preferência de receber a publicação.

Walker in destress

The Walkers. É este o nome da minha nova ronda. Passei de uma Night Watcher para uma Walker mas não sabia. Só o soube depois de lá chegar, do alto do meu tacão de 10 cm... Avancei sem medos porque já não havia tempo para voltar atrás e o trabalho estava à espera. E embora para dentro, enquanto calcorreava as ruas, tivesse maldito mil vezes a minha escolha de calçado daquela manhã, cheguei ao fim com missão cumprida, a tempo e a horas, costas orgulhosamente direitas e nariz empinado como se conseguisse sentir perfeitamente todos os meus dedos dos pés ... Mais uma vez se prova que uma mulher, mesmo sozinha, consegue fazer tudo o que um homem faz ou até mais... e consegue fazê-lo de saltos!

Pérolas da "porca" #7

Sobre os resultados dos testes do filho e restante turma...

- Ai que bom, fico tão contente por estar tudo a correr bem! Ainda bem que eles estão a carrilhar com isto!

The Guest House

"This being human is a guest house.
Every morning a new arrival.

A joy, a depression, a meanness,
some momentary awareness comes
as an unexpected visitor.

Welcome and entertain them all!
Even if they’re a crowd of sorrows,
who violently sweep your house
empty of its furniture,
still, treat each guest honorably.
He may be clearing you out
for some new delight.

The dark thought, the shame, the malice,
meet them at the door laughing,
and invite them in.

Be grateful for whoever comes,
because each has been sent
as a guide from beyond."

Rumi

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Encontrei!!


Nota: enviada especialmente para mim...

Justificando-me

“The reasonable man adapts himself to the world; the unreasonable one persists in trying to adapt the world to himself. Therefore all progress depends on the unreasonable man.”
George Bernard Shaw

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Family ties

E dos dois lados, surgem notícias assim como quem não quer a coisa.

A prima mais nova, sem saber, a pôr-me um sorriso nos lábios ao provar-me que afinal a subversão também corre nas suas veias, e com vontade de chegar a meio-termo no que diz respeito às prendas. Lançou a rede para que não se perdesse tudo e convenceu quem mais resistia. Passamos à versão "amigo-secreto" e passamos muito bem pois a mim até calhou o melhor de todos: devorador de enciclopédias, dono de um conhecimento acima de qualquer ser que conheça, ávido por letras e saberes, vai ser um desafio bem ao meu gosto tentar encontrar um livro que o sacie. Pelo meio, avisei a progenitora que, caso lhe calhasse o meu nome em sorteio, não aceitava menos que prenda de mãe, não fosse ela escudar-se no esquema da lembrança que daria a qualquer outro. Fi-la rir, e prometer que sim, assim faria.

Do outro lado, no território paterno, o grupo cibernáutico continua a todo o vapor publicando agora pedaços de história familiar que são simultaneamente pedaços de história do país e do mundo! Gente sangue do meu sangue presente e activa em momentos cruciais, de Angola às Índias, solenes nas fotografias oficiais, solenes nas suas expressões e traços, em alguns casos, tão inacreditavelmente parecidos com os meus. E em jeito de graça, uma tia, nova, loiríssima e linda, em amena cavaqueira com o Príncipe Carlos enquanto sua excelência Lady Di a olhava, de soslaio, com preocupação. Não conhecia a minha loiríssima e lindíssima tia mas conhecia o marido que (não...) tinha. No mínimo, delicioso!

Por mim, falta só mesmo decidir as receitas e estou pronta para as fornadas que assim serão pinceladas de mais amor, humor e orgulho...

De Inverno

Perfil

Danada! O nevoeiro não foi cerrado o suficiente e agora já está a levantar o que torna este dia frio só mais um, banal e sem sol...

É oficial, estou viciada...

Parolices
"Por andanças da vida e no decurso de quase três décadas, ora foi diminuto ora quase inexistente o meu uso activo da língua portuguesa falada. Livros e jornais são insuficientes para acompanhar a sua evolução, e as conversas espaçadas podem alertar para um atraso, uma diferença, mas pouco ajudam a preencher as lacunas causadas pelo afastamento e o desuso.
Nasceu-me daí uma espécie de alergia a certos modernismos e brasileirismos importados com as telenovelas; incomodam-me os galicismos pedantes dos especialistas que só com eles conseguem falar das Letras e das Artes; posso mal com o jargão autárquico e parlamentar; aflige-me que vizinha analfabeta já não diga que toma remédios, mas que está com medicação.
A língua portuguesa seguirá o caminho que, com acordos ou discordando, lhe preparam os seus falantes e escritores. Esta minha birra é coisa pessoal, anota apenas uma espécie de desânimo causado pelo desfasamento de que falei, e talvez também por diferenças de sensibilidade. Mas não há jeito a dar-lhe, mesmo sem razão continuarei embirrento.
Deve ter sido nos anos oitenta que pela primeira vez ouvi a palavra plantel aplicada ao futebol. Assustei-me. Vinha do espanhol, eu só conhecia o significado original da palavra argentina que davam os dicionários: "grupo de animais de boa qualidade reservados para reprodução". Vertente assim e desafio assado, apostas, desalavancagens, roupa vintage, produtos gourmet (por onde andarão as iguarias?). Passam por aqui citadinos a falar de ruralidade, sustentabilidade, alteridade geracional e workshops para idosos. Ninguém ri.
Ri eu, tempos atrás e com boa razão, ao visitar nesta santa pátria, onde não é só a língua que anda aos trambolhões, um Spa & Resort. Aí, num ambiente de desusado luxo, uma massagista de tacões agulha e generoso decote, fazia uma demonstração da sua técnica nos lombos de um autarca."

J. Rentes de Carvalho em
http://tempocontado.blogspot.com/

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Perfil

Back to green tea que as festas vêm aí..!

Será?

terça-feira, dezembro 06, 2011

Frase do dia

"As lamentações do passado bem como os medos do futuro, são campos em que a nossa mente se empata e amputa da capacidade de viver o presente, único sítio onde, de facto, a vida acontece."
Isabel Empis

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Não é preciso meio século...

"Neste meio século de vida aprendi que grandes amigos podem tornar-se grandes desconhecidos. Que grandes desconhecidos podem tornar-se os nossos melhores amigos. Que nunca terminamos de conhecer uma pessoa. Que o "nunca mais" acontece e que o "para sempre" acaba. Que quem quer pode e consegue. Que o que não arrisca, não perde nada. Que o físico atrai, mas a personalidade apaixona!..."

Josie Calvário

Photo fight

Porque me dá vontade de dançar, dançar, dançar...!

Moves Like Jagger
Maroon 5

Just shoot for the stars
If it feels right
Then aim for my heart
If you feel like
And take me away, make it okay
I swear I'll behave

You wanted control
So we waited
I put on a show
Now I make it
You say I'm a kid
My ego is big
I don't give a sh*t
And it goes like this

Take me by the tongue
And I'll know you
Kiss me till you're drunk
And I'll show you

You want the moves like jagger
I've got the moves like jagger
I've got the mooooooves... like jagger

I don't need try to control you
Look into my eyes and I'll own you

With them the moves like jagger
I've got the moves like jagger
I've got the mooooooves... like jagger

Maybe it's hard
When you feel like you're broken and scarred
Nothing feels right
But when you're with me
I make you believe
That I've got the key

So get in the car
We can ride it
Wherever you want
Get inside it
And you want to steer
But I'm shifting gears
I'll take it from here
And it goes like this

Take me by the tongue
And I'll know you
Kiss me till you're drunk
And I'll show you

You want the moves like jagger
I've got the moves like jagger
I've got the mooooooves... like jagger

I don't need try to control you
Look into my eyes and I'll own you

With them the moves like jagger
I've got the moves like jagger
I've got the mooooooves... like jagger

You wanna know how to make me smile
Take control, own me just for the night
And if I share my secret
You're gonna have to keep it
Nobody else can see this

So watch and learn
I won't show you twice
Head to toe, ooh baby, roll me right
And if I share my secret
You're gonna have to keep it
Nobody else can see this

And it goes like this

Take me by the tongue
And I'll know you
Kiss me till you're drunk
And I'll show you

You want the moves like jagger
I've got the moves like jagger
I've got the mooooooves... like jagger

I don't need try to control you
Look into my eyes and I'll own you

With them the moves like jagger
I've got the moves like jagger
I've got the mooooooves... like jagger

Não o diria melhor...

quarta-feira, novembro 30, 2011

O resgate

Começar uma conversa ouvindo "foi decidido" quando se fala de algo que afecta todo um grupo onde eu, por mero acaso!, estou incluída, provoca-me logo manifestações alérgicas em vários pontos do corpo. A partir daí, e já com o mal instalado e a fazer comichão, é-me difícil controlar a contrariedade encavalitada nas palavras, no tom de voz, nos suspiros e nos maxilares apertados. Por isso, o que sai, sai arrevesado e é arrevesado que é entendido, pois claro.

Foram duas ou três coisas um pouco carregadas de azedume. A conversa em vez de fluir começou a emperrar, o amargo sentia-se na boca. Do outro lado, ouço a afirmação do meu mau feitio e concordo. Ou melhor, percebo porque o diz embora não concorde com o que julga fundamentá-lo. Porque não é a mudança... é a mudança para pior.

A crise e os tempos que correm são as desculpas e eu, apesar de as entender, não acredito totalmente nelas. Se existe um caso ou outro em que essa é a fundamentação real, na maioria é apenas a rainha da bateria que dá a cara pelo desfile. Na base estão o descaso, a falta de tempo e paciência, a desvalorização, o desprendimento, tudo o que nasce de negativo quando o que se instala no coração é somente a obrigação.

Para mim tudo faz parte do Natal. Família, consoada, bolo-rei, luzes e enfeites, música, barulho, risos e animação, determinados filmes na televisão e também... prendas. Sim, prendas! Pequenas ou grandes, não importa, com papel de embrulho e laçarote, com o nome todo bonito em etiqueta ou escrito algures onde se consiga ler, debaixo da árvore, em pilha, à espera da meia-noite. Prendas. De quem quis dar a quem vai receber. Prendas. Faz parte, sempre fez, tem o seu simbolismo como qualquer outro dos elementos e faz parte da festa, da minha festa.

Talvez seja a criança que há em mim, talvez porque não queira que morra, talvez porque na realidade já tenha "morrido" muito mas mesmo assim continue a recusar a machadada final... Eu sei que nada, nunca mais, será como dantes, que os meus olhos não reflectem da mesma forma o brilho das luzes natalícias, que a alegria custa a entrar no coração magoado, que o cheiro a canela e açúcar vindo da cozinha da minha mãe já não é tão especial mas algo em mim subsiste, algo de quem eu sou sobrevive... já muito se perdeu, tanto que não conseguimos controlar, não valerá a pena salvar o que resta, resgatar o que ainda é possível?

"Foi decidido", disseram-me. Mas eu decidi o contrário. Vou dar prendas, feitas por mim, a cada um deles. Vou fazer a lista, escolher os ingredientes, adequar aos seus gostos, embrulhar, colocar fita a condizer e nome, como sempre, como faço desde pequena. E no dia, vou colocar debaixo da árvore e vou esperar pela meia-noite para os entregar. É o que posso salvar. Tenho esperança que amanhã olhe para trás e veja que, com esta minha pequena teimosia e na realidade, quem foi salva fui eu.

Por momentos, juro que me assustei!

Mas... mas... como é que o meu tiozinho adorado conseguiu contornar o sistema e fazer com que os seus quatrocentoseoitentaecinco emails diários tenham conseguido "fugir" da pasta à qual eu os destinei - e à qual raramente acedo, vá-se lá saber porquê! - e me tenham voltado a aparecer na inbox?!?

Mas... mas... desde quando o meu tiozinho adorado se tornou nesta espécie de hacker com capacidade de devolver a devida visibilidade às suas comunicações, apesar das providências tomadas por mim, dentro da minha caixa pessoal?? Mas... mas...

Ok, mudou de email...

Perfil

Hoje estou que estou...

(Respira, relaxa, confia. É a dor que te ficou da noite mas já vai passar...)

sexta-feira, novembro 25, 2011

Frase do dia

"E se me achar esquisita, respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar. "
Clarice Lispector

Apetites

Acham normal que haja alguém que chegue a casa pela meia noite num dia de semana e se ponha a comer directamente do tupperware o cozido à portuguesa que trouxe de casa da mãe!?

Eeerrr... eu também não...

quinta-feira, novembro 24, 2011

Articulações inflamadas ou fissuras ou o que raio seja...!

Ganindo baixinho... a idade não perdoa e o spray ficou em casa. M****!

Perfil

Ninguém escreve ao Coronel.

Pérolas da "porca" #6

Para a sogra:
- Não se preocupe com a mesa, fazemos assim: a gente trázia e depois metêmoza aí, pronto.

(In) Conformidades

Falámos de prisões e eu revejo-me. Olho em volta e vejo grades que me confinam a um espaço mínimo. Há vezes em que me atiro contra elas em desespero, outras há em que cansada me deito sem forças no chão de cimento. Seja como for, durmo e acordo, durmo e acordo e elas estão sempre lá. À minha escolha, duas únicas hipóteses: ou fujo, de alguma forma me espremo através do gradeamento e fujo, corro sem olhar para trás, corro depressa em qualquer sentido que me apareça pela frente, corro em direcção ao desconhecido, mudo de identidade, fujo de tudo o que respeite ao velho mundo; ou fico, na esperança de que o meu velho mundo me conceda a liberdade, se retrate, admita a injustiça da minha prisão e me devolva à minha vida. Sei bem para onde pende a inevitabilidade. Sei bem a força de cada uma, da sobrevivência e da justiça. Sei bem quem, regra gera, ganha. E não o afirmo sem tristeza...

Prendas... para mim!

Uma já cá canta!

terça-feira, novembro 22, 2011

Porque este senhor diz mesmo aquilo que eu penso mas "em bom", o que se há-de fazer..?

O sabor da coisa
"Isto aqui é longe, o correio vem ou não vem, de modo que o Público da passada sexta ainda não chegou e assim me reporto ao que leio em Os Canhões de Navarone.

Escritor de talento, e como poucos analista competente e acutilante da política e da sociedade portuguesa, co-fundador e impulsionador da Periférica, Rui Ângelo Araújo é também meu amigo. Mas deita-se ele agora contra Vasco Pulido Valente, e eu, ainda mais velho e mais rabioso que o afamado colunista, sinto aquilo como bordoadas que também me são dirigidas. Porque é facto: releio os mestres e com eles continuo a aprender, mas ao contrário do que o meu amigo imagina dos gerontes, acredito de tal modo na literatura que até os novos leio. Muito mesmo. E a decepção é grande.

Há neste e naquele um lampejo de talento, mas não será o cinismo dos anciãos a eventualmente abrir a campa da literatura, sim a pressa que a maioria dos jovens escritores tem de mostrar, mostrar-se, e sobretudo o talento que, em vez de o devotarem ao aperfeiçoar da escrita e aprofundar das ideias, gastam na criação de sua imagem publicitária e nas estratégias de marketing.

Para ficarmos nesta época de matanças e fumeiro, tempo houve em que, com devido respeito, a literatura portuguesa se poderia comparar à chouriça caseira: receita experimentada, boa carne, bom tempero, repouso suficiente na vinha-d'alhos, tempo bastante a defumar para uma cura perfeita.

A actual, infelizmente, além de apressada no fabrico, é apresentada e vendida como as salsichas, tem comparável consistência, colorido, sabor e capacidade alimentar. Este Schopenhauer prova com curiosidade e de espírito aberto, mas por decência cala a qualificação que no íntimo dá ao sabor da coisa.

Caro Rui: nenhum azedume de velhote porá fim à literatura, mas os que verdadeiramente a quiserem manter viva e pujante, terão de pensar mais no mundo que os rodeia, esquecer o saracoteio dos seus pequeninos egos, acabar com os truques e pôr a vaidadezinha em banho-maria."

J. Rentes de Carvalho em
http://tempocontado.blogspot.com/




Nota da usurpadora de texto: apesar de tudo, não sou tão crítica assim... há "novos" de quem gosto.

Constatação #52

O provisório é a máscara que o cérebro coloca para não se deixar encarar de frente o definitivo.

Frase do dia

"O diabo desta vida é que entre cem caminhos temos que escolher apenas um e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove."
Fernando Sabino

Decisão natalícia

Este ano, o meu subsídio de Natal - ou melhor dizendo, aquele que me cai, de facto, na conta! - vai ser utilizado para comprar prendas... PARA MIM!

(Ai és poucochinho?? Ai és provavelmente o último do resto da minha existência?? Então toma que é para aprenderes!)

E tenho dito.

segunda-feira, novembro 21, 2011

Personagens

"Tem você daqueles dias em que tudo corre de través? Dias cinza? Eu tenho. Para que a sombra e a depressão não levem a melhor, ou o meu julgamento do mundo não me faça encarar o suicídio, entretenho-me com fantasias.

Se a imaginação fraqueja valho-me de alguém conhecido e "dou-lhe" pele nova, outras qualidades, outros defeitos, vivências diferentes, porções de mim. Desse modo escapo, não me sinto responsável pelo que digo ou faço, pois não sou eu próprio nem o outro, mas uma invenção, personagem numa vida de empréstimo, que de real só tem a aparência que lhe dou, me dou. Ouvindo palavras que digo e não são minhas, surpreso de que quem me ouve aceite o teatro e nada faça para me tirar do transe.

Por enquanto hesito, mas pode bem ser que a fantasia em que julgo esconder-me seja a vida, e eu aquele que não se dá conta de que à sua volta não há gente, só personagens. "

J. Rentes de Carvalho em
http://tempocontado.blogspot.com/

sábado, novembro 19, 2011

Delírios

Evadi-me e elevei-me neste plano de forma a ver-te de cima, lá do alto. Pairei pelo espaço observando-te. Estavas no chão da sala, encolhida a um canto, abraçando-te com força, com tanta força!, os teus braços enlaçados no teu próprio tronco. Com os olhos empurravas o dilúvio para fora de ti enquanto os lábios murmuravam sem parar: Que bom que vieste! Que bom que me ouviste e vieste. Tive tantas saudades tuas, tantas! Que bom que estás aqui e que nos podemos abraçar. Fica. Fica só mais um bocadinho...

sexta-feira, novembro 18, 2011

Constatação #51

Nada como não arranjar tempo para ir ao supermercado para aprender a espremer convenientemente um tubo de pasta de dentes.

Desta vez a vítima foi Charles Dickens...

quinta-feira, novembro 17, 2011

Memórias fotográficas

O mote foi a reunião de família, ainda que para já só cibernáutica, de uma família extensa, e por isso em muitas ramagens afastada de mim, que se quer agora, enquanto entidade única que sentimos que é, unir-se um pouco mais dando-se a conhecer entre si. Partilhamos o apelido mas não só, somos oriundos de um mesmo sangue que correu nas veias de oito avós - no caso de alguns de nós, já bisavós e até trisavós- oito ramos de tios e tias, primos e primas. Sou uma de muitas pessoas que faz parte de um deles e como tal também eu me incumbi de resgatar dos velhos álbuns fotografias de mais velhos ainda novos, mais velhos já velhos, de novos que hoje já não o serão tanto assim, de novos que representam as folhinhas mais verdes da árvore começada pelo par de base de onde saíram os oito primeiros rebentos. Imbuída do espírito de missão familiar, lá tratei de "meter as mãos na massa" e viajar no tempo.

Enquanto o preto e branco reinava, senti-me a assistir a um filme dos anos trinta com a curiosidade que sempre despertam as indumentárias, a pose, os hábitos e cenas da época. Um filme onde eu não entrei, um filme onde encontro quem cheguei a conhecer mas participando num outro espaço e num outro tempo, numa outra vida distante da minha. Mas a cor chegou e com ela os retratos de uma realidade bem mais próxima.

Por várias vezes sorri com esta ou aquela expressão que tão bem conheço, com a lembrança do momento bom que representa. Mas o mesmo número de vezes, se não mais, fechei os álbuns como se fecha os olhos num filme de terror, de repente, com força e apertados para não sentir o que já espreita, o que já vimos de relance, o que já nos faz tremer o coração. Porque estas viagens no tempo, em milésimos de segundos, levam-nos de volta às sensações, áqueles frames de vida e, ao mesmo tempo, picam-nos como agulhas como que a certificar-se que não perdemos a noção de onde nos encontramos. Em simultâneo, devolvem-nos os momentos e retiram-nos deixando apenas o rasto de dor do que se perdeu, do que já não é.

Continuei, um olho aberto apenas espreitando, outro fechado, porque era uma missão que estava em causa, uma missão com o tamanho de oito ramos da qual depende a alimentação colectiva de memórias, não podia falhar. Sem me deter nas sensações e nas batidas do coração, folheei com a rapidez possível e seleccionei o que pretendia. Já em andamento, com alguns pedaços de história familiar na mão, entendi. O que mais doeu não foi rever pessoas que já não estão, momentos que não se repetem... O que mais doeu foi voltar a uma vida anterior, à minha vida anterior, e sentir que ela continua fatidicamente próxima, pertença minha por natureza, como se da realidade se tratasse, como se nunca tivesse deixado de existir, como se o hoje fosse só um pesadelo que a qualquer momento termina e me devolve ao que é realmente meu.

Entendi. Não se deve folhear memórias enquando elas ainda não são só memórias...

Um bocadinho "assim"...

Dizia-se:
Falta-me alguma coisa... falta-me sempre alguma coisa.

Ouviu-se:
E a quem não falta?

quarta-feira, novembro 16, 2011

Inauguração

Começo aqui um novo capítulo. Deixo, de vez em quando, de falar de mim ou das coisinhas do meu mundo e dou largas à imaginação. Invento coisinhas dos mundos de outros, dos mundos de qualquer um. Vamos ver como corre.


Com os olhos bem abertos a fixar os meus disseste: "Amo-te, adoro-te, e é tão fácil amar-te, o difícil é tudo o resto...". E viraste as costas deixando no ar uma nuvem de perfume. Fiquei ali, parado no meio da rua, a ver-te seguir o teu caminho, viraste as costas e não olhaste mais para trás. Fiquei quieto e a sorrir porque disseste que me amavas e o teu perfume ficou e continuava a envolver-me, sorria porque me amavas-me e o tom do amor na tua boca era tudo o que eu queria ouvir. Mas, a pouco e pouco, quanto mais te afastavas, o sorriso que me ofereceste começava a esmorecer. Tentando processar a informação, o meu cérebro masculino ameaçava entrar em colapso porque a equação que me apresentaste não parecia fazer qualquer sentido...

Pensei naquele comediante norte-americano que tu adoravas e que uma vez ouvimos descrever a diferença entre o cérebro das mulheres e dos homens. O dos homens é composto por compartimentos estanques de sentimentos e pode-se dizer que se assemelha à arrecadação de um prédio. Entra-se por um corredor e há portas dos dois lados, cada uma dando lugar ao seu espaço, nenhum comunicando entre si; cada espaço corresponde à sua verdade, em frente existe o espaço oposto. Por exemplo, temos o Bonito e o Feio, o Doce e o Amargo, o Amor e o Desamor. A acrescentar, cada sentimento ou sensação comporta na sua casinha as suas devidas respostas, as alternativas fornecidas ao humano em causa para dar seguimento ao sentimento-mãe. No caso do Doce, a resposta poderá ser um sorriso ou a busca da receita daquela sobremesa que a minha avó fazia ou ainda uma chamada de atenção por causa da diabetes hereditária, quem sabe.

A tua frase avançou pelo corredor encabeçada pelo Amor e a essa porta se dirigiu mas ao entrar percebeu que não existia ali forma de lhe dar seguimento, a resposta que trazia na cauda não estava prevista no leque correspondente, a frase que me deste era uma equação errada, mal elaborada, junção de elementos que não se podiam compreender num mesmo espaço. Não era ali considerado possível que a resposta ao "Amor" fosse "Virar as costas e ir embora sem olhar para trás". E assim, a tua e minha frase ficou perdida no limbo do corredor, sem saber para onde se virar, orfã de porta onde bater.

Fiquei parado no meio da rua, já sem ti no horizonte e os meus olhos nublavam com a sombra da equação impossível a latejar no meu cérebro. Não a entendia, não a conseguia entender, não conseguia fazê-la pertencer a lugar nenhum, não conseguia que produzisse nenhum resultado lógico. O resto da tarde, no escritório, foi passado a escrevinhar num papel diversas hipóteses de sequências com os elementos que me deste na esperança de encontrar a formulação correcta para que tudo, afinal, fizesse sentido. Não consegui. À noite, juntei-me ao André e ao Rodrigo no bar e expus-lhes o problema entre uma imperial e outra e como resposta obtive silêncio, nenhum deles conseguiu encontrar a solução. Mais tarde, deitei a cabeça na almofada com o teu perfume entranhado, o cérebro masculino cansado de não entender e adormeci enrolado na crueldade do amor que me deste.

Pérolas da "porca" #5 (to ein uone!)

Mais uma vez, ao telefone, com um fornecedor:

- Isto assim não pode continuar. Eu não estou para estar metida neste tipo de quizi... quili... quizilas! Era o que mais faltava. A situação está a engrenar em algum ponto e nós temos que perceber onde!

terça-feira, novembro 15, 2011

Dancing queen

Toca o telefone e do outro lado a progenitora que andava por outras andanças:

- Está tudo a correr bem, o jantar foi óptimo! Depois abriu-se o espaço de dança e toda a gente se levantou para ir dançar. Eu, como ninguém me convidou, fui a outra mesa e convidei um senhor, pronto!
- Mãe... quantos copos já bebeste...?
- Sei lá! Mas provei tudo o que havia para provar!

segunda-feira, novembro 14, 2011

O lado B (de Bom)

A saber, nem tudo foi mau. Sim, a chuva teimou em cair-me em cima deitando por terra todo o trabalho que tenho em manter este cabelo de forma a que não assuste quem se cruza comigo na rua. Sim, o filme que queria ver deu-me com os pés. Sim, os óculos continuam desaparecidos...

Mas... a sexta-feira ficou para trás e durante dois dias nem sequer me lembrei que os meus empregadores existem. O Festival sempre acabou por me abrir os braços e arranjou-se uma alternativa não com bilhetes para um filme mas para dois! Conheci dois realizadores de perto e tive oportunidade de treinar o meu francês mesmo que apenas mentalmente. O Galeto soube-me bem no fim das sessões, os mimos em forma de amigos marcaram presença e descobri que os relâmpagos ganham mais vida se os observarmos do alto de uma colina. E, para terminar, talvez uma das minhas vendas se concretize finalmente o que significa que talvez se concretize depois uma compra... nem mais nem menos que óculos novos!

sexta-feira, novembro 11, 2011

E continua...

Sessão esgotada, mais um festival que perco; colega irada que até me deu uma certa vontade de rir mas, por outro lado, me lembrou da porcaria de confusão em que me querem meter também; chuva miúda; óculos que continuam desaparecidos... M****!! É a única coisa que me ocorre!

Já é sexta... Ena...

Decide uma pessoa voltar ao trabalho a uma sexta para doer menos... e logo por azar parece ter sido justamente essa sexta a escolhida para me bulirem com os nervos... ainda nem almocei e já me sinto com vontade de aviar uns três ou quatro à bofetada...!

(Mantra mental: é só trabalho... é só trabalho... é só trabalho...)

domingo, novembro 06, 2011

sexta-feira, novembro 04, 2011

Porque... I can't feel it right now...

James Morrison - Wonderful World

I've been down so low
People look at me and they know
They can tell something is wrong
Like I don't belong

Well,
Staring through a window
Standing outside, they're just too happy to care tonight
I want to be like them
But I'll mess it up again

I tripped on my way in
And got kicked outside, everybody saw...

And I know that it's a wonderful world
But I can't feel it right now
Well I thought that I was doing well
But I just want to cry now
Well I know that it's a wonderful world
From the sky down to the sea
But I can only see it when you're here, here with me

Sometimes I feel so full of love
It just comes spilling out
It's uncomfortable to see
I give it away so easily
But if I had someone I would do anything
I'd never, never, never let you feel alone
I won't, I won't leave you on your own

But who am I to dream?
Dreams are for fools, they let you down...

And I know that it's a wonderful world
But I can't feel it right now
Well I thought that I was doing well
But I just want to cry now
Well I know that it's a wonderful world
From the sky down to the sea
But I can only see it when you're here, here with me

And I wish that I could make it better
I'd give anything for you to call me, or maybe just a little letter
Oh, we could start again
Ohh...

Well I know that it's a wonderful world
But I can't feel it right now
Well I thought that I was doing well
But I just want to cry now
Well I know that it's a wonderful world
From the sky down to the sea
But I can only see it when you're here, here with me
Ohh..

And I know that it's a wonderful world
I can't feel it right now
I got all the right clothes to wear
I just want to cry now, cry now
Well I know that it's a wonderful world
From the sky down to the sea
But I can only see it when you're here, here with me

And I know that it's a wonderful world
When you're with me

Pérolas da "porca" #4

- É impressionante! As pessoas nem leiem mas começam logo a refilar!

Frase do dia

“O homem que pretende ser sempre coerente no seu pensamento e nas suas decisões morais ou é uma múmia ambulante ou, se não conseguiu sufocar toda a sua vitalidade, um mono maníaco fanático.”

Aldous Huxley

Os furos

A propósito dos dias que também são datas, perguntava se devia dizer alguma coisa e ouvi que deveria seguir as indicações da minha sensibilidade, ela melhor que ninguém iria ensinar-me o caminho, ela que também sabe como é. Porque se colocava a questão se seria melhor lembrar... porque se por um lado revela cuidado e atenção o que é igual a carinho, por outro corremos o risco de levantar a tampa de uma caixa que não se quer abrir, não nesse dia que também é data.

Não precisei procurar a resposta, ela existe em mim naturalmente. Não precisei perscrutar a fundo os meus sentimentos para saber o que sei.

Somos papel perfurado. O buraco que um dia se abriu está sempre lá, já faz parte da nossa composição, do nosso design. É isto que também somos desde então. O buraco acompanha-nos todos os dias, já pertence ao nosso organismo.

Claro que o dia que também é data é a referência temporal que nos faz regressar mentalmente áquele dia em que tudo aconteceu, fazendo-nos reviver os passos, os momentos, as sensações, uma a uma e com mais pormenor. Mas não é só no dia que também é data que isto acontece. As perdas, as nossas mortes, vivem connosco e às vezes basta um gesto, uma música, um odor a perfume, uma expressão verbal para que latejem mais um bocadinho. Estão lá, vivas, mesmo que pontualmente mais dormentes, estão sempre lá.

Não precisei procurar a resposta. De papel perfurado para papel perfurado assinalei com um beijo e só. Um beijo para todos os dias, não só aquele, um beijo que só nós percebemos bem o que quer dizer.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Growing up

Pérolas da "porca" #3

Ao telefone, como sempre, não me dando qualquer hipótese de fuga:

- Ai, ele está demais, não se atura! Está tão ranzinga, nem imaginas...!


(Tivesse eu saído mais ao meu querido avô materno e tinha aqui provas suficientes de que existem ainda dialectos desconhecidos do mundo ocidental que valeria a pena estudar...)

quarta-feira, novembro 02, 2011

Ignorâncias

Mas o que raio são faróis bichano??

Constatação #50

A gata A. tem razão... está na hora de mudar para o edredon de Inverno...