quarta-feira, novembro 02, 2016

What the fuck...

























Nada de novo, apenas se reforça o deslaço que existe entre estes dois. Talvez seja ele que dá cor à vida, talvez as histórias que um dia teremos para contar nasçam justamente do conflito que daí surge, do desnivelamento entre estas duas vozes. Caso contrário, nada acontecerá que se digne de nota e de memória. Da harmonia não reza a história, parece parecer... 

Assisto, desta vez. O distanciamento permite-me arrefecer ânimos e ver para além da névoa de emoções de quem as sente. Mas não me permite poupá-las ao sofrimento, à confusão, ao desespero e as lágrimas. Que, se ainda não se manifestaram, será por pouco tempo, eu sei que sim. 

Nada de novo. Da angústia de quem não consegue sair de baixo da vida e das suas coisas à indecisão de quem não sabe para que lado se há-de virar. Em qualquer um dos casos, a vida deu-lhes mais do que poderiam abarcar. Dá sempre. Em qualquer um dos casos, as escolhas impõe-se, as decisões forçam a sua entrada, a razão e a emoção digladiam-se. E o coração, assoberbado, encolhe-se, deixa-se ficar pequenino, sustendo a respiração, à espera que passe, talvez. Mas não passa. 

"O que é que eu faço?", adivinho eu a pergunta. A m**** é que não há respostas certas...

segunda-feira, outubro 31, 2016

Para celebrar o Outono...

... (com mais ou menos hallowen) sai das minhas mãos sopa de abóbora com caril e leite de côco...

Na calha, tarte de abóbora brulée com base de biscoitos de gengibre para um dia destes.

Haja balança!

sexta-feira, outubro 28, 2016

Dos dias assim

Hoje foi dia de pontos nos "is". Hoje foi dia de ser curta e grossa, de chamar os bois pelos nomes e de marcar posições. Hoje foi dia de expressões idiomáticas, está visto.

quinta-feira, outubro 27, 2016

Pérolas da porca #34

"Oh, meus amigos, sabem lá.... isto são muitos anos a virar febras!!" 


Bom, está certo... cada um vira o que quer...

quarta-feira, outubro 26, 2016

Porque os vou (re)descobrindo...



Let's not make it into a big thing 
Let's not get lost in this 
I know it is, I know we could 
I guess we surely would 
Let's pretend it's not 
It doesn't mean a thing 

Let's not blow it out of all senses 
As though it meant so much 
It's always thought about for weeks 
Not everytime your lips meet mine, I think of her 
But when her hands reach out, I think of you

terça-feira, outubro 18, 2016

segunda-feira, outubro 17, 2016

domingo, outubro 16, 2016

Gin tónico

Gin tónico. Ao chegar a casa, já de noite, para adormecer a angústia que se sente nos corredores do IPO. E nas lágrimas que amparamos enquanto dizemos 'chora, chora tudo, não guardes'. Gin tónico. Enquanto recordo as minhas falas neste filme e me pergunto se disse o que devia ter dito. 'Não podemos ser sempre fortes', ouvi eu de quem me parece nunca quebrar. Porque sabe que ela depende do seu amor, o seu amor imenso e único. Gin tónico. Que devia ser mais forte mas eu ainda não acerto nas medidas. E nós as duas, a dar voltas à cabeça para irmos mais além. E a promessa que pedi que me fosse feita: se um dia for eu, por favor, não hesites, não me deixes sofrer assim. E o corpo que não me obedece e me domina. Gin tónico. Talvez precise de mais gelo, decididamente precisa de mais gin.  'Nós temos tudo'. É verdade: nós temos tudo porque temos o mais importante. Um brinde a quem não tem...

quinta-feira, outubro 13, 2016

Constatação #102

A vida não se compadece com depressões: segue em paralelo, ignorando-as: quem está, está, quem não está, estivesse.

segunda-feira, outubro 10, 2016

E no seguimento de certo email oferecendo certas e determinadas promoções...

I'm pretty sure there is no such thing as too many coats or jackets...

Ass.
Me, myself and I

terça-feira, outubro 04, 2016

terça-feira, setembro 27, 2016

segunda-feira, setembro 26, 2016

Dos pequenos poderes

É aquela gentinha que nunca chegará a gente. Não pode, não consegue, a mediocridade é de pai e mãe, corre-lhes nas veias e nela bóiam todas as suas células, não há escapatória. Não são nada mas querem tudo. Acham-se mais, ainda que o resto do mundo os queira "injustamente" remeter a menos. Babam de inveja quando são outros que têm, fazem, podem. Como babam de orgulho prepotente quando algum pequeno poder lhes cai ao colo. E não hesitam. Não hesitam em insuflar de baba e arremessar o seu peso contra quem menos pode. Porque sim. Porque podem.

Porque é uma das "minhas", agora na voz de um dos "meus"...





Don't Dream It's Over
Crowded House

There is freedom within
there is freedom without
Try to catch a deluge in a paper cup

There's a battle ahead
many battles are lost
But you'll never see the end of the road
While you're traveling with me

Hey now, hey now
Don't dream it's over
Hey now, hey now
When the world comes in
They come, they come
To build a wall between us
We know they won't win

Now I'm towing my car
there's a hole in the roof
my possessions are causing me suspicion but there's no proof

in the paper today
tales of war and of waste
but you turn right over to the T.V. page

Hey now, hey now
Don't dream it's over
Hey now, hey now
When the world comes in
They come, they come
To build a wall between us
We know they won't win

Now I'm walking again
to the beat of a drum
And I'm counting the steps to the door of your heart

Only shadows ahead
barely clearing the roof
Get to know the feeling of liberation and relief

Hey now, Hey now
Don't dream it's over
Hey now, Hey now
When the world comes in
They come, they come
To build a wall between us
You know they won't win
Don't let them win
Hey now, Hey now
Hey now, Hey now
Hey now, Hey now
Don't let them win
They come, They come
Don't let them win
Hey now, Hey now (yeah)
Hey now, Hey now

quinta-feira, setembro 22, 2016

Meditação. Eu. Mais ou menos isto.


Varrendo

Passadas quase duas semanas de trabalho, ainda tenho cerca de 130 emails para abrir. 

Se eu não lhes mexer, eles perdem actualidade e daqui a uns tempos é só apagar em massa, não é...? 

É.

Outono

Desculpem lá, eu gosto...

quarta-feira, setembro 21, 2016

Sou só eu....

... ou há mais quem mantenha certos números de telefone gravados no telemóvel apenas e só para não ser enganada por um número desconhecido e atender quem não quer??

terça-feira, setembro 20, 2016

Porque isto é bom que se farta e quem não der por si a mexer involutariamnete alguma parte do corpo com isto é um bloco de cimento! Ou um cocó, pronto...



All I want to do is love you
I just want to take you there

Baby, I don't want to argue
Don't even want to fight
I just want to love you
And hold you all the night
The message from the party
Nothing to do with how
Try to keep it happy
Then depress yourself to cry
All I want to do is love you

You've got to move on up

All I want to do is love you
I just want to take you there

The world is trying to make us
Go against our will
There's too many mountains
Grown up from a hill
Just take nothing less
Than the second best
Do not obey
What most people say
'Cause you can pass the test
All I want to do is love you

Baby, we've got to move on up
We've got to move on up

All I want to do is love you
I just want to take you there
All I want to do is love you
It feels like I'm already there

The world is trying to make us
Go against our will
It's early in our language
Of how the human feels
I just want to love you
I just want to cry
I just want to love you

We've got to move on up

All I want to do is love you
I just want to take you there
All I want to do is love you
It feels like I'm already there

Son 3000 razones para darte mi amor (3000 reasons to give you my love)
3000 razones para darte el corazón (3000 reasons to give you the heart)
3000 razones para darte mi amor
3000 razones para darte el corazón

sexta-feira, setembro 16, 2016

E a propósito...


A "reentré"

Da mesma forma que o começo de um novo ano parece impor-nos a responsabilidade de estabelecer novas metas devidamente engalanadas pela convicção (ou mera afirmação dela) de que "este ano é que vai ser", também a volta à vidinha como ela é depois de "ir a banhos" me faz sentir que tenho que retomar a pega de caras - com o perdão à alusão tauromáquica - às decisões por tomar e aos problemas por resolver (ou àqueles que, por não terem resolução, resolvidos estão mas que não deixam de ser problemas aos quais temos que aprender a dar cama, mesa e roupa lavada porque eles já não vão a lado nenhum, connosco se deixam ficar). Como se no Verão tudo se tivesse suspendido, como se as férias servissem para descansar da vida toda, não só da actividade profissional. Talvez seja mesmo assim que me comporto ainda que não dê conta, talvez as férias me sirvam para praia e campo e sol e bebidas e comidas e amigos e família e viagens e... amnésia programada de modo temporário em parceria com tapetes grandes para albergar debaixo de si a varredura de tudo aquilo que me pesa e me complica a existência. Portanto, quando volto... volta tudo... Suspiro. Cá vamos nós outra vez...

Ao almoço, a conversa na mesa do lado versava a realidade. Tema talvez demasiado profundo para discutir à beira de uma sopa e de uma sandes deglutidas a correr mas, para as três criaturas que se debruçavam sobre a mesa e sobre ele, parecia demais pertinente tal era a compenetração e seriedade nas suas expressões. Desde a famosa "a realidade é aquilo que tu queres que seja" até à esotérica "porque o que é real para ti pode não ser para os outros", as frases feitas sucediam-se. Não estive presente no início da conversa pelo que não sei de onde veio e para onde ia mas, apesar de a parte que apanhei não me ter ensinado nada, tão cheia de vazios que estava, fez-me pensar que andamos todos à procura do mesmo, à procura de um sentido: sentido-direcção mas também sentido-propósito. O que me faz concluir que os nossos pais nos educaram mal. À minha volta  (na vida e, se calhar, também nas mesas de almoço lá do bar) quase não encontro ninguém que não esteja desiludido, triste, cansado, mergulhado em inconformidade ou, pelo contrário, em resignação... E eu acredito que muito se deve ao facto de nos terem feito crer que podíamos ter a vida que quiséssemos com relativa facilidade. E não é verdade...

A geração anterior à minha viu-se a braços com uma sociedade conservadora e estrangulada, limitada em termos de recursos, em termos de perspectiva, onde só alguns privilegiados - ou à frente do seu tempo e com "tomates" a condizer -  tinham oportunidade de vingar, se alcançar mais, de fazer mais, de ter uma vida mais próxima do que deveriam ser os seus sonhos. Nós não. Nós nascemos num mundo que já florescia em termos de oportunidades a todos os níveis: académicas e profissionais mas também pessoais: somos livres de morar onde queremos, de trabalhar onde e no que queremos, de ter relações pessoais com quem queremos, quando queremos, como queremos: somos livres de viver da forma que nos fizer mais felizes. Portanto, de alguma forma, foi-nos passada a ideia que que nós podíamos, sim, alcançar os nossos sonhos, que já nos era dada essa possibilidade se assim o quiséssemos e por isso lutássemos (sim, porque, verdade seja dita, nunca ninguém me disse que a felicidade me cairia ao colo sem que eu movesse uma palha até porque isso não seria nada condizente com a personalidade fatídico-velha-do-restelo da progenitora e até lhe causaria maus fígados ver-se a aligeirar seja lá o que for em prol da prole, convenhamos). Mas olho em volta e quase ninguém está a viver sonho nenhum... E, mais do que não os viver, não está, claramente, a saber gerir esses "falhanços". Como se nos tivessem estimulado no sentido de viver essa liberdade e possibilidades mas não nos tivessem munido de ferramentas para lidar com a frustração de elas não serem o que prometiam ser ou de nós não conseguirmos aproveitar todo o seu potencial, tudo aquilo que nos foi (e é) facultado.

Pergunto-me, o que deve fazer, então, esta geração? Esta geração que tinha tudo para ser estupidamente feliz e não é, não consegue ser... 

Talvez não sejamos tão livres afinal. Talvez toda essa liberdade seja uma ilusão. Porque as convenções existem e continuam a afectar-nos, porque o medo não tem idade, porque liberdade não condiz com amarras psicológicas que também nos foram devidamente atribuídas logo à nascença, como se impregnadas na pulseirinha com o nome da mãe, porque é preciso coragem para procurar a felicidade a todo o custo e lidar com o que correr mal, com as desilusões, com as mágoas, com os ferimentos que nos causamos e aos outros e eu não sei se nós a temos, porque escolhas implicam ganhos e perdas e as perdas são f****as de encarar...

Portanto, temos liberdade mas não temos estrutura mental para usufruir dela... 
Conclusão?
Preciso de férias. Daquelas mesmo, mesmo amnésicas!
O que a reentré faz a uma pessoa, meu Deus...

quarta-feira, setembro 14, 2016

segunda-feira, setembro 12, 2016

Perfil

Calçar saltos e vestir roupa pipi depois de três semanas de havaianas e biquinis... só me ocorre uma palavra (das minimamente decentes!): birra!

quinta-feira, setembro 08, 2016

sábado, setembro 03, 2016

Porque não me sai da cabeça (e da boca) há horas...

...  e porque já aprendi a não discutir com estas manifestações que não apresentam justificação: se apareceu, quer ser reconhecida e lá terá as suas razões. Eu limito-me a fazer-lhe a vontade.


Pr'a rua me levar
Ana Carolina

terça-feira, agosto 30, 2016

Do dia e dos sonhos...

"Anyone who has ever attempted to write something (...) will know that hope itself can be crippling.(...) Pessoa's great work offers us a different approach altogether: accepting that dreams needn't be converted into achievement."

segunda-feira, agosto 22, 2016

De madrugada

É raro, muito raro, mas por vezes a angústia toma conta de forma quase absoluta. E a lembrança de outras angústias, tão profundas e, por isso, tão  incapacitantes durante tanto tempo, alimenta-a: o dia nasce e os olhos recusam-se a cerrar novamente. Saio e aprecio o tempo ainda fresco de Verão. Aqui, casa de infância, onde a natureza se impõe mais: água a correr e cheiro a campo de madrugada. Reconheço que a angústia não dorme comigo, pelo contrário, sapateia em mim todo o tempo, tentando despertar-me e, não atingindo o seu objectivo, mostra-se em pleno quando finalmente o dia a começar faz o seu trabalho. É esse o momento de maior luta: a luta pela sobrevivência, pela prevalência. Enjoa-me, enganando-me, domina-me a mente ainda sonolenta até que eu consiga espantá-la para o seu devido lugar. Abro os olhos, recuso a que se instale, permito que as outras realidades e o dia que começa vinguem. E assim sobrevivo a mais uma luta.

É raro, muito raro, mas tento apreciar o facto de me ter trazido até aqui. 

(Tenho medo, ainda assim. Tenho medo que me tenha, apesar de tudo, moldado a vida ...)

quarta-feira, agosto 17, 2016

Porque adoro, continuo a adorar...


You saw me standing by the wall 
Corner of the main street 
And the lights are flashing on your window sill 
All alone ain't much fun 
So you're looking for the thrill 
And you know just what it takes and where to go 

Don't say a prayer for me now 
Save it 'til the morning after 
No, don't say a prayer for me now 
Save it 'til the morning after 

Feel the breeze deep on the inside 
Look you down into your well 
If you can, you'll see the world in all his fire 
Take a chance 
 Like all dreamers can't find another way 

You don't have to dream it all, just live a day 

Don't say a prayer for me now 
Save it 'til the morning after 
No, don't say a prayer for me now 
Save it 'til the morning after 
Save it 'til the morning after 
Save it till the morning after 

Pretty looking road 
Try to hold the rising floods that fill my skin 
Don't ask me why 
I'll keep my promise 
Melt the ice 

And you wanted to dance so I asked you to dance 
But fear is in your soul 
Some people call it a one night stand 
But we can call it paradise 

Don't say a prayer for me now 
Save it 'til the morning after 
No, don't say a prayer for me now 
Save it 'til the morning after 
Save it 'til the morning after 
Save it 'til the morning after
Save it 'til the morning after 
Save it 'til the morning after 
Save a prayer 'til the morning after

terça-feira, agosto 16, 2016

Frase do dia

"Sobre a tua vida: ainda é muito cedo para ser tarde demais."

A dança das cadeiras e a m**** que é sempre a mesma...


Despotismo. Despotismo no seu pior. Ao comunicar-me as "boas novas, disseram-me 'pode chamar nomes, dizer asneiras, já todos o fizemos' mas a minha voz só consegui remeter-se ao silêncio. Incredulidade. Contado ninguém acredita, pensei eu no imediato, mas nem esse lugar comum é verdadeiro, infelizmente. Acreditam, pois, acreditamos todos. Mudam-se governos, ministros, secretários de estado, disto e daquilo, e continuamos a acreditar, já ninguém se ilude. Porque vemos, porque vivemos na pele. Irresponsabilidade. Com os dinheiros públicos, com o trabalho dos outros. Desrespeito. 'Ah, logo vi, é deste partido.' Não, perdoem-me mais um lugar comum, desta vez verdadeiro: são todos iguais. Não é a primeira vez que o vejo e o que vejo não olha a cores, assume-as todas e assume-se com todas. E de repente, lembro-me que faltam apenas quatro dias (três e meio!) para ir de férias. E de repente até penso que as devia adiar para que o mal, a encomenda de feição déspota, seja repartida, não pese mais a uns do que a outros. Mas decido que não. Não adio. Tenho sorte, não estarei presente a maior parte do tempo. Vou aproveitá-la. Acima de tudo porque me enoja, acima de tudo porque não lhe quero dar mais tempo do aquele a que sou obrigada. Não dou. Já dei muito, meses e meses e horas e horas de trabalho. Agora chega, haverá mais quando voltar. 

No rescaldo das notícias, o que não tem remédio, remediado está. Por isso, a decisão toma-se rápido: almoço numa esplanada (e o que eu gosto de esplanadas..!), sombra e Machado de Assis. Não há mal que não se cure assim.

Pumba! Na "mouche"...

"Ela é de Câncer? Pois, meu amigo pode se preparar pois essa parada não vai ser fácil, não. A canceriana não é uma mulher simples. Pelo contrário, ela é complexa, instável, inquieta e imprevisível… é uma mulher que vem sem manual de instruções. Não é uma mulher que gosta de pular de galho em galho, mas está disposta a fazê-lo até que encontre o homem certo para se acomodar. E uma vez que o encontrar irá se entregar de corpo e alma. 

A canceriana precisa do seu carinho e vai pedir por isso até conseguir. Ela é sensível. Até frases bonitas podem fazê-la chorar e até problemas pequenos a deixam atormentada. Mas ela não é mulher de se abater e desistir fácil. Por mais complicado que as coisas estejam, ela vai até o fim. É uma mulher exigente, perfeccionista e determinada. 

A canceriana tende a ser insegura e você precisa fazer com que ela saiba que ela é amada, que é especial e que é a dona do seu coração. São mulheres que levam muitas emoções e sentimentos dentro de si, muito amor mas ódio também – se sente raiva, a canceriana pode se tornar muito vingativa. 

Ela é misteriosa, não é qualquer um que consegue entrar e desvendar sua alma. A chave para descobrir seus segredos e suas nuances é o amor. O amor abre a canceriana, e se você se mostrar merecedor do seu amor, será digno dos seus segredos. Mas tome cuidado, ninguém sabe o que você vai encontrar lá dentro. 

Ela é de fases, seus sentimentos são como uma montanha russa. Ora está feliz, rolando no chão de tanto rir, ora está num cantinho chorando baixinho… e você quer saber porque ela chora… pois até que consiga te explicar já se debulhou de chorar. Essa mulher gosta de cultivar uma certa nostalgia. Valoriza memórias e lembranças que a fizeram rir mas também as que a fizeram chorar. Por um outra lado, é uma sonhadora, e com tudo que guarda dentro de si, prefere sonhar com o futuro. Mas toma cuidado, viu? Essa moça é possessiva… e ciumenta também. Gosta das suas coisas perto de si, e se um dia você disser a ela que você lhe pertence… você será dela para sempre. Ela vai cuidar de você, como se você fosse um bichinho de pelúcia, um animalzinho de estimação. 

Ela é de cancêr e você até pode conseguir conquistá-la fácil mas não será fácil mantê-la ao seu lado. Vale à pena, contudo, lutar por uma mulher de câncer. Não desperdice o amor da canceriana, porque o que ela tem para te dar é de ouro. Se você a deixar ir embora, é provável que ela nunca mais volte. 

Ela é de câncer mas os sentimentos que leva dentro do seu coração são mais intensos do que todos os signos do horóscopo juntos."

sexta-feira, agosto 12, 2016

À beira do fim de semana prologado...

Noto que não tenho parado muito para pensar. Os acontecimentos e os dias acontecem-me e eu aconteço neles, esforçando-me para que, pelo meio do atropelo a que me sujeitam, os consiga viver da melhor forma. Porque me parece, sim, que esta é a melhor forma. Mas, de vez em quando, há um pensamento que consegue escapar da roda de hamster em que vivem todos eles porque a ela os confinei e assume-se no palco principal da minha mente. Relembra-me que existe. Acarinho-o. Apesar da  suspensão que me provoca, aceito-o e digo que sim, que sei que está lá e que não me esqueço dele. Mas que tem que entender que tenho aprendido a libertar esse palco de ideias à deriva mas que derivam a velocidade estonteante porque, lá está, apenas me estonteia, não se me resolve nada. E assim o devolvo calmamente aos bastidores, para rodar o que tiver que ser porque é da sua natureza mas sem me perturbar a existência. Desisti de tentar controlar seja o que for, na medida do meu possível, sendo quem sou. Bom... não. Não desisti. Desisti, sim, de achar sempre que consigo. E isso faz toda a diferença.

quarta-feira, agosto 10, 2016

terça-feira, agosto 09, 2016

Once upon a time...

"(...)
Feeling unsure, the girl thought the best thing was to put her heart in a safe place. Just for the time being. So she put it in a bottle and hung it around her neck. And that seemed to fix things … at first.
(...)
Although, in truth, nothing was the same. She forgot about the stars… and stopped taking notice of the sea. She was no longer filled with all the curiosities of the world and didn’t take much notice of anything…
(...)
One day, while walking on the beach where she had once strolled blissfully with her father, the “girl” — now a grown woman — encounters another girl still little and still filled with the boundless and buoyant curiosity that had once been hers. Suddenly, she is reminded of all she lost when she locked away loss.
(...)
So she sets out to liberate her heart from its glassy prison — but the bottle has been fortified by years of self-protection. 
(...)
The bottle couldn’t be broken. It just bounced and bounced … right down to the sea. But there, it occurred to someone smaller and still curious about the world that she might know a way. 
(...)
The heart was put back where it came from. And the chair wasn’t so empty anymore."

Oliver Jeffers

quinta-feira, agosto 04, 2016

E num quiosque perto de si...


Ao final do dia, a combater arduamente a neura de ter que trabalhar em Agosto...

Porque o nacional também é bom, muito bom mesmo...


 
You're the one I really want, oh yeah
All your friends say I'm the one
And I don't like your men, no
But this is not the real reason

You should be mine, because I'm yours
You know I've been waiting by the door
I don't mind, don't mind on you moving so cold
Cause I know that one day you'll be mine

Don't get me wrong, you know I'll wait
If you want me gone I'll disappear
Don't get me wrong baby I swear
If you come my way I will do you no wrong

Do ya no wrong
Do you no wrong
Do ya no wrong
Do you no wrong
Do ya no wrong

I'm the one you really want
Fuck your men you know he soft
And I don't like your plan, noo
You and I cannot be friends

You should be mine, because I'm yours
You know I've been waiting by the door
I don't mind, don't mind on you moving so cold
Cause I know that one day you'll be mine

Don't get me wrong you know I'll wait
If you want me gone I'll disappear
Don't get me wrong baby I swear
If you come my way I will do you no wrong

Do ya no wrong
Do you no wrong
Do ya no wrong
Do you no wrong
Do ya no wrong

Did you know, that your man
Mess around with other girls and all
He don't really care bout you
Did you know that your man

Always on the road without you
He don't give a fuck who's with you, damn
Did you, did you know?
I'm telling you his heart has cold

How you end up with him I don't know
You should be mine, because I'm yours
You know I've been waiting by the door
I don't mind, don't mind on you moving so cold

Cause I know that one day you'll be mine
One day you'll be mine
One day you'll be mine
One day you'll be mine
If you come my way I will

Do you no wrong
Do ya no wrong
Do you no wrong
Do ya no wrong

Das almas gémeas


quarta-feira, agosto 03, 2016

Eu, a EMEL e a velha que espero que seja minha vizinha

Hoje fui multada pela EMEL por ter o carro parado em segunda fila. Mas o mais caricato, para dizer no mínimo, foi o facto de ter sido multada porque a senhora que tinha o carro barrado pelo meu não esteve para apitar, como é costume por esta terra, para chamar o proprietário (que por acaso era eu e que por acaso estava a meros dois passos e atenta, como é meu hábito nestas raras situações, de forma a correr assim que a ouvisse): mal chegou ao carro, chamou directamente o fulano da EMEL que por ali passava e mais nada. 
Tinha obrigação de apitar? Não. 
Quem estava mal era eu? Era. 
Custava mais apitar do que ir chamar o tipo da EMEL? 
Acho que não... 
Mas pronto... agradeci-lhe educadamente a solidariedade...


(Só espero que a minha incapacidade de reter caras não se manifeste neste caso. Só espero cruzar-me outra vez com a tipa, barrar-lhe o carro e ficar à espera... Só espero..!)

terça-feira, agosto 02, 2016

Pergunto-me...

... em que momento a minha cara - que não abriu a boca - fez crer à moça encarregada de espalhar tinta pela minha cabeça, no cabeleireiro, que eu queria saber que ela está a tentar deixar de fumar e que fuma dois maços por dia mas que, trabalhando ali, não porque não pode fazer tantas pausas e que o patrão do marido deixou o cigarro com agulhas e que a mulher do patrão do marido também mas já com a sogra do patrão do marido não resultou e que uma amiga pôs mamas no São José, e que foi só inscrever-se e estar dois anos à espera e que ela também quer porque sempre pensou em ter mamas maiores, ainda mais de graça...

Em que momento, céus...?

A da família...


























Com tudo o que tem de bom e de mau, porque não nos queremos perder uns dos outros. Porque os mais velhos um dia já cá não estão e os mais novos fazem agora a nossa vez, aos pulos e risos pela casa e pela festa. Como nós, no passado.

segunda-feira, agosto 01, 2016

Porque me fez saltar da cadeira ainda agora, porque já não a ouvia há imenso tempo, porque me continua a fazer dançar, porque continuo a adorá-la!



One, two, princes kneel before you
(that's what I said, now)
Princes, Princes who adore you
(Just go ahead, now)
One has diamonds in his pockets
(that's some bread, now)
This one, said he wants to buy you rockets
(Ain't in his head, now)

This one, he got a princely racket
 (That's what I said, now)
Got some big seal upon his jacket
(Ain't in his head, now)
 Marry him, your father will condone you
(how bout that, now)
Marry me, your father will disown you
(he'll eat his hat, now)

Aww, marry him or marry me
 I'm the one that loves you baby can't you see?

Ain't got no future or a family tree
But I know what a prince and lover ought to be

I know what a prince and lover ought to be

Said, if you want to call me baby
(Just go ahead, now)
An' if you'd like to tell me maybe
(Just go ahead, now)
An If you wanna buy me flowers
(Just go ahead, now)
And if you'd like to talk for hours
(Just go ahead, now)

Said, One, two, princes kneel before you
(that's what I said, now)
Princes, Princes who adore you
(Just go ahead, now)
One has diamonds in his pockets
(that's some bread, now)
This one, he wants to buy you rockets
(Ain't in his head, now)

Marry him or marry me
I'm the one that loves you baby can't you see?

Ain't got no future or a family tree
But I know what a prince and lover ought to be

I know what a prince and lover ought to be

Said, if you want to call me baby
(Just go ahead, now)
An' if you'd like to tell me maybe
(Just go ahead, now)
If you wanna buy me flowers
(Just go ahead, now)
And if you'd like to talk for hours
(Just go ahead, now)
And if you want to call me baby
(Just go ahead, now)
An' if you'd like to tell me maybe
(Just go ahead, now)
If you'd like buy me flowers
(Just go ahead, now)
And if you'd like to talk for hours
(Just go ahead, now)

Said, if you want to call me baby
(Just go ahead, now)
An' if you'd like to tell me maybe
(Just go ahead, now)
If you wanna buy me flowers
(Just go ahead, now)
And if you'd like to talk for hours
(Just go ahead, now)

Ohh baby
(Just go ahead now)
ooh just just go ahead now ooh your majesty
(Just go head now)
come on forget the king and marry me
(Just go ahead now)
come on, come on, come on
(Just go ahead now)
go ahead now yeah,
just go ahead now
If you want to buy me flowers
(Just go ahead now)
yeah just go ahead now baby

E... puf!

Saldo de uma semana de férias desaparece na primeira meia hora de trabalho...

Nice...

quarta-feira, julho 27, 2016

Das coisas que não se explicam

Bola de Berlim com creme ao chegar da água, depois de mil mergulhos a escorrer por mim abaixo. Não sei exactamente porquê mas sei que a vida não consegue ser muito melhor do que isto.

Quase nada 'bate' as quentes noites algarvias...

sexta-feira, julho 22, 2016

quinta-feira, julho 21, 2016

E mudando radicalmente de assunto...

... alguém me explique como é que, após dois copos bem cheios de vinho branco à pressão, certas duas almas voltam ao trabalho, hein, V.!?!


Aos tombos!!!


(Valha-nos isso. Valha-nos a amizade, os almoços "regados" a copos cheios de vinho mas também de conversa, de empatia, de amor e amizade, de risos. Valha-nos a comemorações de início de Verão e do que mais nos apetecer. Valha-nos o sol e as esplanadas. Valha-nos a idade e o que já passámos. Valha-nos já sermos umas "crescidas". Valha-nos nós. Simplesmente, nós.)

Chega o subsídio de férias...

... e chegam, logo a seguir e para que não se sinta sozinho, o seguro da casa, o seguro do carro, o IUC, a inspecção, a revisão dos 60 mil, o acerto do IRS que este ano não foi meu amigo...

E o que me apraz dizer??

F*****************************************************************!!!!!!!!

segunda-feira, julho 18, 2016

Sete

Sete. E o dia em que eu me quebrei para sempre.

sexta-feira, julho 15, 2016

À propos de Nice...

Não desesperes, Mãe! 
O último triunfo é interdito 
Aos heróis que o não são. 
Lembra-te do teu grito: 
Não passarão! 
Não passarão! 

Só mesmo se parasse o coração 
Que te bate no peito. 
Só mesmo se pudesse haver sentido 
Entre o sangue vertido 
E o sonho desfeito. 
Só mesmo se a raiz bebesse em lodo 
De traição e de crime. 
Só mesmo se não fosse o mundo todo 
Que na tua tragédia se redime. 
Não passarão! 

Arde a seara, mas dum simples grão 
Nasce o trigal de novo. 
Morrem filhos e filhas da nação, 
Não morre um povo! 
Não passarão! 

Seja qual for a fúria da agressão, 
As forças que te querem jugular 
Não poderão passar 
Sobre a dor infinita desse não 
Que a terra inteira ouviu  
E repetiu: Não passarão! 

Miguel Torga
in A Criação do Mundo

quinta-feira, julho 14, 2016

Do Verão

Ouço cigarras a cigarrar no meio de Lisboa, aqui e ali, onde há mato, onde há árvores. E num instante, viajo para as tardes quentes, tão quentes, e para a subida pesada e suada daquela rua - minha rua -, o sol a escaldar-me. O cheiro a erva quente, a amoras selvagens, a matagal áspero. E as cigarras. As cigarras a marcar-me o passo.

quarta-feira, julho 13, 2016

Porque me emociona; porque é minha, muito minha....




Where are we? 
what the hell is going on? 
The dust has only just began to fall 
Crop circles in the carpet, sinking, feeling 
Spin me around again and rub my eyes 
This can't be happening 
When busy streets a mess with people would stop to hold their heads heavy 

Hide and seek 
Trains and sewing machines? 
All those years they were here first 

Oily marks appear on walls 
Where pleasure moments hung before 
The takeover, the sweeping insensitivity of this 
Still alive 

Hide and seek 
Trains and sewing machines? (oh, you won't catch me around here) 
Blood and tears they were here first 

Mm what you say 
Oh that you only meant well, well of course you did 
Mm what you say 
Mm that it's all for the best, of course it is 
Mm what you say 
That it's just what we need, you decided this 
Mm what you say What did she say? 

Ransom notes keep falling at your mouth 
Mid-sweet talk, newspaper word cut outs 
Speak no feeling no I don't believe you 
You don't care a bit you don't care a bit 

You don't care a bit 
You don't care a bit 
You don't care a bit 
You don't care a bit 
You don't care a bit

Frase do dia

"The moment I take it for granted, it's gone."
Anonymous

terça-feira, julho 12, 2016

A dos amigos de sempre e para sempre...

























Não é por acaso que estão na minha vida e eu na deles. Fazemos por isso, por merecer um cantinho nas vidas uns dos outros, todos os dias desde que nos conhecemos.

segunda-feira, julho 11, 2016

Não me posso emocionar, está visto!, a selecção está a dar cabo de mim, este dia está a dar cabo de mim...

... dei por mim ainda agora a trautear David Carreira!!

Enviada para mim com o título "a tua cara"...





















... em cheio!!!

E ontem foi assim...

























A juntar-se à rouquidão que perdura até hoje...


(Estavas lá, estávamos lá. Viste!?)

sexta-feira, julho 08, 2016

A da beira-rio...


























"Parecem as festas henriquinas! ", diz a progenitora que parece também nunca se cansar desta expressão.  "É sempre assim... :)"


É. Enquanto me apetecer. Esta foi a primeira: no dia, porque tem que ser; improvisada, à beira-rio como tínhamos combinado, parabéns a você a sorrir, em surdina.

quarta-feira, julho 06, 2016

Há dias fabulosos...

... hoje foi um deles. E não, aposto que não é coincidência... ;)

Constatação #101

Há que assumi-lo: no fundo, no fundo, sou uma crente. Se os deuses enviam um seu emissário na minha direção, acredito que o fazem com algum desígnio divino e, como tal, não encontro em mim forças para o renegar. Ainda que o emissário me surja em forma de vendedor de bolas de Berlim...

Mais um, menos um...

Sol. Praia. Mar. Silêncio. Machado de Assis. Reconheço que não é comum contar-se os anos que faltam mas em minha defesa tenho a paz que essa perspectiva me dá. Telefonemas, mensagens, amor em palavras. A piada da 'Mula Velha' - o vinho - e o gozo que me dá ser pessoa que se ri de piadas destas e que, se for preciso, ainda faz outras piores(melhores) logo a seguir. Convites. Respostas. O mês agridoce. A vela que quero soprar. 'Quantas festas vais fazer este ano!?': as festas que me apetecer. O jantar. O nosso jantar de sempre. À beira-rio porque me disseste 'quando sair daqui vamos festejar o teu aniversário à beira-rio'. Agridoce. Mas mais doce. Estás aqui. Sol, praia, mar e o privilégio que é fazer anos no Verão num país de mar. Tudo é degrau, tudo eleva. E o que eu me vou elevando sempre que não me esqueço de aprender o que a vida tem para me ensinar. E eu nunca me esqueço. Os olhos mais azuis ainda, assim que mergulhados nas ondas do mar. Paz. Amor. Verdadeiro amor descoberto todos os dias. Por mim, de mim; por mim, de quem me ama. Não aceito menos. A idade adulta e o que eu gosto dela: liberdade de ir e vir, segurança, certezas. O trigo e o joio. Sol. Praia. Mar. Silêncio. Machado de Assis. A vida é melhor aqui.

terça-feira, julho 05, 2016

segunda-feira, julho 04, 2016

Frase do dia

"The opposite of love is not hate, it's indifference."

Elie Wiesel

sexta-feira, julho 01, 2016

À distância

Nada como criar distância: entre coração e realidade. Parede de vidro que a impede de o amarfanhar. Nada como não deixar que ela não se concretize de imediato, pelo menos cá dentro. Intervalo temporal entre o ser e o sentir que é. Precisa convencê-lo primeiro. Nada como esperar para ver. Nada como ver de longe...

sexta-feira, junho 24, 2016

quarta-feira, junho 22, 2016

POR-TU-GAL! POR-TU-GAL! POR-TU-GAL!

Lembras-te? 

O mais famoso e melhor dos Euros, para nós, aquele que nos fez saltar e gritar até ao último jogo, ainda que essa fosse a minha face quando a tua, mais discreta, se limitava a sorrir um sorriso que eu sabia ir para além dele. Lembras-te? Falávamos todos os dias, antes e depois das partidas. Às vezes até no intervalo. No jogo com a Inglaterra, telefonaste-me a dizer que tinhas escolhido ir para a rua, dar uma volta, para não veres os penalties, Lembras-te? "Não estou para me ver em chatices", disseste tu. Em comparação, eu era a histérica e entusiasmada e tu o cauteloso nos prognósticos e aquele que mantinha a calma apesar do resultado. Mas foste tu quem foi dar uma volta com medo que o coração disparasse demais, não foi?... E lembras-te quando me telefonaste do meio da rua porque estavas em Entrecampos a ver passar a invasão laranja dos adeptos holandeses a cantar em direcção ao estádio do Sporting? Lembras-te?

Acho que não há um jogo em que não pense em te ligar... talvez porque me esqueça que, afinal, estás comigo a ver tudo pelos meus olhos...

terça-feira, junho 21, 2016

Mais uma vez, e sempre, a minha máxima: amor com amor se paga

Há pouco tempo alguém me dizia que estou a chegar àquela idade em que o trigo e o joio se separam com maior clareza e facilidade. Percebo. Assumo. Se até aqui, os meus sentimentos tendiam a fechar os olhos à realidade, em nome de um histórico de relação ou dos bons velhos, sempre encontrando desculpas para situações ou atitudes com as quais não concordava e que até me magoavam, a minha visão, agora, parece menos turva.

Julgo que se prende com o grau de exigência. A idade traz-nos um grau de exigência superior em relação ao que e a quem nos rodeia. Já não estamos cá para m*****, já não nos preocupamos com o que possam pensar de nós, já não aceitamos menos do que... Porque não queremos nem precisamos. 

A verdade é que a amizade, às vezes, obriga-nos a sacrifícios. Facto. 
Eu estou disposta a fazê-los e faço-os. Facto. 
Não posso nem quero esperar menos de quem se diz meu amigo. Outro facto.

Se é certo que, num primeiro momento, assumir a desilusão cá dentro dói e não é pouco - até parece que morreu alguém, e morreu mesmo, pelo menos um bocadinho da ideia que tínhamos como certa desse alguém -  no momento seguinte, a serenidade de perceber que já só aceitamos o amor e a amizade que também damos, e não menos, instala-se. E acomoda-se. E estica-se no nosso sofá, de pés descalços, a usufruir da fresca numa noite de Verão que vem da janela escancarada para a rua. 

Amo os meus amigos. Amo as pessoas que fazem parte da minha vida que, aliás, só têm o privilégio de deter esse lugar porque fizeram por merecê-lo e merecer o meu amor. Amo-as verdadeiramente. Só que agora amo-as ao ponto de não aceitar que sejam menos do que podem ser, menos do que me fez amá-las.

sexta-feira, junho 17, 2016

Porque tudo muda, sapatinho de 'prinçusa'...


Das alfaces...

Acabar de almoçar à pressa... pedir o café ao balcão... sentir que ainda se tem bocados de alface nos dentes (maldita 'juliana'!)... tentar tirá-los discretamente com a língua... olhar para o lado e dar de caras com amiga da primária que gosta de falar e que tem milhentas perguntas para me fazer porque não me vê desde o último jantar de antigos alunos do colégio e, claro, quer ouvir as respostas...

Sim, é possível falar pressionado os lábios de forma a que estes não deixem os dentes a descoberto.... mas, não, a figura não é bonita... 

quinta-feira, junho 16, 2016

terça-feira, junho 14, 2016

Eeeeeee... começou! (POR-TU-GAL! POR-TU-GAL! POR-TU-GAL!)

Amor é...


























 ... absoluto, infinito, incondicional.


Quando não é, não é amor. Ponto final.


(Assim me vem ensinando todos os dias aquela que, por mais que a minha alma assombrada se rasgasse contra o chão, por mais que parecesse transfigurada, nunca deixou de me conhecer, nunca desistiu de mim, nunca deixou de me querer, sempre da mesma forma. A melhor amiga que alguém pode ter. A minha...)

O da tradição...


quinta-feira, junho 09, 2016

Das palavras dos outros e das minhas

"E a certas horas de certos dias este verso de António Sardinha lido aos catorze ou quinze anos regressa devagar, tinge-me por dentro, fica a tremer em mim como uma gota numa folha que não cai, não cai e eu cheio de vontade de me sentar ao colo de sorrisos que já não existem, de escutar vozes que se calaram para sempre, de sentir mãos que me abandonaram e cheiros que perdi: tanta coisa me deixou já. Dantes quando o mar recuava na praia ficavam sempre prendas para mim: a voz do meu avô, seixos mais lisos que a minha pele, longos braços de algas, dedos que me pegavam devagar na mão, um murmúrio de felicidade secreta, os saltos das minhas tias no corredor pronunciando o meu nome (...)" 

António Lobo Antunes

quarta-feira, junho 08, 2016

De mãos para o céu...

De Verwoeste Stad – Art at heart - Rotterdam

























"What is the meaning of this image? Or, rather what are the meanings? […] The figure represents the city. And the first dominant theme is that of the city being ravaged, razed. The hands and the head cry out against the sky from which the man-aimed bombs fall. […] The torso of the man is ripped open and his heart is destroyed. […] The legs give at the knees. The whole figure is about to fall. 

The second theme is very different. This is also a figure of aspiration and advance. The heart is ripped out, but the arms and hands are not only held high in anguish and a vain attempt to hold off, they also raise and lift. The legs not only give at the knees, they also bend because they are steady. And from every direction as you walk round this figure, the step appears to be forwards. The figure has no back – and so cannot retreat. It advances in every direction (and do not think I’m now talking metaphorically; I am being quite literal."

John Berge (1960)

segunda-feira, junho 06, 2016

Wishing...

Sint Dominicus City Kerk, Rotterdam

quinta-feira, junho 02, 2016

Getting to the point

Acabei de ver o discurso da Hillary sobre política externa. Fez-me lembrar uma famosa conferência de imprensa do então mayor de Nova Iorque, Rudolph Giuliani, a que assisti há uns anos atrás: directos ao ponto, sem rodeios, sem fazer uso do politiquez floreado e vazio de significado, claros, objectivos, sem hesitações, dizendo o que consideram importante dizer de forma inequívoca, não deixando espaço para duplas interpretações ou mal entendidos. Concorde-se ou não com o conteúdo, a forma é brilhante!

Do imperdoável

"I don't drink to forget, I drink to forgive."

quarta-feira, junho 01, 2016

Aos bocadinhos

Dou por mim a pensar, todos os dias um bocadinho, no amor que me rodeia. Aos bocadinhos. Os pés que se entrelaçam na cama; o nariz húmido e ronronado da gata A. que parece não poder descansar sem ser bem colado à minha cara; o sorriso largo de alegria da Mary Mary enquanto pula pela rua, agarrada a dois balões coloridos, a propósito dos seus sete anos de vida; os beijos amigos que se transformam em abraços apertados de despedida, mesmo quando são só despedidas de até já; os sonhos (sempre os sonhos...) que apesar de, às vezes, ferirem para além de si, só o fazem porque também carregam em si amor, ainda que aos bocadinhos; a voz do outro lado do telefone que sorri; os almoços apressados com conversa de mil horas embutida numa só porque não podemos viver sem nos partilharmos, em histórias e em conselhos, e temos que aproveitar o tempo que temos; os copos, de vinho, de gin, de qualquer coisa, entre "irmãs"; as saudades que nunca se vão embora porque é justamente o amor que as alimenta...

segunda-feira, maio 30, 2016

(Enquanto espero que alguém tenha a bondade de m''aauuuuuuxiliar' com a questão da fechadura...)

Falávamos ontem e eu entendo que não seja considerado nada de muito positivo achar que a maioria das pessoas não vale a ponta de um corno, eu sei. Mas assim é. Não valem. A maioria das pessoas anda neste mundo e cruza uma vida inteira não dando mais do que aquilo que considera necessário para se poder olhar ao espelho e até se sentir razoavelmente bem consigo próprio. O resto - que é a prioridade máxima - é para si e por si. Ponto final, parágrafo. Mais do que isso é para os otários. Ensinou-me assim a minha ainda curta vida: a maioria das pessoas não vale a ponta de um corno.

Contam-se pelo dedos de uma só mão - e  muita sorte temos nós se a mão for cheia - aqueles que estão cá também por e para nós, aqueles que, de facto, fazem por merecer a nossa valorização e que nos valorizam em igual medida. É assim.

Se dói chegar a esta conclusão? Claro, o crescimento dói sempre ainda por cima quando forçado mas são dores necessárias. A partir delas, a partir do momento em que se cruza a sua barreira e se aceita a realidade, é tudo muito mais fácil. Tiramos, assim, outras dores do nosso caminho, completamente estéreis de utilidade, como são as dores da ilusão. 

A maioria das pessoas não vale a ponta de um corno. E essa realidade 'chapa-se-nos' na cara quando mais precisamos que valham, quando mais precisamos que a realidade seja mentira ... É assim.

Se é triste pensar desta forma (e, mais do que pensar, sentir)? Para mim, já não é. É pragmático e à vida falta pragmatismo, na maioria das vezes. Por isso, venha ele.

2a feita em todo o seu esplendor...

Nada como começar a semana trancada do lado de fora da casa só com o telemóvel, atrasada, semi arranjada e sem ninguém do lado de dentro para ajudar. A fechadura resolveu emperrar...

sexta-feira, maio 27, 2016

Dos dias que não têm 48 horas e ainda bem

Há alguns meses que ando nisto: dou conta e a manhã já foi; dou conta e já é quase noite e o meu computador ainda não se desligou e eu ainda não fiz tudo o que tinha que fazer.

Espero, sinceramente, que isto também se possa classificar de "vida"...


(Uma coisa é certa: se alguma vez tive dúvidas sobre a minha capacidade de trabalho, já me passou...)

quarta-feira, maio 25, 2016

Percepções

Percebi agora, ao demorar apenas uma apneia-dorida-no-meio-do-peito a fechar a página, que não consigo ler as cartas que te escrevi. 

Dói.

Prefiro não as revisitar. Talvez não as volte a escrever.

Vamos falando todos os dias, não é?

É.

segunda-feira, maio 23, 2016

Eu, o "bobby" vermelho no fim dos seus dias e as idas e vindas

Desde a primeira ideia-semente ao cartão de embarque que se me apresenta via correio electrónico é o entusiasmo total! Devidamente munida da "droga" que for necessária para que os "achaques" da aeronave não me perturbem (tanto!), o mundo é meu, sempre que ele me queira e a minha conta bancária também. Cresço, evoluo e acrescento-me felicidade quando vou, não importa onde.

(Quando, no aeroporto, me pedem para assinar um qualquer termo de responsabilidade relativo à alça cambada do meu "bobby" vermelho e o dito começa a deixar rasto de borracha dos seus interiores e exteriores por onde quer que passe, concluo que a sua longa vida parece estar a chegar ao fim. Não é sem pena e tem sido justamente esta que me tem feito olhar para o lado quando se trata de observar as mazelas por demais visíveis já. Viajámos muito juntos e não se vira esta página de experiências lado a lado de ânimo leve. Como se o "bobby" fosse mais que um trolley... Em homenagem, já decidi que não me desfaço dele enquanto não encontrar substituto à altura: em espaço, medidas e beleza, que eu cá tenho um fetiche com malas de viagens. Não é que o "bobby" vermelho seja o rei da passerelle, apenas se foi destacando por ser vermelho numa época em que o cinza e preto imperavam nas passadeiras rolantes mas, já que se vai reformar, que possa dizer aos malotes companheiros no lar das bagagens-por-demais-viajadas que a sua dona não se contentou com um qualquer da loja do chinês para pôr no seu lugar, não! Teve que ser algum com arcaboiço para aguentar tudo o que ela lhe quiser pôr dentro e percorrer todos os pontos no mapa que ainda quer conhecer. Para que os conheçam juntos, como eu e o meu "bobby" tivemos o prazer de fazer.)

Idas e vindas, idas e vindas. Já fui e, em 48 horas, já vim. Daqui a nada vou outra vez (porque estou uma crescida e há viagens que já se conseguem fazer sozinha quando é preciso). Vou lá, onde quer que seja, buscar felicidade para a trazer comigo.

Balanceando...

Os sonhos (sempre os sonhos...) a relembrar-me perguntas que já tinha desistido de fazer...

quarta-feira, maio 18, 2016

sábado, maio 14, 2016

Frase do dia

“Of course, I am not worried about intimidating men: the type of man who will be intimidated by me is exactly the type of man I have no interest in.” 

Chimamanda Ngozi Adichie

quarta-feira, maio 11, 2016

Frase do dia

"Olha, o que sei é que estamos prontos para viver o verdadeiro conto de f*das..."

terça-feira, maio 03, 2016

segunda-feira, maio 02, 2016

Relações


E tão bom que isto é...



Lost in a Crowd
Fantastic Negrito


lost in a crowd 
you feel your thoughts out loud 
lost in the wilderness of the sound 
get through the day, don’t drown 
life it goes fast, youth is gone 
feeling so lost 
grieve, move on 
stuck in the shadows of a life 
that you tried to leave behind 

can’t people play 
slave through the year for a holiday 
stuck in a room for too long 
waiting to hear your favorite song 
wait , panic, freak out 
can’t you see out on a ledge? 
shapeless expressions, lame, dead 
until you’re fat, until you’re dumb 
spend all your money ’til you come 

well you travel, and you travel, trying to find it 
i know that neither one of us 
no, neither one of us can survive it 
oh good lord 
we travel, and we travel trying to find it 
we’re just people, lonely people, you and i 
get yourself, get yourself, get yourself 

stand in line, wait for your turn, don’t you cry 
they make the best dream past 
you took their money, now you die 
feelings of rage, broken bones 
lost in a crowd 
now you’re on your own 
this is your life, now you’re gone 
there’s no tomorrow 
it’s here, it’s on well 

we traveled, and we traveled, trying to find it 
but i know that neither of us 
no, neither one of us can survive it 
baby, baby, baby, baby 
the good lord did travel, did travel trying to find it 
we’re just people, lonely people, you and i 
we’re just people, lonely people, you and i 
we’re just people, lonely people, you and i 
la la la, la la la, la la la la la la, la la la, la la la 
lonely people

Bloqueios

Porque é que a minha entidade patronal, ao impor restrições relativas aos sites a que podemos aceder, bloqueia o acesso a informação tão fundamental como saber, através de quizz, que sapatos vão melhor com a minha personalidade, hã??!?

Há prioridades, convenhamos!

Estúpidos...