sexta-feira, junho 22, 2012

Déjà...

Verdadeiramente

"Depois de cada momento de 'fraqueza', o meu coração prepara, em silêncio, uma nova fornada de coragem.

Às vezes cansa, sim, mas combinámos não desistir da força que verdadeiramente nos move."

Ana Jácomo
in http://asubaka.blogspot.pt/

quinta-feira, junho 21, 2012

Jogando a toalha!

É os onze e tudo e todos e 'bora lá e ai c'a nerves e até os comemos! e menos ais e POR-TU-GAL e esquece, não vale a pena, chegaste ao teu limite!

(... and T. has left the building...)

Perfil

Como é que eu agora me entretenho até chegar a hora do jogo??

Bom, estando eu no trabalho, talvez pudesse trabalhar...

Nããããã, é melhor não, sou uma trabalhadora consciente, de certeza que não vai sair nada de jeito!

Mas como tudo tem um lado bom...

... há que admitir e reconhecer que o vencimento e o reembolso do IRS foram uns fofos, uns queridos, fizeram-me a surpresa de aparecer na minha conta ao mesmo tempo!

Agora lá está ela, com mais alguma cor, cor essa que, se formos a ver, com facilidade se mantém. Basta querer, ter força de vontade e organização e fazer alguns pequenos ajustes no meu estilo de vida... a saber, deixando-me, por exemplo, de gastos supérfluos com comida (que necessidade há de comer todos os dias, afinal?!) e abdicando do luxo de ter um tecto em cima da cabeça e passando a viver debaixo da ponte (tanta ponte bonita que há por aí, com vistas óptimas, as pessoas às vezes também são "garganeiras" e mal agradecidas, não dão valor às coisas simples e belas que a vida lhes oferece!) ...

Posto isto, espera-me um Verão do melhor que há, financeiramente falando. Fossem todos como eu e este país andava na linha!

quarta-feira, junho 20, 2012

Para a posteridade

Acabei de receber o recibo de vencimento.

É bonito ver, pela primeira vez, o item "subsídio de férias" engalanado... com zeros! Só zeros. Fica assim, sei lá, tudo redondinho...

E é curioso também porque me faz ter a certeza de que a minha entidade patronal afinal não é uma entidade desprovida de sensibilidade, fria e impessoal. Não! Podia ter simplesmente omitido essa rubrica, não era? Podia ter enviado um recibo igual aos dos outros meses... mas não! Fez questão de colocar a referência ao subsídio que NÃO vamos receber justamente porque é capaz de ter sentimentos... o sadismo, por exemplo...

Foi bonito. Muito bonito.

À fauna veraneante deste meu Portugal...

terça-feira, junho 19, 2012

Brico... coiso...

Descobri que existem no mercado dois aparelhos, um de seu nome "roçadora" e outro baptizado de "abre-regos". Pergunto: como é que se consegue pedir isto numa loja e manter a dignidade!?

sexta-feira, junho 15, 2012

SMS

Sabes que estás prestes a derrapar no sentido do abismo obscuro do "estou-me a c**** para esta m**** toda" quando, numa reunião trimestral de departamento (ou melhor dizendo, no monólogo trimestral de departamento!) das poucas coisas que te ocorre partilhar com a amiga ao lado via SMS é: please, angle of death, take me now...

quinta-feira, junho 14, 2012

O da coincidência

Vencida a preguiça, recomeça-se o trabalho. O facto de ser metódica tem-se revelado contraproducente ("comecei na sala, agora só passo para outra divisão quando a acabar...") porque depois dos livros e cds seguem-se as louças... que têm que se embrulhar em jornal... e o jornal provoca-me arrepios estranhos quando imprime a sua tinta nas minhas mãos sendo difícil controlar a urgência em lavá-las. Mas enfim, aqui vamos nós. O primeiro caixote enche-se e fecha-se, a meio do segundo e já com dores nas costas e com as mãos arrepiadas até ao âmago, passa-me pela cabeça deixar para amanhã. Mas, decidida, opto por estabelecer um objectivo: continuo até despejar o armário amarelo. Com essa meta em mente, lá me disponho a mais embrulhos e mais embrulhos e mais embrulhos, tentando intercalar o que se pode partir com toalhas e mais toalhas e mais toalhas, da avó, da tia, da mãe.

Quando só falta meia dúzia de objectos, dispostos na última prateleira, da última porta, e num derradeiro fôlego, ao retirá-los, de repente, algo escorrega e cai ao chão. Páro. Um nó na garganta, um nó no estômago. Observo os cacos espalhados, cacos de peças de um conjunto que agora ficou incompleto, um conjunto do qual tinha decidido não me desfazer. Penso por mais uns segundos mas, embora ainda de lábios apertados e coração murcho, decido seguir em frente, sacudo a cabeça e os pensamentos que lá estão dentro, começo a desatar os nós, limpo o chão e continuo, guardando o que restou, talvez ainda sirva para alguma coisa.

Continuando a embrulhar, penso na coincidência. Mais nada se partiu, só aquilo. Peças maiores e mais complicadas, algumas que tenho só por ser suposto dar continuidade ao seu uso familiar mas que raramente utilizo (ou nunca utilizei!), absolutamente intactas... mas aquilo... Bom, talvez não seja coincidência, afinal. Talvez tudo tenha mesmo uma razão de ser...

Etiqueta

quarta-feira, junho 13, 2012

Onze por todos, todos por onze!

POR-TU-GAL! POR-TU-GAL! POR-TU-GAL!

(Caraças..! Um dia destes dá-me uma coisinha má..!)

terça-feira, junho 12, 2012

A linha

Onde fica a linha?

Perguntámo-nos, ficámos sem resposta. Continuaremos, por isso, a tentar encontrá-la em nós mesmas, quem sabe não nos esbarramos com ela ao virar de uma qualquer esquina da vida que ainda nos falte dobrar.

Sabemos quem somos, como somos, conhecemos o nosso grau de exigência, a nossa insatisfação. Reconhecemos já também que a vida não se coaduna com grandes expectativas, que nunca nada é a cem por cento, que a realidade é muito mais crua e prática do que gostaríamos que ela fosse, que não está para grandes filosofias nem almeja o óptimo, o "assim-assim" é o que se consegue na maioria das vezes. Não obstante, a nossa natureza impele-nos sempre a procurar mais longe, mesmo que só um bocadinho, mesmo que já muito refreadas pela praticidade dos dias e do que é suposto ser. Mesmo assim, não deixamos de querer que a vida não se reja só pela simples sobrevivência e/ou linear existência, continuamos a acreditar que andamos neste mundo para mais do que isso.

Onde fica a linha então?

Se olharmos em volta, se nos basearmos naquilo que a maioria nos "devolve" da sua vida, percebemos sem equívocos que pertencemos aos "outros". Não nadamos propriamente contra a corrente mas também não nos deixamos simplesmente ir com ela, preferindo percorrer um outro rio, mesmo que um pouco mais arriscado, um pouco diferente do comum. O objectivo é o mesmo de toda a gente: ser feliz. O método difere.

E onde fica a linha?

Às vezes não parece, damos a impressão de estagnar, de não seguir em frente. Quem vê de fora, por vezes assiste a uma aparente passividade que não entende e interroga-se sobre que raio andamos a fazer então? E é, em parte, lógica essa análise e pergunta que se segue. Paramos para não seguir o que está à nossa frente quando, o que está à nossa frente, até podendo ser o caminho percorrido pelas outras pessoas, o lógico, o expectável, o suposto, aquele que etiqueta os nossos passos como evolutivos à luz do entendimento geral, aquele que, em suma, está disponível, não é aquele que queremos seguir. Paramos para não ir por ali, é verdade. E muitas vezes temos que aguardar e pensar numa alternativa, acima de tudo sentir o que poderá ser uma alternativa, desenhá-la, construí-la o mais possível à nossa medida. Paramos. Escolhemos parar para depois mudar de sentido. "Não sei por onde vou, não sei para onde vou. Sei que não vou por aí!" - José Régio

Mas como pau de giz fincando o quadro negro, as dúvidas de quem pára para pensar, de quem pensa porque pára, de quem pensa antes de construir e no decorrer da sua construção, a par e passo.

Mas onde fica a linha?

Compreendemos a necessidade salutar de aprender a aproveitar o que temos, a valorizar o que de bom a vida mantém e nos dá. Mas não podemos deixar de nos interrogar: onde fica a linha? Onde fica a linha que separa o gozo daquilo com que a vida nos presenteia e a acomodação a essa realidade? Como saber quando a estamos a ultrapassar, quando deixámos de apenas abraçar o que temos e passámos a adaptarmo-nos a isso, a conformarmo-nos, desistindo de procurar mais, melhor, mais completo, que corresponda a maior felicidade, desistindo por comodismo e suposta objectividade da construção de nova teia, de novo enquadramento? Estaremos nós perante o típico "quem tudo quer, tudo perde"? Será mesmo suposto não querer mais? E querendo, quando sabemos que é demais ou irrealista? E desistindo de querer, não definharemos, não nos votaremos ao exílio no meio da multidão para com ela seguir os destinos já comprovados?

Onde, em que momento, passamos de aproveitar para nos resignar, de abraçar para nos deixarmos só estar no colo, de viver para ir vivendo?

Em apneia

(De mim para comigo: ok, a "talhada" veio de repente, estavas a contar com mais uns dias mas pronto, não há-de ser nada. Isto agora vai ser assim, só começou um bocadinho mais cedo, só isso. E como já tens ouvido, às vezes temos que andar um passo para trás para depois dar três em frente e há fases da vida assim, em que, para mudarmos de sentido e alcançarmos os nossos objectivos, temos que sacrificar outras coisas. Respira, tu consegues. Se há pessoa que consegue aguentar uma empreitada destas, és tu, certamente!)


No outro dia, vi o "The Best Exotic Marigold Hotel". Um filme simples, uma história amorosa mas leve, nada de absolutamente genial ou aprofundado, mas com interpretações fabulosas daquelas que me fazem sempre pensar que é aquilo que quero ser quando for grande. Uma das personagens tinha como crença "No fim, vai ficar tudo bem. Se não ficar, é porque ainda não é o fim."

E eu digo: no fim vai ficar tudo bem. Se não ficar, é porque ainda não é o fim.

Perfil

Com vontade de esbofetear os responsáveis por uma certa empresa de descontos que me manda um email a dizer "Código para o teu deal adquirido recentemente"... a sério?! Deal? Não temos nenhuma palavra com o mesmo significado ou os senhores simplesmente não a sabem?? E, a utilizar, vem sem aspas, sem itálico, sem nada, texto corrido como se de vocabulário português se tratasse?! Fico furibunda, raios!

E quando eu fico furibunda, reclamo. E, portanto, reclamação a sair já a seguir que é por causa das coisas!

Assholes! (Com itálico! Viram como é fácil??)

segunda-feira, junho 11, 2012

Os meus são estes



São tão bons, tão bons mas tão bons que até me esqueço que têm nome de fralda para incontinentes. Anatómica, parece. Até porque eles também são... assentam-me como uma luva!

domingo, junho 10, 2012

Frase do dia

"A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos."
George Bernard Shaw

sexta-feira, junho 08, 2012

It's magic...!

“What an astonishing thing a book is. It's a flat object made from a tree with flexible parts on which are imprinted lots of funny dark squiggles. But one glance at it and you're inside the mind of another person, maybe somebody dead for thousands of years. Across the millennia, an author is speaking clearly and silently inside your head, directly to you. Writing is perhaps the greatest of human inventions, binding together people who never knew each other, citizens of distant epochs. Books break the shackles of time. A book is proof that humans are capable of working magic."

Carl Sagan

quarta-feira, junho 06, 2012

Por despeito

... going for the chocolate machine..!

Puxão de orelhas

Não, S. Pedro, não... não foi isto que combinámos, enganaste-te! Hoje era o dia da roupa estendida lá fora...

Mas será que tenho que explicar tudo?!?!

terça-feira, junho 05, 2012

Perfil

Apetece-me.

Não sei o quê ou muito ao mesmo tempo. Tudo de que me lembro, assim que me lembro, e a coisa a seguir, logo a seguir. Ou nada do que já pensei e quase tudo que sinto que pode ainda vir, cada ideia a provocar melhores sensações que a anterior, até haver uma que me desilude e me faz voltar à inicial. Ou até todas me parecerem boas e não conseguir escolher.

É assim que estou. Apetece-me, pronto.

segunda-feira, junho 04, 2012

Shake it out, shake it out!

Shake It Out
Florence and the Machine

Regrets collect like old friends
Here to relive your darkest moments
I can see no way, I can see no way
And all of the ghouls come out to play

And every demon wants his pound of flesh
But I like to keep some things to myself
I like to keep my issues strong
It's always darkest before the dawn

And I've been a fool and I've been blind
I can never leave the past behind
I can see no way, I can see no way
I'm always dragging that horse around

Our love is pastured such a mournful sound
Tonight I'm gonna bury that horse in the ground
So I like to keep my issues strong
But it's always darkest before the dawn

Shake it out, shake it out,
Shake it out, shake it out, ooh whoa
Shake it out, shake it out,
Shake it out, shake it out, ooh whoa
And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh whoa

'Cause I am done with my graceless heart
So tonight I'm gonna cut it out and then restart
'Cause I like to keep my issues strong
It's always darkest before the dawn

Shake it out, shake it out,
Shake it out, shake it out, ooh whoa
Shake it out, shake it out,
Shake it out, shake it out, ooh whoa
And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh whoa

I tried to dance with the devil on your back
And given half the chance would I take any of it back
It's a final mess but it's left me so empty
It's always darkest before the dawn
(Oh whoa, oh whoa)

And I'm damned if I do and I'm damned if I don't
So here's to drinks in the dark at the end of my road
And I'm ready to suffer and I'm ready to hope
It's a shot in the dark and right at my throat
'Cause looking for heaven, found the devil in me
Looking for heaven, for the devil in me
Well what the hell I'm gonna let it happen to me

Shake it out, shake it out,
Shake it out, shake it out, ooh whoa
Shake it out, shake it out,
Shake it out, shake it out, ooh whoa
And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh whoa

Lillian Boutté



Para mim, sem dúvida nenhuma, a revelação do RiR!


(e dei por mim a pensar como seria bom contar-te, dar-te a conhecer também, como tantas vezes fiz, sabendo como ias gostar... e foi o que fiz, olhando para o céu, enquanto a ouvia...)

Constatação #58

Há quem se transforme com a lua cheia. Há quem se transforme com o bater da meia-noite. Eu transformo-me com poucas horas de sono. E o resultado não é bonito de se ver...

Frase do dia

"People will forget what you said, people will forget what you did, but people will never forget how you made them feel."
Maya Angelou

quinta-feira, maio 31, 2012

Here birdie, birdie...

Frase do dia

"Happy are those who dream dreams and are ready to pay the price to make then come true."
Leon Suenens


(é isto, não é, C.?)

quarta-feira, maio 30, 2012

"C'a nerves!" e a senhora que me fez sorrir

Não me lixem, há dias em que não se aguenta. Todos temos os nossos limites em termos de tolerância, eu sei que o meu não é dos mais abnegados que por aqui anda mas há dias em que é, certamente, demais até para a mais condescendente das criaturas!

Gargalhadas sonoras, conversas de trás para a frente, gente que entra e sai como se estivesse nos bares do Bairro Alto, as histórias do "meu filho isto" e de que "a minha mais nova aquilo" assumindo-se que todos têm interesse em ouvir, os telemóveis que parecem não ter a opção "silêncio"... tudo a tornar hercúleo o meu esforço para não desatar à bofetada verbal e dar razão aos comentários sobre o meu feitio irascível!

Solução: saio. Por cinco minutos que seja, saio, vou apanhar ar.

No meio do parque, uma senhora já de certa idade aproxima-se para perguntar pela saída, "isto é tão grande, não me entendo". Já não estava longe, o caminho era quase a direito, agradece e já a dirigir-se para o local indicado vira-se para trás e diz "Obrigado. Sabe... é muito bonita!". Apanhada de surpresa, agradeci toscamente e ouvi "não tem nada que agradecer, o que é... é!". Fez-me sorrir.

E voltei.

O que é, é. E pode ser que consiga não perder a paciência afinal...

terça-feira, maio 29, 2012

Entrevista

«O respeito pelo leitor implica que você não vai julgar que o leitor é estúpido, porque ele não é. O que você vai ser é muito humilde e saber que o leitor é muito competente e muito capaz. Claro que há uns – inclusive os críticos - que não serão capazes de acompanhar, mas a culpa é deles, não é minha».

J. Rentes de Carvalho

segunda-feira, maio 28, 2012

Perfil

Sandálias de fora do armário e biquini novo: oficialmente em modo Verão!

Competição ou "pernas para que te quero!", dependendo de que massa somos feitos



(Roubadíssimo à "minha" V.)

sexta-feira, maio 25, 2012

Pérolas da "porca" #12

Com dois directores (and with me, myself and I, ó que sorte!), transmitindo o que se tinha passado numa determinada reunião:

- E eu deixei bem claro, têm que tomar uma decisão! Ou vão para a esquerda ou para a direita ou... uóeva!, mas alguma coisa tem que ser feita!

S. Pisar

Hoje, na minha ronda matinal pelos blogs da minha preferência, leio isto. E por sua causa, dei por mim a procurar mais sobre este nome e a deixar-me vir as lágrimas aos olhos. Lágrimas de compaixão, de respeito, de admiração e, finalmente, de felicidade por agora poder dizer que o "conheço".

quinta-feira, maio 24, 2012

Desabafo com sabor a limão

Odeio pop-ups de publicidade, odeio, odeio, odeio! ODEIO com todas as forças do meu ser!

Quando acedo a jornais online quero ler as notícias e NÃO saber, 46785 vezes ou mais!, dependendo de quantas vezes mudar de página, que o detergente X agora não lava só os pratos de uma qualquer vila espanhola que ninguém conhece mas sim todos os do universo e arredores, ou que a trampa do seguro do carro, que agora até já nem dá para apresentar no IRS, é mais barato na Seguros não sei quê em 12 cêntimos!

E depois, filhos de uma grande égua!, fazem a coisa de forma a que seja:
- difícil ver logo o botão "fechar" (assim, enquanto se procura, vai-se passando os olhos pela embalagem, sujeitando-se à lavagem cerebral da ordem não se conseguindo ler mais nada!)
- fácil errar esse alvo, cada vez mais pequeno e dissimulado (que às vezes tem vida própria e até foge, o sacana!), e por isso...
- fácil de entrar na bem dita da página promocional que ocupa o ecrã todo de forma a levarmos novamente com a embalagem na tola mas desta vez em formato XXL!

E isto repetido quase até ao infinito, caso o leitor seja uma criatura interessada em várias temáticas... é desumano e até perigoso! Impede o acesso ao conhecimento e "cutuca" o que de pior há em nós, leitores pacatos, que nos vemos de repente com ganas de estrangular alguém que se aproxime demasiado ou de destruir o equipamento informático à nossa frente!

Mas será que ainda ninguém percebeu que esta técnica AFASTA os consumidores em vez de os aproximar? Acham o quê?? Que, depois disto, depois de sentir o civismo e a compostura a fugir-me por entre os dedos, vou já aproveitar a hora do almoço para ir a correr para o hiper comprar o detergente só porque ele se me enfiou olhos adentro milhões de vezes enquanto tentava perceber o que se passa pelo mundo? A sério que acham?

Pois tenho a informar, se alguns desses génios da publicidade me estiver a ouvir que, só por causa disso, a próxima vez que for às compras, vou deitar abaixo das prateleiras todas as embalagens que vir, vou comentar alto e a bom som que uma prima minha ficou com o serviço de porcelana, prenda de casamento de altíssima qualidade!, todo cor de salmão porque os alperces que o engalanavam desbotaram por ali a fora depois de usar aquilo, vou avisar todas as donas de casa que os tiverem nos carrinhos que aquilo provoca brotoeja nas "partes" só de cheirar e que as pataniscas ficam todas a saber a limão sintético quando feitas em recipientes lavados com aquela gaita!

Pronto, é nisto que dá serem "garganeiros"!

Toma! Vai buscar!

Maravilha!

quarta-feira, maio 23, 2012

Rascunhos

Há textos que custam a sair. Matutam, eles próprios, sobre a forma de se apresentar, porque é também a forma que condiciona a sua compreensão, matutam rodando sobre si tentando assentar as palavras e as ideias, tentando estruturar o raciocínio, focar o que é importante, a razão da sua existência.

Não há nada pior do que um texto que fica aquém das suas expectativas, que promete mas não cumpre. Não há nada pior do que um texto que não diz o que quer dizer, que até parece bem encaminhado de início mas que depois se verifica que apenas aflorou ao de leve o assunto não tendo conseguido dar-lhe corpo e força suficientes, que não expressou a sua intenção, que não conseguiu passar a verdadeira mensagem. Não há nada pior do que dizer e ser mal dito.

Escrevo, apago, penso. Carrego na "pausa", prefiro esperar pelo momento em que tudo se encaixa.

Euroconfusa

Tratado Orçamental, geuro e neuro, Hollande e Merkel, colapso da moeda única, eurobonds, troika, o Che Guevara grego, redução de défices e dívidas...

Eu tento, eu juro que tento, eu leio, eu esforço-me, eu volto a ler. Tenho que admitir, há coisas para as quais não tenho a capacidade de entendimento que gostaria. Sinto-me, quase sempre, com o pé a resvalar ladeira da ignorância abaixo, só por um pouco - justamente porque tento - me consigo agarrar à pontinha dos calhaus de informação e não me deixar rebolar sem salvação. Assumo.

E, por isso mesmo... não me candidato a governante! Boa??? De nada! Nem de um país nem de um banco nem da mercearia lá da rua!

Não sei porquê mas eu diria que mais gente devia ter pensado nisto a dada altura das suas vidas...

Draconiano

Esta eu conhecia mas, pelos vistos, não conhecia tudo...


"Deve-se a Drácon o começo de um importante princípio do Direito Penal: a diferença entre o homicídio involuntário, voluntário e legítima defesa.

No codigo de Drácon, a punição para qualquer forma de roubo era a morte. Tanto o furto como o assassinato recebiam a mesma punição: a morte. Essa severidade fez que o adjetivo draconiano (do francês draconien) chegasse à posteridade como sinônimo de desumano, excessivamente rígido ou drástico. Dêmades, político ateniense do século IV a.C., disse que "as leis de Drácon tinham sido escritas com sangue e não com tinta". As leis eram tão severas que os atenienses as aboliram, não por algum decreto, mas apenas deixando de cumprí-las."

terça-feira, maio 22, 2012

Porquê, ó deuses, porquê???

Perfil

E as visitas recomeçam... mais uma leva de estranhos para a mesa 5, faz favor!

(Ui! O gato B. vai ficar encantando! De certeza que, assim que avisado, irá dar lustro ao pêlo para, brilhante e contente, correr a casa à frente dos ilustres desconhecidos, apresentando-os a cada divisão, não deixando de, pelo meio, lhes pedir colo e festas. Como bom anfitrião que é...)

segunda-feira, maio 21, 2012

Constatação #57

Quando a coincidência é "a mais", não é coincidência...

domingo, maio 20, 2012

Frase do dia

"Love is when you care more about someone else's happiness than your own, and true Love is when you care about it even when they break your heart."
Unknown

sexta-feira, maio 18, 2012

Só isto...

Frase do dia

"When you choose to forgive those who have hurt you, you take away their power."
Unknown

quinta-feira, maio 17, 2012

Titãs

Há dias em que não dá, simplesmente não dá! Tu sabes, não sabes? Há dias em que duma conversa de nada se parte para uma espiral de melodrama e acusações e palavras atiradas como facas e não dá! Muito posso apontar a mim também que, na tentativa de pôr limites, de refrear e de, principalmente, não me deixar arrastar pela corrente, tenho necessidade de dar "uns bons murros na mesa", bem à minha maneira, o que muitas vezes só piora. Mas não dá! Tu sabes!

Já lá vai o tempo em que desligava o telefone ou voltava as costas para me ir fechar no meu quarto e me sentia mal comigo mesma, ou por ter noção de ter ultrapassado a linha do que se deve ou não dizer, ou por me ter deixado afectar demais, por não ter couraça forte o suficiente para o impedir. Mas agora não. Já não. Agora aguento até onde posso e depois, paciência, reajo, digo o que tem que ser dito, mostro-lhe que há limites que não vão ser ultrapassados porque eu não deixo e que, se forem, sou capaz de me defender à altura mesmo sabendo que, depois, essa minha defesa irá ser manipulada de forma a que se volte contra mim. Ou melhor, existirá essa tentativa, pelo menos...

Mas não dá, já não dá. A vida mudou e nós somos só nós. Já não existe contrapeso, já não existe mediador, já não está ninguém para se meter no meio quando o combate é frente a frente. Portanto... chocamos. E chocamos. E chocamos. E em cada choque, testamos limites mas também os impomos. E em cada choque, quero acreditar, aprendemos mais, chegamos cada vez mais perto do nosso equilíbrio, esse equilíbrio novo que ainda está em construção, esse equilíbrio frágil que só através do choque se conhece e só através dele também se fortalece.

Tu sabes, não sabes?

quarta-feira, maio 16, 2012

segunda-feira, maio 14, 2012

A Meryl disse. E eu digo.

"Nada do que tu me dizes é tão horrível como o que eu me digo a mim. E pelo menos é fora da minha cabeça, onde eu posso lidar com isso. "

Meryl Streep in Postcards from the Edge.

Segunda-feira

Perfil

Back to reality?

Não. Na realidade, a realidade esteve sempre comigo.


E isso é mau?

Ainda não me decidi...

domingo, maio 13, 2012

E conta a minha mãe...

"Lembro-me do pai contar, nos primórdios do Hot Club, quando o tio também pertencia ao grupo de jazz residente que, nos ensaios, aparecia de vez em quando um rapazinho, sobrinho de um deles e que tocava piano. Lembro-me do pai dizer que o miúdo era uma coisa incrível, um talento impressionante..!"

Chamava-se Bernardo.


Bernardo Sasseti

terça-feira, maio 08, 2012

Frase do dia

"O inferno começa no dia em que Deus lhe dá a visão para ver tudo o que poderia ter feito, devia ter feito e conseguiria ter feito, mas não fez."
Goethe

A lista

Foi sempre assim, nem me lembro desde quando. Continuou, mesmo já dando eu às asas de forma independente, mesmo já senhora do meu nariz. Era um ritual que me garantia segurança mas, muito mais do que isso, era nosso e esse era o predicado que justificava por si só a teimosia na sua preservação.

Ligava e pedia: "vai listando coisas de que não me posso esquecer". E tu, naturalmente, porque para nós era do mais natural, tivesse eu ou tu a idade que tivéssemos, começavas a enumerar o que não podia faltar numa viagem, mesmo tratando-se de um fim de semana a três passos daqui.

A lista, ao longo dos anos, foi-se modificando, adaptando-se ao correr dos tempos e abraçando já as novas tecnologias (tens que levar o carregador), nunca esquecendo as condições climatéricas (samarra! pronto, está bem, talvez não uma samarra mas uma coisa quente que deve estar frio), passando pelos básicos mas tão essenciais (não te esqueças da escova de dentes!).

Hoje, como sempre, como quando te tinha do outro lado do telefone e mesmo como quando já não te podia ligar, fiz mentalmente a lista dando-lhe a tua voz. Porque, por instinto, será sempre o meu ritual. Porque não posso viajar seja para onde for sem a ouvir de ti.

segunda-feira, maio 07, 2012

Constatação #56

Quando os sentimentos são verdadeiros, quando comportam em si corpo e substância, por mais fundo que seja o golpe, é também verdadeira a sua capacidade de se auto regenerar.

E eu, felizmente, tenho provas disso.

Presciente

adj. 2 g.
1. Que tem presciência, que prevê o futuro.
2. [Por extensão] Previdente.


Quem nunca desejou, uma vez que fosse, ser presciente...?

domingo, maio 06, 2012

sexta-feira, maio 04, 2012

Traços

Poucas horas de sono ainda por cima mal dormidas. Tem sido uma constante e as olheiras dão as mãos à cara amassada para, juntas, fazerem prova das minhas suposições. Olho e vejo que já não disfarço a minha idade. Dou-me conta, de repente, que os meus traços estão mais marcados. Dou-me conta, de repente, que os últimos tempos fizeram mais estragos do que o resto da minha vida. Concluo que não é o tempo a passar que marca a expressão. É a forma como esse tempo se expressa, como desenha na nossa cara, ora com traços mais finos e leves, ora carregando mais a caneta, vincando o que tem a dizer, o que nós temos a dizer sobre ele.

Consuetudinário

É a minha palavra de hoje e reza assim:

(latim consuetudinarius, -a, -um)
adj.
1. Ordinário; habitual, acostumado.
direito consuetudinário: o que não está escrito e é só fundado nos usos ou costumes.

quinta-feira, maio 03, 2012

E à noite no sofá...

Porque vem a propósito. E porque é uma das minhas preferidas de sempre.

True Colors
Cyndi Lauper

You with the sad eyes
Don't be discouraged
Oh I realize
It's hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it all
And the darkness inside you
Can make you feel so small

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Show me a smile then,
Don't be unhappy, can't remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there

And I'll see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

True colors

Já está.

"Se não encontras o que gostas no meio destes milhares de cores, então não encontras em mais lado nenhum!". Azul-petróleo-mas-não-demasiado-escuro-nem-demasiado-azul, rosa-velho-terra, cinza-forte-a-puxar-o-do-chão, branco-sujo-mas-não-amarelado. Será assim tão difícil entenderem-me??? Quadradinhos de papel para imaginar uma parede inteira...

Já está. E seja o que os deuses quiserem.

A distinta "lata"

Ou realmente temos que aceitar que somos todos muito diferentes, seres completamente distintos em termos de construção lógica, de raciocínio, de formação, e que, só por mero acaso, os nossos olhos verão determinado facto ou circunstância da mesma forma, ou o descaramento é, sem dúvida, uma arte praticada por alguns com mestria! E a falta de vergonha na cara também...

Se esperava? Não esperava nem deixava de esperar mas, pensando bem, até seria a reacção mais lógica porque não gosta de ser apanhada em falso e quando o é, rebate instintivamente virando "o bico ao prego".

Respondi regendo-me por uma medida pequena, para já, na esperança que seja suficiente. Porque a minha vida está cheia de aspectos bem mais significativos e, cada vez mais, me preocupo em canalizar a minha energia para o que me acrescenta e não para o que me subtrai. Espero não ter que aumentar a dose. Espero que, para além da "latosa" e da falta de vergonha, dê uso à sua tão apregoada inteligência...

quarta-feira, maio 02, 2012

(Não) venha cá!

Sabes que o espírito de entreajuda, educação e civismo, que se viveu ontem em vários supermercados Pingo Doce, se mantém vivo e de boa saúde quando ouves, em ambiente profissional e numa sala partilhada com mais pessoas, uma colega numa conversa pessoal a dizer ao telefone a alguém das suas relações: é 'mêmo' assim, 'tou farta que me vão ao c*!


Sweet...

Agradecimento

Abençoado sejas, metabolismo, o "coxão" e o "pneu" agradecem!

O Eu

"O modelo de comportamento neste planeta tem sido, desde há séculos: não se "entreguem" às vossas emoções. Se sentirem tristeza, ultrapassem-na; se sentirem ira, reprimam-na; se sentirem inveja, envergonhem-se; se sentirem medo, ignorem-no; se sentirem amor, controlem-no, limitem-no, fujam dele - façam o que tiverem de fazer para se impedirem de o exprimir na totalidade, aqui e agora.

É altura de se libertarem. Na verdade, aprisionaram o vosso Eu sagrado. E é altura de o libertarem."

Neale Donald Walsch
in http://asubaka.blogspot.pt/

terça-feira, maio 01, 2012

segunda-feira, abril 30, 2012

Em construção

Tentando tomar as rédeas. Respiro fundo. Sem saber bem por onde começar, porque as solicitações são muitas, tento seguir os meus instintos. Há horas para tudo, acredito, e por isso, quando é possível, deixo que seja o aperto no peito a responder-me através do alívio ou aumento da sua pressão. Aprendi a deixar o tempo passar, a não me ficar pelas primeiras impressões, a não ceder a impulsos. Aprendi a ouvir-me embora reconheça que, por vezes, tacteio demais, cedo demais à insegurança e aos "velhos do Restelo" dentro de mim que, com desconfiança, me alertam para os perigos, para os monstros imaginários. Trauma? Defeito? Talvez seja, cada vez mais, feitio.

Decido. Tanto sobre as peças da banheira como sobre as pessoas que fazem parte da minha vida. Decido, acima de tudo, sobre mim, sobre o que quero para mim, o que quero ter nos meus dias.

Muitas vezes, sento-me com as mãos segurando a testa e penso no que é a minha vida, em como ela se transformou nisto que é hoje, em como quero que mude. O que é isto, afinal? - pergunto eu. E também respondo: é algo em construção.

Dou passos em frente, mil vezes pensados, e não recebo o retorno esperado. Talvez tenha que ser assim, talvez o tempo tenha mesmo que passar e não só para mim.

Numa outra frente de batalha, semeio sem saber o que vou colher. Preparando-me psicologicamente para que aconteça o de sempre, que volte de novo a sentir a frustração de quem não consegue alcançar o que quer, tomo as rédeas porque não há outra forma de o fazer. Para não chegar ao dia em que me lamento por nem sequer ter tentado.

Deito-me e na escuridão do quarto consigo elevar a mente do corpo e ver-me de uma outra perspectiva. Ali estou, encolhida, de joelhos ao queixo. A cena central, a base de tudo, é a minha cama, é lá que me vejo. À minha volta, pedaços de histórias, de filmes a decorrer, de vida. E eu sou mera espectadora deitada a vê-los rodopiar por cima da minha cabeça. Não participo em nada, só assisto, não me parecem familiares, não me ligo a eles. O meu filme sou só eu.

domingo, abril 29, 2012

80ª Feira do Livro de Lisboa

Clarice Lispector e J. Rentes de Carvalho. E uma fartura.

Happy!

(e ainda só vou na primeira visita..!)

sexta-feira, abril 27, 2012

Na autoestrada em sentido contrário?

Cada vez mais me convenço que a maioria das pessoas é completamente obtusa. Ou então eu é que sou.

segunda-feira, abril 23, 2012

Felicidade!

Perfil

Relax. Rethink. Rebuild.

Para tudo há um tempo

"Para tudo há uma estação, para tudo o que o que se passa debaixo do céu há um tempo. Há um tempo para se nascer, e um tempo para morrer; um tempo para plantar, e um tempo para recolher o que foi plantado. (…) Um tempo para amar, e um tempo para odiar; um tempo para a guerra e um tempo para a paz."
Eclesiastes

sexta-feira, abril 20, 2012

Provas

"A maior prova de amor é decidires partilhar a vida com alguém de quem não precisas ou dependes para que ela funcione."
Autor desconhecido da maioria e anónimo por opção

Animal

Não, não sou eu que tenho o dom de atrair tudo o que é animal abandonado. Eles estão por aí, à vista de todos os que queiram ver. A diferença é que eu lhes presto atenção.

quinta-feira, abril 19, 2012

Palavras

"Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida."
Eugénio de Andrade

quarta-feira, abril 18, 2012

Constatação #55

O meu sentido de responsabilidade ambiental esbarra, à cabeçada!, com a ausência de empregada doméstica...

terça-feira, abril 17, 2012

O da arrecadação

Mais ao menos cheio de coisas que sei que não quero levar comigo mas em relação às quais... não sei mais coisa nenhuma. Talvez um dia olhe para elas e elas me consigam dar a resposta, mas até lá, e seguindo a máxima de que quando não se sabe o que se deve fazer, o melhor é não fazer nada, estes "nada" vão ficar guardados em canto próprio.

O mais estranho de tudo foi mesmo perceber que estes "nada" - o que sobrou - afinal, não eram assim tantos...

Uma alegria para sempre

"As coisas que não conseguem ser olvidadas continuam acontecendo.

Sentimo-las como da primeira vez, sentimo-las fora do tempo, nesse mundo do sempre onde as datas não datam. Só no mundo do nunca existem lápides...

Que importa se – depois de tudo – tenha "ela" partido, casado, mudado, sumido, esquecido, enganado, ou que quer que te haja feito, em suma? Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta, ela jamais a poderá passar de ti para ninguém. Há bens inalienáveis, há certos momentos que, ao contrário do que pensas, fazem parte da tua vida presente e não do teu passado. E abrem-se no teu sorriso mesmo quando, deslembrado deles, estiveres sorrindo a outras coisas.

Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata criatura...

A thing of beauty is a joy for ever disse, há cento e muitos anos, um poeta inglês que não conseguiu morrer."

Mario Quintana

Porque é bom que se farta!

Somebody That I Used To Know
Gotye (feat. Kimbra)

Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it's an ache I still remember

You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So, when we found that we could not make sense
Well, you said that we would still be friends

But I'll admit that I was glad that it was over
But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough

No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know

Now and then I think of all the times you screwed me over
But had me believing it was always something that I'd done
But I don't wanna live that way, reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn't catch you hung up on somebody that you used to know

But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough

No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know
Somebody, I used to know

Somebody, now you're just somebody that I used to know
Somebody, I used to know
Somebody, now you're just somebody that I used to know
I used to know
That I used to know
I used to know
Somebody

Hula... ups!



Na obra... trabalha-se, claro!

segunda-feira, abril 16, 2012

A "porca" parece ter uma irmã gêmea (ou 'génia', como qualquer uma delas diria...)

Ao telefone:

- Eu não concordo com isso, não é justo. Não se pode amputar responsabilidades a quem não as tem!

O ritual



Cumpriu-se. E fez de mim uma pessoa muito mais feliz.

Faktum

E com que é que sonhei hoje, incessantemente, quase delirantemente até???

Prados verdejantes?? Euzinha a flutuar nas nuvens?? A receber um Óscar?? Pejada de gajos bons aos meus pés??

Não...

Com frentes de armários de cozinha do IKEA...

sexta-feira, abril 13, 2012

Porque a vida também é para isto... (e porque me faz dançar!!!!)

David Fonseca

A million stars up in the sky
We watch them live, we watch them die
Now who can tell how this will be?
Now are we fools when we believe?

So listen

I never felt like this before
And I feel no guilt for wanting more
I’ll take all my chances here with you
And I can tell you feel it too
So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

And then you stepped out of my screen
I’m awake inside my dream
Tears roll backwards to the light
A rush of love, I feel alive

So listen

I’m in the back waiting for you
And I can tell you feel it too
So let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

A million stars up in the sky
Now can you tell me which one am I?
I never felt like this before
And my heart keeps wanting more
Then let’s not hide it, I won’t hide it anymore
Who knows what life is for?

So take my hand
We’ll make this happen
It’s real, I’m in love with you

O dos livros

Os CTT oferecem a viagem, eu ofereço o conhecimento com lombada. Foi um pouco de tudo, em português para quem também o fala. Meninos e meninas, homens e mulheres, de países distantes, que não teriam acesso a eles se não fosse assim. Seguem, carregando com eles a minha esperança de que façam alguém feliz.

Além deles...

"Sou as minhas atitudes, os meus sentimentos, as minhas ideias... Surpresas, gargalhadas, lágrimas, enfim, o que eu sinto, quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles..."

Clarice Lispector

No fio da navalha

Consegui! Com fila, chuva e gasolina nível zero, cheguei a horas por uns segundos.

Não faço a mínima ideia de como vou sair daqui mas isso agora não interessa nada...

quinta-feira, abril 12, 2012

O da quermesse

Mais um caixote, prontinho para seguir para outras paragens. Este vai para quem lhe vai dar uso, com objectos que terminaram a sua viagem comigo, que irão agora cumprir uma missão e começar um novo caminho com quem os ganhar.

Outros caixotes se seguirão, a seu tempo.

As mãos e o nariz picam mas o resto do corpo pulsa de entusiasmo. Está mais leve, está um caixote mais leve. 

quarta-feira, abril 11, 2012

Todos os nomes

Rosa Barbie, Zeus, Chiclete, Cinza Metro, Miragem, Neptuno, Maçã-do-Amor, Jade, Amarelo Tráfego, Chá Verde, Zen, Azul Spa, 100% Cacau, Tiramisú, Centeio, Tez de Pêssego, Pôr-do-Sol, Rosa Coquette, Vitamina, Azul Dragão, Milho Rei...

Já sei o que quero ser quando for grande: o responsável por inventar nomes para materiais de construção! Deve ser um "fartote"!

Géneros

- Pois, estou aqui na dúvida, gostava que aquela parede tivesse mais qualquer coisa... não sei se pinto de cor diferente ou se ponho papel de parede... Papel de parede deve ser mais caro, não?

- Sim, é. Até porque, de certeza!, que tu vais escolher um que há-de ser dos mais caros de todos...

- Opá, que culpa tenho eu de ser uma rapariga exigente?!

- Nããão, o problema não é seres exigente... o problema é seres gaja!

Inadimplência

(inadimplir + -ência)
s. f.
Falta de cumprimento (ex.: inadimplência de um contrato). = INADIMPLEMENTO, INCUMPRIMENTOADIMPLEMENTO, ADIMPLÊNCIA



Viciada em dicionários e enciclopédias.

Quando era pequena e perguntava o significado de uma palavra aos meus pais, ou mais alguma coisa sobre determinado facto, os olhos deles brilhavam e, mesmo estando "carecas" de o saber, logo me diziam: ainda bem que perguntaste isso, vai lá buscar o dicionário (ou enciclopédia) e vamos já todos perceber do que se trata!

Tratavam estas obras como se fossem os guardiões sagrados de todas as respostas, livros mágicos que guardavam em si grandes segredos, e era um entusiasmo ter uma razão para os consultar.

Quisesse eu ou não, a verdade é que esse sentimento se arreigou em mim facilmente tendo a minha imensa curiosidade sobre tudo e mais alguma coisa ajudado a escancarar as portas desse caminho sem retorno.

Ainda hoje, não descanso enquanto não encontro o significado de alguma palavra que nunca tenha ouvido e dá-me nervoso miudinho se não tenho, naquele momento, forma de saber mais sobre alguma data ou facto que me tenha surgido pela frente. Vale-me a internet em todo o lado, embora, purista e conservadora, continue a preferir os muitos volumes de A a Z lá de casa. Até porque da procura de um tema, acabo sempre por me entusiasmar e passar para outro, os meus dedos não se aquietando e sentindo o chamamento das páginas que se seguem, e quando dou por mim, a pequena busca inicial levou-me a outros mundos, a outras histórias... nada melhor para quem gosta de "viajar"...

A minha única frustração é perceber que não consigo reter tudo o que vou aprendendo da forma como gostaria... nunca serei uma "enciclopédia ambulante", nunca serei daquelas pessoas com uma cultura vastíssima sobre quase tudo, já percebi que o meu cérebro não consegue reter tudo o que quero. É, sem dúvida, das coisas que mais invejo... Mas, como repete sempre a minha progenitora, "cultura é tudo aquilo que sabemos depois de termos esquecido tudo aquilo que aprendemos". E eu espero conseguir saber muito depois do meu inevitável esquecimento.

Todos os dias procuro qualquer coisa. Hoje, saiu-me a do título. E eu digo: muito prazer em conhecê-la, seja muito bem vinda à minha pessoa. Não sei se a vou usar muito, se daqui a uns tempos me vou lembrar logo de si mas gosto de sabê-la por cá, gosto de sabê-la agora minha também.

terça-feira, abril 10, 2012

Perfil

Surpresa

E, de repente, quase de madrugada, algo que não estava à espera de alguém de há muito tempo... Respondeu ao chamamento quando achei que não iria fazer, até porque não seria a primeira vez, e até ofereceu ajuda. Ou o tempo muda realmente as pessoas ou as estrelas estão certas e este é mesmo o momento certo para investir outra vez no sonho sempre adiado. Não adiantou grande coisa mas confirmou o caminho a seguir quando achei que me iria simplesmente ignorar. Bolas... há muito tempo que não me conseguiam surpreender... pela positiva... 

segunda-feira, abril 09, 2012

quinta-feira, abril 05, 2012

Perfil

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa

quarta-feira, abril 04, 2012

Encantadora, não sou

Costas demasiado largas para pouco mais que metro e meio

Eu devia ser objecto de estudo. Eu devia ser contida numa gaiola e sujeita a testes neurológicos, quiçá até a abrirem-me o cérebro! Que estranha forma de vida a minha, que tortuosas voltas dá a minha mente para, aconteça o que acontecer e venha lá o que vier, eu encontrar sempre forma de me atribuir responsabilidade... a máxima responsabilidade, ainda por cima! Uma vez disseram-me, a "gozar o prato", que se sei que caiu uma árvore algures na Amazónia, eu acho logo que a culpa é minha, que tudo está relacionado com aquela embalagem de detergente que no remoto ano de 1993 eu não deitei no ecoponto... Ri, achei graça à hipérbole e dei-lhe o devido desconto. Mas tinham razão. A minha capacidade de assumir as responsabilidades do mundo e dos outros e castigar-me mentalmente por elas chega a ser preocupante. E a coisa fica relativamente controlada se estivermos a falar de factos distantes, em que a minha intervenção será indirecta... se porventura sou um dos intervenientes no caso, é mais ao menos como o que me acontece com as melgas: eu estando, ninguém tem mais que se preocupar que as gajas só se vão virar para a minha pessoa! Pelos vistos, as culpas também têm asas e o meu sangue é doce o suficiente para atrair ambas. As minhas e as dos outros. E já agora, as dos outros em relação a mim também que é para ser ainda mais giro..!


Lobotomia. Temo que a única solução seja a lobotomia...

terça-feira, abril 03, 2012

Porque dá vontade de simplesmente fechar os olhos e ouvir....

(E hoje devo à R., que me fez lembrar o quanto gosto dela e do moço que a canta)


I Can't Make You Love Me/Nick of Time
Bon Iver

Turn down the lights
Turn down the bed
Turn down these voices
They're inside my head
Lay down with me
Tell me no lies
Just hold me close
And don't patronize me
Don't patronize me

'Cause I can't make you love me
If you don't
You can't make your heart feel
Something it won't
Here in the dark
In these final hours
I will lay down my heart
If I feel the power, but you don't
No, you don't

'Cause I can't make you love me
If you don't
If you dont
No, you won't

I'll close my eyes,
Then I won't see
The love you don't feel
When you're holding me.

Morning will come,
And I'll do what's right
Just give me till then
To give up this fight.

And I will give up this fight.

'Cause I can't make you love me
If you don't
I can't make your heart feel
Something it won't
Here in the dark
In these final hours
I will lay down my heart
If I feel the power, but you don't
No, you don't

I can't make you love me if you don't
If you don't
No you, no you won't

I found love, darling
I found love, darling
I found love, darling, yeah, baby darling
I found love, darling, yeah
I found love, darling, darling, darling
Love in the knick of time

I found love, darling, yeah
Love in the knick of time

Mostro-me como sou

"A perfeição não me pertence, é verdade, mas mostro-me como sou, assumo-me com todos os meus defeitos e deslizes morais, e isso faz-me real e natural. Faz-me tranquila, por não ter que sustentar uma vida inventada. Faz-me segura de ser amada sobre toda a minha Verdade."

Aurélia Vasconcelos

segunda-feira, abril 02, 2012

Balanço dos dias de chuva

Não há cartilhas, guias, boas práticas, há situações que nos caiem no colo ou para as quais avançamos porque assim tem que ser e onde não existe, na verdade, "certo" e "errado". Fazemos o que podemos, o que conseguimos, atravessamos o temporal de guarda-chuva em punho sabendo que é impossível não sermos, no mínimo, salpicados, e esperamos somente conseguir optar por saltar a poça certa, por escolher o lado melhor do passeio, por ter calçado as melhores botas nessa manhã tentando, apenas, conseguir não chegar ao outro lado completamente encharcados. Fazemos o que podemos, o que conseguimos e quase que a mais não somos obrigados... Assim fizemos. Cada um de nós.

Moeda ao ar

"When you have to make a hard decision, flip a coin.
Why? Because when that coin is in the air... You suddenly know what you're hoping for."

in http://asubaka.blogspot.pt/