não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Miopias
Depois, inevitavelmente, saio da névoa e volto à realidade. E à consequente necessidade de "iluminação", esclarecimento... e assim de repente concluo que, no fundo, no fundo, saio de um nevoeiro e entro noutro... mas que seja. A verdade é que já foi muito mais denso e assustador, parece agora mais límpido, mostra-me o que me rodeia com mais nitidez. Só que um pequeno pormenor inviabiliza que se considere este aparente aumento de visibilidade um ponto a mais na escala das melhorias. Vejo, é certo, vejo melhor mas... vejo o quê?
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Blackout
Sou exemplo disso. Orgulho-me de julgar que aprendo sempre com os meus erros. Admito, no entanto, que essa aprendizagem me leva, a maior parte das vezes, a reconhecer quando "meto a pata na poça" mas não necessariamente a agir em conformidade, pelo menos, não imediatamente. Preciso de tempo para a assimilar e, mais do que tudo, para deixar que ela me passe a fazer sentido, se entranhe na minha massa. Se bem que sou resistente, essa é a verdade, resistentemente burra e teimosa, o que torna tudo mais difícil...
Só que comecei a reparar, desde há uns tempos para cá, e em relação a algumas pessoas em particular, que acabei por, um pouco sem dar conta, operar uma mudança no meu resistente e burro e teimoso ser. Tomei uma decisão mas, bem mais do que isso, assumi a forma dessa decisão no meu comportamento e na minha postura. Não foi coisa de um dia me levantar e decidir assim ou assado, não senhor, foi um processo. Um dia aqui, uma desilusão acolá, uma atitude da qual não estava à espera dali, um conjunto de pequenas coisinhas que foi enchendo o meu saco de restos e empecilhos e que se começou a tornar incómodo. Esperneei quando tive que espernear, barafustei, manifestei-me, revoltei-me, zanguei-me. E, um dia... parei. Olhei para mim, olhei para essas pessoas, olhei para os factos, olhei para a minha vida e, de repente, tudo o que me incomodava, as atitudes de que não gostei, os seres em causa, em comparação com tanto mais que há no "meu" mundo, tornaram-se pequeninos, mesquinhos, ridículos até, e a sua pequenez ou a pequenez a que os reduzi acabou por me fazer seguir um caminho diferente, estranho para mim, um caminho que me levou a remeter ao silêncio, vejam só...
Pus-me então a pensar: convenhamos, eu raramente me remeto ao silêncio, essa é que é a verdade... Bem ou mal, tenho sempre alguma coisa a dizer. Sou rapariga que "diz", que "fala", que se "manifesta", sendo até acusada de abusar do direito que todos temos à manifestação verbal. Portanto, o que se passou? Concluí que a minha mudança de atitude só podia ter uma razão de ser: calei-me porque não me apetecia mais falar. Tão simples como isto... Calei-me porque deixei de acreditar que valesse a pena dizer alguma coisa, porque deixou de me apetecer lutar por aquelas causas. Não por me parecem perdidas, porque também não sou moça de não tentar 89568742 mil milhões de vezes antes de dar como perdida alguma batalha, e até nem tinha sido o caso... Não. Calei-me porque aquelas pessoas ou aqueles problemas ou empecilhos deixaram de ter importância ou relevância para mim. Calei-me porque analisei a minha vida, olhei para o que sou, quem sou, o que tenho e concluí que tudo isso é muito, mas muito mais importante. Sendo assim, para quê perder o meu tempo e energia?
Eu, a tagarela, a contestatária, a chica-esperta, a refilona... calei-me. E sabem que mais? Continuo calada. Não nos iludamos, continuo a ter o que dizer, a minha inteligência e o meu sentido crítico aqui permanecem, vivinhos da silva e de boa saúde, muito obrigado, mas, sim, calei-me e continuo calada.
E não é que me sabe bem o silêncio...?!
Uma questão de química
(Respira, respira, acalma-te... crises de ansiedade sobre algo que não podes controlar, que está fora de ti não te levam a lado nenhum e mais, não te permitem ajudar da forma como deves. Sim, apetece-te gritar, dar uns valentes murros na mesa, uns quantos puxões de orelhas e dizer umas quantas verdades bem direitinhas ao alvo, como sabes tão bem fazer. Mas... será a melhor estratégia? Não sei. Por isso, e como aprendi que "quando não se sabe o que se há-de fazer, o melhor é não fazer nada", espera, acalma a respiração, pensa, pondera. A altura chegará em que hás-de ter que agir e então, com a situação cara-a-cara, logo vês o que podes e como o deves fazer. Até lá, respira e escreve...)
No outro dia falávamos e ela perguntou:
- Mas porque não tentas pensar em coisas boas antes de adormecer?
- Eu até penso... quando as há...!
Desatámos a rir da irritante e desconcertante objectividade da resposta. Mas, apesar de tudo, eu, a autora irritantemente e desconcertantemente objectiva, resolvi tentar o que me foi sugerido.
Deitei a cabeça na almofada, ajeitei-me de forma a estar confortável e preparei-me para o exercício positivo. Dois segundos depois concluo que não escolhi uma boa noite: a cabeça a latejar há horas turva, necessariamente, qualquer positivimismo. Ondas a varrer a cabeça como se originadas pelos impactos consecutivos de uma marreta deitam por terra qualquer esgar de sentimento aprazível que possa surgir ao fundo do túnel. E como já tinha decidido não tomar nenhum medicamento porque senão passava a vida a fazê-lo ("tem que andar sempre com um antiestamínico atrás, é assim, não tem outro remédio, e também convém fazer tratamentos regulares de água do mar...", sim, Dr. R., eu sei disso tudo...), as marretadas continuavam a ressoar... Depois, outro pequenino problema a atrapalhar a concentração. Antes que a minha mente se disponha a atravessar prados verdejantes e nuvens branquinhas, convém tratar de um certo maxilar comprimido. É curioso mas não necessariamente positivo perceber que se calhar sempre fui rapariga de comprimir maxilares. Só que agora, a consciencialização da existência desta... vá, mania!, parece até dar mais força à compressão... e como não me faltava mais nada... Ok, relaxa, distende os músculos, comanda os dentes para que não se toquem... vá, façam-me lá o jeito... não tocar... não tocar... grunf, em mim até os dentes têm personalidade, que treta!
Bom, a dor de cabeça está lá, mais vale admiti-la e jogar com ela. Quando os maxilares me pareceram finalmente dispostos a colaborar, lá me tentei dedicar às paisagens de mar e ondas calminhas, areia branca e sol quente na pele... Até que... um ruído, um ruído estranho, incómodo, irritante, que dá voltade de atacar quem ousa produzi-lo justamente quando consigo dedicar-me ao meu propósito! Mas que raio de coisa vem a ser esta?!?
... era o despertador... e eram também horas de levantar...
Ah, pois é... depois de tanto tempo a preparar o corpo e a mente para o relaxamento interior e para a tentativa de manipulação de sonhos que daí adviessem, as drogas ganharam a corrida...
terça-feira, janeiro 11, 2011
Borboletas
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
Mário Quintana
Porque este tipo tem um vozeirão e eu adoro vozeirões!
I remember one moment, I tried to forget
I lost myself, is it better not said
Now I'm closer to the edge
It was a thousand to one
And a million to two
Time to go down in flames and I'm taking you
Closer to the edge
No, I'm not saying I'm sorry
One day maybe we'll meet again
No, I'm not saying I'm sorry
One day maybe we'll meet again
NO NO NO NO
Can can can you imagine a time when the truth ran free
The birth of a song and the death of a dream
Closer to the edge
This never ending story
Paid for with pride and fate
We all fall short of glory
LOST IN OUR FATE
No, I'm not saying I'm sorry
One day maybe we'll meet again
No, I'm not saying I'm sorry
One day maybe we'll meet again
NO NO NO NO
NO NO NO NO
I will never forget
NO NO
I will never regret
NO NO
I WILL LIVE MY LIFE
NO NO NO NO
I will never forget
NO NO
I will never regret
NO NO
I WILL LIVE MY LIFE
No, I'm not saying I'm sorry
One day maybe we'll meet again
NO NO
No, I'm not saying I'm sorry
One day maybe we'll meet again
NO NO NO NO
Closer to the edge
Closer to the edge
NO NO NO NO
Closer to the edge
Closer to the edge
NO NO NO NO
Closer to the edge
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Constatação #30
Pecado capital
Tenho inveja das pessoas simples. Aquela simplicidade de alma que lhes permite aproveitar o que a vida lhes dá, por mais pequeno que seja. A simplicidade de não quererem mais do que têm, se viverem os momentos como eles são, se não quererem contrariar as demandas do Universo. São pessoas leves, que se deixam levar pelos ciclos do planeta em vez de os tentar desviar. Não sofrem dos males do atrito, não andam aos encontrões. Não querem muito porque muito já é o que têm, recebem e dão, dão-se sem mais nada, pelo simples prazer de dar. "Mas não vivem grandes emoções..." dizem os arrevesados de feitio. Mas o que vocês não percebem, cara comunidade arrevesada, é que é justamente assim que encontram a sua doçura na vida, trabalhando as emoções em doses homeopáticas. Não necessitam do nosso enfartamento, da barriga cheia até não poder mais. O seu coração palpita mais devagar e alimentando essa cadência simples e branda sentem-se completos. Tenho inveja das pessoas descomplicadas, suaves ao toque, doces e pouco exigentes, com quem é sempre fácil lidar e que lidam bem com toda a gente. Que não deixam que as suas questões as levem ao ponto de ruptura consigo mesmas ou se sobreponham à crença de que tudo irá ficar bem. Tenho inveja das pessoas que têm sempre esperança mesmo quando o mundo ao seu redor parece ruir e que encaram essa ruína com o sorriso de quem acredita que de tudo se pode tirar algo de positivo. Tenho inveja das pessoas que aceitam.
No fundo, tenho inveja das pessoas que não têm inveja.
sexta-feira, janeiro 07, 2011
Verde
O open space, a irresponsabilidade e a estupidez humana, os azares ou... estou a dar em doida não tarda nada!
quinta-feira, janeiro 06, 2011
No meu elemento
E assim, volto ao palco, em forma de sala de reuniões, assumindo a minha personagem e às vezes até as dos outros quando estes se perdiam no meio dos risos e dos bloqueios.
E assim, volto ao prazer de viver outras vidas, de sair de mim e dar vida à ficção, de sentir outras almas.
E assim, volto a sentir que, na minha vida, a minha actividade principal é, afinal, o que resta, o resto.
Porque assim, volto à maior parte de mim. E que saudades eu tinha dela...
quarta-feira, janeiro 05, 2011
Porque me fez pensar
I remember when, I remember,
There was something so pleasant about that place.
Even your emotions had an echo
In so much space
And when you're out there
Without care,
Yeah, I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough
I just knew too much
Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Possibly
And I hope that you are having the time of your life
But think twice,
that's my only advice
Come on now,
who do you, who do you, who do you,
who do you think you are,
Ha ha ha bless your soul
You really think you're in control
Well...
I think you're crazy
I think you're crazy
I think you're crazy
Just like me
My heroes had the heart to lose their lives out on a limb
And all I remember is thinking,
I want to be like them
Ever since I was little,
ever since I was little it looked like fun
And it's no coincidence I've come
And I can die when I'm done
Maybe I'm crazy
Maybe you're crazy
Maybe we're crazy
Probably
terça-feira, janeiro 04, 2011
Preces
Peço, mas não sei a quem. A Deus, à Natureza, a Alá, ao Universo, a ti, a mim. Peço mas não sei a quem dirijo as minhas mãos fechadas, os meus dedos cruzados, fincados uns nos outros, não sei quem me observa quando olho para o céu. Peço, acreditando em tudo e não acreditando em nada em simultâneo. Mas mesmo assim, peço. Porque já chega.
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Frase do dia (e de início de ano!)
"Entrar, já entrámos. Agora é só sair!"
As doze passas, essas, ficaram pelo caminho. Porque eram gordas demais, porque me enjoa "embatucar" uma mão cheia delas de uma vez, porque não tenho doze desejos e acabo por me repetir. Portanto, comi três, pedi três e o espaço que as restantes deixaram foi preenchido com champanhe. Não sei se dá sorte mas que sabe bem melhor, ai isso sabe!
O resto foi passando. Com balões coloridos, chapéus e óculos porque tinha que haver um tema e este era simples e divertido o suficiente, comida e bebida (no meu caso pouco mais do que vodka black), com conversas estendidas em almofadões no chão onde decidimos rejeitar a carga e responsabilidade que um ano novo carrega e por isso, para nós, aquela era uma noite de amigos e copos e pronto.
O resto foi passando, passou, e cá estamos, prontos ou não, para iniciar mais uma caminhada.
sábado, janeiro 01, 2011
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Deslizando por aí...
domingo, dezembro 26, 2010
EA ou a prenda de mim para mim
"De que cor agora és TU??"
"O EU já não era para ti... (...) porque agora és outra pessoa, certamente melhor e mais preparada para enfrentar novos desafios."
"Sim senhor, todo jeitoso. Como a dona! ;)"
sexta-feira, dezembro 24, 2010
É Natal...
E são só dois dias, e hei-de passá-los a andar de mansinho, a pensar de mansinho, a sentir de mansinho... ao ritmo da minha avó quando mexia a panela de arroz doce...
quinta-feira, dezembro 23, 2010
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Red alert
terça-feira, dezembro 21, 2010
Em diferido
O mais certo é terem pressentido que não iria querer responder. A verdade é que dou por mim a ouvir as respostas dos anónimos apanhados desprevenidos, e a pensar no que diria se fosse eu. Mas logo a seguir tomo consciência da vergonha que sinto ao ouvir algumas considerações desses cidadãos incautos e começo a temer fazer a mesma figurinha... Ora, figuras triste eu já faço sem me condicionarem para tal, não há necessidade de o divulgar para todo o país que ainda alguém se engasga a comer a sopa enquanto me ouve.
Mas hoje... hoje!, pela primeira vez na vida, fui abordada para dar o meu testemunho! É verdade, ia eu muito bem na minha vidinha quando alguém se aproxima a perguntar:
- A senhora trabalha aqui? É que sou da SIC e ando a fazer uma reportagem...
Opá, até brilhei! Já me estava a ver a usufruir em pleno da oportunidade de me pronunciar sobre as mais variadas temáticas e partilhar o meu vasto conhecimento e reconhecido bom senso com todos os portugueses à hora do jantar e, quiçá!, contribuir assim para uma sociedade mais esclarecida ou, pelo menos, para uma sociedade que questiona, que abre a sua mente para ouvir outras perspectivas, que deixa que essas outras perspectivas a façam pensar... senti-me como que numa missão..!
Passada apenas uma pequena fracção de segundos, desci à terra. Sorri educadamente, disse "não, muito obrigado" e segui o meu caminho... e o doente mental que me tinha abordado seguiu o seu que certamente já estava atrasado para tomar os comprimidos.
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Porque hoje me refrescou o cansaço
I'm staring out into the night,
Trying to hide the pain.
I'm going to the place where love
And feeling good don't ever cost a thing.
And the pain you feel's a different kind of pain.
Well I'm going home,
Back to the place where I belong,
And where your love has always been enough for me.
I'm not running from.
No, I think you got me all wrong.
I don't regret this life I chose for me.
But these places and these faces are getting old,
So I'm going home.
Well I'm going home.
The miles are getting longer, it seems,
The closer I get to you.
I've not always been the best man or friend for you.
But your love, remains true.
And I don't know why.
You always seem to give me another try.
So I'm going home,
Back to the place where I belong,
And where your love has always been enough for me.
I'm not running from.
No, I think you got me all wrong.
I don't regret this life I chose for me.
But these places and these faces are getting old,
Be careful what you wish for,
'Cause you just might get it all.
You just might get it all,
And then some you don't want.
Be careful what you wish for,
'Cause you just might get it all.
You just might get it all, yeah.
Oh, well I'm going home,
Back to the place where I belong,
And where your love has always been enough for me.
I'm not running from.
No, I think you got me all wrong.
I don't regret this life I chose for me.
But these places and these faces are getting old.
I said these places and these faces are getting old,
So I'm going home.
I'm going home.
O copo rachado e colado
Medo de não ter mais forças um dia, medo dos outros, pessoas e momentos, e das "cartas pretas", do inevitável, do incontrolável, tu ou o que vier, medo da dor, dos murros no estômago, de que voltem os dias de antes, os dias de aperto constante no peito, medo de cair e não te levantares mais, medo de cair outra e outra vez, medo da travessia, medo de não teres aprendido nada e que baste um sopro para que o desequilíbrio se instale. Medo da fragilidade, a tua fragilidade, que se deu a conhecer de forma tão imensa, tão profunda que até se podia julgar que não eras apenas uma pessoa mas muitas mais num corpo só. Medo de ti e dos tremores que de vez em quanto te assolam. Medo de que nunca consigas viver, de forma plena e verdadeira, com o copo, o tal copo, que existe mas que nunca mais vai ser inteiro. Medo de que tu não o voltes a ser.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Más notícias ou "é assim a vida dos adultos"
Frase do dia
"All the things one has forgotten scream for help in dreams."
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Carta de despedida
Durante algum tempo, provavelmente tempo demais, eras uma carga que trazia presa aos ombros. Arrastava-te como um atrelado, não tendo coragem ou força para cortar as amarras e deixar-te para trás mas percebendo que o que me acrescentavas de bom era cada vez menos.
O que tínhamos durou anos, alguns anos, com altos e baixos, excelentes momentos, péssimos momentos, como todas as relações costumam ter ou, pelo menos, como eu acho que todas devem ter. Porque um relacionamento sempre estável não é um relacionamento apaixonado, vibrante. É como um buraco negro, está lá sossegado, aparentemente pacífico e inócuo, mas quando penetramos nele, suga-nos os batimentos cardíacos, a energia e torna-nos amorfos. Não tenho feitio para ser amorfa, nunca tive, não acho que as mudanças pelas quais tenho passado tenham vindo a alterar esse facto. Não esse facto. Por isso, assim é, com alegrias e tristezas, que nos temos vindo a acompanhar.
Mas, já há algum tempo que as tristezas, preocupações, incómodos evoluiram para gritos e murros na mesa, intolerância, irritação constante abafando o que daqui poderíamos tirar de bom, não é verdade? Já não temos nada para nos dizer, já não temos nada em comum, já não somos "nós". E, meu caro, isto não é vida para ninguém...
Por isso, acabou. Vou avançar para outra, abro caminho para novos intervenientes, para novas ligações, aconselho-te a fazer o mesmo, dentro das tuas possibilidades, das tuas limitações. Lamento, mas tem que ser. Tudo tem um fim, este é o nosso.
Na minha vida, agora, surge uma nova luz que me tem vindo a iluminar o pensamento. Espero que também ilumine os meus dias e as minhas "caminhadas" porque o que eu preciso é de luz e, mais comezinha, de poucas arrelias.
As diferenças entre vocês os dois são flagrantes e imensas, não vale a pena sequer enumerá-las. Mas, curiosamente, há algo em comum... as vogais. Percebo, assim, no que respeita a "andanças", que sou rapariga de vogais. E, vê só!, uma delas até se mantém e tudo! Demasiada coincidência, não achas? Se calhar é a forma que o Universo arranjou de nos manter afectivamente ligados... não sei bem para quê, mas que seja, aceito, que com o Universo não se deve discutir. Quanto à outra vogal, a troca foi da última pela primeira, o que, convenhamos, até carrega em si um discreto mas simpático simbolismo.
Enfim, é o que é, é o que tem que ser. Espero que tenhas um bom resto de vida, espero sinceramente que a tua nova pessoa te trate com o respeito e consideração que mereces, que te mime, que aproveite bem todo o teu potencial, que ainda é muito!, tenho a certeza que ainda tens capacidade de fazer alguém muito feliz, apesar de tudo, e é essa felicidade que desejo para ti.
Adeus, querido EU (o carro, não o outro, desse ainda não me consegui livrar), God Speed para ti também (de notar que este Speed não está em maiúsculas por acaso, espero que tenhas percebido a laracha...!).
quarta-feira, dezembro 15, 2010
terça-feira, dezembro 14, 2010
Bandas sonoras
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segunda-feira, dezembro 13, 2010
domingo, dezembro 12, 2010
Deve ser do tempo...
sábado, dezembro 11, 2010
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Constatação #29
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Ó diabo!
Dizem os astros e as cartas e mais não sei o quê:
O que deve, o que é, o que tem que ser, o que é preciso
Ontem, as palavras que saíam da minha boca explicavam-me, explicavam-se. Falava também para mim, organizava ideias também para mim. Enquanto ignorávamos a chuva miúda e graúda, continuávamos ao longo do rio, sem pressas, sem tempo para voltar. Porque o passeio tinha que ter a duração do que faltava falar. Ou pelo menos, do que faltava falar ontem.
Falta-me a constante. E, pela primeira vez em muito tempo, essa é uma boa notícia. Porque a minha constante impregnava-se naquele ponto no peito, não me deixava respirar e acompanhava-me sempre, em tudo o que fazia, dizia, pensava, calava. Como música de fundo, banda sonora sempre igual em todas as cenas, fossem elas quais fossem. No início desesperava-me, toldava-me os movimentos, manifestando-se a uns decibéis bem acima do recomendado. Depois, aprendemos a conviver, a sua presença tornou-se mais discreta, menos ensurdecedora mas, mesmo assim, agri-doce. Sim, já me permitia andar mas, não, não era um andar leve, límpido, fresco e requeria esforço, e requeria preparação para navegar em altos e baixos. Havia uma espécie de concentração de humidade e negritude a envolver-me, a abafar-me, a pesar o ar, que eu combatia como podia, que eu tentava gerir de forma a não estancar. Mas que continuava a fazer-me encolher de joelhos ao queixo quando finalmente parava, e a fazer-me virar para dentro de mim, para o meu núcleo, deixando-me, nessa altura, descansar e absorver por tudo o que lá encontrava. Nesses momentos, ficávamos cara a cara, eu, a humidade e a negritude, e eu deixava que me tomassem. Porque elas estavam lá, existiam, por mais que olhasse para o lado, continuavam a estar lá e eu tinha que as aceitar e resolver.
E fui resolvendo, ao ponto de, no momento, nos encontrarmos apenas de vez em quando, apenas quando é útil, acho eu. Porque tenho que assumir a sua utilidade. Mas fui resolvendo e resolvidamente assumo-as úteis e ainda presentes. Mas só de vez em quando.
Vai mudar? Não sei. E agora também não me interessa.
Frase do dia
Brillat-Savarin
Provado cientificamente... toma!
terça-feira, dezembro 07, 2010
Sem palavras ou com algumas menos próprias...
- Pois, pois, isto é tudo muito bonito mas se rentabilizarmos mais o nosso tempo, se formos mais eficazes, os chefes vêem que ainda nos podem atirar com mais trabalho para cima! Isso é que era bom! Sim, sim, gestão do tempo e tal... espera aí que eu já te atendo!
Perfil
Ela é casas, ela é alcofas de gatos, ela é máquinas fotográficas, ela é Rainbows... ela é o que vier pela frente e seja passível de apregoar via internet... de graça, claro!
segunda-feira, dezembro 06, 2010
"Novas novidades"
domingo, dezembro 05, 2010
Inevitável
sábado, dezembro 04, 2010
sexta-feira, dezembro 03, 2010
Hoje é um desses
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Gosto taaanto deste país!
Este é o nosso triste fado
Do vamos andando e do pobre coitado
Velha canção em que a culpa é do estado
Por ser o espelho do reinado
A história por mais do que uma vez
Foi mais cruel que a de Pedro e Inês
Levou-nos o que tanta falta nos fez
Sem deixar razões ou porquês
Temos fuga ao fisco estradas de alto risco
Temos valiosos costumes e tradições
Que eu não percebo se nos maldizemos
Quais as razões
Temos Chico espertos burlas e protestos
Temos tantos motivos para sorrir
Que eu nem imagino qual será a desculpa
Que vem a seguir
Gosto tanto deste país
Só não entendo o que o faz feliz
Se é rir da miséria de outros quando a vemos
Ou chorar da nossa própria quando a temos
Gosto tanto deste país
Só não entendo quando ele se diz
Senhor do futuro maduro duro mas seguro
E eu juro que ainda não o vi
Os queixumes, sei-os de cor
Endereçados a nosso Senhor
Intercalados com suspiro ou dor
De um bom sofredor
Dentro de momentos seguem-se os lamentos
Não há dinheiro para os medicamentos
Não há dinheiro para tanto sustento
Tão longe vão outros tempos
Gosto tanto deste país
Só não entendo o que o faz feliz
Se é rir da miséria de outros quando a vemos
Ou chorar da nossa própria quando a temos
Gosto tanto deste país
Só não entendo quando ele se diz
Senhor do futuro maduro duro mas seguro
Eu juro que ainda não o vi
Constatação #28
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Porque nunca nos lembramos o que raio estamos a comemorar...
Portanto, demos dois murros na mesa, dois pontapés aos Filipes e companhia, e aqui vai disto que o pessoal gosta é de Revoluções que ainda por cima depois dêem em feriados! E eu acho muito bem!
1 de Dezembro de 1640
terça-feira, novembro 30, 2010
A batata, o sovaco, D. Sebastião e eu metida no meio disto tudo!
Nisto, páro no último sinal antes de chegar ao meu destino e ouço uma buzinadela ao lado. Olho e o condutor faz sinal para que abra a janela. Desconfiada, lá me disponho a ouvir o que ele me tem a dizer:
- (com sotaque do Norte) Batata! Cum batata!
O sinal abriu sem me dar tempo de abusar da simpatia do colega condutor do Norte e perguntar mais umas coisitas sobre os conselhos que me dava: mas... batata cozida? Crua? Frita? Se for frita vou já ali ao MacDonalds e esfrego um pacote no vidro! E essa coisa do cigarro... utiliza-se o fumo, é isso? Ou o cigarro propriamente dito? Deduzo que aceso... mas limpa-se a gordura com a brasa??? Porque isto é importante! É que aplicar a sabedoria popular à optimização da performance de peças automóveis não é para qualquer um, é coisa de profissional e eu precisava saber concretamente o que fazer! Mas pronto, não deu tempo e lá nos despedimos com um "obrigadinho, boa noite para si também!" Continuei e só me vinha à cabeça há quanto tempo aquela alma devia vir atrás de mim a ver-me conduzir toda torta e a atirar-me ao vidro feita louca a cada paragem forçada (ou nem por isso) para sentir necessidade de me aconselhar...
Mas enfim. A noite seguiu, com aromas orientais temperados de... sovac... cof, cof, cof... não, quer dizer... café!... (combinamos que aquele odor seria do café, alguma moagem especial, pronto...) enquanto a conversa boa fluia como sempre. Sissas são sempre sissas...
De novo no carro, as duas marrecas a tentar ver a estrada à nossa frente através dos únicos pedaços de vidro minimamente limpos, mesmo juntinho ao tablier... Mas já éramos duas, a tarefa estava facilitada...
Volto a casa através do nevoeiro (e o que eu gosto de nevoeiro!), tal qual D. Sebastião dos tempos modernos (faltava-me o colarinho em harmónio, é certo...), a piorar a visibilidade mas que se lixe, é bonito que se farta, adoro andar lá pelo meio!... e assim me brinda a meia-noite.
Paralelamente, o Universo a dar tréguas. Pode não parecer, amiga, mas é, acho que é essa a intenção d'Ele.
Paralelamente, a noção estranha que forças ocultas podem mesmo existir. Talvez por serem ocultas nunca lhes dei grande crédito mas sei lá, já não sei nada...
Paralelamente, a vida a correr. Muitas vezes embaciada também.
segunda-feira, novembro 29, 2010
Perfil
(Este "até mesmo" caiu bem, não caiu? A dar a ideia de que só avanço quando não há outro remédio... suckers!!! ;))
Frase do dia
A minha alma anda muito ocupada, então... e deve estar a escrever um calhamaço!
Hot!
sábado, novembro 27, 2010
Carta V
As coisas mudaram desde a última carta, como é suposto, como seria de esperar. O tempo foi passando, como é seu hábito, através de mim, comigo ou levando-me, foi passando e eu passei com ele como pude. E fomos mudando os dois, muitas vezes não a par e passo, mas lá fomos seguindo o nosso trajecto. E se o tempo por si só não muda nada, é um precioso auxiliar quando queremos ou temos que mudar e tomamos essa decisão. Tempera, favorece, acolhe a mudança e mima-a, fazendo-a crescer.
Mas, o tempo e eu, levámos-me a um determinado patamar que não consigo definir. Houve escuridão absoluta, fundo de buraco, floresta tenebrosa e densa, e eu lá estava "etiquetada" dessa forma. Mas agora não sei bem onde estou...
Por isso, hesitei em escrever-te. Porque queria dizer qualquer coisa como "agora estou assim e assado e fiz isto e aquilo e penso e sinto desta e daquela maneira" e não um "não sei...". Porque ninguém escreve a ninguém para dizer "não sei".
Mas confio. Confio que não precises das minhas cartas ou da minha verbalização para me entender. Confio até que estejas mais à frente do que eu e já saibas bem o que tudo isto significa. Por isso, e partindo desse pressuposto, aqui vamos então...
Estou a andar e não andando. Talvez seja essa a grande diferença. Estou a andar de cabeça mais direita, de passada mais convicta, estou a andar para a frente. Ainda não sei onde vou mas sei hoje, com toda a certeza, que não quero mais ficar às voltas no meio do buraco e que é fundamental que de lá saia. Às vezes pergunto-me o que achas de tudo isto... será que sentes desilusão? Será que me consideravas mais forte? Será que esperavas o retomar de um caminho mais cedo? Será.. que te desiludi..?
Vou fazendo o que posso, como posso. Há dias difíceis mas já aprendi a aceitá-los e a esperar com mais fé por dias melhores. Mas já há dias em que me revejo como eu sou, partes de mim só minhas que não se deixaram levar pela enxurrada. Acho que hoje voltei a ser mais quem tu conheceste. Mas diferente, apesar de tudo, mas até melhor, gosto eu de pensar. E só uma coisa me entristece nesta melhoria... é o facto de não ta poder mostrar.
A nossa pessoa em comum tem também os seus dias. E os "seus" dias não são fáceis de ir levando... porque, como sabes tão bem, os "seus" dias transbordam de si e escorrem num largo perímetro, molhando quem esteja mais próximo. E eu sou que lá está. Estou a ver o teu sorriso agora, dizendo-me "eu sei, conheço a "peça" há 40 anos, sei muito bem como é!" Estou a ver o teu sorriso e a sorrir contigo.
Nem imaginas a quantidade de vezes que sorrio contigo, nem imaginas. Tudo, qualquer coisinha de nada, me faz pensar no que dirias, farias, pensarias... e quase sempre sei bem o que seria. E sorrio por te conhecer tão bem, sorrio por sentir assim a tua presença como se nada tivesse mudado. Nem imaginas a quantidade de vezes que me esqueço que tudo mudou...
Estou a andar, é o que posso dizer, estou a andar. Peço desculpa pela indefinição mas é o que tenho para dar de momento. Estou a andar e, por incrível que pareça, sinto sempre que, enfiada num buraco, a dar passadas largas ou a recuar, a estancar no espaço e no tempo, seja o que for, tu o fazes comigo. É o meu grande segredo, acho eu. É o meu grande truque, é o meu grande privilégio.
sexta-feira, novembro 26, 2010
"Prostibrutas"
quinta-feira, novembro 25, 2010
Ranger, é o que sou, uma power ranger!!
-"Pois é, isto vai prejudicá-la com o tempo... desgasta... talvez um molde de borracha para dormir...". (Certo.. e dia, como faço? Molde de borracha de dia?? Havia de ser bonito...)
- Mas ok, então, ó dótôre, diga lá quanto... (money, graveto, pilim, pasta, carcanhol, cappicce?)
- Então... isso é coisa para andar aí à volta de... unsdoisnumerosemuitoszeros euros....
- Ahahahahahahahahah! Caramba, dótôre, você é um piadista de primeira, pá! Olhe que não fazia ideia! Ahahahaah! Que coisa, até estou a chorar de tanto rir! Aaaiiiiii... ok... já acalmei... pare lá de reinar comigo e diga lá a sério...
- ................................................
- Eerrr... ceerrttoo... eerrr... só uma perguntinha... e uma tábua? Não faria o mesmo efeito? É que assim dava para travar a mordedura e, nas horas vagas, dava com ela na cabeça para aprender!!! Hein, o que acha, dótôre?!?!?
quarta-feira, novembro 24, 2010
Num abrir e fechar de olhos
terça-feira, novembro 23, 2010
WTF....!?!
segunda-feira, novembro 22, 2010
Os dias em que o mundo dá voltas depressa demais
domingo, novembro 21, 2010
E... é domingo
E o passeio no parque que tento não dispensar. Vou sentir falta dele quando me for embora, vou sentir falta de me perder na sua amplitude, de me tornar apenas mais uma árvore ou uma folha caída no chão quando lhe ofereço os meus passos. Vou sentir falta do cheiro e da brisa, dos bocadinhos de sol e sombra aqui e ali. Mas ele fica, no mesmo lugar de verde e castanho, cabe a mim a responsabilidade de nos voltarmos a encontrar.
E as pequenas árvores que também pela minha mão encontraram terra para crescer, a energia minha e de outros, tantos outros, que tiveram vontade de sair de suas casas e dedicar-se ao resto do mundo.
E o dia que é de chuva e de sol e eu hesito entre abrir o chapéu ou colocar os óculos escuros. E escolho os dois não me importando com o ridículo da situação porque o dia assim o merece e porque de chapéu bem aberto e óculos escuros por baixo é que se vê bem o arco-íris.
E as outras esferas que roçam o meu perímetro. Umas deixo que se liguem a mim nos seus elos e penetro eu também nelas para me dar a quem as habita. Outras afasto com mão, suavente as empurro, tal qual bolha de sabão, para fora de mim. Porque não são minhas, de todo, não são minhas, em nada se ligam a mim e qualquer intersecção será contra-natura.
E a velhota gorducha com a sua cadela velhota e gorducha... dizem que os cães assumem a personalidade dos donos. Pois, ora cá está. Acho, assim, que não devo ter um cão...
E o tempo que começa a deslizar, a adocicar algumas horas.
E a certeza de que perdi muito, não ganhei outro tanto mas alguma coisa, e que há pedaços que se viram engolidos pela vida onde foram criados e que lá ficaram para sempre. Mas há outros, que julgava perdidos, mas que agora vejo que continuam a pairar à minha volta apenas aguardando a hora de que eu lhes deite a mão e os volte a incorporar em mim.
E a vida que consegue pregar tantas rasteiras e nós que a vivemos vamos ter que ir aprendendo a cair e levantar, a equilibrarmo-nos em cima do muro, a decidir se e quando nos devemos deixar levar por ela ou devemos domá-la para que não nos ultrapasse e não nos afunde, mais e mais, nos seus calabouços.
sábado, novembro 20, 2010
quinta-feira, novembro 18, 2010
Frase do dia
Orando... que também quer dizer "rezando"!
Agora, vamos imaginar esta situação meramente hipotética: ter que dar formação a três grupos diferentes quase de seguida, sem ter tido grande tempo para me preparar por razões várias e... de garganta inflamada... bom, não é?
Melhor ainda só mesmo... isto não ter nada de hipotético!
quarta-feira, novembro 17, 2010
Constatação #27
(Talvez por isto gostasses tanto deles, talvez já soubesses e apenas esperasses que eu, um dia, o descobrisse também... )
terça-feira, novembro 16, 2010
segunda-feira, novembro 15, 2010
Mais uma, daquelas...
Bad day, looking for a way home,looking for the great escape.
Gets in his car and drives away,
far from all the things that we are.
Puts on a smile and breathes it in
and breathes it out, he says,
bye bye bye to all of the noise.
Oh, he says, bye bye bye to all of the noise.
Doo doo doo doo doo noo noo
Doo doo doo doo doo noo noo noo noo
Doo doo doo doo doo doo doo
Doo doo doo doo doo doo noo noo noo
Hey child, things are looking down.
That’s okay, you don’t need to win anyways.
Don’t be afraid, just eat up all the gray
and it will fade all away.
Don’t let yourself fall down.
Doo doo doo doo doo noo noo
Doo doo doo doo doo noo noo noo noo
Doo doo doo doo doo doo doo
Doo doo doo doo doo doo noo noo noo
Bad day, looking for the great escape.
He says, bad day, looking for the great escape.
On a bad day, looking for the great escape,
the great escape.
domingo, novembro 14, 2010
É trê cem, é trê cem...!!!
Sem palavras ou com algumas...
sábado, novembro 13, 2010
Salta da cama, arruma, corre, recebe, visita, voa...!
sexta-feira, novembro 12, 2010
Frase do dia
Porque é que não te deixas ficar quieta!?!
Triturando
Trouxe a certeza de que, apesar de tudo, sou uma pessoa bem resolvida. Senti na nuca os olhares e a energia negativa que emanavam e deixei-me estar não deixando que me afectassem. Ali fiquei, no meu espaço, meu por direito, meu porque eu quero, assumi-o sem que qualquer intimidação me tocasse. Fui eu, estive eu e o resto é conversa.
Ouvi um suspiro entre lágrimas que me disse: nunca mais foi o mesmo. E, pela primeira vez na vida, senti empatia com aquele ser que conheci tão pouco... nunca mais fomos os mesmos, pela mesma razão, pela mesma pessoa.
E, por último, aquele quase estranho foi-me sendo apresentado através de outros, através das suas palavras e olhares, através da sua dor. Em poucas horas, passou a ser um quase conhecido. E, em poucas horas, compreendi um pouco mais de quem era afinal e, acima de tudo, vislumbrei o que tu sempre conheceste. Sou mais rica cá dentro por isso.
De resto... bom, o resto aqui continua, sendo amassado e amassado de novo, devagar, devagarinho, ao meu ritmo, caminhando para que se desfaça. Uns dias consegue enublar-me os olhos, outros, é o sol que irradia em mim. E nestes últimos, volto a ser aquela que consegue entusiasmar-se com as pequenas coisas. E isso é bom.
quarta-feira, novembro 10, 2010
Sem remédio
Pergunto-me: se nem a morte o trava, quem o pode fazer...?
terça-feira, novembro 09, 2010
Mães...
(Respira, conta até dez, respira... 1... 2... 3...)
Lá atrás #5
segunda-feira, novembro 08, 2010
Privilégios
Houve risos. Houve choro. Houve mãos dadas, carinhos, gargalhadas, estupidez natural e saudável, empatia. Houve histórias más, emoções desenfreadas, corpo a tremer. Houve dores no peito e na alma, houve alívio, tristeza e alegria. Houve amor. As cinco entrelaçadas, cada uma com a sua carga, houve espaço e tempo para cada uma e para todas em conjunto.
É um privilégio, sem dúvida, um enorme privilégio.
A noite seguiu e o carro levou-nos, a gargalhar também, para que seguíssemos o resto das nossas vidas. Houve abraços e sorrisos, mãos quentes à chegada. Houve calma e desespero, noite mal dormida e sonhos, houve o continuar depois de tudo isso. Na mente, as conversas, as palavras, as expressões das cinco almas gravadas na minha memória, o que disseram, o que sentiram, o que calaram. Na minha mente, a certeza de que ainda não acabou para nenhuma, que está só no início para algumas, que para mim ainda há caminho a trilhar. Mas... nós estamos lá, eu sei, nós estamos lá.
Disseram-me antes que é assim "a vida dos adultos". Repetiram "caga nisso" e acrescentaram mais palavras duras e verdadeiras, palavras que tento absorver por mais que me doa, palavras que passo adiante para quem precisa de as receber também.
sexta-feira, novembro 05, 2010
O J.(inho) descrito pela tia...
:))
Intervalo
Mas... todas as portas são minhas, todas ladeiam o corredor de casa senhorial que eu sou. Mesmo as que encerram o escuro, são minhas, minhas e só minhas, e sou eu que tenho que decidir o que lhes fazer. Todas esperam a minha resolução, a minha definição do seu destino. Mas eu não sei.
Tentei explicar a mim mesma cada uma delas. Mas a multiplicidade de condições, abertas, semi-abertas, fechadas, com interior branco ou roxo, herméticas ou medrosas, de estrutura grossa ou assim assim... ultrapassa-me. Ultrapassam-me. Resta-me sentar no chão de madeira escura e recuperar o fôlego. Resta-me esperar que a respiração normalize, que as ideias assentem, que consiga prioritizá-las. Resta-me descansar um bocadinho para depois me levantar e, a pouco e pouco, dar conta delas outras vez.
quinta-feira, novembro 04, 2010
quarta-feira, novembro 03, 2010
Poeiras
Sonhos "pesadelados", preocupações, nervoso miudinho e, por outros lados, descobertas, pequenas descobertas que me atiram para anos antes, que me fazem sentir tão pequenina, saudades, orgulho, alma cheia, lágrimas como palavras das emoções. Pontadas. Pontadas de algo nas profundezas que tento calar ou, pelo menos, apaziguar mas que, de vez em quando, ainda dá sinal da sua existência. Que seja, já foi pior e sobrevivi. Nada me diz que não consiga continuar com a cabeça erguida. Mas é frustrante, tão frustrante... porque me dou conta que passamos a maior parte do nosso tempo a tentar manter-nos à tona, apenas e só. Demasiado cansados para nadar seja em que sentido, a levar com as ondas "de chapa", a lutar, apenas e só, para não afundar de vez. À volta, só água, e a bússola não diz para onde está a terra. Eu e outros à tona e à deriva...
Pára! Pára. Assim não consegues perceber nada. Pára, deixa assentar.


















