não é dada pelos ponteiros do relógio nem pela posição do sol... simplesmente sente-se... quando, de repente, faz sentido.
segunda-feira, abril 04, 2011
"As mulheres têm fios desligados” de António Lobo Antunes
Frase do dia
Mário Quintana
sexta-feira, abril 01, 2011
Parece mentira...
À vontadinha
quinta-feira, março 31, 2011
O vestido
- Querida, esse vestido não é discreto nem nunca vai ser em toda a sua existência. Por isso, mentaliza-te, ultrapassa essa parte e compra-o por aquilo que ele é!
- (risos) Tens razão... que se lixe, vou comprá-lo! Eu até tenho coisas bem piores! ;)
Copiando descaradamente.... mas quem diz a verdade não merece castigo, não é..?
Frase do dia
quarta-feira, março 30, 2011
Ping pong
terça-feira, março 29, 2011
De... terror?!?
Perfil
segunda-feira, março 28, 2011
Porque cada vez gosto mais desta senhora!
There's a fire starting in my heart,
Reaching a fever pitch and it's bring me out the dark,
Finally, I can see you crystal clear,
Go ahead and sell me out and I'll lay your shit bare,
Don't underestimate the things that I will do,
There's a fire starting in my heart,
Reaching a fever pitch and it's bring me out the dark,
They keep me thinking that we almost had it all,
The scars of your love, they leave me breathless,
I can't help feeling,
(You're gonna wish you never had met me),
Rolling in the deep,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
You had my heart inside of your hands,
(You're gonna wish you never had met me),
And you played it to the beat,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
But I've heard one on you and I'm gonna make your head burn,
Think of me in the depths of your despair,
Make a home down there as mine sure won't be shared,
(You're gonna wish you never had met me),
They keep me thinking that we almost had it all,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
(You're gonna wish you never had met me),
I can't help feeling,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
(You're gonna wish you never had met me),
Rolling in the deep,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
You had my heart inside of your hands,
(You're gonna wish you never had met me),
And you played it to the beat,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
Rolling in the deep,
You had my heart inside of your hands,
But you played it with a beating,
Count your blessings to find what you look for,
Turn my sorrow into treasured gold,
You'll pay me back in kind and reap just what you've sown,
We could have had it all,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
We could have had it all,
(You're gonna wish you never had met me),
It all, it all, it all,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
(You're gonna wish you never had met me),
Rolling in the deep,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
You had my heart inside of your hands,
(You're gonna wish you never had met me),
And you played it to the beat,
Could have had it all,
(You're gonna wish you never had met me),
Rolling in the deep,
(Tears are gonna fall, rolling in the deep),
You had my heart inside of your hands,
But you played it, You played it, You played it,
You played it to the beat
domingo, março 27, 2011
sexta-feira, março 25, 2011
(Des) necessidades
Podia aqui expôr com todas as letras o que penso e como penso. Podia "chamar os bois pelo nome", podia "pôr o dedo nas feridas", podia, como tão bem sei fazer, ir directa ao ponto e, certeiramente, atingir o alvo bem no seu âmago, sem deixar margem para dúvidas sobre a minha pretensão. Sem usar metáforas, linguagem mais ou menos velada ou elaborada, podia falar um português corrente, simples, cru, até básico, um português politicamente incorrecto mas altamente eficiente quando se trata de passar a mensagem certa. Podia, sim, sem qualquer subtileza nem remorso pela sua ausência. Podia insultar, deitar abaixo, pisar, escarnecer, ironizar e fazê-lo com a graça rude de quem não tem "papas na língua". Podia, sim. E confesso que até me daria um certo gozo. Mas não o vou fazer. E porquê? Porque... não é preciso.
Astro... lábia
Esta semana? Mas... é 6ª feira... de que semana estamos a falar exactamente??
Enjôo matinal
- Ai coitadinha, nem imaginas! O bebé era grande e rasgou-a toda, toda, toda! Coitada, que horror!
Juro! A sorte destas gajas é que eu sou impressionável... não fosse o vómito incontrolável e eu tinha dado dois gritos bem dados! Irra!
quarta-feira, março 23, 2011
E à noite a mãe liga...
terça-feira, março 22, 2011
Geração à Rasca — Mia Couto
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…) mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego… A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir e que por isso eles não suportam nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos — e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
Mia Couto
Constatação #36
O senhor que me desculpe, não se ofenda por estar assim a expôr um segredo de família mas olhe, mais tarde ou mais cedo, alguém havia de reparar, certo? Portanto, assuma-o de vez e mande cumprimentos ao maninho, dizendo-lhe da minha parte que eu acho que "ele vai muito bem", que "gosto muito de o ver trabalhar"...!
Frase do dia
"Sim, é minha... em todos os aspectos!"
segunda-feira, março 21, 2011
Equinócio
sábado, março 19, 2011
sexta-feira, março 18, 2011
Diz e diz e vai dizendo
quinta-feira, março 17, 2011
Paradoxos
Há coisas que dão mesmo vontade de rir. Mas depois, o que fica, não é a sensação de liberdade, de alívio que nos deixa sempre uma boa gargalhada ou o rasto da energia que o riso faz percorrer pelo corpo, alegrando todos os seus terminais e dando brilho aos olhos. Não, a sensação que depois permanece é a de amargo desconsolo, de baça descrença, de buraco negro que engole a alegria. Porque nada é mais lamentável do que rir do que é triste.
Que é como quem diz... siga!
quarta-feira, março 16, 2011
A propósito dos males
Hello??! Hello aí em cima!? Que tal fazermos um trégua, hein?? Que tal carregarem no pause em relação a mim e à minha "rede" e, sei lá, desviarem as atenções para outro lado só para variar um bocadinho, que tal?!? É que começo mesmo a ficar danada com esta trampa!!
Irra! Calma com o andor!! Mas é preciso que desate à chapada, é??!? Irra!!
Porque é daquelas que me faz cantar aos berros no carro!
Sara Bareilles
Head under water
And they tell me to breathe easy for a while
The breathing gets harder, even I know that
You made room for me, but it's too soon to see
If I'm happy in your hands
I'm unusually hard to hold on to
Blank stares at blank pages
No easy way to say this
You mean well, but you make this hard on me
I'm not gonna write you a love song
'Cause you asked for it
'Cause you need one, you see
I'm not gonna write you a love song
'Cause you tell me it's make or breaking this
If you're on your way
I'm not gonna write you to stay
If all you have is leaving
I'mma need a better reason to write you a love song today
Today
I learned the hard way
That they all say things you want to hear
My heavy heart sinks deep down under you
And your twisted words, your help just hurts
You are not what I thought you were
Hello to high and dry
Convinced me to please you
Made me think that I need this too
I'm trying to let you hear me as I am
I'm not gonna write you a love song
'Cause you asked for it
'Cause you need one, you see
I'm not gonna write you a love song
'Cause you tell me it's make or breaking this
If you're on your way,
I'm not gonna write you to stay
If all you have is leaving
I'mma need a better reason to write you a love song today
Promise me you'll leave the light on
To help me see with daylight, my guide, gone
'Cause I believe there's a way you can love me because I say
I won't write you a love song
'Cause you asked for it
'Cause you need one, you see
I'm not gonna write you a love song
'Cause you tell me it's make or breaking this
Is that why you wanted a love song
'Cause you asked for it?
'Cause you need one, you see
I'm not gonna write you a love song
'Cause you tell me it's make or breaking this
If you're on your way
I'm not gonna write you to stay
If your heart is nowhere in it
I don't want it for a minute
Babe, I'll walk the seven seas when I believe that there's a reason to
Write you a love song today
Today
terça-feira, março 15, 2011
Limpezas
Eeeerrr... eu também não..!
As "caracolinhas"...
Mal sabe a "caracolinha" mais pequena que a "caracolinha" maior engendrou tudo isto, não numa de boa samaritana, mas sim para ter desculpa para comprar uma embalagem familiar de Cerelac lá para casa!! Porque... convenhamos... a "caracolinha" pequena pode querer, claro, há que estar preparada ..! ;)
segunda-feira, março 14, 2011
LinFATicamente falando, como diz a outra
Meia mais meia laranja
sábado, março 12, 2011
Os entretantos dos cancelamentos
E a noite recheada, de pesadelos daqueles que dão medo, como criança a lidar com monstros imaginários. E esta casa era o centro do mal, era aqui que tudo acontecia, era daqui que tinha que sair com urgência.
No meio do nada, uma caixa de recordações onde, perdido e entrelaçado em inúmeros pedaços de papel rabiscados com mensagens várias trocadas de mão em mão nas aulas do liceu, um mais pequeno me chama a atenção. Letra de criança, a criança que eu fui, letra que se esforça para desenhar o A e o B de acordo com o manual da primária, de língua de fora, pressionando com força a caneta no papel para não sair da linha e curvar o C e o G na perfeição. Sem grande sucesso, diga-se de passagem, até hoje consigo ouvir a professora: até escreves bem mas tens uma letra tão feia, credo, é uma pena...!
Mas esse papelinho velho, de letra feia mas esforçada, oferece-me uma cantilena:
Gosto de ti porque gosto
Gosto de ti porque sim
Gosto de ti e aposto
Que tu também gostas de mim.
Tavez a tenha escrito por ser a única que conhecia para praticar a caligrafia, talvez a tenha escrito para a oferecer a algum menino especial certamente pensando que depois receberia em troca um "tens razão, também gosto de ti". Se assim foi, terei arrepiado caminho algures, provavelmente com medo de fazer figuras tristes, criança que eu era já dona de grande sentido crítico, e a cantilena nunca chegou a sair de mim acabando por encontrar acomodação no meio de todas as outras mensagens, essas sim, que passaram de mão em mão.
Gosto de ti porque gosto
Gosto de ti porque sim
Gosto de ti e aposto
Que tu também gostas de mim.
Nada mais sincero, nada mais humano. "Porque sim..", pois claro, que outra razão poderia haver...? Nada mais bonito, simplesmente bonito, para se entregar a alguém.
sexta-feira, março 11, 2011
Porque me toca de uma maneira especial que só eu sei qual é...
I've walked through dangers,
I've talked to strangers, but they didn't understand
And when the world seems senseless
It's me and you against them
And I love you because you know who I am
All you dreamers keep dreaming
And let those dreams rise into the light
Go find someone who loves you, to live those dreams through
Don't you go and get swallowed by the night
I've walked the stages
I've read the pages and never, I've never reached the end
All the world seems senseless
You're here with me against them
And I love you because you know who I am
Deep inside every soul
There's a sadness on the verge of climbing through
Now don't you try and fix it, why would you do that?
How beautiful when sadness turns to songs
And I'll walk through dangers
I'll dance with strangers, but they'll never understand
We'll never be defenseless
We'll win this war against them
Don't you doubt this, yeah I'm sure we can
And who cares if they don't ever understand
And I love you because you know who I am
Roubada descaradamente
"Prece
Dear mind,
I'll let you know when you're needed again.
(...)"
quinta-feira, março 10, 2011
Frase do dia
quarta-feira, março 09, 2011
O "S" que se transformou em "M", ou qualquer coisa a caminho disso, e o que veio a seguir
Fiquei espantada, não era propriamente uma pessoa de trato fácil, até se podia dizer um pouco antipática e, mais do que isso, tinha a razão do seu lado. Sorri meio incrédula, tentando perceber se não tinha ouvido mal e lá entreguei a etiqueta do produto que tinha tirado entretanto da mala.
Enquanto a operação do regista e não regista e do troca e não troca decorria, dei por mim a pensar: caramba, não estamos a falar de algo fundamental. Eu não morria se não trocasse a peça, o meu mundo não acabava, não ficava nem mais pobre nem mais rica. Ele, o fulano da caixa, por seu turno, também não ganhava nem perdia. Não era um assunto de vida ou morte, de muito milhões, de nada importante. Mas... ele foi amável. Podia não ter sido, tinha legitimidade para não o ser e ninguém lhe podia apontar o dedo. Estava a fazer o seu trabalho, a cumprir as regras, e bem. Mas... DECIDIU ser amável. Simplesmente isso.
Não posso deixar de escrever sobre o assunto. Não posso porque me dei conta que a amabilidade, pura e simples, é cada vez mais rara. Não posso porque é bom perceber que ainda existem pessoas assim, é bom destacá-las, é bom reconhecer-lhes o mérito. Não posso porque há muito tempo que ninguém era tão amável assim comigo, simplesmente amável, sem ganhar nada com isso, sem pensar muito, sem... mais nada.
P.S: Para aqueles que estão, neste momento, a pensar "pois, és mulher, o rapaz derreteu-se e fez-te o jeito", acho que posso afirmar com quase, quase, quase! cem por cento de certeza que não me parece que faça o "género" dele ;).
Mascarados
Senti muitas coisas, lutei com todas elas, desgastei-me, recompus-me, desgastei-me mais um bocado, sacudi a cabeça na ilusão de fazer saltar para fora de mim as nuvens negras, pensei, pensei, pensei, cansei-me de pensar. Voltei atrás, andei para a frente, tomei decisões, desfiz as decisões que tomei, pensei mais, tentei chegar a conclusões para logo a seguir as esquecer e logo a seguir também voltar a elas como tábua de salvação. Senti. Senti muito, senti tudo.
Estou cansada, muito cansada. Talvez seja porque este ano me fartei de pular ao Carnaval...
sábado, março 05, 2011
O jantar fora que se transformou em jantar dentro
sexta-feira, março 04, 2011
Interiores
Fiquei-me pela resposta politicamente correcta do "sim, sim, obrigado, não tenho dúvida nenhuma, depois digo alguma coisa".
Mas o que me apetecia mesmo dizer era: gostei de umas coisas, odiei outras, a sua voz já me começava a dar nos nervos e, convenhamos, para a próxima avise a dona que deixar um soutien azul rendado, qualquer número, copa C, exposto logo à entrada do quarto, é estar a dar informação a mais, que eu não quero ter, e que não, não vai vender a casa mais rápido só por se conseguir adivinhar que até tem um belo par de mamas!
"Falta o click!"
Mas isso sou eu, que tenho a mania...
As costuras
Viagem na maionese
Mas há mais! Tenho ultimamente reparado que, para além dos benefícios acima enumerados, um tupperware bem recheado pode-nos proporcionar toda uma experiência sensorial... vá... diferente! E ontem pude vivê-la em pleno...!
Nada como ter uma caixinha de arroz à valenciana a aguardar por nós dentro do carro, já há umas horas e com algum calor.... A caminho de casa, percorrendo estas estradas da vida, senti que o meu veículo já não era um qualquer citadino de 5 portas, não...!! Como que por magia, fui transportada para um outro universo, de cheiros e cores... por uns quilómetros senti-me uma outra pessoa, numa outra história de vida... por uns quilómetros, envolvida por aquela aroma, eu pude jurar que afinal era, nem mais nem menos do que uma condutora de roulotte de cachorros e couratos em início de jogo!
E não é que foi um gosto?! É o que vos digo, um gosto...
quinta-feira, março 03, 2011
Nãããã...! Este Sol não me engana!!
quarta-feira, março 02, 2011
Frase do dia
J. Bailey
terça-feira, março 01, 2011
As dores, a luz, as várias línguas e a crescente falta de pachorra!
Ouvimos só de vez em quando mesmo que ouçamos muito mais vezes. Podemos ser bombardeados durante meses e só haver um dia em que a informação, as opiniões, as constatações nos tocam de alguma forma. A minha única resposta para esta surdez selectiva é o coração e as suas razões ou a cabeça e as suas razões. Sinceramente, não sei bem se no fundo não são um só... E o facto é que "ouvir" dói antes de libertar. E quem quer que doa quando é óbvio que não vai passar disso, não vai ser mais nada que dor pura, sem tratamento, dor que só dói? Fechamos assim todas as portas, as auditivas, as sensitivas, e de dedo apontado mandamos a mensagem embora. A sua simples presença já fez estragos suficientes, não convém ter que lidar com ela muito mais. Sabemos, claro, o que ela tem para nos dizer, mas dói. Só dói.
Mas a realidade tem esta coisa chata de não desaparecer, de ser persistente... e, volta e meia, lá se coloca à nossa frente. Mais uma vez tenta, de mansinho ou à bruta, "chapar-se" na nossa cara. A cara é virada muitas vezes, continua a doer, continua a doer, mas há células em nós que começam lentamente a ceder. Porque há células em nós que se foram revestindo de capa protectora e conseguem já olhar de lado, conseguem que o medo já não as domine completamente. A realidade identifica-as imediatamente e não hesita em tocá-las, em tentar comunicar com elas. E vai plantando as suas sementes na parte de nós que se abre ao sol.
Não acredito no dia em que se acorda e se vê a luz. Acredito, sim, que vamos deixando a luz entrar aos poucos e que um dia percebemos que ela penetrou em nós em quantidade suficiente para nos podermos dizer mais iluminados. Nessa altura, a realidade, a mensagem que ela traz encontra acolhimento e pode enfim fazer-se evoluir para a outra fase, a fase em que nos acrescenta algo que não só sofrimento, a fase em que nos mostra o que o seu peso esconde, em que nos auxilia a libertarmo-nos dele, a ver para além dele.
Mas a mente humana é estranha... e embora tentando saborear a nova leveza, tem medo, continua com medo, luta entre embuir-se do espírito e prevenir-se para o que ainda pode vir. Porque a esmola parece demais, porque já não é a primeira vez que tudo volta a descambar quando já não se previa, porque "se calhar eu não tenho jeito para isto, o mais provável é fazer m****...". De repente, é mais fácil voltar à dor conhecida do que abraçar o que está para vir...
É uma luta. Cansativa, esgotante. Faz-me ficar farta de mim, deste ser estranho, cada vez mais estranho e inconsistente. É uma luta quase entre o bem e o mal, como nos filmes, em que num momento sou o "velho do Restelo" e no outro a "Alice no Pais das Maravilhas", em que de manhã digo "força, aproveita a vida e o que há de bom nela" e à tarde me encolho a dizer "cuidado, muito cuidado, it's not over yet...".
Convenhamos... estranha, louca, com múltipla personalidade e com raciocínios poliglotas... já não há quem aguente!
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
domingo, fevereiro 27, 2011
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Porque para tudo há uma primeira vez...
"Sim, portanto, eu tinha pensado então que nesta data façaríamos também aquela reunião..."
Juro! Esta eu nunca tinha ouvido!
A resposta à altura
Mas há outras que, simplesmente, nos preenchem... O assunto até pode ser do mais batido que existe, os argumentos até podem já ter sido discutidos até à exaustão, as pessoas até podem ser exactamente as mesmas e também nada ter acontecido de significativo... mas isso não interessa absolutamente nada. O que interessa é que, naquele momento, reina a absoluta empatia. E não há nada mais reconfortante.
É bom poder falar sem medos, sem vergonhas. É bom poder perguntar "sou uma idiota, não sou?" e ouvir "és mas eu gosto de ti à mesma" ou "és mas no que depender de mim vais deixar de ser". É bom receber sinceridade, genuína preocupação, é bom poder dizer e ouvir as palavras todas, sem rodeios. É bom termos quem nos queira bem ao ponto de nos ameaçar "se for preciso, levas um par de estalos!" e é bom sentir que não somos totais atrasados mentais ou que, pelo menos, se somos, estamos acompanhados porque o outro até concorda connosco e não se coíbe de o dizer. É bom porque nos entendem, é bom porque podemos ser nós próprios e receber o mesmo em troca. É bom porque nos fazem sentir que afinal andar por aqui, por esta vida, vale a pena...
Sim, querida F., considera este post como uma espécie de declaração de amor... digo "espécie" porque, convenhamos, temos o "nosso" marido pelo meio e embora saiba que ele até é um tipo arejado e moderno não sei se, apesar de passados todos este anos, já se habituou à ideia de que quando casou contigo, casou comigo também...
E sim, querida F., disseste "já viste que és uma rapariga com muita sorte?". E eu respondo: já vi, sim, sem dúvida nenhuma que sou! :)
Conhecimento interior
E foi isto que me saiu pela boca fora sobre... mim própria... e é este o resultado de várias sessões de terapia...
E... não é que eu até gosto?!
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Day off
Reparo agora que não o faço há meses, tantos meses. Reparo agora que não o fazia porque necessitava de rotinas para sobreviver, as poucas rotinas que me restaram, más ou boas, não interessava, a única parte da minha vida que se manteve igual. Podia não fazer nada de jeito, muitas vezes foi exactamente o que aconteceu, mas era a única razão que tinha para me levantar da cama e eu agarrava-a com unhas e dentes. Ia. Fui sempre, sem interrupção. Ia porque necessitava dessa estabilidade, porque era a única que tinha, porque ali eu era eu, a mesma, nada tinha mudado. Em comparação com o resto da vida, era o único sítio onde eu me encontrava de novo comigo.
Folga. Porque se proporcionou, porque olhei para ela e entendemo-nos. Quis tirá-la e tirei. Folga. Para não fazer nada, para fazer o que me apetece, para apanhar sol, para conversar, para descansar. Folga. Para dar ainda mais espaço de manobra áquele que é o meu grande defeito: penso demais e as folgas são amigas dos pensamentos. Penso demais, penso demais... e, na maioria das vezes, sinto-me como a única que pensa alguma coisa.
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Irmãos
Faço mal, já aprendi. Porque, enquanto tento e não tento, posso, e acontece muitas vezes, "meter os pés pelas mãos" quando o podia ter evitado se tivesse partilhado as minhas preocupações. Porque quem está de fora... é a velha história.
Mas pedir ajuda requer aprendizagem. Requer não me deixar levar pela ideia de que vou incomodar, que me vão achar parva, que lhes estou a atirar com um fardo que não é deles e com o qual não têm que levar. Requer, em suma, aprender a pensar que eles, os outros, os "meus" outros, sentem os amigos e as suas maleitas como seus tal como eu faço, e que por isso querem saber e ajudar e estar na minha vida partilhando o que é meu.
Tenho sorte, muita sorte. Estou rodeada de mãos que nunca me deixaram cair mesmo nos momentos de maior queda livre. Mesmo até quando eu queria cair. Porque há dias em que estamos tão cansados que só queremos mesmo deixarmo-nos escorregar pela parede e esparramarmo-nos no chão. Nunca deixaram, nunca quiseram ver-me esparramada fosse onde fosse nem de qualquer forma. Cada uma à sua maneira, deitou-me a mão, o pé, o coração porque, no mínimo, tinham que garantir que, se escorregasse, teria uma almofada fofa onde deitar a cabeça, mesmo que eu não a pedisse. E eu raramente a pedi.
Escrevo isto hoje porque hoje, numa qualquer rede social, faz-me uma homenagem aos irmãos. Estes são os meus "irmãos". Sem os quais a minha alma não teria sobrevivido.
E o Fernando a falar por mim
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta.
Não é o que estou chorando.
O que choro é diferente.
Entra mais na alma da alma.
Mas como, no céu sem gente,
A nuvem flutua calma
E isto lembra uma tristeza
E a lembrança é que entristece,
Dou à saudade a riqueza
De emoção que a hora tece.
Mas, em verdade, o que chora
Na minha amarga ansiedade
Mais alto que a nuvem mora,
Está para além da saudade.
Não sei o que é nem consinto
À alma que o saiba bem.
Visto da dor com que minto
Dor que a minha alma tem.
Fernando Pessoa
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Estados da alma
Cansada. De corpo, porque estive confinada ao mesmo sítio durante todo o tempo, a olhar numa só direcção. De alma, porque me canso a mim mesma. E estou cansada do cansaço.
Desiludida. Mas... what's new?? Tem sido uma constante e a culpa é minha. Só se desilude quem se ilude e eu tristemente revelo-me mestre em ilusão...
Triste. Porque há recantos meus que são negros. E nunca vão deixar de ser.
Alegre. Porque reparo que, já há uns tempos, me voltei a alegrar com as pequenas coisas. Coisas que provavelmente só me alegram a mim como o chão cheio de folhas ou os pássaros a cantar ou aquela música que surge no momento certo ou ainda perante a possibilidade de comer qualquer coisa de que gosto muito. E às vezes apenas o simples facto de estar...
Compreensiva. Sei bem pelo que passas querida E., sei tão bem...
Sonolenta. Decididamente, levantar-me de madrugada só é para mim se for para apanhar um avião que me leve daqui para qualquer outro lado. Caso contrário, considero um verdadeiro atentado à minha sanidade mental!
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Porque esta andou o fim-de-semana todo atrás de mim a "pedir" para ser publicada...
If you wait for me
then I'll come for you
Although I've travelled far
I always hold a place for you in my heart
If you think of me
If you miss me once in awhile
Then I'll return to you
I'll return and fill that space in your heart
Remembering
Your touch
Your kiss
Your warm embrace
I'll find my way back to you
If you'll be waiting
If you dream of me
Like I dream of you
In a place that's warm and dark
In a place where I
can feel the beating of your heart
Remembering
Your touch
Your kiss
Your warm embrace
I'll find my way back to you
If you'll be waiting
I've longed for you
And I have desired
To see your face, your smile
To be with you wherever you are
Remembering
Your touch
Your kiss
Your warm embrace
I'll find my way back to you
Please say you'll be waiting
Together again
It would feel so good to be
In your arms
Where all my journeys end
You can make a promise
If it's one that you can keep
I vow to come for you
If you'll wait for me
Say you'll hold a place for me
in your heart
A place for me in your heart
A place for me in your heart
Expiações e outras considerações
Mas a marca dos dias a andar vai adocicando o rasto amargo, amaciando a dureza das expressões, sarando os tecidos. Já não se pergunta se "irá acabar um dia?", pergunta "quando". Com consciência de que nunca nada irá ser igual, pergunta "quando". E se pensar bem, a fundo, alegra-se pela diferença inevitável, alegra-se pela armadura entretando soldada, alegra-se pelo coração multifacetado de agora, alegra-se pelos dias negros que nunca poderão voltar a ser tão negros assim simplesmente porque não existe negritude maior. E alegra-se por perceber que a sua outra face já não está à disposição.
domingo, fevereiro 20, 2011
E já de madrugada...
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Facilidades
Aparentemente, é este o vaticínio dos astros para mim no dia de hoje.
E não deixa de ser curioso porque a questão que se vem colocando é justamente essa, a aparente facilidade das "coisas" em contraste com a minha visão delas e, mais do que isso, com os sentimentos pesados e angustiantes que a acompanham.
E assim, o Sol, a Lua e as estrelas que se espalham por aí dizem-me, através de uma das últimas páginas de um qualquer jornal, "vê lá se aprendes de uma vez!".
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Os balanços
A propósito da minha loucura, volto a estar encolhida no chão da banheira, com água quente a escorrer pelas costas. Estou aqui mas estou lá, a balançar o corpo para trás e para a frente sem dar conta, a repetir incessantemente as mesmas palavras, aquelas palavras, a julgar-me louca, a sentir-me louca mas a ignorar a sensatez e a deixar-me levar pela cadência do movimento e do som que eu própria emito. Estou aqui mas o meu coração e a minha mente estão lá, encolhidos e imersos em água quente.
Quem é mais louco? Quem não dá peso à vida e ao tempo que passa ou quem dá peso demais? Quem pede para o céu ou quem nem se dá conta que ele existe? Quem sente cada solavanco ou quem plana por aí? Quem se esquece dos sentidos ou quem os exacerba? Quem espera que os pensamentos voem com direcção certa ou quem os abafa logo à partida?
Quem se encolhe numa banheira a balançar...?
terça-feira, fevereiro 15, 2011
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Para provar que os animais assumem a personalidade dos donos...
Merecidamente
sábado, fevereiro 12, 2011
Dancing with myself
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Apresentações
Fui apresentada e respondo agora: é um prazer conhecê-lo. É um grande prazer mesmo..!
Porque é a derradeira declaração de amor
Michael Buble
You're a falling star,
you're the get away car.
You're the line in the sand
when I go too far.
You're the swimming pool,
on an August day.
And you're the perfect thing to say.
And you play it coy
but it's kinda cute.
Ah, when you smile at me you know exactly what you do.
Baby don't pretend
that you don't know it's true.
'cause you can see it when I look at you.
And in this crazy life,
and through these crazy times
It's you, it's you,
you make me sing.
You're every line,
you're every word,
you're everything.
You're a carousel,
you're a wishing well,
And you light me up,
when you ring my bell.
You're a mystery,
you're from outer space,
You're every minute of my everyday.
And I can't believe,
uh that I'm your man,
And I get to kiss you baby just because I can.
Whatever comes our way,
ah we'll see it through,
And you know that's what our love can do.
So, la, la, la, la, la, la, la
So, la, la, la, la, la, la, la
And in this crazy life,
and through these crazy times
It's you, it's you,
you make me sing.
You're every line,
you're every word,
you're everything.
You're every song,
and I sing along.'
Cause you're my everything.
Yeah, yeah
So, la, la, la, la, la, la, la
So, la, la, la, la, la, la, la
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Vapor de água
Enquanto ontem a água quente do chuveiro escorria sobre mim e se formava à minha volta o meu nevoeiro privado, certezas saiam para o ar através dos meus lábios em direcção aos azulejos. E sim, confirmei-lhes as certezas que tinha, que tenho. Mas eles devolveram-me a pergunta fria da sua superfície: sabes que decidiste ir... mas para onde? Não sei. Não sei e agora não me interessa porque decidi ir e isso é o que marca esta noite de banho quente. "Resolvi fazer-me à vida..." dançavam as letras escritas a vapor, "resolvi fazer-me à vida...".
É tão mais fácil quando nos convencemos que tudo tem um sentido, um propósito. Mesmo que não saibamos qual é, é tão mais fácil aceitar que nada acontece por acaso e que tudo encerra em si algo de positivo, até os maiores monstros da memória. Iliba-nos de pensar, dá-nos autorização para ficar quietos e esperar que o que tem que acontecer aconteça. É tão mais fácil mas só às vezes é que sabe bem. De resto, o sabor é estranho, indefinido, amargo. E como eu detesto o amargo...
Mas decidi algumas decisões. Nada de fundamental para a humanidade, nem mesmo para a minha, mas decidi. E pergunto-me se foi de facto necessário todo o caminho para chegar aqui... sim, convenço-me que sim porque não me quero ver como uma perda de tempo. Convenço-me e congratulo-me e acredito, sim acredito, que hoje não seria quem sou se não tivesse passado pela travessia. Digo "passado" por ela porque não sinto que tenha sido eu a decidir fazê-lo mas sim ela que se foi atravessando à minha frente. A travessia atravessou-se, foi assim que foi.
Misturando sensações, como batido de fruta com água em vez de leite porque os meus têm que ser assim, e esperando que o resultado seja... no mínimo, comestível. Porque são as minhas, as dos outros, as que julgo que os outros têm, as que gostaria de ver, as que gostaria de sentir. Demasiados ingredientes para que saia alguma coisa de jeito daqui, é essa a verdade. Mas a tudo a alma se habitua e, às tantas, já não é nada de sólido ou pesado, simplesmente paira à minha volta, como o nevoeiro particular, que é meu, que faz parte de mim, que é assim talvez porque tenha que ser, que é enquanto for.
É quinta, já é quinta-feira.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Mais vale sorrir!
Mas, claro, lá acabei por chegar... e quando cheguei sorri para dentro e para fora porque não há mesmo mais nada a fazer.
Foi apanhado, essa é que é essa. Foi apanhado numa "esparrela" e não gostou. Foi apanhado e fui EU que o apanhei, ainda por cima com mais gente a assistir. Não pensou, não deu conta que tinha feito asneira e quando percebeu... também já eu tinha percebido e isso deixou-o lixado! Ou melhor, percebeu quando EU me manifestei. E pior do que assumir um erro, é assumir um erro que EU apontei. Portanto, qual foi a escolha? Não assumir, claro. Não ali, não naquele momento, não estando-o EU a pôr em xeque.
Sorri porque não há mesmo mais nada a fazer. Sorri porque penso que ficou claro para todos o que se tinha passado. Sorri porque a situação me caiu sobre o colo sem que eu tivesse que fazer nada para a provocar. Sorri porque se "enterrou" sozinho. E sorri porque, confesso, me deu um certo gozo... ;)
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
"Another year"
sábado, fevereiro 05, 2011
E lá nos "despedimos"...
Dançámos, dançámos, dançámos; pulámos e pulámos e pulámos; e rimos, rimos muito, rimos até às lágrimas! E no fim, a última música, no rádio já ao pé de casa, foi escolhida por ti, directamente para mim, e foi com ela nos ouvidos e no sorriso que meti a chave à porta.
Foi bom. Foi mesmo muito bom.
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Vai e volta
Falávamos, no outro dia, eu e a V.. Falávamos desse brilho e do queixo levantado com que se deve encarar a vida, da abertura de espírito, da sede de receber. Falávamos, assim, de um passado, saudosistas, até. Tentei explicar o que muda, como muda, porque é que muda. E, em silêncio, combinámos que havia de mudar outra vez.
Frase do dia
Ivy Baker Priest
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Da lavadeira ao porco, do porco ao bêbedo de karaoke
Vai daí, optei. Optei pela minha sanidade conseguida através da loucura temporária. E até foi giro.
Depois, voltei para o cantinho de sempre. Encontro tudo calmo, estranhamente calmo, todos armados com auriculares ou concentrados no computador...! E até a "bailarina" da frente e o seu partenére "descanso-de-pés-chiante" primam pela ausência! Boa, pode ser que consiga afinal descansar a cabeça...
Mas, de repente, começo a notar que o silêncio é, por vezes, quebrado por um som estranho, muito estranho, às vezes estridente, às vezes gutural, desconexo, daqueles que nos fazem franzir a cara e correr a tapar os ouvidos tal a má disposição que causa, que nem parece deste mundo, quase alienígena! "Meus Deuses, mas será?? Estamos a ser atacados como os filmes de Hollywood sempre previram? É desta que seres de outros mundos me caçam e me transformam, sei lá... numa morcela de arroz ou assim?!?". Parei o que estava a fazer e a medo espreito por cima do monitor na direcção de onde me parecia vir o som maligno. Continuava tudo com phones... a trabalhar... ninguém se tinha ainda apercebido do ataque iminente! Resolvo levantar-me para dar o alerta "Caramba, são meus colegas! Olha, que se lixe, ponho em perigo a própria vida mas ao menos tento salvar alguém!" e eis senão quando dou de caras com o dito ruído estranho mas desta vez trazendo atrás de si uma boca... uma boca, um nariz, uns olhos e os phones também... tudo humano.
Volto a sentar-me, recomponho-me do susto e penso: Ooookkkk... afinal não há razão para medos... afinal é só uma colega a acompanhar com voz (ela diria "cantar") o que soa nos seus ouvidos...!
Pois... é... e é francamente melhor...
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Decisões
Porque me faz viajar até ao dia em que, a sorrir, comentaste "isto está muito bem feito!"
If the night turned cold
And the stars looked down
And you hug yourself
On the cold cold ground
You wake the morning
In a stranger's coat
No-one would you see
You ask yourself, 'Who'd watch for me?'
My only friend, who could it be?
It's hard to say it
I hate to say it
But it's probably me
When your belly's empty
And the hunger's so real
And you're too proud to beg
And too dumb to steal
You search the city
For your only friend
No-one would you see
You ask yourself, Who'll Watch For Me?'
A solitary voice to speak out and set me free
I hate to say it
I hate to say it
But it's probably me
You're not the easiest person I ever got to know
And it's hard for us both to let our feelings show
Some would say I should let you go your way
You'll only make me cry
If there's one guy, just one guy
Who'd lay down his life for you and die
It's hard to say it
I hate to say it
But it's probably me
When the world's gone crazy, and it makes no sense
And there's only one voice that comes to your defence
And the jury's out
And your eyes search the room
And one friendly face is all you need to see
If there's one guy, just one guy
Who'd lay down his life for you and die
I hate to say it
I hate to say it
But it's probably me
I hate to say it
I hate to say
But it's probably me
I hate to say it
I hate to say
But it's probably me
I hate to say it
I hate to say
But it's probably me
terça-feira, fevereiro 01, 2011
So long, farewell, auf wiedersehen, goodbye...!
Técnicas de venda
Dancing pig
Agora... o que fazer quando a "bailarina" mais próxima usa o descanso dos pés para, de forma nervosa e frenética e "pouco oleada", ir marcando o ritmo e dando os seus passinhos de dança sentada?! Quem entre aqui desprevenido, convence-se, certamente, de que tenho um porco excitado a viver debaixo da mesa do lado...

















